Amor Impossível?

12 Estranha Sensação


Notas iniciais
Olá, meus amados cupcakes! Achei que esse capítulo ficou muito pequeno ou é só coisa da minha cabeça mesmo, mas espero que gostem. Obrigada a todos os comentários do capítulo anterior e obrigada aos novos leitores que começaram a acompanhar. Boa leitura :)

Assim que deixei Lucy na casa de sua amiga, diminui a velocidade do carro, para demorar um pouco mais pra chegar em casa e desse jeito poder refletir um pouco sobre o que fiz essa manhã. Queria conseguir entender o motivo de ter mentido para Lucy, sobre termos transado, sendo que na verdade não fizemos nada.

Lucy estava dizendo que a noite seria longa em meu ouvido, com uma rouca e sedutora, fazendo com que eu quase perde-se totalmente o meu controle. Ataquei seus lábios com vorazcidade novamente, apertei suas coxas torneadas e a puxei mais pra perto, arrancando vários gemidos, porém eu não podia continuar fazendo isso, ela estava totalmente fora de si e por mais que eu já tivesse feito isso com outras garotas, não poderia fazer com a Lucy,só não sei explicar o porquê.

Saí de cima dela e levantei-me no intuito de ir até o banheiro e tentar me acalmar, entretanto, assim que comecei a andar a loira me abraçou por trás.

– Natsu, por que parou? — Peguntou, com a voz manhosa.

Soltei seus braços ao redor de minha cintura e virei-me para ela.

– Lucy, você não está sã.

Ela chegou mais perto, como se fosse fazer ou dizer algo, porém acabou desmaiando. Consegui segurá-la antes que caí-se no chão, a peguei no colo e deitei-a na minha cama, a cobri com o lençol e a ajeitei. Fiquei um tempo sentado na beirada da cama a admirando, ela dormia tranquilamente e tinha uma expressão serena, igual de um anjo. Ela estava linda! Deitei do seu lado e a abracei, aconchegando a loira em meus braços.

E hoje, acabei mentindo para ela e agora está tão decepcionada comigo, que sinto uma dor inexplicável no meu peito. Senti isso no mesmo momento que ela começou a chorar por ter transado comigo, por isso a beijei, não só por causa do que ela disse, mas porque não aguentei vê-la chorando e quis consolá-la. Agora, estou mais perdido do que outra coisa.

Finalmente cheguei em casa, quando abri a porta vi que meu pai ainda se encontrava na sala, sentado sofá e assistindo televisão. Passei direto por ele, para ir até o meu quarto, porém, o mesmo me chamou no exato momento em que coloquei meu pé no primeiro degrau.

– Natsu! Bela namorada!

– Pai, não estou para brincadeira e ela não é minha namorada. — Especifiquei, de modo cansado. — E pra ficar ainda mais claro, eu nem gosto dela. — Ele riu alto, quando terminei de falar.

– Sei, todo mundo fala isso. Só falta dizer que ela é apenas uma amiga, também. — Riu mais um pouco e depois prosseguiu. — E pra quem não gosta, até que estava bem preocupado com a garota. Estava me esquecendo de mais uma coisa... Por que ela estava no seu quarto, então?

– Primeiro, ela também não é minha amiga. E segundo, não te interessa pai. Agora, se não tiver nada de importante para falar, tchau.

– Ai, ai, não sabe nem brincar! Na verdade eu tenho sim, então senta aqui do meu lado.

Caminhei até o sofá vagarosamente e sentei ao lado do meu pai, que agora estava incrivelmente sério.

– Que foi velho? Aconteceu alguma coisa na empresa?

– Não, mas o assunto é um pouco ligada a ela. — Ele fez uma pequena pausa e logo voltou a falar. — É que estou precisando uma reportagem daquelas e estava pensando em falar sobre os Heartfilia, porém... não sobre o Jude e sim sobre sua filha.

– Mas por que sobre a filha dele? Se você fize-se sobre o Jude seria muito melhor, aliás ele é o dono da empresa e todos teriam interesse de ler.

– Ah meu pequeno, você não entende sobre a mídia. Quer que as pessoas se interessem pelo assunto, escreva sobre a filha dela, afinal nunca falaram tanto dela, então as pessoas gostariam de saber.

– Então, me explica porquê está falando isso pra mim.

– É o seguinte, quando ele e a filha saíram do Japão e voltaram a dois ou três anos — se não me engano -, ninguém viu como sua filha é ou qual seu nome e o que realmente aconteceu para eles terem saído tão rápido assim do país, após a morte de sua esposa. Apesar dele não ter falado nada na imprensa sobre a morte de Layla Heartfilia, conseguimos descobrir que ela faleceu, mas não sabemos como.

– Tá bom, mas eu ainda não entendi o que eu tenho a ver com isso.

– Então, o que conseguimos descobrir também, é que ela estuda no mesmo colégio que você e na mesma série. Gostaria que você a encontra-se e se aproxima-se dela e assim pegar algumas informações para mim.

– E o que eu ganho com isso?

– Você está se tornando um grande mercenário. Bom, isso eu ainda tenho que pensar.

– Acho que tenho a quem puxar, afinal. — Dei uma pequena pausa, para pensar sobre aquilo. — Tudo bem, eu topo. Depois só me fala o que vou ganhar. — Falei sorrindo, o que fez ele se surpreender um pouco.

Levantei-me e fui para o meu quarto, dessa ver meu pai não me chamou de novo, fui direto para o banheiro, tomar um banho bem gelado. Enquanto a água fria caía, lembrei da conversa com meu pai e já estou achando que não foi uma boa ideia ter aceitado, afinal, como vou encontrar essa garota? Por mais que ela esteja no mesmo ano que eu, naquela escola existe cinco turmas de 3º ano, então é quase impossível, só se eu for perguntando a cada garota quem é a herdeira Heartfilia, elas vão pensar que sou um maníaco.

Assim que terminei meu banho, enrolei a toalha no quadril e fui até o guarda-roupa, quando terminei de me colocar minha roupa, liguei o console do xbox e comecei a jogar Halo 3, deitado — ou esparramado — na cama, como sempre.

Já devia fazer umas três horas que estava jogando e já estava quase acabando, estava super concentrado e até me sentei pra ver se aliviava um pouco a tensão, quando de repente minha porta é praticamente jogada ao chão e vejo um brutamonte metaleiro, com enormes cabelos negros para em frente a mesma, cheguei até a pensar que era uma versão nova do Hagrid e que ele veio me buscar para Hogwarts, mas infelizmente era apenas o desgraçado do Gajeel e quando volto meu olhar para a dela do vídeo game, vejo que estava dizendo que havia perdido.

– Seu viado, não sabe bater na porta? Por sua causa acabei morrendo e vou ter que jogar toda essa fase de novo.

– Ge he, boa tarde pra você também, viado cor de rosa.

– O que você está fazendo aqui? — Perguntei, levantando e indo até o vídeo game, para trocar de jogo.

– Não tinha nada pra fazer, então resolvi vir pra cá. — Explicou se jogando na minha cama.

– Na verdade, acho até que foi bom ter vindo aqui. — Falei, sentando ao seu lado e lhe entregando outro controle.

Contei ao Gajeel toda conversa com meu pai, que ouviu atentamente, com um ar travesso e falei que ele iria me ajudar.

– Tá, é isso mesmo que estou ouvindo? Natsu Dragneel, está pedindo ajuda a outra pessoa? — Falou, rindo. — Eu posso até ajudar, mas como?
– Cala a boca! Esse é o problema, eu não faço a menor ideia.

– Mas você é um idiota mesmo. Vou ver se consigo pensar em algo, porém, vamos comer alguma coisa antes.

Como tinha acordado muito tarde, provavelmente por volta de umas onze horas e depois levei a loira, conversei com meu pai e fiquei vagabundando por um bom tempo, já estava quase na hora do lanche e só fui reparar que estava com morrendo de fome agora.

Descemos e fomos até a cozinha, pra ver o que tinha para comer. Como dia de domingo é folga das empregadas, preparamos um sanduíche nada saudável, uma fatia de bolo de chocolate, oreo e uma garrafa de refrigerante de dois litros. Ser saudável pra quê? O bom é fazer gordice.

Ficamos jogando até tarde da noite, quando percebemos a hora Gajeel foi embora e acabamos não pensando em nenhum plano. Tomei outro banho banho e fui dormir apenas de cueca box mesmo, aliás é o único jeito que consigo dormir.

Acordei com o despertador tocando, e por incrível que pareça, não estava atrasado. Essa noite não havia sonha, infelizmente, pois estou muito curioso pra saber como o rosto daquela garota é e já estou começando a ficar muito irritado também. Entretanto, tive um pesadelo, na verdade parecia mais com uma lembrança, que por sinal não era nem um pouco agradável, eu sei que pesadelos não são agradáveis, mas esse era pior. Porque foi a lembrança do dia da morte de minha mãe e também o dia que ganhei algo de presente.

Levantei-me antes que essas lembranças desagradáveis retornassem por inteiro e fui fazer minha higiene matinal. Quando terminei, enrolei-me na toalha, fui até o espelho arrumar meu cabelo e acabei vendo a minha cicatriz no pescoço, esse foi o presente que ganhei, como se fosse pra sempre que eu o vi-se me lembra-se daquele maldito dia. Baguncei meu cabelo e saí rapidamente de frente do espelho, coloquei a primeira roupa que vi, ou seja, uma calça jeans escura, polo preta, meu cachecol e all-star cinza. Desci, fui para a cozinha e tomei café-da-manhã com meu velho, como de costume e conversamos um pouco, apesar de não estar com muito ânimo e depois fui à escola.

Quando cheguei na mesma, fui direto para a minha sala. Pensei que tinha sido o primeiro a chegar, mas o Gajeel já se encontrava lá, sentado em sua carteira, o que era estranho.

– E aí, cara? — Ele perguntou.

– Bom dia. — Disse, me sentando atrás dele. — Que aconteceu pra ter chegado cedo?

– Hã... meu celular despertou na hora.

Gajeel morava sozinho, por isso era incrível ele ter chegado cedo, pois sempre perdia a hora e essa desculpa não havia colado.
O seu pai tinha o abandonado e sua mãe faleceu pouco tempo depois que completou quatorze anos. Conseguiu um emprego em uma loja de mecânica de automóveis, para poder pagar o pequeno apartamento e pagar a escola, mesmo que tenha conseguido uma bolsa, ela não é integral.

– Gajeel, posso te falar uma coisa? — Ele fez sinal, para que prosseguisse. — Estou sentindo um negócio no peito desde o ano passado, porém esse ano está mais forte.

– Então vai no médico?

– Não, não é problema de saúde. — Por que estou tão nervoso pra falar isso? — É sobre uma garota.

– Então é pior do que eu imaginava.

Os outros alunos começaram a chegar na sala e cada um iam para os seus respectivos lugares, mas nenhum deles estavam suficientemente perto para ouvir e também estavam muito entretidos em suas próprias conversas, então eu podia continuar falando tranquilamente, com o moreno.

– Cala a boca e presta atenção! Sempre que vejo essa garota meu coração acelera, fico com vontade de beijá-la e perco a noção de tudo que está a minha volta, e quando não estou por perto, fico pensando só nela o tempo todo. Eu acho que estou enlouquecendo! — A cada palavra que fala ficava mais alterado, até na última frase já estava gritando e segurando o colarinho da camisa de Gajeel.

– Tá bom, cara. Você realmente está enlouquecendo e você procurou o cara errado pra falar de amor. Agora... solta a minha camisa.

– Eu não estou amando. — Neguei, soltando o moreno.

Depois desse meu ataque de sei lá o que, sinto uma enorme dor na nuca e percebo que tinham me dado um tapa. Virei-me para o desgraçado muito irritado e o segurei pela camisa, entretanto, na mesma hora reparei que conhecia aquele garoto. Cabelos preto-azulado, olhos negros e cicatris no supercílio esquerdo, era o Gray.

– E aí, olhos puxados?

– Olhos caídos, o que está fazendo aqui?

– Vim terminar meu ensino médio aqui no Japão e ano que vem vou fazer a faculdade aqui mesmo também.

– Atá. Também estou pensando em fazer a faculdade aqui.

Começamos a conversar e ele também riu do cabelo do Gajeel. Nós três somos amigos desde infância praticamente, nos conhecemos na escola e parecia que nossos pais se conheciam, acho que também chegaram a estudar juntos. O pai de Gray foi morar no exterior, quando estávamos no 6º ano e Gajeel foi morar em Crocus. O moreno voltou logo assim sua mãe faleceu, enquanto Gray só foi voltar agora, finalmente o trio está formado novamente, imagino o que vamos aprontar ainda mais.

Acabei no meio de nossa conversa desviando o pensamento, será que isso que estou sentindo realmente é amor. Claro que não, as pessoas quando estão gostando de outra pessoa elas ficam sem saber o que fazer quando está perto dela, sentem vontade de beijá-la, de estar perto, não param de pensar nela e... é tudo isso que estou sentindo. Não, me recuso a amar a Lucy.

"Sozinho, meu pensamento focaliza em alguém. Deixo-o livre, e de repente meu coração aperta. Mas não estou triste, pelo contrário, deixo escapar um sorriso. Comer não me parece tão importante, agora me sinto alimentado por outra coisa. Acordo sempre com os mesmos pensamentos, e os mesmos me impulsionam a ter um grande dia. Quando te vejo sinto coisas estranhas, mas boas. Quando falo com você minha cabeça pensa direito, mas minhas palavras saem embaralhadas, e minhas mãos ficam suando. Meu pensamento focaliza alguém, esse alguém é você. É, estou amando."

(Bob Marley)

Notas finais
O que acharam? Gostaram? Amaram? Odiaram? Então, já dá pra perceber que vem treta, mas não está muito perto de acontecer ou talvez sim, vou deixar vocês na curiosidade. Gostaria muito de ver novamente as pessoas que comentaram no capítulo anterior e também, é claro, ver pessoinhas novas. Não consigo lembrar se tinha mais alguma coisa pra falar, qualquer coisa se eu conseguir lembrar escreve no próximo. Até o próximo capítulo. Beijos de bluebarry ;)