Amor Et Elite

3 Wish you Were Sober


Notas iniciais
Como o prometido, retornei para mais um capitulo!! Aproveitem a leitura e apenas lembrando que se quiserem entrem na playlist de Amor Et Elite no Spotify https://open.spotify.com/playlist/2AVMdpOOXOC3cdw4ikqzOB?si=f972b2a3484c47d4

19 but you act 25 now
Knees weak, but you talk pretty proud

Era comum após as aulas Adhara, Calebe e Theodore se encontrarem com Aimee Vaugh e Marjorie Duncan em Calton Hill onde eles se sentavam sobre uma das colunas gregas que ficavam no local, na maioria das vezes ela e Theodore ficavam passando as falas de uma peça em que estavam montando, no final dos semestre era uma pequena tradição trazerem bebidas em comemoração, ou quando Addie se tornou uma Alumni Elite um piquenique foi organizado e fizeram uma guerra de bola de neves. Mas agora a dinâmica havia mudado, certo? Calebe havia feito sua escolha, ele sequer olhou ou falou com ela durante essa semana – Theodore ela já imaginava essa reação – e agora durante as aulas da tarde Aimee e Marjorie pareciam relativamente distantes. Ela nunca imaginou que suas amigas, seus amigos em geral iriam preferir seu ex namorado no lugar dela, não que isso fosse uma competição, não Adhara sabia que se fosse uma competição Theodore não veria o que o atingiu, e por isso ela não se dava o trabalho de competir com ele ou talvez esse havia sido o plano e ela perdeu?

E a simples ideia de que ela podia ter perdido em alguma competição de popularidade idiota que ela não fazia ideia em que estava a fez perder completamente o rumo e foi parar no chão ao errar seu allegro. A dor foi a recompensa que recebeu por não ser atenta o suficiente durante a aula era isso o que ela merecia por se deixar ser consumida por esses pensamentos invasores. Mesmo que eles se provaram não serem tão intrusos no momento em que Aimee e Marjorie apesar de demonstrar preocupação não foram a ajudar a se levantar.

“Crawford” a senhorita Talbot se apressa a chegar até ela e tocar em seu tornozelo arrancando um xingamento baixo de Adhara “para a enfermaria. Penelope e Ariadne levem ela até lá.”

“Não precisa!” ela se apressa a dizer tentando se levantar sem muito sucesso. A dor era uma punição que ela merecia por não ser boa o suficiente e seus amigos de alguma forma que ela não conseguia compreender direito preferiram Theodore do que ela. “Eu só preciso de ajuda para me levantar”.

Respeitando sua decisão Penelope e Ariadne segurando um lado de cada braço a ajudam a se levantar. Por um segundo Addie desejou pôr o pé no chão e se castigar com a dor que viria no lugar, mas sabia que iria se desequilibrar novamente, ela era masoquista o suficiente para aceitar a dor como castigo auto infligido por suas ações, mas não era o suficiente para aceitar uma humilhação que seria cair novamente no chão duro da sala de dança por pura teimosia.

“Podemos te ajudar Adhara” Ariadne Song se propõe rapidamente e disposta a ajudar, ela se sentiu tentada a aceitar a ajuda, mas teve sérios medos da garota não aguentar seu peso.

Ariadne era o que se esperava de uma bailarina pequena, ágil, magra e aparentava ser frágil, seus olhos arredondados e puxados tão escuros quanto seus cabelos, não que Addie duvidasse da força de uma bailarina, ela praticava desde os onze anos e sabia que caso se esforçasse muito poderia erguer Calebe, mas apesar de tudo Adhara era ainda uma adolescente e comparações entre ela e suas colegas de turma eram sempre feitas em sua mente, Aimee era alta, loira tinha belíssimos olhos azuis parecia deslizar ou flutuar ao invés de dançar ela era magra, Marjorie possuía delicados fios de ébano a pele tão clara quanto a neve e olhos castanho mel, assim como Aimee era alta e magra, elas eram as perfeitas representação do cisne branco e do cisne negro.

E com Ariadne a comparação não foi diferente, ela era tão pequena e de aparência tão frágil enquanto ela por mais que tentasse, cortasse refeições se exercitasse de várias formas diferentes, seu corpo era ainda curvilíneo, não importando o quanto tentasse ela não podia esperar a excelência no ballet, não para ela. Porque ser Petit era importante, mesmo que o teatro fosse onde ela brilhava verdadeiramente não conseguir a excelência no ballet era um insulto pessoal e cair enquanto fazia um simples allegro? Conseguia ser quase tão terrível quanto no dia em que Damian a fez cair em frente a toda a turma de matemática durante o primeiro dia de aula no primeiro ano, só que desta vez ela não tinha ninguém para odiar ou rivalizar, ninguém além dela mesma, então a dor era mais do que merecida.

“Imagina, deixa de bobagem, Penny e eu ajudamos você” somente naquele momento Adhara notou que Penelope Bahadir a sua direita, Addie não sabia como ela havia parado ali e tinha quase certeza de que talvez seria bem difícil para Ariadne a ajudar, das três Ariadne era a menor sem dúvidas o que deixava Adhara minimamente aliviada era saber que ela e Penelope tinham a mesma altura, era estranho pensar que quando tinham onze anos Adhara e Penelope, duas garotas que mal tiveram contato com o ballet até aquele momento se uniram por pouquíssimo tempo até cada uma ir para um canto especifico, Addie sorri e sem escolha permite que as duas a ajudem a sair da sala de dança.

“Podem me deixar nos bancos mesmo, eu só preciso descansar o pé”

Adhara odiava a sensação de que poderia estar incomodando alguém e já estava atrapalhando a aula, precisava mostrar para Ariadne e Penelope que estava bem, seu pé apenas doía se era posto no chão nada de errado poderia acontecer se ela mantivesse ele para cima sem se preocupar por apenas meia hora.

“Podemos lhe deixar na enfermaria se quiser Adhara” Penelope garante, mas ela odiava ir à enfermaria odiava hospitais em si, e sabendo que muito provavelmente acabaria em um quando o dia acabasse iria evitar a enfermaria de Sant Lennox “acho que ninguém quer ficar sozinha quando sente dor.”

Esse era um problema. Pois quando ela sentia dor a solidão era o melhor remédio, talvez por evitar se mexer ou talvez evitar preocupar as pessoas, ela não sabia dizer ao certo. Porém na dor ela precisava estar sozinha.

“Não precisa meninas, de verdade eu agradeço se me ajudarem a chegar no banco próximo ao Grande Salgueiro já será mais do que o suficiente”

O Grande Salgueiro como seu nome já dizia era um dos maiores Salgueiros de Edimburgo, plantado pelo próprio Duque de Sant Lennox dias antes de sua morte nos primórdios da Academia, o salgueiro era um pequeno refúgio dentro da instituição para os alunos que durante os dias quentes e próximos do verão é o melhor refúgio do calor, podendo aproveitar a brisa fresca e ainda ter uma excelente visão da Academia. Era o melhor lugar para se sentar, com sorte, talvez ainda poderia repousar seu pé que começava a inchar para cima e ainda podia aproveitar a brisa e o sol fraco enquanto tomava coragem para ligar para uma de suas mães e pedir para que elas a busquem e levem-na ao médico.

E como se seu dia não pudesse piorar logo pode notar que Damian Montgomery estava do outro lado da arvore, de forma que assim que soltou um pequeno resmungo seguido por uma leve xingamento pela dor causada por seus movimentos descuidados ele notasse sua presença

“Estrelinha?” seu tom de voz estava diferente do normal, não carregava a arrogância bem disfarçada, sua voz soava preguiçosa e cansada. Quase... entorpecida, Addie não pode deixar de ficar quase preocupada, humph! É claro que ela não se preocuparia com alguém como Damian “Adhara, eu sei que é você, não deveria estar ensaiando uma peça idiota?”

Se ela tinha algum vestígio de preocupação ela se esvaiu no momento em que chamou as produções artísticas da Academia de idiotas, cruzando os braços ela se recusou a responde-lo. E foi o que ela fez até que se surpreendeu mais uma vez quando a passos cautelosos e levemente tortos Damian cruzou a arvore e encontrou Addie e ela quis que aquela arvore desse frutos apenas para ter a oportunidade de jogar nele por ele ousar em rir de seus braços cruzados e sua cara amarrada.

“O que está fazendo aqui Montgomery? Não tem um clube de cavalheiros para ir ou jogar polo? Seja lá o que riquinhos mimados fazem” Adhara percebeu um pouco tarde que seu tornozelo inchado havia feito movimentos bruscos no momento em que se irritou sendo o suficiente para soltar um gemido de dor que chamou a atenção de Damian que com dificuldade se ajoelha e toca na parte inchada de seu pé fazendo com que ela se irrite “Você está louco? Qual o seu problema? Não está vendo que essa merda ‘tá do tamanho de uma maçã?”

Ignorando mais uma vez a reação de Adhara, Damian tira algo de dentro de sua capa, era cilíndrico e metálico... não, aquilo não podia ser o que ela estava pensando, Montgomery não seria tão estupido a ponto de fazer isso, não podia. Damian podia ser expulso se aquilo que tinha em seu cantil fosse algum tipo de bebida alcoólica, ele estava ficando louco? Tudo aquilo, no entanto se esvaiu de sua mente quando foi posto contra sua pele aquele cantil gelado, o alivio foi quase instantâneo o que a fez suspirar e se esquecer completamente do que havia dentro daquele objeto cilíndrico.

“Melhorou, não é?” tendo forças apenas para assentir ela abriu lentamente seus olhos avelãs para o observar “Você já foi mais cuidadosa Crawford. Estou abaixando a guarda hoje apenas porque está com um dodói”

E ele simplesmente, não conseguia! Adhara notou. Damian não era capaz de fazer algo que não fosse a irritar qual era a necessidade de usar uma ridícula voz infantil enquanto tentava a ajudar? Já não era humilhante o suficiente ele estar fazendo uma compressa improvisada em seu pé enquanto ela esperava de alguma forma tomar coragem para preocupar suas mães que em menos de cinco minutos estariam na Academia Sant Lennox?

“Acho que podemos esquecer isso igual esquecemos o tenebroso Romeu e Julieta.” ela apoia sua cabeça no tronco da arvore deixando que Montgomery coloque suas pernas em seu colo a fazendo rir ao sentir as mãos geladas dele em contato com suas pernas que ainda estavam com a meia fina rosa, ela podia ver os cabelos loiros dele estavam um pouco mais longos, o davam um charme a mais, Addie precisava admitir, mas eram seus olhos cinzas como o céu de Edimburgo que a preocupavam e ela precisou perguntar “Você está bem?”

Foi apenas alguns centímetros que ele ergue a cabeça e seus olhos cinzas se encontraram com seus olhos avelãs e eles pareciam tão cansados e entorpecidos como o próprio Damian parecia. De alguma forma aquilo fez algo com seu coração, uma sensação desconhecida quase um pequeno aperto, era estranho ver algum sinal de fragilidade no Montgomery. Isso o tornava quase humano, quase acessível.

E talvez Damian tenha notado isso, Addie era uma atriz, ela era extremamente expressiva porque ele abaixou sua cabeça e voltou a se concentrar no tornozelo inchado de Adhara, por um momento ela pensou que ele não iria dizer nada, se ela fosse ser sincera ela esperava que ele permanecesse em silencio, havia passado dos limites uma demonstração de bondade de Damian não os tonavam melhores amigos. No entanto ele falou:

“Só por que estou sendo gentil com você Crawford, não quer dizer que eu esteja tão chapado ao ponto de fingir que não existe, isso nós dois sabemos que é impossível.” ela pisca algumas vezes tentando assimilar aquela informação, ele tinha acabado de confessar para ela que estava chapado? Claro que ela estava sentindo um cheiro forte de vodka e desconfiava que pertencia a ele o distinto odor, Adhara o conhecia, isso não era do feitio de Damian, ele não estava bem “Minha avó criou um cavalheiro e por mais chapado que eu esteja eu não irei a decepcionar.”

Ela fez uma leve careta. Sim, ele estava bêbado o que era estranho. Não ele beber, tinha algumas festas que os gêmeos Davenport davam de forma quase que sagrada aos finais de semana, ela já tinha ido algumas vezes, mas Theodore e Calebe sempre odiaram se misturar com os americanos e é claro Theo sempre os lembrava de sua epilepsia e como as luzes o deixavam tontos e a última coisa que ela queria era o ex namorado passando mal. Então as únicas vezes que foi as festas dadas pelos irmãos eram no verão quando aconteciam ao ar livre, mas ir a festas e beber era normal, ela fazia isso e obviamente Damian também, o que tinha de errado no entanto era como ele estava bêbado e auto declarado chapado.

Mas apesar da confissão que acabou de ouvir de Damian sobre seu estado entorpecido, o que mais a atormentava era ouvir em voz alta Damian dizer que era impossível para ele a ignorar da mesma forma que era impossível para ela o ignorar, porque se ela era a melhor, era porque tinha um rival a altura. Eles só estavam onde estavam – Alumni Elite – graças um ao outro.

“Então sua avó não deve estar tão orgulhosa assim, não é? Você nunca foi o exemplo de cavalheirismo.”

Não sabia onde havia errado, ela apenas sabia que havia feito algo terrível quando os olhos dele escureceram, o cinza se deu lugar ao preto uma tormenta havia tomado conta do chuvisco que são seus olhos. E ela esperou alguma reação brusca, mesmo que Damian não tenha reações violentas – até porque se tivesse ela seria uma das primeiras a saber, levando em conta que colocou um maldito sapo na mochila dele – aconteceu que Damian não teve reação alguma, ele se apenas ergueu a cabeça fechou os olhos por um segundo, antes de os abrir, Addie os olhou bem, pareciam mais brilhantes, como se tivessem... lágrimas? Não! Damian não poderia estar sendo emotivo por isso, claro que não, era provavelmente a bebida falando, mas ela não iria negar que estava aliviada dele aparentar ser um bêbado chorão e não um agressivo.

Ela sentiu ele levantando suas pernas do colo dele e por um momento Adhara desejou ter coragem de pedir para que ele fique, mas apenas abaixou a cabeça admitindo que fez alguma coisa errada, por mais que não soubesse ainda o que era, Addie iria admitir seus erros e não iria pedir para que ele fique, olhando pelo canto de seus olhos ela pode ver ele se levantar e cambalear de leve e não conteve um suspiro decepcionada e impossibilitada de o ajudar naquele instante, e apesar disso ela esperava que ele dissesse algo e ficou feliz quando escutou sua voz.

“Ligue para suas mães Adhara.”

Surpresa demais para formular qualquer frase ela se forçou a assentir e esperar que ele vá embora e ao que parecia Addie não era a única que conhecia o rival, pois Damian se manteve em seu estado parado e facilmente derrubado no chão esperando que Adhara pegasse seu celular e ligasse para suas mães, e considerando fortemente que deveria pular em um pé só apenas para derrubar Damian e tira-lo de sua pose arrogante com sua sobrancelha loira arqueada Addie soltou um suspiro exasperado e pegou o celular e mostrou para o Montgomery.

“Ligue.”

Fazendo um gesto nada educado ela ergueu seu dedo médio para ele que foi ignorado pelo loiro o que apenas aumentou a carranca de Adhara que sem escolha ligou para sua mãe Elisa.

“Alô, mãe?”

***

Ele não devia estar ali após o fim da missa de sétimo dia. E mesmo assim Damian estava parado de frente a lápide de sua avó. Lady Constance foi enterrada em uma igreja antiga com um cemitério bem cuidado ao fundo, seu pai sequer teve a decência de construir um pequeno memorial próximo ao jardim que a Viscondessa viúva tanto gostava e cuidava, aquela era a primeira vez em sete dias. A primeira vez desde que enterrou sua avó que ele a visitava pediu a um dos funcionários pegar – ele nunca se interessou com o cuidado de flores –, mas teve a mínima decência de pedir ao jardineiro pegar alguns lírios para poder colocar na lapide dela. Suspirando e com certa dificuldade em começar a falar ele põe as flores no vaso que ali tinha.

“Oi ‘vó... acho que não estaria muito orgulhosa de mim na última semana. Acredite eu sei, mas após sua morte eu preciso sentir algo ou talvez não sentir. Tudo está tão nublado e eu sei que não posso infernizar Adhara sem acabar com uma ordem de restrição contra ela.” ele ri de si mesmo, jamais imaginou que estaria sentindo pena de si mesmo, mas ali estava ele. Como o patético de seu pai que culpava cada fracasso de sua vida a ida de Adelaide. “Para ser sincero acho que ficaria feliz em saber que eu sou mais parecido com Lucian do que eu gostaria de admitir. Já que aqui estou eu como um idiota levemente alcoolizado me martirizando” se levantando Damian sente as emoções que tenta ignorar, talvez o efeito do álcool esteja passando. Chorar em si não era o problema, o único problema era a raiva que sentia, raiva de não ter sido o suficiente, raiva de não ser capaz de fazer algo para que sua avó ficasse, raiva por estar passando por tudo isso sozinho enquanto o idiota do seu pai o ignorava e focava apenas em sua carreira política. E honestamente, medo porque ele estava disposto a sabotar o próprio pai apenas para que ele sinta um pouco do que está sentindo.

Colocando as mãos no bolso Damian sai da pequena igreja, abre seu guarda-chuva e apenas sai andando, talvez parasse em um pub, ou apenas andaria até a exaustão o tomar conta, talvez andasse até sentir a mesma dor de Adhara. Estrelinha sua mente o levou imediatamente até seu Instagram, eles não se seguiam. Bom ele não a seguia, Damian já encontrava com ela todos os dias na escola, precisava tirar ela de alguma forma de sua cabeça então suas redes sociais deveriam estar livres de Adhara Crawford e como ela mantinha seu perfil aberto podia se permitir a se torturar um pouquinho e ver suas fotos e poderia usar a desculpa de que estava curioso o suficiente para saber como estava seu pé. Sim ele podia desta vez entrar nos story de Adhara e ver se ela havia postado algo, iria funcionar.

@yildizcrawford, yildiz. Estrela em turco, ele tinha pesquisado quando viu o nome que usava nas redes. E era minimamente satisfatório chama-la de estrelinha e ela ficar irritada, mas mesmo assim usar yildiz como parte de sua conta, clicou no ícone da foto dela ele foi direcionado a um vídeo de seu tornozelo sendo enfaixado por uma bota ortopédica e ela tinha colocado a música de fundo long story short da Taylor Swift. Damian ficou tentado a responder seu story, mas se contentou em apenas ver que estava tudo bem e guardou o aparelho voltando a andar sem rumo.

Quando ele se deu conta tinha andado por quase uma hora e meia, então decidiu entrar no primeiro estabelecimento que encontrou o que para sua sorte era um pub. E para melhorar sua situação era março, o que significava que Damian já tinha maior idade e não seria barrado ao entrar no local. Sua sorte parecia aumentar mais ainda quando ele percebeu que era um dos pubs próximos a Universidade de Edimburgo.

Fechou seu guarda-chuva e entrou no estabelecimento, não se preocupou em procurar uma mesa, seria vergonhoso. Então se sentou no balcão pegou um dos cardápios e procurou por algo. Precisava de algo que fosse o deixar alto, não valia a pena gastar seu dinheiro em algo que não iria o embebedar, desde que não usasse nenhuma droga não seria pego no exame do time de lacrosse.

“Dia difícil?” ele se vira para a direita de onde vinha a voz com um forte sotaque irlandês. Um homem, ele parecia ser mais velho que ele por uns dois anos, talvez mais. Tinha os cabelos pintados de roxo e piercings ao redor do rosto, Damian sorri torto e faz seu pedido antes de suspirar e responde-lo. Se os empregados de Montgomery Hall estivessem corretos, os melhores amigos se encontram nos pubs.

“Semana difícil.”

Responde e para sua total surpresa o rapaz ergue seu copo de cerveja preta como se brindasse a isso. “Acredite, eu sei bem. Mas você se acostuma com isso novato.”

Damian apenas concorda com a cabeça, se o desconhecido achava que ele era um aluno que seja, ele não tinha planos de ir para a Universidade de Edimburgo mesmo no próximo semestre, desde que ela ficasse em silencio ele não se importava nem um pouco.

“Acho que preciso de um pouco mais de tempo para me adaptar completamente, sabe?” afirma enquanto virava o shot sentindo a queimação em sua garganta não contendo uma careta olhando para a televisão que tinha ali quando viu o jogo de rúgbi que era transmitido. Merda aquele podia ser um pub universitário, mas isso não impediria de clientes furiosos ou extremamente felizes pela sua vitória entrassem, a mesa próxima ao balcão entrou em êxtase quando os Warriors marcaram um try sobre o time irlandês Leinster o que fez o irlandês ao seu lado se levanta irritado junto com um outro grupo na mesa ao lado.

“Novato, se não for brigar acho melhor sair.”

Era um excelente conselho, Damian tinha que concordar pagou o barman e quando foi para sair o caos já estava instaurado. Socos eram distribuídos, cadeiras e garrafas eram jogadas, o loiro ficou levemente assustado e desesperado. Ele nunca esteve em uma briga de bar e justamente a primeira em que ele entrou era uma extremamente violenta que poderia acarretar em sua expulsão da Academia Sant Lennox, ele precisava sair de lá o mais rápido possível.

Tentando fugir da confusão instaurada no pub Damian correu até que trombou com alguém com uma cadeira em mãos, Montgomery tentou erguer suas mãos tentando avisar que não queria confusão, mas foi tarde demais a cadeira o acertou e tudo ficou preto.

Notas finais
E por hoje é só pessoal! Espero que estejam gostando e aproveitem para me dizer o que estão achando! Até semana que vem, Bree