Amor Por Acaso
4 A família vai aumentar!
Notas iniciais
Luiz Fernando P.O.V:
Estava dormindo tranquilamente, quando eu percebi que Kate, minha esposa, se levantou bruscamente e correu para o banheiro. Fiquei esperando ela voltar para saber o que aconteceu, mas como ela estava demorando fiquei extremamente preocupado e decidi chamá-la.
– Kate!? – Chamei, mas não obtive resposta. – Amor o que aconteceu? Por que você saiu correndo desse jeito? – Perguntei e como ela não me respondeu, levantei-me e dirigi ao banheiro do nosso quarto, a encontrando desacordada. – Amor! Por favor, acorda!!! O que houve!?! – Disse desesperadamente enquanto acariciava levemente as bochechas pálidas e sem vida.
Como ela não acordava, peguei-a no colo e a coloquei imediatamente no banco de trás do carro e entrei correndo, começando a dirigir. Meu Deus o que será que ela tem? Porque ela desmaiou? Será que foi a pressão? Virose? Meu Deus, espero que não seja algo tão grave! Tantas perguntas, sem respostas.
Depois de mais ou menos uns 30 minutos cheguei ao hospital e entrei desesperado na recepção com ela no colo. Dois enfermeiros e um médico a colocaram deitada em uma maca e entraram em uma sala para fazer alguns exames. Já estava quase entrando com ela, mas fui barrado por uma enfermeira.
– Você não pode passar dessa porta, é uma ala restrita... Daqui a pouco algum médico irá vir o informar o estado da sua esposa. – Disse e logo depois entrou pela porta que minha mulher havia entrado segundos atrás.
Fiquei sentado na sala de espera e já estava quase enlouquecendo por faltas de notícias. Foi quando um médico se aproximou...
– Familiares da paciente Kate Lins de Albuquerque? – Perguntou o médico enquanto olhava a prancheta que estava em suas mãos.
– Aqui... O que ela tem Doutor? Porque ela desmaiou?
– O que você é da paciente? — Perguntou
– Eu sou o marido dela.
– Então Sr. Albuquerque... A sua esposa teve um pequeno mal estar, mas isso é muito comum na condição que ela se encontra.
– Como assim na condição que ela se encontra? – Perguntei confuso e temeroso.
– A sua esposa esta grávida de sete semanas. – Disse e eu fiquei estático e sem palavras.
– O que? Ela está grávida? Você está querendo me dizer que eu serei pai de novo? – Falei completamente chocado e com os olhos arregalados.
– Sim, parabéns papai! – Comentou o médico sorrindo e me dando alguns tapinhas nas costas.
– E como ela esta? Ela já acordou? Eu posso vê-la? – Perguntei preocupado
– Ela esta bem, mas ainda precisa tomar alguns cuidados e tomar as vitaminas que eu receitei, ela está um pouco fraca. Ela já esta consciente e você já pode ir vê-la. Ela está no quarto 512. – Disse – Agora eu tenho outros pacientes para atender, mas antes que eu me esqueça, a sua esposa não pode sofrer emoções fortes, isso pode prejudicar seriamente a saúde da sua esposa e a do bebê e até causar um aborto espontâneo. – Ele avisou e eu apenas acenei com a cabeça, saindo logo depois e procurando o quarto de Kate.
Meu Deus! Uma gravidez não estava nos meus planos... Principalmente agora que o nosso casamento não está indo nada bem... E agora meu Deus o que eu faço?
Mas preciso admitir que independente de todas as nossas briguinhas e discussões bobas eu continuo a amando com a mesma intensidade de quando nos casamos... Será que ela ainda gosta de mim? Não quero me divorciar dela, nunca quis... Mas vou confessar que já pensei nessa hipótese, mas não me divorciei em consideração a nossas filhas...
Quando entrei no quarto, encontrei Kate deitada na cama, enquanto chorava baixinho, pelo olhar dela eu percebi que ela estava feliz e um pouco preocupada.
Mesmo estando pálida, ela continua linda como sempre...
– Amor, você está melhor? – Perguntei enquanto me aproximava e me sentei na cadeira ao lado da cama, e aproveitei para pegar na sua mão... Meu Deus! Como ela estava gelada!
– Estou sim – Disse meio sem jeito. – Desculpe, eu sei que não é uma boa hora para eu engravidar, mas... Não sei o que dizer, estou muito confusa e isso me pegou totalmente de surpresa. E eu quero tentar, eu quero fazer esse casamento dar certo... Eu não quero me divorciar. – Sussurrou
– Eu também quero tentar... Essa notícia me pegou totalmente desprevenido, mas eu te amo, e eu vou lutar para que nosso casamento continue dando certo... Por nossas filhas, por nosso bebê e por nos dois... Pelo nosso amor adolescente. Por todos os momentos felizes e por tudo que nos enfrentamos até chegar aqui, e olha que não foram poucas coisas. – Disse sorrindo e logo depois me aproximei dando um beijo em seus lábios, enquanto acariciava a sua pequena barriga. Quando me afastei, encontrei aquele sorriso lindo que tanto me encanta... Ficamos nos encarando por intermináveis minutos, mas fomos interrompidos pelo celular de Kate que estava na bolsa ao lado da cama.
– É melhor atender, pode ser importante – Disse Kate com um sorriso de desculpas e eu apenas assenti e atendi o celular.
– Alô Mãe?! – A voz se pronunciou do outro lado da linha, e pelo tom de voz deduziu ser a Bella.
– Oi minha filha, é o papai!
– Oi pai! Cadê a mamãe? E por que ela não atendeu? – Disse ela preocupada
– Calma minha filha! Sua mãe teve um mal estar de manhã e eu a trouxe para o hospital.
– Hospital!?!??!?! – Berrou ela, quase me deixando surdo.
– Calma Isa! Ela está bem, ela está tomando soro. Teve um mal estar, mas agora está bem. Só precisa receber o resto do soro na veia. As suas irmãs já acordaram? – Perguntei sério tentando mudar de assunto, achei melhor não dizer pelo telefone que Kate esta grávida, isso é assunto para se tratar pessoalmente.
– Sim, estamos todas acordadas e preocupadas – respondeu.
– O que houve com a mamãe? Por que estão no hospital? – Percebi uma voz no fundo perguntando, e deduzi ser a Rebecca e me senti tão culpado pela voz aflita dela.
– A mãe de vocês está bem, ela só terá que ficar mais algumas horas em observação e logo estaremos em casa.
– Ahhh!!! Meu Deus!! Vou morrer!! Eles são tão perfeitos!!! – gritou minha outra filha surtando, tive que afastar um pouco o celular. Fiquei me perguntando o que ela estava fazendo para surtar tanto desse jeito. Só podia ser a Nicole mesmo.
– Acho melhor vocês virem para o hospital, quando vocês chegarem aqui eu explico melhor com mais detalhes o que aconteceu.
– Está bom pai, estamos indo para ai. Só o tempo de trocar de roupa – disse e desliguei.
– Elas estão vindo? – Perguntou Kate em um sussurro.
– Sim, eu vou até a cafeteria pegar um café e esperar elas na recepção, eu já volto. – Comentei me aproximando e dando um leve selinho em seus lábios.
– Tudo bem – Disse Kate suspirando ainda de olhos fechados aproveitando o leve selinho, e a leve carícia em sua barriga.
– Tchau amor, tchau bebê – Disse sorrindo bobamente enquanto acariciava a barriga da mulher que eu amo, apesar de todos esses problemas.
Kate P.O.V
Minha nossa! Uma gravidez agora! Como pude ser tão irresponsável! Meu casamento não está nada bem, sei que Luiz Fernando até pensa em se divorciar, só não tomou nenhuma atitude em consideração a nossas filhas. E até desconfio que ele tenha uma amante, mas não tenho certeza de nada... Não sei se ele ainda me ama, ou se fala da boca para fora... Mas tenho que admitir que eu o amo com a mesma intensidade de quando nos casamos. Senhor o que vou fazer? Sei que não dependo de ninguém, tenho um ótimo emprego, mas um filho a essa altura do campeonato...
– Você tem certeza Doutor? – Perguntei rezando que ele estivesse enganado, apesar de que uma parte de mim gostou de saber que eu vou ser mãe outra vez.
– Sim, esses exames nunca falham é 99% de certeza... Então a senhora está grávida.
– Oh Meu Deus, essa gravidez não estava nos meus planos... Eu já tenho três filhas, não pretendia engravidar novamente...
– Entendo, vou receitar algumas vitaminas e você irá tomar soro na veia... Você está muito desidratada e fraca. – Disse o médico enquanto escrevia em um bloco de papel.
– Mas alguma coisa Doutor?
– Você irá ficar mais algumas horas em observação e preciso te alertar, a sua gravidez é de risco... Aconselho a senhora não passar por emoções fortes, isso pode ser prejudicial não só para você, como também para a saúde do bebê.
– Okay, tomar as vitaminas e sem emoções fortes... Já entendi, mas tem certeza que eu tenho que ficar mais algumas horas, aqui, em observação? Eu detesto hospitais...
– Sim, é para o seu bem e o bem estar do bebê... Lamento, mas precisamos te observar por mais algumas horas e depois prometo que eu te darei alta.
– Tudo bem Doutor. – Suspirei cansada
Fiquei um tempo sozinha, completamente em transe, acho que a ficha ainda não caiu... Meu Deus! Eu não sou mais uma adolescente, como eu posso ter sido tão irresponsável e ter cometido um deslize desses? Comecei a chorar silenciosamente perdida em pensamentos, até que a porta é aberta delicadamente. Pensei que era uma enfermeira qualquer, até a pessoa se aproximar e falar comigo, fiquei completamente estática ao perceber de quem se tratava.
– Amor, você está melhor? – Perguntou enquanto se aproximava e se sentava na cadeira ao lado da cama, e assim que se sentou pegou em minha mão...
– Estou sim – Disse envergonhada. – Desculpe, eu sei que não é uma boa hora para eu engravidar, mas... Não sei o que dizer, estou muito confusa e isso me pegou totalmente de surpresa. E eu quero tentar, eu quero fazer esse casamento dar certo... Eu não quero me divorciar. – Sussurrei baixinho com algumas lágrimas descendo pelo meu rosto, ele cuidadosamente secou as minhas lágrimas e involuntariamente eu sorri... Um sorriso tímido...
– Eu também quero tentar... Essa notícia me pegou totalmente desprevenido, mas eu te amo, e eu vou lutar para que nosso casamento continue dando certo... Por nossas filhas, por nosso bebê e por nos dois... Pelo nosso amor adolescente. Por todos os momentos felizes e por tudo que nos enfrentamos até chegar aqui, e olha que não foram poucas coisas. – Disse ele se aproximando e depositando um casto beijo em meus lábios, enquanto acariciava minha pequena barriga. Sorri completamente feliz com a sensação, mas quando percebi o olhar dele fiquei um pouco envergonhada, mas por sorte não corei. Ficamos nos encarando por intermináveis minutos, mas fomos interrompidos pelo meu celular que estava em minha bolsa, no sofá ao lado da cama.
– É melhor atender, pode ser importante – Disse com um sorriso de desculpas e ele apenas assentiu e atendeu o telefonema.
– Oi minha filha, é o papai! – Respondeu assim que atendeu.
– Calma minha filha! Sua mãe teve um mal estar de manhã e eu a trouxe para o hospital.
– Hospital!?!??!?! – Berrou Isabella tão alto que até eu consegui escutar.
– Calma Isa! Ela está bem, ela está tomando soro. Teve um mal estar, mas agora está bem. Só precisa receber o resto do soro na veia. As suas irmãs já acordaram? – Perguntou sério e percebi no mesmo instante que ele estava tentando mudar de assunto e hesitou em dizer o que tinha acontecido.
– A mãe de vocês está bem, ela só terá que ficar mais algumas horas em observação e logo estaremos em casa.
– Ahhh!!! Meu Deus!! Vou morrer!! Eles são tão perfeitos!!! – escutei outro berro, com certeza era de Nicole, pois o grito dela é o mais alto das três. Luiz Fernando até teve que afastar o celular.
– Acho melhor vocês virem para o hospital, quando vocês chegarem aqui eu explico melhor com mais detalhes o que aconteceu. – Meu marido disse e desligou. Acabei ficando um pouco pensativa. O que será que as minhas filhas acharam disso? Será que elas gostaram de ter outro irmão ou irmã? Ou elas odiaram a noticia?
– Elas estão vindo? – Perguntei em um sussurro.
– Sim, eu vou até a cafeteria pegar um café e esperar elas na recepção, eu já volto. – Comentou se aproximando e dando um leve selinho em meus lábios.
– Tudo bem – Disse suspirando ainda de olhos fechados aproveitando o leve selinho, e a leve carícia em minha barriga.
– Tchau amor, tchau bebê – Disse sorrindo bobamente enquanto acariciava a minha barriga.
Apesar de todas essas preocupações, é uma sensação magnífica ter um ser dentro de você... Mesmo ele ainda sendo bem pequenininho e só uma sementinha eu já o amo com todas as minhas forças. Não é apenas um feto é o meu bebê se evoluindo e crescendo aos poucos... Eu não sei explicar tamanha sensação, mas é tão emocionante... Eu tenho tanta vontade de chorar, pular, gritar para o mundo inteiro ouvir que eu estou grávida!!!!
No começo eu fiquei um pouco preocupada que Luiz Fernando não aceitasse essa nova situação, mas fiquei feliz em perceber que apesar de tudo ele ainda me ama.
Isabella P.O.V
Sábado chuvoso! Justo hoje que planejei fazer tantas coisas com minhas irmãs tem que chover! Não poderia chover a noite toda e de manhã sair sol?! Último mês do ano deveria ter sol, pelo menos no sábado – pensei.
Acordei um pouco tarde e imediatamente estranhei a casa estar em silêncio, sendo que normalmente esse horário ela está completamente barulhenta. Fui ao banheiro fazer minha higiene pessoal e aproveitei para tomar um banho quente para despertar, já que eu ainda estava com cara de sono. Terminei o banho e coloquei uma calça de moletom e uma blusa preta de manga comprida.
Sai do meu quarto e fui direto pra cozinha, estava tudo silencioso. O que será que aconteceu com o povo dessa casa? Será que estão todos dormindo ainda? Não, mamãe sempre acorda cedo mesmo nos fins de semana. O que será que aconteceu? – fiquei pensando enquanto fazia um tour pela casa.
Sentei na cadeira da cozinha, nada foi mexido de ontem para hoje, fui até a sala e as cortinas ainda estavam fechadas.
– Estranho... Sempre que mamãe acorda a primeira coisa que ela faz é abrir essas cortinas... Será que ela ainda está dormindo? Será que pela primeira vez na vida ela conseguiu perder a hora? – Pensei em voz alta
Subi e entrei no quarto dos meus pais e para minha surpresa eles não estavam, mas a cama estava desarrumada, muito estranho isso, pois mamãe jamais deixa o quarto daquele jeito. Fui até o quarto de Rebecca.
– Rebecca! Acorda! Mamãe não está em casa, papai para variar também não. – entrei sem bater e me sentei na cama, mas Rebecca estava no seu vigésimo sono. – Acorda maninha! Estou preocupada, mamãe não está em casa e não deixou nem sequer um bilhete! – disse sacudindo Rebecca.
– Meu! Me deixa dormir! Está frio e ainda está escuro! – reclamou Rebecca se cobrindo toda com o seu edredom azul.
– Vamos maninha, acorda! O que será que houve nessa casa? – disse deitando ao lado de Rebecca. – Será que os dois saíram à noite? Mas para onde eles iriam e sem avisar-nos? – disse olhando para teto.
– Sei lá! Vai ver eles saíram para namorar! – disse Rebecca cobrindo sua cabeça com o travesseiro.
– Rebecca Milena Lins de Albuquerque! Acorda agora! Levanta agora essa bunda dessa cama! – Gritei irritada.
– Isabella... Me deixa em paz! Saí do meu quarto agora! – Gritou ela, tirando o edredom da cara e tacando uma almofada em mim.
De repente ouvimos um grito. Meu Deus! Vinha da sala! Saímos correndo para ver o que estava acontecendo. Quando chegamos lá, era nossa maninha surtando com um clipe de uma banda de K-pop.
– Ahhhh!!! Maninhas!!! Saiu!!! Saiu!!! É uma nova sub-unit!!! Que tudo!!! – gritou Sunny
– Só tem gente doida nessa casa... – disse Rebecca saindo da sala e indo para o banheiro.
Meu Deus! Só podia ser Sunny surtando com isso, mesmo assim, eu sentei junto com Sunny para ver o tal clipe novo dos artistas coreanos. Desacreditei! Mamãe sumida, Sunny e Rebecca nem ai com isso! – pensei brava!
– Maninha você viu mamãe? Sabe onde ela está? – perguntei a Sunny.
– Não sei maninha! Não a vi, peguei uma maçã e vim para sala. Ahhhh!!! Eles não são lindos!!!! – disse Sunny surtando mais ainda.
– Como você pode ficar feliz sabendo que a mamãe sumiu?!? — gritei com Sunny.
– Maninha, se você está tão preocupada assim, pega um negócio na mesinha que se chama telefone e liga para ela, assim você saberá onde ela está – disse Rebecca chegando à sala com o seu prato de cereal matinal.
– Nossa como sou boba! É mesmo! Caramba, por que não pensei nisso antes? – disse a mim mesma enquanto digitava os números já decorados. — Alô Mãe?!
– Oi minha filha, é o papai!
– Oi pai! Cadê a mamãe? E por que ela não atendeu? – Perguntei confusa e preocupada.
– Calma minha filha! Sua mãe teve um mal estar de manhã e eu a trouxe para o hospital.
– Hospital!?!??!?! – Berrei no telefone.
– Calma Isa! Ela está bem, ela está tomando soro. Teve um mal estar, mas agora está bem. Só precisa receber o resto do soro na veia. As suas irmãs já acordaram? – perguntou papai sério.
– Sim, estamos todas acordadas e preocupadas – respondi.
– O que houve com a mamãe? Por que estão no hospital? – perguntou Rebecca aflita e assustada.
– Ahhh!!! Meu Deus!! Vou morrer!! Eles são tão perfeitos!!! – Disse Sunny surtando e berrando, como sempre.
– Está bom pai, estamos indo para ai. Só o tempo de trocar de roupa – disse e desliguei. – Maninhas! Vamos para o hospital, mamãe teve um mal estar e papai levou-a até o pronto socorro. – disse indo para o meu quarto e peguei uma calça jeans azul e uma blusa branca de manga comprida escrito Rock em preto e coloquei o meu All Star branco.
– Ai, falta mais um pouco para acabar o clipe, espere um pouco – disse Sunny choramingando.
– Meu você é muito sem noção! Mamãe está no hospital e você fica aí preocupada com esses coreanos metidos a besta! Francamente! – protestei irritada.
– Vamos Sunny, depois a gente vê o clipe, mamãe precisa de nós – disse Rebecca também indo para o seu quarto se trocar.
– Mas o papai está com ela e ela está em um hospital! Ok, ok. Então vamos logo suas chatas. – disse Sunny depois de refletir por alguns segundos.
Nós terminamos de nos arrumar depois de 15 longos minutos... Como nós não tínhamos tempo para esperar um ônibus ou coisa assim, resolvemos fazer vaquinha e pegar um taxi.
Chegamos ao hospital e adentrei a recepção correndo. Já ia me informar no balcão da recepção quando avistei o papai sentado em uma das cadeiras da sala de espera.
– Pai! O que houve?? Cadê a mamãe?? O que aconteceu com ela?? – perguntei quase gritando, chamando atenção de algumas pessoas que estavam ao nosso redor.
– Calma Isa! Estamos em um hospital! Fale baixo – falou papai me reprendendo em um tom sério. – Vamos para a lanchonete e eu explico o que houve.
Sentadas na praça de alimentação do hospital papai contou-nos que mamãe se sentiu mal quando acordou e quando estava no banheiro desmaiou.
– Desmaiou!?!?! – gritamos
– Calma meninas, a mãe de vocês teve um mal estar e desmaiou. Trouxe-a para cá e agora esta medicada e recebendo soro na veia. – disse papai um tanto receoso em continuar a falar.
– Mas o que ela tem? É grave? Mamãe vai morrer?!? – dramatizou Sunny.
– Calma minha filha, não é nada disso – falou papai tentando acalmar Sunny.
– Então diga logo, estou ficando assustada! – esbravejei
– A mãe de vocês está grávida! – disse papai pensativo
–Grávida?!?!?! – gritamos juntas novamente
– Sim! Ela está grávida, por isso se sentiu mal e desmaiou – tornou dizer papai pensativo.
– A mamãe está grávida e o senhor fala como se ela estivesse para morrer? – falei irritada
– Não é isso minha filha, veja bem, a gravidez da sua mãe é de risco... E se ela sofrer algum tipo de emoção forte pode ser prejudicial a ela e ao bebê... E isso pode gerar... Um aborto espontâneo – disse papai tentando se explicar
– É Isa, papai está certo em ficar preocupado, nossa mãe está em uma gravidez de risco tanto para ela, quanto para o bebê – disse Rebecca como sempre protegendo o papai. Ela sempre foi à queridinha do papai, e sempre esteve do lado dele...
– Ahhh que lindo!! Nossa mãe vai ter um bebê!! Papai posso escolher o nome? – disse Sunny, como sempre prestando atenção em metade das coisas. Ela só prestou atenção na parte da gravidez.
– Claro filha, desde que você pergunte a sua mãe. – disse papai sorrindo em meio a preocupação.
– Vão ver sua mãe, ela precisa de vocês. Preciso ir trabalhar ainda, aconteceu um imprevisto no escritório e eu terei que ir... Vocês ficam com ela hoje? – perguntou papai.
– Sim! – respondemos.
Saímos da lanchonete do hospital, e fomos rumo ao quarto 512, e assim que chegamos, bati na porta e escutei uma voz fraca dizer “entre”.
– Mãe? Disse entrando primeiro no quarto. – Mãe! A senhora está bem? – disse abraçando mamãe.
– Minhas filhas! Estou bem sim! Só foi uma mal estar passageiro... – disse sem jeito.
– Mãezinha!!! Estamos sabendo!! Ai que fofo!! Vamos ter um irmãozinho!!! – disse Sunny se desmanchando em lágrimas de felicidade.
– Calma minha filha! – disse mamãe com um sorriso tímido. – Sim, vocês terão um irmãozinho, mas todo o cuidado é pouco, pois o médico já me informou que a minha gravidez é de risco. – disse mamãe se acomodando na cama.
– Posso escolher o nome? – Perguntou Sunny com os olhos brilhando.
– Pode – Respondeu mamãe sorrindo. – E o pai de vocês? – Perguntou sorrindo
– Como sempre foi trabalhar... Ele nunca tem tempo para ficar com a gente, ele sempre trabalha o tempo todo, e sempre dá a mesma desculpa esfarrapada de ter acontecido um imprevisto no escritório. – Disse Rebecca reclamando
– Eu entendo filha, o seu pai ele trabalha muito e quando chega do serviço ele sempre está exausto e quase nunca passa um tempo com vocês. Mas esse é o trabalho dele – Disse mamãe explicando.
– Eu entendo mãe, só queria que o nosso pai tivesse mais tempo para nós, para você... Mas ele vive por aquele escritório, nem parece que tem família... Passa a maior parte do dia enfurnado naquela empresa e quando está em casa só fica no escritório. – Desabafei
– Eu sei filha, mas quando o seu pai for promovido, eu garanto que ele terá mais tempo para passar com todos nós.
– Tomara que a Senhora tenha razão, mas agora vamos falar de você e desse novo membro da família. – Disse acariciando a barriguinha pouco visível da minha mãe. Depois de um tempo começamos a conversar sobre supostos nomes para o bebê, tanto menina quanto menino... Sinceramente eu preferia menino, mas o que vier com saúde para mim está bom...
Rebecca P.O.V
Meu Deus!!! Não acredito!!! Mamãe grávida? Como é possível? Mamãe e papai vivem brigando... Eles acham que eu não percebo nada, mas eu sempre estou escutando a discussão, eu sei que é feio escutar atrás da porta... Mas eles são meus pais!
Minhas irmãs nem desconfiam disso, sempre quando eles estão discutindo elas não estão em casa. Não posso negar que estou feliz por ganhar um irmãozinho... Mas ao mesmo tempo em que ele pode ser a solução para juntar os dois, ele pode ser a causa da separação deles. Eu lembro até hoje a última discussão deles que terminou em amor!
Flashback modo On
Estava na sala assistindo uma série chamada Supernatural quando de repente eu escuto gritos do andar de cima. Como sempre são meus pais discutindo... Resolvi subir para escutar melhor o motivo.
– Você tem uma amante! – Acusou mamãe
– Já disse que não, porque diz isso? – Perguntou papai indignado
– Você anda muito afastado, nunca está em casa comigo e com as suas filhas... Eu não aguento mais... Eu quero o divórcio.
– Kate, não tem nada a ver... Você acha mesmo que eu estou te traindo? Eu nunca estou em casa porque eu estou trabalhando, eu tenho uma empresa para comandar e o que eu mais quero é assumir o cargo de vice-presidente.
– Eu entendo, mas você acha o seu trabalho mais importante do que a sua família?
– Não, a família é mais importante... – Suspirou
– Pois não parece, sinceramente eu quero o divórcio... Eu sei muito bem que você pensa em se divorciar de mim!
– Não posso negar que já pensei nisso, mas não faço isso em consideração a nossas filhas e também por todo amor que eu sinto por você.
– Tem como você parar de falar em amor? Nunca declare amor em falso... Eu não acredito mais no seu amor, você nunca demonstra me amar.
– Não importa o que eu fale, você nunca vai acreditar em mim – Suspirou cansado – Eu não aguento mais isso, todas essas suas desconfianças... Você tem que botar uma coisa na sua cabeça! Eu te amo!!! Quando você vai entender que eu sou louco por você? Que eu não tenho olhos para outra mulher, a não ser você? Porra! Eu te amo!!!
Arregalei os olhos ao ouvir tudo aquilo. Nunca pensei que escutaria uma declaração assim.
Depois de um tempo, eles ficaram em silêncio, resolvi voltar a assistir televisão, provavelmente está passando outra coisa, já que perdi o final do episódio...
Flashback modo Off
Sinto que os dois ainda se amam, percebo isso, dá para ver nos olhares que eles trocam...
É tão estranho isso...Viver nessa situação...
Vitor P.O.V
Acordei um pouco tarde hoje, mas completamente animado com a possibilidade de ir morar em São Paulo, e finalmente me ver livre desse povo fofoqueiro... Fiquei arrumando algumas coisas e estava pensando em sair para espairecer... Mas para minha infelicidade estava garoando, apesar de ser fraquinho, eu continuo odiando chuva... Chuva me faz lembrar daquele dia horrível, porque assim que eu sai do Aeroporto começou a chover... Que raiva, porque justamente sábado tem que chover?
Tomei um banho quente e coloquei uma roupa confortável, desci as escadas rapidamente.
– Bom dia – desejei assim que entrei na sala.
– Bom dia – responderam em uníssono.
– Filho, venha tomar café, eu preparei panquecas com doce de leite... – Disse mamãe da cozinha.
– Obrigado mãe, vou comer... – Disse pegando um prato e colocando duas panquecas nele. – E o Anthony? Ele já acordou? – Perguntei
– Sim, ele está com a sua irmã, eles estão brincando com os brinquedos novos que ele ganhou de presente... – Explicou mamãe
– Brinquedos novos? Ele não tinha só ganhado o presente do Alê? – Perguntei confuso
– Sim, mas hoje Grace e Alice compraram presentes novos para ele, e a amiga da Alice, Laurinha... Comprou um carrinho de corrida. – Disse mamãe enquanto me servia suco de laranja.
– Entendi, não sabia que elas tinham comprado presente para o Tony, quando eu terminar de comer eu irei ficar com ele... Quem sabe eu não o leve para passear.
– Boa ideia... Faz tanto tempo que vocês não saem juntos... – Comentou mamãe e eu apenas concordei, sabendo perfeitamente que depois que eu fui abandonado eu parei de dar atenção ao meu filho e quase não saia de casa.
Ficamos em um silêncio constrangedor e assim que eu terminei de comer, eu me retirei rapidamente da cozinha e fui ao quarto do meu filho. Abri a porta e entrei, adorei ver a cena a seguir, pelo simples foto de arrancar gargalhadas do meu filho. Minha irmã, Grace estava sentada no chão ao lado dele e fazia cosquinha nele. Nem preciso comentar que ele ria sem parar... Aquela risada sem dente, risada de criança inocente. É exatamente assim. Eu amo ver essa felicidade transparecer os olhos do meu filho, isso me deixa completamente feliz e me faz esquecer por alguns segundos todas as lembranças ruins. Saí do meu transe por Tony engatinhando e agarrando a minhas pernas.
– Dá dá! – pronunciou algumas silabas com um sorriso sem dentes.
– Filho! Vamos passear com o papai?... Vamos no parquinho? Vamos brincar no parque? – Perguntei animado pegando-o no colo.
– Brum brum! Dá dá! Dê dê – Disse Tony batendo palminhas animado, exatamente igual aquela anã de jardim. Tenho certeza que se o Tony conseguisse andar, estaria pulando neste exato momento. Comecei a rir sem perceber o que fez a minha irmã achar que eu sou um lunático.
– Ué, do que você está rindo? – Perguntou arqueando uma sobrancelha.
– Nada não, só rindo com os meus pensamentos.
– E posso saber o que o meu maninho estava pensando? — Perguntou extremamente curiosa
– Meu Deus! Como você é curiosa... Foi só um pensamento engraçado... Nada demais!!!
– Mesmo assim eu queria saber, mas não irei ficar te pressionando... Sei muito bem que quando você quer guardar um segredo, você sempre consegue. – Respondeu enquanto se encaminhava para o corredor.
– E aí pequeno? Vamos nos arrumar para ir ao Parque? – Perguntei e Anthony apenas concordou com a cabeça.
Encaminhei-me ao meu quarto e peguei uma calça jeans e uma camiseta preta, com um casaco branco e como Anthony já estava pronto desci as escadas encontrando minha mãe e minha irmã.
– Já vai sair meu filho? – Perguntou mamãe
– Sim, irei levar o Anthony ao parque tomar um ar puro. O carrinho já esta dentro do carro?
– Sim maninho, já estou saindo também... – Disse Grace abrindo a porta de casa.
– Aonde você vai? – Perguntei curioso
– Apesar de não ser da sua conta, e como eu sou super educada, eu vou te responder... Eu vou sair com o meu namorado... – Respondeu dando de ombros
– Não acredito!!! Grace quantas vezes eu já te disse que enquanto eu não o conhecer ele não é oficialmente seu namorado. – Disse irritado
– E quantas vezes eu vou ter que dizer que você não o conhece porque não quis? Ele estava presente no seu casamento e mamãe e o papai já o conhece e gostou muito dele. – Rebateu
– Ok, desculpa... Eu exagerei está bem? Mas você sabe que eu sou um irmão ciumento e superprotetor não me culpe. – Disse arrependido pela minha crise de ciúmes.
– Tudo bem, eu entendo... O Alê também é igual ou pior se é que é possível! Vocês tem que entender que eu não sou mais aquela garotinha que vocês protegiam quando era maltratada, eu cresci e agora tenho quase 18 anos.
– Eu sei Grace, mas é difícil para mim compreender que você não é mais aquela garotinha indefesa e que agora você sabe totalmente se defender... Só não quero que você se magoe.
– Eu não vou! Maninho você tem que entender uma coisa, não é porque você se magoou uma vez que todas as pessoas a sua volta irão se magoar... E outra eu tenho certeza absoluta que você ainda irá arrumar uma namorada e será muito feliz. – Disse sorridente.
– Meu Deus! Grace, como você é sonhadora... Não viaja!!! Quem iria querer namorar um cara que foi largado no altar, velho e ainda por cima nerd e com um filho pequeno para criar. – Disse indiferente
– Vitor! Pare agora! Não se menospreze você é bonito, inteligente, cavalheiro, um pai dedicado, gentil, bondoso... Quem te rejeitar, não sabe o que está perdendo... Tenho certeza que você vai arrasar corações no Brasil. – Disse iludida
– Vou nada, pare de se iludir! Ninguém nunca vai me querer, estou fadado a viver sozinho! – Comentei um pouco triste, mas realista... Minha irmã ficou abrindo e fechando a boca, sem saber o que dizer... Aleluia! Deixei aquela baixinha sem palavras!!! – Agora vamos parar de discutir sobre isso, já estou saindo. – Disse interrompendo no mesmo instante em que percebi que ela ia dizer algo.
Saí de casa com Anthony no colo e o coloquei no banco de trás sentado na cadeirinha e afivelei o cinto. Como o carrinho já estava dentro do porta malas, comecei a dirigir em direção ao Parque mais próximo, que ficava á algumas quadras daqui.
Chegamos ao parque e me dirigi à ala fechada do parque para as crianças pequenas, era a ala de recreação. Como tinha alguns monitores eu deixei o meu filho brincando com algumas crianças e fiquei sentado em um banco o observando de longe, do lugar onde eu estava eu tinha uma visão periférica do parque inteiro.
Fiquei perdido em meio a pensamentos e quando despertei do transe percebi que já estava tarde e que provavelmente a minha mãe deve estar completamente preocupada, conheço muito bem ela. Me aproximei de algumas crianças e encontrei o meu filho brincando com uma garotinha que aparentava ter uns três anos, ela tinha cabelos curtos loiros,olhos verdes e usava uma roupa rosa... E o garotinho aparentava ter uns dois anos, ele tinha cabelos pretos, olhos castanhos escuros e usava uma bermuda e uma camiseta.
– Filho, vamos embora? – Perguntei sorrindo, por saber que um simples passeio arrancou inúmeras gargalhadas e sorrisos dele. Foi muito bom ele interagir com todas essas crianças, ainda por cima virou um verdadeiro porquinho, já que estava imundo... Com toda camiseta branca suja e o shorts sujo de areia.
– hmm! Nã nã! – resmungou negando a sair e continuando a brincar.
– Filho – Suspirei – A vovó já deve estar preocupada, já está escurecendo, acho melhor nós irmos embora. – Falei
– Nã hummm !! – Relutou o pequeno fazendo bico.
– Você gostou muito de vir, eu sei, mas a vovó vai ficar triste, precisamos ir... Você entende né?
Anthony levantou os dois braços e concordou!
– Tchau Tony – Responderam em Uníssono e percebi que a garotinha não parava de sorrir um segundo se quer para o meu filho... Meu Deus tão novo assim e já arrasando corações!!!
– Vamos! – Disse e peguei Anthony no colo, o colocando no carrinho.
Chegamos até o carro e o coloquei sentado na cadeirinha, colocando logo depois o carrinho no porta malas do carro. Entrei e comecei a dirigir, o caminho todo fiquei pensativo com a conversa que eu tive com Grace... Será mesmo que alguém é capaz de se interessar por mim? De me amar? Que pensamentos mais idiotas!!! Vitor coloca uma coisa nessa sua cabeça... Você está fadado a viver sozinho! Nunca ninguém vai te querer e muito menos te amar!
Todos esses pensamentos realistas são uma facada no meu coração, apesar de eu estar conformado, isso ainda me dói de uma maneira que não consigo explicar.
Depois de mais alguns minutos dirigindo, enfim cheguei em casa. Como Anthony estava dormindo o peguei no colo delicadamente, com o maior cuidado para não o acordar. Entrei em casa sem ao menos imaginar que tínhamos novidades!!!
Alice P.O.V
Oh Meu Deus!!! Não acredito! Eu estou grávida! Aí como eu estou feliz... Eu finalmente vou ser mãe! Será que é menina ou menino? Será que o Alê vai gostar de saber que será pai? O que eu vou fazer se ele não gostar? Como eu conto isso a ele? Será que eu conto no Natal? Com toda família reunida! Preciso de ideias... Não posso simplesmente chegar e dizer. “Eu estou grávida”. Fiquei pensando e resolvi ligar para a minha melhor amiga, quem sabe ela não tenha uma ideia de como eu posso contar isso a ele.
– Alô Laura?!
– Oi Lice, tudo bem?
– Sim, eu tenho uma novidade... Eu acabei de descobrir que eu estou grávida.
– Você o que?
– Laura! Não grita no meu ouvido! Você quer estourar os meus tímpanos?!
– Desculpa, foi à emoção... Mas é sério? Você já contou para o Alê? Qual foi a reação dele?
– Eu ainda não contei, acabei de descobrir... Estou pensando em um jeito de contar para ele... Não posso simplesmente dizer “eu estou grávida”.
– Tive uma ideia... Que tal você comprar um sapatinho branco de bebê e colocar dentro de uma caixinha e assim que o Alê chegar você diz que tem um presente e entrega a caixinha...
– Gostei da ideia, vou fazer exatamente isso... Depois eu te conto a reação dele.
– Okay, depois a gente combina de ir ao shopping juntas. Quem sabe fazer umas comprinhas...
– Você é uma consumidora compulsiva, como você consegue ser maníaca por compras. Coitado do meu bebê... Vai ter uma madrinha completamente louca.
– Nem sou consumidora compulsiva, eu tenho que desligar... Vou ter uma aula de laboratório agora, não posso faltar... Tchau Lice.
– Tudo bem, assim que eu voltar para o Brasil nós combinamos alguma coisa, tchau Laurinha.
Fui ao shopping comprar um sapatinho de crochê, mas fiquei em dúvida entre o branco e o amarelo... Mas acabei optando pelo branco, pois eu não sei qual é o sexo do bebê. Assim que cheguei em casa, coloquei o sapatinho dentro de uma caixinha preta com uma fita vermelha em cima. Aproveitei que não tinha ninguém em casa para fazer um jantarzinho especial para o meu marido. Assim que terminei de preparar o jantar, o meu marido chegou.
– Oi amor – Disse Alê se aproximando e me dando um beijo enquanto me abraçava pela cintura.
– Oi Alê – Disse retribuindo o beijo enquanto sorria. – Vai lavar as mãos que o jantar já está pronto. – Comentei me afastando e indo para a cozinha.
– Cadê o povo dessa casa? – Perguntou enquanto caminhava até o banheiro.
– Sua mãe foi levar o seu pai a uma consulta médica, o Vitor levou o Anthony para dar uma volta no parque... Acho que o Vitor melhorou depois da sua proposta dele ir para o Brasil, morar em São Paulo. Fiquei muito feliz com a sua atitude. – Comentei assim que ele voltou. – E a Grace saiu com o namorado.
– Também fiquei feliz por ele ter aceitado, pensei que ele recusaria. – Disse sorrindo – Amor, a Grace é muito nova para ter namorado, deve ser só um amigo de escola. – Comentou enquanto se servia.
– Amor, a Grace já está quase com 18 anos, ela tem o direito de ter um namorado. Eu comecei a namorar com você quando eu tinha 16 anos. – Comentei sorrindo.
– Eu sei, mas é diferente. Eu pedi autorização para os seus pais, já esse rapaz ainda não teve a decência de vim até aqui pedir a mão da minha irmã em namoro.
– Eu sei, mas... Eles estão namorando só três meses e você lembra muito bem como foi para você ir até os meus pais pedir autorização. Você quase desmaiou de tanto nervosismo, e só para deixar claro... Nós namoramos cinco meses escondido só para você ter coragem para ir até meus pais. – Disse e ele ficou em silêncio pensativo.
– É, você tem razão amor, quem sabe ele só esteja com medo... – Comentou ele e começamos a comer em silêncio. Assim que terminamos e eu servi a sobremesa, tomei coragem e peguei a caixinha.
– Amor, eu tenho uma surpresa para você... Ou melhor, um presente – Disse sorrindo enquanto entregava a caixinha.
Assim que ele abriu ele ficou alguns segundos sem entender, até que a ficha pareceu cair e lágrimas de felicidade começaram a cair pelo seu rosto.
– Oh Meu Deus!!! Grávida!!! Você está grávida?!? – disse Alê surpreso e emocionado enquanto observava a caixinha.
– Sim meu amor! Grávida! – disse feliz, enquanto era abraçada por ele.
– Que alegria, minha mãe precisa saber disso!! Assim que ela chegar eu irei contar, agora a senhorita precisa descansar. – disse Alê
– Amor, eu estou grávida e não doente – disse rindo enquanto nos sentamos no sofá e ligamos a TV em um canal qualquer.
Ficamos algum tempo conversando sobre nomes para o bebê, tanto para menina, quanto para menino. Fiquei muito feliz de perceber que o Alê amou a ideia de ser pai. Estávamos tão distraídos conversando que não escutamos o barulho do portão da garagem se abrindo e muito menos eles estacionando o carro. Só percebemos que James e Elizabeth tinham chegado, quando eles abriram a porta e entraram em casa com algumas sacolas de compras nas mãos.
– Mãe!! Pai!! – chamou Alê da sala
– Sim meu filho! Já vou! Deixa eu só colocar essas compras na cozinha, aproveitei e fui ao mercado com o seu pai. – disse Elizabeth da cozinha e saiu correndo com uma toalha enxugando as mãos.
– Mãe! A senhora não sabe da novidade! – disse Alê emocionado e eufórico.
– Claro que não meu filho, me diga por que de tanta euforia? – disse Elizabeth curiosa
– É, meu filho... O que aconteceu? – Perguntou James curioso
– Primeiro me diga se vocês estão preparados! – disse Alê empolgado
– Meu filho assim você está me assustando fale logo – disse Elizabeth já ficando sem paciência.
– A senhora será vovó novamente!!! E você pai, será vovô novamente!!! – disse Alê me abraçado e acarinhando a minha barriga.
– Meu Deus!!! Que felicidade!!! Meu filho, minha nora querida!! Parabéns!! Estou muito feliz! Que alegria!! – disse Elizabeth chorando de emoção e nos abraçando.
– Estamos muito felizes também e ansiosos para a chegada desse novo membro da família. – Disse Alê abraçando a mãe.
– Parabéns meu filho! Parabéns Alice – disse James nos abraçando. – Estou muito feliz de ser avô de novo, eu quero essa casa cheia de crianças correndo e deixando a Lizze de cabelos em pé. – Comentou James rindo e recebendo um tapa de Elizabeth.
– Nossa, precisamos planejar tantas coisas para a chagada desse bebê.
– Que bebê? Quem está grávida? – Perguntou Vitor chegando com Anthony adormecido nos braços.
– A Alice, ela descobriu hoje que está grávida... Não é um máximo. – Disse Elizabeth eufórica.
– Sim é ótimo, parabéns anã!!! Parabéns mano!!! – Disse nos abraçando meio desajeito com Anthony no colo.
– Obrigado Mano – Disse Alê
– Só não te esgano por me chamar de anã, porque eu tenho um bebê dentro de mim, não vou colocar a vida do meu bebê em risco, por causa de uma coisa igual você. – Disse exaltada
– Nossa Lice, não está mais aqui quem falou... Foi apenas uma brincadeira, um apelido carinho.
– Me chamar de Anã desde quando é apelido carinhoso? – Perguntei indignada
– Desde sempre, você sempre foi pequena... – Disse tentando argumentar e decidi sair da sala antes que eu o esgane.
– Não ligue filho, é os hormônios da gravidez – Disse Elizabeth assim que eu saí da cozinha, com Alejandro me seguindo.
– Não ligue para o Vitor, amor... Ele só estava brincando, não quero que você fique triste por causa disso... Eu quero te ver feliz. – Disse Alê me abraçando.
– Eu estou feliz amor, você me deu o melhor presente de todos. Eu te amo – Disse e segundos depois ele me beijou com volúpia, com paixão... Ele foi me deitando na cama e ficamos abraçados de conchinha.
– Eu... Te... Amo – Disse ele pausadamente enquanto beijava os meus cabelos e dava leves mordidinhas no meu pescoço e no lóbulo da minha orelha.
Isabella P.O.V.:
Nossa família vai aumentar... Isso é maravilhoso! Espero que seja um menino! Mamãe e papai estão muito felizes! Mas... Por que Rebecca está tão quieta e estranha? É como se ela tivesse escondendo algo... Ela não é de se abrir pra ninguém, disso eu sei, mas ela deveria ao menos dizer o que está acontecendo. Ainda vou descobrir...
– Que nome deveríamos colocar? Algum nome daqueles atores bonitinhos dos doramas? – perguntou Sunny com os olhos brilhando de felicidade
– Não exagere... – disse Rebecca – Não vamos colocar nomes de atores ou cantores coreanos...
– Por que não? Ah! Deixa vai!
– A mamãe e o papai não iriam escolher nenhum!
Rebecca está realmente estranha...
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