Amor Mascarado

5 Reações Alheias


Notas iniciais
Meu Deus, escrevi, apaguei e reescrevi esse capítulo umas mil vezes. Por favooor , dêem suas sugestões e dicas pra mim, essa é a minha primeira fanfic e eu tô perdida.

Logo de manhã, as meninas estavam me perseguindo. Queriam, de um jeito ou de outro, saber com quem eu estive. Resolvi dizer metade da verdade para deixá-las confusas e não quebrar a promessa. Pensei em como faria isso, até que Mirelle falou, rindo:

-Estava com um menino, tenho certeza. Safada, a sra. Giry não vai gostar disso. — e então eu tive a ideia perfeita.

-Sim, Mirelle, não nego. Estava com um menino. — ele, de jeito nenhum, podia ser considerado um menino, era um homem , mas resolvi levar o termo como "pessoa do sexo masculino" apenas, e não dizer que ele devia ser muito mais velho do que eu. Foi eu dizer a frase e começou o burburinho.

-Qual é o nome dele, Cathy? A gente o conhece? — dessa vez foi Matilde quem perguntou.

-Não, vocês não conhecem, mas de qualquer forma, o nome dele é Erik. — assim, elas me deixaram e foram, provavelmente, fofocar as notícias novas pra todo mundo.

Continuei andando pelos corredores desertos da Ópera. De repente, vi a cabecinha vermelha de Arnaud Monteg vindo em minha direção, em companhia a sra. Brigitte Giry.

-Erik? — começou, injuriado, a gritar o Monteg. Resolvi me fazer de tonta.

-Ahn? — disse em tom doce.

-Erik! Erik? Como ele é, e por que você preferiu ele a mim? — Com a menção do nome Erik, a sra. Giry arregalou os olhos pra mim, mas eu fingi não ver.

-Esse tal de Erik é apenas um homem, Arnaud. E eu não fiz escolha nenhuma. Você está ficando louco.

- Como ele é? — perguntou Arnaud, me interrompendo...

-Não te interessa. — eu disse, e fui embora, deixando o pequeno e mimado ruivo e a senhora de olhos ainda arregalados para trás.

Arnaud dignou-se a me ver indo embora, mas a sra. Giry correu para acompanhar meus passos apressados. Ficamos em silêncio por um bom tempo, até que ela resolveu dirigir a palavra a mim e me por a par de suas superstições.

-Catherine, esse Erik é por acaso o dono do camarote nº 5 , não é? — apenas confirmei com um "uhuum", e ela continuou — Você não pode ficar com ele! Ele é o Fantasma da Ópera!

Olhei para ela com indignação. Ela era tão tola por pensar assim. Se bem que eu, quando o vi em sua caverna, cheguei a ter os mesmos pensamentos...

Então pensei que o melhor a fazer agora era ir justamente para lá, para a caverna do lago, e esquecer do mundo lá fora por um momento. O problema é que eu tinha a certeza de que me perderia nesse meio todo. Entrei no meu quarto e fiquei me lembrando de todas as histórias que já me tinham sido contadas sobre o Fantasma. Se fosse tudo real, talvez — e só talvez — o Teatro Abeau tivesse sido projetado por ele também. Isso também me intrigava porque, se eu estivesse certa na minha hipótese, ele parecia ter uns 25 anos, talvez um pouco mais, mas se fosse o Erik que minha tataravó conheceu... Ele devia ter mais de cem. Impossível, a não ser que eu, agora, visse espíritos...

Toc toc

... isso foi alguém batendo na porta, interrompendo meu blá-blá-blá mental.

Me levantei e fui abrir, correndo. Capa, sobretudo, calça, sapatos — tudo preto- e uma camisa branca, pra combinar com a máscara. Erik!

-Er, oi Erik. Pode entrar. — eu disse, de repente me lembrando que eu estava usando só uma camisola de seda, meio 'inadequada'. "Ah , que se dane", pensei.

Sentei na minha cama, fazendo um gesto pra que ele fizesse o mesmo.

-Olá, Cathy. Posso te chamar de Cathy, não é? — apenas confirmei com a cabeça, e ele continuou, me dando uma de suas rosas — Eu esqueci de te mostrar algo. Imaginei que você não fosse saber como voltar para mim quando desejasse, mas tem um jeito muito fácil de fazer isso. — ele se levantou e andou até a parede, coberta por um papel de parede de estilo vitoriano, apontando uma parte do desenho meio desgastada. Eu cheguei perto dele. — Aqui, está vendo essa saliência? Funciona como um botão, e se você apertar isso o espelho vai desaparecer. Então, basta você entrar e eu vou ouvir tudo, se estiver em casa. Posso vir te buscar, sempre que quiser.

Uau. Ele era mesmo um gênio, não é? Não pude me controlar e apertei o botão minúsculo, quase invísivel para quem não o estivesse procurando. Um ruído começou se fazer ouvir da parede ao lado e o lugar onde antes estava o espelho embutido agora estava aberto, dando para uma espécie de túnel. Erik, sorrindo, e se aproximando de mim por trás, começou a me guiar dentro dele. Eram muitos túneis, e seria fácil se perder lá dentro, se você escolhesse os túneis errados — na maioria das vezes, os túneis da direita eram os errados. Chegamos a beira de um lago, e Erik me ajudou a entrar numa espécie de barco. Ele mesmo ficou de pé, guiando a embarcação. Não tentei fingir que não estava admirada — e impressionada — por causa do lugar e de seu dono. Acho que não tinha reparado em tudo da primeira vez que estive aqui. Era mais maravilhoso do que eu me lembrava. Quando chegamos em terra firme, a primeira coisa que eu fiz foi reparar na quantidade de instrumentos que tinha ali — violinos, violões, harpas, alguns tambores e um órgão gigante — e nas velas. O lugar, sem os móveis todos, com certeza seria assustador — uma gruta — e eu acho que se não fossem pelas velas, seria tudo escuro. Ele deve ter percebido meu interesse pelos instrumentos e se sentou a frente do órgão:

-Quer que eu toque pra você?

-Quero.

-Tudo bem se eu tocar algo que compus pensando em você?

AH MEU DEUS!

-Sim!

E a melodia mais linda que eu já ouvira na vida começou a soar na gruta, preenchendo minha alma.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado!!
Beijos,
Luna :*