Amor Impossível?
10 Balada
Notas iniciais
Recebi uma ligação de um amigo, que havia ligado apenas para avisar que estaria voltando para o Japão, não tivemos aquela conversa — aliás estava morrendo de sono — porém logo assim ele desligou, virei para o outro lado e caí no sono novamente — também o idiota me ligou cinco e meia da manhã.
Essa noite sonhei com a menina de novo, entretanto finalmente havia mudado, parecia uma continuação, mas não estávamos com as mesmas roupas e parecíamos ter um pouco mais de idade, uns dois anos a mais, só que o campo ao nosso redor parecia ser o mesmo do sonho anterior.
Eu estava subindo em uma árvore qualquer e quando finalmente encontrei um tronco que aguentava o meu peso e me proporcionava uma boa visão do pôr-do-sol, sentei-me.
– Natsu, não estou conseguindo. — Ouvi a menina me chamando, um pouco mais abaixo de onde eu estava.
– Tudo bem, vou te ajudar.
A ajudei a subir e se sentar do meu lado, porém percebi que ela ainda estava com muito medo por causa da altura, então mantive meu braço ao seu redor.
– Calma. — Falei de modo tranquilizador. — Agora, olha o pôr-do-sol.
Assim que falei, a mesma confirmou meneando a cabeça em concordância e olhou para a frente, no exato momento em que seus olhos achocolatados se fixaram no que estava a sua frente, eles se arregalaram e um largo sorriso brotou em seus lábios.
– É lindo. — Falou, maravilhada.
– Sim, igual a você...
E logo nesse momento recebi a ligação, fazendo com que me acorda-se e não me deixando descobrir o nome da garota, pelo menos pude ver o seu rosto, mas não me era familiar, apesar que eu tenho a estranha sensação de que conheço aqueles olhos.
Agora, eu tinha acabo de tomar meu banho e estava descendo a escada para chegar até a cozinha. Assim que cheguei na mesma, a mesa já estava posta, com tudo o que gosto: bolo, pão, waffe, entre outras coisas gostosas. Meu pai já havia saído para trabalhar, então sentei-me e a empregada logo veio me servir um café quentinho e perguntar o que eu queria comer, porém a disse que não precisava e que eu mesmo iria me servir. Quando terminei de tomar meu café-da-manhã, voltei para o meu quarto, escovei os dentes, liguei o console do xbox e logo em seguida joguei-me na cama e comecei a jogar Call of Duty. O dia estava muito tedioso e ainda faltava muito para a balada, talvez mais tarde eu nade um pouco na piscina.
Acabei não fazendo o que planejei, pois depois do almoço caí na cama e acabei dormindo, acordei apenas quando estava quase na hora de começar a me arrumar para sair, entretanto, antes liguei para o pessoal e confirmar se todos eles iriam mesmo, mas como as vezes eles conseguem ser piores do que eu a respeito de balada, é claro que eles vão.
Fui para o banheiro, tireia roupa e entrei de baixo do chuveiro, tomei um banho bem gelado, para despertar um pouco. Quando terminei, enrolei a toalha no quadril e fui até o meu guarda-roupa, coloquei uma cueca boxer, uma calça jeans azul escuro, blusa do Gun's in Rose cinza, jaqueta preta, tênis branco da adidas e por último o meu cachecol. Deixei meus cabelos bagunçados mesmo, aliás era impossível endireitá-lo. Ainda me lembro de uma vez que minha mãe tentou pentiá-lo e arrumá-lo, para que eu parece-se uma criança comportada no casamento de alguém que não lembro. Suspirei e olhei para sua foto, onde me olhava com um sorriso radiante de: "Nossa, como o meu filhinho cresceu!", em cima da minha cômoda. Fui até a mesma e a peguei em minha mãos, abri a gaveta e guardei ali, depois disso dei as costas e saí do quarto, indo até a garagem e entrando na minha ferrari vermelha.
Logo assim cheguei na balada, não demorei muito para encontrar meus amigos e eles já estavam no bar, também avistei Lisana que estava muito ocupada "beijando" o Sting. Sentei-me entre Rogue e Gajeel que me ofereceram uma cerveja, mas recusei e pedi uma vodka.
– Eles não param de se pegarem, não? — Perguntei.
– Boa pergunta. — Rogue falou, indiferente e deu mais um gole em sua cerveja. — Acho melhor eu ir ver se consigo encontrar alguma garota gostosa.
– Isso é fácil, o difícil e te quererem. — Gajeel disse, rindo.
– Vai se ferrar. — O moreno falou dando as costas e sumindo no meio da multidão.
Comecei a olhar em voltar para verse também encontrava alguma garota gostosa o suficiente para mim e que estive-se tão bêbada, ao ponto de vomitar em cima de mim, mas por incrível que pareça, estava difícil. Até que Gajeel me cutuca rindo e pedindo para que eu olha-se na direção da entrada.
– Parece que a careta, não quer ser mais careta. — O moreno falou, meio malicioso.
– E aprece que as amigas dela também não querem mais ser. — Falei, vendo uma ruiva e duas azuladas, se colocarem ao lado dela.
– Quê? — Gajeel gritou e cuspiu toda cerveja, enquanto olhava assustado para as quatro garotas. O que deu nele? — Já volto, preciso fazer uma coisa. — Apenas confirmei, com um aceno, agora o meu foco é outro.
Comecei a seguir a loira que estava sendo arrastada pela ruiva, mas elas acabaram se separando e Lucy ficou perdida, resolvi ir até ela, afinal queria saber qual era o motivo dela estar aqui e ela não percebeu que está chamando muita atenção. Aliás, ela conseguiu ficar mais sexy do que na aula de natação, que ela estava apenas de maiô, o vestido que ela usava era muito colado ao seu corpo, fazendo com quer marca-se todo o seu corpo curvilíneo, era de um vermelho quase vinho e brilhoso, sem falar do decote enorme.
Quando eu estava quase chegando perto dela, um cara muito bêbado veio para cima dela e tentou agarrá-la, a loira conseguiu empurrá-lo, mas o mesmo voltou a agarrá-la e tentou beijá-la a força. Algo dentro de mim começou a ferver e corri até ele, o puxei pela blusa e lhe dei um soco, fazendo o seu nariz sangrar — provavelmente devo ter quebrado, o mesmo se levantou irritado e veio pra cima de mim, desviei da sua tentativa de me acertar e desferir outro soco, dessa vez ele caiu do chão e não levantou mais. Virei-me para Lucy, que tinha uma expressão de assustada, logo assim que ela me olhou, sua expressão se tornou de raiva. Qual o problema dela?
– Você está bem? — Perguntei.
– Não é da sua conta. — Disse, me dando as costa e saindo andando.
– Quê? Mas eu acabei de te salvar. — Falei, indignado.
– Isso não quer dizer nada.
Continuei a seguindo e acabei abaixando o olhar e comecei a observar como o seu guadril balançava de um lado pro outro, fazendo com que pensamentos não muito bondosos aparecessem na minha cabeça. De repente ela parou e se virou muito irritada, fazendo com que me tira-se do meu transe.
– Virou meu guarda-costas agora?
– Sim, afinal, caso tentem te agarrar a força novamente, vou estar aqui.
– Nossa, grande merda. Não preciso da sua ajuda, pode ir embora.
– Continuei parado a encarando.
Ela voltou a andar pisando duro, quando percebeu que eu não iria desistir tão cedo. Percebi que a loira estava indo em direção ao bar, se sentou e eu sentei no banco, ao seu lado e pedi ao barman um whisky duplo.
– Quero um igual. — Lucy pediu para outro barman.
– Você já bebeu antes? — Olhei desconfiado à loira.
– Não. — Respondeu normalmente, o que me assustou ainda mais. — Eu só quero ver como é e ver se isso também vai me ajudar a me esquecer que estou em uma balada e ainda por cima, com você me perseguindo. Ou... você vai parar de me perturbar e ir embora? — Perguntou, com um sorrio sínico.
– Nem em sonho.- Falei virando o copo.
– Então... Barman! Me ver outro, por favor.
– Sabia que as pessoas que nunca beberam na vida deveriam começar com algo mais leve?
– Não sou igual as outras pessoas. — Respondeu, simplesmente.
Depois de Lucy tomar apenas dois copo duplos de whisky, ela já estava bêbada. Como que ela ficou bêbada tão rápido, eu não faço a menor ideia e o pior é que ela começou a subir no banco, depois foi para o balcão e ela começou — ou tentou — a dançar sensualmente. Eu que bebia o meu whisky tranquilamente a observava, parei na mesma hora — infelizmente — quando percebi que muitos outros homens começaram a chegar mais perto para vê-la dançando, no exato momento a tirei de lá de cima, por mais que ela me bate-se e reclama-se, fazendo também com que os outros caras reclamassem, mas mandei eles irem se ferrar.
– Me larga, quero voltar pra lá! — Lucy, falava embolado no meu ouvido.
– Não, já chega! Você já bebeu muito, vou te levar pra casa. — Falei, finalmente conseguindo colocá-la, dentro do carro.
Como o lugar da balada não ficava muito longe da minha casa, chegamos em menos de vinte minutos. Saí do carro, abri a porta do lado de Lucy e a ajudei a sair, a mesma quis ir andando, mas deu apenas dois passos e caiu, não tinha outro jeito, a peguei no colo. Abri a porta com um pouco de dificuldade, aquela hora não tinha mais ninguém em casa, as empregadas já tinham ido embora a muito tempo e meu pai devia estar dormindo. Comecei a subir a escada, porém tive que parar na metade, porque a Lucy não parava quieta.
Sério, por que raios estou fazendo isso? Ela não é nada minha e eu muito menos gosto dela, então por qual motivo a estou ajudando? Deveria ter deixado ela lá, problema se algum cara daria em cima dela e transaria... Não, eu não aceitaria isso nem morto! Argh, mas o que está acontecendo comigo?
Quando finalmente cheguei no meu quarto, a deitei na minha cama, entretanto a mesma não quis ficar deitada e começou a perambular pelo meu quarto igual uma criança e eu ficava a seguindo, com medo dela conseguir se machucar, estava até parecendo um pai, com a filha, até que de repente ela parou e se virou pra mim.
– Que foi? — Perguntei, desconfiado.
– Natsu, sabia que eu te odeio? — A olhei com cara de: "Hã? Qual o seu problema?".
– Tá, eu já sei. Lucy, por que você não toma um banho?
– Com você? — Falou inocentemente, mas pude perceber um pouco de malícia, o que me surpreendeu. — Seu safadinho. — Ela começou a se aproximar cambaleando, me desesperando.
O vestido da loira por ser muito colado acabou subindo e ficando ainda mais curto, revelando suas lindas coxas torneadas, seu cabelo estava bagunçado e seu rosto um pouco corado, por estar muito bêbada. Finalmente ela conseguiu chegar perto e quando foi falar alguma coisa, acabou vomitando em cima de mim.
– Droga, Lucy! Porra, se você era tão fraca assim para beber, então por que bebeu? E ainda vomitou na minha blusa favorita! Vou tomar um banho.
– Espera, vou com você! — Falou, vindo atrás de mim.
– Pra quê? Pode ficando aí Lucy.
– Oram pra te ajudar a tomar banho, pra que mais?
– Não Lucy, não! — Falei, mas já era tarde, quando vi ela já estava só de lingerie na minha frente.
– Vamos! Ou você vai ficar aí olhando? — Tive uma pequena hemorragia nasal, quando a vi daquele jeito.
– Não, Lucy! Você está fora de si, então vai ficar onde está que eu já volto.
A loira parou igual uma criança e ficou me olhando de um jeito muito fofo, que deu até vontade de beijá-la.. Quê? Natsu, vai tomar logo o seu banho que é a melhor coisa que você faz. Corri para o banheiro, antes que Lucy muda-se de ideia e resolve-se vir atrás novamente, assim que entrei tranquei a porta, tirei a roupa rapidamente fui para de baixo do chuveiro. Tomei um banho bem demorado e relaxante, assim que terminei enrolei-me na toalha e como havia esquecido de pegar uma roupa, saí correndo do banheiro. Lucy não estava mais em pé de lingerie e sim, deitada na minha cama — ainda de lingerie -, brincando com o meu gato, Happy, ele era um felino muito estranho: sua pelagem era azul e tinha um problema nas cordas vocais, por isso, ele em vez de miar, faz um barulho que parece até que está falando, Aye.
Lucy se virou no exato momento em que cheguei no meu guarda-roupa e vi passar por seu rosto, primeiro uma expressão de surpresa que depois se transformou em pura malícia, me fazendo engolir a seco. A loira se levantou e comecei a colocar a roupa rapidamente e assim que terminei de me vestir, ela me virou e começou a me beijar, tentei resistir, afinal ela não estava em seu perfeito estado, mas não é sempre que tem uma garota gostosa no seu quarto, na verdade isso é muito comum no meu caso. Comecei a beijá-la, puxei suas coxas na intenção de fazê-la com que entrelaçassem ao redor da minha cintura e ela entendeu o recado, a levei até minha cama, ficando por cima dela, passei meus beijos para o seu pescoço e pude ouví-la arfar, me deixando ainda mais fora de mim, comecei a descer os beijos para sua barriga, mas ela me puxou de volta para sua boca.
– A noite vai ser longa, Natsu. — Ela sussurrou no meu ouvido.
“Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.”
(Clarice Lispector)
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