Notas iniciais
Olá, meu queridos! Muito obrigada, Tai Ferrer e Maria, por terem favoritado e a todos que estão acompanhando. Também muito obrigada, a todos que comentaram Não pude postar ontem, porque tive que ir para a casa da minha mãe - meus pais são separados - e também me desculpem, por estar postando a essa hora. Espero que gostem desse capítulo. Boa leitura e até lá embaixo XD

Quando cheguei na sala de aula, o professor ainda não se encontrava lá. Sentei-me na primeira cadeira, na fileira do lado da porta, Erza sentou do meu lado e Levy atrás de mim. Elas eram as minhas únicas e melhores amigas — realmente eram as únicas -, as encontrei no meio do caminho, no corredor e felizmente estamos na mesma turma de novo. Comecei a conversar com elas início do ano passado, porque fui obrigada a fazer um trabalho em grupo e elas foram as únicas que me aceitaram, e de lá em diante acabamos nos tornando amigas inseparáveis.

– Como foi suas férias, Lucy? — Perguntou Erza, empolgada.

– Normais, só fiquei em casa estudando e lendo livros, devo ter lido uns cinco e também joguei alguns daqueles RPG's que você me mostrou. — Falei com uma cara não muito animadora.

– Ai, Lu-chan! Você tem que parar com essa vida. — A baixinha de cabelos azulados e olhos castanhos, reclamou me dando um pequeno empurrão. — Mesmo que eu também goste de estudar e ler principalmente, não aguento fazer isso o tempo todo.

– Sabe o que é isso? — Olhei intrigada à ruiva na minha frente, seus olhos também castanhos me encaravam maliciosamente, ou seja, lá vem coisa. — Isso é falta de homem, você precisa beijar alguém ou pelo menos comer. — Arregalei os olhos, enquanto Levy ria descontroladamente da minha cara, que com certeza devia estar mais vermelha que o cabelo de Erza. Por que eu ainda me surpreendo com as coisas que ela fala, hein?

– Erza, eu não sou esse tipo de pessoa, diferente de você.

– Ah Lucy, quando um garoto te pegar de jeito, você não vai querer parar, tenho certeza. — Continuei paralisada.- Não é verdade, Levy? — Agora foi a vez da azulada receber o olhar maliciosa e corar violentamente, parando de rir na hora.

– O quê? Não entendi o que você quis dizer com isso. — Falou gaguejando.

As duas começaram a discutir e ficaram assim um bom tempo, eu já não aguentava mais, minha barriga doía e lágrimas brotavam de meus olhos, só elas mesmo para me fazer rir.

Não demorou muito e o professor chegou, mandou todos irem se sentar e ficarem quietos, depois se apresentou. Ele era professor de química, seu nome era Macao, tive aula com ele no ano passado. Era um homem de meia idade, seus cabelos e bigode azulados, possuíam alguns fios brancos e nos contornos dos olhos apresentava leves rugas.

A aula já devia estar quase na metade, mas poucas pessoas ainda se encontravam acordadas, entre elas estavam Erza e Levy. Não sei como esse povo podia dormir, química é muito legal, principalmente quando tem experiências, como hoje. Prestava muito atenção em cada elemento que o professor colocava e conforme a mistura ia mudando de cor, de acordo com cada recipiente que era entornado dentro dela, quando sou interrompida por um barulho de cadeiras caindo no chão. Olho para trás, todos na sala estavam acordados agora e olhavam o Gajeel e Rogue brigando — como sempre — eles dois vivem se batendo por onde passam, estudei com eles nos outros dois anos do ensino médio e infelizmente estou com eles novamente.

O professor vai até eles para tentar apartar a briga, enquanto isso vejo um loiro, com uma cicatriz na sobrancelha direita e olhos azul eletrizantes, levantar de sua carteira, esse era o outro idiota, Sting, se dirigiu até a mesa onde a experiência se encontrava, colocou mais alguns elementos e saiu correndo, não consegui entender nada, mas não demorou muito para que eu compreende-se o que ele fez. Uma grande explosão aconteceu e a sala ficou empestiada por uma fumaça preta, tentei sair da mesma, mas os meus óculos acabaram embaçando e sem eles não enxergava nada do mesmo jeito, as pessoas começaram a correr desesperadas, alguém esbarrou em mim, me fazendo cair. Comecei a gritar por socorro percebendo que todos haviam conseguido sair da sala, já não conseguia respirar direito, quando sinto alguém me segurar com uma mão na minha cintura e outra em meu ombro, falando para eu não me assustar e que iria me tirar de lá.

– Lucy! — Ouço uma voz me gritando do lado de fora da classe, percebi que na mesma hora a mão largou minha cintura e me empurrou para o canto da sala.

Encostei-me na parede tentando respirar mesmo com toda aquela fumaça, mas foi totalmente em vão, comecei a me sentir fraca e com a impressão de tudo estar girando ao meu redor, meu corpo se jogar para a frente, mas antes de me chocar com o chão e apagar, senti novamente aquelas mãos quente me segurarem.

Algum tempo depois acordei, abri meus olhos e percebir que ainda estava na sala deitada no chão gelado, estava toda molhado, como o chão ao meu redor. Parece que o sistema de incêndio acabou acionando, por causa da fumaça, que agora havia diminuido bastante. Levantei-me um pouco zonza ainda, olhei para o lado e vi um garoto sentado na cadeira do professor, com a cabeça apoiada na mão direita e sem camisa, andei até a porta, mas parei no meio do caminho processando apenas agora o que havia acabado de ver. Como assim sem camisa? E eu conheço aquele garoto, virei-me assustada para ter certeza que era ele mesmo e quando confirmei dei um grito.

– Ai, por que você gritou sua louca? — Falou olhando irritado para mim.

Corri até a porta desesperada, quase escorreguei no chão molhado e a tentei abrir, mas a mesma nem se mexeu me deixando ainda mais desesperada, por saber que estou presa com aquele demônio no mesmo local e apenas nós dois.

– Também já tentei, mas parece que por causa do sistema de incêndio ela travou e estamos presos aqui. — O garoto falou calmo, como ele pode estar calmo numa situação dessas?

– O quê? Mas os extintores já pararam de jogar água, então por que não destravou? E por que você está sem camisa? — Falei, desesperada e elevando minha voz.

– Ai, fica quieta, você fala demais. E se você não percebeu, a está vestindo.

– Hã? Por quê? — Perguntei, reparando só agora que não estava mais com o meu querido moletom. — E cadê meu moletom? — Ele soltou um longo suspiro.

– Bom, você tinha ficado toda molhada e enquanto estava desmaiada percebi que começou a se tremer, então achei melhor tirar o seu moletom, que estava todo encharcado e botei a minha blusa em você, que estava praticamente seca.

– O que? Você tirou o... o... — Não acredito nisso que acabei de ouvir, quer dizer que ele viu... Ai, meu Deus, será que ele fez alguma coisa comigo? Por que eu não coloquei uma blusa por baixo?

– Caramba, você é muito escandalosa. Será que tem como parar de gritar, já estou ficando com dor de cabeça. Mas sabia esquisita, até que você tem um belo corpo? — Falou me olhando dos pés a cabeça, sinto meu rosto arder ainda mais, então devo estar muito corada, pois ele soltou um riso fraco.

– Para de me manda ficar quieta, a boca é minha e eu falo a hora que eu quiser. Eu não sou esquisita, e quem te deu o direito de tirar minha roupa? — Falei começando a ficar irritada com ele.

– Você não é esquisita? Já viu as roupas que usa e como se comporta? — Ele disse, se levantando e vindo em minha direção.

– Vai se ferrar, seu desgraçado. Esse é o meu jeito e se você não gosta, problema é seu. Porque se eu não me engano, quem deve se preocupar com isso é a minha pessoa e não os outros.

– Nossa, não precisa ser tão grossa. Agora além de careta, vai ser ogra também? O seu jeito é horroroso, mas pelo menos o sutiã era bonito. — Não sabia mais o que sentir, se ficava com raiva ou envergonhada, melhor a raiva.

– Seu filho da mãe, vou te matar, Natsu. — Gritei, indo pra cima dele, para tentar batê-lo, mas o mesmo segurou meus braços e me jogou contra a parede.

– Oh, você sabe o meu nome, é loirinha? — Falou, com um tom falso de surpresa. — Só que por mais incrível que possa parecer, eu também sei o seu. — O rosado falou se aproximando ainda mais de meu rosto, já podia sentir sua respiração quente no mesmo, tentei me soltar mas ele era muito forte. — E Lucy, sabia que você fica muito bonitinha quando está envergonha?
– O Natsu falou em meu ouvido, com a voz um pouco sedutora, me fazendo
não sei por quê ficar arrepiada e logo em seguida me beijou. Como assim? Tentei resistir, mas não aguentei e acabei sedendo, porém não durou muito tempo o nosso beijo, pois o empurrei com força.

– O que pensa que está fazendo? Por que eu tive que ficar presa logo com você? — Comecei a gritar e, pude ouvir o barulho da porta sendo destrancada, o diretor a abriu, com a turma toda atrás dele. — Urgh, e por que tinha que ter sido logo com você? Eu te odeio, Natsu Dragneel. — Saí correndo da sala, entretanto ainda consegui ouvir ele falar que também não gostou.

Continuei correndo até chegar no banheiro feminino, me tranquei na cabine e sentei no vaso sanitário, não aguentando mais segurar minhas lágrimas, comecei a chorar. Quem aquele garoto metido a riquinho que possuí tudo aquilo que deseja, pensa que é? Ele tirou meu moletom e viu meus seios, imagina o que ele pode ter feito comigo enquanto estava inconciente, só de pensar nisso fico assustada. Por que eu tive que ficar presa na sala logo com ele? O desgraçado ainda me beijou, e o pior de tudo foi eu ter retribuido, por que raios fiz isso? E o beijo dele foi calmo, seus lábios era macios e quentes, chegavam a ser gostosos, dando vontade de sentí-los empressando os meus novamente. NÃO, aquele viado com problema genético não beija bem, só de lembrar me dá vontade de vomitar e eu acho que vai ser isso mesmo que vou fazer, depois ainda vou lavar minha boca com sabão, alcóol e talvez até taque fogo também. Não basta tudo o que ele já me fez, ainda teve que me beijar a força.

Eu não deveria estar chorando, ainda mais por uma coisa que o Natsu fez, ele não presta e é um incencível, isso está chegando a ser vergonhoso. Saí de dentro da cabine, fui até a pia e lavei meu rosto, tentando fazer com que a água leva-se embora qualquer resquício de que estava chorando.

Nunca devemos envergonharmo-nos das nossas próprias lágrimas.
(Charles Dickens)

Notas finais
Nossa, esse capítulo até que ficou bem grandinho rs O que acharam? Vocês estão achando que estou correndo muito entre eles dois? Na verdade eu deveria deixar pra perguntar isso mais a frente, mas acho bom pergunta agora também e se eu estiver me avisem, por favor. Quero mais comentários, porque amo falar com vocês. E aos fantasminhas, acho bom vocês começarem a aparecer rs Se tiver algum erro, desculpem-me e todos vocês estão livres para falar o que eu errei. Bom... acho que não esqueci de dizer nada. Até o próximo, meus amores. Beijos de algodão doce :3