Amor, Loucuras e Muita Diversão
19 A volta de Merry
Notas iniciais
Rapidamente passei pela recepção e, como já me conheciam ali, fui liberado pra visita e praticamente me teletransportei pro quarto onde Merry estava. Lá encontrei o amiguinho de Bella e Meredith dormindo feito uma pedra ou como o senhor Gibbs dorme nos Piratas do Caribe. Já Merry, estava......ok, o que era aquilo?
Merry: Ah Tom, estou morrendo de fome. Será que dá pra sentar aí e fingir que não está surpreso? Depois nós conversamos. — Avisou lendo minha expressão, que nem eu queria saber qual era naquele momento. Fiz exatamente o que ela recomendou e me sentei, observando de vez em quando ela e também o Sr. "Ronco Muito" ao meu lado.
Esperando Merry terminar de praticamente devorar a refeição de todos os paciente do hospital, sim porque do jeito que ela comeu só pode ser isso. Mas então, fiquei esperando e pensando na viagem próxima que faremos. Putz, vou ter que deixá-la aqui, sozinha e indefesa se recuperando com muito azar (meu) na companhia do playboy "Maurício" Reynolds Mark.
Tom: Pronto, senhorita Meredith "Come tudo" Geller? — Brinquei recebendo um tapa em resposta. Esfreguei o braço, fingindo dor e continuei. — Estava com fome, tem certeza de que te alimentam aqui?
Merry: Claro que sim, mas nesses últimos dias nem tive muito tempo pra isso e também..... — Diminuiu a voz, mas percebi o que disse. — O médico falou que posso sair mais cedo se repor as energias do corpo.
Tom: O que, o médico pediu pra trazer mais comida? — Brinquei, me levantando. — Espera aí que eu busco mais.
Merry: Tom, Tom para. — Segurou meu braço, mas continuei brincando.
Tom: Prefere costela assada com molho barbecue com um pernil gigantesco ou peru ao molho de laranja e dois pratões de macarronada italiana? Ah os dois, só um segundo que já vou pedir. — Ri, quando ela desistiu percebendo o que eu fazia. — Mas é sério, não precisa comer tudo o que vê só pra poder sair antes.
Merry: Eu não disse isso. — Fitou o chão, evitando me olhar nos olhos.
Tom: Tem certeza? Quer que eu procure o chefe de segurança e passe em slow motion e ainda com legenda, essa sua frase retraida?
Merry: Tá, foi ele que disse isso. — Desistiu rindo e puxando minha mão pra mais perto. — Você tem razão, vou sair logo e não é isso que me impedirá.
Tom: Eu sempre tenho razão.
Merry: Bobo convencido. — Sorriu movendo a cabeça de modo que seu perfume exalasse pelo quarto. Ergui a cabeça, tentando puxar mais e mais ar daquele lugar. Tá, é meio estranho por ser um hospital, mas já estava ficando irresistível.
Tom: E aí, o médico já disse quando vai sair? — Ela ergueu uma sobrancelha, insinuando que não entendeu a pergunta. Claro, ela tinha acabado de responder a pergunta. — Quer dizer, um prazo, uma data específica?
Merry: Ah sim, amanhã. — A resposta foi repentina. Eu não esperava por aquilo.
Tom: Já? Q-quer dizer, foi rápido, não......eu não queria que fosse mais tempo, é o suficiente. Não de novo, vamos recomeçar. — Ela só observava, atenta e com um ar de riso no rosto. — É ótimo você sair daqui, mas foi mais rápido do que eu esperava e.....nem tive tempo de planejar alguma coisa. — Falei manhoso, só pra mim.
Merry: Oh, Tom. Own, que fofinho. Você queria me preparar uma surpresa? — Perguntou com um bonito sorriso, amassando minhas bochechas com beijinhos que eu até pensei em aproveitar, mas não....deixa pra lá.
Tom: Para Merry, não era pra você achar bonitinho, fofinho ou qualquer outro adjetivo que termine com "inho" no final. — Falei, desabafando e ela começou a rir. — O que? O que foi agora?
Merry: Nada, é só que é engraçado ver você desapontado, sabe? Quando suas expectativas voam e você não consegue agarra-las?
Tom: Eu sei o que é, Merry.
Merry: Tá, desculpa. — Falou tentando parar de rir. Parecia uma riquinha querendo ensinar quem não teve oportunidade, traduzindo....chata.
Tom: Ok, resolvendo a situação. Sou eu quem vai vir aqui te buscar amanhã, vamos falar com o Dr. Fillipe pra ver o que teremos que mudar no seu dia-a-dia por enquanto e vou ver se arranjo alguém pra arrumar o quarto que está sobrando lá em casa pra você.
Merry: Quarto? O que? — Perguntou e eu tentei sorrir, triste pelo espanto dela que poderia ser um sinal de negação.
Tom: É, o seu quarto na verdade. — Ela ficou me encarando e ninguém teve coragem de dizer nada, só uns minutos depois que eu resolvi brincar. — Surpresa!? — E, aliviando o clima, ela riu.
Merry: Isso foi...uma pergunta ou...uma surpresa de festa sem saberem?
Tom: Acho que os dois, só queria brincar com a ironia da frase.
Merry: Mas, acho que Bella vai acabar com os seus planos. Sério, você vai viajar pros shows e vamos ficar aqui, não acha que Bella irá querer tomar conta de mim?
Tom: Quero ver quem vai tirar isso de mim. Mas nem Bella ou aquele mauricinho mala ali. — Apontei pra trás sem pensar e Merry segurou o riso. — Ele está acordado, né?
Reynolds: Boa noite pra você também, Tomzinho. — Esse cara tá me zuando? Vou descer o braço nesse delinquente infeliz, quem ele acha que é pra me chamar assim? Prestes a virar e responder pro maluco do lenço no pescoço, meu celular tocou.
Ligação on
Tom: Fala....
Gust: Tom? Então, como está a Merry?
Tom: Melhor, disse que sua saída pode ser amanhã e....- Tampei com a palma da mão e Merry sussurrou para um mandar um beijo pra ele. Tá bom que eu ia ficar mandando beijo pra homem. — A Merry te mandou....lembranças e obrigado por perguntar.
Gust: Bom, isso é legal cara.....quer dizer que vamos ter a Merry de novo com a gente antes dos shows? Demais, vai ser mega irado.
Tom: É, mas o que quer? Não acho que ligou só pra perguntar se está frio aqui dentro. — Ironizei, e ele engasgou antes de responder, provavelmente tendo em mente que eu nunca poderia dizer outra coisa.
Gust: Não é que, acho que você não vai mais voltar aqui, então....posso dar umas voltas com o seu carro? Meu primo combinou de me encontrar lá no Charlie's e é daqui a uma hora, aí pensei que poderia passar o tempo por aí ao invés de ficar de plantão aqui na frente sabendo que você não vai usar o carro.
Tom: Tudo bem, mas tome cuidado e vá jantar com o seu primo, dê uma olhada geral nos pontos legais pra ele conhecer e volte pra casa sem nenhum arranhã, marca, tiro ou qualquer outra coisa no carro. — Ditei as regras como um militar enlouquecido que zela exageradamente pelo que é seu. Merry riu das minhas exigências e Reynolds ficou quieto apenas observando. — Ah, lembra daquela ideia que eu tive de levar Merry pra morar com a gente? Ela está quase ignorando, e diz que Bella não vai deixar. Pode isso?
Gust: Hãm, deixa eu falar com ela....põe no viva-voz aí.
Tom: Claro que não, estamos num hospital e não no seu quarto Gustav.
Gust: Tá, então avisa ela que euzinho vou ficar muito triste e aplicarei meu olhar fofo do gato de botas até ela aceitar. Diz também que eu faço as refeições dela por um mês com menu especial segundo o que ela quiser, conto histórias pra ela dormir, limpo o quarto e o banheiro, faço uma festa de um mês dela morando lá e não levo garotas sem pedir sua permissão. — Coloquei no ouvido de Merry e comecei a rir.
Merry: Obrigada, vou pensar no seu caso, mas assim você não me deixa escolha.
Tom: Valeu pela ajudar, agora tome cuidado com o meu carro e o traga inteiro que eu posso pensar em te emprestar mais vezes.
Gust: Ok, pode deixar. Qualquer coisa me liga ou eu te ligo, valeu? Tchau Tom, obrigado mano. — Desligou assim que me despedi e Reynolds, que estava olhando pro relógio, levantou adoidado com as mãos na cabeça.
Merry: O que foi, Ray? — Perguntou preocupada.
Tom: Vai tirar a mãe da forca? — Ele riu pra mim, mesmo não querendo e respondeu olhando pra Merry.
Reynolds: É que tenho um compromisso e esqueci completamente das horas. Também, quem não se perde no tempo vendo esses olhos verdes perfeitos? — Tu perdeu a noção, doido? Olhei pra Meredith, que corou e procurou não olhar nos meus olhos.
Merry: Pode ir, Tom vai ficar aqui comigo. Aposto que ele tem ótimos assusntos pra conversar comigo, quem sabe ele até não divide a próxima refeição? — Piscou pra mim. Ela estava deixando claro que me tinha ao seu lado, um sinal de que começou a se acostumar com meu "eu vou estar sempre aqui pra você". Reynolds trocou um rápido olhar comigo, sem graça e infeliz com suas próximas palavras.
Reynolds: Tudo bem então, sei que Tom irá cuidar bem de você. Até mais Merry, não vale sair daqui sem me avisar, ein? — Sorriu pra ela, esperançoso e como um cão fiel, e depositou um beijo em sua testa. — Tchau Tom, cuide bem dela.
Tom: Pode deixar que tá comigo tá com Deus. — Informei e Merry riu, socando meu ombro. Ele saiu e eu lancei um olhar pra ela, como quem pede uma resposta nitidamente nescessária.
Merry: Que foi?
Tom: Você sabe.....responde. — Intimei, vendo ela se levantar (o que ela pouco fazia durante o tempo que, pelo menos eu, fiquei ali) e se sentar bem na minha frente, segurando minhas mãos e respirando fundo.
Merry: Tom, eu agradeço por ter feito tudo o que fez por mim, você é muito importante e eu gosto....nossa, até demais de você. Só que minha mãe vai ficar aqui com a minha irmã e meu pai, faz tempo que não temos passado uns dias juntos.....eu preciso não me afastar dos meus pais, entende? Obrigada pelo convite, fiquei muito feliz, sério. Nunca esperei isso vindo de você, mas isso não vem ao caso. — Olhei como um cão sem dono pra ela e tentei.
Tom: Tá, mas eu não estou pedindo pra passar o dia trancada no quarto ou na casa, só quero que esteja por perto durante esse tempo de recuperação. Vou me sentir melhor, ainda me culpo por tudo isso. — Abaixei o olhar, incapaz de olhar em seus olhos.
Merry: Mas não devia, pois foi eu que revidei aqueles idiotas e aconteceu o que aconteceu. Muito pelo contrário, você foi muito fofo ficando aqui comigo, me propondo esta oferta, confiando em mim e me ajudando em tudo. Vou ficar bem lá na casa da Bella, terei meus parentes e amigos e logo logo vocês voltam, aí podemos ficar juntos.
Tom: Juntos? — Levantei o olhar junto da sobrancelha maliciosa, arrumando o piercing com a língua, mas só consegui uma risada e um rolar de olhos.
Merry: Não desse jeito, quer dizer....eu não sei, já disse que é difícil pra mim. Mas podemos fazer programas de amigos, quem sabe ainda antes de irem?
Tom: É, tudo bem.....mas vou querer que atenda meus...- Parei contando e estabelecendo um bom número de ligações por dia. — Cinco telefonemas.
Merry: Cinco? Não prefere comprar um pacote de pay per view? — Agora é ela quem está fazendo piadinha. Olhei desafiador e ela parou um pouco. — Tudo bem, me desculpe. Mas sim, se isso te deixa feliz eu também fico e atendo seus cinco telefonemas por dia. Agora, só me responde uma duvida.
Tom: Manda. — Sorri um pouco, sentando como um índio na cadeira.
Merry: Qual o interesse das cinco ligações, quer dizer, pra que cada uma?
Tom: A primeira, depois de acordar pra saber se dormiu bem, ouvir sua voz e o que vai fazer até a hora do almoço, que já é a segunda que visa o almoço e se está se alimentando bem e claro, ouvri sau voz. A terceira, é de tarde pra saber se foi ao médico, deu uma volta, planejou algo pra noite e pra ouvir sua voz de tarde. A quarta, depois da janta pra saber jantou certinho e se já vai dormir, eliminando a quinta ligação, ou se vai sair e ouvir sua voz.
Merry: Sério que você gosta da minha voz? — Perguntou séria.
Tom: Muito, mas não é só disso.....porém se eu disser vou ser expulso desse quarto e talvez até do país. — Disse olhando diretamente pra todo o seu corpo, ganhando dessa vez um leve tapa.
Merry: Sabia que o romântico fofinho tinha ficado no meio da última frase. — Riu.
Tom: Mas e então, me conta o que fez hoje.
Merry: Ah, eu fiz uns movimentos novos de monitoriamento do médico, li algumas revistas daqui.....sabia que o show de vocês no CamLee está tendo promoção? — Continuamos conversando, dessa vez sobre nossas vidas, notícias e nada que envolvesse nós dois juntos, como o Bill e a Bella. Falando neles, o que será que estão fazendo?
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Bella Pov
Acordei e estiquei os braços, encontrando a cama vazia, sinal de que ou Bill foi tomar café ou está no banho. Ouvi água correndo e depois uma brusca parada, resposta dois correta, ele estava ali. Levantei meu tronco, ficando sentada, e olhei no relógio descobrindo que era em volta de nove e meia da manhã.
Bill: Bom dia, amor. Sentiu minha falta? — Eu ri, ele saindo do banheiro com as mãos ocupadas pela toalha enxugando o cabelo, uma bermuda confortável e uma regata clara.
Bella: Devo dizer que sim? Pois, pelo jeito, você passou horas no banheiro, não? — Brinquei e ele jogou seu corpo na cama, rindo descontraído....o que o deixava ainda mais lindo. — Vou tomar banho também, se importa se eu usar o seu banheiro?
Bill: Vá, eu vou ficar por aqui. — Inclinou a cabeça pro banheiro e então me levantei, pegando minha bolsa e indo em direção ao banheiro. Entrei e tomei um banho completo, e não demorei muito afinal, eu não estava na minha casa e seria falta de educação.
Bella: Pronto, acordou faz tempo? — Perguntei, me sentando ao lado dele na cama, esfregando os dedos sobre a pequena camada de esparadrapo que cobria o corte daquela noite perto de casa.
Bill: Não, na verdade já faz uma hora. Até nisso combinamos. — Ele riu e me abraçou, depositando um beijo em meus lábios. — E então, o que achou do jantar de ontem?
Bella: Ótimo, nossa.....você cozinha super bem, até o brigadeiro saiu certinho. Mestre Cuca garanhão....... foi muito bom, desde a janta, passando pelo filme e.... — Eu ruborizei e ele esperou, estimulando que eu continuasse. — Até depois de tudo isso, você sabe, aqui.
Bill: Wow.....nisso eu sou mais que obrigado a concordar. — Nisso, o som das nossas risadas se juntou ao som esfomeado que vinha da barriga de Bella. — Opa, está com fome? Hora do café da manhã, amor.
Bella: Mas dessa vez, é por minha conta. — Ele assentiu e segurou minha mão, nos guiando escada abaixo até chegarmos na cozinha. Escutamos alguém mexendo nas xícaras e vi quem jamais imaginei ver ali. — Reynolds?
Reynolds: Bella? — Para tudo, o que ele está fazendo a......se meu raciocínio não falhou.....
Bella: Você é o primo desconhecido do Gust?
Reynolds: Gustav Schafer? Sim, você o conhece? — Dã, eu tava na casa dele e mesmo que eu estivesse ali convidada pelo amigo dele que mora na mesma casa, não daria pra não conhecê-lo.
Bill: Desculpe me intrometer mas, Gust já deve ter comentando sobre a banda com você, certo? — Bill jogou verde pra colher maduro.
Reynolds: Putz, é verdade. Eu tinha me esquecido disso, sabem, o Gust fala de vocês como se falasse de mim ou alguém da família. Nem dá pra pensar em uma banda ou coisas extremamente profissional. — Só não entendi o que a Bella faz aqui.
Bella: Bem, é....lembra que eu falei que reencontrei uns amigos, inclusive o Gustav, e um deles era o Tom? — Ele assentiu, com a xícara de café na mão esquerda e a direita apoiada na bancada. — Esse é Bill Kaulitz, irmão gêmeo do Tom e meu namorado.
Reynolds: É ele? — Confirmei e ele foi andando até Bill, com uma cara estranha e divertida. — Hm, então você é o cara que roubou o coração da minha maninha?
Bill: Acho que foi ao contrário, ela roubou o meu coração. — Deu uma rápida olhada pra mim, com os olhos cheios de paixão.
Reynolds: Tudo bem, tudo bem.....se ambos estão felizes, eu aprovo a relação. — Brincou segurando nossa mãos entrelaçadas.
Gustav: Reunião e ninguém me chamou? — Ironizou vindo de algum cômodo ali de baixo.
Bill: Bom dia, cara.
Reynolds e Bella: Bom dia.
Gustav: Bom dia para todos, meus amigos. — Disse formal, mas logo riu. Os meninos sentaram e eu fui preparar as panquecas. Estavam todos agitados conversando sobre carros e esportes.
Reynolds: Queria testar o carro que aluguei mas parece que o dia hoje não está pra passear.
Bill: Qual modelo?
Reynolds: Um
Maserati Quattroporte de 2004 preto, é muito lindo mas nem tive chance de buscar na locação. — Sorriu um pouco desapontado.
Gustav: Que dia pra chover assim, né?
Me senti em casa ali, Gustav e Reynolds entrosados na relação de primos, Bill de vez em quando olhando para o que eu estava fazendo e sorrindo o sorriso que sempre me fez perder o fôlego, enfim numa verdadeira "família" de amigos.
Bella: Está pronto. Quem está com fome? — Praticamente fizeram um coro de heavy metal gritando que sim. — Ok, já estou chegando aí.
Gustav: Meu Deus Bella, você realmente cozinha muito bem. Já pensou em abrir um restaurante? Eu seria o degustador pra ver se não está envenenado.
Bella: Obrigada Gust mas, por que provaria algo pra ver se tem veneno se viu a preparação? — Ele parou pensativo e sorriu, mas não disse nada guardou o pensamento pra ele, e voltou a comer.
Reynolds: Tenho que concordar, acho que já tenho a refeição mais perfeita do dia. — Sorriu degustando outro pedaço. Bill olhou pra mim e sorriu sussurrando "Chef sedutora" e não pude deixar de sorrir também.
Bill: Sente-se aqui, amor. Venha comer também. — Apalpou a cadeira ao seu lado e fui pra lá, tanto pra confirmar o que eles diziam sobre o café como para ficar ao lado de meu lindo namorado romântico.
Meredith Pov
Acordei sentindo alguém me observar, e quando estava prestes a falar algo do tipo: "Tom, seu pevertido." ou " Nem pense!" dei de cara com a enfermeira idosa que cuidou de Bella, segundo o que ela disse.
Sra. Burners: Bom dia, querida! Estou apenas preenchendo a ficha da manhã, você sabe. — Concordei com a cabeça, afinal depois de quase uma semana no hospital, eu já tinha uma "rotina" de serviços hospitalares como curativos na perna, nos braços e o corte na boca, depois os exames, a comida, exercícios e relatórios.
Meredith: É. — Sorri.
Sra. Burners: Vou terminar aqui e em menos de meia hora vem alguém, se não eu mesma, retirar os equipamentos de monitoriamento e em seguida o café. — Alertou.
Meredith: O monitoriamento? Isso quer dizer que....
Sra. Burners: Que você sai hoje mesmo, talvez após o almoço. O doutor pediu pra atendente ligar para as pessoas que vieram te visitar esses dias e cancelar a visita.
Meredith:Hm, e a senhora saberia me dizer onde está o rapaz do acompanhamento?
Sra. Burners: Ah sim, o Sr. Kaulitz foi tomar café na lanchonete e disse que antes da senhorita acordar, chegaria. — Comentou ajeitando o óculos e escrevendo na ficha.
Meredith: Bom, ele está atrasado. Ela riu, e eu nem liguei.
Sra. Burners: Qualquer coisa sabe como chamar, até mais senhorita Geller desejo melhoras. — E saiu, me deixando esperando.....mas nem foi muito, pois logo depois vejo Tom entrando com um sorriso enorme nos lábios.
Tom: Bom dia, senhorita Geller. — Sorri.
Meredith: Bom dia! — Sorrio de volta.
Tom: Soube das boas novas? Alguém já te contou?
Meredith: Sim, a enfermeira mas....sinto que está com uma imensa vontade de dizer algo. — Ele pensa, segura minhas mãos e se aproxima.
Tom: Duas.....parabéns e.....eu te amo. — Se aproxima mais ainda e beija minhas mãos, depois passa para a testa e.....
Meredith: Obrigada, Tom. — Ele suspira, contente com o que teve e se afasta.
Tom: Tudo bem, fico feliz que tenha tido uma boa notícia ao acordar mas, não querendo estragar o clima.....hoje amanheceu um pouco frio e choveu um pouco. Liguei pro David e pedi que ele trouxesse um carro extra pra te levar daqui. — Diz e só agora percebo que ele usa um casaco de moletom preto, com uma blusa azul por baixo.
Meredith: Hoje nada e ninguém vai estragar o meu dia. Sabe por que? — Pergunto, fazendo graça.
Tom: Não sei, me conta.
Meredith: Porque além de sair desse "presídio hospitalar"....sairei com a pessoa que mais esteve ao meu lado, não desprezando as outras, que me surpreendeu e que eu gosto muito.
Tom: Por incrível que pareça, não sei de quem está falando.
Meredith: Ah é, por que exatamente?
Tom: Porque seu amiguinho Reynolds veio de surpresa, ficou aqui ontem e, pelo que sei, você gosta muito dele.
Meredith: Cala a boca, Tom. Quer saber, era de você que eu estava falando, mas com você.....
Tom: Ninguém vai estragar seu dia. — Cantarolou e depois se desculpou. — Esquece Merry, me desculpe.
Meredith: Dessa vez passa, mas e então o que mais rolou enquanto dormi....porque você parece que nem pregou os olhos. — Comentei ainda irritada com ele, mas com uma ponta de preocupação.
Tom: Quem te disse isso? Dormi uns cinquenta minutos e alternei uns vinte cochilando.
Meredith: Sério? E você acha que uma hora e pouco é suficiente pro senhor descansar, Kaulitz? — Murmurei tentando me fazer de brava com ele, sem sucesso algum.
Tom: Ora, eu não sofri acidente algum e minhas consultas estão em dia, ao contrário de você senhorita Geller. — Apontou pra mim.
Meredith: Como....como sabe? — Perguntei surpresa.
Tom: O resto do tempo que passei acordado fiquei enchendo o médico de perguntas até descobrir, praticamente e inteiramente, sua ficha final daqui. — Disse, orgulhoso de si, batendo a mão no peito. — Eu, Tom Kaulitz, fiz isso e sei que você, Merry Geller, faltou na consulta geral do mês passado.
Meredith: Vou lembrar de, na próxima vez, te impedir de ser o acompanhante. — Sorri e ele, de uma forma estranha, sorriu de volta feliz por eu ter dito aquilo.
Tom: A primeira coisa que faremos quando sair daqui será....
Meredith: Visitar minha mãe? — Interrompi.
Tom: Também, na verdade eu estava pensando em reunir todos lá em casa e levá-la pra lá, o que acha? — Perguntou, os olhos cheios de animação.
Meredith: C-claro, pode sim. — Ele se levantou rapidamente e já pegou o celular discando vários números e tagarelando sem parar até ambos vermos o enfermeiro chegar e começar o processo que no fim, me liberaria para casa.
Tom: Vamos logo com isso, cara, é só me dar os papéis pra ela assinar. — Reclamou com o enfermeiro.
Enfermeiro: Calma senhor, temos um procedimento padrão um pouco demorado mas garanto que em menos de meia hora estarão livres. Senhorita Geller, pode tomar o seu café. — Tom virou pra mim e sorriu sem jeito, se desculpando no olhar. Peguei uma bolacha e mordisquei a ponta, não estava totalmente com fome mas aquilo com certeza poderia me manter até o almoço....ainda mais agora com Tom e , acredito eu, todos me enchendo de "comidas pra coelho" na dieta dos enfermos.
Tom Pov
Eita nervosismo insano que eu tô. Já não chega o tal procedimento padrão demorado, agora o médico queria porque queria dar tchau pra Merry.....tarado, não confio em médicos e seu nhê-nhê-nhé com pacientes.
Dr. Phillipe: Então garota, feliz por sair daqui? — Não, sabe o que é, gostei de ficar aqui e resolvi que passarei o resto da minha vida neste recinto. Merry sorriu, educada porque se fosse eu.....tolerância zero. — Claro, ninguém gosta de hospitais......estou feliz por você mas temo que nunca mais eu veja você e seus amigos.
Meredith: Own, não seja por isso.....quero agradecer pelo comprometimento que teve com o meu caso, se não fosse ter feito tudo o que estava ao seu alcance no momento que cheguei eu....eu poderia não estar aqui agora.
Tom: Você....você gosta de....música? Talvez o CamLee?
Dr. Phillipe: CamLee? É meu restaurante favorito desde que abriu.....por que a pergunta?
Tom: Temos um show depois de amanhã e se quiser pode ir. — Disse retirando três entradas para a área Vip, pois como é um local público, optamos por fazer um show livre....na verdade, foi ideia minha e da Irma F., mas não foi só por isso.
Meredith: Sério? — Perguntou, mais uma vez, surpresa.
Tom: Claro, afinal os médicos também se divertem, não é mesmo doutor? — Ele assentiu e eu passei a mão na cabeça de Merry, bagunçando seu cabelo. — Vamos?
Meredith: Vamos. — Disse se virando pra mim após olhar pro médico e ver ele assentir. Andamos acompanhados do médico até a saída e percebi Merry tremendo um pouco, olhei pra fora e vi que chovia. Antes de sair me certifiquei que não havia curiosos de plantão, retirei meu casaco e passei entorno de seu ombro. — Tom, por que...
Tom: Não faça perguntas, apenas me deixe fazer algo que eu queira pra me redimir. — Disse e caminhamos até o carro, de vez em quando erguia minha cabeça pra proteger a dela dos pingos cada vez mais pesados e grossos. Quando entramos no carro, me virei pra ela e sorri.
Meredith: Obrigada, fiz tudo certinho, é?
Tom: Você nunca faz errado.
Meredith: Mesmo? — Me desafiou apontando pro curativo por baixo da calça jeans desbotada.
Tom: Talvez nem sempre, mas é o suficiente pra ganhar qualquer agrado meu....e antes que pergunte, não é por isso que fiz aquilo.
Meredith: Já sei, quer se redimir.
Tom: Também, mas vamos logo pra casa que temos muito o que fazer. — Me virei e coloquei a mão na chave, prestes a girá-la quando Merry pede.
Meredith: Espera. Eu....quero agradecer de novo por tudo o que fez por mim. Sério, não sei o que faria sem você aqui.
Tom: Mesmo? Aposto que daria poucas risadas, não teria um bobo da corte, teria que arranjar outra cobaia pra comida do hospital.... — Disse fazendo ela rir.
Meredith: E o mais importante, talvez não me daria conta de que.....de que....
Tom: De que? — Falei, sentindo a falta de uma batida no coração, aproximando nossos rostos.
Meredith: Deixa pra lá. Não quero estragar esse momento, podemos deixar isso pra depois, certo? — Afastei meu corpo dela e me virei para o volante.
Tom: Ok, foi você quem começou. — Dei partida no carro, ignorando a expressão engraçada de Merry.
Meredith: Eu? Quem estava quase matando o médico por ele ter sido gentil?
Tom: Gentil? Se for assim já fui gentil com pelo menos um milhão de garotas que cobicei nas noitadas.
Meredith: De novo esse assunto? Você devia se envergonhar disso e não se gabar. — Ela ainda ria.
Tom: Você pediu. — Continuamos discutindo que havia começado e com certeza, aquele seria um caminho engraçado de percorrer. Chegamos em casa e tudo estava silencioso como um quarto vazio e escuro.
Meredith: Tem certeza que essa é sua casa? — Riu, zombando de mim.
Tom: Muito engraçado, posso esquecer de muitas coisas nesta vida mas o caminho da minha própria casa, isso é muito pra qualquer espécie de doido.
Meredith: Você disse que o Bill ia preparar um jantar pra Bella ontem? — Concordei baixinho, rindo ao ver uma sombra de cabelo alto se encolher no corredor perto da escada e uma mão por cima pedindo silêncio. — O que é engraçado?
Tom: O Bill não é nada calmo pra fazer essas coisas. Aposto que passou horas se perturbando mentalmente até dar a hora de buscar Bella.
Meredith: O Bill? Jura? Sempre achei que era ele o romântico e você o insensível. — Ouvi risinhos nessa hora e Meredith se virou pra escada rindo. A luz voltou ao ambiente e todos nossos amigos sairam do corredor gritando.
Todos: Surpresa!
Tom: Eu disse que sabia qual era minha casa. — Comentei rindo da cara dela, que fez tipo "Dã".
Georg: Você mereceu aquela do insensível Tom, foi querer dar uma de espertão pra cima da nossa heroína e caiu feio. — Ria feito um imbecil.
Bill: Podia ter ido dormir sem essa, Tom. — Ele ria ao lado de Bella, esperando na fila pra abraçar Merry.
Victoria: Minha irmã pode achar isso, mas eu não tá Tom? — Eu ein, fiquei com dó da Merry agora.
Merry: Vocês são perfeitos, pessoal. Estou super feliz por terem vindo. — Contagiava todos com o sorriso magnífico em seus lábios.
Reynolds: Não poderiamos deixar sua volta passar em branco, né? — Metido. Pela primeira vez senti que ele poderia ser um cara legal com ela sem eu querer bater nele.
Will: Afinal você é muito importante pra todos nós. — Sorriu abraçando e beijando a filha.
Bella: Minha irmã desmiolada.....nunca mais faça isso comigo novamente, tá? — Apontou pra ela, sorrindo feito uma boba.
Gustav: E se for ficar uns dias sem aparecer aqui, faça o favor de não se hospedar em algum hospital porque eu odeio eles e assim não daria pra te visitar todos os dias. — Riu, nos arrancando gargalhadas. Ouvimos a campanhia tocar e fui logo avisando quando Georg se virou pra porta.
Tom: Deixa que eu abro. — Corri pra lá e abri a porta vendo quem eu não queria ver.
#: Olá! Esqueceram de me convidar pra festinha?
Notas finais
Ops, foi você quem me ensinou isso Barbara, agora segura firme aí e não tente me matar. Rsrsrsrs, beijos!!!
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