Amor Com Fronteiras
8 Capítulo 8
O meu olhar ergueu-se com um enorme sorriso que dizia: aceito.
Rodeei meus braços ao tronco dele. Não queria saber se estava cheia de sangue, se o vestido estava rasgado, se a maquilhagem se encontrava borrada ou que o meu cabelo parecesse um ninho. Estávamos eu e ele. apenas nos dois. E depois de tudo o que acontecera esta noite, apenas queria que durasse para sempre. Sem intervalos.-Amo-te mais do que já alguma vez amei alguém ou alguma coisa. — olhei para ele. -Mais do que amas o sangue? — era bom de mais se fosse mesmo. -Mais do que amo o sangue. — ele beijou-me a testa. — Não há nada neste mundo que ame mais que tu. És a minha loucura, a minha rainha, o meu anjo. As palavras dele tocaram-me mesmo... -Tu também és o meu anjo... -Anjo do Mal. -sorrimos ambos. O olhar dele ainda transmitia alguma preocupação. -Amor, estas bem? — ele olhou-me. -Ham? Sim, claro. — ele focou o seu olhar nos seus pés. Suspirei. -Angel, o que se passa? — ele suspirou. -A Margo não vai desistir. — ele olhou-me — Não enquanto nos ver juntos. Espero que saibas que vai ser uma relação muito complicada. -Sei. e estou disposta a isso para te ter. -Eu também, anjo . — ele olhou para o relógio — já é tarde, são três da manha. Devias ir para casa. — ele levantou-se e tomou-me no seu colo, como fizera antes. — Eu levo-te . Sorri, envergonhada e agarrei-me. Lembrei-me que o meu anel era de prata. -Angel? Se eu te tocar com o anel, nao te magoas por ser de prata? — ele sorrio a olhar para a frente. -A ideia é essa. Era para te comprar de ouro, mas decidi comprar prata mesmo por magoar. assim, se a Margo te atacar, tens uma arma. — bem pensado. -És a pessoa mais atenciosa que já conheci. -Tu também anjo. -Mas eu não te dei nada... — senti um nó no estômago. Ele ofereceu-me um anel caro e eu, nada. Paramos. -Ofereceste-me o teu amor... — sussurrou-me. Desci do colo dele e beijei-o. Encostei-o a uma árvore e começamo-nos a beijar loucamente. -É tarde... -I don't care. — os meus olhos fitavam os dele, como ele outrora fitara is meus. Ele desceu pelo meu pescoço e começou a beija-lo. Sentia tanto... Ohhhh... Nunca me sentira assim, sentia prazer misturado com amor e medo e tudo à mistura. Ergui meu pescoço para traz para que ele mo beija-se ou mordesse. Não me importava se ele fizesse a segunda opção. -Queres ser a minha humana? -Disparate, já sou a tu humana — sorri. -Se fores a minha humana, nenhum outro vampiro se poderá alimentar de ti sem eu sentir. Apenas eu. Serás apenas minha. Mas tem um preço... Temos de beber o sangue um do outro. Aceitas? — não sabia o que responder.
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