Amor & Pecado

36 Capítulo 36 - Eu sou seu e você é meu


Notas iniciais
Olá meus queridooooos! Estou me sentindo inspirado, hein! Mais um capitulo novo e já aviso que terá sexo explicito! Portanto, juízo ao ler. Rsrs. Este é o primeiro capitulo que escrevo com uma música tema, se possível a ouçam: http://www.youtube.com/watch?v=mc05MsYvZ_Y Espero que gostem e divirtam-se.

– Não entendo. – Marcos parece confuso. – Tínhamos combinado de passarmos o dia em algum lugar a sua escolha.

– Eu sei, mas mudei de ideia. Algum problema com isso? – Pergunto enquanto me jogo em sua cama.

– Não, mas... – Marcos, hesitante, senta ao meu lado. – Se você prefere assim, tudo bem.

– Venha cá. – Puxo Marcos pelo braço o fazendo cair na cama. Aconchego-me em seus braços e apoio minha cabeça em seu peito. – Já te disse o quanto gosto de você?

– Não preciso que você me fale, eu simplesmente sei. – Marcos afaga meu cabelo. – Palavras o vento leva, já olhares e gestos, como os seus, ficam no coração.

Ergo minha cabeça, fixo meu olhar em seus olhos cor de mel e sinto como se fosse a primeira vez que os vejo. Tão sinceros, tranquilizantes e amorosos eles são. Não consigo perceber nenhum resquício de ciúmes, mágoa ou inconfiabilidade neles. Meu coração acelera aos poucos, conforme observo cada detalhe de seu rosto de menino e corpo de homem. Marcos não aparenta a idade que tem, o deixando mais desejável ainda. Seus lábios são finos e levemente avermelhados, quando sorri, cativa qualquer um que tenha sentimentos. Seus cabelos castanhos, estão levemente bagunçados e percebo que já cresceram bastante, desde que cortou no dia da quermesse. Seu cheiro é amadeirado. Não sei a fragrância usada por ele, mas acredito que noventa por cento do aroma é seu naturalmente. Passo as costas de minha mão em sua face, automaticamente seus olhos se fecham e seus lábios se repuxam para cima, formando um leve sorriso. Devagar a levo em seus cabelos. Faço cafuné, enquanto Marcos solta pequenos gemidos de prazer, ronronando como um gato. Interrompo a caricia, fico de joelhos na cama e me sento em suas pernas. Seus olhos se abrem rapidamente e na mesma velocidade se fecham, quando deposito o meu mais carinhoso e doce beijo em sua boca. Tenho literalmente a sensação de que o mundo congela nesse instante. A casa está silenciosa, por estarmos sozinhos e o som dos pássaros do lado de fora, no jardim, deixa o momento muito mais agradável e romântico. Sinto-me tão feliz em estar aqui com ele, tendo este momento a sós com meu namorado. É algo arrebatador e ao mesmo tempo libertador. Exploro cada canto de sua boca, me delicio com seu gosto doce, carregado de amor e ternura. Não há pressão em seu beijo e sim delicadeza. Sinto o toque suave das suas mãos em meu rosto e a sensação é única. Ao terminarmos o beijo, que para mim seria eterno, nossos olhos se abrem. Os seus estão trêmulos e excitados, sua feição é de puro deleite e tenho a leve impressão de que ambos perdemos a voz, de tão conectados que estamos. E em uma parte baixa e especifica do meu corpo, sinto algo latente, pedindo para que seja saciado.

– Faça amor comigo, Marcos. – Peço, enquanto seus olhos cor de mel me fitam.

Marcos A.

Fico sem ar com o pedido feito a mim. Marcos está decido e sinto que o fazer mudar de ideia é praticamente impossível. Não sou a favor de transarmos tão rapidamente. Ele é mais novo e tenho medo de que se arrependa. Sei o quanto ele gosta de mim e também sei, que seu sentimento por Vinicius, ainda não foi extinto. Na verdade, não me importo muito. Sou capaz de erradicar este sentimento, com muito amor, carinho e atenção. Não apenas com uma transa. Porém estou, realmente, hesitante quanto a isto.

– Sei o que estou fazendo, confie em mim, por favor. – Seu tom é suplicante e meigo. Penso em argumentar e sou surpreendido com um novo beijo.

Algo está diferente entre nós hoje. Não sou eu quem está comandando, ou seja, dando o ponta pé inicial para qualquer tipo de atitude e sim Marcos. Ele está me beijando, me tocando e consequentemente, me desarmando. Creio que isso já vale como argumento, de sua parte e tento parar de pensar no certo ou errado.

– Como você quiser. – Digo ao interromper o beijo e acariciar seu rosto. Seus olhos castanhos escuros se alegram e sinto sua felicidade emanar até mim.

Mantendo o maior cuidado possível, desço minhas mãos, suavemente, desde o seu pescoço até sua lombar. Seu corpo estremece e automaticamente Marcos morde o lábio inferior. Sou impedido de prosseguir com meu plano, quando ele toma a atitude de desabotoar minha camisa. A cada botão aberto sua feição fica mais ansiosa. Seus cabelos negros caem um pouco em sua testa, mas os afasto deixando seus olhos mais visíveis. Marcos me ajuda a me livrar da camisa e volto a relaxar deitado na cama, com ele sentado em minhas pernas. Seus lábios depositam suaves selinhos em meus lábios, descendo pelo meu maxilar, que é suavemente mordido por seus dentes e meu pescoço que é tocado pela sua língua quente e macia. Seus carinhos estão me deixando excitado e não tenho a menor pretensão de tirar o comando da situação, de suas mãos. Ele realmente sabe o que está fazendo. Seu rastro de beijos prossegue por todo o meu tórax e ao chegar em meus mamilos, sua língua os envolve, arrepiando cada canto do meu corpo. A sensação é muito, muito boa. Após isso, seus lábios chegam ao meu abdômen, que se retrai involuntariamente ao seu toque.

– Agora é a minha vez. – Digo ao interromper sua tentativa de abrir meu cinto.

Levanto-me da cama e o coloco de costas na minha frente. Tiro sua camiseta e o puxo pela cintura, encaixando suas nádegas em minha pélvis. Sinto o leve tremor do seu corpo ao perceber minha ereção. Passo minhas mãos pelo seu tórax, enquanto passo minha língua no nódulo da sua orelha direita. Meu polegar e indicador, acariciam um de seus mamilos e seu corpo reage, fazendo-o se esfregar sob mim. Sua pele é branca, macia e tem aroma doce, como seus beijos. O liberto de meus braços e sigo até a mesa de vidro ao lado de minha cama. Coloco uma das mãos, dentro do vaso de cerâmica e retiro três preservativos e um pequeno tubo de lubrificante.

– Deite-se. – Peço gentilmente, enquanto beijo seu rosto.

Marcos obedece e sinto sua ansiedade, seu desejo. Pergunto-me se ele tem noção da beleza que possui. Digo isso, não só por tê-lo como namorado e sim porque é a mais pura verdade. Seu cabelo negro contrasta com sua pele clara e seus olhos castanhos escuros é um poço de sedução. Seu corpo é naturalmente definido, marcado pela a adolescência e fase adulta. Agacho-me, desamarro os cadarços e tiro dos seus pés o All Star grafite que lhe dei, no dia em que lhe pedi em namoro oficialmente. Retiro também suas meias, libertando seus pés brancos com unhas bem cuidadas. Decido abrir seu cinto e seus olhos se arregalam.

– Calma, meu príncipe. – Digo, com a intenção de acalma-lo.

Prossigo e desabotoo sua calça jeans e abro o zíper. A puxo delicadamente, deixando suas pernas longas a mostra. Fico realmente impressionado com sua beleza e não consigo conter um sorriso percebido por ele, já que seus olhos não desgrudam da minha face. Suas pernas e coxas são cobertas por pequenos fios negros, dando um ar de masculinidade extremamente excitante. Percebo sua ereção sob a cueca boxer, azul claro. Abro a palma das minhas mãos em suas coxas, massageando ambas com movimentos circulares, após alguns instantes passo uma das mãos por cima da sua cueca. Seu corpo treme e seus olhos queimam em mim. Não resisto e a puxo para baixo, libertando o seu membro e nem nos meus melhores sonhos eu imaginava o tamanho da sua perfeição. Instintivamente o coloco na boca, fazendo seu corpo arquear, suas mãos se fecharem na colcha da cama, juntamente com seus olhos e sua boca ficar entre aberta, soltando pequenos gemidos. Confesso que não sou adepto a fazer sexo oral e sim receber. Mas Marcos me excita de tal maneira, que quero aproveitar o máximo dessa nossa primeira experiência juntos. Só eu sei o quanto segurei meu desejo em meu escritório. Minha boca “sobe e desce” em seu membro, acariciando ora sua glande, ora suas bolas. Tenho a sensação de que Marcos nunca tinha sido “chupado” ou ele realmente sente muito prazer com essa prática. Suas mãos não se encontram mais na cama e sim fechadas em meu cabelo, regulando a intensidade dos movimentos conforme sua vontade. É realmente muito prazeroso, proporcionar prazer ao seu parceiro. É algo muito intimo e gratificante.

– P-pare. – Marcos gagueja ao afastar minha boca de seu membro. Sua voz é ofegante e embargada.

Sou rapidamente derrubado, literalmente falando, na cama e em questão de segundos meus sapatos, calça e cueca são tirados do meu corpo. Espanto-me com tanta avidez. Marcos abocanha meu membro com tanta vontade, desejo e excitação que faz minha pele arder de tanto calor. Seus olhos buscam os meus, enquanto sua magnífica e experiente (é o que parece) língua me acaricia, das mais diversas formas imagináveis. Fecho meus olhos e deliro com a sensação. Ao perceber que eu chegaria ao clímax, Marcos interrompe os movimentos.

– Quero você. – Seus olhos são suplicantes.

Pego um dos preservativos, abro a embalagem e coloco em meu membro. Junto todos os travesseiros da minha cama e deito Marcos confortavelmente. Levanto suas pernas para o alto e as apoio em meus ombros. Passo um pouco de lubrificante em meu indicador direito e introduzo em seu ânus apertado. O desejo paira no ar, como a tranquilidade também. Marcos me encara, enquanto morde o lábio inferior, como se quisesse falar: “Confio em você”. Introduzo mais um dedo e Marcos permanece calmo.

– Quero você dentro de mim. – Seus olhos negros ordenam e sua boca da ênfase na palavra “você” ao falar.

Preocupando-me com o seu conforto e prazer, passo bastante lubrificante em meu membro antes de penetra-lo. Naturalmente, no inicio é difícil e percebo o quão “apertado” ele é.

– Me avise, caso eu te machuque. – Digo.

– Confio em você. – Marcos verbaliza o que seu olhar me dizia anteriormente.

Tremo de prazer ao me sentir “todo” dentro dele. Seus olhos se fecharam e sua feição é de deleite. “Saio e entro”, delicadamente, por quatro vezes e Marcos continua relaxado. Pego confiança nos movimentos e certeza de que não o estou machucando e aumento a força e velocidade das estocadas, indo cada vez mais fundo. Os gemidos de Marcos aumentam gradativamente, conforme os movimentos feitos por mim e ora ou outra gemidos também saem pela minha boca. Marcos envolve seu membro e o masturba. Inclino-me sob seu corpo fazendo minha testa encostar-se à sua. Nossos olhos se encontram e um deseja ao outro, um devora o outro mutuamente. Neste momento meus sentimentos são inexplicáveis. Enquanto faço Marcos meu, da forma mais intima que duas pessoas possam ter uma a outra, olho no fundo dos seus olhos e tenho a absoluta certeza de que ele é a pessoa que eu quero que envelheça ao meu lado. A pessoa que quero compartilhar cada momento bom e ruim da minha vida. Que quero partilhar os desejos da carne e do coração. Que desfrute comigo o prazer de ter a companhia um do outro e que me ame, com minhas qualidades e defeitos.

Diminuo a velocidade dos movimentos até cessar. Deito-me na cama e deixo Marcos “sentado” em mim e ele entende o recado. Com os calcanhares e braços apoiados no colchão ele controla a intensidade da penetração. Como suas mãos estão servindo de apoio, juntamente com os braços, envolvo seu membro com minha mão e o masturbo. Conforme Marcos sente prazer nos movimentos feitos por mim, os movimentos feitos por ele, no controle da penetração, também se intensificam, me proporcionado maior prazer. Em pouco tempo os movimentos são alucinantes de ambas as partes. Um proporcionando prazer um ao outro. Meu coração acelera, meu corpo estremece e me derramo dentro de Marcos. A sensação é inebriante de tão boa. Não me esqueço da masturbação que estou fazendo nele e ao intensificar mais os movimentos, Marcos não se segura e goza em minha mão e abdômen. Ambos estamos sem fôlego e em êxtase. Marcos me retira de dentro dele e se deita ao meu lado. Sua boca tem sede da minha e nosso beijo é exigente, carinhoso e longo. Após seu término nossos olhos se cruzam, novamente, nos conectando e fazendo com que seja possível enxergarmos a alma um do outro.

– Eu te amo. – Marcos sussurra.

– Eu te amo mais. – Correspondo a sua afirmação. Sou o homem mais feliz do universo, ao acabar de ouvir esta declaração.

X

A água da banheira é quente e o aroma dos sais é revigorante. Não acredito no sexo incrível e carinhoso que acabei de fazer com Marcos. Seu corpo parece ser esculpido e seus olhos cor de mel chegaram a ser selvagens ao me penetrar. Ele me possuía da forma mais carinhosa e máscula, me deixando excitado cada vez mais. Agora estamos na banheira e eu esfrego carinhosamente sua pela macia e seus músculos definidos.

– Você foi incrível. – Ele diz sorrindo.

– E você um verdadeiro cavalheiro. – Digo. – Sempre muito preocupado e cuidadoso.

– É meu dever cuidar e ser carinhoso com quem amo. – Marcos sorri. – Você tem ideia de como é extremamente sexy, somente de cueca?

– E você sabe o quão selvagem e dominador é enquanto transa? – Pergunto semicerrando os olhos.

Ambos rimos. O puxo para mais perto e o beijo.

– Tenho medo de que isso seja um sonho e que eu irei acordar daqui a pouco.

– Por acaso em um sonho tem isso? – Marcos me beija. – Ou isso? – Pergunta ao colocar uma das minhas mãos em sua ereção em baixo d’água.

– Realmente, algo tão bom assim, só existe na realidade. – Digo ao envolver seu membro e o beijar.

X

– Nunca pensei que sexo na banheira poderia ser tão bom. – Rio.

– Concordo com você. – Marcos diz ao trocar de canal.

– Estou com fome, todo esse exercício físico me deixou faminto e exausto.

– Como assim exausto?! – Marcos pergunta em tom zombeteiro. – Isso é só começo, baby. – Ergue uma das sobrancelhas e sorri. – Mas tudo bem, o que deseja comer?

– Hmm... Algo doce como uma torta de morango. – Digo salivando só ao imaginar.

– Acho que seu desejo pode se tornar realidade. – Marcos pega o telefone sem fio ao lado da sua cama e disca um ramal. – Oi Cleuza, ainda tem aquela torta de morango de ontem? – Breve pausa. – Ok, traga dois pedaços ao meu quarto, com duas taças d’água, biscoitos e leite. Obrigado.

– Cleuza está aqui?! – Pergunto aterrorizado.

– Sim, mas não se preocupe meu amor. Tenho certeza de que ela não ouviu nossos gemidos e “gritos”. – Marcos se diverte.

– Besta. – O xingo inofensivamente.

– A pouco disse que me amava, agora me chama de besta?

– Sim, você é o besta que eu amo. – Gargalhamos juntos.

Em instantes, Cleuza chega com nosso “café pós-sexo” e se retira.

– Amanhã você ficará de folga, tudo bem?

– Por quê? – Pergunto.

– Hoje é domingo e você está fazendo “horas extras”, lembra-se?

– É verdade. – Digo ao me lembrar. – Tudo bem, ficarei em casa.

– Posso lhe perguntar algo? – Marcos lança seus olhos cor de mel a mim.

– Claro que sim.

– Com quantos caras você... – Marcos para procurando as palavras. – Você...

– Já entendi. – O interrompo achando graça. – Apenas um e não preciso dizer quem é.

– Ah sim! Compreendo. – Marcos da de ombros.

– E você? – Pergunto.

– Nunca contei. – Marcos responde. – Mas antes de te conhecer acontecia com frequência. – Uma pontada de ciúmes golpeia meu peito e logo me vem à mente o momento em que Marcos retirou os preservativos e lubrificantes dos vasos de cerâmica, na mesa ao lado da cama.

– Como assim antes de me conhecer? – Pergunto surpreso. – Quer dizer que depois...

– Isso mesmo. – Marcos afirma solenemente. – Após te ver pela primeira vez, naquela noite, na cafeteria, nunca mais fiquei com ninguém.

– Por quê?! – Pergunto.

– Como eu já te disse. Eu só tinha olhos para você e só desistiria, se todas as possibilidades de ficar contigo, fosse por água a baixo.

– Ainda bem que você persistiu. – Dou um selinho em sua boca.

– Ainda bem. – Diz ao retribuir meu beijo, porém de forma mais ávida.

Terminamos nossa refeição e nos deitamos. Naturalmente o sono chega e adormecemos um nos braços do outro.

Notas finais
Nháááin... Só eu fiquei assim? Bobo com esses dois? Estou amando Marcos/Marcos. ^^ Embora eu não tenha descartado a possibilidade de Marcos/Vinicius, novamente, hein! Aguardo comentários. Bjooos.