Amor Impossível?

11 O que aconteceu?


Notas iniciais
Olá~, meus queridos! Estou tão feliz, nunca tive tantos leitores, sério. Muito obrigada, a todos vocês que estão acompanhando. Bom, estou postando esse outro capítulo antes do dia, por causa do atraso do anterior. Espero que vocês gostem. Boa leitura :3

Estava envolvida por algo quente e aconchegante, também sentia um cheiro maravilhoso e embriagante. Já estava acordada fazia algum tempinho, porém aquilo estava muito bom e não queria levantar de jeito nenhum, infelizmente eu precisava. Primeiramente tentei colocar minhas pernas para o lado de fora, entretanto, nem isso consegui, pois algo me prendia, então resolvi abrir os olhos e estranhei o que vi, parecia um peitoral masculino, levantei o olhar e não acreditei no que vi. Por que diabos Natsu Dragneel estava fazendo na minha cama? Ainda por cima me abraçando?

Tentei levantar novamente, mas o rosado me apertou mais forte e me puxou ainda para mais perto, fazendo-me ficar com o meu rosto no seu pescoço e com que senti-se ainda mais do seu perfume, também acabei percebendo que o calor que antes eu estava sentindo assim que acordei, vinha dele. Aí, meu Deus! Estamos muito perto, o que eu faço?

– Lucy... — Ele falou o meu nome? Por que ele falou o meu nome? — Sua estranha.

– Como é que é? Vai se ferrar! — Gritei, o empurrando e fazendo ele cair no chão todo largado.

O mesmo se levantou atordoado e procurando saber o que estava acontecendo. Também me levantei irritada e virando de frente pra ele, cruzando os braços.

– Idiota, o que está fazendo aqui?

– Como assim? — Perguntou, confuso.

– Como assim? — Ri debochadamente, antes de responder. — Você ainda pergunta, sua ameba? Quero saber o que está fazendo no meu quarto? E ainda sem camisa. Aliás, você não sabe usar camisa, não?

– No seu quarto? Sem camisa? — Ele repetiu.

– É, além de ser um veado com problemas genéticos, ainda é surdo? — Perguntei, ainda mais irritada.

– Então... Eu acho que você ainda não percebeu que não está no seu quarto e sim no meu, e — Ele fez uma pausa. — Ainda deveria olhar para o seu e corpo e ver como está vestida.

Olhei para baixo, no objetivo de ver como eu estava e me arrependi, eu estava apenas com a minha roupa íntima, rapidamente peguei o lençol e enrolei o mesmo pelo meu corpo. Então, como que eu vim parar no quarto do Natsu e ainda por cima estou seminua? Ah não! Ontem eu fui para a balada junto das garotas, depois encontrei o Natsu e começamos a beber, depois disso não me lembro de mais nada. Senhor o que aconteceu?

– Por que está se cobrindo se eu já vi tudo?

– Como? Mas o que aconteceu aqui ontem? E por que estou na sua casa?

– Pra ser mais exato no meu quarto. — Especificou calmamente.

– Dane-se! Fala logo o que aconteceu?

– Não parece muito óbvio? — Perguntou, vindo na minha direção.

– Fique longe de mim. — Ordenei e ele parou. — Eu lembro que te encontrei na balada e começamos a beber, mas depois disso não lembro de mais nada. Então... Será que você poderia parar de ser tão imbecil e me dizer logo o que aconteceu de verdade?

– Você ficou bêbada, subiu no balcão e começou a dançar, porém percebi que não era uma coisa muito legal e resolvi te levar pra casa, mas eu pensei que seus pais não gostariam nem um pouco de te ver daquele modo, então te trouxe para a minha casa e você já pode deduzir o que houve apenas pelo modo que acordou. — O rosado falou tudo aquilo sem dar nenhuma importância, fazendo-me ficar ainda com mais raiva e me dar vontade de chorar.

– Você acha que sou que nem aquelas vadias que você fica por aí? Você não tinha o direita de fazer nada comigo. — As lágrimas ameaçavam cair.

– Quem começou foi você.

– Eu nunca faria nada com você, mesmo se estivesse bêbada.

– É mesmo? Então por quê sempre quando eu te beijo você retribui? E você nunca está bêbada.

– Eu não... — Droga, vacilei. — Ah, vai se ferrar! Você que sempre me agarra a força. — Nesse ponto as lágrimas já haviam começado a rolar.

– E se não fosse?

O rosado veio em minha direção, enquanto fui andando para trás, até sentir a parede e ficar encurralada, ele colocou os braços na parede e chegou mais perto, acabando com qualquer hipótese de fuga. Natsu colocou uma de suas mão em meu rosto, o levantando e fazendo com que encara-se aqueles olhos cor de ônix hipnotizantes, limpou minhas lágrimas e chegou mais perto, podia sentir sua respiração, ele se aproximou ainda mais e nossos lábios estavam roçando e eu não fazia nada para impedir, pelo contrário, apenas queria sentir seus lábios novamente, sentir sua língua travando uma batalha com a minha, mas porquê eu anseio tanto por isso?

Natsu começou a me beijar, mas não foi igual a alguns anteriores, foi calmo. Sua língua pediu passagem e permiti, levei minhas mãos até sua nuca e aprofundei um pouco mais o beijo, senti suas mãos quentes em minha cintura, agora nua por causa do lençol ter caído. Talvez se alguém nos vi-se agora, até pensariam que éramos namorados — tirando o modo que estamos vestidos. Nos separamos por falta de ar, mas o Natsu continuou com o rosto próximo do meu.

– O que você disse mesmo a respeito de eu te agarrar?

– Cala a boca, vou embora. — Falei, indo pegar meu vestido no chão.

– Se quiser tomar um banho, pode. Aliás, você ainda está com um pouco do cheiro da bebida e seus pais não gostariam de sentir isso.

– Por que está se preocupando? — Perguntei, terminando de fechar o vestido e virando para ele. — Vou pra casa da Erza, lá eu tomo um banho e pego uma roupa dela.

– Eu te levo, é só me dizer onde ela mora.

– Não precisa, vou sozinha mesmo. — Disse já abrindo a porta e saindo.

– Não, já viu como é o seu vestido? — O rosado perguntou, vindo logo atrás.

– Virou meu pai agora?

– Não, mas já se esqueceu o que eu falei, com você na aula de natação?

– Se eu não me engano, você falou sobre o maiô e porquê está se preocupando tanto com isso? — Questionei, finalmente chegando na sala.

– Porque...

– E aí, filhão?! Namorada nova?

Olhei para o lado, afim de ver quem era e vi um homem de longos cabelos vermelhos, sua fisionomia era lembrava um pouco a do Natsu, porém os traços eram mais maduros e possuía algumas rugas, seus olhos também eram iguais ao do rosado, era alto e tinha um porte bem atlético. O encarei incrédula, pelo que disse e um pouco corada.

– Senhor, prefiro morrer do que ser a namorado desse teletabie rosa. Agora, se me der licença.

– Argh, mas você não vai sair assim mesmo. — O rosado gritou irritado, entretanto continuei andando em direção a porta.

O Natsu segurou meu braço e começou a me levar para outro lugar, comecei a gritar para que me solta-se e a espernear, porém o mesmo apenas me jogou no ombro e foi me levando. Enquanto saíamos da sala, ainda consegui ouvir seu pai rindo e falando que era assim que tudo começava. O que ele quis dizer com isso?
Chegamos na garagem, onde pude ver uma ferrari vermelha e um camaro preto. Ele me levou até a ferrari e me empurrou para dentro do mesmo, depois deu a volta e entrou do lado do motorista, ligou o carro e saímos.

Fomos até a casa da Erza em silêncio, exceto pelos momentos em que eu falava pra onde ele deveria virar, quando finalmente chegamos saí do carro e comecei a ir em direção a porta da casa, sem nem ao menos agradecer.

– Não vai agradecer? — Perguntou, rindo.

– Não, afinall, quem ficou perturbando para me trazer até aqui foi você, então por qual motivo deveria agradecer?

– Por educação, talvez. Afinal, eu pensei que você era uma pessoa educada.

– E sou, com as pessoas que gosto. — Respondi, começando a me irritar.

– E você não gosta de mim? — Falou, de modo convencido.

– Rá, mas você se acha, né pônei maldito?

– Eu sei.

– Ah, me polpe. Adeus, tenho coisa melhor pra fazer. — Toquei a campainha.

– Até amanhã, estranha.

– Para de me chamar assim! — Gritei, mas ele já tinha ido embora.

Erza abriu a porta, perguntando com quem eu estava falando, apenas saí entrando e dizendo que necessitava conversar com ela. Fomos para o seu quarto, onde logo assim cheguei fui direto para o banheiro, tomei um banho quente e demorado, para ver se conseguia relaxar um pouco. Assim que terminei, enrolei-me na toalha e saí, a ruiva já me esperava sentada na cama e segurando uma muda de roupa, ela me entregou e tratei de me vestir logo e sentar ao seu lado.

Contei tudo para ela, desde quando encontrei Natsu na balada e que depois acordei no seu quarto sem me lembrar de nada da noite anterior, mas que tudo indicava que havíamos transado, também falei do nosso beijo, do encontro com o pai dele e que ele insistiu em me trazer até aqui. Erza me ouvia atentamente, enquanto fazia carinha na minha cabeça. Quando terminei ela me olhava com um olhar safado, o que estava me dando medo, mas logo ela desfez ele.

– Eu só queria entender o motivo dele estar fazendo isso tudo. E... Que droga, ainda não acredito que fiz aquilo com ele.

– Lucy, posso falar uma coisa? — Acenei para que prossegui-se. — Eu sei que você vai querer me matar depois disso, mas você não acha que está gostando do Natsu?

Olhei abismada para ela e a única coisa que consegui fazer foi começar a gargalhar descontroladamente. O que Erza tinha na cabeça pra falar isso? Eu acho que ela bebeu tanto ontem, que o alcoól ainda está no seu organismo.

– Erza, você está bem? Eu nunca vou gostar dele, eu o odeio. Já se do que ele e os seus amiguinhos fizeram comigo? Nunca vou perdoá-lo, muito menos amá-lo. Quer saber? Acho melhor eu ir embora. — Falei tudo com ódio.

Antes mesmo da ruiva falar algo, saí de seu quarto e fui para a minha casa. Cheguei rapidamente, afinal, minha casa ficava apenas uma rua depois. Fui direto para meu quarto e fui fazer a melhor coisa que sei fazer, estudar. Peguei todos os livros e o caderno, porém não tinha cabeça para estudar, então resolvi assistir a última temporada de Arrow, até minha mãe me chamar para jantar.

Meus pais não sabiam que eu tinha ido na balada e nem iriam descobrir, Erza havia dito para eles que eu ia dormir na casa dela e iríamos fazer uma festa do pijama junto com as outras garotas, e como eu nunca havia dormido na casa de uma amiga, minha mamãe querida deixou.

O jantar foi animado, meu pai estava de bom humor e fez várias piadas, até contou algumas coisas engraçadas que aconteceu na empresa. Depois ajudei minha mãe a lavar a louça, pois todo domingo minha mãe dá folga para as empregadas — mesmo que elas fiquem insistindo -, porque ela fala que as vezes que se sentir uma dona de casa. Quando terminei de ajudar minha mãe, dei boa noite aos meus pais e fui para meu quarto, escovei meus dentes, coloquei o pijama, arrumei as coisas para o outro dia e finalmente deitei na minha amada cama.

Estava quase pegando no sono, quando lembrei do que a Erza falou hoje mais cedo e comecei a refletir sobre tudo que aconteceu durante essas duas semanas de aulas. Logo no primeiro dia de aula o Natsu me beijou e advinha, eu retribuí; depois nos outros dias, as vezes eu acabava me pegando olhando para ele; no dia da aula de natação não pude deixar de reparar que ele possuí um corpo dos deuses e que eu não parava de olhá-lo, quando ele não podia ver e logo nesse mesmo dia ele veio com aquele papo estranho e ele me beijou a força; e pra completar nesse sábado pelo o que o rosado disse, parece que fiz coisas que não devia ter feito e hoje eu podia não ter beijado ele, tirando as outras vezes em frente a minha casa. Senho, o que está acontecendo comigo? Agora mesmo, estou muito ansiosa para vê-lo, mas eu o odeio tanto que eu acho que não tem nem espaço para entrar alguma afeição por ele. É, isso mesmo! Não tem, eu definitivamente não gosto do Natsu Dragneel.

Depois desses pensamento um pouco muito estranhos, acabei adormecendo e olha só, eu sonhei de novo, entretanto dessa vez foi diferente. Dessa vez já não estava mais no vilarejo e sim, em um quarto muito bonito, mesmo que fosse simples. As paredes eram de um tom um pouco rosado, o teto era da cor pastel e tinha um grande lustre, muito bonito por sinal, o chão era incrivelmente branco e brilhoso. A cama era de casal e feita de mogno, igualmente aos outros poucos móveis: uma penteadeira, um armário não muito grande e uma estante de livros.

Escutei o barulho da porta sendo fechada atrás de mim, quando viro-me, vejo a mesma garota de antes, porém ela continuava de costas e também vinha acompanhada por uma outra moça, de longos cabelos rosa-claro e olhos azul, pelas suas vestes deveria ser alguma empregada. Aproveitei que elas estavam distraídas e me escondi entre a estante e o armário. As duas passaram por mim e se sentaram na cama, elas conversavam animadamente, demorei um pouco para saber sobre o quê elas falavam, até que percebi que era sobre o garota igual ao Natsu.

– Virgo, você tinha que ter visto. Ele era muito lindo.

– Hime-sama, eu acredito na senhorita, entretanto, acho muito arriscado que vá novamente ao vilarejo sozinha, apenas para ver se consegue reencontrá-lo, principalmente depois da sua majestade ter ficado tão irritado, por ter descoberto sobre hoje e proibido a senhorita de sair sozinha.

– Eu sei, mas você também sabe que ele já falou isso várias vezes e eu nunca obedeço. Então Virgo, ajude-me novamente amanhã.

– Tá bom. — A empregado confirmou meio hesitante.

– Muito obrigada, Virgo. Será que quando eu o ver de novo, poderei entender o motivo de estar sentindo esse pressentimento estranho? — A loira perguntou se levantando.

– Hime-sama, isso pra mim já está parecendo amor.

– Claro que não, é impossível se apaixonar a primeira vista. Até eu sei que isso acontece apenas nos livros de romance.

– Tudo bem. Agora eu tenho que ir, ainda preciso fazer muitos serviços nesse castelo.

– Tá bom, até mais tarde Virgo!

– Até, Hime-sama.

Logo assim a empregada saiu pela porta, a garota loira se virou, revelando seu rosto e não podia ser verdade o que eu estava vendo. Era incrível como ela se parecia tanto comigo, todos os traços, cor do cabelo e olhos, tudo era igual, porém muito mais bonita. Pois ela se cuidava, usava maquiagem, batom, um lindo penteado e vestido, além de uma pequena tiara prateada.

“Não acredito em amor à primeira vista, pois te amei sem te conhecer.”
(Alexandre Boarro)

Notas finais
Olá, novamente :) Então, o que vocês acharam? Eu achei que essa frase combinou com o sonho, porque... sei lá por que, só gostei. Desculpem-me pelos erros, porque assim que eu terminei de passar para o computador, eu postei e só revisei aqui no Nyah. Então... meus amados, eu tenho tantos leitores, mas quase ninguém comenta, por favor falem com a titia, sou uma pessoa tão legal :3 Até o próximo, Beijos de algodão doce ;D