Amor & Pecado
13 Capítulo 13 - O Jantar
– Estou muito feliz por ter aceito meu convite! – Os olhos dele estão mais claros do que o normal, acho que mudam de cor, pois a pouco estavam amendoados, agora estão da cor do mais puro mel. Sua pele branca está fresca, como se estivesse acabado de sair do banho e seu sorriso branco e perfeito, me encanta. Alguns fios do seu cabelo loiro e desgrenhado caem em sua testa, o deixando mais sexy ainda.
– De nada! Não teria como recusar, já que você foi tão gentil em me enviar aquelas margaridas. – Digo meio envergonhado. Eu nem acredito que estou em um dos melhores restaurantes da cidade, com um dos caras mais gatos que já vi na vida.
– Então... Já decidiu o que irá pedir?
– Estou um pouco perdido. – Sorrio. – Há muita variedade aqui.
– Posso ajuda-lo se quiser. Você está com vontade de comer algum tipo de massa ou carne?
– Carne.
– Então te indico a costeleta suína com erva-doce e feijão-branco. É simplesmente divina.
– Ok. Irei experimentar.
– Tenho certeza de que vai gostar. – Marcos faz um gesto para que o garçom venha até nossa mesa.
– Pois não, senhor. – O garçom para com uma postura ereta e com seu Palmtop em mãos para registrar o pedido.
– Por gentileza, traga uma costela suína com erva-doce e feijão-branco, para o rapaz e um nhoque verde com molho de gorgonzola para mim e para acompanhar um Guado Al Tasso Safra 2009. Acompanha-me no vinho ou prefere algo mais leve? – Marcos pergunta.
– O acompanharei. – Sorrio mais uma vez.
O garçom conclui o pedido e se afasta.
– Posso parecer meio rude com a pergunta que irei lhe fazer, mas seu namorado sabe onde você está agora?
– Se ele soubesse, com certeza, eu não estaria aqui e você não está sendo rude com esta pergunta.
– Que bom. – Marcos solta um riso sedutor.
– Hoje de manhã você me disse que ficou seis meses no exterior, estava a trabalho?
– Sim e não. Fiquei cerca de um mês em Fuscaldo, uma comuna italiana na região da Calábria, província de Cosenza. Minha família de parte de pai é de lá. Sempre que me sinto cansado ou desmotivado se alguma maneira, vou para a Itália recarregar as energias e passei os outros cinco meses em Seattle nos EUA, tratando de negócios da família.
– Legal! Minha família também é da Itália, da região de Trentino-Alto Adige. Meus pais são do Espírito Santo, vieram para São Paulo após se casarem e nasci aqui, mas meus avós, de ambas as partes, são italianos legítimos, porém não conheço a Itália.
– Como assim? O mais puro sangue Italiano corre em suas veias e você não conhece a Itália? – Marcos pega minha mão, discretamente, entre as taças de cristal do restaurante. – Será que vou ser obrigado a te levar?
– Quem sabe um dia. – Ruborizo, seu toque me da um leve choque me deixando em êxtase. Mas logo encolho minhas mãos em meu colo, por mais babaca que Vinicius seja, é meu namorado e devo respeito a ele, mesmo não estando aqui.
– Me desculpe. – Marcos fala sem graça, ao perceber minha reação. – Você tem namorado e eu no lugar dele não gostaria nada de outro estar te tocando assim, muito menos te trazendo para jantar.
– Viemos como amigos, não precisa se sentir mal por isso.
– Quem diria! Hoje por acaso te encontrei de manhã e agora estamos aqui.
– Pois é. Mas não acho que foi por acaso que nos encontramos, acredito que tudo na vida há um porque, até nos momentos mais simples. – Digo.
– E o que te faz pensar dessa maneira?
– Bom, hoje não estou no meu melhor dia, quem sabe você tenha me encontrado para me ajudar com ele?
– Se você quiser te ajudo com esse e muitos outros... – Somos interrompidos pelo garçom que traz a comida e sou muito grato por isso, além de estar com fome me livrei da declaração que faria a mim.
A comida está excelente, a carne junto com o vinho tinto faz uma combinação impecável, juntamente com o ambiente do restaurante, luxuoso e simples, valorizando o branco na decoração.
No caminho para casa escutamos diversos tipos de música desde o pop de Britney Spears até o rock do Metallica. Marcos é realmente uma caixinha de surpresas, muito eclético e divertido.
– Chegamos. – Digo ao apontar para o portão de casa. – Muito obrigado pela ótima noite.
– Não há de que. Obrigado pela companhia e por não ter jogado meu número de telefone fora. – Sorri. – Seria um desperdício não te conhecer melhor.
Por instinto me inclino e dou um beijo na maçã do seu rosto. Como é cheiroso, nossa!
– Boa Noite. – Digo olhando em seus olhos, que agora aparecem estar meio esverdeados.
– Boa Noite. – Sorri e percebo que sua face está levemente vermelha, agora não sei se é pelo calor que está dentro do carro ou se foi por causa do beijo.
Desço do carro e entro em casa. Meus pais já estão dormindo, avisei-os que iria sair com alguns colegas de trabalho e por isso não deveriam se preocupar. Após um banho relaxante, pego meu celular dentro da bolsa e o ligo, o deixei desligado, pois tinha certeza que Vinicius me ligaria. Dito e feito! Quinze ligações não atendidas. Faço de conta que não as vi e me deito, não quero estragar minha noite com seu temperamento, amanhã converso com ele. Caio em um sono profundo e livre de sonhos.
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