Amor Por Acaso

6 Divertindo-me


— Quais informações ?

— Primeiramente informações sobre mim porque de qualquer maneira a nossa busca pela destruição da Akatsuki envolve a minha relação com meu irmão.

— Certo. Pode falar.

— Certo. Na minha família todos os homens tinham que entrar na CIA. Com o meu irmão não foi diferente. Só que o caso dele foi especial. Desde criança ele era considerado o prodígio da família. Então, ele entrou mais cedo, quando ainda era adolescente.

Ele fez uma pausa. Parecia difícil para ele falar desse assunto. Ele continuou:

— Eu costumava ir todos os dias brincar em um lago que tinha perto da minha casa. E eu gostava de voltar para casa para jantar com meus pais e meu irmão. Mas, um dia eu voltei pra casa mais tarde e nesse dia tudo que eu encontrei lá foram os corpos dos meus pais. E eu fiquei morando com meu tio até completar 18 anos e depois de um tempo eu acabei descobrindo por meu tio que tinha sido Itachi quem havia matado meus pais. Desde esse dia eu comecei a odiar meu irmão e aquela organização estúpida por isso vou destruí-la — ele disse cuspindo as últimas palavras.

Depois de ele me dizer tudo isso eu tentei dizer alguma coisa, mas não pensei em nada adequado, então me calei. Almoçamos em silêncio. Eu digerindo suas últimas palavras e ele envolto por seus pensamentos. Voltamos ao apartamento e eu não estava gostando do clima pesado que estava no ar.

— Que tal a gente limpar e pintar o apartamento antes dos móveis chegarem ? — eu perguntei.

— Pode ser.

Nós limpamos todo o apartamento e separamos as tintas. Antes de começar a pintar eu lembrei que não tinha nenhuma roupa velha para usar e eu não queria sujar minhas roupas. Eu acho que Sasuke leu meus pensamentos porque ele disse :

— Se você não quiser sujar suas roupas eu posso te emprestar uma camisa velha que eu tenho — Sasuke disse e eu fiquei um pouco corada mas fazer o que não é ?.

—Tudo bem.

Ele foi até sua mala e tirou de lá uma camisa bem grande e me deu. Eu a vesti por cima do meu vestido.

— Então vamos começar — ele disse.

— Certo.

Começamos a pintar em silêncio e o clima ainda estava um pouco pesado então eu pensei em uma coisa para descontrair, mas não tenho certeza se é uma boa ideia levando em consideração que eu mal conheço ele. Mas, eu decidi arriscar. Era uma ideia meio idiota que passa toda hora em filmes : duas pessoa estão pintando o apartamento uma começa a passa o pincel na outra mas, no final se divertem. Eu me aproximei bem devagar e quando estava perto o suficiente eu passei o pincel na bochecha dele.

Ele virou o rosto bem devagar para mim e me olhou como se e fosse louca. Eu me arrependi na hora dessa ideia estúpida, mas tenho que confessar que tive que me segurar para não rir da cara dele. E chegou uma hora que eu não aguentei mais prender o riso e explodi uma gargalhada que só aumentou mais ainda a fúria dele. Eu estava sorrindo tanto que fechei os olhos. E cinco segundos depois só senti o líquido gelado me molhar toda.

Tive medo de abrir os olhos e quando abri vi que eu estava cheia de tinta verde clara pelo meu corpo. Sasuke tinha pegado a latinha de tinta e jogado toda em mim. O próximo som que ouvi foi a gargalhada de Sasuke. Eu achei aquele som tão bonito e ele parecia estar se divertindo. Mas, eu não podia deixar isso barato. Peguei a outra lata de tinta e joguei nele.

Agora ele também estava verde.

Ainda bem que nós cobrimos o chão com jornal. Caso contrário, ele estaria todo verde.

Nós iniciamos uma briguinha sujando um ao outro, mas depois vimos que tínhamos que terminar de pintar o apartamento. Nós terminamos era quase noite. Tomamos banho. Não juntos! . Primeiro eu e depois o Sasuke. Logo após isso chegaram os móveis e tivemos mais trabalho ainda para monta-los e ajeitá-los. Quando terminamos já era muito tarde e então eu ignorei o jantar e fui dormir no meu quarto. Mas, antes de dormir pensei no quanto eu havia me divertido com Sasuke hoje.