Amor Autista

23 Capítulo 23 Segunda Fase - A Trama


Notas iniciais
Oláááááááááá, olha quem veio lhes visitar hj a noite kkkkk Gente, muito obrigada pelos comentários, esse e quer apenas dizer que este capítulo é curto, mas necessário. Nele veremos como foi o acordo. Bjs

Renée se fazia de boa anfitriã e boa cunhada durante o velório, mas ninguém sabia que no fundo não estava ligando para nada a única coisa que Renée gosta realmente é do seu status na sociedade londrina. E obviamente o dinheiro que ganhou quando sua família se juntou com as dos Swan.

Logo que casou com Charlie, engravidou, para garantir que seu status aumentasse e fosse paparicada como a mais nova Swan que carregava em seu ventre o futuro do empreendimento Swan’s. Torcia para que fosse um menino, mas ao saber pela ultrassonografia que esperava uma menina, nada mais lhe agradava. Chorou, se lamentou, tentou abortar, mas era muito tarde para tal. A criança em seu ventre era saudável e perfeita. Então a partir desse momento, ela odiou o ser indefeso que carregava. Isabella não tinha culpa de nada, mas Renée Swan não via dessa forma. Sempre enxergou a filha como um acidente do destino, algo que deveria ser banido da face da terra.

Sempre que ficava sozinha com a criança não demonstrava nenhum afeto. Se chorava, deixava a criança sozinha dizendo para si mesma que a menina aprenderia a ser forte desde cedo se ninguém fizesse sua vontade. Nenhum empregado podia acalentar o choro dela. E assim Isabella foi crescendo, com sua curiosidade sempre em altíssimo nível, pois não havia nenhum pai ou mãe para lhe explicar as coisas do mundo. Curiosidades que toda criança já nasce com ela.

Charlie sempre fazia as vontades da esposa. Sempre chegava em casa com alguma joia nova ou o que quer que sua esposa quisesse. Infelizmente ele sempre teve pouca voz a partir do momento em que sua mulher engravidou. E quando Renée percebeu que o marido daria mais atenção a menina, tratou logo de afastá-la dele.

De acordo que a menina ia crescendo, estava sempre ocupada ou com algum empregado e Charlie atolado nos negócios sempre querendo expandir cada vez mais, não foi difícil.

E agora na vida adulta, Renée precisava da garota que nunca quis por perto. Que a verdade seja dita, ela nunca se permitiu amar a filha desde o ventre. Nunca se permitiu ficar mais do que três minutos sozinha com ela quando criança. Mas agora... sua fortuna dependia deste casamento.

As pessoas no velório cochichavam sobre ela, dizendo como ela parecia triste, mas na verdade, Renée estava lembrando de alguns dias atrás, quando fizeram o acordo que mudaria sua vida.

— Com licença. – disse o médico ao adentrar o quarto em que Charlie estava. – Acabamos de receber os exames e tenho boas notícias. Encontramos um doador compatível.

— E quem seria? – perguntou Renée feliz.

O médico disse o nome e todas as esperanças que Renée havia adquirido naqueles dias em que seu marido estava internado, caíram por terra. Depois da última visita de Isabella aos pais, Charlie começou a beber excessivamente e não se alimentava. Ele sabia que não poderia fazer isso por causa da bagagem clínica que carrega desde a infância, mas nada o fez parar de beber tanto, até o momento que precisou ser hospitalizado com fortes dores e vomitando muito sangue.

A vinda de Isabella os deixou em maus lençóis diante do mundo dos negócios. Jacob Black era um dos herdeiros mais requisitados no meio dos empreendimentos e sua fortuna era de encher os olhos de toda a Londres. Tanto Charlie, quanto Renée, não queriam saber da fama de libertino que Jacob tinha, eles queriam aumentar a fortuna e os negócios da família.

O médico saiu do quarto deixando-os com muito em que pensar. A Vida de Charlie estava nas mãos de Jacob Black, o rapaz a quem sua filha renegou e humilhou ao negar-se casar.

— Temos que avisá-lo. – disse Renée. – Já que sua vontade é de não avisar a sua filha que tem a obrigação de salvar sua vida o que está acontecendo.

— Não precisamos daquela ingrata. Me passe o telefone, eu mesmo ligarei.

Enquanto Charlie falava ao telefone com Billy Black, Renée andava apreensiva com o que poderia acontecer. Sabia perfeitamente da ambição dos Blacks. Era a mesma da sua. Eram farinhas do mesmo saco. Nada do que faziam para o próximo saía de graça. Tudo tinha um preço, até mesmo para a morte.

— O que ele disse? E por que você ligou para o pai e não para o filho? – questionou assim que ele encerrou a ligação.

— Porque nós dois sabemos quem é que dá as cartas. Jacob é um moleque e você bem que ele só fez os exames porque o pai mandou. Com segundas-intensões, então melhor acabar logo com isso.

— Você sabe que Billy é bastante ardiloso.

— Assim como você, minha cara! – Renée não retrucou a audácia do marido.

Mais tarde naquele dia, Billy chega ao hospital acompanhado do filho Black. Jacob falou primeiro e Charlie riu da proposta infame e infantil do rapaz. Doaria se Isabella casasse com ele, não por amor, mas por ter humilhado dizendo não. Jacob não aceitava não de ninguém e todos que diziam... não tem boas recordações.

Renée pediu para que o rapaz saísse do quarto. Billy acenou para o garoto, que saiu.

— Agora os adultos podem conversar. – soltou Renée.

— Vamos direto ao ponto, Billy. Eu preciso do teu filho. E você? O que precisa de mim?

— Gosto assim, Charlie. Sem meias palavras, direto ao ponto. Convenço o meu filho a ser seu doador, você dando o que ele quer.

— Você sabe que que aquela ingrata não vai aceitar. – proferiu Charlie carrancudo.

— Sei que vocês podem fazê-la mudar de ideia. Você, minha cara Renée, sei que tem habilidades para tal. – sorriu para ela voltando ao que verdadeiramente queria. – Mas tem mais uma coisa.

— E que seria? – Charlie não estava gostando do rumo da conversa.

— O casamento do meu filho com sua filha. A junção de nossas empresas e a mais valiosa, já que sei e que é de conhecimento de todos da alta sociedade do empreendimento em Londres, vocês cortaram relações com Isabella. Ou melhor – riu – ela cortou relações com vocês. Tudo bem para vocês até o momento?

Ninguém respondeu, apenas ficaram olhando para a cara dele esperando para que terminasse logo de falar.

— Caso o casamento não aconteça, eu passo a ser o sócio majoritário de todas as suas empresas espalhadas pelo mundo todo.

— O quê! – levantou Renée exaltada. – Ficou louco?

— Seu marido precisa do meu filho e eu não vou sair disso com as mãos abanando. Quer salvar a vida do seu marido ou não?

— O que você está tramando Billy. – disse Charlie intervendo a discussão que estava por vir.

— Veja bem, Charlie. Todos nós saímos ganhando. Você volta a ter sua saúde de volta e nossos filhos se casando, teremos a junção, o que me renderia uma boa grana com as ações e caso, por ironia do destino isso não venha acontecer, meu filho não ficará no prejuízo, já que terá um rim a menos e um pedaço do fígado faltando.

— O fígado se regenera, seu idiota.

— Dobre a língua, querida Renée. Então Charlie. Temo um acordo?

— Isso é um absurdo. – verbalizou pensativo.

— Vou deixá-los pensar. Me ligue quando decidir, Charlie. – e saiu deixando um Charlie muito pensativo. Renée por sua vez estava maquinando como faria isso. Com o casamento e a junção, a empresa de seu marido ficaria muito mais forte com o dinheiro que viria dos Blacks. Um sorriso maldoso surgiu em seus lábios.

— Precisamos aceitar.

— Você está louca? A empresa dos meus pais. Está na minha família a anos e você acha que darei a metade assim de mão beijada?

— Você nem sabe disso. Olha, eu posso convencer Isabella a se casar. Na verdade, ela nem precisa saber. E não me venha com balelas, pois foi você mesmo que não permitiu buscar aquela garota mimada para salvar você. Se tivesse me ouvido no início, nada disse estaria acontecendo. Então... vamos aceitar, você recebe o transplante que eu cuido do resto.

Até o momento estava indo tudo muito bem. Isabella não desconfiava de nada.

Notas finais
Caso não veja vcs, um FELIZ NATAL a todas(os) vcs, um grande bj no coração de cada. :* ♥