Amor, Loucuras e Muita Diversão
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Notas iniciais
Bella Pov
Quase nem ficamos no quarto da Merry, quer dizer nós eu e o Bill, porque o Tom não quis desgrudar dela nem um segundo. Espero que o médico esteja mesmo certo e que ela volte a andar e movimentar as pernas, sei que devemos tirar disso uma lição mas não é justo que ela fique assim por culpa daqueles nojentos repugnantes. Sai dali com Bill e fomos até a cafeteria já que o nosso café da manhã não teve chance nem de mostrar a cara quando Tom nos enviou a mensagem.
Bella: Não dormiu? Por que quando eu perguntei você disse que tinha dormido?
Bill: Fácil, resposta inversa pra não te preocupar. — Respondeu com o ânimo melhor agora.
Bella: Por acaso você está tentando se vingar? Responda Bill Kaulitz. — Pressionei brincando.
Bill: Depende do ponto de vista, mas foi apenas uma coincidência muito grande. Costumo me vingar em moeda diferente. — Respondeu e riu, pagando ao atendente que deixou em cima do balcão dois cappuccinos e dois lanches naturais....comida de porta de hospital, tudo saudável e envolvido em inúmeras camadas de plástico só pra proteção.
Bella: Que bom que a Merry saiu do coma né? Fiquei muito preocupada depois do que o médico me disse, as consequências são horríveis dependendo do paciente. — Comentei tomando um gole do cappuccino e olhando pra Bill, que estava intertido com o papel do lanche.
Bill: Ela teve sorte, já vi muita gente morrendo por estar em coma. Só espero que com a fisioterapia ela volte a andar. — Disse dando uma mordida no seu lanche.
Bella: É, vai ser duro pra ela e pra nós. — Comentei meio que como um pensamento.
Bill: Queria poder voltar no tempo e tirar vocês duas daquele beco ou então ter ido com vocês, talvez eu pudesse evitar tudo isso. Essa tristeza geral e o ar de preocupação me mata sabia? É por isso que eu procuro sempre estar rindo e vendo o lado bom das coisas, prefiro deixar os conflitos pra depois. — Falou do nada, o que me fez olhar pra ele e apenas balançar a cabeça em sinal de entendimento. Terminamos o café em silêncio e só falamos quando o atendente nos chamou atenção.
Atendente: Senhores, acho que aquelas duas moças estão chamando vocês. — O rapaz disse apontando pra duas mulheres atrás de nós. Eram Will e Victoria Geller, mãe e irmã de Meredith.
Will: Oh Bella, estou tão feliz em te ver novamente. — Disse minha "tia" de cabelos ruivos e curtos, bem vestida e de pele clara vindo até mim.
Bella: É bom te ver também tia, só não queria que fosse nessas circunstâncias. — Disse me afastando após o abraço cheio de saudade e, do dela, uma sensação de pedido de ajuda ou força.
Vick: Oi Bella, quanto tempo, amiga. Aposto que nem me reconheceu. — Disse com seu jeito "mundo de Vick" de ser, após um abraço balançado e um arfar de insatisfação vindo dela.
Bill: Oi, eu sou Bill Kaulitz. — Disse estendendo a mão primeiro pra Will e depois pra Vick. — Sou amigo da Merry e estou feliz por terem vindo, Bella me contou sobre vocês e as boas lembranças que compartilham. É bom....
Vick: Você é mais bonito pessoalmente. — Comenteu avaliando Bill dos pés até a cabeça.
Will: Victoria Geller, isso é jeito de se cumprimentar um rapaz? Desculpe Bill, mas ela é assim mesmo, espero não ter encomodado. — Bill apenas riu de leve e continuou.
Bill: Como eu dizia, é bom conhecer vocês. Será ótimo pra Merry ter vocês aqui. — Ele parou e pensou um pouco. — Ah, obrigado pelo elogio.
Bella: Vick é sempre Vick. — Murmurei e Will riu.
Will: E então, os médicos estão deixando fazermos visitas ou como é que é? — Questionou gesticulando com as mãos, típico dela que sempre inventa novos sinais pra identificar coisas ou frases. É como se ela tivesse uma linguagem própria.
Bella: Eles começaram a deixar visitá-la só agora, aposto que vão deixar vocês duas entrar sem o menor problema.
Bill: Disseram que só faria bem pra ela. Podemos ir indo? — Perguntou e depois se virou pra mim. — Acho melhor deixarmos elas verem com seus próprios olhos a novidade.
Bella: Isso, elas vão adorar. — Murmurei e nos viramos pra elas de novo. — Venham, nós mostramos o caminho só que apenas vocês vão visitá-la, tudo bem? O médico prefere poucas pessoas na sala. — Avisei e apontei pra elas irem ao nosso lado.
Vick: Odeio hospitais, eles cheiram a medicamento e transmitem um sentimento ruim pra quem passa por ele. — Comentou e então se colocou ao lado de Bill com um andar de quem quer ir se aproximando cada vez mais. "Merry desculpe, mas acho quue vou ter que bater na sua irmã aqui", pensei mas depois deletei o pensamento afinal ninguém disse a elas que Bill é meu namorado. Will foi do meu lado esquerdo, já que o direito tinha o braço de Bill roçando o meu, e começou a contar as novidades e a lamentar o que aconteceu com Merry.
Will: Mas, apesar de tudo, sei que minha filha vai sair dessa bem. Meu coração de mãe sente que ela já está melhorando. — Comentou e eu ri, imaginando que ela nem sabia o quão certas estavam suas palavras. Engraçado, esse negócio de sexto sentido de mãe funciona mesmo, a minha vive me ligando quando eu passo mal ou fico alegre sem ao menos eu avisá-la. — Você ri? Espere até ser mãe e verá como é ter pressentimentos sobre seu filho.
Bella: Deve ser angustiante mas muito bom quando podemos ter certeza do que está acontecendo com o filho.Nunca tinha pensado nisso até você falar, tia. — Disse e imaginei como seria. Dada as atuais circunstâncias, me imaginei correndo atrás de um garoto de cabelos castanhos claros, olhos da mesma cor e bem vivos, nariz delicado como o de Bill, o formato do meu rosto e o sorriso dele também. Por um momento isso pareceu tão real que só voltei ao presente quando ouvi Bill pigarrear um pouco. Quando olhei pro seu rosto ele estava um pouco desconfiado. Deve ter pensado no mesmo que eu e se assustado, também como eu.
Bill: Um pouco cedo pra pensar nisso, não acha? — Perguntou causando um ponto de interrogação nas duas que nos seguiam. — Quer dizer, não importando a hora é sempre uma dádiva sagrada, mas você pensa em ter agora? — Perguntou reformulando a questão.
Bella: Não sei, o que você acha? — Uma ruga em sua testa se formou e depois ele sorriu pra mim.
Bill: Todo tempo é tempo, não importa o ano, dia ou hora, devemos amá-lo quando vier. Só isso importa, certo? Respeito sua opinião, mas essa é a minha.
Bella: Que bom, porque é a mesma que a minha. — Ele riu e passou os braços em volta do meu ombro.
Vick: Que papo mais estranho, não entendi bulhufas. — Disse criticando nossa conversa, mas não tentou perguntar ou fazer menção do assunto até chegarmos na recepção. Lá passamos os crachás para as duas e demos as instruções.
Bella: O quarto dela é o vinte e três, fica naquele corredor na direção direita....mais precisamente o penúltimo quarto do corredor antes da emergência. — Fui falando enquanto elas associavam as informações.
Bill: Não se assustem caso vejam um cara lá no quarto dela, é meu irmão Tom. Espero que consigam fazer Merry ter mais força de vontade e melhorar. — Quase pediu, mas saiu como uma afirmação mesmo.
Will: Muito obrigada vocês dois, minha filha ainda vai agradecer muito por ter dois amigos como vocês. — Disse e começou a andar após olhar nos nossos olhos.
Vick: Minha irmã tem sorte mesmo, vejo vocês mais tarde. — E correu atrás da mãe. Respirei fundo e percebi Bill rir e soltar um suspiro. Sentei ali mesmo naquela cadeira dura e desconfortável.
Bill: Esqueci de te contar, a banda vai fazer uma pequena turnê em alguns países que não receberam a "Welcome to Humanoid City". — Contou se sentando ao meu lado.
Bella: Sério? Que legal, mais pessoas terão a chance de ver aquele espetáculo maravilhoso....epa, mas isso quer dizer que vamos ficar separados por um tempo? Mas já? — Disse após pensar nessa situação.
Bill: Não necessariamente, você pode vir conosco. Pode ficar com a gente nos lugares onde formos, mas também não sei quais seriam seus planos pra férias.
Bella: Ah, uma viagem pra fora do país não era meu principal plano. Tem meus pais que sempre reservam das minhas férias umas semanas pra fazer programas de família, tem meus outros parentes que as vezes aparecem de surpresa e a Merry, que com certeza vai precisar de mim quando sair daqui. — Listei os motivos e pensei ter percebido um tom de desapontamento vindo do suspiro de Bill. — Ah, desculpa amor, mas não vai faltar oportunidade e de qualquer jeito não é hoje que você vai pra outro país mesmo.
Bill: Não é hoje mas é semana que vem, Bella. — Comentou ainda chateado. — E, não é por você não poder ir, mas porque eu não queria ficar longe de você tão agora, entendeu? — Murmurou abaixando a cabeça e eu cheguei mais perto erguendo sua cabeça ao subir meus dedos embaixo de seu queixo.
Bella: Awn, não fica assim não. Prometo que até lá nós fazemos algo, só nós dois nem que seja um jantar ou um cinema. — Prometi e sua expressão se alegrou. Depois ele olhou para os dois lados e voltou o rosto pra mim, puxando meu queixo para perto do seu e depositando um selinho quase beijo.
Bill: Eu já te disse que está muito linda hoje, senhorita? — Perguntou com um sorriso malicioso, colocando o queixo no meu ombro e ainda me abraçando. Fiz uma pequena inspeção na minha roupa e ri quando terminei. Eu estava com um tênis all star preto, uma calça jeans justa, uma baby look vermelha e branca do "The Cure" e uma jaqueta fina, aberta e também preta.
Bella: Não, mas nem preciso dizer que é sempre bom ouvir,ainda mais vindo de você? — Ele riu, de modo que seu sopro fez cócegas na pele do meu pescoço e eu estremeci rindo. Depois ele voltou a sentar-se direito mas continuou olhando pra mim. Sua expressão me fez perguntar. — O que foi?
Bill: Vou sentir muita falta do seu riso. Vão ser cinco dias quase intermináveis e entediantes, os piores da minha vida. — Ele parecia um pouco sério agora, vi que seu sorriso ameaçava desaparecer e então resolvi impedir aquilo. Não deixei ele falar mais, colocando a ponta dos dedos em cima de seus lábios.
Bella: Nem pensar. Até a sua viagem nós vamos ter apenas momentos alegres, ok? Nada de baixo astral. — Tirei os dedos de seu rosto e ele segurou minhas mãos.
Bill: O que eu faria sem você pra me ajudar? — E então me puxou para os seus braços me abraçando carinhosamente.
Bella: Algo muito interessante mesmo, porque pra suprir a falta da minha presença só se reviver o dia dos seus sonhos cada vez que você acordar. — Brinquei e então vimos Tom saindo do corredor, quase correndo e derrubando todos que passassem.
Bill: Calma, Tom. O que aconteceu pra vir até aqui desse jeito? — Perguntou vendo o irmão tomando fôlego.
Tom: A Merry.....ela conseguiu.....o m-médico......sábado agora.....
Bella: Tudo bem, vamos por partes. A Merry conseguiu o que? — Perguntou com uma expressão que eu poderia apostar que sabia do que o Tom falava.
Tom: A Merry mexeu as pernas. Ela estava conversando com a mãe e a irmã e eu cheguei, então quando olhei ela moveu os pés. Corri pra chamar o médico e ele ficou muito feliz com aquilo, disse até que ela pode sair antes do que pensávamos. — Parou pra respirar e não escondeu o lindo sorriso de alegria que estava lutando para aparecer em seu rosto.
Bill: Nossa, isso é ótimo. Quer dizer que ela voltará a andar em pouco tempo.
Tom: Está errado meu amigo, ela já voltou a andar. — Dessa vez pulei nos braços de Bill, mais histérica do que nunca costumei a ser, sem falar nada mas demonstrando o quanto a notícia me deixou feliz.
Bella: Ótimo não, isso é fantástico, maravilhoso......minha amiga está bem. — Comentei ainda pulando.
Tom: Mas ela ainda precisa descansar e fazer alguns exercícios aqui mesmo, sabe como é.....pra melhorar os movimentos e reacostumar. — Comentou se sentando ao nosso lado. — E vocês, estavam fazendo o que? Conversando sobre a queda da Bolsa ou discutindo qual é o estilo mais rock?
Rolei os olhos fazendo uma careta pra Tom, que estava com uma calça jeans folgada e longa, uma camiseta também larga mas preta, um tênis de seu costume e nada a mais que isso. Estava perfeito para o seu estilo e para as garotas que, gentilmente e sabendo que aquilo não era lugar, passavam apenas observando ele. Já Bill, estava com uma calça jeans branca, uma camiseta também branca quase transparente e uma jaqueta preta dobrada um pouco depois do cotovelo, tinha um brinco em forma de cruz na orelha esquerda e uma corrente de prata, a maquiagem bem mais fraca do que o normal e o topete preto perfeitamente alinhado sem nenhum fio fora do lugar. Perfeito.
Bella: Soube que vocês têm alguns shows na semana que vem.
Tom: É, gosto do que faço mas queria ficar aqui com vocês por esses tempos. — Falou surpreendendo tanto a mim quanto a Bill, seu próprio irmão que eu julgava não se surpreender com o que ele dizia.
Bella: Mas pode ter todo o tempo do mundo pra agüentar suas duas amigas irritantes e chatas depois que voltar. — Brinquei e ele riu, dessa vez realmente mais calmo e satisfeito consigo.
Tom: Talvez, mas ainda sim acho que era mais útil eu ficar aqui com vocês. Merry pode precisar de....
Bella: Ah, por que não disse logo que era sobre a Merry. A Merry, então eu saio fora dessa história. — Ele balançou a cabeça. — Tia Will e Vick vão ficar por aqui, elas me ajudam se eu precisar de alguma coisa com a Merry e....ela já está bem, não vai ser difícil.
Bill: Qualquer coisa que precisarem, liguem pra nós ou peçam pros nossos pais ajudarem. Se quiserem usar nossa casa já que terão duas hóspedes.
Bella: Três. — Corrigi, não desfazendo da oferta logo no início apenas por educação.
Tom e Bill: Três? — Perguntaram em coro.
Bella: Claro, as duas e o senhor Damon, pai da Meredith e da Vick. — Expliquei e eles sopraram um "Ah."
Tom: Mas podem ficar na casa mesmo com três.
Bella: Não vai ser preciso, minha casa cabe eles e com certeza minha mãe vai querer oferecer um canto pra eles lá na casa dela. — Comentei e lembrei que ela ainda não tinha ligado pra mim gritando preocupada ou brigando comigo até agora.
Bill: Sua mãe tem um coração enorme para quem ela ama, estou com saudade dela....do Peter também, aquele garoto ainda apronta feito um louco?
Bella: Minha mãe diz que não, mas ela só quer defender o caçula. Quem sofre sou eu e os animais deles. — Ri lembrando.
Tom: É mesmo, adorava quando seu pai entrava no nosso time de basquete e quebrava qualquer um que tentasse nos humilhar. — Riu também.
Bill: Pena que hoje é mais difícil pra todos se encontrarem de novo. — Lamentou.
Bella: Nem tanto, ainda tem o camping que pode ser alugado nas nossas férias que, pelo menos a minha, é agora. Quando voltarem podemos dar um jeito, é tudo em seu tempo. — Acho que falando isso fiz Bill lembrar de nossa conversa mais cedo. Percebendo o clima ou querendo voltar pra ver a Merry, Tom se levantou e se despediu.
Bill: É....Bella, eu queria falar sobre um assunto muito importante que me deixou pensativo. Você já deve saber o que é, mas eu preciso saber. — Pausou por um instante esperando minha permissão e eu dei sem problema nenhum. — Apesar de concordar no que dissemos, acho ainda muito cedo pra pensar nisso......tudo no seu tempo, claro que não podemos controlar o que vai acontecer no tempo certo, mas quero que saiba que o que importa é que eu te amo e sempre vou estar aqui.....mesmo que você não queira, estou falando sério não existe polícia ou segurança que me tire do seu lado. — Ele riu e descontraiu do assunto sério.
Bella: Eu sei, e digo o mesmo pra você.......e ainda acho que você deveria ir pra casa e cuidar do que precisa ser cuidado, a Merry já tem protetores pra um turno de três horas cada em metade do dia. — Brinquei com a matemática, o que ele não gostava muito porque achava que por eu sempre vencer nas competições sobre matérias escolares no camping, ele estaria sendo passado pra trás.
Bill: Odeio matemática, só o necessário. — Comentou fazendo cara de nojo mais parecendo um pequeno lembrete. Ri e beijei seus lábios, ele estava irresistível com aquela expressão desconstraída e fofa. Ele também não se segurou e me beijou profundamente, seu suave perfume me fazia delirar e percebi as mãos dele segurando meu pescoço, meio que como um bicho preguiça abraça uma árvore (maldosa eu com essa comparação, coitado do meu namorado).
Bella: Eu te amo, Bill. — Comentei após o beijo que me deixou sem ar.
Bill: Eu também, Bella.....você nem imagina o quanto. — Disse e se encostou na cadeira levando meu ombro junto e o encostando em seu peito. Tudo poderia acontecer naquele momento, até mesmo Louis poderia aparecer ali e me provocar, mas isso também não estragaria aquele momento íntimo entre nós dois.
Meredith Pov
Minha mãe e minha irmã ficaram me enchendo de novidades sobre a rede de lojas, as festas no Brasil (sim, assim como Bella, nasci no Brasil e fui criada aqui na Califórnia) e me fazendo pensar duas vezes antes de resolver sair com aquelas duas. Nos divertimos muito depois de o médico me dar as novidades e marcar minha primeira fisioterapia.
Vick: Já passei por isso quando quebrei o braço no parquinho da nossa antiga escola. É rápido e até divertido. — Me tranquilizou pela décima vez desde que o médico tinha saído da sala. Minha mãe estava sorrindo pra nós duas e acariciando minha mão, com os dedos entrelaçados aos seus. Escutamos a porta abrir e Tom entrou por ali, gracioso e parecendo um modelo como sempre. Neste momento senti um alívio e um conforto que jamais tinha sentido antes, alívio por ele voltar bem e conforto por algo que eu não sabia explicar.
Tom: Oi pessoal, só vim avisar que se quiserem almoçar têm toda a liberdade de ir lá em casa.....ou então em algum outro lugar, mas eu fico aqui com a Merry. — Disse e me lançou um sorriso de tirar o fôlego.
Will: Obrigada Tom, mas acho que não será preciso. Estamos bem no quesito alimentação, pelo o que sei é você quem não tem saído pra comer alguma coisa. — Repreendeu, protetora como se fosse a mãe dele. Vick, assim como eu, ficou apenas observando sentada ao meu lado.
Tom: Que isso, nem se preocupe. Acredite, estou bem desse jeito mesmo, mas agradeço pela preocupação. — Agradeceu e se sentou na cadeira perto da porta e enfiou as mãos nos bolsos da calça, ficando jogado na cadeira.
Merry: Tom é um dos motivos da minha melhora, mãe. Ele ficou aqui me apoiando e encorajando sem nem ao menos demonstrar cansaço ou desgaste. — Ri vendo ele fingir cochilar e depois acordar.
Vick: Também, com uma companhia como essa, quem não melhoraria rápido? Se bem que era melhor fingir estar doente pra ser cuidada. — Disse e Tom riu, ignorando o interesse na frase de Vick.
Tom: Estou aqui as ordens senhoritas Geller. — Reverenciou se curvando na cadeira mesmo. — Mas é sério, o meu salário é ver que está bem, Merry. Não sabe o quanto sofri ao pensar que você estava mal ou até..... — Não completou a frase e ficou claro que aquilo feria ele.
Merry: Então vai ter que me agüentar muitos anos mais. Você consegue Kaulitz? — Brinquei e todos nós rimos.
Vick: Como vai a agenda de shows de vocês? — Perguntou curiosa.
Tom: Boa, recebemos um convite pra tocar no CamLee daqui a duas semanas e... — Exitou olhando pra mim.
Merry: E? — Ele olhou pra minha mãe e pra minha irmã.
Tom: É que, não é importante.
Merry: Eu pensei que a banda fosse importante pra você, que você amasse tocar e fazer todas aquelas pessoas te admirarem, de sair por aí conhecendo lugares novos, boates novas, garotas novas. — Listei até ele surpreender todas nós.
Tom: Mas você é mais importante do que tudo isso, Merry. — Explodiu olhando fixamente nos meus olhos.
Merry: Me desculpe.....eu não sabia que era assim.
Tom: O que, achou que eu estava brincando com tudo o que eu te disse? Pensou que era só uma diversão minha ou que eu me preocupei apenas por você ser uma conhecida que se meteu em problemas? Não, não é bem assim Merry. — Disse sério e um pouco chateado.
Will: Bem, nós vamos dar uma volta e falar mais um pouco com Bella e aquele rapaz simpático. — Disse puxando o braço da minha irmã. Quando elas sairam eu fui incapaz de olhar nos olhos dele.
Merry: Você podia ter disfarçado na frente da minha mãe. Pra que me dar uma lição dessas bem aqui depois de tudo o que aconteceu? — Perguntei confusa e escutei seus passos se aproximando de mim.
Tom: Merry, você não sabe a quantidade de amigos que me ligaram dizendo pra eu ir pra boates ou noitadas com eles......mas desde que te conheci e especialmente agora, não sei por que, mas não consigo fazer nada disso sem antes lembrar do seu rosto e me sentir mal. — Disse deixando um sorriso de emoção transparecer e levantando meu queixo com as duas mãos. — Você é mais importante pra mim do que minha própria vida, eu abro mão dela se tiver que poupar a sua. Agora você entendeu que é verdade? — Perguntou sorrindo ainda mais.
Merry: Sim. — Murmurei sorrindo também, comovida com a verdade em suas palavras.
Tom: Então nunca mais conteste o que eu disser sobre o quão importante você é. — Finalizou e começou a se aproximar de mim, só que eu exitei um pouco e ele apenas tocou os lábios nas minhas bochechas e sorriu antes de apertar, brincando, meu nariz e se afastar. — Amo quando você sorri, isso me conforta. Agora, descanse ou tente dormir um pouco, acredite você vai precisar dessa energia depois. — Comentou, suspirou e então foi até a cadeira sentar-se novamente.
Merry: Quando voltar, eu vou estar aqui te esperando Tom. — Murmurei e então fechei meus olhos, com a sensação de paz e extremamente agradável que sentia agora depois de tudo o que falamos. Escutei Tom rir um pouco e relaxar na cadeira, talvez estivesse querendo dormir também ou apenas pensar, mas fiquei apenas repassando em meus pensamentos o que ele tinha dito. Tudo tão nítido, vivo e fofo. Nada mais poderia me fazer sentir assim, em nenhum momento da história da Terra, com nenhuma pessoa que já tenha existido ou venha a existir.
Tom Pov
Ok, quem foi esse cara que falou com a Merry agora a pouco? Simplesmente não parecia eu, nunca fui de fazer esse tipo de declaração pra mulher nenhuma e agora acabei de fazer pela que, provavelmente dada as circustâncias, eu amo. Eu amo.... ainda não me acostumei com isso de dizer que amo a Merry, não por ela ser ela e tal, mas porque nunca pensei em dizer pra alguma pessoa fora meus familiares, essa palavras fortes. Estava refletindo quando senti meu celular vibrar, provavelmente uma mensagem.
Como a Merry está? Ô cabeção, expulsou a mãe e a irmã dela daí, é? Responde logo e se possível venha pra cá. Não acredito que fez essa indelicadeza com elas, Tom, não foi assim que te ensinaram. Vem logo pra cá e deixa a Merry descansar, a coitada deve estar até com tédio de tanto ver sua cara.
Bill
Há-há, estou morrendo de rir. Verifiquei se Merry estava dormindo e passei a mão em seu rosto perfeito. Ela estava como um anjo, serena e bela, calma e dispersa, com um sorriso brotando nos lábios.
Tom: Durma com os anjos, estarei de volta em breve. — Murmurei e depositei um beijo em sua testa, logo em seguida saí do quarto voltando a recepção.
Bill: Finalmente. — Murmurou jogando os braços, que estavam envolvendo o ombro de Bella, pra cima.
Bella: E aí? Como conseguiu sair de lá? — Perguntou rindo.
Tom: Foi doloroso, mas é mais fácil quando ela está dormindo. — Respondi meio que rindo. Will veio do nada me enchendo de perguntas.
Will: Dormindo? Os médicos deram algo pra ela dormir ou foi por cansaço mesmo? Ela falou alguma coisa de nós? Como ela está emocionalmente? E físicamente? Vocês brigaram ou conversaram? — Respirando só ao fazer a última questão que parecia a mais importante pelo jeito que ela falou.
Vick: Ai mãe, deixa o coitado pensar um pouco. — Resmungou sentando-se e batendo a palma da mão no banco ao lado. — Pode sentar aqui, responda as perguntas que quiser, viu?
Tom: Ela precisava descansar e por isso dormiu. — Me sentei ali mesmo onde Vick insistiu. — Desculpe pelo o que fiz quando estavam lá, foi horrível da minha parte constrangê-las e quase forçá-las a sair dali.
Will: Não tem problema, pelo visto você e minha filha têm tido esses probleminhas de vez em quando. — Murmurou com um sorriso nos lábios, ela era bem simpática. — Meredith não acreditou no, seja lá o que disse pra ela, não é?
Tom: Na verdade eu tinha esperanças que sim, mas minha fama não é das melhores, senhora Geller.
Will: Ahah, nada disso. Pode me chamar de tia Will, como Bella e Peter fazem, ou apenas Will. — Comentou e fez sinal pra eu continuar. Contei tudo em pequenos detalhes, generalizando mas deixando ela informada sobre tudo. Deixei o antes da história como algo pessoal, que só tinha direito sobre Merry e eu.
Vick: Meu Deus! — Exclamou ansiosa e com uma expressão de preocupação e espanto no rosto.
Bella: O que foi, Vick? — Perguntou angustiada com o grito.
Vick: Já são quase cinco horas da tarde.
Bella: E daí? — Perguntou como se não fosse nada, e pra mim era só uma hora mesmo, então concordei com a cabeça.
Vick: Meu pai ia chegar nesse horário aqui. — Se virou pra don....pra Will. — Mãe, empresta as chaves do carro por favor.
Will: Cuidado, e se ele não for passar aqui primeiro, pede pra ele decidir onde vai ficar.
Tom: Nossa casa...... — Ia dizer quando Will me lançou um olhar como se desculpando e Bella me puxou de canto.
Bella: Tom, ela não quer ficar no mesmo lugar que o Damon........digamos que ele não é tão confiável. Respeite, mesmo ela não ficando na sua casa. — Explicou e eu entendi, mas fiz sinal pra me contar depois.
Vick: Ele arranja um, se já não tiver..... — Murmurou e foi saindo do hospital. Bill também olhou no relógio e se espreguiçou na cadeira.
Bill: Tenho que passar na minha mãe, combinei de ir lá nesse horário pra visita do dia. Alguém que ir comigo? — Perguntou olhando pra todos nós mas pousando o olhar em mim e em Bella, principalmente.
Tom: Vou ficar, mas diga pra mamãe que eu passo lá assim que der.
Will: Mas se for por ficar aqui com a Merry, pode ir que eu fico.
Tom: Não, minha mãe entende....obrigado. — Assenti pra ela e pra Bill, que ainda olhava cheio de esperança pra Bella.
Bella: É, vai ser bom ir afinal, onde eu me encaixaria pra competir com esses dois? — Ela riu é nós também. Isso me faz pensar em dividir os horários com a mãe da Merry, mas o limite máximo do turno noturno é de dois mesmo, ou seja, tinha espaço para os dois, já pra Bella.....
Bill: Então até mais tarde.... — Murmurou pra Will, provavelmente eles arranjariam o lugar para elas. — E até amanhã, mano. — Bateu nossas mãos e esperou Bella se despedir.
Bella: Qualquer coisa nos liguem......beijo. — Murmurou soprando um pra mim e outro pra Will. Logo depois eles sairam, por trás é claro, e ficamos só eu e a mãe de Merry.
Tom: Bom.....
Will: Se estiver pouco a vontade é melhor ir ficar lá com a Merry.....sério, pode ir que eu vou passar na lanchonete. Quer algo de lá? — Perguntou estremamente gentil.
Tom: Não, muito obrigado mas eu me viro depois.
Will: Volto assim que terminar meu lanche. — Virou de costas e começou a andar, mas parou um pouco a frente e disse: — Eu poderia dizer pra cuidar bem da minha filha, mas sei que ela está em boas mãos. — Comentou e voltou ao percurso pra lanchonete. Sorri sozinho e me virei voltando pro quarto onde Merry estava, mas ela ainda dormia.
Tom: Oi Merry, está tendo bons sonhos? Sua mãe confia em mim, isso não é bom? Eu já conquistei ela em menos de três horas, por que você está sendo tão difícil? Não vê que eu não quero apenas te conquistar só por diversão, mas pra realmente ter algo que nunca tive antes e provar pra você isso? — Suspirei e acariciei seu rosto. — Tudo bem, estou aqui se precisar.
Voltei pra cadeira, que agora parecia a mais confortável do mundo, e cochilei um pouco, cansado demais pra pensar em qualquer coisa a não ser nos meus últimos atos antes de fechar os olhos. A confusão, que não deixou minha mente desde que Merry sofreu o acidente, agora não passava de uma sensação ultrapassada. Eu agora tinha certeza do que queria e do que faria, mas também resolvi dar um tempo nas investidas e tentativas, serei apenas o amigo prestativo de Merry.
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