Amor Mascarado
18 E agora?
Notas iniciais
Oi gente, foi dificil escrever esse capitulo, minha inspiração tá indo ralo abaixo... Espero que gostem, dei duro.
Era impossível se sentir mais segura do que eu estava naquele momento. Erik me oferecia a proteção que eu sempre pensei que eu teria de meus pais, quando os conhecesse. Mas meus pais não ligavam muito pra nada. Já Erik, ele era a única família que eu tinha. Ele era tudo. E em seus braços, eu sabia que podia descansar sem me preocupar com nada, porque ele me protegeria e guiaria, sempre que eu precisasse. Ah, Erik...
Eu senti Erik se mexer do meu lado, e abri os olhos, com preguiça. Me virei para ele, que também estava acordando agora. Ele pôs os braços na minha cintura, e eu o beijei. -Bom dia, anjo. — eu sussurrei para ele. -Bom dia, pequena. — Erik acariciou meu rosto, contornando o desenho dos meus lábios -Vai querer visitar os seus pais hoje? Droga, ele tinha que me lembrar disso? -Não, não. Prefiro ficar aqui, com você. Ele sorriu com isso. Algo se passou pela minha cabeça. A minha saudade de Erik aindad não estava saciada — eu não tinha tirado a máscara dele, mas percebi que estava com saudades de ver aquele rosto. Levantei a mão para tiar a máscara e, como sempre, Erik revirou os olhos. Eu só ri. -Sabe que não precisa disso. Erik levantou uma sobrancelha como se dissesse "Preciso, sim." -Você pode não achar tão ruim, mas eu não consigo nem passar perto de um espelho sem tomar um susto. Não acreditei que ele estava falando aquilo. Joguei a máscara longe. Erik ficou me encarando, indignado, e dei um sorrisinho de leve. Acariciei-lhe o rosto e então simplesmente o beijei. Assim talvez ele não ficasse triste, ou bravo, ou sei lá. Ele era meio imprevisível entao eu não sabia o que fazer. Quando fiquei sem fôlego, afastei o rosto para ver qual era o humor de Erik. Ele estava sorrindo. Legal! Erik me puxou de volta para ele, e beijou o meu pescoço, fazendo meu coração se acelerar. Eu tive uma ideia para fazer ele ter certeza absoluta dos meus sentimentos por ele. Peguei uma de suas mãos e coloquei sobre o meu coração, só pra ele ver a velocidade da batida. Ele arregalou os olhos, e eu ri. -Isso é por minha causa? — ele perguntou. -Sim. Você sempre faz isso. -Por quê? -Precisa perguntar, Erik? Porque eu te amo! Erik me puxou para perto, colando cada centímetro do nosso corpo, e enquanto ele me beijava eu jurei sentir sua ereção. Dei uma risada de leve. -E isso, é por minha causa? — perguntei, sabendo que ele entenderia. Ele me fitou. -Existem dúvidas? Nós dois rimos. Ficamos nos "pegando", por assim dizer, durante um bom tempo. Não queria me afastar dele nunca mais, depois de tanto tempo de distância. Então, eu tive uma ideia. -Erik... Você já ouviu falar nesses testes de DNA que podem ser feitos durante a gravidez? Ele pensou por um momento. -Catherine, você é... brilhante! Vem, eu quero fazer isso rápido. -Não tão rápido, Erik, eu tô grávida, lembra? Erik parecia nervoso. Eu já estava com seis meses de gravidez, e beirando aos meus quinze anos de idade, mas estava calma. Mas entendia o lado dele, perfeitamente bem. Fomos de novo ao hospital que estava virando quase como uma segunda casa. Conversamos um pouco com um médico simpático, o dr. Robert, que disse que o resultado dos exames sairiam no mesmo dia, em meia hora, mais ou menos. Fiquei impressionada com a eficiência do exame. Depois que tudo estava feito, Erik e eu fomos esperar o resultado na recepção. Eu nunca o tinha visto tão tenso! De sobrancelha franzida, ele apertava minha mão forte, e não falava, como se quisesse me deixar ainda mais preocupada. Ficamos quase o tempo todo calados — não havia nada que pudessemos expresssar com palavras que já não fosse dito com os olhos. Após uns quarenta minutos esperando, o resultado chegou. Erik apertou minha mão com mais força. "Tenho que fazer isso", pensei, respirando fundo. Peguei o envelope das mãos de uma enfermeira jovem, dois ou três anos mais velha do que eu. Erik olhava para mim, nervoso, e quando eu fui abrir, ele berrou: -Não. Quer saber, vamos fazer isso em casa, com calma. Olhei para ele, curiosa. Por que será que ele mudara de ideia tão rápido? Bom, ele só devia estar nervoso. O estresse faz coisas impressionantes com as pessoas. -Tudo bem... — eu disse, um pouco contrariada. — Então, vamos. Erik passou o braço em volta dos meus ombros, protetoramente, e assim voltamos, ao Teatro Abeau, e a casa do Lago. O rosto de Erik estava ansioso, mas seus olhos pediam para que eu não abrisse o envelope. Resolvi acalmá-lo do mesmo jeito que eu acalmava a mim mesma. -Erik... Sabe que temos que fazer isso. — eu falei, rasgando o envelope. Desdobrei o papel, lendo o conteúdo. Ah. Meu. Deus. Droga, droga, droga, por quê? Vou simplificar: o teste deu negativo. Erik não era o pai. Eu simplesmente congelei. Erik teve que tomar o papel da minha mãe para saber alguma coisa, apesar de eu suspeitar de que, lá no fundo, ele já tinha aquela certeza. Eu não conseguia falar, não conseguia pensar ou me mexer, tudo o que eu era capaz de fazer no momento era observá-lo e ver qual seria sua reação.
Eu achava que agora ele me rejeitaria. Ele se afastaria de novo, não ia me querer por perto. Por isso, tentei não me aproximar, só para não ser rejeitada. Mas eu não podia aguentar. Erik abaixou a cabeça, e eu percebi que ele estava chorando. E eu também estava chorando. Mas ainda assim, acho que devia ser mil vezes pior para ele. Ele queria tanto ter um filho, queria tão desesperadamente ser pai..."Eu vou ter um filho com a mulher que eu amo. Isso significa muito, muito pra mim." , as palavras dele não saíam da minha cabeça. Ah, Erik. PDV ERIK Aquilo tudo era coisa demais para a minha cabeça. Primeiro, minha pequena estava grávida — eu ia ser pai. Então nos afastamos com a ideia de que Matt poderia ser o pai, e não eu. Na verdade, eu me afastei dela. E quando finalmente tomei coragem para me reaproximar, agora... Eu já sentia, lá no fundo que o filho não era meu. Mas foi mil vezes pior ter aquilo tudo comprovado. Por que? Eu estava tão feliz. Eu nunca tinha sido tão feliz na minha vida, nem mesmo com Christine. Eu nem pensava mais em Christine. Mas agora minha felicidade passageira tinha ido. Quando Cathy abriu aquele envelope, e ficou paralisada, eu tive certeza de tudo. Mas ainda fui burro, e tive que ver com os meus próprios olhos o resultado. Foi pura idiotice, porque aquilo me machucou. Abaixei a cabeça para não deixar minha pequena ver que as lágrimas escorriam pelo meu rosto, mas ela também estava chorando. Realmente, devia estar sendo horrível para ela. Eu, me preocupando que não teria um filho, mas ela.. Ela estava carregando o fruto de um estupro dentro dela. Eu sabia o quanto Matt assustava Catherine. Ela se encolhia toda a vez que escutava nome dele. E Matt estava sempre lá, nos assombrando. Ele sempre aparecia do nada, como se ele ao menos tivesse esse direito. Eu devia tê-lo matado. Catherine que me desculpasse, mas eu sabia que se o visse, ele morreria. Tudo o que eu podia fazer por enquanto era proteger minha pequena daquele monstro. Pelo menos isso eu tinha que conseguir fazer bem. Ergui o rosto de Cathy, para secar suas lágrimas. Vê-la assim, triste, partia meu coração, me sufocava, queimava por dentro. E ela parecia ainda por cima estar com medo de mim. Seus olhos tinham receio e um desespero amargo. -Catherine? Está assustada? -Não. — ela ainda estava chorando, mas conseguiu anter a voz firme ao dizer isso. -Mesmo? -Mas é claro, Erik, que ideias são essas? Ótimo, Catherine ainda estava dentro daquele corpinho lindo, já estava até ralhando comigo. Sorri internamente com o pensamento, sem forças o suficiente para fazer o mesmo por fora. Eu a abracei, tentando acalmá-la, sem conseguir ignorar o fato de que ela tremia constante e violentamente. -Calma, Cathy... Vai ficar tudo bem. -Não vai, Erik. O que a gente vai fazer agora? Eu não quero dar à luz um filho dele. Você sabe disso. -É, eu sei. Mas é seu filho também, pequena. Ela me olhou como se não tivesse pensado nisso. E então o desespero estava ali em seus ohos de volta. -Eu sou nova demais para isso. Principalmente se a criança for filha dele, não vou conseguir olhar para a criança e ver o rosto de Matt ali, lembrar de tudo que ele fez... Não posso. Pensei um pouco. Eu sabia que ela estava pensando em abortar. -Você teria coragem de abortar, Catherine? Você mataria essa criança... E ela é sua filha também, tem uma parte sua aí dentro. Cathy arregalou os olhos. As vezes eu me sentia o pai dela. Era um sentimento que eu não queria de jeito nenhum, me fazia sentir culpado por estar com uma menina, tão novinha que era ... E eu era tão velho. Ah, Catherine! As vezes eu sentia como se simplesmente não fosse pra dar certo, nós dois. Mas eu não saberia viver sem ela.
Notas finais
Não se esqueçam de dar uma xavecada nessa caixinha cinza adorável logo abaixo, e deixar seu review...
Bjos,
Luna :*
Bjos,
Luna :*
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