Amor, Loucuras e Muita Diversão

17 Muitas coisas acontecendo- Irma F.


Notas iniciais
Oi meus fofinhos, como passaram de fim de ano? Que saudades insuportáveis que eu senti de vocês! Estou super feliz agora que minha net voltou e poderei postar mais vezes e ler seus comentários e as fics dos autores-leitores do Nyah.......primeiramente, como é o primeiro cap do ano, espero que todos tenham tido um ótimo Natal e um ano novo maravilhosamente perfeito. Neste novo ano, desejo que todos os seus sonhos se tornem realidade, mas que também tenham força, vontade, que batalhem pelo que querem sempre sendo iluminados com grandes ideias e proteção, sempre tendo alguém para apoiar nos momentos difíceis e os bons também. Lembrem-se, essa um amigo especial me disse: "Se podemos sonhar, por que não concretizar os sonhos?" entenderam? Sigam esse pensamento e o que acreditam, mas não irá cair do céu então, aproveitem tudo o que puderem e sejam felizes fazendo o que gostam e acham certo. BEIJÃO, boa leitura......

Pov Bella

Acordei com o sol atravessando a janela e iluminando o meu rosto. Me espreguicei e olhei no relógio despreocupadamente.....essa não, já são dez horas da manhã? Droga, dormi demais.....Will e Vick já devem ter acordado e os meninos podem ter tentado falar comigo. Me levantei rapidamente e fiz minha higiene matinal logo depois me vestindo, coloquei apenas uma bermuda jeans, uma camistea um pouco larga branca com detalhes preto imitando um macacão e meu all star, que eu nunca largo.

Bella: Bom dia, meninas. — Disse descendo as escadas e avistando Vick sentada no sofá assistindo TV e Will vindo da cozinha com um pano no ombro.

Vick: Bom dia, Bella.....dormiu bem? A noite pareceu ser bem....aproveitada ontem. — Sorriu maliciosa girando o corpo e ficando de joelhos no sofá enquanto eu ia em direção a cozinha.

Bella: Dormi bem, Vick.......e você? — Perguntei ignorando seu comentário.

Vick: Muito bem, o quarto que você arrumou tem uma cama muito macia. Merry deve se sentir bem morando aqui com você. — Comentou, agora não tendo problema de tocarmos no nome de sua irmã e tudo ficar quieto e pensativo.

Will: Bom dia, querida. Perdoe-me, mas precisei usar a cozinha e como vi que você não tinha acordado ainda....pensei em usar para adiantar o café. — Se desculpou. As vezes tia Will era formal demais até mesmo quando pedíamos para ela não ser formal, só que sua profissão dependia da etiqueta então.....

Bella: Não tem problema, agradeço por ter feito o café. — Caminhei até a cozinha onde ela estava. — Quer ajuda?

Will: Na verdade, você poderia chamar Vick e depois as duas me ajudarem colocar a mesa? — Pediu se voltando ao fogão e depois passando por mim até a mesa. Assenti com a cabeça e fui chamar minha "prima". Antes de voltar pra cozinha, verifiquei as chamadas perdidas e as mensagens, sendo que só essa última tinha algo não visto.

Bom dia amor, dormiu bem? Eu sonhei com você hoje, depois te conto direito como foi, mas queria saber se você vai fazer alguma coisa esta noite. Faz o seguinte, o almoço é com as suas hóspedes e a janta é por minha conta, ok? Depois me liga respondendo, hoje não poderei ir ao hospital, tenho que ir pra uma reunião com o David e os G's. Beijos, te amo!

Bill

Meu coração falhou uma batida e depois voltou com toda força possível, e aposto que meu rosto estava ruborizado agora mesmo. Será que enquanto estiver com o Bill, qualquer coisa que ele fizer vai me deixar assim? Ok, depois ligo pra ele avisando sobre minha decisão, mas vou esperar um pouco ainda. Havia outra mensagem, essa era.......da Merry! Que surpresa.

Oi amiga, tudo bem? Já sinto sua falta e estou morrendo de vontade de fugir desse hospital. A comida não tem gosto (e eu odeio sopa!), a TV só passa esporte (Tom que está se divertindo com isso), os médicos ficam alegres com a minha melhora mas quando pergunto se já posso ir eles simplesmente dizem que vou ter que ficar mais. Chatice, viu? Agora o pior de tudo é que Reynolds (lembra dele?), pois é, ele está de volta. Veio até aqui e não sei como....tá, na verdade eu desconfio da Vick, mas ele me encontrou e em um momento meio.....crítico. Agora imaginaa só, Reynolds e Tom no mesmo ambiente? Me salva Bella, quando puder venha pra cá e traga meus pais e minha irmã, por favor manda um beijo pra todos e outro pra você.

Merry :p

Essa Merry, eu ri com sua mensagem. Reynolds voltando e ainda com Tom na jogada? Isso não vai dar certo, preciso dar um jeito nisso logo.

Vick: Bella, a Meredith te mandou uma mensagem também? — Perguntou quando cheguei na cozinha e ajudei a arrumar a mesa.

Bella: Sim, pra você também? — Perguntei enquanto colocava a jarra de suco de maracujá em cima da mesa e o jogo americano apenas para garantir.

Vick: Um pouco mais cedo. Ela disse que estava bem, mas que não aguenta mais ter que ficar lá. — Murmurou quando sua mãe colocou as panquecas na frente de cada uma de nós.

Will: Eu conheço minha filha, ela odeia hospitais. — E se sentou ao lado da filha mais velha.

Bella: Ela contou mais alguma coisa? — Perguntei distraída mordendo um pedaço da panqueca.

Vick: Não, por que? Ela falou algo pra você? — Desconfiou e eu levantei meu olhar, tentando disfarçar.

Bella: Pra...pra mim? Ela queria ver vocês duas e disse que se pudermos é pra passar lá. — Falei e não era mentira, só oprimi uma parte....a do Reynolds. Isso me fez lembrar de quando Meredith me contou sobre ele.

Flashback on

Meredith tinha vinte anos e eu dezenove (ela é dois meses mais velha que eu) e enquanto voltávamos para a casa da tia Will, ela me contou sobre um cara que ela estava namorando.

Merry: Tenho que te contar uma coisa, Bella. — Fiz sinal pra ela continuar. — Estou namorando.

Bella: Que ótimo, amiga. Você parece mais alegre, mesmo. E quem é o cara? — Perguntei quando ela parou na frente de sua casa e um carro azul estilo Blazer parou e um cara loiro, não tão alto mas não tão baixo, de olhos mel puxados pro verde, vestido como os meus antigos vizinhos que jogavam poker e blá-blá-blá se vestiam, desceu do carro sorrindo.

Merry: Ele. — Disse indo em direção ao para mim desconhecido. Eles trocaram um rápido beijo e então ela o puxou na minha direção. — Rey, essa é Bella, minha melhor amiga.

Reynolds: Sou Reynolds, é um prazer te conhecer, Bella. — Disse beijando meu rosto. Ele era simpático e aos poucos se mostrou prestativo e responsável. Tia Will e tio Damon gostavam dele por isso, pelo seu jeito santinho de ser, pela boa lábia dele e por ele ser o que eles chamam de: genro de diamante.

Flashback off

Will: Bella? Querida, você quer mais panqueca? — Perguntou me trazendo de volta ao presente.

Bella: Ah não, tia. Obrigada, mas estou satisfeita. — Olhei pro relógio e marcava onze horas, ou seja, faltava cerca de trinta minutos para as visitas começarem pois hoje é o primeiro dia em que a norma entra em vigor. — Bom, se vocês quiserem ir comigo visitar a Merry, eu só vou arrumar aqui a cozinha e depois já vou. Podem indo se arrumando.

Vick: Ok, vai que aquele gatinho ainda está lá. — E correu para o quarto dando pulinhos de vez em quando.

Will: Essa Vick é mesmo muito....agitada. Ela é a mais velha, mas a que menos me deu trabalho com isso foi a Merry.

Bella: É, idade não é tudo. — Comentei e ela riu.

Will: Você também nunca deu trabalho, vivia aprontando por aí com os amigos da escola......só me lembro daquele menino bonzinho que você namorou. Qual era mesmo o nome dele? Chamava....... — Tentou se lembrar e nós respondemos juntas. — Tay.

Bella: Tay... é. — Confirmei.

Will: Nunca mais o vi. Vocês ainda se falam?

Bella: Ah tia, depois da faculdade cada um foi pro seu lado e agora eu estou com o Bill.....que na verdade sempre foi minha paixão. — Confessei e ela sorriu abraçando meus ombros.

Will: É mesmo, esse também é outro que você vivia brigando. Eu e sua mãe tínhamos certeza que tinha algo nesse ódio de vocês dois. Quando ele estava perto de alguma menina ou vocês tinham que ficarem perto um do outro, você fingia estar passando mal ou com fome só pra não ir lá. — Nós duas rimos.

Bella: Nem me fale disso. Tem ideia de que como foi difícil fingir pra minha mãe e convencer de que eu não podia ir? Teve um dia que eu até disse que não queria passar gripe para os meninos e ela me fez ir até lá com uma daquelas máscaras de hospital. — Ela riu e eu fingi incredulidade. — É sério, eles ficaram perguntando se eu tinha pegado alguma doença grave ou se eu estava fazendo estágio de enfermeira.

Will: Vocês aprontaram demais na infância, nós pais que o diga né? Bom, eu vou me arrumar, pode chamar quando quiser ir. — Assenti e terminei de arrumar a cozinha enquanto esperava as duas. Me sentei um pouco e logo tive que levantar para atender o celular.

Ligação on

Bella: Alô? -Atendi sem nem ao menos ver quem era.

Bill: Bella? Tudo bem? — Perguntou a voz doce e que eu amava do outro lado da linha.

Bella: Tudo e você, Bill?

Bill: Ótimo, ainda mais agora que você disse que está bem. Mas devido ao seu histórico, melhor eu conferir depois. — Ele riu e eu não pude deixar de acompanhar, mesmo porque sua risada tinha o efeito de nos fazer sentir vontade de rir também.

Bella: Você sabe que eu estou bem.

Bill: Tudo bem, eu acredito. — Paramos de rir e ele tomou fôlego. — Mas então, dormiu bem?

Bella: Sim e você?

Bill: Muito bem, como escrevi sonhei com você. Falando nisso, você vai fazer alguma coisa hoje a noite? — Questionou meio que tímido.

Bella: Não, a menos que você proponha alguma coisa. — Sorri divertida.

Bill: Nesse caso, quer jantar comigo esta noite? — Perguntou com a voz suavizada e sedutora.

Bella: Claro, sempre que quiser. — Respondi e sua respiração se acalmou.

Bill: Então eu passo aí na sua casa lá pelas oito horas, tudo bem? — Disse animado.

Bella: Está ótimo, mas que roupa devo vestir?

Bill: Nada muito formal, vou fazer uma surpresa pra você. Venha do jeito que quiser, fica linda em qualquer modelito. — Comentou e eu pude ouvir a voz de Gustav ao fundo.

Gustav: Bill, dá pra você parar de paquerar a sua própria namorada e voltar aqui, por favor? Ô cara, eu tô falando com você tá? Precisamos resolver uns pepinos por aqui e cadê o camaleão humano? Vem logo. — Bill ia responder quando Gustav pegou o celular dele. — Oi Bella, me desculpe interromper, mas você pode dar um jeito no Bill?

Bella: Pode deixar Gust, passa pra ele e você poderá contar com ele em menos de um minuto.

Bill: Você precisa de uma namorada, cara. — Murmurou antes de pegar o celular de volta. — Oi, desculpa pelo Gustav, ele anda muito solitário e entra em crise de vez em quando.

Bella: Não tem problema, então oito em ponto eu vou estar pronta pra você vir me buscar. Manda um beijo pra eles aí, vou passar no hospital ver Merry e tentar convencer o Tom a sair de lá um pouco.

Bill: Nesse caso, boa sorte. — Ele riu, um som extremamente agradável de se ouvir. — Manda um beijo pra todos aí também, te vejo mais tarde. Beijo, te amo.

Bella: Eu também, beijo. — E desligamos.

Ligação off

Vick: Own, que fofo! — Ela dava pulinhos em minha volta enquanto Will passava por ela e parava em frente a porta.

Will: Estamos todas prontas, podemos ir se quiser. Você fica muito mais feliz quando fala ou fica com esse rapaz, vocês ainda vão longe, viu? Guarde o que eu te disse. — E sorriu.

Bella: Tomara, tia.....tomara. — E pegamos o carro indo em direção ao hospital. Pelo caminho, as duas me contaram as novidades que aconteceram nesse tempo que ficamos sem nos ver.

Vick: Eu comecei a trabalhar na sociedade das nossas mães, acho que.....no ano passado. — Contou e eu sabia que teria mais, por murmurei um "Hm...." esperando o resto. — E está sendo muito bom, estou conseguindo pegar a manha de algumas coisas e tenho minhas duas vendedoras preferidas pra me ajudar.

Bella: Minha mãe falou que estava sendo ótimo pra ela te ajudar. Ela falou que você tem futuro nesse ramo, fiquei feliz por você. — Comentei.

Will: Já estava na hora da Vick arrumar o que fazer, e ainda mais mexendo com o que ela ama, que é a moda. — Falou e eu pude ver pelo retrovisor que ela acariciou o ombro da filha.

Vick: Quando a Merry sair de lá eu vou levá-la a vários lugares que conheci por aqui quando mamãe e David vieram pra cá comigo. — Olhei pra ela como quem não entendeu, quando o sinal fechou.

Bella: Vocês vieram pra cá? E nem passaram lá em casa? Minha mãe vai ficar uma fera, eu fico dois dias sem falar com ela nem que for pelo telefone e ela já me ameaça dizendo que vai me fazer voltar a morar com ela. — Brinquei rindo.

Will: Não, foi só uma passagem de menos de um dia. Nem tive tempo de ver minhas coisas aqui e.... — Tentou explicar, mas eu nem ligo de ter acontecido isso, as vezes não dá e ponto.

Bella: Tia, nem precisa explicar, né? — Cortei sendo muito clara com o que pensava. O sinal abriu e Vick falou.

Vick: E também, nosso guia foi o "amigo" da dona Will, que pra mim não é só amigo, mas que insistiu tanto que deixamos. — Falou como se fosse normal e a mãe a silenciou com as mãos.

Bella: Ah, então quer dizer que a tia tem um amigo íntimo aqui e ninguém me falou? Vai ver eu até esbarrei nele e não sabia. — Murmurei e vi Will ficar vermelha e pedir pra eu não falar.

Vick: Eu quero ser assim quando tiver a sua idade mamãe, fala aí.....bonitinho aquele David Jöst. — Eu gelei nesse momento. Seria possível minha quase tia conhecer o empresário da banda dos meninos?

Bella: Desculpe, você pode repetir o nome dele por favor? — Perguntei séria.

Vick: Ah Bella, você já tem o gato do Bill Kaulitz, ele é tudo de bom e você está querendo o quarentão da minha mãe? — Brincou, mas sua mãe não.

Will: David Jöst, ele é empresário de uma banda famosa mas eu não lembro o nome, pois eu estava muito atenta no.....cartão postal da cidade. — Disfarçou e eu ri, agora em menos choque.

Bella: Sei.....mas então, o David é o empresário do Tokio Hotel. — Elas me olharam sem saber o que falar. — É sério, vocês não sabiam? Você conhece o empresário da banda dos meninos, e nem percebeu.

Vick: Ai mãe, você nem me avisa que ele era empresário de alguém? Talvez eu soubesse, né.

Will: Engraçado, esse tempo todo nos falando e só agora percebi que ele é mesmo empresário dos garotos Kaulitz e dos G's. — Até ela com isso?

Bella: As vezes acontece isso de nem percebermos que estamos muito perto das pessoas que gostamos. Vocês estavam a apenas alguns metros de nós e ainda com os nossos amigos......é o destino, mesmo. — Concordei com a cabeça e o resto do percurso foi pura zoação vinda de mim e da Vick para o encontro da tia Will com o David.

Recepcionista(que eu logo saberei o nome se continuar visitando esse hospital): Bom dia, vieram para o horário de visitas? — Perguntou gentilmente, sem tirar os olhos da tela do computador.

Will: Sim, começa agora certo?

Recepcionista: Exatamente, mas.... — Olhou pra nós. — São parentes da senhorita Geller, certo?

Vick: Somos, fala logo o que aconteceu pra você estar nos segurando aqui. — Brigou impaciente.

Recepcionista: É que o limite de pessoas dentro do quarto é de duas, e consta no registro que duas pessoas estão lá. Desculpem, mas vão ter que esperar.

Bella: Faz um favorzinho pra nós, eu prometo que serão só cinco minutos e então descem três pessoas assim como as regras pedem. — Pedi e ficou claro a confusão em seu rosto.

Recepcionista: Não sei......prometem mesmo que só vão ficar cinco minutos lá? — Acenamos com a cabeça positivamente. — Ok, então só cinco minutos e ah, qual de vocês é Isabella Marrinson?

Bella: Eu. — Levantei a mão e depois completei. — Aconteceu algum problema com o convênio ou algo do tipo?

Recepcionista: Não, está tudo certo com isso.....é só que o doutor Lyoness queria falar com você urgentemente e como a consulta é apenas na semana que vem.....

Bella: Ah, eu o procuro quando voltar. Obrigada por avisar...cinco minutos. — Ri e segui as duas que já chegavam no corredor. Pode ser que seja com todo mundo, mas hospitais sempre me deixam com frio e, assim que entro em um deles, sinto calafrios irritantes percorrendo meu corpo desde as costas até a ponta dos pés.

Vick: Pensei que ficaria resolvendo seus assuntos lá na recepção até o fim da visita. — Brincou reclamando.

Will: Victoria! — Chamou a atenção.

Bella: Não faz mal tia, precisamos ir rápido pra tirar aqueles dois de lá. — Falei sem nem perceber o que fiz.

Will e Vick: Dois? — Perguntaram após se entreolharem.

Bella: Gente, quando chegarmos lá no quarto vocês vão entender.....agora, só não façam muitas perguntas pra Merry. — Pedi e elas concordaram. Seguimos o resto do caminho em silêncio e, quando chegamos, todos ficaram surpresos menos Tom, Merry e eu.

Reynolds: Senhora Geller? Victoria? — Murmurou surpreso. Pensei ter ouvido Tom murmurar um "Não, é a Madonna e sua filha." e não pude deixar de rir do comentário. Sabe, só agora percebi que Tom estava no meio de um monte de revistas de cruzadinhas.....acho que é esse o passatempo dele aqui.

Merry: Vocês vieram! Como passaram a noite? — Perguntou com um grande sorriso no rosto. Ela estava mais disposta, sua pele tinha o rubor natural de sempre normalizado, as olheiras que deixavam seu rosto mais cansado haviam diminuido sendo apenas uma leve sombra, seus cabelos estavam maravilhosamente brilhosos e seus poucos cachos ruivos estavam impecáveis. Um sentimento de dever cumprido transparecia das expressões de Tom, Will e minha.

Vick: Muito bem, dormi que nem uma pedra. — Comentou após todas nós cumprimentarmos Merry e terem ido ao canto onde Reynolds estava. Ele teria que esperar, pois a inquietação da caneta que Tom segurava me chamou atenção.

Bella: E aí? Não está cansado? — Perguntei me sentando ao seu lado e esperando ele responder. Tom abaixou a revista e me olhou sarcástico.

Tom: Não vai comprimentar o "mini Maurício"? — Perguntou irritado e meio que sem paciência, secamente.

Bella: "Mini Maurício"? — Assim que perguntei caiu a ficha. — Por que você está......

Tom: Não é óbvio? Merry vai brigar comigo se eu ofender o cara aí e isso é a última coisa que eu quero. — Respondeu com a voz um pouco mais "normal".

Bella: Ah, entendo o que está passando.

Tom: Não Bella, é pior. Pensei que você fosse amiga do......dele. — Cuspiu as palavras a contra-gosto.

Bella: E sou, mas depois eu falo com ele. Sabe, você pode até achar que ele é um cara chato ou até maurcinho, mas ele não é assim.

Tom: Acredito. — Riu. — Jamais que eu vou mudar minha opinião sobre ele, estava indo tudo bem sem nenhum problema e me aparece esse cara dando uma de coitado e tentando......tentando não, cobiçando......ah, você entendeu.

Bella: Tom, eu conheço tanto você quanto Merry. Ela não vai ceder ao Reynolds novamente e eu aposto tudo o que tenho contra você. — Ele se surpreendeu. — Você está com ciúmes, Tom e isso é novo pra você, certo?

Tom: Não....e-eu, eu não consigo engolir ele aqui e......a Merry e eu não temos nada pra eu ter ciúmes dela. E também eu estou ficando irritado com qualquer coisa depois de dois dias aqui dentro. — Disse despistando.

Bella: Chega, Tom. Você realmente acha que vai conseguir me enganar e convencer disso mesmo depois de não ter conseguido consigo mesmo? — Ele se calou, pensativo.

Tom: Talvez você tenha razão. — Ergui uma sombrancelha.

Bella: Talvez?

Tom: Tá, você está certa. — Nós rimos. — Mas eu não sei mais o que fazer, Bella.

Bella: Oh, precisa da minha ajuda?

Tom: Odeio ter que admitir mas, preciso sim. — Pediu encostando a cruzadinha.

Bella: Ótimo, qual a sua base?

Tom: Sobre o ciúme? — Assenti. — Nunca tive isso por motivos já conhecidos então, não sei bem o que fazer. Talvez jogar o Reynolds pela janela ou fugir pra qualquer lugar até a Merry sair daqui e depois conversar com ela ou então nunca mais vê-la.

Bella: Estou começando a concluir que você é um caso perdido. — Ele balançou a cabeça desaprovando.

Tom: Achou mesmo que é o que eu faria? Esse é um dos problemas, talvez o único, de ser sempre engraçado e fazer brincadeira com tudo. Ninguém leva a sério quando estamos fazendo ao contrário......é como se eu jogasse a resposta errada e você acreditasse só porque não estou rindo ou zoando alguém. — Senti pena dele, mas aquilo não era o fim do mundo.

Bella: Uma dica, que deveria ser mais um costume que infelizmente são poucos que seguem, seja você em qualquer lugar e com qualquer pessoa. Você estará sendo sincero com todos que te conhecem e com você também, criando uma involuntária confiança das pessoas por você. — Valeu mãe e seus livros de psicologia.

Tom: E eu sou, mas as vezes os outros que não me compreendem. E agora, tem resposta?

Bella: Não importa o que pensam ouu falam de você ou até mesmo se entendem ou não. Cada um tem seu jeito de interpretar as coisas, e você deve ser crítico apenas com o que acha que fez sem ser sua vontade....o resto fica para os bobos. — Encorajei segurando seus ombros e percebemos um olhar vindo de Reynolds.

Tom: Acho que o Reynolds está querendo falar com você..... — Me virei e ele segurou meu braço. — Mas antes só me responda uma coisa.

Bella: E você pergunte. — Brinquei e ele fez sinal pra ele esperar.

Tom: Todos os caras que a Merry namorou foram assim que nem o Garcia? Na verdade, quantos ela teve? Foram muitos, é? — O chamou pelo sobrenome ainda se sentindo desconfortável em falar aquele nome......

Bella: Isso vai fazer diferença? Você quer realmente saber ou vai querer cometer o mesmo erro do Reynolds no seu quase relacionamento com a Merry? — Joguei verde esperando ele captar, mas então complementei. — Se quiser conhecer o verdadeiro Mark Reynolds G.S. e não o que você inventou nessa sua cabeça movida a cegueira do amor, converse com ele.

Merry: Bella Marrinson, como pode não vir aqui me cumprimentar depois de todos esses anos indo em casa só por ir? — Chamou brigando comigo. Me virei pra Tom antes de voltar aos quatro que nos observavam.

Bella: Tenta, nem que for por uma vez, verá o que eu quero dizer. — E fui até eles, que nem estavam tão longe, julgando o tamanho do quarto.

Reynolds: Oi Bella, que saudade. — Me abraçou e bagunçou meu cabelo.... o mesmo de sempre.

Bella: Tudo bem? Faz tempo que não nos vemos. — Meredith puxou meu rosto fingindo me cumprimentar e falou em meus ouvidos.

Merry: Obrigada amiga, você me salvou dessa. Te devo uma, qualquer coisa é só pedir.

Bella: Será que já posso usar o favor hoje? Mais tarde? — Ela me olhou desconfiada e me soltou. Fiquei mais tempo ali ouvindo as novidades de Reynolds e depois ele, Tom e eu fomos expulsos alegando que cinco minutos já haviam se passado.

Tom: Ótimo....agora eu, que deveria ter previlégios por já estar desde a entrada da Merry aqui, tenho que sair do horário de visita sendo acompanhante. — Reclamou enquanto nós três caminhávamos até a saída do hospital.

Reynolds: Desde a entrada? Caramba, tem certeza que é só amigo mesmo? — Falou meio surpreso.

Bella: Talvez você devesse sair pra comer ou.....ah já sei, vai conversar com os G's e o seu irmão sobre a reunião. Não é bom você ficar se afastando do trabalho por muito tempo, e Merry vai ficar bem conosco.

Tom: Tá me expulsando? Não faz questão da minha presença aqui? — Brincou e cutucou meu braço. — Seria bom mesmo?

Bella: Vai lá, aposto que será rápido e nós cobrimos seu tempo com a Merry, ela vai entender. — Expliquei e entreguei as chaves do meu carro. Tom me abraçou erguendo meus pés do chão.

Tom: Obrigado e, qualquer coisa me liga. Valeu mesmo Bella, te devo essa. — Droga, falta mais quem dever pra mim apenas por um favor? Ele correu em direção ao carro do outro lado da rua.

Reynolds: Esse cara parece ser legal, mas acho que o santo dele não bate com o meu. — Comentou se sentando.

Bella: Como soube da Merry? — Mudei de assunto.

Reynolds: Tenho minhas fontes. — Disse rindo. — Brincadeira, a Vick contou pra uma amiga que por ironia do destino estava na mesma estação de trem que eu. Escutei sem querer a conversa e contei que conhecia a família, apesar que eu passei por um quiz de perguntas sobre os Geller antes, e então troquei a passagem vindo direto pra cá.

Bella: Ah, você já estava aqui em Los Angeles. Legal, parece enredo de filme......é bom você vir já que a Merry precisa de todos nós nesse momento. — Comentei.

Reynolds: E você Bell's, como anda a vida? — A pé? Coitado, deixa essa pra lá afinal ele é um cara legal e sincero.

Bella: Tudo ótimo, estou de férias no momento mas trabalho escrevendo colunas em uma revista. Merry está morando comigo e recentemente reencontrei velhos amigos, o Tom é um deles. — Comentei resumindo sem querer dar muitas explicações.

Reynolds: Legal, fiquei sabendo que de coração a senhorita também está ótima, na verdade mais do que isso. — Riu cutucando meu ombro.

Bella: Merry?

Reynolds: Não, foi a dona Will mesmo. Mas isso é bom, depois quero conhecer o cara...ninguém namora minha quase irmã sem antes eu aprovar. — Falou superior.

Bella: Pode deixar que não vai faltar oportunidade. Você pensa em ficar pra esse lado da cidade?

Reynolds: Ah sim, gosto daqui e da vida nessa parte. Fui pro outro lado apenas porque meus pais queriam que eu ficasse na empresa de lá, mas felizmente outro gerente está naquela cede e eu vou tentar encher a cabeça deles pra fazer uma aqui. — Esfregou as mãos como que aproveitando e desfrutando a situação.

Bella: E onde vai ficar até montar sua empresa aqui? — Questionei imaginando que em casa mal cabia eu e Merry e ainda mais com Vick e Will, porém eu nunca negaria moradia pra algum amigo meu.

Reynolds: Bom, até eu conseguir uma casa ou um apartamento por aqui, vou ficar com um primo meu que mora aqui com mais.....acho que três amigos. — Declarou e eu fiquei na minha, não querendo perguntar mais sobre isso. — Já tomou café?

Bella: Já, obrigada mas é melhor você ir tomar café. — Apontei e me levantei.

Reynolds: Não vou recusar essa oferta. Me acompanha? — Ergueu o braço esquerdo fazendo sinal pra eu passar.

Bella: Claro, afinal alguém tem que pagar. — Brinquei com a velha fama dele por causa de um único dia em que ele deveu o café que compramos em grupo.

Reynolds: Não não, dessa vez eu pago. — Disse andando junto comigo e continuamos conversando no caminho. Ele ainda é o mesmo, o cara sincero, generoso e amigável que as vezes exagera no ciúmes daqueles que ele ama.

Tom Pov

Tom:

Why cry, when angels deserve's to die. — Cantei junto a Serj do System enquanto ouvia "Chop Suey!" pelo cd que Bella tinha no carro. Começou a tocar "B.Y.O.B" e foi minha deixa pra aumentar o som. — Muito fo...ferrado esse riff.

#: Tom. — Alguém me chamou no banco de trás do carro. Me virei e dei de cara com uma garota com olho de mangá e com um sorriso enorme no rosto me encarando.

Tom: Da onde tu saiu criatura? — Perguntei indignado. Primeiro, como ela sabia que eu ainda estava no hospital desde o primeiro dia? Segundo, como ela entrou no carro? Terceiro e não menos importante, como ela sabia que eu estava no carro se nem meu ele é?

Garota: Ah, eu te vi e entrei pela porta de trás. Depois foi só bater a porta junto com você Tomzinho, tudo questão de sorte e planejamento. — Sorriu como se tivesse acabado de descrever o plano menos diabólico e digno de serial killer do mundo.

Tom: Ah tá, quer dizer que invadiu o carro que nem meu é. Não tem medo de ir parar na justiça com um processo meu?

Garota: Não, você não vai me processar...e eu sou menor de idade. — Disse naturalmente. Cara, essa menina tá me dando pavor.

Tom: E o que te faz pensar que não vou fazer isso, meio metro? — Zombei fazendo o tamanho dela nos dedos.

Garota: Tenho te observado nesses últimos dias e, comparados aos anos que te observo, você está muito mais sentimental e agora pensa suficientemente muito pra tomar a atitude certa. — Tenho uma fã-espiã e nem sabia.

Tom: É? Você acha mesmo?

Garota: Claro Tom. Olha....quando sai do hospital, não vai direto fumar como sempre faz quando está ansioso e sim, fica sentado tomando ar. Quando vai beber água, ah esse eu nem preciso dizer.....você buscou esse líquido e não uma bebida qualquer pra relaxar. Seu sorriso está mais sincero e você agora fica brisando com cara de bobo as vezes.

Tom: Pode até ser, mas não mudei. Continuo o mesmo Tom engraçado e malandro.

Garota: Eu não disse que você mudou, só disse que agora ao invés de fazer algo de cara sem pensar, você usa o único segundo pra pensar nas hipóteses. Você continua o mesmo cara bagunceiro e desleixado mas agora tem muito mais virtudes. — Disse com orgulho de si. — E eu aposto que está apaixonado.

Tom: Quem, eu? Ficou maluca? Tom Kaulitz nunca se apaixona e....

Garota: Não é o que seus olhos e coração dizem. — Falou séria e confortavelmente calma. — Não tente enganar os outros, Tom. Até você já se convenceu que essa história de "Tom Kaulitz nunca se apaixona" é furada. — Imitou, ou melhor, tentou imitar minha voz.

Tom: Ok, você venceu.

Garota: Está apaixonado mesmo? — Perguntou cheia de esperança.

Tom: Não foi isso que eu disse, só estou confirmando que não vou enganar os outros com algo que eu sei que não é.

Garota: Tecnicamente você acabou de confessar que está gostando de alguém. — Sorriu vitoriosa.

Tom: Tá bom senhorita sabe tudo, aliás qual o seu nome mesmo? Eu não escutei quando disse.

Garota: Nem eu, porque eu nem falei o meu nome..... — Fuzilei ela com os olhos. — Ok, ok me chamo Irma.....Irma Frenkfill.

Tom: Ah tá, agora entendi o por quê da sua visitinha aqui.

Irma: E qual seria, Tom? — Questionou rindo.

Tom: Se eu buscar Irma Frenkfill em qualquer lugar, podem responder que é uma garotinha que gosta de estudar, de moda e de seus três gatinhos.....mas, se eu buscar Irma F. vou achar a presidente do fã clube número um do Tokio Hotel. — Desvendei e ela ficou surpresa.

Irma: Tá, como você sabe? — Me desafiou e eu ergui uma sobrancelha esperando ela chegar em uma conclusão. — Ah meu Deus, você viu o site? Vê os movimentos do fã clube.

Tom: E pra que eu teria um sem nem ao menos ver as atualizações? — Sorri e ela pulou no meu pescoço mesmo estando no banco de trás. — E aí, é divertido falar comigo de vez em quando?

Irma: Você é maravilhoso, Tom. É esperto e um gênio da guitarra, mas as vezes exagera na vida pessoal e, agora, está muito mais divertido. — Sorriu.

Tom: Tem certeza que nunca achou estranho as perguntas de um tal de T.Best? — Ela me olhou confusa e como nos animes quando desce aquela gota do lado dos olhos do personagem, tipo "Eu mereço". — Ok, eu era um pouco convencido na época em que me cadastrei no seu site, mas....

Irma: Não diga, sério que era você? — Surpreendeu-se.

Tom: Depois eu que não presto atenção. Onde você mora, meio metro?

Irma: Eu moro duas ruas abaixo da sua e, pode até ser divertido pra você, mas esse não é o meu apelido. — Dei partida novamente e murmurei.

Tom: Prefere Irma F? — Lembrei da risco que corria zombando dela. — Só te peço uma coisa: não conte e nem poste nada sobre o que eu te falei.

Irma: E o que ganho com isso? — Menininha chantagista essa.

Tom: Qual é? Só de me encontrar e eu ter um cadastro no seu fã clube, já não tá bom não? — Comentei. — Tudo bem, eu serei sua fonte sobre as novidades da banda e....não acredito que vou falar isso, pode me considerar seu amigo. Quando precisar é só me ligar. — Anotei meu número em um papel e entreguei pra ela.

Irma: Ai, que máximo. Obrigada Tom!! — Beijou minha bochecha.

Tom: Agora vou te levar pra casa porque depois tenho que conversar com os caras sobre uma reunião que faltei.

Irma: Me avise se der em algo interessante. Valeu, Tom. — Abraçou meu pescoço e saiu do carro. Acenei enquanto ela esperava a porta se abrir, depois de ter chamado os pais, e ela acenou de volta. Cara, crianças são mesmos os inocentes merecedores de toda atenção doas adultos e de todas criaturas da terra, são muito fofas. Esperei ela entrar e sai, antes que seus pais desconfiassem de mim.

Tom: Babá de criança.....só o que me faltava. — Balancei a cabeça continuando o caminho em silêncio apenas curtindo o "passeio".

Bill: E aí, mano? Esqueceu o caminho de casa? — Cumprimentou, meu querido irmão quando eu entrei em casa. Seu rosto estava meio amassado, sinal de que a

ciesta tinha sido tirada, vestia uma camiseta cinza normal e uma calça de moletom básica. Logo que entrei na sala, já vi Gust e Georg jogando salgadinhos um no outro.

Tom: Responda você, seria melhor eu ter esquecido? — Perguntei sendo atingido por uma das munições de um dos dois guerreiros.

Bill: Ah relaxa, Tom. Eles só estavam tentando fazer o tempo passar rápido. — Murmurou se sentando com uma lata de refrigerante em uma mão e o controle da televisão na outra. Sério, se não sou eu nessa casa, ninguém mais faz coisas legais por aqui.

Tom: Vocês podiam dar uma caminhada pela manhã, sair com os cachorros....tá aí, vamos andar de bicicleta pela parte iluminada da praia hoje a noite?

Bill: Ah não, outro dia, hoje não.

Gustav: Fala, Tom. Tudo bem? — Cumprimentou do sofá, pulando por cima do próprio e batendo a mão na minha.

Georg: Oi, Tom. — Disse reservado, ainda tentando acertar salgadinho no Gust. Joguei as chaves no sofá, ao lado de Georg, e coloquei a jaqueta na cadeira mais próxima, me jogando na própria que parecia incrivelmente macia comparada com a pedra do hospital.

Gustav: Comprou um Porsche e não me chamou pra dar uma volta? — Olhei pra ele, levantando a cabeça e abrindo os olhos, e avaliei sua expressão de urso.

Tom: Não, você não faz o meu tipo. — Georg, meu grande companheiro nas brincadeiras com os outros, riu como uma hiena.

Bill: Bella te emprestou? — Concluiu, agora com atenção ao assunto.

Tom: Foi, ela ficou lá acompanhando o mauricinho. — Vai demorar pra chamar ele pelo nome.

Georg: Mauricinho? Mais um parente da Merry? — Agora os três estavam prestando atenção no que eu estava falando.

Tom: Não, esse é amigo......e chato, mas ninguém me deixa zoar ele. O cara parece mais um dos rich boys do Bully ou então, um play-boy acostumado a ter tudo na mão, fala como se fosse um lorde da Inglaterra e tem um péssimo gosto pra roupas. — Reclamei e Gust riu.

Gustav: Engraçado, parece a primeira impressão que meu primo sempre causa nas pessoas. — Riu divertido. — Ah, falando nisso esse meu primo vem ficar aqui por uns dias, tá? Só pra avisar.

Bill: Hóspede por uns dias? Recebemos com o maior prazer, mas não poderemos ficar mostrando ponto turístico e blá-blá-blá. — Resmungou. Engraçado, ele estava querendo se livrar de tudo hoje?

Georg: Com a nossa sorte, seu primo vai embora logo no dia que a Merry sair do hospital e for a apresentação no CamLee. — Disse virando o rosto por alguns segundos antes de voltar pra TV de novo.

Tom: Bom, quando ele chega Gust?

Gustav: Ele disse que estava chegando lá pela hora do almoço, mas que tinha alguns assuntos pra resolver e dependendo de tudo, chegaria de noite. — Explicação detalhada essa, eu só pedi o horário.

Tom: Ok, vou tomar um banho e depois quero saber no que deu a reunião. — Subi as escadas e lá de cima avisei. — Temos um novo parceiro na internet, mas depois conto quem é.

Bill: Ele tava no hospital ou foi vender nossos contratos em um evento para artistas aposentados? — Questionou e eu ouvi.

Tom: Eu tava no hospital de artistas aposentados e adivinha quem tinha um quarto reservado na ala de artistas aposentados por invalidez de voz? — Ameacei antes de chegar ao meu quarto. Entrei no banho após separar uma roupa confortável, pois logo voltaria ao quarto vinte e três, o que significa que terei um lugar horrivelmente ruim pra ficar mas que todo o tempo gasto ali valeria a pena. Sai e observei meu quarto, o mesmo que eu larguei a quase três dias completos pra ficar em um outro mil vezes menos confortável que esse.

Georg: Tom. — Bateu na porta umas dez vezes seguidas. — Tom, você tá aí?

Tom: O que foi? — Perguntei após abrir a porta.

Georg: Sally e eu vamos sair e pensei que ficaria chateado se eu não te avisasse. Bom, está avisado. — Bateu a palma da mão no meu ombro esquerdo.

Tom: Sem problemas cara, divirtam-se. — Bati de volta e ele desceu as escadas mais solto do que o normal. Nunca vou entender como Georg parece ser tímido e agitado ao mesmo tempo, ele aparenta ser suave e calmo mas é muito mais agitador que eu. As aparências enganam, como é aquele ditado? Não julgue o Georg pela cara? Fico feliz por ele e por Sally, se não me engano hoje faz cinco anos que eles namoram. Ah não, é por isso que ele veio aqui. Olhei no calendário e confirmei o que já desconfiava. — Droga.

Desci as escadas voando e cheguei na porta antes do Georg sair. Todos ali me olharam com cara de " O que ele bebeu?".

Tom: Esperem, vocês dois. — Chamei.

Sally: Oi Tom, treinando pra maratona? — Brincou divertida como sempre.

Tom: Não neste ano, mas é que não queria que vocês saissem sem antes os parabéns do padrinho de namoro de vocês. — Murmurei abraçando a namorada de Georg.

Georg: Uffa, achei que tivesse queimado o chuveiro.....brincadeira cara, obrigado. — Passei do abraço em Sally ao bate-bate de ombro com Georg.

Sally: Nunca perdoaria se você não nos desse parabéns, Tom. — Claro, foi praticamente eu quem iniciou o namoro dos dois.

Georg: Pensei que tivesse esquecido.

Tom: Não, cara, esqueço a data de um show mas isso nunca.

Sally: Vamos, Georg? Desculpe Tom e meninos, mas se não formos serão sete anos de azar. — Ergui uma sobrancelha em sinal de dúvida.

Georg: Dona Holly e suas manias. — Era a mãe de Sally. Dei passagem para os dois e os observei saindo.

Gustav: Mas então caras, o que vamos fazer?

Bill: Mais tarde tenho que buscar Bella porque combinei um jantar com ela. — Murmurou atento ao seu novo passatempo de fazer círculos com as pontas dos dedos no sofá.

Tom: Vão sair é? Tá aproveitando antes dos shows fora do país chegarem?

Gustav: Sei não ein, acho melhor eu e você Tom, acharmos outra coisa pra fazer. — Riu e cutucou o ombro de Bill que forçou um suspiro pra não rir de nós. — Pra onde vão?

Bill: Não sei ainda, talvez um restaurante bem de crítica por aqui mesmo.

Tom: E por que não faz aqui mesmo? Em casa?

Gustav: É, bem melhor do que em restaurante. Nenhum dos dois está apto pra sair e se acabar em boates, porque eu sei que seria o próximo passo. Estamos todos nos recuperando do baque da Merry, e é bem melhor ficar aqui e curtir um filme depois da janta.

Bill: Uhum, e seu primo? Você disse que ele chega de noite. — Perguntou nos fazendo lembrar desse pequeno detalhe.

Gustav: Ah, sem essa cara. É por uma boa causa, considerando que todos nós estávamos esperando você arranjar uma namorada há séculos e isso merece uma folga de vez em quando, levo meu primo pra jantar ou invento outra coisa. — Agora os dois olham pra mim, como se eu fosse a única questão não resolvida.

Tom: Que foi? Querem saber onde vou ou o que vou fazer pra dar privacidade ao "finalmente" do Bill? — Disse e ele mesmo me atrapalhou.

Bill: Não tem nada de "finalmente", caro irmão, apenas vou jantar com Bella e Gust está dizendo que depois de tanto tempo, acha melhor dar espaço e ajudar antes que tudo aconteça. O que seria impossível. — Murmura como se aquilo fosse gerar uma magia negra que logo acabaria com seu namoro. Acho que ele está lendo muito "Os Imortais".

Tom: Ok, me convenceu. E eu só ia dizer que vou voltar ao hospital de noite. — Completei deixando transparecer um pequeno riso.

Gustav: Eu até poderia te acompanhar, mas já disse que não vou ficar indo ver a Merry, mesmo ela já estando melhor, em uma cama de hospital cheia de fios monitorando ela. — Bill lançou um olhar de dar medo pra Gust, que se arrependeu e suspirou.

Bill: Não é assim, Gust. Todos aqui torcemos por ela e, acredito eu, que logo teremos a alegria dela nessa casa e em nossas vidas novamente. — Depois chegou perto de mim e murmurou, não se importando se Gust estava ouvindo ou não. — Eu vou ficar atento ao telefone e qualquer coisa que precisar.....qualquer coisa mesmo, você pode me ligar.

Tom: Tudo bem, vou cobrar então. — Brinquei e o clima melhorou. Meu irmão e um dos meus melhores amigos, estavam ali e eu sabia que poderia contar com eles pra tudo. Apesar de ter a ideia de Merry fora do hospital fixa, ainda me incomodava falar sobre isso, então procuro sempre transparecer uma calma e atenção quando falam sobre isso. É melhor pra mim, é melhor pra ela e pra todos que estão envolvidos nisso.

Bill: Bom, você queria saber sobre a reunião que o David tinha comentado, certo? — Fiz que sim com a cabeça e ele continuou. — Ele falou sobre as locações, o palco e o repertório dos shows. O Georg deu uma ótima ideia pra gente........ — E continuou contando tudo o que sabia e entendeu da reunião, com a ajuda de Gust. Quando terminaram, pedi licença (que isso, acho que toda minha educação resolveu fazer efeito só agora) e fui pro notebook dar uma olhada na página de Irma.

Fotos da banda, fotos individuais, músicas recentes e antigas, entrevistas e vídeos, premiações e instrumentos, camisetas e acessórios, perfil de cada um, agenda de shows,horóscopo (até isso?), blá-blá-blá....ah, novidades. Entrei e comecei a ler os mais recentes, mas o que mais me importava era o último postado.

Queridos leitores e fãs de TH, é com muito prazer e satisfação que comunico a vocês que, a partir de hoje, o site terá uma fonte muitíssimo confiável sobre as novidades de nossa banda preferida. Todas, todas mesmo, matérias serão editas com o pedido de aprovação dessa fonte e teremos um contato maior entre leitor e escritora, sendo assim um blog feito por todos nós (o que não acontecia desde a época em que um usuário, sem comentar nomes, constestou uma reportagem dizendo que Tom Kaulitz não tinha bebido um pouco a mais na festa de premiação na Alemanha)......sem mais, tudo é feito para o divertimentos e informação de todos que estão lendo isso e passam para ver o site.

Irma F.

Tudo isso junto a uma foto da demoníaca escritora mirim, que tive a sorte (ou não) de conhecer, acenando o que, pra mim, mais pareceu uma saudação extraterrestre do que humana.

Bill: Vendo fofocas? Que feio, Tom. — Brincou, me assustando. Sério, quase pulei da cadeira e me joguei no pescoço dele.

Tom: Não é desde que seja sobre nós.

Bill: Então deve ser o site que virou nosso pareceiro, certo? — Questionou puxando uma cadeira pro meu lado. Ele não sairia dali tão cedo.

Tom: Sim e não, vocês ainda têm que conhecer a criatura dona disso e depois aprovar o acordo, mas não fala pra ninguém porque eu não avisei isso ainda. — Comuniquei imaginado a pequena exterminadora do futuro com um raio de calor saindo dos olhos, correndo atrás de mim com um contrato na mão.

Bill: Nem precisa, confiamos em você. Além do mais, você não colocaria nossa banda em mãos erradas. — Mas se arrependeu no mesmo instante ou apenas tentou me testar. — Colocaria?

Tom: Claro que não, nem passou pela minha cabeça isso. Mas, o novo parceiro não tem....digamos, uma idade muito normal pra essas coisas.

Bill: O que pode ser ruim? Tem mais de duzentos anos? Porque só assim pra não ter, e mesmo essa eu duvido muito, idade pra fazer negócios. — Encarei ele incrédulo.

Tom: Sério? Você acha? — Ele concordou com a cabeça. — Ok, é uma garotinha de doze anos.

Bill: Doze? Vai dizer que é a....

Tom: Irma F., isso mesmo.

Bill: Uau, essa foi mesmo muito surpreendente. Como encontrou ela? O que você pediu em troca da parceria? E o mais importante, o que ela quer de nós? — Tive que contar tudo, até a parte da invasão no carro de Bella, essa parte sendo a mais engraçada pra Bill.

Tom: E então, não tinha que sair pra buscar a Bella? — Questionei lembrando meu irmão, que quase caiu pra trás quando olhou no relógio. — O que foi?

Bill: Faltam vinte minutos pras oito, e isso significa que estou mais do que atrasado. — Disse correndo pro quarto dele, voltando meio segundo depois pra pegar o celular.

Tom: Dá pra relaxar? Faz o seguinte, se veste, liga pra Bella, e depois arruma o que quiser por aqui. Vou chamar o Gust pra ele ir comigo até o hospital antes de sair com o primo......tá aí ainda? Vai meu filho, tem tempo mas não tanto assim. — Disse descendo as escadas e o deixando pra trás, puxando a chave do criado-mudo com um movimento rápido.

Gustav: Vai sair? — Perguntou inclinando a cabeça para trás, no sofá.

Tom: Negativo....vamos sair. Bill está desesperado com o encontro, contando que faltam vinte minutos pra isso, e como prometemos vamos sair pra dar privacidade aos dois. Topa passar no hospital antes de ir com o seu primo.

Gustav: Eu vou mas não quero entrar. — Avisou se levantando e me seguindo.

Tom: Tudo bem, eu não pediria isso a você e acredito que Merry também não. Vamos. — Chamei e entramos no carro, seguindo para o hospital. Estava torcendo para que as coisas saiam conforme o planejado e até melhor, tanto pra Bill e Bella quanto pra mim e pra todos que nos cercam. Era algo inevitável, assim como meu sentimento pela Merry que a cada dia aumenta mais e mais sem ao menos me perturbar.

Notas finais
O próximo pov será de quem? Quem seria a não ser nosso guitarrista (que também canta e toca outros instrumentos) mais galã e engraçado? Tom Pov com muita diversão e conversas sérias, já que "Merry e a saída do hospital" está próximo e devemos ver o que queremos já faz um bom tempo, ou será que não? Bárbara, amiga do coração, beijão especial pra você e não suma ou tente me achar, porque agora voltei ein......bjs,bjs,bjs,bjs pra todas vocês cutes!!!!!!!!!