Amor Proibido
28 Loiro
Notas iniciais
QUINN'S P.O.V
Fazia apenas alguns minutos que Brittany e Santana tinham nos deixado a sós, mas eu juro que pareciam três séculos para mim.
Logo depois da maldita interrupção, ambas concordamos que aquele não seria o melhor momento para Rachel ter sua "primeira vez perfeita e romântica", então nós apenas nos aconchegamos e começamos a conversar. Quero dizer, então nós apenas nos aconchegamos e a Rach começou a falar como se não houvesse amanhã. Se bobeasse ela já teria até feito uma biografia falada de toda sua vida até aquele momento. Sério mesmo. E aí quando você pensa que ela está acabando.. BAM! Ela não está. E começa mais um monólogo infinito... E outro... E outro... E outro... E mais um...
– Quinn? Quinn! — Ela sacodiu meu ombro, me fazendo acordar de repente.
– Ah! Oi? Ah, sim, claro. Concordo totalmente com você!
– Você estava ouvindo mesmo?
– Claro que estava! Até parece que eu não A-DO-RO suas histórias fantásticas amor!
Ela sorriu lindamente.
– Que ótimo! Porque eu acabei de me lembrar de uma coisa...
Nãããoooo...
– E-ESPERA! — Eu gritei antes que ela pudesse continuar. — S-sabe, eu adoraria ouvir mais um de seus... hã... relatos fascinantes, mas eu tive uma ideia melhor...
– É? O que? Karaoke no meio da noite? Por que eu tenho uma música que...
– Não. Não é isso. Que tal irmos atormentar a Santana e a Britt? Já que elas nos atrapalharam... Sabe, seria justo.
Rach parou um pouco para pensar, mas logo concordou.
Nos levantamos da cama e, como já estávamos vestidas, tudo o que precisamos fazer foi sair do quarto e dar alguns passos para fora.
– Chega de putaria, caralho! — Eu gritei o mesmo que Santana tinha dito minutos antes.
Ela e Brittany olharam assustadas para onde estávamos, mas logo a expressão da latina passou de assustada para furiosa para caralho.
– PORRA, SUA QUINN DOS INFERNOS! POR QUE É QUE VOCÊ NÃO ENTRA EM COMA? OU MORRE?
– San! Não fala assim com a Quinnie!
– Quinnie não!
– Gente, acho melhor vocês falarem mais baixo porque alguém pode nos ouvir e vir até aqui para ver o que está acontecendo. Além disso, seria muito melhor que minha biografia pessoal não incluisse "castigo por estar em lugar errado", porque isso seria definitivamente ruim para a minha publicidad...
– Pelo amor de Merlin, anã! Cala a boca!
– Aí, não fala assim com a minha namorada!
Santana se levantou rapidamente.
– Você não fale assim com a minha namorada!
– Como assim?! Eu nem falei nada com a Britt!
– Então não ouse nem falar!
– Você que não ouse falar desse jeito com a minha Rach!
– Ah é? Pois eu já ousei!
– Essa vai ser a última coisa que você vai ter ousado em sua vida então!
– Ah é? E o que você vai fazer?
– Eu vou... É... Pera que eu não pensei nessa parte...
– Aff, loira é foda mesmo! Só meninas lerdas!
– San, você me acha lerda? — Perguntou Britt com lágrimas nos olhos.
– C-claro que não Britt-Britt! Você é um gênio! — Santana se apressou em ir abraçá-la.
– Mas você disse que loiras são lerdas, San... E eu sou loira...
– Se fode aí, Srta. Sabe Tudo.
– Cala a boca, cachinhos! E eu disse "loira", Britt. Estava falando só da Quinn...
– Mas depois você disse meninas... — Britt disse fungando.
– S-sim, mas eu falo errado... Vivo falando coisas erradas, para isso que a Quinn está aí, para me corrigir. Eu quis dizer "menina lerda"!
Britt parou um pouco para pensar.
– É... Você vive errando concordância verbal...
– Totalm... Pera. Como você sabe de "concordância verbal"?
– Ah, a Rachel me ensinou!
Rach sorriu orgulhosa.
– Bem, é claro que fui eu! Alguém precisava ensinar regras de ortográfia para Britt, não é? Além disso, como vamos viver no mundo normal é melhor saber sobre tudo o que os trouxas aprendem. Eu particularmente sempre vou para uma escola trouxa nas féri...
– Primeiro, quem te deu permissão para falar com a minha Britt-Britt? Segundo, e quem foi que disse que "vamos viver no mundo trouxa"? Isso não é digno de bruxas poderosas como eu e a Quinn!
– Mas Sanny... Eu não quero trabalhar como magia... — Britt confessou.
– O que? Como assim?
– Quero ser professora de dança... No mundo trouxa...
– M-mas... Eu...
– Isso te incomoda, Sanny?
– N-não Britt, mas é que... Eu não... Não acho que uma bruxa talentosa como você deva trabalhar em um simples lugar trouxa!
– Mas é o que eu quero fazer...
Santana estava visivelmente confusa. Eu sabia que para ela era difícil, já que crescemos em famílias onde "desonrar a mágia com um trabalho trouxa" era praticamente um pecado. Nós tinhamos ouvido isso desde pequenas e apesar de tudo, Santana ainda queria muito a aprovação de seu pai, ao contrário de mim, que já não me importava mais com isso.
– Acho que... Seria uma boa hora para irmos dormir, sabe? Esfriar a cabeça... E tal. — Eu disse cortando o clima.
Santana assentiu e abaixou a cabeça. Britt acenou fracamente para mim antes de sair pela porta. Claramente a desaprovação de Santana não estava em seus planos. Rachel me deu um sorriso fraco e um selinho rápido antes de seguí-la.
Parecia que eu teria que ter uma longa conversa com Santana. E parecia também que ela não gostaria muito disso.
NARRADOR P.O.V
Assim que Brittany e Rachel deixaram o dormitório da Sonserina, o garoto esperou até que elas estivessem longe o suficiente para seguí-las na escuridão. Ele não tinha a mínima ideia do que tinha acontecido lá dentro, e nem do que as duas garotas conversavam, só sabia ser algo sério. E realmente esperava que não tivesse nada a ver com ele. Uma falha agora poderia estragar todos seus planos. E aquela praga latina já estava desconfiando. Sim, ele teria que tomar alguma atitude e teria que fazer isso logo. Só não tinha ideia do que fazer. Mas de uma coisa ele sabia: Seria necessário ajuda, muita ajuda, do máximo de pessoas que ele pudesse encontrar. Ou, talvez, enfeitiçar.
Muito imerso em seus pensamentos, ele nem notou uma pequena pedra solta no meio do caminho. O tropeção, junto com o barulho não muito alto, mas suficiente para chamar a atenção das duas meninas, foram inevitáveis. Rapidamente ele cobriu o rosto com o capuz escuro de seu casaco e puxou a capa que carregava consigo para cobrí-lo, tendo a certeza de que as garotas não tinha se virado rápido o suficiente para vê-lo.
Mal sabia ele que Brittany tinha um ótimo reflexo, e também que sua ótima visão lhe tinha proporcionado uma pequena mostra daquele vulto que Rachel achou ser apenas impressão delas...
Na escuridão, o cabelo loiro se destacou.
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