Amor Proibido

2 Entrando pelo cano


Notas iniciais
Explicações lá em baixo. Obrigada a todos pelos reviews! Fiquei muuuuuito contente!

SANTANA’S P.O.V.

No dia seguinte eu e Fabray nos dirigimos ao Salão Principal, determinadas a colocar nosso “Plano Infalível de Conquista a Nossas Garotas” em pratica.

A cena que encontramos lá não era nem de longe animadora. Parecia que um cupido dos infernos tinha atingido todos os malditos estudantes, e mais de meia dúzia se agarrava pelos cantos. Procurei por qualquer professor para botar ordem naquela porra, mas não tinha nenhum responsável lá. Quero dizer, exceto Filch, mas ele não pode ser considerado alguém que bota ordem nas budega.

– Será que tem alguém nessa porra que não está se atracando com outra pessoa? – Perguntei olhando com nojo para os lados.

De repente algo pareceu se conectar no cérebro da Quinn. A vadia louca me agarrou pelos ombros e eu achei que ela fosse me atacar por abstinência, mas ela apenas sacudiu meus ombros com força.

– Ai! – Gritei me livrando do aperto de suas mãos. – Ficou louca, Fabray?

– Nossas meninas, sua latina estúpida!

Abri a boca em espanto e arregalei os olhos.

Puta que pariu.

Quinn foi em direção à mesa da Corvinal e eu fui para Lufa-Lufa, atrás das nossas meninas que deviam estar sendo abusadas por aqueles nojentos dos “namorados” delas. O caralho. Eu era a namorada dela. Tá, não oficialmente. Mas quem tinha sido o primeiro beijo? Eu. E a primeira vez? Eu. E quem a consolava cada vez que ela e o bocudo terminavam? Eu. Pois é. O bocudo não fazia nada.

De longe eu a vi. Com seus cabelos loiros compridos e sedosos, os olhos azuis como o mais bonito céu, a pele tão branquinha que parecia de porcelana, o lindo sorriso branco perigosamente contagioso que podia te deixar de quatro por dias, as malditas vestes que cobriam seu corpo perfeito, as pernas longas e torneadas, a barriga lisinha e cheia de pintinhas, os seios pequenos, porém belos, com biquinhos rosados, e também os lábios finos e tão beijáveis... Oh merda, eu estava excitada.

Eu ainda estava em meu transe particular quando vi o boca de truta se aproximando da minha Britt-Britt. Mais do que rápido, despertei da minha hipnotização privada e corri em sua direção.

– Oi, San! Eu queria mesmo falar com você...

– Daqui a pouco Britt-Britt. Agora você vem comigo. – Dito isso eu agarrei sua mão pálida e macia... Cof cof. Foco!

– Onde vamos, Santy? – Ela me perguntou enquanto eu a arrastava até a mesa da Sonserina.

Eu a teria levado para fora daquele ponto de agarração, mas seria arriscado sair sem nenhum professor saber, então decidi por deixa-la o mais longe possível do boca grande.

– N-nada. Só... Aqui.

Ela olhou em volta. Estávamos na ponta da mesa, o mais distante possível do boca de truta.

– Hum... Então... O que você queria me falar?

– Queria pedir desculpas por ter sido tão grossa com você ontem. Eu agi como um unicórnio malvado. Me desculpe. – Ela murmurou baixinho e abaixou a cabeça, envergonhada.

Eu não podia acha-la mais fofa.

– Hei, tá tudo bem, o.k.? – Ergui delicadamente seu rosto, para poder encará-la nos olhos (e que olhos...). – Quer dizer que ainda vamos ter nossos “sweet lady kisses”?

Uma chama de esperança se acendeu no meu peito. Ahrg, credo. Que coisa mais gay Santana Lopez!

– Não.

– Não?

– É. Não.

– Por que não?

– Eu não posso mais fazer isso com o Sam, Sant. Você sabe... Eu o amo e isso é errado.

– Claro que não é, Britt-Britt. É só, tipo, amigas conversando com as línguas super perto.

Ela parou e pensou um pouco.

– Eu não posso, San. Olha, eu amo você, mas algum dia vou me casar com ele e até quando vamos ficar desse jeito?

Nesse momento senti a Titia Snixx acordar e junto com ela todo o meu ódio por aquele bocudo nojento cafajeste.

– Como assim “casar com ele”? Você disse que ia se casar comigo quando saíssemos desse lugar!

– Isso foi antes, San...

– Antes? Como assim “antes”, Brittany?

– Quando eu amava você... Quando eu amava você desse jeito...

Toda a raiva de evaporou do meu corpo e deu lugar a dor.

– Não me ama mais?

– Só... Só amigas, certo? – Estranhamente ela parecia a ponto de se desmanchar em lagrimas.

Pena, talvez.

Profa. McGonagall mandou todos nos sentarmos. Brittany saiu de cabeça baixa, sem o costumeiro beijinho no rosto. Me sentei na mesa, totalmente derrotada.

Nem prestei atenção quando Quinn chegou com um enorme sorriso no rosto.

– O que aconteceu, Lopez?

Contei a ela todo o dialogo que tive com Britt minutos atrás. Apesar de não parecer, Quinn era uma boa ouvinte e conselheira. Quando terminei o relato, todos já estavam devorando a comida como devoravam o rosto do coleguinha minutos atrás. Ela apoiou as mãos sobre a mesa com uma expressão de “quem sabe das coisas” e concluiu:

– Bem, ela está tentando te afastar.

– Não me diga! Eu achei que ela só disse que não me amava mais para eu continuar atrás dela como um cachorrinho! – Titia Snixx ataca outra vez.

Em troca recebi um chute bem dado na canela.

– É exatamente isso, latina idiota. Ela disse essas coisas para te afastar, mas a Brittany doce e gentil que conhecemos jamais faria isso por uma coisa qualquer, como o S – ela se deteve com meu olhar mortal – boca de truta.

– Então... Tem um motivo mais grande?

– Maior.

– O que?

– Um motivo maior. Mais grande não existe.

– Eu sei, porra! Estou nervosa, tá? Então me deixar falar errado, caralho!

Mais um chute na canela. Titia Snixx me fazendo apanhar como uma condenada.

– Então eu tenho que descobrir por que ela está me afastando? – Perguntei massageando o local dolorido.

– Isso aí. – O sorriso bobo voltou a reinar em seu rosto.

– Qual é da cara de palhaça?

Ela ameaçou mais um chute, mas não o fez.

– Rachel e o baleia terminaram.

Tentei fazer uma cara surpresa, mas acho que pareceu mais uma diarreia.

– Por que?

– E isso importa? Essa é minha chance de conquistá-la!

Revirei os olhos.

– Claro, sem contar que você passou seis anos atormentando a criatura e seus amigos idiotas.

Isso a fez perder a pose. Eu sabia que tinha sido um pouco grossa, mas tinha que fazê-la abrir os olhos.

Passamos o resto do café da manhã presas em nossas próprias magoas.


QUINN’S P.O.V

O dia estava nublado e a chuva ameaçava cair com tudo. Em dias como aquele eu agradecia a Merlin por não ter escolhido Trato das Criaturas Magicas.

Assim que saímos do Salão Principal, Santana seguiu para suas duas aulas de banho (lê-se Trato das Criaturas Magicas, que ela tinha escolhido só para ficar junto com Brittany) e eu fui para a minha aula Aritmância. Até aquele ano eu não fazia ideia do por que tinha escolhido essa matéria no meu segundo ano, mas por algum motivo eu tinha realmente me interessado por ela. Apesar de Santana costumar chama-la de “matéria chata pra porra”.

Dividimos aquela aula com os grifinórios, que já estavam todos lá quando eu cheguei. Puck me esperava sentado em uma mesa nos fundos e sorriu para mim quando me sentei ao seu lado.

– Nem veio me cumprimentar no café da manhã? – Ele fez sua melhor cara de cachorrinho sem dono.

– Seus amigos grifinórios jogariam ovos em mim antes que eu sequer pudesse me aproximar.

Ele riu alto. Algumas pessoas olharam.

– Você tem um ponto.

O resto da aula decorreu tranquilamente. Como era apenas o primeiro dia de aula, tivemos uma penca de lição de casa para a próxima aula. Algo sobre estarmos no ultimo ano dava aos professores o direito de nos encher de dever.

Eu teria um tempo livre antes de Poções, por isso decidi caminhar um pouco antes de aguentar o professor mais chato de Hogwarts.

Depois de andar quase meio mundo, decidi apenas me sentar em frente à sala de aula e esperar. Normalmente eu estaria atazanando a vida das primeiranistas, mas esses não eram meus planos naquele ano. E então eu pensei que se não tivesse atormentado tanto a Rachel, talvez, apenas talvez, eu teria uma chance com ela. No final de tudo, Santana sempre tinha razão.

Senti alguém parar de pé ao meu lado. Pensei que fosse Santana, e eu não podia estar mais enganada.

– Oi... – Rachel Berry me cumprimentou timidamente.

Eu quase tive um enfarte.

– O-oi...

Fala serio. Pura sedução, né?

Rachel escorregou pela parede até estar sentada ao meu lado. Eu pude jurar que o castelo todo podia ouvir meu coração bater como se não houvesse amanhã.

– Posso te fazer uma pergunta, Quinn?

– Claro. – Senhorita sedução ataca novamente.

– Por que você pegou no meu pé todos esses anos e hoje, de repente, vem me perguntar sobre o Finn?

Puta merda.

Olhei para o corredor vazio a procura de uma única alma. Nada.

Respirei fundo antes de responder no meu melhor disfarce de garota hetero que não está apaixonada pela pessoa mais irritante de Hogwarts inteira já faz seis anos:

– Meu amigo está a fim de você.

Caralho! O que eu tinha feito?! No entanto, para a minha alegria, ela parecia desapontada.

– Seu amigo?

– Ahã.

– Que amigo?

O.k., agora ela tinha me pegado. Merda.

Notas finais
Esse capítulo ficou bem curtinho mesmo, desculpem. Eu ia continuar escrevendo, mas iria estragar o suspense, então deixei para o próximo capítulo (hehe)
O.k., agora um aviso: Aqui em casa está tudo uma loucura por causa no Natal, então não tenho tido muito tempo para escrever, já que minha mãe sempre consegue achar milhões de tarefas para mim.
Outra coisa: Estou trocando de PC (aleluia irmão) e por isso estou salvando tudo desse para transferir para o outro, enquanto faço uma limpeza geral, por que esse aqui vai ficar para a minha irmã. Então até eu conseguir meu PC novo para escrever, não vou poder postar. Pois é. Morram de curiosidade.
P.S. Essa troca deve durar até amanhã ou depois (o dia em que o mundo não vai acabar, para a minha infelicidade).
Um beijo (?) e até o próximo capítulo!