Amor Proibido

7 Minha festa de Hallowen estragada


Notas iniciais
EEEEEEEEY! Adivinhem quem voltouuu?? É. Pois é.
Não vou dar desculpas, nem explicar tuuuuudo o que aconteceu esse tempo que eu fiquei sem conseguir postar, vou apenas fazer um breve resumo lá em baixo.
Eu também quero agradecer a Lua sollo, que recomendou a fic mais ou menos na época do Natal (me fazendo derrubar algumas cadeiras e quase o peru. Bem, culpa da minha mãe. Todo mundo sabe que é só colocar comidas/objetos/qualquer coisa na minha mão que eles se jogam). Muitissíssísssísssíssíssíssímo obrigado!
Sem mais delongas, o capítulo:

SANTANA'S P.O.V

Algum tempo tinha se passado desde que colocamos o PICNG em ação sem nenhum avanço. E quando eu digo algum tempo quero dizer muito tempo, tipo um mês. É, exatamente um mês.

Depois de um longo mês tudo o que eu consegui foi fazer ela se agarrar mais ainda com o bocão. Ah, e também descobrir que o gato gordo dela estava tramando algo contra mim. Mas isso não é tão inesperado, já que eu sempre soube que aquele bichano não ia com a minha cara.

- Droga de História da Magia. — Comentou Quinn durante a aula.

Nesse momento percebi que não tinha prestado atenção em nada ou sequer anotado qualquer coisa. E ainda tinha um enorme trabalho sobre a matéria para a próxima aula. Merda.

- E aí, já descobriu mais sobre esse Lord T., que manda cartas suspeitas para a Brittany? — Perguntou-me Q, quando estavámos indo para o Salão Principal para almoçar.

- Como assim? Ele é o gato da B, oras. — Revirei os olhos.

- Santana, na boa, por mais que esse gato seja o bicho de estimação mais estranho do mundo, eu acho que as cartas que Brittany recebeu não são dele.

- Então você acha que outra pessoa que manda essas cartas?

- Uhuum.

Passamos pelo Salão Principal e nos sentamos na nossa mesa. Automaticamente meu olhar procurou por Britt, que estava sentada ao lado do bocão e umas amigas. Seu olhar se encontrou com o meu e senti uma felicidade invadir meu peito apenas por ela estar me procurando com os ohos também.

Pensei em mandar um beijinho soprado, mas conclui que não seria a ação mais apropriada para a ocasião, então me limitei a sorrir e desviar o olhar em seguida.

- Você suspeita de quem? — Perguntei.

Quinn olhava de Puck para Rachel com um olhar esquisito.

- Pensei que tinha confiado nele.

- E confiei. Mas... Sei lá, ainda quero perguntar sobre isso para a Rach.

- Claro, já que vocês são bem amigas, né? É só chegar e perguntar: "E aí, Rach, meu amigo Puck disse que vocês só estavam se agarrando naquele dia porque você queria fazer ciúmes em mim e, olha, eu sei que sou super gostosa e tals, mas acontece que eu também tenho uma super queda por você já faz, tipo, sete anos! Então vamos para um lugar reservado transar logo, porque eu sou louca por isso desde os treze anos, quando descobri o que era sexo."

- Santana, faça um favor para a humanidade e enfie essa sua ironia no cu.

Pensei em retrucar, mas prevendo que iria apanhar decidi ficar quieta e ocupar minha boca com algumas batatas.

- Sam.

- Já não disse que esse nome é proibido, sua vaca?!

Ela revirou os olhos.

- Você perguntou de quem eu suspeitava.

- Certo, você tem um ponto. Claro que tem que ser ele, é o único que tem motivos para isso!

- Santana, você tem um monte de inimigos, então qualquer um deles pode ter decidido te acertar da forma que mais machuca: com o coração.

Merda, ela tinha razão.

A Profa. McGonagall foi à frente e falou para todos:

- Muito bem alunos, atenção. Esse ano a festa de Halloween será um pouco diferente, o que foi decidido pelo conselho de professores.

Murmúrios de reprovação correram pelas mesas.

- Este ano cada casa fará sua própria festa de Halloween, decorando sua Sala Comunal como desejarem, e todos os alunos poderão ir de casa em casa pelo castelo, que também estará devidamente decorado. No final, a casa que mais tiver caprichado na decoração ganhará quinhentos pontos!

Dessa vez foram os murmúrios de aprovação.

Quinn me olhou com a maior cara de bunda que ela já tinha feito, e eu já sabia o que significava: Sendo as fodonas da Sonserina, é claro que todo o trabalho de decorar a maldita casa seria nosso. Dã. Pura lógica e uma grande merda.

Duas semanas depois...

Meu primeiro pensamento ao acordar naquela manhã foi no quanto Brittany estava linda na noite anterior. O segundo pensamento foi "puta merda, é hoje a festa de Halloween".

Muito delicadamente eu atirei um travesseiro na cama da Fabray, apenas para garantir que ela acordaria na hora certa.

- Já levantei, idiota. — Ela disse, parada próxima à porta.

- Não leio mentes ainda. — Disse revirando os olhos.

Ela me ignorou totalmente.

- Vai logo se arrumar.

***

Durante o café e as três primeiras aulas, tudo o que habitava a minha mente era a pessoa ou gato que estava manipulando a minha Britt para me destruir. É claro que eu tinha suspeitas, no entanto, nenhuma prova. Tudo o que eu sabia era que alguém estava enviando cartas para a minha loirinha como Lord T., em quem ela confia cegamente e que sempre espiona nossos sweet lady kisses.

De acordo com a Fabray (em quem eu não botava muita confiança, mas fazer o que né...), eu teria que dar um jeito de entrar no quarto na Britt e achar essas cartas. Para o que, eu ainda não fazia ideia, porque mesmo se eu conseguisse as cartas, como eu adivinharia quem escreveu? Nem mesmo o maior idiota do mundo assinaria como o gato gordo de Britt e embaixo adicionaria: "P.S. Assinei como Lord T., mas na verdade sou o bocudo". Pensando bem, o bocudo poderia escrever algo assim, já que aparentemente todo o seu cérebro escorreu para a sua boca enorme.

Com tudo isso junto, a grande questão da minha vida era: Como eu poderia entrar no dormitório da lufana sem ser vista?

Apesar de passar o dia inteiro pensando nisso, apenas três minutos antes da grande festa eu tive a ideia perfeita e infalível.

QUINN'S P.O.V

Assim que vi Brittany descendo as escadas com a roupa-tema da Lufa-Lufa, eu tive certeza que tínhamos ganhado ao menos naquele quesito.

Sua roupa era uma mistura de capivara, com amarelo e o símbolo da Lufa-Lufa cravado no peito. Era tão estranho e de outro mundo que mesmo passando metade da minha vida tentando descrever aquele treco, eu não consegui.

Brittany desceu as escadas (le-se saltitou escada abaixo) para o Saguão de entrada, onde vários alunos conversavam animadamente. Minha lógica era simples: Estava na cara que a loirinha realmente amava a Santana (vulgo latina estúpida), então o primeiro lugar para onde ela iria seria a Sala Comunal da Sonserina, no entanto naquela noite a latina não estaria lá, por isso a loirinha teria que me procurar para perguntar onde ela estava, então para facilitar tudo, eu tinha me posicionado em um canto totalmente visível para que Brittany pudesse me encontrar com facilidade. É, talvez o plano não seja tão facíl de explicar.

- Oie, Quinnie! — Seus braços me prenderam em um longo abraço apertado.

Uma observação sobre os Pierce: Todos gostavam de abraçar. Todos. Sem excessão.

- Hey, Britt.

Alguns minutos de silêncio.

- Você viu a San?

"Lembre-se: Se ela perguntar sobre mim, diga que estou com dor de coração, porque ela não me ama mais e por isso não vou descer. Isso vai fazer ela ficar totalmente caída por mim." Santana me disse isso alguns minutos atrás, mas como eu sou uma vaca de marca maior (e também porque a idiota arruinou inha noite), claro que vou dizer outra coisa.

- Deve estar transando com alguma garota por aí, você sabe, é a Santana.

Seus olhos se encheram de lágrima e eu totalmente me arrependi do que disse.

Ela fungou e começou a se afastar, mas antes que pudesse ir muito longe eu gritei:

- Ei, calma! É brincadeira! É brincadeira!

Ela se virou pra mim, os olhos transbordando de lágrimas e vermelhos.

- É?

- É. É. Claro. A Santana tá com dor de coração, na verdade, e disse para mim te dizer que ela está com outra garota, para fazer ciúmes, hã, quero dizer, é a Santana.

Brittany fungou mais uma vez e pensou bem.

- É... Isso parece coisa dela... — Ela sorriu bobamente.

- Que foi?

- Que foi o que?

- Por que tá sorrindo assim?

- Nada... Eu só... Tenho que preparar alguma coisa para fazê-la se sentir bem de novo!

Talvez se você largasse o bocud... Sam e ficasse com ela.

- Quem sabe um bichinho de pelúcia? — Sugeri com meu melhor sorriso amiga dedicada.

- Não... Ela já tem muitos...

- Oi meu amorzinho! — Disse o bocudo, abraçando-a por trás.

Merda, esses apelidos da Santana pegam mesmo.

- O-oi Sam...

Ele tentou beijá-la com a boca enorme e naquele momento eu tive que concordar com a Santana, ele poderia tê-la engolido.

- Sam... — Ela reclamou envergonhada, olhando em minha direção.

Naquele momento eu não tive certeza se a salvei de um beijo ou atrapalhei um. Bah, vou acreditar na primeira opção.

- Ah, — ele pareceu desapontado — oi Quinn.

- Oi. — Sorri amistosamente e acenei.

- Então baby, que tal irmos até a torre da Grifinória? Soube que eles arrasaram na decoração.

Ela me olhou hesitante, depois disse:

- Claro. Até mais, Quinnie.

- Até mais, Quinn.

Eu me limitei a acenar e esperar os dois sumirem ao longe.

Merda, eu teria muito trabalho para ficar atrás dela a noite toda. Definitivamente, a Santana vai ficar me devendo uma.

Isso tinha que acontecer justamente hje, quando eu tinha tomado coragem para perguntar à Rachel se o que o Puck tinha me dito era verdade.

Santana, eu te odeio, de verdade, sua grande vaca.

SANTANA'S P.O.V

Deu tanto trabalho para passar pelo tunel que levava ao dormitório de Britt quanto da primeira vez. Nota mental: Fazer mais exercícios de alongamento. Além do sexo. E falando em sexo, Britt deveria ter algumas calcinhas por aqui...

Um barulho na Sala Comunal me fez acordar de meus devaneios. Graças as barbas de Merlin.

Olhei em volta e imediatamente achei o malão amarelo e cheio de adesivos de Britt. Tomei alguns segundos olhando todos os adesivinhos colados. Alguns eram de desenhos animados trouxas, que eu desconhecia, mas a maioria eu que tinha dado à ela.

Droga, eu amo mesmo aquela garota.

Comecei a vasculhar a mala, primeiro os bolsos laterais, depois dentro dele. Todas as roupas estavam organizadas, nenhum sinal de carta. Para ter certeza, olhei dentro de cada bolso que encontrei, colocando tudo no lugar depois.

Adivinhem só? Nada de carta.

Olhei em volta novamente. Nada. Pensei em desistir daquela busca ridícula e fui resolver isso na porrada com o bocudo.

No entanto, certo volume em seu travesseiro me chamou a atenção. Olhei em baixo, nada. Procurei dentro da fronha e — ah! Uma calcinha! — lá estavam!

Pedaços de pergaminho estavam amassados junto com algumas calcinhas e um sutiã. Merda, era um sutiã de ursinhos, que eu tinha dado à ela de presente de aniversário.

Concentra, Santana. Foco nas cartas!

Para evitar mais distrações, joguei todas as roupas íntimas debaixo da cama.

Peguei o pedaço de pergaminho mais amassado e comecei a desdobra-lo com cuidado para não rasgar. Levou um pouco para conseguir abri-lo, mas finalmente pude destinguir algums letras borradas com tinta. Ao contrário do que pensei, a letra não era feia e garranchuda, mas sim algo muito caprichado. Caprichado até demais.

Antes que eu pudesse sequer começar a ler, um barulho lá embaixo me chamou a atenção. Gente gritando. Corri para a porta e tentei ouvir o que diziam.

- Invasor...

- Revistar os quartos... Sonserina...

Me afastei da porta incrédula. Merda, como tinham me descobrido?

Olhei hesitante para as cartas em cima da cama. A vontade de correr até lá e ler tudo o que o filho da puta tinha escrito para a minha Britt. No entanto, eu sabia que se não saísse agora seria pega no flagra.

Infelizmente, meu instinto de sobrevivência falou mais alto e eu corri para fora do dormitório, aproveitando a agitação, e me misturei a multidão.

QUINN'S P.O.V

Já passava das onze da noite quando Santana veio me encontrar.

- Hey, Q.

Eu lhe dei um tapa na cara, com toda a raiva que sentia.

- Ai! — Ela gritou levantou a mão ao local do tapa. — Por que fez isso, sua retardada?

- Eu passei a noite inteira vigiando a sua obsessão, tive que empurrar o bocudo "sem querer" sete vezes, quando ele tentava beijá-la! Um tapa é o mínimo que você merece nesse momento!

Ela suspirou derrotada.

- Tá certo, te devo uma, o.k.? Agora senta a bunda aí que vou te contar as news.

***

Acontece que as "news" de Santana acabaram virando uma aula de História da Magia, ou seja, chato para caralho.

Estava descendo da torre da Grifinória, voltando para o meu dormitório, quando ouvi uma música conhecida.

[...]

And it's you and me and all of the people

(E somos eu e você e todas as pessoas)

Me aproximei da sala onde a música era cantada por uma voz já muito conhecida. Quantas vezes eu não tinha virado a noite, sentada na vassoura, na janela de seu dormitório, apenas ouvindo-a cantar?

And I don't know why

(E eu não sei porque)

Por algum motivo que eu não sabia, aquela música sempre me fazia lembrar dela. Bem, agora eu tinha um motivo.

I can't keep my eyes off of you

(Não consigo tirar meus olhos de você)

Antes que eu pudesse sequer raciocinar direito, todos os meus sentimentos gritantes por ela já estavam lá, meu coração já estava lá, e eu também acabei indo junto.

Quinn

All of the things that I want to say

(E todas as coisas que eu quero dizer)

Ela se virou assustada e ao mesmo tempo supresa para mim.

Eu cantei o resto do treco olhando em seus belos olhos castanhos.

Just aren't coming out right

(Não estão saindo direito)

I'm tripping in words

(Estou tropeçando nas palavras)

You got my head spinning

(Você deixou minha mente girando)

I don't know where to go from here

(E eu não sei para onde ir daqui)

Both

'Cause it's you and me and all of the people

With nothing to do

Nothing to prove

Ela se aproximou de mim, e ergueu a cabeça para poder me olhar dentro dos olhos.

And it's you and me and all of the people

And I don't know why

I can't keep my eyes off of you

Rachel

There's something about you now

(Existe algo sobre você agora)

Agora eu tinha a impressão de que era ela quem estava cantando para mim.

I can't quite figure out

(Que eu não consigo compreender completamente)

Everything she does is beautiful

(Tudo o que ela faz é bonito)

Everything she does is right

(Tudo o que ela faz é certo)

Both

'Cause it's you and me and all of the people

With nothing to do

Nothing to lose

And it's you and me and all of the people

And I don't know why

I can't keep my eyes off of...

Apenas quando a música parou de tocar eu pude perceber o quão próximas estávamos.

As respirações misturadas, os olhos encarando-se intensamente. Estávamos tão perto uma da outra que eu podia sentir a ponta de seu nariz tocando o meu. Naquele momento um estalo aconteceu em meu cérebro e automaticamente meus olhos desceram para seus lábios convidativos.

Ela acompanhou meu movimento com os olhos e tornou a ergue-los, ao mesmo tempo em que eu erguia os meus, fazendo-os assim, se encontrarem novamente.

Dizem que os olhos são as janelas da alma. Eu já tinha provado um pouco do gostinho desse ditado antes, podendo enxergar a verdade, mas agora o que eu via era totalmente diferente. Desejo, era o que seus belos olhos castanhos-escuro revelavam. Agora eu não tinha mais certeza se aquilo era apenas um reflexo de meus próprios olhos.

Instintivamente eu coloquei as mãos em sua cintura, trazendo seu corpo de encontro ao meu, fazendo-a soltar um suspiro de parovação. Então eu comecei a me aproximar lentamente de seus lábios, chegando a roçar os meus nos dela.

Foi como um choque de emoção. De emoção negativa.

Em um segundo ela estava lá, pronta para me beijar, e então, no segundo seguinte, ela estava me empurrando e correndo em direção à porta, gritando um pedido de desculpas ao longe.

Mas naquele momento deculpa nenhuma seria o suficiente para curar o enorme ferimento que ela tinha aberto em meu peito.

Notas finais
Parentes chatos. Viagem não planejada (provavelmente foi sim, mas eu nunca sei de nada mesmo). Word conspirando contra mim.
É, é isso.
Espero de verdade que vocês me desculpem pela demora e falta de compromisso com vocês e não me abandonem nos comentários. Vou ficar devendo uma, mesmo.
Bem, não vou ficar dando mais desculpas, porque sei que vocês não querem ouvi-las, espero apenas que não deixem de ler a fic.
P.S. Estou tendo uns problemas com o word (lê-se nada de correção automática), então os erros de gramática podem acabar dez vezes mais errados do que deveriam. Me desculpem por isso também, estou tentando o possível para continuar com a boa escrita.
Um beijo e até o próximo capítulo que sai hoje ou amanhã. Dessa vez é sério.