Amor Autista

3 Capítulo 3 - Decisão tomada, vamos em frente.


Notas iniciais
Olá meus amores. Nem demorei não é? Mas não posso dizer do próximo post,mas...

Alana Colorada... dulci freitas... Caty Swan Cullen... Suh Leone

quero agradecer a essas meninas que citei, pois nessa semana AA recebeu 4 recomendações e foram delas. Obrigada, obrigada, obrigada, obrigada. Não tenho palavras para expressar o quão feliz eu fico cada vez que AA recebe uma recomendação e o quão feliz eu estou por ela estar sendo bem aceita. Minhas pesquisas estão dando resultados e gente, vamos divulgar mais sobre esse assunto, ele merece ser conhecido por todos.

Obrigada as 38 pessoas que comentaram, essa semana irei respondê-las ok, beijos a todas(os) vcs.

Sem mais... Boa leitura!

#Capítulo TRÊS#

Após chegar em casa exauridos de todo o estresse que passaram durante as idas a Seattle para os exames de Edward, Carlisle e Esme se deram um tempo. Cada um ficou em seu mundo particular, assim como Edward que ao por seus pés dentro de casa, correu para o seu refúgio. O armário do corredor.

A pequena Rose, mesmo tão nova, parecia entender que aquele não era o momento de chamar a atenção de seus pais, então ha pequena foi para o seu quarto e lá ficou brincando com sua imaginação tão inocente e infantil. Suas melhores amigas, suas bonecas.

Edward adorava aquele seu lugarzinho. Em sua mente ali era o melhor lugar do mundo onde ninguém o perturbaria e onde ele não precisaria fazer nada que os outros quisessem. Ali, dentro daquele apertado armário era o seu mundo. O seu mundo particular onde sua imaginação flutuava além da imaginação.

Esme estava preparando algum lanche para tomarem antes de irem todos para a cama. Haviam chegado quase ha noitinha e para ela, tudo o que desejava era um bom banho e uma noite de sono tranqüila. Pelo menos era isso o que ela queria, mais sabia que não teria.

Carlisle se fechou para qualquer tipo de conversa. Seu celular estava com várias chamadas perdidas e inúmeras mensagens na caixa postal e ao verificar seu aparelho telefônico fixo, sua secretária eletrônica não estava diferente. Carlisle não queria ver nem falar com ninguém neste momento, principalmente se for algo relacionado ao trabalho, por isso ele nem se preocupou em ver as chamadas e ouvir suas mensagens.

Quando as crianças já estavam em suas camas, o que foi um pouco difícil fazer com que Edward saísse de dentro do armário, pois o mesmo não queria sair dali, isso o irritou tanto que começou a gritar. Com muita paciência, Carlisle, abaixou-se diante dele no armário pedindo-lhe permissão para que ele também pudesse entrar ali e com muita dificuldade, ele entrou e com todo cuidado, pensando bem nas palavras que ele poderia usar para convencer ao filho a sair dali, Carlisle conseguiu um feito que deixou o próprio orgulhoso de si mesmo. Com poucas palavras ditas, Edward parecia entender o que o pai lhe dizia e assim, fez o que foi lhe pedido e agora tanto Edward quanto Rose, estava dormindo cada um em sua cama.

A hora que nenhum dos dois adultos queria que chegasse, chegou. Nenhum dos dois queria dizer nada hoje, nada naquele momento, mas era preciso. Pelo bem do filho de ambos, eles deveriam conversar e Carlisle não poderia deixar para amanhã, o que havia decidido sem consultar sua esposa e ele precisava que ela entendesse o que ele diria. Mesmo que nenhum dos dois tenha certeza se essa será a opção mais acertada para o problema do filho.

- Sei que não quer conversar agora, mas... Eu preciso dizer uma coisa.

Resoluta, Esme se dirigiu para o banheiro e após banhar-se sabia que não poderia fugir mais. Tinha plena consciência de que seu filho vinha em primeiro lugar, mas ela queria pelo menos uma noite para pensar em alguma forma de ajudá-lo. Não queria enfrentar os fatos agora.

Sentado em seu lado da cama, Carlisle chamou-a para que sentasse ao seu lado. Esme sem dizer nada, dirigiu-se para a cozinha em busca de um copo de água fresca.

No quarto Carlisle ficou a sua espera pacientemente e se martirizando silenciosamente. Em seu ser, ele se culpava pela doença do filho. Se culpava pelas horas desperdiçadas com o trabalho nos momentos em que poderia ter ficado em casa, junto de sua família, com seus filhos, participando mais ativamente de sua educação. Formular jogos com as crianças, jogos dos quais Edward e Rosalie poderiam participar também. Se culpava por nunca ter ensinado ao filho a jogar beisebol ou futebol americano, como fazer um lançamento com a bola curva ou rebater uma bola curva, há fazer lances para um touchdown ou...

Quando Esme entrou novamente no quarto, decidida que não poderia escapar dessa conversa, ela encontrou seu marido chorando feito uma criança, encolhido entre as cobertas. Sem pensar e com o coração aos pedaços, ela sentou-se na cama e segurando seu marido pelos ombros, fez com que ele colocasse sua cabeça em seu colo. Segurando suas próprias lágrimas, Esme, acariciou a cabeça de Carlisle e deixou-o chorar. A única vez em que o viu assim, foi quando seus pais morreram, ela sabia muito bem desse sentimento, pois a mesma havia perdido seus pais também.

- Não fique assim, por favor! – neste momento, ela deixou claro que sabia que ele se culpava pela doença do filho – Não foi sua culpa. Não foi culpa de ninguém, você ouviu o médico dizer que isso acontece até mesmo com crianças saudáveis. Não se martirize assim, por favor.

Sua voz saiu sofrida e embargada pelas lágrimas que ela estava segurando dentro de si. Neste momento, era ela quem precisava ser forte, ela não poderia desmoronar junto dele, caso isso acontecesse, ambos estariam perdidos.

- Eu sei que foi minha culpa. – disse Carlisle assim que conseguiu se acalmar – Se eu tivesse dedicado mais do meu tempo para minha família... Eu não sabia o que estava acontecendo dentro da minha própria casa... Não sabia o que estava acontecendo com meu próprio filho... Eu... Eu me desprezo por isso, por ter sido tão egoísta em tentar ganhar mais dinheiro, cada vez mais.

Carlisle levantou sua cabeça do colo de Esme, levantando-se assim da cama. Lágrimas ainda escorriam por sua face, mas desta vez, elas eram contidas.

Esme ficou na cama observando a postura de seu marido que de um menino frágil, passou para um homem de postura ereta, firme.

- Eu não queria saber de nada mais. Eu só sabia pensar em ganhar dinheiro cada vez mais, dia após dia, esse era meu objetivo na vida. Ganhar sempre mais dinheiro. Sempre fui bom em matemática e mexer com números sempre foi meu forte e nada mais me alegrava do que me formar em administração. Eu era pobre, não tinha condições de estudar em uma boa faculdade e me transformar no que eu sempre sonhei. E para que isso acontecesse, eu precisava estudar e estudar. Quando criança eu havia prometido a mim mesmo que quando crescesse, eu seria rico. Bem, eu consegui o que sempre desejei o que sempre quis, mas a que custo eu consegui isso? A que custo eu trabalhei noite e dia? Para quê? Para ver o meu filho doente... Uma doença da qual não se tem cura? – virando-se para sua mulher, continuou – Não minha querida, eu não fiz tudo o que eu fiz para ganhar isso em troca. Por isso eu me culpo, se eu tivesse dedicado mais do meu tempo a eles, tenho certeza de que nosso garoto não estaria desse jeito. – Esme sabia mais do que ninguém sobre o que Carlisle passou na infância e sempre apoiou seu marido em todas as suas decisões. Vendo-o desabafar assim, sentiu-se penalizada por ele.

- Não se sinta assim meu querido, você sabe que no fundo, nada do que você poderia ter feito, não faria o nosso pequeno Edward ser mais saudável. Imagino que não está sendo fácil para você por que pra mim também não está sendo. – levantando da cama, parou na frente de Carlisle segurando suas mãos nas dela – Prometa-me que nunca mais se culpará pelo nosso filho? Prometa-me que Carlisle. Eu sei o que você passou, eu estava junto de você nos seus momentos mais difíceis. Eu sei o quanto sofremos longe um do outro para que você pudesse se tornar no que você sempre quis. E eu sei o quanto você ama seus filhos, o quanto você nos ama. Eu sei. Então por favor, nunca mais se culpe. Nosso filho é uma criança autista. – a voz de Esme arranhou quando ela disse a palavra autista, para ela era difícil ainda de acreditar que aquela criança alegre e peralta pudesse ter este transtorno mental – E não será por isso que o amaremos menos. E mais uma coisa, você sabe que não faria diferença se você estivesse presente ou não, não é? Você sendo um pai mais presente para as crianças não mudaria nada no que o nosso filho tenha.

Por mais que Carlisle lutasse dentro de si, imaginando que se estivesse presente isso não estaria acontecendo, ele sabia que sua mulher estava certa e não podia deixar de notar a força que sua mulher transpassava para ele apenas com seu olhar. Ele a amava muito e não saberia o que fazer caso a perdesse, então neste momento, o que ele havia decidido estava concretizado em sua mente.

- Vamos nos mudar. Vamos morar em Seattle.

A notícia pegou sua mulher de surpresa, Esme não esperava que ele dissesse isso. Pelo menos não agora.

- Como assim? – perguntou confusa.

- Eu pensei muito quando estávamos voltando para a casa e acho que essa é a melhor forma de ajudar o nosso filho. Seattle tem mais estruturas para crianças... Hum... Crianças como o nosso filho. – Esme viu a relutância dele em dizer ha palavra que ela mesma mal consegue pronunciar.

- Sim, eu entendo perfeitamente, mas não pensei que seria tão rápido. O médico disse que mudanças rápidas podem provocar crises e desconforto. Não quero que isso aconteça. – ele sabia muito bem que isso era necessário.

- Querida, é necessário que façamos essa mudança agora. Enquanto ele ainda é pequeno e nós podemos coordená-lo. Se fizermos isso quando ele estiver maior, não será fácil pra ninguém. Temos que fazer isso agora, pelo bem do Edward.

Com essa declaração, Esme não teve como dizer não e concordou que seu marido tinha razão. A noite seria longa para ambos, cada um voltou a se perder em seus pensamentos e Esme foi a primeira a dormir, relaxando assim seu corpo e mente.

Carlisle ainda ficou acordado olhando para o teto e arquitetando tudo o que deveria ser feito para que sua partida não afete suas finanças. Agora mais do que tudo, ele deveria se preocupar com o dinheiro, pois ele seria muito útil nessa nova fase de suas vidas.

No dia seguinte, Carlisle saiu cedo de casa, Esme ainda dormia. Durante a madrugada ele havia avisado aos seus empregados e amigos que precisariam deles na empresa bem cedo. Chegando, em sua pequena empresa, uma reunião de emergência foi feita. Na minúscula sala de reuniões, Carlisle deu inicio anunciando que colocaria alguém em seu lugar. A empresa era pequena, mas seus clientes eram muitos que até ás vezes tiveram que recusar algumas propostas, pois não dariam conta e pelo lugar ser pequeno, Carlisle não tinha como empregar mais funcionários e agora era sua chance de aumentar sua empresa de administração.

Carlisle começou seu discurso dizendo que agradecia a todos primeiramente por estarem ali e que Billy Black, seria seu gerente e que por motivos de saúde estava de partida para Seattle e que já estava com planos de abrir uma filial, em Seattle.

Um de seus funcionários perguntou se ele estava doente e Carlisle então, contou-lhes o que estava acontecendo com sua família. Nem um deles questionou a decisão do chefe. Carlisle sabia que sua mudança seria difícil, mas muito necessária para o futuro de seu filho.

Após a reunião, Carlisle deixou tudo nas mãos de seu amigo e agora gerente da empresa, Billy, e seus outros funcionários com a promessa de que logo os dará noticias sobre o filho e o desejo de abrir uma filial em Seattle. Dali, Carlisle se dirigiu para o escritório de seu advogado, para que ele lhe ajudasse na busca de um móvel em Seattle para o seu propósito.

Com tudo resolvido e perto do anoitecer, Carlisle regressou para sua casa encontrando assim, sua mulher e seus dois filhos sentados na mesa do jantar, juntos. Carlisle reparou com tristeza e determinação no olhar para seu filho. Edward estava fazendo movimentos repetitivos, puxando os dedos depois de bater palma, três vezes seguidas.

Carlisle estava arrasado por dentro, mas isso não iria detê-lo de fazer o certo para seu filho.

Assim que Esme o viu, foi em direção a ele dando-lhe um beijo no rosto.

- Como foi?

- Ocorreu tudo bem.

A primeira fase estava encerrada, agora era ir, em busca de ajuda para toda a sua família, principalmente para Edward e nada melhor do que Seattle para que o pequeno pudesse evoluir.

Notas finais
Bom pessoal, espero vê-las nos reviews ou em qualquer outra hora. Beijos e Obrigada mais uma vez pela força de vcs. ♥