Amor, Loucuras e Muita Diversão

20 Despedidas e esclarecimentos


Notas iniciais
Oie, gente linda do meu coração!! Posso chamá-los de little angels? Bom, estou muito animada, né? Pois é, esse é o capítulo número 20 da fic!!!!!Legal né, faz vinte capítulos que nos conhecemos pessoal, vinte que eu jamais esquecerei.
Ah, essa fanfic ultrapassou o número de reviews da minha outra e com menos capítulos, isso é maravilhoso para quem ainda é iniciante, pra não dizer aspirante, aqui no Nyah!!!
Espero que gostem desse capítulo e peço atenção para os próximos, pois a bomba vem logo em seguida....ou serão as bombas? (Risadinha maléfica tipo do Wesker agora)

Tom: Deixa que eu abro. — Corri pra lá e abri a porta vendo quem eu não queria ver.


#: Olá! Esqueceram de me convidar pra festinha?


Pov Merry


Essa voz...é do meu pai?! Me virei, pedindo licença pra Gustav e uma amiga que conversavam comigo, e fui até a porta puxando Tom, que estava paralisado com uma expressão sombria e que estava me deixando com medo de seus próximos atos.


Damon: Olá, filha! Fiquei sabendo que saiu do hospital e resolvi ver minha filhinha do coração. — Falso, estava com um sorriso largo e um embrulho nas mãos. Tom rosnou atrás de mim, com os olhos cheios de raiva e eu resolvi amenizar a situação.


Merry: É....pai, vamos conversar ali fora primeiro? O clima está meio pesado e me deve algumas explicações. — Empurrei a porta atrás de mim, me certificando de que Tom não estava nos seguindo.


Damon: Eu te devo explicações? Tudo bem, faz muito tempo que não nos vemos e é um pouco culpa minha, mas o que eu fiz pra me receber fora de casa? — Perguntou com uma expressão de chateação.


Merry: A casa não é minha, é dos meninos, e mesmo que fosse acho que você deveria avisar e não chegar do nada.


Damon: Não queria que eu viesse? — Perguntou, pra mim fingindo, um pouco triste.


Merry: Não é isso, pai......mas não seja falso. Todos ali sabem que o senhor nunca me deu muita atenção, e eu agradeço por ter vindo me visitar mas você não é confiável....você sabe, sendo atencioso e bondoso.


Damon: Chega! Não vou permitir que falem assim de mim. Vim aqui por amar minha filha e querer me redimir justamente de tudo o que fiz. Sua mãe fala muita besteira sobre mim pra vocês, não sou assim como acreditam.......é tudo culpa dela, Will Geller. Estou vendo que vou pelar pra merecer sua confiança novamente, mas assim como jamais deixarei de ser seu pai, também vou reconquistar seu respeito Meredith. Eu prometo, minha filha! — Pela primeira vez na minha vida, ele não se zangou por eu ter dito algo pra ele. Damon Geller, meu pai, estava realmente mudando e se arrependendo do velho jeito dele? Eu poderia acreditar que ele queria mesmo se redimir? Quem era aquele novo pai que estava na minha frente não me xingando, mas prometendo ser bom dali pra frente?


Merry: Ok, vou pegar mais leve a partir de agora. Vai ficar pra festa? — Perguntei fitando o chão, incapaz de olhar em seus olhos envergonhada pelo que disse antes.


Damon: Não, tenho uns negócios pra resolver na cidade mas antes de voltar pra casa pretendo vir te visitar. — Ele ollhou pro horizonte, seus olhos verdes ficaram ainda mais claros com o sol. — Tome cuidado, filha, estarei aqui se precisar.


Merry: Obrigada, pai. Ligo pra você mais tarde. — Ele se aproximou de mim e beijou minha testa, bagunçando um pouco meu cabelo. Depois, foi andando, e num piscar de olhos só pude ver o carro sumindo no fim da rua.


Tom: Meredith? — Chamou. A voz quase tão preocupada quanto seus olhos. Ele estava parado logo atrás de mim, o corpo um pouco inclinado e os olhos pequenos e apertados.


Merry: Eu estou bem, Tom. Vamos voltar pra dentro. — Caminhei até ele e toquei seu rosto, inclinando minha cabeça em seu peito e nos virando. Ele permaneceu parado mas depois sorriu de canto e me guiou pra casa. Lá, estavam todos disfarçando mas com certeza nem um pouco felizes por eu ter feito aquilo.


Tom: Conte, Meredith. O que aquele.....seu pai queria? — Ele estava nervoso, agora o sorriso me pareceu mais maligno do que sarcástico.


Merry: Não foi nada, Tom! Só disse que ia embora e pediu desculpas pelo tumulto. — Menti, tentando ser a melhor atriz do mundo e pelo visto fui. Tom me olhou desconfiado e depois assentiu.


Tom: Tudo bem, pelo menos ele não vai mais te magoar. Vamos aproveitar a festa? — Perguntou erguendo a mão pra mim e eu assenti, pegando sua mão. Fizemos de tudo um pouco: conversei com Bella e minhas amigas, jogamos "Verdade ou Desafio" o mais engraçado dali pelo conteúdo inadequado de Georg e Tom, enfim matei as sadudades que senti de todos os meus melhores amigos. Todos já tinham ido embora, só ficaram Bella, os meninos, minha irmã e minha mãe.


Will: Filha, eu e sua irmã estamos preocupadas com o que seu pai disse lá fora. Você brigou com ele?


Merry: Não, ele só pediu desculpas e foi embora.


Vick: Mesmo? Papai foi legal com você? — Apontou pra mim mais do que desconfiada, ela sabia muito bem a diferença entre como meu pai me tratava e tratava ela.


Will: Você aceitou? Acreditou nele? Ele não falou nada sobre mim?


Bella: Desculpem, mas acho que Merry precisa descansar um pouco. O médico me disse que os primeiros dias são extremamente importantes e.....não queremos que ela fique ruim de novo, né?


Vick: É. — E olhou pra mãe.


Will: Tem razão, nós vamos te deixar descansar. — Me abraçou e sorriu. Depois foi minha irmã e antes de Bella levá-las pra casa, ela parou diante de mim e agradeci.


Merry: Obrigada, Bella. Você me salvou.


Bella: Não precisa agradecer, percebi que estava pressionada. Mas quando voltar, vamos conversar sobre isso. — Sussurrou, voltando a sua rota inicial.


Observei todos ali começarem a fazer algo que, acho, faziam antes de tudo começar. Sorri quando Tom sentou ao meu lado no sofá, agora vestindo uma camiseta branca leve e uma bermuda bege.


Tom: Tomei banho. Não quer fazer o mesmo? Bella trouxe umas roupas suas, avisei ela que decidiu ficar uns dias aqui pra não deixar Gust chateado.


Merry: Só Gust? — Perguntei rindo dele.


Tom: E talvez eu....ok, me inclua nessa. — Ele gargalhou e pousou a mão no meu rosto. — E então?


Merry: E então o que?


Tom: Vai tomar banho?


Merry: Estou tão ruim assim?


Tom: Não, é que pensei que estivesse cansada da festa, do hospital e queria descansar um pouco.


Merry: Me convenceu. Onde fica o banheiro. — Perguntei e ele respondeu olhando pro corredor e depois pra mim.


Tom: Primeira porta depois vaso de flores....e sua roupa está no quarto de hóspedes, de frente ao banheiro. — Assenti e fui até lá, primeiro passando no quarto e depois indo ao banheiro. Tomei um banho relaxante naquela banheira aconchegante, em um momento deitando minha cabeça na borda dela pensando, refletindo e tentando tomar decisões, mas não sobre meu pai.....mas sobre Tom. Isso mesmo, Tom Kaulitz, o mesmo que está lá fora e por incrível que pareça, está sendo maravilhosamente gentil comigo. Mas apesar de, dentro do hospital, despertar o amor que sinto por ele, ainda sim tenho medo do que pode vir acontecer.


Bill: Merry? Está aí dentro? — Ele me tirou dos meus pensamentos, ou melhor, dúvidas, batendo na porta.


Merry: Estou....é, hã.....você precisa usar aqui? — Perguntei, quando achei as palavras certas.


Bill: Não, só vim avisar que Bella chegou e o jantar daqui a pouco já sai, ok?


Merry: Tá, obrigada Bill. Já vou sair. — Avisei e ouvi seus passos, calmos e leves, se afastando dali. "

Meredith Cathlyn Geller, o que você quer?", perguntei pra mim mesma. "O Tom!", uma parte imensa de mim dizia, mas a outra que ainda sofria pela escolha entre viver seu amor com quem ama ou viver assediada ou até odiada, e talvez traída, sem poder fazer nada além de abandoná-lo?


Tom Pov


Amanhã seria o dia D pra mim, o dia em que a viagem para a pequena tour iniciasse e isso significaria três coisas que eu ainda tinha que lidar. Um: ficar longe de Meredith logo nesse momento; dois: tenho que decidir de uma vez por todas se realmente estou apto a amar de verdade uma pessoa do sexo oposto, namorada, parceira e todos os outros nomes babões. E três, mas não mesmo importante: seria quase um mês (contando que seriam três semanas contando com shows e divulgação) longe de todo esse clima que finalmente se estabeleceu aqui. Quer dizer, sem amigos verdadeiros e nossas bagunças, nada de família e reencontro com eles, sem o convívio dos melosos Bill e Bella, Georg e Sally, Gustav e seu cãozinho......ou seja, teríamos que nos distanciar de tudo o que nos manteve firmes quando mais precisamos e que, agora, iríamos ter que reacostumar.


Gustav: Tom? Você tem um minuto? — Perguntou e nos afastamos, deixando todo o pessoal pra trás (resolveram fazer uma pequena despedida e convidaram todos os amigos, e até o Reynolds mesmo eu tendo choramingado e esperneado para não trazê-lo).


Tom: Que foi? Tá tenso achando que vai errar nos shows? Pelo amor, Gustav, já fizemos isso várias vezes. — Ele rolou os olhos e meteu a mão nos meus ombros, estapeando sem dó. — Filho de uma.....


Gustav: Não fala da minha mãezinha não, Tom. O negócio é sério, estou muito preocupado com a Merry. Não sei se percebeu, mas ela tem andado estranha depois daquele dia que o pai dela conversou com ela.


Tom: E você acha que eu não sei? Estou sondando ela pra ver se consigo alguma informação importante mas até agora nada. — Disse, ainda irritado. — Mas quer saber? Acho melhor deixarmos ela resolver isso sozinha, vai ser melhor pra todos nós......vou ficar de olho do Damon e em tudo que ele fizer. — Ah sim, e eu vou fazer isso até eu não poder mais.


Gustav: Tom? — Respondi com um "Hm?" e ele apontou o copo que estava em sua mão pro seu primo (sim, ele ainda estava lá e disse que pretendia morar na cidade....só não disse que seria vizinho de Meredith) xavecando a Merry.


Tom: Desculpa Gust, mas acho que vou ter que dar uma chamada no seu primo lá. — Fui até os dois, cutucando o ombro daquele infeliz. — Estão gostando da festa? Não achei que tivessem te chamado, Reynolds.


Merry: Tom. — Me repreendeu, arregalando os olhos. Mark Reynolds Garcia Schafer, ou o mauricinho como sempre gostei de chamá-lo, foi muito comportado nesses últimos tempos e isso me chamou atenção. Apesar de ter se mostrado responsável e um pouco divertido, nunca deixei de desconfiar das suas reais intenções com Meredith e.... ah, antes de continuar devo lembrar que de uma semana pra cá, Merry e eu ficamos um pouco mais próximos e eu consegui roubar um beijo......foi difícil, mas aposto que deixou ela balançada.


Flashback on


Tom Pov


Merry: Tom, pega uma água pra mim, por favor? — Pediu da sala, enquanto fui pra cozinha pegar o restante de pipoca que havíamos feito pra assistir algum filme. Naquele dia todos tinham saido menos eu e ela, Georg foi fazer compras com Sally (que voltou com um anel de noivado), Gustav e REIMOMOynolds procuravam um emprego pro mais velho e chato, já Bill....ah, nem preciso falar que ele foi dar uns pega na Bella antes de ir viajar, né?


Tom: Tem sorte que eu não peço recompensa. — Reclamei baixinho enquanto equilibrava água, pipoca e o controle nas mãos. Quando voltei, Meredith estava quase rindo mas não sabia do que. — Algum problema? Se for pra ficar rindo de graça é melhor dar um motivo ou vou começar a cobrar a risada. Dez dólares o segundo.


Merry: Só quero te lembrar que foi você quem me ofereceu a casa pra ficar até vocês irem viajar. Não é minha culpa que o médico receitou repouso absoluto. — Me sentei ao seu lado entregando a água, só que ela ficou olhando as bordas pra descobrir se lavei o copo (mania dela) ou não.


Tom: Mas é muito metida e nojenta essa garota.


Merry: Diz que você não gosta. — Desafiou rindo e eu me calei, tirando a pausa do filme. Foi aí que me surpreendi com um par de mãos impulsionando meu peito pro sofá, o que me fez ficar deitado com a "dona" das mãos em cima de mim.


Tom: O que...... — Ela me calou com a ponta dos dedos.


Merry: Sua recompensa pela água. — Murmurou e eu persegui suas mãos com os olhos, vendo ela pegando uma pipoca e colocando gentil e até sedutoramente na minha boca. Depois, ela simplesmente cedeu as forças nos braços e encostou o rosto em meu peito, depositando um beijo no meu pescoço antes de voltar ao seu antigo posicionamento: afastada de mim, na outra ponta do sofá.


Tom: Sua pilantra. Faz toda essa cena e depois cai fora? — Ela piscou e voltou a atenção ao filme. Empurrei seu tronco contra as poltronas do sofá e a segurei embaixo de mim, com força suficiente para mantê-la ali e ao mesmo tempo não machucá-la. Seus olhos fitaram os meus e nossos lábios se aproximaram, sendo colados perfeitamente um no outro. Eu tinha conseguido, fiquei com ela depois de tanto tempo tentando. Mas agora não sabia o que fazer, sair não seria prudente mas ficar só pioraria a situação. Porém, se ela não quisesse já teria se afastado, não é? Ouvimos o barulho de chaves do outro lado da porta e as vozes de Gustav e seu primo desempregado.


Merry: O filme parece bom, Tom. — Disse do nada e ergueu a sobrancelha esquerda dando sinal pra eu me recompor.


Tom: Tudo bem, voltemos ao filme então. — Sentei e apertei a pausa. Quando eles entraram, era como se a tarde inteira tivessemos ficado ali, inocentes e desfrutando da amizade de jardim de infância. O que teria acontecido se os dois não tivessem chegado?


Flashback off


Reynolds: Calma aí, Tom. Meu primo também vai viajar com vocês amanhã, eu tenho direito de vir me despedir. — Falou na maior calma do mundo, se aproximando de Merry.


Tom: É mesmo, me desculpe. — Forcei e segurei seus ombros apontando pro outro lado da festa. — O Gust tá ali, por que não vai lá falar com o seu primo? A Meredith ficará bem sozinha sem você.


Merry: Reynolds, vai dar uma volta eu......eu preciso falar com o Tom. — Ele assentiu, após questionar se ela tinha certeza, e saiu.


Tom: Meredith, quantas vezes vou ter que te avisar o que ele quer? Não está claro pra você? Olha, primeiro vocês terminam porque ele odiava seus amigos homens, depois ele volta todo amigável tentando se reaproximar e eu nem preciso dizer o que vem depois.


Merry: E você, Tom? Nem vou te encher com aquele papo de vida fácil mas, por que odeia tanto o Reynolds? E não responda que quer me proteger porque comigo isso não cola.


Tom: Porque.....porque não quero te ver infeliz, droga. — Disse segurando suas mãos. — Não acho que seja ele o melhor pra você.


Merry: E quem seria então, Tom Kaulitz? — Ela olhou diretamente nos meus olhos exatamente como fez naquela tarde do beijo. — Eu odeio que fiquem me racionalizando e não quero me chatear com você, então conte logo o que está querendo dizer. Coloca pra fora como um nó que se forma na garganta quando quer chorar.


Tom: Meredith, você é a única pessoa que me entende do jeito que sou, que continua comigo quando todos vão se divertir, é tão sincera e perfeita que eu me sinto um cafajeste quando percebo tudo o que já fiz. — Fitei o chão e comecei a caminhar devagar em direção ao jardim. — Você perdoa as pessoas tão facilmente, sempre é calma pra decidir, é muito bonita e jamais fere quem ama. Eu vou entender se quiser voltar com o Reynolds mas quero que saiba........saiba que eu nunca vou deixar de te amar e que sempre estarei atento com o Reynolds pra ele não pisar na bola com você.


Merry: Tom, seu idiota. O que te faze pensar que eu amo o Reynolds? Não vê que.... — Ia falar mas eu já fui respondendo.


Tom: Ele é mais responsável que eu, tem uma ótima lista de elogios, se veste que nem esses caras sociais, já te conhece a mais tempo que eu, conhece toda sua família.....


Merry: Eu te amo!


Tom: Deixou o que tinha pra fazer só pra te visitar, saberia te convencer de que quer casar com ele, tem dinheiro e uma casa em cada estado desse país....o que me faz pensar nos motivos pra ele não ter uma logo aqui em Los Angeles. Pensa bem, o cara tem dinheiro e poderia vender uma....sei lá, no Alasca que é meio frio e pegar uma aqui em LA pra se divertir no calor e sair com os amigos na praia.


Merry: EU-TE-AMO, Tom. — Virei meu rosto incapaz de assimilar as simples três palavras com a voz de Merry e seu rosto angelical.


Tom: O que?


Merry: Eu te amo, Tom. Tentei escapar por todo esse tempo, mas não deu. Você e esse meu coração que você roubou são mais fortes que a minha razão, eu não consigo pensar com a cabeça quando o assunto é você.....mas sim com o coração. Eu te amo!!!


Tom: Meredith, eu..... — Não consegui fazer outra coisa que não fosse puxá-la para os meus braços e beijar aqueles lábios perfeitos que tanto sonhei em tocar e vê-los mexer dizendo as três palavras que, por alguma loucura dela, acabei de ouvir. Minhas mãos passearam pelo corpo dela, e as dela agarravam minhas costas. Reclamei quando ela se afastou, mas sabia que era a necessidade de respirar que nos tinha afastado e não uma outra fuga como a do primeiro beijo.


Merry: Agora você entendeu, bobinho? — Perguntou, ainda com os braços ao redor do meu pescoço. Acenei com a cabeça e ri, depositando um selinho em seus lábios. — Não quer aproveitar a festa?


Tom: Prefiro ficar aqui com você. — Murmurei, ela se encaixando em meu abraço de costas para mim.


Merry: Mas a festa foi feita pra banda e, até onde eu me lembre, você faz parte dela. — Sorriu, o que me fez morder o lábio.


Tom: Tudo bem, mas sobre isso tudo que aconteceu.....


Merry: Eu sei, vamos manter em segredo até que ambos estejam prontos pra aguentar os "Eu sabia!" ou "Já tava na hora, seus cabeças.". — Concordei e voltamos ao ambiente da festa, rindo. Como aquilo podia ser sentido por uma pessoa? As tais borboletas no estômago não eram como imaginava e, por incrível que pareça, com meus quinze anos e até hoje eu ainda imaginava e julgava essa sensação como uma ânsia ou nausea....e vamos combinar que, o que sentimos é mil vezes infinito maior do que simples borboletas ou vômito.


Levei Merry até a pista de dança e envolvi sua cintura em meus braços, girando em círculos de acordo com a música que tocava.


Bill: Aí estão vocês. — Disse, um pouco alegre demais pro meu gosto. Bella tentava equilibrar o peso de meu irmão (ele é magro, mas já viu a altura dele?) sem sucesso, então fui até ela e segurei Bill.


Bella: Desculpem se atrapalhamos vocês, mas acho que Bill precisa de um bom banho e de uma noite de sono. — Disse, pouco feliz pelo que Bill havia feito....e eu tinha certeza que sabia a razão.


Tom: Tudo bem, o pessoal já começou a sair. Posso ir até lá e encerrar a festa se quiser. — Murmurei segurando a cintura de Bill, que cantarolava "Magic Dance" do filme que ele tanto adorava.


Bella: De modo algum, não será por isso que a festa de vocês vai acabar tão rápido. Eu me viro com o seu irmão, só queria ajuda pra levá-lo até seu quarto e a partir daí é por conta minha. — Ofereceu, com um singelo sorriso no rosto.


Merry: Vai lá, Tom. Eu não vou fugir. — Disse depois que lancei um olhar pra ela. Bella se encostou no outro lado de Bill e me ajudou a levá-lo pra dentro da casa, sorte que ninguém estava olhando.


Bill: Tom? O que você tá fazendo aqui? Bella, amor, você está com sono? Por que estão me levando para o quarto? — Questionava com aquela voz mole e chata, não sei como aguentei.


Tom: Tem certeza de que não quer que eu fique? — Perguntei depois de colocar meu maninho na "caminha do bebê". Bella negou com um movimento de cabeça e eu saí, deixando-os sozinhos para resolver seus assuntos. Quando voltei para a festa, Merry estava me esperando.


Merry: Não acha que isso é ruim pra eles, né?


Tom: Em que sentido? — Perguntei, entrelaçando nossos dedos.


Merry: Você sabe que Bella odeia bebida e o motivo, certo? — Neguei, sinceramente. — Sério? Ela realmente repugna esse tipo de vício, não que o Bill seja um.....ah, ele só fez isso uma vez, mas Bella simplesmente tem ódio disso.


Tom: Acho que é hora deles terem essa conversa, porque se nem eu estou sabendo.....quem dirá meu irmã. — Comentei e começamos a conversa sobre Bella e sua raiva por bebida.


Bella Pov


Foi um sacrifício colocar o Bill naquela banheira e pior ainda foi quando ele saiu correndo da água fria reclamando que suas roupas estavam molhadas e estragadas, (o coloquei de roupa e tudo ali, acho que o choque é maior) me derrubando e molhando tudo o que podia antes que eu chegasse na porta e o trancasse ali.


Bill: Como você é má, Bella. Por que não toma um banho comigo e então eu posso te desculpar por ter jogado essa geleira em mim? — Perguntou, os olhos brilhando incompatíveis com qualquer outro que eu já havia visto. Me esquivei de seus braços, tentando lançar-lhe um olhar que diria tudo o que eu queria dizer naquele momento. — Tudo bem, eu posso tomar sozinho.


Bella: Banho? Bill, você não percebe que o seu estado está me incomodando intensamente? Não é só suas gracinhas, por que fez isso? Que motivos você teve dessa vez? Ou esqueceu de me contar que gosta de beber de vez em quando? — Seu olhar, que estava mirado no chão, se ergueu surpreso.


Bill: Bella, eu...


Bella: Chega, Bill. Vai tomar o seu banho que eu vou arranjar alguma coisa pra você tomar e aliviar a bebedeira. — Fechei a porta atrás de mim, recostando minhas costas no centro dela e escorregando devagar até sentar-me no chão, com as mãos na cabeça tentando escolher entre o arrependimento e a raiva.


Fui até a dispensa e peguei um remédio que pelo menos eliminaria a dor de cabeça da ressaca. Por que Bill tinha que beber assim? Tudo bem, eu não contei totalmente o porquê do meu ódio contra o álcool, mas ele já sabia a parte principal que era exatamente: odeio bebidas!


Por mais que eu amasse Bill, aquilo acabou com meus dois únicos namoros. E eu não queria que fosse assim com ele, o que estava me deixando louca já que fugia da minha natureza. Eu só espero que uma boa noite de sono possa trazer ,além da melhora dos reflexos de Bill, uma manhã de muitos "porquês" e respostas.


Bill: Bella? Você voltou? — Perguntou, depois de ter saído do banho e ouvir o pequeno som que fiz ao colocar o copo de água na cabeceira da cama.


Bella: Sou eu, Bill. — Murmurei depois de um suspiro e, mesmo no escuro, pude senti-lo sorrir caminhando até a cama.


Bill: Olha, eu estou muito envergonhado disso tudo. Eu nunca quis te magoar e essa não será a primeira vez, então me perdoa? Diga que me desculpa pelo que fiz? — Ele estava chorando? Ótimo, se continuar assim o próximo sintoma será vomitar?


Bella: Xiii, Bill se acalme. Toma isso. — Entreguei o comprimido e ele tomou, corajosamente rápido. Enxuguei suas lágrimas com uma das mãos e puxei seu rosto para o travesseiro, encostando meu queixo no topo de sua cabeça. — Vamos fazer o seguinte, durma e amanhã conversamos sobre o que aconteceu. Não importa o que fizer, eu jamais ficarei brava com você.


Bill: Não está brava comigo?- Ergueu o rosto, os olhos surpresos.


Bella: Não, mas isso não reprime as chances de eu estar chateada. — Seu olhar caiu, e ele voltou a afundar o rosto no travesseiro. Passei as mãos em seus cabelos, tão cheirosos e perfeitos, brinquei com uma mecha e sorri pra ele. — Durma, meu anjo da música.


Quando percebi a alteração em sua respiração, denunciando que ele estava em um sono profundo, suspirei e murmurei pra ele apenas por dizer.


Bella: Ah, Bill.....se você soubesse a metade do que já sofri por causa da bebida, nem chegaria perto de um copo de água sem antes provar que é água. — Cara, acho que exagerei. — Minha vida nunca foi perfeita, mas não reclamo porque sei que se não fosse por isso, ela seria chata de mais. — Encostei minha cabeça em seu peito e comecei a contar tudo o que estava intalado na garganta. — Durante metade da minha vida, meus pais viveram em pé de guerra porque ele, depois de começar a sair com os amigos, bebia mais do que devia e chegava em casa totalmente alcoolizado. Muitas vezes acontece, mas conosco jamais ele quis nos bater ou fazer algo pior, mas isso não reprimia todo o nosso sofrimento.


Tom: Gustav, não entre. Vai dormir e amanhã você pode ver como as coisas estão.


Gustav: Mas Tom, eles devem estar brigando. -

Exclamou e eu não pude deixar de rir, tanto pela preocupação como pela fértil imaginação de Gust.


Tom: Ah, por favor. Cala essa boca e vai dormir antes que eu chame o Markynolds para fazer o bebê Gust dormir.


Gustav: Ou é Mark ou é Reynolds, Tom! -

Ouvi passos e imaginei que eles estivessem se afastando.


Bella: Viu? Ninguém gosta que isso aconteça, Bill. Nós todos te amamos e queremos o seu bem. Enfim, depois de muito tempo tentando e com o ultimato, que seria o afastamento por tempo indeterminado, nós todos vencemos o vício juntos e hoje vivemos como a família paciente e, não perfeita mas, unida que somos. Boa noite, amor! Eu vou estar aqui também pra você assim como estive pro meu pai. — Beijei sua testa e cai no sono.


Merry Pov


Depois que terminamos de colocar tudo no lugar, porque querendo ou não sempre deixam algo fora do lugar, sentamos no sofá maior que era capaz de caber Tom, eu, Gustav, Reynolds, George, Sally e até mesmo Bella e Bill.


Gustav: Mas você não decide logo do que quer chamá-lo. — Reclamava voltando da "excursão de descobrimento", como ele mesmo chamou.


Tom: É claro, nunca vi tanto nome em um cara só. — Revirei os olhos, dando uma singela piscadela pra Rey já que provavelmente estavam falando dele.


Merry: Voltaram rápido, meninos. Perderam a viagem? — Ri e Tom me lançou um olhar sarcástico.


George: Pela cara deles, nem chegaram perto, Merry. — Debochou, abraçando Sally.


Gustav: Para o seu governo.... — Foi interrompido por George, enquanto Tom se esgueirava pra ficar ao meu lado.


George: Meu governo? Não me lembro de ter me elegido mas, obrigado pelo voto, cara. — Riu assim como todos nós.


Gustav: Como eu ia dizendo, fui até lá mas Tom não deixou que eu entrasse. — Terminou a frase lançando um olhar ameaçador pra Tom, que estava ao meu lado, o que chamou a atenção de todos ali.


Merry: Ah, Tom.....que coisa feia. Devo bater nele, já que está tão perto de mim? — Perguntei, disfarçando e todos fingiram pigarrear.


Reynolds: Você é péssima nisso, Merry.


Gustav: Nisso o que? — O lerdinho da turma perguntou.


Merry: É. Nisso o que?


Sally: Sério que ainda não percebeu? — Perguntou rindo pra Gust.


George: O papo está ótimo, mas amanhã temos viagem e não queremos adiá-la, porque assim será mais tempo longe de vocês. — Todos o encaramos, pois dava no mesmo para nós, mas não para ele. — Pensem, não viajamos amanhã teremos que justificar, justificando daremos entrevistas....e isso tira nosso tempo que restaria caso viajassemos depois.


Sally: Own, que fofo esse meu noivo, não acham? — Apertou as bochechas dele, que corou. Logo em seguida ele deu a mão pra ela e ambos caminharam para o quarto dele. — Boa noite.


Todos: Boa noite. — Respondemos.


Merry: Acho que todos vocês precisam dormir, não é meninos? — Disse depois que eles de foram.


Reynolds: Eu não, sou o único daqui que não vou viajar amanhã. E você também, se é que me entende.... — Sorriu, mordendo o lábio e vi Tom franzir a testa ao meu lado.


Gustav: Todos nós, Rey. Sabia que o sono é essencial pra nossa saúde?


Merry: Claro que ele sabe, só acha que não perceberam. — Tom bocejou, alarmante.


Tom: Eu vou dormir. Boa noite, galera. — Piscou pra mim e saiu, sem nem ao menos me olhar, apenas pra não levantar bandeira para os outros dois.


Reynolds: Assim está bom. Boa noite primo, boa noite Melzinha. — Sorriu e seguiu para o seu quarto. Gustav fez o mesmo e quando eu cheguei no corredor, de frente pra porta do meu quarto, senti dois braços me agarrarem por trás.


Tom: Não pensou que eu fosse dormir sem antes te dar o devido "boa noite", não é? — Disse no meu ouvido.


Merry: Nunca duvidei. — Sorri quando ele me girou em seus braços e beijou meus lábios com tanto paixão, que pensei estar no próprio paraíso. Suas mãos desceram até minhas costas e começaram a fazer movimentos agradáveis. — Vá dormir, Tom. Eles não têm sono pesado.


Tom: Só mais um beijinho? — Pediu, os olhos brilhando como os de um cão sem dono. Assenti e ele me pegou em seus braços novamente, só que agora SUAS mãos foram para as MINHAS pernas.


Merry: Tom. — Gritei depois de um gemido alto de mais. Ele tampou minha boca com a ponta dos dedos e fez uma proposta.


Tom: Vem dormir no meu quarto?! — Os olhos de pidão voltaram, mas dessa vez não adiantaram.


Merry: De jeito nenhum, ficou louco? Depois....por enquanto se contente com um beijo e nada mais. — Ele reclamou, mas aceitou e então entrei no meu quarto, me deitando exausta e refletindo sobre o dia. Pensando nos lábios de Tom nos meus, adormeci tendo o mais belo dos sonhos com um príncipe nem tanto encantado assim: Tom Kaulitz.

Notas finais
Comentem? A opinião de vocês é muito importante para a construção da fanfic, pois sempre estou aberta a sugestões e toques ou dicas (né, dona Bárbara?).....sem suspenses, mas aguardem o que virá pois vai ser uma dinamite atrás da outra, vão até pensar que estão no meio da guerra.
Beijão pra todos, bom divertimento!!!!
Obs: Cadê tu, Merry Reynolds? Estou com saudades,faz tempo que não posto. Tudo bem?