Amor Proibido
4 Dever de monitor (ou nem tanto)
Notas iniciais
Boa leitura!
Não era para mim que Rachel Berry estava sorrindo, acenando e piscando. Era para Puck.
Por alguns segundos fiquei estática encarando-a com incredulidade. Como assim ela estava dando mole para o Puck? O maior “pega em um dia e esquece no outro” de Hogwarts inteira? Eu nunca tinha sentido vontade de bater em Puck antes, mas agora o que eu mais queria era que sua cabeça explodisse.
– Muito bem, vamos começar as rondas, então! – Anunciou Mike.
Então eu percebi que tinha passado muito tempo presa em meu ódio mortal contra Puck. Infelizmente eu não sabia fazer o olhar mortal de Santana. Merda.
Todos nos levantamos e nos dirigimos ao nosso respectivo “lugar para patrulhar”.
Eu iria para o quarto andar, Santana para o terceiro, então fomos juntas até lá. Ela já tinha parado de arfar como um cachorro, mas ainda estava muito suada e cansada.
– Vai me contar o motivo disso tudo? – Perguntei apontando para ela.
– Você não... não vai... acreditar. – Estávamos subindo as escadas. – A Britt... ela... ela vai... ESPERA!
Ela parou bruscamente e inspirou o máximo de ar que pode.
– A Brittany vai “dar” para o boca de truta, porque o gato maligno dela a escreveu uma carta dizendo que isso me afastaria! – Ela voltou a ofegar.
– Tá, calma, uma coisa de cada vez. Primeiro você respira e volta a se comportar como um ser humano normal e depois nós conversamos, o.k.? – Ela assentiu.
Ficamos alguns minutos paradas no meio da escadaria esperando Santana voltar a usar seu pulmão corretamente, até ela finalmente conseguir respirar de novo e me contar o que tinha acontecido em sua missão-espiã-demais.
– Pera. Para tudo. Ela está dando um fora em sete anos de amizade por causa de uma carta que o gato gordo dela escreveu?
Ela assentiu com a cabeça, como se fosse a coisa mais sensata do mundo.
– Eu sempre soube que aquele gato gordo não gostava de mim. Era só eu ir lá passar o Natal com os Pierce e o bichano não desgrudava da Britt...
– Santana! Percebe o que você tá falando, criatura?
Ela parou e refletiu alguns segundos.
– Tem razão. – Suspirei.
Finalmente ela percebeu a besteira que estava falando! Quero dizer, desde quando aquele gato gordo controla a mente das pessoas? Ahrg, merda, tá funcionando comigo também.
– Eu deveria ter percebido que aquele gato é um perigo para a Britt-Britt antes! Merda, merda, merda!
Eu pensei em dar um soco na sua cara, mas já tínhamos chegado ao terceiro andar. Santana acenou e virou o corredor. Eu suspirei e continuei subindo.
Era melhor não me intrometer e ver onde isso iria dar. Além disso, eu tinha meus próprios problemas para resolver.
SANTANA’S P.O.V
Ignorei totalmente meu dever como monitora e fui direto para a sala onde o boca de truta encontraria a minha Britt-Britt.
– Hey, Santana! – Gritou Rachel Berry, aparecendo na minha frente do nada.
– Ai, credo! Sai pra lá, assombração! – Gritei e fiz uma cruz com os dedos.
Ela pareceu brava, mas não ofendida.
– Eu queria...
– Ainda bem que queria, agora sai da minha frente que eu tenho assuntos importantes para resolver.
Tentei passar por ela, mas a baixinha me segurou pelos ombros e me fez encará-la.
– Eu preciso conversar com você sobre algo importante, Santana.
– Tá, eu percebi, toco para amarrar burro, mas agora não da, o.k.?
– Será que podemos conversar outra hora, então? É realmente importante...
– Tá bem, tá bem. Agora caí fora.
Eu a empurrei para o lado com o braço e andei o mais rápido que pude para a Sala de Troféus e Armaduras. Quando cheguei em frente à porta, já podia ouvir alguns murmúrios baixinhos:
– Você é tão linda, Britt... Esperei tanto tempo para te ter assim...
Senti meu sangue ferver. Tentei forçar a maçaneta, mas como eu previ estava trancada. Então eu saquei minha varinha, apontei para a porta e disse:
– Alohomora!
QUINN’S P.O.V
Eu estava andando pelo corredor, fazendo mais uma ronda antes de ir para cama.
Já devia passar da meia noite e eu já deveria estar deitada na minha cama confortável tendo ótimos sonhos com uma certa morena baixinha... Mas o maldito daquele poltergeist atrapalhou todos os meus planos abrindo todas as torneiras do banheiro masculino. Vadio.
Eu já estava indo para meu dormitório quando ouvi murmúrios vindos da biblioteca. Pensei em fingir que não ouvi nada e ir me deitar na minha cama convidativa, mas decidi fazer a coisa certa pela primeira vez.
Entrei na biblioteca e fui seguindo as vozes que conversavam baixinho e os achei nos fundos da quinta fileira de enormes estantes cheias de livro. Os dois estavam atracados e se beijavam calorosamente. Me aproximei e preparei um sermão chato e um justo desconto de pontos das respectivas casas. No entanto, não eram quaisquer adolescentes que estavam ali, mas sim Rachel Berry (minha paixão de sete anos) e Noah Puckerman (meu amigo de infância).
Notas finais
*ENQUETE* No próximo capítulo quem começa narrando? Santana ou Quinn?
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