Notas iniciais
Heii, eu postei bem rápido dessa vez, né? Infelizmente não posso prometer nada, mas vou tentar atualizar toda a segunda :)
Beijos e boa leitura.

Mais tarde naquele dia...

QUINN'S P.O.V

Ao final das minhas aulas fui direto para o dormitório. Tudo o que eu precisava era de um bom banho, roupas limpas e saber por que a vadia Lopez não tinha aparecido para nenhuma aula.

Enquanto descia para a Sala Comunal da Sonserina repassei tudo o que tinha acontecido na aula de Poções naquele dia e não pude deixar de sorrir feito uma boba alegre.

Flashback on

Respirei fundo antes de entrar na masmorra, mais conhecida como nossa sala de aula de Poções. Severo Snape realmente deveria ter sido um cara assustador.

Rachel estava sentada em seu lado da mesa, linda como sempre. Naquele dia, em especial, seus cabelos castanhos pareciam ainda mais brilhosos. E também cacheados. Estranho, mas tudo bem.

Me sentei ao seu lado com a respiração pesada e olhei-a de canto de olho. Rach estava estática, parecia que nem mesmo respirava. E estava ficando azul.

- Por Merlin! R-Rach, você tá legal?! — Perguntei me virando rapidamente para ela, já me preparando para caso algo estivesse errado.

Rachel soltou o ar que prendia e se virou para mim com um sorriso que me fez perder o fôlego.

- Sim, sim, claro que estou. Estou ótima, aliás. Eu estava apenas usando as táticas que aprendi com meus pais gays para chamar a atenção, coisa que toda super estrela deve saber, e te fazer falar comigo mesmo que por preocupação, já que você nunca teria coragem para fazer isso por si próp-

- Espera aí! Você tá me chamando de covard-Ai! Por que me bateu? — Perguntei levando minha mão ao ombro dolorido.

- Nunca mais me interrompa, Quinn Fabray. Nunca mais. — Ela murmurou entredentes.

Tudo bem que eu era uma vadia malvada, mas Rachel Berry falando assim era totalmente assustador.

Quinn Fabray, você está totalmente caída por essa garota. Maravilha.

- O-o.k... Me desculpa então... Prometo não fazer mais.

- Perfeito. Enfim, como eu dizia, só pelo modo como você entrou tensa na classe eu já presumi que as chances de você tomar qualquer tipo de iniciativa eram totalmente reduzidas, e como se espera que você seja a ativa da relação, tive que tomar alguma atitute para você tomar uma atitude.

Certo, agora eu estava literalmente perdida em seu monólogo.

- Hã... Eu... Aham, tá certo.

- Você poderia ao menos se esforçar para me ouvir, sabia?

- M-mas eu me esforço! Eu ouvi que serei a ativa!

- Só porque isso tem relação com sexo. Você é uma pervertida!

- Não é verdade! Q-quero dizer, não que eu não não pense sobre isso, mas...

- Acabou de admitir! Pervertida! — Acusou Rach se exaltando.

Acontece que Rachel gritando "pervertida!" atraiu alguns olhares curiosos de gente que nem tem nada a ver com o assunto.

- Rach, para de gritar! — Falei um pouco mais baixo. — As pessoas estão olhando!

- Ah, agora você está com vergonha, não é? — Mais pessoas curiosas olharam. — Porque não parecia quando...

Antes que ela pudesse continuar, eu a puxei pela mão para fora da sala, correndo para fora das masmorras.

- Quinn! Minhas coisas! Para com isso, temos que voltar!

Eu não lhe dei ouvidos e continuei puxando-a até estarmos perto do dormitório da Sonserina. Puxei-a pela mão até a parede do corredor vazio, me escorando na mesma. Rach ficou de frente para mim, a respiração ofegante pela corrida, as faces levemente avermelhadas.

- Por que você fez isso, sua doida?! Temos que voltar para a aula!

- Vamos resolver isso antes! Escuta, eu te ouço, Rach. É sério mesmo. Mas as vezes fica difícil prestas atenção em tudo porque, bem, você fala bastante...

Rach pareceu analisar a situação por alguns segundos antes de responder:

- Tudo bem, dessa vez eu vou aceitar suas desculpas, porque eu sei o quanto é difícil acompanhar meu ritmo. Mesmo o Finn, que namorou comigo três anos, não conseguia me acompanhar.

Eu fechei a cara e senti meu sangue ferver como se estivesse com febre. Sem dúvida, eu odiava que Rach se lembrasse daquela baleia.

- Não me interessa seu ex-relacionamento com o Finn. — Reclamei cruzando os braços, emburrada.

Ela pareceu surpresa com a minha repentina rudeza, mas depois sorriu encantada.

- Own, você tá com ciuminho, é?

Eu corei mais difícil, queria sumir de vergonha. Droga, eu nunca tinha ficado vermelha na frente de uma garota antes (exceto Santana, mas isso não conta), não precisava começar agora.

- P-para! Não estou vermelha! — Usei as mãos para cobrir minhas bochechas, tentando inutilmente disfarçar minha vermelhidão.

- Nãooo! — Reclamou Rach tentando tirar minhas mãos do rosto.

Ficamos alguns minutos naquela briguinha fofa: Rach lutando para tirar minhas mãos de meu rosto e eu tentando mantê-las no lugar até eu acabar cedendo para sua força de vontade. Meu coração bateu mais forte ao perceber que aquela era a primeira briguinha romantica que tínhamos tido.

- Assim está melhor. — Murmurou Rach, referindo-se a sua vitória.

Meu coração bateu impossivelmente mais rápido quando ela me ofereceu um sorriso tímido Tentei sorrir de volta, mas todo meu corpo parecia travado com a proximidade de seu rosto. Automaticamente desci o olhar para os lábios macios e convidativos, os quais eu sempre via em meus sonhos. proximei mais meu rosto, deixando-o a centímetros do seu, sentindo nossas respirações misturarem-se.

- Ah... E-eu... acho melhor... acho melhor voltarmos... para a aula. Acho melhor voltarmos para a aula.

- Hã? — Perguntei confusa, meu cérebro trabalhava a mil para entender a repentina interrupção.

Rach se afastou e segurou uma de minhas mãos.

- Temos que voltar. Vamos.

Deixei que ela me guiasse pelo corredor, ainda estava atordoada demais para contestar.

Merda! Quer dizer que ela realmente estava falando sério sobre "só beijar depois do ato heroico"? Por que a minha vida tinha que ser tão complicada?

Flashback off

Apesar de não termos nos beijado e nem tido nenhum contato mais intimo, eu estava muito feliz por termos evoluido romanticamente.

Se alguém visse a cena de fora, acharia totalmente ridículo Quinn Fabray toda derretida por causa de uma discussãozinha de casal. Mesmo assim, eu nem ligava.

Entrei no dormitório e imediatamente descobri por que a vadia latina não tinha ido à nenhuma aula. Lá estava ela, deitada de bruços na cama, usando um pijama de gatinhos super ridículo e ao mesmo tempo fofo.

Deixei minhas coisas em cima da cama e aproveitei para puxar um travesseiro e lançá-lo em Santana, que continuava dormindo tranquilamente.

- Merda, Quinn! — Ela brigou quando o travesseiro atingiu sua cabeça. — Por que fez isso?

- Para te acordar, dã. — Revirei os olhos. — E por que diabos você não foi para as aulas?

Santana se virou de barriga para cima antes de responder com um sorriso preguiçoso:

- Passar o dia fazendo amor com a minha Britt-Britt é muito melhor.

- Poupe-me dos detalhes, eu já sei que você foi a passiva.

Santana corou e fez cara feia.

- Eu não fui a passiva dessa vez, tá?

- Aham, vou fingir que acredito. Até porque nem está estampado na sua testa: PASSIVA.

- Vai se fuder, Fabray. Eu te odeio.

Eu afrouxei minha gravata e me sentei na beira de sua cama. Santana sentou-se, enrolando-se em cobertores.

- E aí, o que me conta?

- Dois pergaminhos sobre a luta de trolls e gigantes para a aula de História de Magia de amanhã.

Santana suspirou conformada.

- E o que me conta sobre o seu relacionamento com a Gayberry?

- Já disse para parar de inventar apelidos para a Rach.

- Não, você disse que eu não podia mais chamá-la de anã.

Eu ignorei sua infantilidade e a coloquei a par de tudo o que tinha acontecido na aula de Poçõez, fazendo questão de ressaltar o fato de eu ser "a ativa".

- E foi isso. A propósito, eu comentei que serei a ativa?

- Não faz diferença, vocês ainda não transaram.

- Mas nós vamos. E quando isso acontecer, eu serei a ativa.

- Aff, vai se fuder, Fabray. — Ela xingou e se cobriu com o cobertor, se deitando novamente, mas dessa vez de lado.

Eu bufei e me levantei da cama, pegando uma toalha de bichinhos que Brittany tinha me dado de presente de aniversário e seguindo para o banheiro. Queria tomar um banho antes do jantar, afinal eu tinha que estar apresentável para a minha Rach. Quero dizer, não que eu deixasse de ser apresentável, mas enfim...

Ouvi Santana mandar eu me fuder mais uma vez antes de fechar a porta em sua cara.

***

Naquela noite Brittany veio se juntar à nós na mesa da Sonserina. Vários olhares feios foram lançados em sua direção, pois os lufanos eram considerados "inferiores", mas ninguém ousou comentar nada. Não quando ela estava acompanhada das bruxas mais fodas de toda Hogwarts. Bem, pelo menos as mais fodas daquele ano.

Apesar de todos os olhares indignados, Santana não se deixou abalar. Ela estava praticamente em êxtase só de estar na mesma mesa que a loira.

- San, você tem que mastigar mais vezes antes de engolir, se não vai acabar engasgando.

- Sim, sim, Britt-Britt. Você está totalmente certa. — Concordou Santana, levando mais uma garfada de comida à boca e mastigando umas vinte vezes antes de engolir.

Era totalmente ilário ver a interação das duas, principalmente porque Santana obedecia a Brittany como se fosse um elfo doméstico.

- Também não precisa exagerar. — Brittany comentou e riu.

Santana pareceu desapontada por não ter acertado de primeira, mas não se deixou abalar e tentou mais uma vez. Como recompensa, Brittany lhe deuum beijinho na bochecha, o que pareceu incentivá-la ainda mais.

Me permiti viajar para longe dali, apenas imaginando se algum dia Rach se sentaria ao meu lado, ignorando os olhares feios e vez ou outra segurando discretamente minha mão, com um sorriso envergonhado. Esse pensamento fez com que eu automaticamente viajasse para outro, mais distante ainda. Nele, eu e Rach estávamos em uma cozinha que eu não conhecia. Rach preparava algo no fogão, batatas e cenouras voando pelos ares e caindo dentro do enorme caldeirão. Eu estava sentada à mesa da cozinha, admirando o modo como a minha morena balançava a varinha com graciosidade.

- Como foi o trabalho hoje? — Ela me perguntou, ajeitando a faixa azul que segurava os cabelos castanhos.

- Hein? A-ah... O trabalho... — Por Merlin, trabalho? — Foi... normal, normal.

- Hmmm...

- E-e o seu dia, como foi?

Rach se virou para mim com um sorriso brilhante.

- Você quer mesmo saber? De verdade?

- Hã... Sim, eu acho...

Merda, eu tinha certeza de que ela começaria com seu monólogo infinito, mas o que eu ia dizer? "Ah não, eu não quero saber não. Só tava zoando" definitivamente não era uma opção.

No entanto, antes que Rach pudesse começar com seu relato infinito, duas garotinhas entraram correndo no cômodo e — literalmente — pularam em cima de mim.

- Mamãe! — Comemoraram.

Espera. Mamãe?

- O-oi, sweetheart... — Murmurei meio atordoada.

- Mamãe, mina cata de Hoguats ainda nã chego! — Reclamou a pequena loirinha de olhos de caramelo, que deveria ter no máximo seis anos. — Acho que eles nã me querem lá...

- É claro que querem, sweetheart. Você vai ser a maior bruxa que aquela escola já viu! A carta só não chegou porque você ainda não tem idade, mas quando chegar eu prometo que compraremos a coruja mais bonita que tiver na loja.

- Eu tamém quelo! — Reclamou a menorzinha, de cabelos castanhos e olhos verde esmeralda, que deveria ter uns três anos.

- Então compraremos as duas corujas mais bonitas!

- Oba! — As pequenas comemoraram e saíram correndo do cômodo, dizendo o quanto seria divertido o mundo com sua coruja.

Estranhamente eu sentia meu coração bater fortemente dentro do peito. Eu estava feliz porque aquelas duas garotinhas estavam, e eu nem sequer sabia quem eram.

Rach deixou o que estava fazendo e se virou para mim com um sorriso brilhante que fez meu coração bater ainda mais rápido e descompassado.

- Isso foi super meigo, Quinnie.

Fala sério, Quinnie?

- Ah, foi, é?

- Uhuumm... — Ela murmurou se aproximando de mim.

Engoli em seco quando ela parou na minha frente com uma expressão nada inocente. A morena se inclinou em direção ao meu rosto, parando para sussurar em meu ouvido:

- Ver você sendo doce me deixa muito excitada...

Eita porra.

- C-co-como? — Perguntei arregalando os olhos.

Rach pousou o indicador em meus lábios e, me olhando de forma provocante, foi descendo lentamente seu dedo por minha mandibula, pelo queixo, pescoço, passando pelo vale entre meus seios, barriga e parou em cima do umbigo. Eu sentia que poderia ter um orgasmo só com aquilo.

- E-eu... Rach...

Ela sorriu para a minha confusão e se aproximou de forma que nossos lábios roçassem e nossas respirações se misturassem.

- Que tal resolvermos isso no quarto, hein?

Eu sorri para sua pergunta, sentindo o coração pular pelo fato de meu maior sonho estar se realizando e, honrando minha posição de ativa, me levantei rapidamente, enlaçando suas pernas em minha cintura, ganhando um olhar surpreso e logo depois um sorriso safado.

Um dolorido e sonoro tapa na orelha me despertou de meu melhor sonho de todos os tempos.

- Porra, Santana! — Xinguei.

- O jantar já acabou, sua idiota. Você ficou com cara de paisagem o tempo inteiro.

- E por que não me deixou com cara de idiota? Que droga!

- Para de reclamar e vem logo, não temos a noite toda. Somos monitoras, esqueceu?

Santana me deu as costas e foi saindo do Salão Principal, que já estava vazio. Bufei contrariada e a segui, soltando inumeros palavrões e maldições pelo caminho.

Como de costume, nos encontramos com o resto dos munitores no Hall de Entrada para decidir quem ia fazer o que e, como de costume, todos já estava na maior zona para decidir quem faria o que. Rapidamente meus olhos começaram a procurar pela minha amada, mas Santana me puxou pelo braço para um canto mais afastado antes que eu pudesse terminar minha varredura.

- É o seguinte, Fabray: Hoje eu vou me encontrar com a Britt na Torre da Grifinória...

- Vai transar no território inimigo? Nossa, esse fetiche é mesmo perigoso...

- Cala a boca, Fabray.

- Hei, eu tento não dizer nada, o.k.? Mas é um pouco difícil quando suas duas melhores amigas são como os gnomos que viviam no meu jardim, não param nunca.

- Isso não é... Espera, você não está falando daqueles gnomos que seu pai mandou matar, não é?

- Oh... É, eu tinha me esquecido desse detalhe...

- Enfim, eu vou me encontrar com a Britt-Britt e preciso que você cubra o meu andar.

- Haha, até parece!

- Por favor, Fabray! Vou ficar te devendo uma! Por favor...

Eu bufei, mas decidi ceder, afinal, eu precisava do máximo de ajuda possível para fazer o tal do "ato heroico" da Rach.

- Só dessa vez.

- Eba! Obrigado, Fabray! — Ela comemorou e pulou em cima de mim, os gêmeos quase em meu rosto.

- Ah! P-para com isso! Sai de cima de mim!

Santana se despreu de mim com um sorriso enorme, deixando seus covinhas à mostra.

- Valeu, Quinnie!

- Quinnie o caralho!

Santana foi para junto dos monitores avisar que ficaríamos com o terceiro andar e com a Torre da Grifinória. Mais algumas discuções inúteis começaram, a maioria sobre os andares e o que cada um ia fazer.

Meu olhar vagou pela sala novamente, procurando por quem eu nçao tinha tido tempo de procurar antes: Rachel. Mas, estranhamente, ela não estava mais lá. Meu coração passou a bater mais forte e a preocupação encheu meu peito. E se tivesse acontecido algo com ela?

Santana me cutucou, indicando que tínhamos que ir.

- Espera, eu não acho a Rach.

- E daí? Vem logo, ela deve estar cagando em algum vaso especial para anões ou algo assim.

- Não. Eu não vou sem saber onde ela está.

Tive tempo apenas de ouvir Santana bufar antes de me afastar em direção à escadaria.

- Ah, espera, Fabray! Eu acabei de me lembrar... Ela comentou com a Britt que ia no dormitório pegar... hã... é, uma langerie diferente e depois de encontrava no terceiro andar...

- E por que diabos ela foi trocar de langerie?

- É porque... Ela disse que tem... uma... uma surpresa para você...

- Surpresa?

- É... Ah, fala sério, Fabray! É só encaixar as peças! Langerie. Terceiro andar. Sozinhas...

Meu coração bateu mais rápido e eu automaticamente vaguei para meu... hã... pequeno devaneio na mesa do jantar. Inclusive, um lugar muito sensato para esse tipo de pensamento.

- U-uma surpresa? — Perguntei ainda meio atordoada.

- E não foi isso o que eu disse? Agora para de bancar a idiota e vai até lá!

Eu lhe sorri em agradecimento e corri em direção à escadaria, subindo rapidamente de dois em dois degraus.

Pela primeira vez, eu finalmente podia pensar: É hoje!!

Notas finais
E então, o que acham? Rachel não resistiu aos encantos da Quinnie rçrç... Spoiler do próximo capítulo: PRIMEIRA VEZ FABERRY! EEEEEE!