Amor Proibido

5 O que os olhos não vêem o coração não sente


Notas iniciais
TÍTULO COMPLETO: O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM O CORAÇÃO NÃO SENTE. INFELIZMENTE EU VI.
Coloquei aí porque não coube -q
Boa leitura!

SANTANA’S P.O.V

[... ] Então eu saquei minha varinha, apontei para a porta e disse:

– Alohomora!

A porta se escancarou e dois pares de olhos me encararam assustados.

Brittany estava apenas de lingerie rosa deitada em uma mesa, enquanto Sam estava em cima dela só de calça. Os dois estavam ofegantes, mas Brittany parecia mais a ponto de chorar.

Naquele momento eu podia jurar que seria capaz de lançar um “Avada Kedrava” no maldito, esquarteja-lo, jogar os pedacinhos no rio para os peixes comerem, gravar isso tudo em uma fita, assisti-la todas as noites antes de dormir para o resto da minha vida e, ainda assim, nunca me arrepender disso.

– Duzentos pontos a menos para Lufa-Lufa! – Gritei apontando minha varinha na direção do boca de truta. – Agora você some daqui antes que eu arranque suas tripas pela sua boca enorme, entendeu?

Ele assentiu, se levantou e saiu correndo da sala. Snixx, apesar de tudo, eu amo você por conseguir colocar medo em todo mundo.

Brittany se sentou sem me encarar. Ela ameaçou sair da mesa e pegar suas roupas espalhadas pelo chão, mas eu agi mais rápido e apoiei minhas mãos na mesa, formando uma espécie de prisão com meus braços.

– Onde pensa que vai? – Perguntei olhando em seus lindos olhos azuis.

– A-acho que... vou voltar para o meu dormitório também...

Eu sorri e aproximei meus lábios dos seus, de modo que cada palavra formasse um roçar de lábios.

– Acha, é? – Ela engoliu em seco. – Você tem sido uma menina muito malvada, Britt-Britt.

Segurei em sua cintura e a trouxe mais para a ponta da mesa.

– O-o que vai fazer comigo, San?

– O que eu vou fazer? Vou te ensinar a ser boazinha e não chatear a Titia Snixx...

Ela arfou quando eu apertei mais seu corpo contra o meu, me encaixando entre suas penas. Eu sorri, pois a batalha já estava ganha.

Comecei a distribuir beijinhos de boca aberta por todo o seu pescoço, passando pelo lóbulo da orelha e dando uma pequena mordidinha.

– San... Não... E-eu tenho... Sam...

Meu sangue ferveu e eu desejei ter lançado uma maldição imperdoável no desgraçado quando tive chance. Como ela poderia lembrar do bocudo em uma hora dessas? Eu quase virei às costas e fui embora chorar e desabafar com a Fabray, mas me detive. Bem, nesse caso eu teria que fazê-la esquecer do lábio de gloss.

– Olha nos meus olhos e diz que é ele que você quer. Diz que você não está louca de vontade de se entregar para mim agora. Diz isso, então eu te deixo em paz. – Sussurrei em seu ouvido com a minha voz mais sexy.

Diabos, eu não fazia ideia do que estava fazendo. Só sabia que eu morria de medo de ouvi-la dizer que não me queria. Eu quase bati minha cabeça contra a mesa, mas me controlei e esperei por sua resposta.

Fala sério. Meu autocontrole é foda, né?

– E-eu... Eu... Quero... S-será que voc-cê pode a-afastar u-um p-pouco?

Eu sorri contra a pele do seu pescoço.

– Qual o problema? Não consegue se concentrar comigo assim? – Deslizei uma se minhas mãos para sua coxa.

Ela tremeu, eu sorri.

Aproximei mais minha mão de seu centro, pousando-a na parte interna de sua coxa. Levei minha outra mão até o fecho de seu sutiã e depositei mais um beijinho em seu pescoço quando consegui tirá-lo na primeira tentativa.

– Não me quer agora? – Perguntei provocantemente, tornando a olhar em seus olhos.

Os olhos azuis claros e inocentes tinha se tornado escuros e nebulosos.

No instante seguinte sua mão estava em minha nuca, puxando-me para um beijo quente e desesperado. As línguas estavam literalmente duelando por domínio, os corações descompassados batiam no mesmo ritmo. Naquele momento eu soube que não importava o que ela dissesse, pois Sam jamais a teria como eu tinha.

O beijo foi quebrado quando precisávamos de ar e eu não perdi tempo em descer os lábios para seu pescoço pálido. Fui com acalmando-a com a minha língua até o ponto de pulso, onde deixei um chupão para mostrar ao boca de truta que aquela garota era minha desde o começo. Ela gemeu alto e eu continuei descendo em direção aos seios. Primeiro beijei ao redor deles, para depois circular o mamilo empinado com a ponta da língua, colocando na boca, sugando e depois soltando com um “plop”. Fiz o mesmo com o outro seio e me deliciava com os gemidos que escapavam dos lábios finos.

– S-San... Por favor...

– Por favor o que, baby?

– Me fode, San...

O.k., agora todo o meu autocontrole foda foi por água abaixo.

Coloquei minhas mãos cada uma de um lado de sua calcinha, ela percebeu minha intenção e arqueou os quadris para a passagem da peça. Não pude conter meu próprio gemido ao ver um dos fios de sua excitação se desprender da peça úmida quando eu a desci por suas coxas.

Ela afastou um pouco mais as pernas, me dando uma visão melhor do centro encharcado. Lambi os lábios e me aproximei de seu centro, distribuindo beijos de boca aberta nas partes internas da coxa. Eu sabia que a estava provocando e adorava isso.

– San...

Obedeci seu pedido mudo e coloquei minha língua entre suas dobras molhadas, sugando toda a sua excitação. Penetrei dois dedos sem aviso no centro apertado, fazendo-a grita meu nome e arquear as costas, deixando totalmente entregue. Comecei a sugar o clitóris inchado enquando meus dedos entravam e saiam, até ouvi-la gritar palavras desconexas e as paredes se apertarem em volta dos meus dedos.

– Vem pra mim, B...

Bastou pedir e ela se derramou em meus dedos. Suguei todo o gozo derramado por ela e subi para olhá-la nos olhos.

– E então? Ainda prefere o bocudo?

Ela sorriu aquele sorriso perfeito e envergonhado.

– Você é a melhor.


QUINN’S P.O.V

[...] No entanto, não eram quaisquer adolescentes que estavam ali, mas sim Rachel Berry (minha paixão de sete anos) e Noah Puckerman (meu amigo de infância).

Fui me afastando lentamente de costas, meus olhos não se desgrudavam dos dois. Cada segundo que eu passava lá era como uma nova faca sendo enfiada no meu peito. Todo o discurso que eu tinha preparado antes simplesmente fugiu da minha cabeça. Parecia que até mesmo respirar tinha se tornado mais difícil.

De repente minhas costas encontram uma das estantes e um livro caiu lá do alto (do jeito que sou sortuda) e aterrissou com um baque surdo, mas foi o suficiente para os dois pararem de se devorar e me encararem.

– Q-Quinn? – Perguntou Rachel com aqueles lindos olhos amendoados, que me faziam suspirar e derreter por ela.

E então eu encarei Puck, que tinha um olhar um tanto quanto culposo. E, olhando dentro dos seus olhos, eu senti raiva. Raiva por ter confiado todos os meus segredos a alguém que eu considerava meu melhor amigo, para depois pegá-lo beijando a única pessoa que eu já tinha amado verdadeiramente na vida.

Eu pensei em gritar-lhe ameaças, botar para fora tudo o que eu estava sentindo no momento, vomitar tudo o que eu pensava dele. Mas ao invés disso, eu apenas empinei o nariz e disse na voz mais firme que consegui:

– Menos cinquenta pontos para ambas as casas.

Então eu me virei e fui embora.

-//-

No dia seguinte a única coisa que eu queria era afundar a cabeça no travesseiro, colocar uma placa “depressiva para toda a vida” apontada para mim e nunca mais sair da cama. Mas, é claro, certa latina estupida (vulgo Santana Lopez) tinha que arruinar todos os meus planos e se jogar na minha cama logo de manhãzinha, com um sorriso de criança em véspera de Natal. Antes que eu pudesse xingá-la, fui abordada com um relato não detalhado e “fascinante” sobre sua noite anterior. Agora sim eu me sentia uma merda.

– Tenho certeza que ela vai terminar com o bocudo e poderemos finalmente ficar juntas. – Ela murmurou com um ar sonhador, encarando o teto.

– Ahã.

– E como vai o seu PICNG?

– Meu o que?!

– Seu PICNG. “Plano Infalível de Conquista a Nossas Garotas”.

Puta merda, quando foi que ela decidiu esse nome horrível?

Eu contei a ela tudo o que acontecera noite passada, sendo sempre interrompida com “nossa, como você é idiota” ou “que filho da puta!”.

– Na boa, vamos descer lá e eu vou enfiar o bocudo na bunda desse desgraçado!

Santana me arrastou para fora da cama e me deu cinco minutos para vestir minhas vestes e encontra-la na escadaria. Merda, aquela vadia estava ficando mandona demais.

Não demorei nem três minutos para me aprontar e sair para o corredor. Eu já podia ver a escadaria quando senti uma mão firme agarrando meu pulso.

– Precisamos conversar. – Disse-me Puck, popularmente conhecido como traidouros maximus.

– É, mas não com você. – Desfiz seu aperto e continuei a andar em direção a escada.

– Quinn, não foi o que pareceu.

Me virei para ele furiosa.

– Ah, não foi? Quer dizer que ontem à noite o que vi não foi meu melhor amigo beijando a garota que eu amo, que foi só uma ilusão? Mas é claro! Você está totalmente certo!

– Olha, eu não a beijei, o.k.?

– Tá, conta outra.

Tornei a andar em passos firmes para a escadaria. Eu estava quase alcançando-a quando ele jogou a bomba:

– Ela pediu para eu beija-la, porque queria fazer ciúmes em você.


SANTANA’S P.O.V

Então lá estava eu, parada no meio da escadaria, depois de uma noite incrível com a mulher da minha vida e segundos atrás eu não poderia estar mais feliz. Seria até mesmo capaz de saltitar por aí.

E agora, lá estava Brittany agarrando o boca de truta depois de eu fazê-la minha a noite toda, como se nada tivesse existido.

Agora era eu quem queria ter as tripas arrancadas pela boca. Pelo menos deveria doer menos.

Quinn se postou ao meu lado, com uma cara confusa e vencedora. Ela apoiou um dos braços em meu ombro e suspirou, assistindo a cena junto comigo.

– Você viu a boca dele? – Perguntei com nojo. – Ele poderia estar tentando beijá-la e acabar engolindo-a sem querer.

Notas finais
Eu sempre me sinto meu boba quando escrevo cenas de sexo... Fico pensando se as pessoas não estão me achando uma tonta =P
*ENQUETE* Quem começa narrando o próximo capítulo? E qual vocês acham que é o problema da Brittany? -q E fui só eu que dormi ontem com medo de acordar hoje e ter começado o apocalipse zumbi? '-'
Quero ouvir suas teorias (ou não) *--*
Todo o tipo de comentário ou critica é bem vindo!