Amor Por Acaso

5 Apartamento


Nós fomos até o tal apartamento. Estava completamente vazio e com as paredes todas desbotadas. Eu disse:

— Já que nós vamos morar aqui, nós podemos pelo menos dar um jeito nele ?

— Claro. Ou você achou que nós iríamos morar nesse lugar assim ?

Eu ri.

— Desculpe. Foi uma pergunta muito idiota.

Ele riu.

— Muito. Bom, hoje nós vamos ter que nos contentar com dormir no chão porque já é noite, mas amanhã nós podemos dar um jeito nele.

— Tudo bem.

Nós largamos nossas coisas no chão e depois de um tempo eu dormi encostada na parede.

...

Acordei com os raios de sol atravessando a cortina toda esfarrapada e encardida e batendo diretamente no meu rosto.

Eu esfreguei os olhos e olhei em volta. Sasuke ainda estava dormindo encostado na outra parede. Eu levantei com o máximo de cuidado para não acordá-lo. Mas não deu certo porque ele acordou de qualquer maneira.

— Bom dia — eu disse.

— Bom dia.

Ele se levantou e disse:

— Você acordou há muito tempo ? Que horas são ?

— Não, acabei de acordei e são... — Eu olhei o meu relógio_ ... são 8 horas.

— Certo. Vamos.

— Onde ?

— Vamos em algumas lojas comprar algumas coisas para o apartamento. Não podemos morar nele assim.

— Claro. Vamos então.

Nós fomos a algumas lojas, compramos alguns móveis que a tarde seriam deixados lá, compramos tinta para as paredes e compramos comida suficiente para um mês.

Quando terminamos já era hora do almoço e eu estava morrendo de fome.

— Você quer comer em algum restaurante por aqui ? — Sasuke perguntou.

— Claro.

Ainda bem que ele perguntou. Eu pensei. Eu estou morrendo de fome. Estou com tanta fome que seria capaz de comer o Sasuke. Sem levar para o lado malicioso.

Mas agora que eu falei dele, eu pensei. Eu nunca imaginei que a sede seria destruída, nunca imaginei que fugiria com um cara que nem conheço. Mas, no final das contas eu estava até que gostando de ter fugido. Não sei por que, mas, estando com Sasuke, eu me sinto tão confortável, apesar de mal conhecer ele, eu sinto um conforto que eu não sentia nem com meus pais em minhas lembranças. E por lembrar dos meus pais, eu lembrei que não posso ficar pensando besteiras. Eu tenho que pensar em alguma maneira de arrancar informações de Sasuke sobre a CIA sem levantar suspeitas.

Pensei. Pensei. Pensei. E não cheguei a lugar nenhum. Pensei tanto que já estava com dor de cabeça. E estava tão envolvida com meus pensamentos que nem percebi quando chegamos a um restaurante.

— Vamos sentar ali — disse Sasuke apontando para uma mesa mais afastada.

Nós nos sentamos e pedimos a comida. Eu olhava distraída para o movimento na rua e quando olhei para Sasuke ele estava me encarando.

— O que foi ? — eu perguntei.

— Se você vai mesmo me ajudar a destruir a Akatsuki você vai ter que saber de algumas informações.