Amor, Loucuras e Muita Diversão
22 Vingança- Parte 1
Notas iniciais
Bella Pov
Alguns dias depois.....
Bella: Merry, minha amiga, acabei de ter uma ótima ideia. — Gritei assustando minha companheira de quarto desde que os meninos sairam e prometemos que ficariamos na casa deles. Tia Will e Vick ainda estavam na minha casa, por insistência minha, e sempre passávamos lá para fazer algo entre família. Já Louis, depois do dia na loja ela nunca mais apareceu na minha frente, tenho até medo do que causei à sua mente maligna naquele dia.
Merry: E o que seria que está tão estérica? — Perguntou fingindo acariciar os ouvidos "doloridos".
Bella: Você largou o Charlie lá na cafeteria e gosta muito de moda, não é? — Ela assentiu e, uma vez que ela fez isso, continuei. — Então, os meninos comentaram algo como "precisamos de um estilista novo pra banda, só o Bill que sai bem sem um.", o que acha de ser a estilista que procuram?
Merry: Ah, não dona Bella. Não vou pegar um emprego só porque tenho um envolvimento com um deles. — Ela tampou a boca imediatamente. Eu sorri, já sabendo a verdade mas respeitando sua escolha de manter em sigilo.
Bella: Ok, mas não precisa se quiser.
Merry: O que? Não estou te entendendo. — Ela se interessou pela conversa e sentou-se no banco vago do outro lado da bancada da cozinha.
Bella: Você pode mandar o currículo e fazer a entrevista. E, como conhece os meninos, pode convencê-los a deixar que David ou outro membro da equipe comande a seleção. Então, se for escolhida, será por mérito seu e ainda surpreenderá os meninos e....o Tom. — Ri mesmo depois que ela jogou o guardanapo em meu rosto. Olhei no relógio, distraída, e vi que estava atrasada para um compromisso. Terminei o suco e peguei as chaves do carro, pegando o primeiro agasalho que vi na arara e me despedi de Merry.
Merry: Aonde você vai desse jeito? Parece até que vai buscar o Papa na igreja. — Ela riu, mordendo alguma fruta que nem tive como identificar porque ela simplesmente a devorou.
Bella: Esqueci que tinha combinado com a Debby de passar na revista fazer uma visita. Quer ir? — Perguntei, parando um pouco e esperando sua resposta.
Merry: Seria legal mas, não quero correr o risco de cruzar com a égua oxigenada. — Sorriu maleficamente como sempre fazia ao falar da megera.
Bella: Ok, então volto antes do jantar, certo? Acho que meus pais vão oferecer um jantar para os seus. — Ela rolou os olhos, ainda contrariando a ideia de estar no mesmo ambiente que Will e Damon Geller.
Já na revista, logo encontrei Camille, minha amiga e secretária. Ela agarrou meu ombros e me deu um forte abraço.
Bella: Pensou que eu não fosse vir visitar meus amigos?
Camille: Bella, como eu senti a sua falta por aqui. Sabe, as mesmas pessoas de sempre....uma reuniãozinha aqui e outra ali, uns probleminhas e umas resoluções. — Ela riu e suspirou.
Bella: O que foi?
Camille: Debby quase perdeu o cargo depois da entrevista. Ela discutiu com Louis depois de ouvir vocês comentando sobre o ocorrido na sala de entrevistas e chata da Radle chantageou Debby com uns arquivos antigos sobre um escandalo da revista sobre sigilo policial. — Eu estava a uma semana longe dali e aquela coisa invejosa já havia feito mais do que eu imaginava.
Bella: A Debby está na sala dela? — Ela assentiu e pegou o telefone. — Não, não precisa avisá-la. Tenho que conversar com ela mesmo, só não avisa aos outros que estou aqui.
Caminhei com pressa até a sala da minha chefe pensando no que falar para confortá-la, mas tudo o que consegui foram insultos para com a pessoa de Louis. Bati duas vezes e ouvi um fraco "Entre!".
Debby: Bella? — Exclamou quando me viu, emocionada e um tanto quanto desconcertada. Abracei minha amiga, tentando confortá-la e ao mesmo tempo mostrar que estou ali sempre que precisar. Ela se afastou e me olhou, chorando em seguida.
Bella: Chora tudo o que tem que chorar, Debby. Vai te fazer bem. — Disse acariciando seus cabelos.
Debby: Vo-você....já....está sa-sabendo....o que acon-aconteceu? — Assenti. Camille me deu a base da confusão, mas três anos trabalhando ao lado de uma das maiores editoras -chefe dos Estados Unidos, é tempo suficiente para confiar e ter a confiaça dela.
Bella: Ela não tinha o direito de mexer no seu passado, Debby. A Louis não presta. — Apertei os olhos, extremamente irritada.
Debby: Eu sempre soube, mas ela é suja o suficiente para afundar a revista, Bella. — Sorriu e depois virou o rosto. — Jeremy provavelmente vai pensar que fui eu quem fiz tudo aquilo, ele não vai mais querer saber de mim. Você entende o quão grave é a situação?
Bella: Ela já vazou as informações?
Debby: Não, mas é o que acontecerá. Eu tenho certeza. — Pensei por um minuto e antes de sair da sala dela, me virei e aconselhei-a.
Bella: Eu não posso deixar que ela faça isso conosco, vou falar com Louis. Mas pode ter certeza que se algo der errado entre Jeremy e você, é porque vocês não ficariam juntos de qualquer jeito. — Sorri e disse. — Acredite, eu provei disso. Quando duas pessoas estão destinadas a ficarem juntas, nem tempo, nem brigas, nem nada nesse mundo é capaz de impedir que isso aconteça.
Debby: Obrigada, Bella! — Assenti e sai da sala, quase correndo para a de Louis. No meio do caminho, T.J. me parou e praticamente me arrastou pro seu escritório.
Bella: Tay, eu estava indo.....cuidar de algo muito importante. — Disse tentando me esquivar de seu corpo alto e forte, que barrava a porta.
T.Jay: Não, nem pense em ir lá agora.
Bella: Do que está falando? Você está bem? — Perguntei desconfiada e ele não foi capaz de esconder o riso.
T.Jay: Acha mesmo que não conheço você, Isabella Marrinson? Você está indo tirar satisfações com a doida da Louis, não é mesmo? — Me calei, ele estava muito estranho. Por um momento achei que ele estivesse olhando pelo olho mágico de sua porta, mas depois ele trancou a porta e entendi seu esforço em mantê-la protegida de mim.
Bella: Ok, se não vai me deixar sair, me dê um motivo pra ficar. — Cruzei os braços, impaciente.
T.Jay: Não posso sentir falta da minha melhor amiga que, além de voltar sem avisar, nem vem me visitar? — Ele abriu os braços, esperando que eu aceitasse e esquecesse o real motivo de eu estar ali.
Bella: Poder, pode....mas que isso está estranho, ah está e muito. — Abraço ele e tento fingir que não estou mais interessada no assunto "parada repentina sem explicação".
T.Jay: E então, seu namorado saiu em turnê, não é? Como está se sentindo?
Bella: Bem, falei com ele nesses dias e logo eles estarão de volta. — Seu rosto parece ganhar uma expressão de chateação e não o culpo, afinal apesar de sermos bons amigos, ele sempre tentou algo a mais comigo e em alguns momentos, eu realmente gostaria que meus sentimentos fossem os mesmos que os dele.
Conversamos por mais um tempo, sobre tudo menos Louis, e ele me deixou sair depois de me convencer a só ir falar com a nojenta sem escrúpulos, na sua companhia.
T.Jay: Tem certeza que ainda quer ir lá? Sabe, não tem motivo. — Tentou me fazer voltar atrás enquanto caminhávamos para a sala da loira chata.
Bella: Ah, não? — Perguntei irônica. — Você ainda não entendeu a gravidade do que ela fez?
T.Jay: Mas se a Debby não teve participação direta na gravação que o suspeito lá...Jeremy, por que isso iria afetá-la?
Bella: Primeiro, ela é diretora-chefe da revista, ou seja, se isso cair nas mãos de um paparazzi que coloque isso na mídia, sua carreira estará arruinada. Vão julgá-la e ainda por cima tirá-la do cargo máximo desse lugar. Segundo, ela tem medo de que Jeremy descubra que o inferno de sua vida foi causado pela sua noiva, entendeu? Fim de namoro, noivado, quase casamento....o que você preferir.
T.Jay: Mas ela pisou na bola não contando para ele o que realmente aconteceu naquela época, não acha? O cara tinha acabado de sair de uma pior que ele imaginou não ter saída, você ainda acha que ele rejeitaria quem esteve ao seu lado o tempo todo só porque ela fazia parte da diretoria da revista que causou tudo? Mesmo ela se negando a isso até o fim e quase tendo perdido o emprego?
Bella: Não sei, você faria? — Perguntei antes de chegarmos na porta de Louis.
T.Jay: O que? Rejeitar Debby? Ela é minha chefe, Bella. — Brincou e eu revirei os olhos, acostumada com suas brincadeiras. Bati duas vezes na porta e esperei.
Bella: Não, né. Você rejeitaria essa pessoa que fez de tudo por você?
T.Jay: Nunca, ainda mais se essa pessoa fosse alguém que eu sempre amei e por ironia do destino foi afastada de mim. — Eu podia sentir sua respiração em meu rosto, quando ele se aproximou de mim deixando um pequeno espaço entre nossos rostos. Graças a Louis, que dessa vez foi útil pra pelo menos abrir a porta atrás de mim, ele não fez mais que isso.
Louis: O que é isso na minha porta? Não sabem que aqui é um ambiente de trabalho? — Questionou com ar falso que ela sempre teve.
Bella: Acho que quem esqueceu disso foi você, Louis. — Apertei os olhos e a encarei. — Deixe-nos entrar, você precisa ouvir o que temos pra dizer.
Louis: Ok, entrem. — Sorriu e nos deu passagem. De todos os defeitos que Louis tinha, a única coisa que parecia útil era sua cara de pau, pois de vez em quando eu via que isso ajudava no que ela queria. Se Bill não tivesse me reencontrado antes da entrevista, não seria bem mais fácil ele se envolver com uma garota atirada e que logo de cara já diz que gosta dela? Não é só porque é o Bill, mas ele não é desses, porém seria incrivelmente mais fácil.
Bella: Por que você fez aquilo com a Debby? Pensei que seu alvo fosse eu e não os amigos, Louis, até mesmo seus.
Louis: Debby mereceu por não ter me dado a entrevista solo, além do mais ela deveria ter resolvido esse assunto antes de cair nas minhas mãos lindas e delicadas. — Sorria triunfante, sem nem um pouco de vergonha por dizer isso na frente de quem ela não conhece: Tyler.
Bella: Não acredito nisso. Louis, que infantilidade é essa? Por que acha que me desmoralizando ou descontando sua raiva nos meus amigos, conseguirá Bill pra você? — Questionei me levantando e ficando de frente para ela.
Louis: Foi você quem o tirou de mim, querida. Ele jamais teria olhos para você se não tivesse se intrometido nos meus planos. Agora vai sofrer as consequências, Bella, sem dó nem piedade vou tê-lo só para mim, ouviu bem? — Apontou o dedo para o meu rosto, enfurecida e doida como sempre.
Bella: O que quer de mim, Louis? Pare com isso, você está se destruindo e não a mim. Deixa de ser louca e toma o seu rumo, garota. — Tirei seu dedo do meu rosto e caminhei pra cima dela, forçando-a para trás.
T.Jay: Por que não ficamos em paz, gatas? Podemos sair pra conversar, sei lá, colocar as coisas em ordem. Que tal?
Louis: Eu? Com essa intrometida vigarista? Jamais. — Seu orgulho falou mais alto. Porém ela parou e, como se uma lâmpada acendesse no topo de sua cabeça, com o olhar de quem tinha um plano em mente.
Bella: Por incrível que pareça, concordo com ela. — Cruzei os braços e esperei impaciente ele completar o raciocínio.
Louis: Se bem que....seria interessante sairmos e tentarmos uma tregua, não acha Bella? — Fiquei tipo "What? Tá louca?", ela só podia estar brincando. — É, talvez você, com suas filosofias de amor, destino e todo o blá-blá-blá de sempre, possa me convencer de que meu caminho não cruza com o do Bill. Sabe, apesar de doer em mim a cada vez que te imagino com ele, não consigo pensar em outro alguém ao seu lado. E nem ao meu.
T.Jay: Viram? Podemos resolver tudo com conversa. — Piscou pra mim e eu fiquei quieta, estranhando muito aquele papo e ainda mais T.Jay defendendo Louis e me estimulando a sair com ela.
Bella: Não sei não, isso me parece confuso e....estranho. — Confirmo meus pensamentos passando-os para falas. — Vou pensar, ok? Se mudar de ideia ou marcar o local, me avise. Mas fique avisada que se mexer com qualquer um dos meus amigos, vai se ver comigo e não haverá conversa que me segure.
Saio dali como um raio, deixando T.Jay e Louis para trás. O mais estranho é que ambos sorriam mas, até sabia o motivo de Louis, qual seria o de Tyler? Sorrir por eu ter marcado de sair com a garota que eu menos tenho afinidade na face da Terra? Isso me cheira a Tyler James Rockins aprontando.
Camille: Conversou com a Debby? E aí? — Perguntou e eu estava tão distraída que aquela era a terceira vez que ela perguntava. — Bella? Você me ouviu?
Bella: Ah, sim. Debby tem que encarar isso de frente, mas acho que Louis não vai desistir de acabar com a felicidade dela. Só espero que isso não reflita na mente da Debby como algo para se preocupar e sofrer por isso, todos sabemos como ela é emotiva.
Camille: É, mas pelo menos tentamos.
Bella: Tentamos não, eu ainda tenho a cartada final. — Sorrio friamente e fito o nada. — Louis vai aprender a ser gente e nunca mais vai se esquecer disso.
Tom Pov
Gustav: Cara, isso foi demais! — Murmurou depois de mais um show empolgante e prestigiado. Os outros vinham logo atrás de nós, suados e comentando sobre os fãs.
Bill: Achei que fosse ser engolido pela multidão antes de chegar ao camarim. Os fãs estão ficando cada vez mais espertos e furando fácil o bloqueio dos seguranças. — Comentou feliz, mesmo sendo algo que não era para ser legal.....poxa, segurança nos asseguram, certo? Só eu que faço econimia por aqui?
George: Nem me fala, cara, quase arrancaram meus cabelos.
Tom: Estão reclamando? É a melhor coisa do mundo capitalista ter o trabalho prestigiado....me sinto como se minha guitarra fosse a chave da cidade, caras. Falando nisso, quando vamos ganhar a chave da cidade? Já tá na hora, fizemos tantas coisas boas para o pessoal, somos da paz e não prejudicamos a natureza. Querem mais o que?
Bill: Pronto! Tom, você não pode falar uma frase sem ser ético e ter o mínimo de humildade, né? Tem sempre que ferrar tudo no final. — Ele comentou rindo, mas não deixou de soar um tom de reclamação.
Gustav: Aí, tô morrendo de fome. O que tem no menu hoje? — Perguntou sentado (jogado, mesmo) no sofá do camarim.
George: Senhores e....pessoas, mais uma noite do reality show mais gastronômico e nojento da televisão local "Cozinha validada". Começamos com o quadro de maior sucesso ,"Experimente se puder"! Nele os participantes devem escolher uma opção de nosso menu, cozinhar....lembrando que nem todos os pratos são cozidos mas sim puramente naturais, e fazer o oponente provar.Que tal umas aranhas fritas e um suco de musgo do lago abandonado? — Dobrou os dedos, deixando a frase mais nojenta....para Gustav e Bill, claro. Eu ri, entrando na brincadeira. — É com você chefe "Tom"mate.
Tom: É isso aí, "Ge"ngibrite. Vamos para as regras: o participante tem que preparar tudo com o que tiver na nossa cozinha e o primeiro que terminar, fará o outro comer. Lembrando que vômitos serão inseridos no prato caso ocorram. — George imitou alguém gritando na plateia e Gustav deu um pulo, já ficando verde. — E então, Gustav? Prepare o seu melhor com os seguintes ingredientes: um litro de caldo de lixo; duas coxas de frango do mês passado que não ficou na geladeira; línguas de rato em quantidades infinitas com molho de morfo; terra de cemitério pisada por dois lutadores de sumô suados e.....
Bill: Parem de graça, os dois! Vamos pedir uma pizza. — Disse Bill, que fazia cara de nojo. Eu e George não parávamos de rir, ainda mais quando Gustav correu para a geladeira tomar água com gás.
Tom: Abrimos votação para o sabor da pizza ou divimos em quatro? — Perguntei sério.
George: Por mim tanto faz.
Bill: Gust, você está bem? — Perguntou e não houve resposta. — Escolham quantos sabores quiserem, só não façam mais esse tipo de brincadeira com o Gustav.....vocês sabem que ele é fraco de estômago. Vou ver como ele está, mas vão logo que eu estou com fome.
Tom: Beleza, chefinho. — Ri e cutuquei George. — Pega metade vegetariana e metade dois queijos. Se quiser outro muda, vou fazer uma ligação.
George: Qual é? Não pode ligar pra Merry na minha frente? — Joguei um travesseiro nele e fui até a área menos habitada do camarim. Disquei o número de Merry e aguardei até ouvir sua voz doce e alucinante.
Merry: Boa noite, garanhão.....ou será que por aí ainda é cedo? — Brincou finalizando com uma risada.
Tom: Seja dia ou noite, o que importa é ouvir sua voz, Merry. Está com saudades?
Merry: Ah, acho que até já me acostumei viver sem as suas brincadeiras ou maluquices, se quiser pode ficar mais um pouquinho por aí. — Ignorei e cotinuei a conversa.
Tom: Como estão hoje? Bem? De mau humor? TPM? Aliás, saimos de um show agora a pouco, depois procura na internet alguma notícia e veja se gosta. — Falei, reprimindo o que realmente importava no assunto: nós quatro resolvemos fazer uma homenagem pra elas e fizemos um cover que tinha tudo a ver com as garotas da casa.
Merry: Jura? E você não vai me contar o que é?
Tom: É surpresa, mas me conta como foi o seu dia. — Puxei papo, não fazendo a mínima ideia do que os namorados perguntam ou falam com as suas garotas.
Merry: Ótimo, passei o dia todo sozinha aqui. Sally foi pra casa da tia conversar sobre o casamento e Bella disse que ia visitar os amigos na revista. Conclusão, as duas ainda não voltaram e eu fiquei o dia todo assistindo filme no frio.....aliás, bem que você poderia estar aqui pra me esquentar agora, né? Imagine nós dois sozinhos em casa, agarradinhos pra passar o frio e aí nossos lábios se tocam no impulso da trilha sonora.....
Tom: Droga, por que quando eu estou aí você não fica com esse fogo todo, se é que me entende? — Ri e ela ficou muda, obviamente teria me batido se eu estivesse lá.
Merry: Seu pervertido!
Tom: Eu? Quem está provocando aqui é você, senhorita Meredith Geller. Você não tem ideia do estado que estou agora. Não me faça ter que pegar o primeiro voo e ir até aí te provar isso. — Ela riu do outro lado da linha e pude ouvir o barulho da porta, sinal de que uma das duas garotas tinha chegado em casa e faria companhia pra Merry.
Merry: Voltam amanhã?
Tom: Se não houver atrasos, amanhã depois do almoço.
Merry: Certo, já estava começando a sentir sua falta, tá?
Tom: Só agora? Meu Deus, que namorada fria eu fui arrumar?
Merry: Do que você me chamou? Repete.
Tom: Namorada fria?
Merry: Para de repetir a última parte se não eu me arrependo de fingir não me importar. — Eu ri e disse novamente, já sabendo o que ela queria ouvir.
Tom: Minha namorada! Não é o que você é? Minha bela e mandona namorada.
Merry: Eu te amo, Tom! Espero você amanhã no aeroporto, ok? Vou desligar porque a Bella chegou e não está com a melhor das expressões....mas, não fala pro Bill não, tá?
Tom: Tudo bem, anjo. Também te amo, até amanhã e bons sonhos. — Desligamos e eu me encostei no sofá mais próximo, ainda tonto com as novidades mas tendo uma certeza: aquilo era a melhor coisa do mundo.
Bella Pov
Eu estava a um passo de entrar em casa quando meu celular toca e eu atendo sem ver no visor quem era.
Bella: Alô?
#: Bella? Sou eu, Louis. Pensei na conversa de hoje mais cedo e resolvi que seria bom mantermos uma boa relação pelo menos no trabalho. — Ela suspirou e continuou. — Realmente não gosto de brigar com você e, mesmo que não sejamos melhores amigas de infância, podemos sair amanhã?
Bella: Eu entendo, Louis. Que horário seria?
Louis: Lá pelas onze da manhã no beco da rua atrás da revista. Mas vá sozinha, afinal, se isso tem que ter um fim....só nós duas podemos resolver. — Riu e se despediu, desligando logo depois.
Bella: Tchau. — Falei depois do som do silêncio vindo do celular e abri a porta, avisando que cheguei. — Meredith? Sally?
Merry: Onde se meteu, Bella? Tem ideia do que seja um celular e seu uso?
Bella: Desculpe, mamãe, eu aviso da próxima vez.....ou estou de castigo? — Brinquei e abracei minha melhor amiga.
Merry: O que foi? Você me parece preocupada ou....desconfiada.
Bella: Não é nada, só...Merry? Você acha que as pessoas mudam ou toleram as outras por causa do trabalho?
Merry: Que pergunta mais esquisita, Bella. Alguém da revista te odeia e você não sabia? Se for, avisa quem é que eu vou tirar satisfações agora. — Eu ri e revirei os olhos, caminhando até a ponta do sofá e me jogando ali.
Bella: Não, valentona, é só que aconteceu uns problemas enquanto estive fora e estou com dor de cabeça só de pensar em resolvê-los. — Ela se sentou ao meu lado e me olhou atentamente.
Merry: Sério? Posso ajudar? Quando suas férias acabam? Me conta tudo.
Bella: Duvido que você vai querer ouvir, mas.... — E contei tudo mesmo, apenas deixando de lado a parte da Louis. Merry chegou a conclusão de que não era possível entender a "égua loira" e que sua única salvação era o hospício ou uma sessão de terapia com seus punhos.
Merry: Os meninos ligaram hoje. Eles voltam amanhã depois do almoço.
Bella: Que ótimo! Já estava com saudades do meu Bill, o coitado deve estar exausto. — Comentei escapando do outro assunto e confesso que até me distrai com o novo rumo da conversa. Depois dali, jantamos e fomos dormir porque Merry não parava de ensaiar o que dizer para o Tom quando ele chegasse e blá-blá-blá.....ela me contou sobre eles e pediu sigilo, mas eu a fiz prometer que não levaria a mentira por muito tempo. Após o banho, me deitei na cama gigantesca do quarto de Bill e respirei fundo ao ouvir o som que indicava mensagem. Imaginei que fosse Louis, mas quando li o nome um sorriso brotou em meu rosto.
Dormir não adianta. Alguém me encher de trabalho não pode distrair tanto. Quando fecho os olhos, mesmo que para piscar, seu rosto pousa na minha mente leve e gracioso como a seda cai sobre a janela enfeitada do quarto de uma princesa feito você. Estamos voltando amanhã, mas não pude esperar tanto tempo pra dizer que te amo e que nesse tempo todo que ficamos longe um do outro, meu amor por você só cresceu e ganhou experiência, sim, pois agora sei que meu coração se recusa a bater longe do seu ou pior, ameaça sofrer se não tiver a sua presença preenchendo o enorme vazio que deixa cada segundo que passa longe de mim.
Beijos, minha bela, tenha uma boa noite e sonhe com os anjos!
Bill
Depois de ler aquela mensagem, fechei os olhos e o único anjo que minha mente materializava em meus sonhos era o meu anjo da música. O ser capaz de me fazer feliz a quilômetros de distância, que me surpreende e ama a cada dia, o anjo gentil e doce que aparenta ser malvado e cruel.......o meu eterno engel, Bill Kaulitz.
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Acordei com o barulho de alguma coisa quicando no quarto, me virei e vi Merry sorrindo feito uma boba e com um jato d'água na mão.
Bella: Você não se atreveria!? — Olhei confusa pra ela que, além de sorrir, revirou os olhos.
Merry: Nada de bom dia? Sim, acho que sou atrevida a ponto de fazer isso, mas não mais do que você que desafia alguém com uma arma poderosíssima contra sono. — E apertou os dedos disparando água gelada no meu rosto.
Bella: Droga, Merry! Acordou ligada no duzentos e vinte hoje?
Merry: Só queria garantir que você acordaria cedo o suficiente para ver algo que irá, certamente, se orgulhar. — Ela ergueu uma sobrancelha em resposta da minha expressão desconfiada sobre ser obra dos meninos. Assenti e me levantei, vendo-a fazer o caminho de volta pra algum lugar da casa, indo até o banheiro fazer a higiene pessoal.
Sally: Meredith Geller, se não parar de nos atormentar em três segundos, eu juro que vou acertar essa panela na sua cabeça até ficar inconciente.....detalhe, eu ficar inconciente. — Ouvi ela dizer, rindo enquanto descia as escadas.
Bella: Concordo com ela, Merry. Nunca te vi tão ansiosa quanto hoje, garota.....se acalme! — Murmurei chamando a atenção das duas, que neste momento corriam pela cozinha como gato e rato.
Reynolds: Bom dia pra vocês também, meninas. — Nós três nos entreolhamos e corremos pulando em cima do Rey, que caiu e ficou embaixo da bagunça murmurando algo sobre não respirar e ter a costela quebrada.
Sally: Certo, já chega. Acho que ele não vai levantar daí tão cedo se não deixarmos ele tomar ar. Café da manhã? — Fomos então tomar café e, quando terminamos, Merry disse que ia nos mostrar o que viu mais cedo.
Sentamos todos perto do computador "público" dos meninos, que ficava bem embaixo da escada e todos dali usavam. Merry digitou algo que não pude ler de onde estava, mas logo clicou em um vídeo de algum show dessa turnê.
"Bill: Essa música é muito especial pra todos, mas eu sinto uma conexão muito forte com esse som toda vez que o escuto. Sabem, as vezes acontecem coisas na vida que têm um momento certo pra acontecer. Não só eu, mas toda a banda tem algo que expressa nossos sentimentos agora e.... — Ele para e ri um pouco, sem nem se importar com a multidão que o olha atenta. — E queremos mostrar pra vocês. Espero que aproveitem.
Nesse momento George começa uma melodia frenética que, rapidamente, é seguida por Gustav e Tom. Logo, todos ali gritam e Bill começa a letra, de olhos fechados e um sorriso escondido atrás de cada palavra.
I should have know better than to let you go alone
It's times like these I can't make it on my own
Wasted days and sleepless nights
And I can't wait to see you again
I find I spend my time waiting on your call
How can I tell you baby my back's against the wall
I need you by my side to tell me it's all right
'Cause I don't think I can take it anymore
Is this love that I'm feeling?
Is this the love that I've been searching for?
Is this love or am I dreaming?
This must be love
'Cause it's really got a hold on me
A hold on me
Can't stop the feeling
I've been this way before
But with you I've found the key to open any door
I can feel my love for you growing stronger day by day
And I can't wait to see you again
So I can hold you in my arms
Is this love that I'm feeling?
Is this the love that I've been searching for?
Is this love or am I dreaming?
This must be love
'Cause it's really got a hold on me
A hold on me
Is this love that I'm feeling?
Is this the love that I've been searching for?
Is this love or am I dreaming?
Is this the love that I've been searching for?
Is this love or am I dreaming?
Is this the love that I've been searching for?
Ao fim, os quatro encerram o show agradecendo e batendo palmas para os fãs. Acho que o coro de "Own, que fofo!" deixou Reynolds com aquela cara de nojo que ele tinha agora, mas não destruiu nossa felicidade.
Merry: Viram? Eu avisei que não podiam sair de casa sem ver isso. — Sorria triunfante. Eu a agradeci com um gesto e vi, no brilho de seu olhar, quanto aquilo era grande e especial para ela.....mas também era para mim, para todas nós. Os meninos surpreenderam e provaram ser ainda mais maravilhosos do que já sabíamos.
Reynolds: Eles estão voltando? — Perguntou distraído e fitando o chão, batendo irracionalmente as pontas dos dedos na mesa.
Sally: Depois do almoço. George me ligou mais cedo e disse que Gustav perguntou se você está trabalhando direito.
Reynolds: Você respondeu..... — Esperou uma resposta e eu puxei Meredith de lado.
Merry: Não é o máximo? Agora é nossa vez. Mas é claro, por que não pensamos nisso antes? — Ela estava eufórica e nem parecia que era eu quem tinha algo pra falar.
Bella: Podemos, é claro. Merry, não que isso não seja importante mas, preciso te avisar uma coisa. — Sua expressão se tornou preocupada e séria. Merry tocou minhas mãos por um momento e depois falou.
Merry: O que foi? Bella, antes de falar qualquer coisa, estou aqui para o que der e vier. Não importa o que seja, pode confiar em mim.
Bella: Eu vou sair agora, prometo que volto logo, mas precisa saber que o que vou resolver é complicado e estranho. Lembra daquela pessoa que seria capaz de me tolerar pelo emprego? — Continuei quando ela assentiu. — Então, vamos sair e acertar as coisas. Depois disso tenho que.... — Pensei por uns segundos e inventei alguma desculpa. — Tenho que encontrar alguns colegas da faculdade no aeroporto, parece que um dos rapazes está tendo problemas em casa e precisamos ajudá-lo.
Merry: Quais tipos de problemas? — Perguntou desconfiada. Ela realmente é muito esperta, não sei porquê não seguiu a carreira de detetive.
Bella: A esposa dele pediu a separação e quer a guarda do filho pequeno, aí ele voltou a ter alguns problemas com drogas e só piorou a situação com as autirodades. — Ela fez um sonoro "Ah!" em resposta da explicação e piscou pra mim.
Merry: Sempre ajudando os outros, não é Bella? Caso você se atrasar para ir buscar os meninos, eu digo a eles que você ama muito cada um deles e que logo aparece parar sufocá-los de tantos abraços. — Ela sorriu e me abraçou, uma sensação estranha percorrendo o meu corpo com o seu toque. Algo como uma corrente passageira que, assim como chega repentinamente, vai embora sem explicação.
Bella: Obrigada, Merry! Te vejo depois do almoço e vai passear um pouco, talvez um pouco de sol na cabeça faça você acalmar os ânimos. — Nós rimos e saímos da casa, eu seguindo para o carro e ela acenando da porta.
Ao ligar o som do Porsche, escutei ao fundo uma música que preencheu o vazio da sensação que senti a alguns minutos e rapidamente reconheci. Era "Paradise" que, estranhamente como nunca aconteceu, me fez sentir forte e vulnerável ao mesmo tempo. Aquilo me assombrou até o ponto marcado pela minha ex-colega de trabalho que exigiu uma reunião de perdão estranha, onde estacionei o carro e a avistei dali mesmo.
Louis: Pontual como sempre. — Murmurou vindo de uma das pilastras daquele beco muito deserto e escuro, por ser onze horas da manhã.
Bella: Não costumo fazer os outros esperarem. Já ouviu dizer que não se faz com os outros o que não quer pra você? — Desafiei usando o mesmo tom debochado que Louis usou ao me cumprimentar informalmente. Seu sorriso sombrio brilhava nas sombras dos cortiços que impediam a entrada de luz no beco.
Louis: Se viemos até aqui por uma trégua, por que é que ainda nos provocamos e desafiamos feito duas inimigas adolescentes que representam grupos diferentes? Vamos logo dar um fim a isso, não acha Bella? — Ela saiu das sombras, agora iluminada por uma luz repentina que cegou meus olhos por alguns segundos. Logo vi que era um carro, mas não era seu esportivo vermelho e sim um geralmente usado em locais de terra.
Bella: O que você quer, Louis? Não quer falar sobre desculpas ou acordos de tolerância em determinados ambientes, mas sim da sua tão desejada vingança. — Estamos falando e girando em círculos, como em um movimento de ataque, olhando fixamente uma para a outra.
Louis: Se não tivesse ouvido sua conversa com o fiel escudeiro bobalhão, que tinha tudo para se aliar a mim para te tirar do caminho de Bill comigo, apostaria todas as fichas em você se jogando no meu desafio, querendo entrar no desafio e pronta para me enfrentar.
Bella: Você é suja, Louis. Não mede esforços ou consequências quando a sua monstruosidade te cega e sua verdadeira face, a trapaceira e doentia, se torna visível. — Explodo e só arranco risos dela. Nisso, a luz do carro parado na minha frente ganha um tom fraco e a voz chata e desprezível de Louis enche meus ouvidos com a cartada final.
Louis: Acertou em cheio, minha querida. Eu não jogo sozinha, como faz os inexperientes.....me aliei a alguém de seu círculo social que mantem as mesmas metas que eu. Prepare-se, porque se depender de mim e dos meus comparsas.... — Ela estala os dedos e duas sombras, uma esguia e baixa e a outra alta e de formas masculinas, ficam refletidas na luz do farol e, antes que eu possa me virar e encará-las, sou agarrada e um pano é posto sobre minha boca. — Ah, Bella......você nunca mais verá seu amado Bill.
Tudo o que ouço é a risada satifeita de Louis e sinto meus sentidos desfalecerem, meus joelhos vacilam e cedem. Braços preparados me apoiam e depois disso mais nada, apenas a escuridão total vinda pela desistência de minhas pálpebras, de repente, pesadas demais sobre meu olhar.
Notas finais
Obs: A música que coloquei no meio do capítulo é do "Whitesnake- Is this love", só pra dar um ar de romantismo na cena. Aconselho ouvirem, é muito boa de ouvir e principalmente para todos os tipos de corações apaixonados!!!
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