Amor, Loucuras e Muita Diversão
16 Pais e...ex-namorado?
Notas iniciais
Bill Pov
Tudo estava se encaminhando perfeitamente bem, pelo menos, na medida do possível. Merry agora mexeu as pernas e hoje mãe e irmã vieram visitá-la seguidas pelo pai dela, Damon Geller (a quem eu achei bem estranho a propósito) e eles já têm lugar pra ficar. Tom parece finalmente ter tomado juízo e, apesar de ainda ser o mesmo Tom de sempre, respeita mais os sentimentos das pessoas......bem, os das mulheres ou só da Merry. Falei com Georg e Gust agora a pouco e ambos estão bem, disseram que não têm pressa pra acertar a viagem e querem ver Merry antes de irmos. Eu e Bella deixamos Will e Vick na casa de Bella(onde ela tomou banho e se trocou novamente) e eu arranquei com o carro pra casa de meus pais, já que agora considero Gordon meu segundo pai.
Simone: Ah....olá meus amores! Entrem, aí fora deve estar frio. — Disse fazendo menção para entrarmos e é exatamente isso o que fizemos.
Bill: Tudo bem, mãe?
Simone: Ótimo, filho....ainda mais agora com vocês aqui. — Disse fechando a porta e dando outro abraço em mim e em Bella.
Bella: Vim de penetra né, mas espero que não tenha problema. — Comentou se lembrando disso e lancei um olhar pra minha mãe. Eu estive planejando algo enquanto estávamos no hospital e pedi ajuda de minha mãe pra colocar o plano em prática.
Simone: Não, que isso. Pelo contrário, estamos muito felizes em receber você aqui. — Disse indo até a porta do quarto e chamando Gordon. — Mas por que Tom não veio?
Bill: Ele queria ficar lá, eu até insisti mas ele não quis. — Me sentei no grande sofá da sala e bati a palma da mão ao meu lado, sinalizando para que Bella se sentasse.
Simone: Seu irmão está mesmo me surpreendendo. Aquele garoto tomou algo diferente quando sairam?
Bella: Sim, mas faz dois dias.....será que ainda está fazendo efeito? — Brincou e todos nós rimos.
Gordon: Se não é a Bellinha......que saudades garota. — Comentou dando um abraço de urso em Bella após entrar na sala.
Bella: Também senti falta de vocês. — Respondeu abraçando Gordon de volta.
Gordon: Fique a vontade, garota. Tenho certeza que irá adorar a janta que Simone está preparando. — Disse se virando pra mim. — E você garoto? Com está? Nem vem mais aqui jogar video game.
Bill: Compromissos, eles acabam com o meu tempo. — Falei cumprimentando meu padastro como faço com meu irmão. — Mamãe não fez nada com carne, né? — Fiz cara de nojo.
Simone: E você acha que eu faria algo que meu bebê não gostasse? — Aquilo me fez corar e Gordon e Bella riram. — Ainda mais quando vem pra casa depois de tanto tempo sem visitar a mamãe.
Bella: Pode deixar que, se depender do meu incentivo, seu bebê vai quase morar aqui. — Disse usando o que minha mãe usou pra se referir a mim. Corei ainda mais.
Bill: Vocês estão falando de mim e eu ainda estou aqui. O que é isso? As duas mulheres que amo agora fazem complô de apelido contra mim? — Comentei indignado e Gordon engasgou.
Gordon: Repete o que disse.....eu acho que não ouvi direito.
Bill: As duas mulheres que amo.... — Fui cortado pelo próprio Gordon.
Gordon: Tem algo que eu ainda não fiquei sabendo? — Rolei os olhos e contamos tudo pra Gordon, que ficou super feliz e se encheu de orgulho de mim. Bella foi ajudar minha mãe na janta e antes que elas terminassem Gordon deixou escapar essa: — Aposto que ganho do Don e do Peter hoje, na sinuca.
Bella: O que? Vai ir na casa dos meus pais hoje? — Perguntou confusa.
Gordon: Não contou pra ela? Ou fui eu que dei um fora? — Perguntou estapeando sua própria testa.
Bella: O que você deveria ter me contado?
Bill: É que pedi pra minha mãe chamar seus pais e seu irmão. Ele jantariam aqui e também te veriam depois de tudo o que aconteceu. — Ela olhou um pouco indescifrável. — Você não queria isso, né? Que burrou que eu fui...... — Levei as mãos ao rosto e senti alguém retirá-las dali suavemente.
Bella: Não, isso é ótimo. Na verdade eu não fazia ideia de como ir até meus pais depois do que houve......obrigada Bill, obrigada Simone e Gordon. — Agradeceu feliz e abraçando cada um de nós, me deixando por último e me dando um selinho.
Bill: Sendo assim eu fico mais calmo. Eles já devem estar chegando, está tudo pronto? — Perguntei e minha mãe saiu da cozinha retirando as luvas que geralmente ela usava para retirar coisas do forno.
Simone: Tudo no seu lugar, tive sorte de a Bella ter me ajudado, caso contrário estaria tudo atrasado. — Disse pousando as mãos nos ombros de Bella.
Gordon: Bom, eu vou arrumar a sala de jogos, acho que esqueci de ajeitar a parte da sinuca. Quando eles chegarem vocês me avisam. — Pediu meio que como uma obrigação e sumiu no corredor indo fazer o que havia dito que faria. Minha mãe e Bella iniciaram um papo sobre culinária e me colocaram no meio, perguntando o que eu gostava ou não. De repente ouvimos a campanhia e minha mãe deu um pulo, correndo pra abri a porta enquanto Bella e eu ficamos sentados confortavelmente no sofá.
Simone: Serena, a quanto tempo, não? — Murmurou abraçando a moça de cabelos pretos e olhos castanhos, de pele branca e um rosto de bebê.
Serena: Você está linda, amiga. — Comentou no jeito Serena de ser.
Don: Boa noite, Simone. — A voz grave e suave do pai de Bella, cumprimentou e ele beijou as duas bochechas de minha mãe. Atrás dos dois estava o garoto com um moecano médio (menor do que eu tinha) de cor preta viva e também médio nos lados. Seu rosto era no formato do de Don e sua pele era um pouco menos clara do que a de Serena.
Peter: Oi tia. — Falou com um sorriso no canto da boca.
Simone: Estou feliz por terem vindo, entrem e terão uma surpresa. — Bella apertou meus dedos, involuntariamente, e eu pousei minha outra mão nas nossas que estavam entrelaçadas.
Serena, Peter e Don: Bella? — Os três disseram surpresos e em coro. Eu sorri pra eles e depois me virei pra Bella, desgrudando nossas mãos gentilmente.
Bill: Acho que eles não mordem, bobinha. — Ri e ela correu para os braços da família, abraçando a cada um com a mesma saudade e ternura que tinha sido com o outro.
Don: Você está bem? Simone nos disse o que aconteceu mas nos fez prometer que não iriamos te encher de perguntas ou brigar com você. — Lancei um olhar de confusão pra minha mãe, que apenas riu e concordou com a cabeça.
Bella: Estou bem, e ela só fez isso pro meu bem. — Saindo do abraço dos parentes.
Serena: Você devia ter me ligado, avisado ou sei lá.....sabe o quanto fiquei preocupada? Eu quase...... — Bella, Don, Peter e minha mãe pigarrearam para ela, que corou. — Que foi? Eu sou assim,gente.
Peter: O importante é que ela está bem, mãe. Não vamos piorar a consciência da Bella, sei que teremos muito tempo pra ela explicar. — Murmurou envolvendo a mãe com as mãos. — Agora vamos logo com isso, que a comida tá cheirando daqui.
Don: Peter. — Repreendeu após as risadas.
Bella: Deixa pai, um dia esse cabeção vai aprender o que é bom pra boa educação. — Sorriu e abraçou mais uma vez a mãe, enquanto Don e Peter foram falar comigo.
Bill: Tudo bem? — Perguntei me levantando do sofá e cumprimentando os dois.
Peter: Ótimo eu diria, a faculdade tá legal e minha mãe não precisa mais pegar no meu pé pelas notas. — Sorriu passando a mão no cabelo e sentando ao meu lado.
Bill: E você tio Don? — Perguntei usando o "tio" que usava quando criança.
Don: Tudo bem, os neegócios vão bem e, agora sabendo que minha filha está bem, tudo melhorou. Mas e você garoto, como tem passado? — Perguntou sentando-se ao lado do filho enquanto víamos as mulheres indo pra cozinha, mas antes vi Bella trocar um olhar comigo como se pedisse pra conversarmos.
Bill: Ah.... só um minuto Don, eu já volto. Podem ligar a televisão ou algo do tipo, daqui a pouco o jantar será servido. — Disse indo até onde Bella tinha parado após fazer sinal pra minha mãe e a dela. — O que foi? Aconteceu alguma coisa?
Bella: Não, só não sei como falar para os meus pais sobre nós. Com certeza nossas mães devem conversar sobre isso, mas meu pai é meio cabeça-dura..... — Contou preocupada.
Bill: Relaxa Bella, eu vou dar um jeito....ou melhor, eu vou com você até a cozinha. Isso te deixa melhor? — E ela respondeu mais do que depressa.
Bella: Não. Ficou maluco? Aí que eu fico mais nervosa.....faz assim, fica aqui e depois você faz o que formulou nessa cabecinha cheia de ideias. — Ela sorriu pra mim e eu quase agarrei ela ali mesmo, sem me importar com todos olhando, mas Simone chegou me abraçando.
Simone: Oi, Bill......perdoe-me por não ter te cumprimentado antes, mas são várias coisas de uma vez deixando minha cabeça louca. — Argumentou depois do abraço.
Bill: É normal, as vezes nem sei como ninguém jogou água em mim ou algo do tipo, por eu ser tão distraído. — Nós rimos e ela comentou.
Simone: Está bonito, garoto. Desde a última vez que te vi, você tem mudado muito. Cresceu?
Bella: Mais do que isso? Daqui a pouco vão chamar você pra resgatar gatinhos em árvores ao invés de bombeiros com escadas.......brincadeira, mas você já me passou faz tempo. — Ela disse olhando pra mim.
Bill: Fazer o que? Sou alto, magrelo, mas ninguém resiste ao meu charme. Não é..... — Me diverti com a expressão que ela fez achando que eu ia falar dela. — Tia Serena? — Esta que ficou ainda mais surpresa, mas levou na esportiva.
Serena: Claro, sempre fui sua fã pequeno Bill. — Ela riu com a "piada" e todos que estavam ali também, inclusive eu.
Simone: Vamos meninas, preciso da ajuda de vocês. — Apareceu e me lançou um olhar fuminante ao me ver. — Bill Kaulitz, deixe de amolar as duas e vá fazer companhia pros dois ali.....aproveita e chama o Gordon.
Bill: Ok, mamãe. — Pisquei pra ela e voltei ao meu lugar anterior no sofá. Peter e Don, que antes observavam a conversa entre Bella, Serena e eu, riram um pouco e depois continuaram.
Peter: 'Voltou, mamãe?' — Ele riu me imitando, o que me fez rir também.
Bill: Não, ainda estou lá, não tá vendo? — Sentei ao lado de Don que agora ria do filho. — Mas então, ultimamente nós não temos nos visto muito. Espero que agora nossas agendas não entrem em colisão.
Don: Não, mas agora teremos chance de unir a "família" toda novamente. — Disse fazendo as aspas com as mãos. — Sei que Bella tinha saído com você e seu irm......falando nisso, onde está Tom?
Bill: Meu gêmeo mulherengo? — Brinquei e ele assentiu, querendo mais saber da história. — Bom, pra responder isso vou ter que contar toda a história, desde o começo e antes de acontecer o que aconteceu.
Gordon: Sendo assim, então pode contar que nós estamos ouvindo. — Se intrometeu sentando-se ao lado de Peter após cumprimentá-los com um aperto de mão e nada mais. Sem palavras, sem gestos, apenas os olhos curiosos e ansiando informações.
Bill: Depois de conhecer Merry e da entrevista, Tom, Gust, Georg, Bella, Merry e eu resolvemos sair por vários motivos....esses que eu conto depois, mas então... — Comecei a contar tudo desde esse ponto, me divertindo com as perguntas infâmes de Peter, as risadas exageradas de Gordon e o incrível comportamento sério de Don. Conversamos muito sobre esse assunto, até minha bela namorada anunciar que já estava tudo pronto.
Peter: Finalmente, já estava quase morrendo aqui de fome. Você deveria ir comer lá em casa mais vezes Bella, a mamãe tem feito muitos pratos que você gosta. Também, nunca mais pisou lá em casa e nem dá mais notícias. — Murmurou quase atropelando todos nós pra chegar na cozinha.
Bella: Pelo menos não sou eu que moro lá, mas fico metade do tempo atrás de pessoas do sexo oposto, seu.....aprendiz de Tom. — Todos nós rimos, menos Peter que apenas pegou seu lugar em volta da mesa e se sentou com a cara emburrada.
Gordon: Sério? Peter, achei que você já tinha se casado. — Brincou fazendo o garoto engasgar sem nem ao menos ter colocado algo no prato.
Peter: Eu? Óbvio que não, eu tenho uma frase de reflexão e costumo dizer que se fosse escolher ser um animal, eu escolheria um pato. — Disse colocando uma colher cheia de ravioli de frango ao molho branco com queijo ralado em cima.
Bill: Pato? — Perguntei me sentando ao lado de Bella, após dar um beijo no topo da cabeça de minha mãe.
Peter: É lógico, segue o raciocínio: Pato nasce com os dedos grudados, o que o impede de colocar aliança, portanto......
Bella: Belo raciocínio Pitt, aposto que esse é seu lema e dos seus amiguinhos.....iguais a você, pra não dizer outra coisa. — Serena resolveu parar a discussão e serviu Don e ela mesma. Gordon se divertia com Peter enquanto degustava a janta que parecia ótima (mesmo eu ainda não tendo provado já que Peter, Gordon, Serena, Don e minha mãe já tinham colocado, faltando apenas Bella e eu).
Serena: Ok, Peter um dia vai dar valor pra essas coisas e Bella, não irrite o seu irmão. — Colocou autoridade e eu apenas vi Bella sorrir maliciosamente ao meu lado, cochichando no meu ouvido.
Bella: Acho que Tom vai adorar ter meu irmão por perto de vez em quando, mas pelo bem da Merry e do próprio Tom......vamos deixar os dois separados. — Nós dois rimos e eu segurei minha boca, tampando com a mão.
Bill: Concordo com você. — Respondi pousando minhas mãos em sua cabeça e depois depositando um beijo em sua testa.
Simone: Quer que eu te sirva, bebê da mamãe? — Por que ela ainda se divertia com aquilo? Bom, pelo menos Bella já parou com isso, mas minha mãe ganhou mais trê aliados.
Bill: Não, mamãe, eu sou grandinho. — Respondi em tom sarcástico e ao mesmo tempo zombando da minha mãe, que para mim não era tão alta.
Bella: Ah não, mesma conversa. De novo falando da sua altura, Bill? — Balancei a cabeça em sinal de não e me servi exigindo que Bella colocasse primeiro.
Gordon: Hey, falei pra eles que ganharia de vocês dois na sinuca hoje. — Disse apontando para Don e Peter, após o jantar. — Quem está a fim de jogar....no nosso caso.....e de assistir uma pequena partida?
Don e Peter: Fechado. — Disseram depois de terem trocado um rápido olhar de confirmação.
Gordon: E vocês? — Perguntou apontando pra quem não havia respondido.
Serena e Simone: Tudo bem. — E riram pelas duas terem respondido igual e no mesmo momento.
Bill: Vocês venceram. — Murmurei sabendo o que eles queriam. Senti Bella sorrir ao meu lado e segurei sua mão, mas Don se virou e murmurou.
Don: Por que, têm algo mais interessante pra fazer? — Perguntou desafiador. Ops, essa não.
Bill: Não....é, n-na verdade....ok, isso pode esperar.
Bella: Vamos logo com isso, achei que estivessem ansiosos pra jogarem. — Desafiou, me salvando.
Peter: E estamos, vem logo pai. — Puxou o braço do pai e correu atrás de Gordon. Murmurei um "Uffa!" e Bella apertou minha mão, me fazendo virar pra ela.
Bella: Sem estresse.....depois sou eu quem estou nervosa. — Ela riu e eu sorri de canto de lábio, o que a fez suspirar.
Simone: Gente, acho que agora não é boa hora pra isso.......
Serena: Me contem primeiro e depois nós entramos naquela sala. — Disse se colocando na frente de todos nós. Bella olhou pra ela com um olhar de repressão mas eu me antecipei.
Bill: Quer saber? Eu falo então, não vai adiantar demorar pra contar, Bella.....só vai ser pior. — Disse me virando pra Serena, após Bella tentar protestar. — É simples, eu amo sua filha e, por incrível que pareça, ela também me ama.....nós sabemos nos comportar e ela aceitou ser minha namorada. Estamos namorando agora, mas acho que Don não vai gostar.
Silêncio total. Respirei fundo e Bella, que antes estava apreensiva, se ajeitou do meu lado sorrindo pra mãe. Serena correu pra nós dois nos dando os parabéns e nós agradecemos, felizes pelo apoio dela.
Bella: Obrigada, mãe. Desculpe por não ter contado isso ou não ter ido ver vocês depois que saí do hospital, mas essa é uma parte minha que eu ainda não sei controlar direito.
Bill: Você não está tão atrasada, estou feliz por ser você a minha..... — Eu ri um pouco antes de dizer. — Sogra.
Serena: Nesse caso, estou feliz por ser meu genro.....pelo menos uma na família se salvou entre as sogras. — Ela riu de si mesma. — Quanto ao Don, vai ser difícil mas vocês dobram aquele cabeça-dura.
Bella: Com ele, podem deixar que eu me entendo. Agora, vamos lá? — Convidou deixando as nossas mães passarem na frente e logo atrás, nós dois. Eu estava mais feliz do que nunca, tudo estava indo bem e eu tinha o apoio de todos que eu amo para esse relacionamento. Bella é fantásticamente perfeita para mim, me entende, conversa sobre tudo, é linda(não só para mim pelo o que eu pude perceber, haviam outros abutres em cima dela), inteligente, responsável, e acima de tudo isso, me ama do jeito que eu sou.
Gordon: Precisamos de mais jogadore. — Falou com a voz confiante de que conseguiria o que queria ao lanar um olhar de gato de botas para minha mãe.
Simone: Eu sabia que aquele papo de "apenas assistir" era furado. De quantos precisam? — Perguntou rindo e ninguém conseguiu se sentar após a proposta que, eu estava a fim, era tentadora afinal é pura diversão jogar com a família.
Peter: Quantos der......somos em três, então quem sabe mais três jogadores e um de próximo? — Ofereceu sua ideia e então as mulheres resolveram não jogar. Ótimo, eu vou ter que jogar com Gordon, Peter e Don, os três melhores (depois de Tom, Gustav e meu pai) jogadores de sinuca que eu já vi jogar.
Don: Tá na hora de ganhar desses patinhos,não acha Gordon? — Desafiou depois que as duplas foram formadas, as meninas se acomodaram e os jogadores se prepararam. — Leões da montanha atacam qualquer patinho que quiser ser ganso e atrapalhar nosso jogo.
Bill: Patinhos? Não sei o Pitt, mas eu sou um cão à solta e posso morder. — Fingi latir e disfarçando, virei a cabeça rindo para ver a expressão de Bella.
Bella: Que o jogo comece, mas lembrem-se de isso não é um zoo.....ou melhor. Se preferirem temos cães de um lado e do outro leões da montanha e.....
Bill: Cães à solta, por favor querida. — Corridi e percebi Don se enfurecer ao lado de Gordon e Bella rindo dando início ao jogo. Gordon se posicionou na mesa e espalhou as esferas numeradas que corriam a mesa de forma que duas entraram em apenas uma jogada. Ele riu pra Peter, que parecia seu inimigo de sinuca.
O jogo foi seguindo bem, e sempre que alguém errava o outro time conseguia acertar. Equilibrio, eu diria. Tive até a chance de surpreender meu "sogrinho", fazendo uma bela jogada cuja comemoração foi somente de Bella, que pulou de alegria e se sentou, envergonhada. No fim do jogo, o resultado estava nas mãos de quem? Não, não era nas minhas, mas nas de Peter. Esse garoto me confunde, uma hora ele tá super confiante e na outra treme que nem alguém de trajes de banho no Alasca!
Serena: Quem será que vai ganhar? — Perguntou para as duas, e eu ouvi por ter ido buscar uma água pra beber. Sim, elas tinham buscado alguns petiscos para comermos durante o jogo.
Simone: Está equilibrado,demais!- Comentou e eu me encostei na bancada onde elas estavam, e apesar da bancada ficar a meio metro do chão, eu ainda era maior que todas ali.
Bill: Eles são muito competitivos..... — Reclamei, apenas comentando.
Gordon: Sem o seu parceiro não vale a jogada, Peter. — Avisou meio que me chamando.
Bella: Vai dizer que não ficou morrendo de vontade de retrucar mais o que meu pai falou? — Disse rindo e abraçando minha cintura.
Bill: Ah, é diferente. Eu apenas respondi para defender meu grupo.....vejam, o Peter vai jogar. — Chamei a atenção, ao ver o irmão de Bella quase batendo os pés de impaciência comigo. — Ops, acho melhor eu ir.
Peter: Valeu "parceiro". — Agradeceu, ironicamente, mas o fez assim que cheguei na mesa. — Deixo eles vencerem ou ganho o mérito?
Bill: Faz o que você quiser, mas pode se vingar pelo patinhos ou deixá-los achando que são os maiorais. — Alfinetei rindo. Como eu sou malvado as vezes......
Todos quietos, e quando alguém ameaçava abrir a boca, o outro ia lá em tampava. Peter se inclinou para trás, suspirou fundo uma vez, olhou para seu alvo e fez a tacada. Caramba viu, sabe aqueles momentos em que o que precisa ser rápido porque queremos saber o resultado, vai igual a uma lesma? Foi isso o que aconteceu, a bola foi a mais lenta do jogo.....até a minha vó (desculpa vó, eu te amo muito e você me ajudou demais, respeito) ou melhor, qualquer um iria mais rápido. A bola foi girando e girando até que chegou muito devagar pro ponto da vitória e.......
Don: Não acredito. — Murmurou de queixo caído.
Gordon: Eles......nos venceram?! — Meio que perguntou e afirmou ao mesmo tempo, ainda não acreditando no nosso feito.
Peter: Bate aí parceiro. — Nós fizemos nosso "toque da vitória" que muitas vezes usamos no camping quando caíamos no mesmo time. — Quem é patinho agora?
Bella: Pega leve Peter. Acho que foi um ótimo jogo, todos se divertido e brincando, agora me deixem passar pra eu dar os parabéns pro meu vencedor? — Pediu gentilmente ali, na frente até de seu pai. Me encostei na mesa e observei ela vir até mim, assim que chegou abraçou meu pescoço e olhou nos meus olhos. — Viu? Eu sabia que você pensava que não conseguiria, mas acreditou nisso e conseguiu.
Bill: Obrigado, eu não podia fazer feio na frente da minha namorada, né. — Ops, escapou. Tampei minha boca mais do que depressa e vi Don correr até nós dois e virar Bella para que nós dois ficassemos de frente para ele.
Don: É o que, ein?
Simone: Don, os meninos podem te explicar. — Silêncio vindo dele, de Peter e de Gordon, que arrastava o garoto para fora dali explicando o motivo.
Serena: Vamos deixar vocês aqui, mas conversem civilizadamente e Don.....lembre que Bella é responsável e consciente. Confie nela e em Bill também, ele é um menino de ouro. — Disse segurando os ombros do marido, beijando sua bochecha, olhando e acenado pra nós e depois saindo junto com os outros.
Don: Teremos uma longa conversa e eu espero que não precisemos brigar. — Disse se sentando no banco onde antes Bella, minha mãe e Serena estavam sentadas.
Bella: Pai, você me conhece muito bem pra saber que não era minha intenção esconder isso de vocês, mas tudo o que aconteceu foi tão rápido que nem nós pudemos parar para pensar ainda. — Sorriu esperançosa.
Bill: Ouça Don, agradeço pelo o que Serena disse, mas sinceramente quero que não brigue com Bella por causa de mim......eu a amo e nada pode nos afastar.
Bella: Não importa o que você faça ou o que qualquer outra pessoa faça, eu não vou deixar o Bill sendo que é algo que eu sei que me faria sofrer a ponto de perder o gosto pelas coisas. — Ele pareceu pensativo quanto a isso. — Tudo bem, era meu dever avisar sobre nós dois e também sobre o acidente, mas é Meredith quem estava lá no estado que estava no hospital......e Bill conseguiu me desviar desse assunto, só que também esqueci de avisar vocês.
Don: O que custa uma ligação Bella? — Ainda bem que ele perguntou pra ela, se não eu ia responder que depende do plano do telefone só pra quebrar o gelo.
Bella: Desculpa pai, Simone disse que tinha avisado vocês e como eu estou inteira e queria ficar com a Merry por preocupação, não me dei ao luxo de sair dali só pra avisar que eu estava viva. — Confirmou fazendo movimentos com as mãos em sinal de pedido de compreensão.
Bill: Eu sou culpado nisso também, porque eu devia ter levado Bella pra ver vocês ontem ou antes de ontem, mas estávamos tão preocupados com a Merry que nem lembramos de mais nada.
Don: Tudo bem, mas e quanto ao.....namoro? — Perguntou meio que estranho.
Bill: Nós.... — Bella me calou com as pontas dos dedos e continuou minha frase.
Bella: Nós respeitamos você e nossos outros pais, me sinto culpada por não ter falado antes mas essas coisas são mais estranhas pra mim conversar com você do que o contrário, pode acreditar. — Sorriu e Don sorriu de volta.
Don: Pode acreditar que não é bem assim.
Bill: Eu prometo levá-la para casa nos horários certinhos. — Brinquei e eles riram.
Don: Tudo bem então, mas não quero saber de agarração por aí......sejam cuidadosos com tudo inclusive o assédio das suas fãs.... — Apontou pra mim e depois olhou pra Bella. — E os seus deveres tanto na sua casa quanto na minha e de sua mãe. Eu fico até.....feliz que seja você o meu novo genro, Bill.
Bill: E já foram muitos? — Perguntei curioso saindo da sala de jogos ao lado de Don.
Bella: Hey! — Murmurou irritada.
Don: Nem tantos, acho que no máximo dois......essa garota não ligava pra esse tipo de coisa, preferia ficar na dela aprendendo seus esportes, suas matérias, brincando nas férias ou fazendo o que gosta.
Bella: Gente, papo chato esse né? Vamos mudar de assunto.
Bill: E como ela era em casa nessa época? — Continuei perguntando mais e mais sempre com Bella tentando interromper. Ficamos ali por mais meia hora e deixamos a casa dos meus pais a caminho da dela, já que hoje eu voltaria pra casa a deixando com seus hóspedes.
Bella: Obrigada por me trazer aqui. Quer entrar? — Perguntou no espaço depois da porta onde havia um corredor para entrar realmente na casa. Era uma espécie de varanda só que um pouco mais fechada e com a janela da sala com vista para lá.
Bill: Obrigado mas, é melhor ficar em casa e ver se os G's não destruiram ela ainda. — Nós dois rimos, sua risada tão perfeita que parecia música para mim. — Não, mas preciso ajeitar tudo lá e falar com eles sobre a mini-turnê......falando nisso hoje faz um ano que passamos pelo Brasil com a turnê "Welcome to Humanoid City".
Bella: É verdade, pena que eu não pude ir.
Bill: Mas se você fosse naquele dia, eu a veria e com certeza ia errar as letras ou então nós brigaríamos de novo.......só que como era apenas um dia, nós correriamos o risco de não assumirmos nossos sentimentos e eu não teria você. — Ri e beijei seus lábios, explorando sua boca e me alimentando desse sentimento. Aquilo estava se tornando um vício para mim, mas esse nome lembra algo ruim....deveria descrever como uma cura. A cada beijo e cada vez que eu olhava pra ela ou lembrava que aquele ser me amava, meu coração acelerava e eu sabia que estava mais e mais apaixonado por ela.
Bella: Ok então, foi bom não ter ido.
Will: Sai da janela Vick, que coisa feia. O que está vendo? Bon Jovi está passando na rua pra você ficar tão curiosa assim? — Ouvimos a mãe da Merry avisando de dentro da casa.
Bill: Acho melhor eu ir antes que sejamos pegos e aí fica sem graça. — Ri e a beijei novamente descendo as escadas da "varanda" e indo em direção ao meu carro.
Bella: Tchau, Bill.....boa noite. — Disse ainda de lá e me soprou um beijo.
Bill: Boa noite, Bella. — Respondi devolvendo o beijo e ligando o carro para voltar pra casa.
Tom Pov
Merry: Tom? — Chamou enquanto eu dormia humildemente naquela poltrona de hospital que, para mim, era usada para tratamentos de alinhamento da coluna de tão dura e reta que era. — Tom? Tom acorda......
Tom: Tá bom, eu já acordei. — Segurei seus pulsos pra ela parar de me balançar. — O que foi?
Merry: O médico disse que logo sairei daqui e que você pode ir se quiser dormir. — Avisou. Puxa, e eu achando que ela ia dizer que me ama e que finalmente eu poderia....ah, deixa pra lá.
Tom: Eu disse que você sairia daqui rápido, se eu fosse você acreditaria mais em mim. — Essa frase teve um duplo sentido, eu acho.
Merry: Tudo bem senhor "Li uma revista e sei de tudo", mas obrigada de verdade. — Sorriu, agora queria me matar?
Tom: Por que está me agradecendo exatamente? Eu já fiz tanta coisa por você que nem sei qual delas você está agradecendo. — Falei e ela estapeou o meu braço. Da próxima vez vou vir de manga comprida só que com muito, muito ferro pra ela ver como é bom machucar os outros,
Merry: Como você é convencido, Tom. Pode parar com as piadinhas por um minuto e tentar me escutar por um minuto?
Tom: Ok, manda. — Desisti de brincar e falei sério.
Merry: Você está sendo um fofo comigo, Tom......não sei o que faria sem você. Obrigada pelo apoio e pela compreensão, gostaria estar deixando você parar de esperar, mas eu estou confusa e não sei se é mesmo o certo a fazer.
Tom: Tem certeza? Porque eu tenho certeza do que quero. — Me aproximei dela, sem armas ou tentativas que sempre uso para conquistar garotas, e percebi ela fechar os olhos quando cheguei perto de sua face. Fechei os olhos também e me aproximei ainda mais, roçando meus lábios nos dela......eram macios, perfeitos e muito mais do que pensei que seria, mas só pude sentir isso, pois algum idiota abriu a porta com tudo e nos afastamos tão rápido que nem o Usain Bolt ou o Dflash poderia ter nos visto tão próximos.
#: Devia ter batido? — Claro que sim imbecil! Não percebeu não as respirações diferentes, o disfarce dos dois olhando pra lados diferentes e.....Merry até pegou uma revista pra fingir que estava lendo
"Olha quem fala, você fingiu estar tocando guitarra!".....o que é isso? Invasão? Meredith esse é meu ponto de vista e sou eu quem decido o que eu fiz ou não....e é o costume.Merry: Reynolds? — Questionou....epa, quem é esse. Bom saber o nome, já nem gostei dele de cara......atrapalhar o clima, quem ele acha que é?
Reynolds: Que bom que está melhor, Mé. — Disse já entrando. Alguém te convidou? E Mé? Que apelido é esse, faça-me o favor.
Merry: Estou melhor, mas estou surpresa em te ver aqui.
Reynlods: Desculpem, eu atrapalhei? — Esse é o verdadeiro Sr. Óbvio. Cabelo loiro escuro penteado como os intelectuais usam, suéter azul e branco quadriculado e calça cáqui bege.
Merry: Não.
Tom: Sim e muito, cara. — Respondi junto dela.
Merry: Tom! — Me repreendeu. Achei que nesse país eu tinha a liberdade de me expressar de acordo com o que penso.
Tom: Tá, foi mal. — Ela piscou pra mim rindo. Agora vou ganhar pontos por bom comportamento? Dessa eu gostei.
Reynolds: Bom, perdoe-me não ter dito o meu nome.....sou Reynolds Garcia, ex-namoradoo e antigo amigo de Merry. — Estendeu a mão e ficou esperando eu fazer o mesmo. Olhei para Meredith e sorri, apertando a mão do cara com um pouco mais de força que o comum. Tava na cara que ele era um filhinho de papai que não tinha força o suficiente pra revidar aquilo.
Tom: Tom...Tom Kaulitz, é..... "amigo" de Merry. — Fiz questão de deixar o amigo bem suspeito só pra me divertir. Ele olhou pra mim meio desconfiado e com medo se virando para Merry. Como a Meredith teve a coragem de namorar um cara assim? Ele era pura porcelana e tinha uma cara de "não me trate diferente dos outros se não eu conto pro papai".
Merry: Como estão seus pais? — Ótimo, conversinha sobre a família do "almofadinha Júnior".
Reynolds: Estão bem, eles querem te ver em breve e não puderam deixar Nova Iorque no momento. Disseram pra eu mandar um beijo pra você e me pediram pra trazer essas flores — Eu ri, e ele entregando as flores. Qual é? Era óbvio, mesmo para o Sr. óbvio, que era apenas uma desculpa para as flores que ele mesmo comprou na tentativa de reatar com a Merry.
Merry: Algum problema, Tom? — Ela e o "pequeno príncipe" estavam me encarando.
Tom: Nenhum, podem conversar aí que eu vou fazer essa cruzadinha dessa revista aqui. — Disse segurando o riso e eles continuaram mesmo. Essa vai ser uma longa noite, a mais engraçada porém mais chata que terei.
Fale com o autor