Notas iniciais
Capítulo pequeno.. Tive que tirar os últimos parágrafos para colocar no próximo capítulo, assim tudo fará mais sentido.
Espero que gostem.

PDV Erik

-Ora, Erik, eu não abortaria. — ela disse, mas eu pude ver que ela mesma tinha dúvidas sobre isso.

Eu peguei seu rosto entre as minhas mãos, secando as lágrimas e afagando os traços perfeitos de sua face. Contornei o lábio superior de Catherine com o polegar, percebendo que ela devia estar com medo de que eu me afastasse. De novo. Ah, Catherine... Eu não aguentaria fazer isso. Simplesmente não poderia.

-Isso é bom. — eu menti.

Não queria ter que conviver com um pedaço de Matt por perto. Mas, mesmo assim, eu tinha que ajudar Cathy. Ela era muito nova, a minha pequena, e eu poderia criar a criança melhor do que o pai biológico, que era um monstro. Não podia deixá-la num momento tão crucial.

Mas ainda assim, eu não conseguiria consolá-la muito bem agora, guardando minha própria mágoa por dentro, ardendo na minha alma. Então, simplesmente continuei observando Catherine, enquanto ela parava de chorar, o rosto bem ali, pousado sobre as minhas mãos.

-Pequena, sabe que eu vou ficar com você, certo?

Era tão estranho ver como Cathy parecia precisar de mim. Eu sepre estive nesse lado. Eu tinha que implorar para que as pessoas não se afastassem, eu precisava delas, mas elas me ignoravam. Mas Catherine, ela fazia o mesmo comigo que eu costumava fazer, e às vezes eu chegava até a me sentir mal por ela. Como fazê-la entender que eu jamais a abandonaria? Que ela não precisava, não devia nem sequer pedir?

Ela não me respondeu. Talvez ela simplesmente não pudesse ter certeza.

Catherine ficou apenas me observando, secando o que restava das lágrimas por si própria, com receio nos olhos.

-Catherine?

-Que foi?

-No que está pensando?

Ela riu.

-Não estou pensando, na verdade.

Franzi o cenho.

-Droga. — ouvi ela murmurar baixinho, e se sentou na cama.

-Que que foi, Cathy? Está se sentindo mal? — eu me sentei ao seu lado, pegando suas mãos.

-Um pouco. — ela disse, e então olhou pra mim, tentando me tranquilizar. — Vai passar logo. Prometo.

Fiquei algum tempo com ela, até a dor passar, e então beijei sua testa.

-Você precisa dormir, pequena. Boa noite.

Catherine pareceu decepcionada por eu não passar a noite com ela, mas eu não podia. Ela precisava descansar — ainda não devia estar tendo contrações -, e eu não deixaria ela fazer isso se ficassemos juntos, na mesma cama, tão perto...

Então eu simplesmente me dirigi para o meu quarto, para a minha cama, onde eu podia chorar baixinho, sem me preocupar em magoá-la.

PDV Catherine

-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! — eu ouvi alguém gritar em meio ao meu sono.

De novo. E de novo.

Fiquei levemente ciente de que os gritos eram meus mesmo. Uma dor horrível tomou conta de mim, e eu não conseguia mais ficar calma. Ou dormir, é claro.

-Catherine? Catherine, que foi? — eu ouvi a voz de Erik.

Ouvi, e foi tudo o que eu consegui fazer, porque de jeito nenhum conseguia vê-lo. Eu estava tonta, e sonolenta, meus olhos não se abriam.

-Contração. — murmurei, sem fôlego, tentando não voltar a berrar e parar de me contorcer.

-Catherine?

Senti as mãos de Erik erguendo minha cabeça e a colocando em seu colo; senti seus dedos quentes no meu rosto, mas mesmo assim eu não conseguia acordar totalmente. Meu corpo continuava inerte, meus olhos, fechados.

Tive consciência o suficiente para perceber quando Erik me pegou nos braços, correndo. E depois disso, eu só fui acordar no hospital. Droga, eu estava com poouco mais que seis meses de gravidez. Eu estava em trabalho de parto?

Abri os olhos, tentando achar a resposta. Meu corpo inteiro estava um pouco dormente, mas não tinha mais a dor insuportável das contrações. Erik, onde estava Erik?

-Bom dia, mamãe. — ele estava entrando no quarto.

-Ahm... Oi, eu acho.

Mãe? Ainda não tinha caído a ficha? Mas que merda.

-Erik, como isso é possível?

-O que? O bebê ter nascido prematuro?

-É, isso também, mas a gente nem sabe o nome do bebê!

-Ah. Nossa, é. A propósito, é uma menina.

-Hmmm. — eu já sabia exatamente o nome que Erik ia querer colocar.

-Que tal... Christine? — ele disse.

Apesar de eu já saber que ele ia querer esse nome, não pude deixar de ficar chateada. Bufei de leve. Por que ele sempre tinha que se lembrar de Christine? Christine estava morta. Há muito, muito tempo. E mesmo assim ele continuava obcecado por ela, e esmo assim eu tinha ciúmes.

-Catherine, eu estou brincando.

Ufa.

Pensei um pouco, mas não consegui achar nada que gostasse. Apesar de eu realmente gostar de Christine.

-Amelie. Que tal Amelie?

Legal. Erik sempre tinha boas ideias. Eu apenas sorri em aprovação;

-E então, quando eu vou poder ver minha filha?

-Não ainda. É um bebê prematuro, Cathy. Vai ter que esperar.

Droga. Droga. Droga.

-E então, como ela é?

-Ah, Catherine, ela é linda... Como você. Mas os olhos são claros, ao menos por enquanto. Mas ela é tão pequena, Catherine... E está tão fraca. Estou um pouco preocupado com isso.

-Tem motivos para ficar preocupado, mesmo?

-Espero que não.

Notas finais
A propósito, cade meus leitores? Recebo cada vez menos reviews, mimimi.
Então, se você tá lendo isso aqui, me deixa um review, certo? Assim eu posso saber o que melhorar, o que tá bom...
Bjos,
Luna :*