Amor, Loucuras e Muita Diversão
23 Vingança - Parte 2 final
Notas iniciais
#1: Sei não, Luísa. Essa garota não me parece tão ruim assim. — Uma voz desconhecida murmurou, o som sendo um pouco abafado enquanto eu ainda tentava abrir os olhos. Senti um desconforto nos pulsos e percebi meu estado: amarrada e amordaçada em um ambiente pequeno e abafado.
Louis: Cala a boca, Tony. Eu tenho meus motivos, ou acha que seu chefe me autorizaria e ainda disponibilizaria dois de seus capangas por uma má impressão minha? — Ela riu e ouvi uma terceira voz.
#2: Nem era para eu estar aqui. Giusto me colocou na sua turma, Louis, só porque ele pensa que o trai. — A megera que me colocou nisso gritou.
Louis: Aqui meu nome não é esse, Julie. Você sabe disso e ainda me desafia? O que é? Está revoltada porque pelo pouco tempo que tenho de organização, já sou muito mais do que você? Giusto te colocou aqui porque merece estar, além do mais.....temos uma missão especial pra você. — E riu descontraída enquanto os outros dois se calaram.
Balancei a cabeça e suspirei fundo em protesto, erguendo meu olhar e descobrindo que aquele lugar, provavelmente, pertencia a um carro! O porta-malas de um que, certamente, era o modelo que refletiu a luz forte no beco. Mexi os músculos no rosto até o pano fino descer até meu pescoço e me desfiz das amarras, encontrando um pedaço solto da lataria do carro e cortando as amarras.
#1: Já estamos chegando, mio caro. O local ideal para transformar sua pequena vingança em um acidente trágico, digno da arte cinematográfica....dos grandes filmes da máfia italiana, ah os bons tempos. — Declarou, mostrando ser um amante dos filmes de ação.
Louis: Ótimo, isso só vai deixar as coisas ainda melhores. — Escutei enquanto tentava achar uma saída daquele porta-malas quente e desconfortável. Desparafusei um pino da parte que deixava o local fechado quanto aos passageiros do banco de trás. Espiei por entre a fresta e percebi o homem dirigindo e assoviando alguma música italiana, Louis ao seu lado muito arrogante e uma moça, jovem e tímida, de cabelos longos e castanhos. Esta última parecia nervosa e por dentro, com certeza, escondia as trevas já conhecidas por ela que sofreria mais tarde.
#1: Não disse? Chegamos, Luísa. — Anunciou o homem com um grito. Me espremi no porta-malas, ainda sem um plano de fuga.
Louis: Vá até o porta-malas e a retire de lá. Você, prepare-se para tomar o lugar dele. — Antes de fechar os olhos e me fingir de "desmaiada", ouvi a chegada de outro carro.
#1: Desculpa aí, bella donna, mas você irá lá para o banco do passageiro do seu Porsche e encenará a dramaturgia da Ms. Luísa. — Comentou antes de me puxar para o seu colo e caminhar para o lado do carro, usando um sotaque bem italiano.
Julie: Tem certeza que temos que fazer isso? Sabem, eu posso errar os cálculos e mandá-la direto para a morte sem explosões e..... — O que? Morte sem explosões? Essa não.....o cheiro forte de terra, o ar sereno e seco, o calor consumindo a superfície.....ali era a parte mais seca da cidade.... o deserto cheio de morros, ou melhor, ribanceiras e Louis me queria dentro de uma delas.
Louis: Isso pouco me interessa! Vá logo, ela já está aí dentro e em poucos minutos deve acordar.....uma pena ser tão tarde. — Ouvi a partida do carro e me esforcei ao máximo para não abrir os olhos e xingar a megera.
Julie: Tudo bem, deixa ver se entendi. Vou descer com o carro até onde puder e pularei a deixando para morrer num acidente sem explicações ou motivos?
Louis: Claro que não, vamos ser bem profissionais e dramáticos, Julie. Bill e os outros vão vê-la como uma pobre louca que, mesmo sendo fiel aos seus olhos, se esqueceu de contar que precisa de tratamento e, num acesso de loucura, se jogou tragicamente aqui e morreu deixando para trás um quase viúvo. — Quanta imaginação! Não consigo acreditar no que estou ouvindo, ela exagerou e muito dessa vez. Quando estou prestes a me rebelar, ouço uma voz que nunca imaginei ouvir ali.
Damon: Vamos, Luísa, teve o seu divertimento.
Louis: Ainda não..... — Riu e disparou contra meu braço direito pelo lado de fora do carro, mas ela era tão ruim que pegou de raspão. Mesmo assim, o sangue quente começou a escorrer pelo meu braço, encharcando a blusa que eu usava, e isso, para Louis, além da minha expressão de dor foi suficiente. — Agora, Julie. — A moça, depois de algum tempo, obedeceu e o carro atingiu a velocidade máxima, descendo sem freio para o final fatal. Foi aí que abri os olhos, revelando minha consciência e assustando Julie.
Bella: Calma, só quero nos ajudar. Sei que não é de todo mal, Julie, tenho um plano pra sair daqui com vida e sem que eles percebam. — Murmurei olhando fixamente em seus olhos e, depois de alguns segundos, ela diminuiu a velocidade. O ferimento no meu ombro ardeu e jorrou mais sangue.
Julie: Tudo bem, o que faremos? — Questionou depois de olhar para trás e ver Louis se descabelando.
Bella: Você vai fazer o que tem que fazer, mas já vi que tem um buraco ali embaixo e deve caber nós duas. Eu me viro na hora de sair do carro no ar, mas tem que ser real....muito real. — Afirmei, mas o click do alarme do carro nos chamou atenção e eu olhei para trás bem a tempo de ver o sínico sorriso de Louis.
Louis Pov
O que essa idiota está fazendo? Ela não pode me desobedecer assim.....bem que Damon falou que ela deveria ser exterminada, sorte dele ter a mim para criar a saída perfeita para essa sua "pedra no sapato".
Dias antes, ao arquitetar o plano e receber a notícia das tecnologias que a gangue tinha, tracei um plano infalível para matar Bella e Julie. Sabendo que, se Bella acordasse, uma aliança seria feita contra minha vingança, instalei um programa no carro que me permite controlá-lo e operar qualquer função do carro através de um controle.....além de algumas armadilhas mortiferas.
Damon: Está pronta? Divirta-se por aí, vou voltar aos negócios. — Ele sorriu e afagou meu ombro, me dando as costas e estalando os dedos chamando os dois capangas. Comandei o carro, primeiramente travando as portas e depois acelerando.
Tony: Acredito que não seja tão fria a ponto de ver tudo acontecendo, senhorita. Vamos embora, seu plano deu certo e logo sentirá o alívio da vingança. — Eu me viro, respirando fundo e caminhando até o carro, apenas esperando ouvir o doce som da explosão que deixaria Bella em pedaços incontáveis.
Bella Pov
Julie: Droga! Ela não pode ter feito isso. — Dizia irritada enquanto tentava se livrar do cinto e eu fazia o mesmo (com sucesso), já imaginando o que Louis tinha feito, só não sabendo em que hora e como.
Bella: Temos uma chance. Quebre os vidros. — Ordenei e ela tentou o seu máximo. Chutei, soquei, golpeei com um objeto qualquer que encontrei e nada.
Julie: Não vai adiantar. Bella, se salve. Vá.
Bella: Não, eu não posso te deixar depois de conhecer suas reais intenções. — Peguei o extintor e o joguei contra o vidro, enfim, conseguindo quebrá-lo. Assim que fiz isso, fui até seu lado do carro e escorreguei com o impulso do carro, sinal de que o fim era próximo. Julie tentou novamente e não conseguiu tirar o cinto, eu arrisquei até um corte com o resto de vidro da janela, mas de nada adiantou a não ser ferir minhas mãos.
Julie: Bella, é sério. Eu tenho muito a pagar pelo que já fiz com aquele crápula, mereço isso e não vou negar. Você tem uma chance...Bella, você pode sobreviver a isso. Fuja, me deixe e eu não irei te culpar de nada. — Ela olhou suplicante e, engolindo em seco e fechando os olhos, soltei seu punho e arranquei tudo quanto era fio, conseguindo diminuir a velocidade mas não pará-lo. — Teimosa, não? Bella, eu sei que não vai sair, então.....abra o porta luvas e pegue o estilete.....ah, tenho fita adesiva. Não é muito, mas pode ajudar a controlar o ferimento.
Bella: Engraçado, é meu carro. Como ela conseguiu isso? — Murmurei enquanto fazia o que ela pediu.
Julie: Louis implantou o sistema durante a noite de ontem, porvavelmente você estava dormindo. Ela é esperta e tem muitos bandidos perigosos a seu favor. — Ela deixou escapar um leve grito, como de surpresa e eu, imaginando ser de raiva, continuei procurando o estilete e as fitas.
Bella: Pena que meu tio é um deles. — Comentei tristemente. Achei o estilete e ao me virar para ajudá-la, Julie estava de olhos fechados. As mãos, antes firmes sobre o cinto, haviam caído e eu vi o motivo daquilo. O sangue manchando sua camiseta na altura do coração. — Julie?
Gritei desesperada e afastei seu corpo do banco, vendo uma pequena armadilha de Louis. Julie, já sem vida, tinha um pequeno sorriso morto nos lábios e parecia serena quanto a morte. Me agarrei ao topo do carro quando este se chocou contra o chão da ribanceira e capotou uma série de vezes, enquanto eu tentava sair dali. Quando o carro parou, senti o cheiro de gasolina e a vi escorrer pelo chão, perigosamente perto da faísca que se tornava rapidamente fogo. No calor do momento não percebi, mas meu braço direito (o mesmo do tiro) estava embaixo do carro, que havia ficado de cabeça para baixo ao fim da queda.
Bella: Essa não. — Murmurei para mim mesma. Puxei meu braço, mas só consegui dor e mais irritação. Foi aí que lembrei da força que surge do nada, chamada de adrenalina, e pensei nos rostos mais preciosos que eu não queria perder. Enquanto forçava meu braço esquerdo sobre o carro e puxava o direito, pensei nos meus pais, meu irmão, Tom, Gustav, George, Merry, Debby, Reynolds, Sally, Camille, T.Jay, Tedd.....e finalmente, aquele que eu acredito ter dado o empurrão final, Bill.
Sai dali e joguei meu colar de cruz nas mãos de Julie, também cobrindo seu rosto com a minha jaqueta, e segurei comigo alguns itens que poderiam me ajudar depois. Ouvi um pequeno estalo e corri para a fenda formada ali perto, não escapando totalmente da explosão que me jogou contra o chão.
O cheiro de queimado aumentou com a explosão e senti necessidade de ar puro, então me certifiquei de que Louis ou seus capangas (que agora sei que meu ex-tio também fazia parte) não estavam olhando e ergui meu corpo, sentindo-me fraca mas restando o suficente de energia para sair daquela área. Olhei para trás mais uma vez, antes de cruzar uma espécie de duna e desaparecer á vista da estrada, tentando esquecer o que havia acontecido ali.
Bella: Vamos lá, Bella...você consegue não é? Julie mesmo disse que tem uma chance. — Falei pra mim mesma, talvez temendo não escultar a voz de alguém mais além da minha por algum tempo. Caminhei por mais tempo e a queimação no meu ombro direito me lembrou do ferimento exposto às sujeiras e bactérias do local, então rapidamente improvisei um curativo com um pedaço da minha blusa e a fita que encontrei no carro. Junto ao estilete e a fita, também recolhi um mapa danificado (provavelmente Louis o tinha feito quando sabotou meu Porsche), um manto com um bilhete avisando que as tempestades nem sempre são de chuva, mas também areia, uma barra de cereal e, o mais interessante e curioso, uma foto de Bill com os seguintes dizeres:
Louis Radle"
Era tudo o que eu "precisava" para a minha vida além de uma louca obsessiva: um rosto para me causar dor a cada vez que eu senti-lo se afastar e, quando a força não for suficiente, os joelhos fraquejarem, o ferimento infeccionar, fome e sede subirem minha cabeça e a sanidade estiver em perigo, que eu vou estar feliz se morrer e vê-lo por último.
Merry Pov
Segui exatamente o que Bella sugeriu e levei os cachorrinhos fofos dos meninos para passear comigo. Quando se aproximava do meio dia, voltei, encontrei Sally almoçando e me juntei a ela.
Sally: Merry, você acha que o Georg e eu demos um passo muito adiantado no nosso relacionamento? Sabe, casar e dividir uma vida? — Perguntou de repente e vi a dúvida em seus olhos.
Merry: Está me perguntando se não é normal aceitar uma proposta de casamento do cara que te ama muito e você também o faz? — Sorrio e continuo. — Claro que não, mas por que a pergunta agora?
Sally: Não sei, acho que é a ansiosidade da preparação de tudo, sabe? Fora que sempre tem vinte querendo te derrubar enquanto um te apoia, né?
Merry: Nem liga, amiga. Esse pessoal pipoqueiro só vive pra isso e, quer saber, deixe-os se matando pra inventar coisas enquanto você desfruta do que quer. Quer mais do que aquela Louis "égua loira", que vive atormentando a Bella por causa do Bill? De vez em quando dá uma louca nela, mas nossa amiga segura as pontas direitinho e vive feliz com o namorado.
Sally: É mesmo.....falando nela, onde ela foi? — Perguntou retirando o prato da mesa.
Merry: Foi resolver um assunto com alguém do trabalho que resolveu tentar se dar bem com ela. Vai entender. Só espero que ela chegue a tempo de buscar os meninos. — Nisso, Reynolds chega do jeito mais discreto possível.
Reynolds: Fala mulherada do meu coração! Como estão minhas belas companheiras de casa hoje? — Sorriu e nos cumprimentou, pegando um lugar qualquer à mesa. — E Bella?
Sally: Acabei de perguntar isso. Merry disse que foi resolver algo do trabalho, mas ela já deve estar voltando.
Reynolds: Tudo bem, vamos almoçar sem ela então. Se ela não chegar até a hora de buscar a banda, vamos seguindo o plano original e ligamos para ela de lá, ok? — Se concentrou na comida e não parou até chegar em um pensamento que claramente o havia intrigado. — Mas ela está de férias, eu passei perto dali hoje e ninguém a viu. Será que marcaram reunião pra outro lugar?
Merry: Deve ser. — Respondi sem emoção e senti uma pontada, não na cicatriz ou em qualquer parte a respeito da saúde, mas como se algo ruim fosse acontecer.
Reynolds: Já vou avisando que não quero histeria e gritinhos no aeoporto. Temos que chamar a menor atenção possível. — Sorriu e olhou pra mim, mas escondi a expressão de intriga e curiosidade. — Conseguiu o emprego com o cara da banda?
Merry: Ah, sim. Ele entra em contato até o próximo fim de semana, mas está quase garantido....só falta me apresentar oficialmente.
Reynolds: Cuidado, não quero você correndo risco com qualquer marmanjo no trabalho, ouviu senhorita Geller? — Assenti e ri por ele nem imaginar para qual banda eu iria trabalhar. Assim que terminamos seguimos para o aeroporto e ficamos esperando ansiosamente pelos meninos, mas todos com o pensamento voltado para o desaparecimento de Bella.
Ah, Bella, onde você está? Só espero que não esteja em perigo, caso contrário, nem sei o que esperar de mim....dos meninos, e principalmente do Bill.
Tom Pov
No avião que levava a banda e os auxiliares de volta a Los Angeles, o clima era de total descontração, apesar do cansaço das viagens e apresentações visivelmente (pela mídia e repercursão dos fãs) satisfatória.
Gustav: Quem diria que o nosso garoto chapinha um dia iria se casar, ein? — Brincou, dando um leve tapa na nuca do outro G.
Bill: É mesmo, Georg. Meus parabéns pelo noivado, vocês merecem tudo de melhor que houver para ter. — Sorriu e afagou o ombro de nosso colega.
Tom: Ainda não acredito que vou perder meu grande companheiro das maluquices e aventuras. Me surpreendeu em querer se prender em um par de alianças tão antes dos outros, caro Ge, mas sei que é por uma boa causa. Sally é uma ótima garota e vocês têm tudo para darem certo, então só desejo que aproveitem tudo a ponto de jamais se cansarem um do outro e.....puderem viver simplesmente felizes.
Georg: Valeu, pessoal. Estou muito feliz por ver que vocês me apoiam nisso e aceitam Sally na família. É muito importante pra mim a aceitação de vocês, porque não posso dividir meu coração entre a banda e minha noiva sem sentir um dos dois faltando. — Ele sorriu e David deu sua opinião, não só como empresário e produtor mas também como velho amigo do pessoal da banda.
David: É ótimo ver como meus garotos cresceram como pessoa. Sabem, um dia cheguei a pensar que vocês viveriam sempre como crianças, mas vejo que amadureceram tão lindamente que têm a essência jovem misturada ao bom senso experiente. — Ele abaixou a cabeça e sorriu de canto.
Gustav: Puxa, David! Isso foi bom de ouvir. — Deu um gole no refrigerante que estava segurando e gargalhou completando. — Vou lembrar de anotar esses seus dizeres preciosos e usá-los quando for jurado em algum programa.
Bill: Ele pode parecer estar brincando, mas é verdade. Isso é muito precioso pra nós, David.....e agora, mais do que nunca, pro Georg. — Apontou e eu choraminguei.
Tom: Isso tá ficando muito manhoso pra mim. Desculpem, mas eu prefiro falar de outro assunto agora.....que tal as meninas, ein?
David: Tom e sua obsessão por mulheres. Não entendo como não te vi com a ruivinha que você paquerou no hospital. — Senti minhas bochechas queimarem e respondi rindo.
Tom: Merry é muito respeitável e eu jamais faria algo para magoá-la.
David: Traduzindo, só eu quem não viu. Ela é sua mais recente presa, certo?
#: O avião pousa em cinco minutos, senhores. Espero que tenham desfrutado de nossos serviços do dia. — Fomos avisados pela assistente e assentimos.
Tom: Não a trato assim, se quer saber. Mas me admira você, senhor David, cutucar uma pessoa que está quieta no seu canto, com outra que nem pode se defender. Merry é um assunto que não quero falar agora.
Bill: David, acho melhor sair de perto da fera. Meredith Geller não é assunto banal como as outras foram para ele, acredite em mim...eu conheço os dois. — David riu e descansou em seu lugar. Eu fechei os olhos lembrando das sensações que tive perto de Merry e sorri sabendo que aquilo se repetiria mais e mais agora que eu havia voltado.
O avião pousou e vimos Merry, Sally e Reynolds, mas onde estaria Bella? Meu coração "apertou" ao me virar e ver o olhar de frustração de meu irmão gêmeo, mas não pude conter a alegria de ver aquela garota novamente sorrindo pra mim.
Bella Pov
Caminhei por horas e horas com a sensação de estar andando em círculos ou em uma estrada sem volta, implorando para que minha morte seja ao menos rápida e indolor. O sol escaldante não era grande coisa perto da queimação infernal daquele ferimento no meu ombro direito, mas mesmo assim resisti e continuei andando instintivamente pelas dunas ali formadas.
Ao que parece os meninos já devem estar em casa.....não consigo imaginar, nem aceitar, Bill sofrendo por mim. Pela minha falta, meu provável "desprezo" ou esquecimento.
Avistei uma silhueta redonda na base larga, e fina, consideravelmente menor, conforme se levanta o olhar. Esfreguei os olhos imaginando que era fruto da minha imaginação, mas me surpreendi ao vê-la ainda ali, então corri desesperadamente até seu alcance e constatei minhas suspeitas. Sim, aquilo era uma fonte de água velha, mas não abandonada e o melhor, funcionando. Abri a torneira, não me importando com a qualidade da água, mas sim o seu imenso efeito debaixo daquele sol secante.
Desfrutei da água o máximo que pude, mas uma sensação estranha, como se alguém me vigiasse, impediu que eu continuasse. Ouvi o baque de pés no piso da fonte e me virei, atenta e surpresa, quando fui atingida por um dardo tranquilizante um pouco abaixo do pescoço.
Bella: Você? — Antes de complementar com qualquer outra coisa, apaguei com a mente confusa sobre o autor do disparo, pelo menos aliviada por dormir tranquilamente.
Notas finais
Aguardo, ansiosamente, reviews com as suas ideias! Beijos, tenham uma boa noite e até mais.
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