Amor Autista

24 Capítulo 24 Segunda Fase - A Dor da Saudade


Notas iniciais
Olá, não é miragem, sou eu mesma kkkk. Queria avisar que este capítulo deveria ter saído depois do dia 15 de Fevereiro (que foi quando as férias acabaram por aqui e com 3 filhos estudando em 2 escolas diferentes, uma delas as aulas começaram antes do dia 15. Enfim, agora filhos e sobrinhos voltaram a estudar e minha rotina volta ao normal tbm) Primeiramente eu quero agradecer a todos os comentários (vou responder hj ainda) e a minha linda portuguesa Robsten Remacht (Tita) muito obrigada, seu presentinho vem essa semana ainda :*

Apesar de toda a tristeza do velório, Isabella estava com o coração tranquilo. O sonho a deixou mais aliviada, principalmente por saber que ele estava em paz e com o amor de seu pai com ele. Era tudo que sempre desejou para o menino, em vida, que pelo menos um dos pais o amasse verdadeiramente. Pena que isso só foi dado a ele nos segundos finais de vida.

As crianças se despediram, uma a uma com um forte abraço e um singelo “obrigada” que valia mais que tudo na vida. Cada uma delas prometeu que sempre que a saudade viesse forte demais, iriam pensar e falar sobre as coisas boas que viveram com o Erick.

— Pronto, está feito. Vamos para o hotel. Precisamos nos organizar o quanto antes e partirmos daqui. Seu pai precisa de você e não sabemos até quando os remédios irão continuar fazendo o efeito esperado. — Renée estava louca para sair daquele país, mas não poderia deixar transparecer. Seu plano tinha que dar certo. Ainda tinha questões a resolver sobre o testamento de seus cunhados. E o que mais lhe incomodava era o fato de nunca saber que tinham afeto para com sua filha. Sempre demonstraram ser como ela. Principalmente Julie.

— A Bella vem comigo. – segurando sua mão, Edward não queria se distanciar da amada tão rápido. Já não estava suportando a ausência dela no dia anterior. Acostumou-se com a presença dela sempre em sua casa e agora que ele finalmente se abriu, não estava disposto a deixá-la ficar longe. Renée não gostou nada do que ouviu e quis deixar bem claro para o ele.

— Rapaz, Isabella tem coisas mais importantes do que seguir você. Você é o quê? Um simples rapaz. Ela não. Ela é uma Swan e tem deveres a cumprir. — Carlisle e Esme não estava perto e Renée ergueu uma sobrancelha desafiando-o a dizer algo mais. Mas outra pessoa a rebateu.

— E o que eu ser uma Swan tem a ver? — indagou, não gostando da forma que sua mãe o tratou — Eu vou com você, Edward. Eu preciso e quero — dizia enquanto olhava para a mãe — foram eles que me deram tudo e todo o apoio que nunca tive de vocês. Mais tarde eu te vejo no hotel. – virou as costas e saiu de mãos dadas com Edward sem dar chances de sua mãe retrucar ou a ofender novamente.

Imagens do seu primo encheram sua mente ao sair do local. Trechos do sonho a bombardeavam a deixando confusa. Um mal-estar começou a sentir e por instinto apertou a mão de seu amado. Edward parou de andar e a olhou. Isabela fez o mesmo, mas sem olhá-lo, sua testa franzia. Respirou fundo e com uma manear curto de cabeça, olhou para ele sorrindo e voltaram a andar. Sem olhar para traz.

Sua mãe respirou fundo. A raiva estava corroendo-a por dentro, mas era uma senhora fina da sociedade de Londres e sua educação perante as pessoas deveria ser sempre impecável. Ela sabia que não poderia dizer nada rude ou seus planos iriam por água a baixo. Não poderia permitir que seu dinheiro ficasse nas mãos dos Black.

Isabella saiu junto com a família Cullen. Eles sempre foram o seu porto seguro desde que os conheceu. E era com eles que queria estar. Precisava dos conselhos sábios do casal para dar o próximo passo. Ainda se encontrava receosa de voltar para a Inglaterra, mas seu pai, independentemente do que tenha lhe feito ou dito, ainda era seu pai. Sentia-se na obrigação. Mesmo tendo algo que a puxava para o outro lado. Não sabia expressar o que era. Sempre que lembrava que seu pai precisava ser transplantado seu coração pesava e não sabia se era de temor ou o quê mais. Era uma incógnita.

Chegando em casa, Rosalie foi direto para o quarto. Não queria falar com ninguém, estava tão triste que não queria ficar perto de ninguém, só queria ficar sozinha. Isabella a olhava com ternura, a entendia muito bem. Pois foi isso que a própria havia feito na noite anterior. Às vezes o melhor que se poderia fazer é ficar sozinho.

Edward seguiu o exemplo da irmã e subiu com Isabella, sem desgrudar as mãos. Dentro do quarto, ele começou a beija-la e beijar e beijar Isabella até que a garota não aguentou e pediu para que ele parasse, sorrindo.

— Eu só quero tirar essa tristeza de você. – disse ele segurando seu rosto entre suas mãos.

Um vulcão de emoções se acendeu dentro do seu peito. Amava-o tanto que tinha medo de que tudo o que estava vivendo fosse um sonho. Lindo e triste sonho.

— É a lei da vida. Todos nós um dia iremos morrer, mas obrigada por se preocupar comigo. — estava se sentindo amada por esse pequeno gesto que para ela significava tudo naquele momento tão triste e conturbado.

— Não tem que agradecer, além do mais — beijou a novamente — eu adoro te beijar. Beijar é bom. Muito bom.

— Ei! — fechou a cara brincalhona — espero que você só queira beijar a mim e mais ninguém. – seus olhos estreitaram olhando fixamente para ele, que só conseguia olhar para sua boca.

— Sim senhorita. Só você. — mais um beijo. Paixão transbordava de suas palavras — Somente você — outro beijo — ninguém além de você, para a vida inteira. — e beijou a novamente um pouco mais demorados desta vez. — Espero que seja reciproco — agora foi a vez de ele estreitar os olhos brincando, o que fez Isabella sorrir ainda mais. Ela o abraçou forte fechando os olhos encostando a cabeça em seu peito, assim ouvindo o coração de seu amor batendo. Não sabia se era por estar muito apaixonada, mas para ela aquele som era único e muito reconfortante.

— Somente você. Meu autista.

Mas Isabella sabia que aquele momento não poderia ser prolongado, apesar de querer demais. Ficar nos braços dele era uma coisa que nunca imaginou sentir, sempre o desejou e o amou, sonhou cada dia com uma possível aproximação entre eles, mas a realidade era ainda maior, mais intensa, ele era algo indecifrável ainda para ela, mas sabendo que ele sente o mesmo, sentia os tijolos de desconhecido caindo um a um.

Minutos mais tarde, Isabella desceu as escadas a procura de Carlisle e Esme. Precisava de seus conselhos.

— Oi. Interrompo? – pergunta ao aparecer na cozinha.

— Oi Bella, não incomoda, íamos mesmo chamar vocês para um lanche. — acabara de preparar alguns sanduiches. Isabella sorriu fraco agradecendo o carinho.

— Eu quero contar uma coisa a vocês, e preciso de conselhos. – sentou-se no banco próximo a bancada onde estava a travessa com o lanche, pegando um para si, mas não levou a boca. – Estou indo para a Inglaterra hoje á noite, minha mãe me informou que meu pai precisa de mim. Na verdade, precisam que eu faça alguns exames de compatibilidade. Esse era o motivo de eu estar indo para a Inglaterra quando tudo aconteceu. – parou por um segundo respirando profundamente antes de voltar a falar. Lembrar de todos os momentos desde que seus tios a informaram da saúde de seu pai, até ali doía imensamente. — Ela me informou que ele só está vivo ainda por causa dos remédios, que estão prolongando sua saúde fraca no hospital. Ele precisa de um transplante duplo e só um doador compatível para que isso aconteça. Fui informada também que todos que podiam fazer os exames de compatibilidade já fizeram. E... bem, eu sei que eles não foram e não são os melhores pais do mundo, mas... mesmo assim o peso de ser filha deles me atinge sempre quando penso que não preciso ir. Que não quero fazer isso.

Seus olhos estavam rasos d’água e seu interior aflito causava-lhe dores por todo o corpo.

— Sinto muito, minha querida. — Esme foi para o outro lado da bancada e a abraçou fortemente. – Sinceramente, não faço ideia de como você ainda se mantem de pé com tudo o que está acontecendo.

Não pensava assim. Tinha certeza de que se não tivesse aquela família para apoiá-la, desde o dia do acidente não teria vontade ou até mesmo coragem para levantar-se da cama.

— É seu pai, Bella. Não posso dizer o que você deve ou não fazer. Cabe apenas a você decidir. Sua consciência falará por você. – Carlisle que até aquele momento apenas escutava, não tina mais o que dizer. – E o exame. Sabe quanto tempo vai levar para saber o resultado?

— Acredito que seja no mesmo dia. Eu queria tê-los feito aqui sem precisar ter que atravessar o oceano para isso, mas minha mãe insiste para que eu vá e caso, o que é uma porcentagem muito alta de eu ser compatível, ela quer que eu esteja lá para fazerem o procedimento cirúrgico logo.

— A questões que somente nós mesmo devemos tomar. E essa é uma delas. Você não precisa de nosso conselho. Já sabe o que fazer.

— Eu não sei. Só sei que não quero ir, algo me diz... – e ela se lembrou do sonho que teve com seu primo – eu só não quero ir, apesar de saber que devo, eu não quero. Não sei explicar na verdade.

— Te entendo sua posição. Só digo que escute seu coração e pense antes de agir. Uma consciência tranquila é tudo neste momento.

Carlisle estava certo, não importa o que ela diga ou pense, tinha que fazer algo para ficar em paz consigo mesma, não importa o quanto seus pais a fizeram sofre, ela iria para a Inglaterra fazer o teste por ela e não por seus pais.

Rosalie não estava bem, sabia que nada poderia fazer o tempo voltar, já estava aceitando sua partida tão cedo deste mundo, mas a negação ainda estava presente dentro de si. A perda do melhor amigo deixou feridas para a vida toda.

Sentada numa cadeira confortável, próxima a sua janela que dava para os fundos da casa. Rosalie estava abraçada a um bichinho de pelúcia gasto que ela havia ganhado quando mais nova. Nunca imaginou passar por tudo isso um dia. Nunca imaginou que poderia doer tanto algo que não estava ferida fisicamente. Em sua pequena mente não achava justo tudo o que aconteceu. Não achava.

— Pinguinha? – seus olhos continuaram a olhar para a frente, seu coração deu um pulo enorme ao ouvir o apelido carinho que seu irmão lhe dera, mas que por ira e mágoa disse que não queria ser chamada mais assim, magoando seu irmão. E agora ele voltara a chamá-la assim. Era algo reconfortante para sua alma tão machucada.

Edward entrou no quarto, fechando a porta atrás de si e foi em direção a irmã. Seus olhos estavam vermelhos.

— Por que dói tanto? – sem tirar os olhos do horizonte acinzentado, assim como o seu pequenino coração. — Eu tento fazer o que a Bella disse, mas a cada lembrança legal dele eu me sinto assim, inútil. Totalmente impotente.

— Não sei como é perder alguém assim, tão próximo de mim, não sei se posso te ajudar e nem como, mas sei que posso ficar aqui- olhou em volta e sentou virada para ela com as costas encostada na parede. — Bem aqui, sentando perto de você. E se você quiser eu também posso segurar a sua mão. – esticou-se para a frente pegando a pequena e fina mão da irmã. — Vi isso num filme.

Não seja bobo, Edward. Você sabe bem que isso é ficção. Até onde sei a criança aqui sou eu. Mas eu agradeço mesmo assim. — sorriu para o irmão sem soltar a mão que ele segurava.

— Se fosse apenas ficção você não estaria dando esse lindo sorriso para o seu irmão favorito. Apesar de ser um sorriso triste, é um sorriso – e ela sorriu mais diante de tais palavras — mas sei de algo que possa te fazer se sentir um pouco melhor do que apenas segurar sua mão. – ela o questionou com o olhar franzino — Que tal vermos um de seus filmes da Disney?

Rosalie queria apenas ficar sentada e lamentando sua tristeza, mas acabou aceitando o pedido, enquanto ela se acomodava em sua cama, Edward foi em frente ao DVD colocando um dos filmes favoritos dela. Frozen. Nada poderia ser mais perfeito do que aquele filme no momento. Ele fala do amor fraterno, da amizade entre as irmãs. Rosalie sabia que Edward faria tudo por ela, mesmo estando chateado com algo, da mesma forma que ela faria tudo por ele.

— Edward, posso te fazer uma pergunta? — o filme tina pouco mais de quinze minutos que avia começado. Ele esperou. — Você e… bem, eu os vi no velório. Você e ela estão namorando? — perguntou fazendo cara feia.

Edward sabia bem de quem ela falava. Isabella era e é a única garota que conseguiu bagunçar seu mundo já bagunçando.

— Não perguntei e nem ela a mim, mas gosto da presença dela. Gosto dela e de beijar ela. — ao dizer isso a careta que Rosalie fazia só aumentou transformando em nojo e ele ria.

— Eca. Beijo.

— Eu gosto dela. Está bom assim para você? E eu espero que com tudo o que vem acontecendo você a aceite de verdade. Mas a aceitação tem que vir de você e de mais ninguém.

Rosalie finalmente olhou para o irmão.

— Eu sei que o que fiz não foi certo. Estava apenas com muito medo e ciúmes de vocês dois. Até ela aparecer em nossas vidas eu era a única menina que você falava se abria para uma conversa. Mas ela foi chegando e chegando e tive medo de perder meu único irmão. — sua voz estava cheia de emoção e arrependimento — eu só peço que você me desculpe — com os olhos cheios de lágrimas — me desculpe por falar tudo o que disse a você. Eu estava com raiva. Eu sei disso agora e não quero perder mais ninguém. Eu aceito ela se você nunca me abandonar. Aceito sim. De coração aberto. — Edward nunca gostou de vê-la chorar, isso o incomodava muito e ainda o incomoda. Estava muito próximo do seu limite para não ter uma crise. Ele não aguentava nenhum tipo de choro, mas seu coração doía demais ao ver irmã e namorada (?) daquele jeito. Sofrendo tanto. Nas últimas horas ele fazia um esforço hercúleo para se manter firme. Cantarolava um mantra em sua mente para manter se calmo. Sabia que elas precisam dele e chegada a hora de retribuir tudo o que já fizeram para com ele em seus momentos de crise.

— Por favor, pinguinha. Não chores, já disse que você tem que aceitá-la por você. Não por mim e nem por ela. Eu sei que no fundo do seu coração você ainda não a aceitou de verdade. Eu só não quero te ver chorar. Por favor.

— Mas eu posso.

— Não.

Edward foi firme em sua resposta, não deixaria que sua irmã fingisse para si mesma algo que todos viam perfeitamente em seu rosto. Rosalie nunca foi de camuflar seus sentimentos. Quando ela gosta, ela gosta e quando não... só o tempo era capaz de mudar isso.

Edward então, abriu os braços e ela se jogou neles. Minutos se passaram quando uma batida leve soou na porta. Era Isabella que havia aberto uma pequena abertura para olhar o interior encontrando os irmãos Cullen abraçados. Edward foi o primeiro a vê-la, mas quando ela olhou para a menina era impossível não sentir a mesma dor.

— Oi. – sua voz saiu tão baixinha, mas tão afetuosa que Rosalie retribuiu o “oi”.

Rosalie limpava os olhos quando Isabella chegou perto da cama da menina, abaixando para olhá-la.

— Quer conversar? – perguntou timidamente.

— Não.

— Eu te entendo e sei bem como você está se sentindo. Parece que a dor nunca vai embora e eu acredito nisso, sabia? Com o tempo vai amenizando, mas ela vai estar sempre ali porque vamos sentir saudades e a saudade dói.

— Eu não quero sentir isso.

— Mas quanto mais você lutar contra, mais dor você irá sentir.

— Como você consegue? Ele era seu primo, sua família! – Isabella abaixou a cabeça e se lembrou do primo vivo. Um calor acolhedor inflou em seu ser.

— Não é questão de conseguir, mas de sentir. Ele nunca deixará de ser meu primo e eu sempre penso no abraço acalorado dele. – sorriu – Era único. Forte e acolhedor. Ele já deve ter te abraçado, certo? – olhou para a menina que mordia o lábio inferior. – lembra-se do dia em que vocês venceram o primeiro jogo de futebol? Lembra-se daquele abraço? Se você fechar os olhos poderá ser capaz de sentir o calor.

Sem perceber, a menina fazia o que Isabella disse. Fechou os olhos e se lembrou daquele dia. Estava sendo um jogo complicado, não haviam tomado nenhum gol, mas também não haviam feito nenhum. Foi quando Isabella e Edward, pela primeira vez estavam perto um do outro depois de anos. Erick e ela prestavam bastante atenção no que eles diziam, mesmo Rosalie não querendo admitir, ela reconhecia que Isabella conhecia bem de jogadas. E em campo, ela e seu melhor amigo colocou em prática e assim saíram vitoriosos.

Ela e Erick gritavam e pulavam abraçados, logo depois veio todo o time. Foi uma felicidade só.

Edward olhou para Isabella vendo o que ela acabara de fazer. Sua irmã sorria mais uma vez naquele dia, agora era um sorriso diferente. Um sorriso de alegria e saudade e ele a agradeceu por aquilo, movendo os lábios num som mudo.

— É. Aquele dia foi excitante para todo o time.

Aquele momento foi quebrado por um ronrono estomacal. Algum estômago reclamava de fome. Os três riram.

— A mãe de vocês me pediu para chama-los. Ela preparou alguns sanduiches e quer que vocês desçam.

Com todos na cozinha, Isabella percebeu que se não fosse agora, perderiam o voo para Londres. Ao fazer o comunicado, uma reação não esperada aconteceu. Edward não aceitou.

— Não. Você sabe que não vai voltar!

— Edward, eu vou voltar. Serão apenas alguns dias. Só o tempo do resultado dos exames saírem e se eu for compatível, fazer a cirurgia. Acredito que em menos de quinze dias eu já esteja de volta aqui.

— Não. – ele andava de um lado a outro puxando os cabelos. Esme correu no quarto do filho procurando por seus remédios, mas se surpreendeu ao ver que todas as cartelas estavam intactas. Edward não tomara um comprimido se quer desde que havia retornado para a casa. Desceu as escadas correndo e ao mostrar o marido não soube o que pensar. Rosalie também viu o que estava na mão de sua mãe e tomou uma atitude rápida.

— Edward, respira. Por favor irmão. – quando ela olhou para o pai, pediu sussurrando.

— Música. Carlisle entendeu na hora seu pedido.

— Edward, respire para você pensar melhor. – Rosalie estava abraçada a ele enquanto falava, nisso um som alto começou a tocar no andar de cima. – Pensa bem, irmão. Ela não está te deixando. Ela precisa ir. Precisa. Você consegue entender. Se você olhar bem para ela saberá que ela não tem escolha.

Respirando melhor, Edward olhou para sua amada implorando.

— Promete que volta!

Isabella chegou perto dele segurado seu rosto.

— Claro que sim. Não tem nada que possa me prender lá. Aqui é meu lar, o meu lugar.

Naquele momento, Edward conseguiu fazer com que todos esquecessem a dor da perda por um momento e se concentrassem nele. Sem se soltar da irmã, Edward puxou Isabella para um abraço apertado beijando-a com força. Ela não reclamou, apenas Rosalie por estar no meio daquele “lance”.

— Promete! – pediu mais uma vez.

— Eu prometo. Mas agora eu preciso ir. – seu olhar choroso foi em direção a Esme que acenou e disse que ficaria tudo bem. Na porta ela pediu para ser mantida informada e Isabella fez o mesmo.

Saindo da casa Cullen com o coração apertado por ter de deixar Edward naquela situação, ela seguiu para o hotel onde sua mãe estava hospedada. Depois de todos os preparativos e malas prontas, ambas foram em direção ao aeroporto.

Notas finais
Rumo aos 1000 comentários??? Bjs e até a próxima!!!