Amor Com Fronteiras
9 Capítulo 9
O meu olhar estremeceu.
-Anjo, tu sabes que podes confiar em mim. — ele beijou-me. -Eu... Eu aceito... — olhei para baixo.Ele sorrio. -Terei direito a escolher o meu local para morder? — ele sorrio com ar de tarado. Boa, agora apetecia-me rir. Como era possível ele conseguir provocar tanta mistura de sentimentos em mim?! -Depende, depende. — pisquei-lhe o olho. -Hum... Talvez aqui? — ele colocou a mão na parte superior do meu peito (parte superior, sim?) e sorrio. -Hum... Não sei, não sei. — fiz-me de má, a brincar com ele. -Aceito isso como um sim, mas terás de me beber o sangue primeiro. — ele tirou uma faca que tinha no fato (sim, ele andava cheio dessas coisas.) e fez um corte leve no pescoço. — bebe. Ele encostou minha boca ao seu pescoço e comecei a beber. A primeira vez que tivera provado sangue, fora à 4 ou 5 anos, quando fiz um enorme corte no braço. E bem, por mais bizarro que fosse, eu gostava do sabor do meu sangue. Mas o dele.... O dele fazia-me sentir tão.... Tão... Tão desejada, sentir-me única. Sentir-me especial. Parei e depois olhei-o, tinha sangue à volta da boca. Ele sorriu-me. -Agora, pareces uma vampira. — sorri envergonhada. — Minha vez. — ele fitou meu decote. Abri a boca numa expressão do género: Não abusar. Coloquei o cabelo para traz e preparei-me para que ele me mordesse. -Quando quiseres. — fechei os olhos. -Isto irá simbolizar o nosso amor. Nunca te esqueças que as juras, pactos e etc não podem nunca ser cancelados. — ele sorrio. -Não pretendia cancelar. Nunca... Ele cravou meus dentes no meu peito (parte superior) e começou a sugar-me o sangue. Mas não como fizera antes. Bebia-me o sangue com moderação, lentamente e com calma e controlo. Desviou a sua cara do meu peito. -És minha. — ele sorriu. — e eu, sou teu. Abracei-o. -Queres ir a minha casa? — olhei para baixo envergonhada por perguntar. Não seria fácil entrar em casa neste estado. A minha mãe teria um ataque cardíaco na hora. Precisava de uma ajudinha. E a dele vinha mesmo a calhar. Principalmente por ser ele. -Adoraria. — ele beijou-me a testa e levantou-se, tomando-me no seu colo de novo, como se eu fosse uma princesa. Pelo menos, sentia-me como tal.
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