Amor Autista
28 Capítulo 28 Segunda Fase - Livre
Notas iniciais
As férias enfim estavam chegando ao fim e Edward planejava tudo com muito cuidado para conciliar seus estudos com seu relacionamento. Desde que ele e Isabela abriram seus corações e mesmo sabendo do grau de dificuldades que Edward levaria para a vida toda, Isabella não se importou, pois era ele da forma que era, o amor de sua vida. Depois de se declararem um ao outro jamais abriria mão de seu amor. Era único um para o outro.
Mais alguns meses e pronto, eu voltaria para ela, pensava ele. Mas antes de voltar, havia uma coisa que precisa saber se daria certo.
Eufórica em saber que existia uma chance de se livrar de seus progenitores, Isabella viu um novo motivo para erguer a cabeça e seguir a vida. Seus tios sem querer lhe deram luz a vida que estava apagada. Seu coração ansioso batia freneticamente. Mãos suavam na esperança.
Depois de contarem o plano a Carlisle, tiveram muito no que pensar. Carlisle queria saber de Isabella se era isso que queria verdadeiramente. Confirmando sem hesitar, as três mentes começaram a dar visão e seguimento ao desejo da menina. Não seria fácil e nem do dia para noite, como ela queria.
Isabella estava muito agitada, sem perceber começou a roer as unhas, uma mania que tinha quando pequena, e mordiscando o interior do lábio inferior até que saísse sangue. Sua ansiedade estava chamando a atenção de Edward que olhava para os seus lábios. Seguia cada movimento que sua boca exercia. Ela intercalava entre unha e lábio até que ao olhar para o lado, viu seu namorado olhando-a com o cenho franzido. Foi onde percebeu o que fazia, e parou. Sua agitação precisava ser acalentada ou então ela enlouqueceria.
Pediu desculpas a ele e saiu de casa, precisava espairecer, sua mente gritava constantemente que ficaria em paz. Finalmente. Isabella tinha vontade de chorar, tamanha era a emoção que estava sentindo. Não queria pensar no pior, ter uma mente com pensamentos positivos atrai a positividade. Não era isso o que sempre dizem?
Esme viu quando Isabella saiu às pressas de casa e resolveu segui-la pedindo que Edward ficasse em casa. Quando começou a se afastar chamou por ela que parou instantaneamente. A respiração ofegante, Esme estranhou, pois Isabella não estava correndo e a forma como sua respiração saia entrecortada não estava normal. Seus olhos estavam assustados, amedrontados, pedindo ajuda. Como se estivesse em busca de ar e não conseguindo. Ao chegar perto da garota, chamou por seu nome várias vezes até que ela a olhou nos olhos. Sem entender o que estava acontecendo, Isabella abraçou a Esme e chorou copiosamente.
Voltaram para a casa, não havia ninguém no caminho. Ambas foram para o andar de cima seguindo em direção ao quarto em que Isabella habitava. Agora mais calma, Esme a deixou sozinha e antes de chegar no andar de baixo, chamou um médico conhecido da família não pediu permissão a ninguém. Ao finalizar a ligação, voltou para o quarto e ficou com a garota até que o médico chegou.
Isabella estava calma na frente das pessoas, mas por dentro um conflito de emoções a deixava perturbada, sentia seu interior tremer e pulsar fortemente. Esme não permitiu que ela ficasse sozinha com medo de que o descontrole voltasse.
Isabella repassava na mente aqueles momentos de puro descontrole. Não queria que ninguém a visse daquela forma. Ao voltar para a casa, não falou uma palavra, tinha medo de acabar falando o que sentiu naqueles instantes antes de sair da casa enquanto se afastava, queria ficar longe e se acalmar, mas a cada segundo que passava ficava pior. Sentia falta de ar como se alguém estivesse a segurado pelo pescoço apertando-o até perder os sentidos e junto com isso um suor frio na coluna a deixando mais apavorada. Suas mãos tremiam e formigavam, um medo gritante se instalou em seu interior. Quando ouviu a voz da Esme lhe chamando queria gritar, chorar, pedir ajuda, mas sua voz não saia e os olhos assustados da Esme a trouxe para a realidade. Foi então que chorou nos ombros dela. Não tinha ninguém a segurando o pescoço. Ao se dar conta disso puxou o ar com forma queimando suas narinas e dando um alívio aos seus pulmões. Mas não aos seus olhos que queimavam pelas lágrimas.
Não queria falar sobre o terror que sentiu. Uma hora estava eufórica e ansiosa pela possibilidade de um futuro tranquilo longe de seus pais e na seguinte sentia-se frustrada, com medo de estar acendendo o estopim para uma guerra familiar se dando por vencida antes mesmo da luta.
O médico chegou e pediu para ficar a sós com ela. Não queria dizer absolutamente nada, sabia que Esme já havia adiantado o estado em que estava, o médico foi fazendo perguntas das quais ela apenas assentia ou negava com a cabeça. Não sabia em que momento haviam chamado um médico, mas agradeceu.
O médico constatou que o que Isabella teve foi uma crise de pânico devido ao estresse e ansiedade. Prescreveu um medicamento que ajudaria inicialmente. E torcia para que não acontecesse outra vez, apesar de ser comum entre os jovens.
Todos estavam na sala esperando pelo médico. Enquanto, Esme dizia que cuidaria dela, Edward subiu as escadas de dois em dois degraus. Todos pensaram que ele iria ficar com Isabella, mas não foi o que aconteceu, Edward seguiu para o seu, sentando-se num canto de seu quarto, abraçando os joelhos, queria ficar com ela, dizer que estaria tudo bem, mas não podia enquanto ele mesmo não estava.
Os advogados da empresa de Carlisle entrou em contato dizendo que todos os documentos da herança eram válidos e ninguém poderia contestar a veracidade dos desejos eclipsados no documento.
Diante do estado de saúde de Isabella, Carlisle tomou uma decisão. Comunicou que daria sequência a proposta, juntamente com os advogados, caso ela permitisse. Queriam que ela descansasse do estresse que toda aquela história trazia e apesar de saber que não seria nada fácil para ela ficar inerte aos acontecimentos, Carlisle deixou claro que informaria cada passo dado e que ela só entraria em cena quando estivesse apta para as finalizações.
— Confio em você.
Depois de se isolar, Edward foi até ela quando estava sozinha. Queria ajuda-la, assim como ela sempre esteve presente em seus pensamentos e nas últimas semanas, principalmente.
Carlisle notificou que ela poderia assinar a documentação para receber a herança sem medo e que a reunião com os advogados, estava marcada para o dia seguinte. O patriarca passou boa parte depois do ocorrido no escritório organizando tudo o que a menina dos olhos do filho desejava. Fazia isso com muita concentração, pois a amava como uma filha e viu todo o sofrimento que sentia por nunca ter tido o amor dos pais. Carlisle faria tudo para que sua menina postiça voltasse a ter aquele brilho nos olhos que encantavam todos a sua volta.
No dia seguinte, como marcado, Carlisle junto de seu filho, que insistira em ir, foram na hora marcada para a reunião com a advogada que representava os tios falecidos de Isabella. Chegando no prédio teve uma infeliz surpresa. Charlie Swan estava ali exigindo falar com a dra. Carter com a voz elevada tentando impor sua presença e desejo. A secretária tentava com afinco bloquear sua entrada dizendo que ele precisava marcar horário se fosse algo de extrema urgência, pois a mesma estava na cidade apenas para um motivo.
Charlie estava vermelho de raiva, ameaçou, xingou, esbravejou, mas não surtiu efeito, apesar da mulher estar visivelmente assustada. Foi quando ele olhou para o lado e reconheceu de imediato o Edward.
— Agora eu entendo porque não querem me receber. – e foi para cima do garoto – Foi você, não foi? Seu moleque delinquente, você quer a herança dela! Eu estava certo quando pus meus olhos em você. Mas saiba que não vou permitir que isso aconteça.
— Sinceramente não sei do que o senhor está falando, mas saiba este rapaz ao qual está ofendendo é meu filho e...
— Há, mas não basta o filho o pai também quer roubar minha filha.
— Escute aqui senhor, jamais faria algo para magoar Isabella. Jamais faria algo tão vil com uma menina tão doce e carinhosa quanto ela. Pena que Deus não deu pais realmente merecedores de tamanha grandeza e amor que aquela menina carrega no coração.
— Pai, por favor! – Edward estava se sentindo incomodado com toda aquela discussão. Não se importava que lhe atacasse. Então Carlisle foi com o filho até a secretária, mas antes de dar o primeiro passo, Charlie o segurou pelo braço o impedindo de continuar.
— Eu ainda não acabei! Aquela vadiazinha vai... – antes que pudesse terminar a frase, um soco de direita foi certeiro indo em direção ao nariz de Charlie que desceu um filete de sangue o enfurecendo mais. – Você é louco? Quem você pensa que é.
— Eu sou o pai daquele jovem que você ofendeu assim que entramos aqui e se Deus me permitir, também serei o pai que Isabella merece e não um verme como você. – neste momento uma porta se abriu e o dr. Clóvis apareceu convocando Carlisle e Edward a entrarem deixando um Charlie Swan revoltado e com o nariz sangrando, para trás.
Ao fechar a porta, Charlie saiu furioso ligando para sua esposa dizendo para arrumar as malas, enquanto dentro da sala, todos se cumprimentavam cordialmente e Carlisle deu início a conversa.
O tempo foi passando enquanto iam acordando os tópicos e no fim, um documento seria redigido e enviado por e-mail a Carlisle e consequentemente a Isabella junto com outro requerimento onde deixava Carlisle como seu representante legal. Tendo todos os documentos em mãos e assinados, a Dra. Carter, voltaria a Inglaterra para o restante dos tramites. Tentaria marcar uma reunião naquela semana mesma, com o atual acionista majoritário da empresa que um dia foi da família Swan. Eles tinham conhecimento de que Billy Black assumiu o comando apresentando o documento assinado por Charlie logo que saiu do hospital. Como advogada de um dos ex membro, tinha amigos que a deixava a par de todos os acontecimentos, principalmente que Billy Black estava pondo suas ações a venda em segredo por um preço exorbitante. O que facilitaria o plano.
Esse seria o primeiro passo para a libertação tão desejada.
Saindo do prédio onde ficava o escritório temporário, nem Carlisle e nem Edward viram o pai de Isabella e o menino enfim, sentiu a necessidade de conversar com o pai sobre a noite que teve com Isabella.
— Espero que isso dê certo. — disse o pai para que o universo ouvisse e intercedesse para sua menina do coração.
— Vai dar. Esse tipo de pessoa só pensa em enriquecer cada vez mais não importando em cima de quem deva passar. — Edward estava muito confiante, afinal o plano era dele — Pai. — chamou a atenção e ao sentir os olhos em ti, foi como se toda sua intimidade estivesse passando a sua frente. Edward não se abalou com essa sensação e prosseguiu, dizia a si mesmo que era normal. — Prometa-me que assim que eu voltar para a faculdade que Isabella não sairá da nossa casa? Prometa-me! -sua voz saiu urgente. Carlisle franziu o cenho não entendendo o teor da conversa e sentiu seu filho incomodado. Mas respondeu de forma prática.
— Filho, ela só sairá de lá se ela quiser. Você sabe que a amamos como um membro de nossa família.
— Só me prometa!
— Prometo. Fique tranquilo. Ela não sairá de nossa casa.
Carlisle estranhou e mesmo assim sorriu para ele, era seu filho e com o tempo aprendeu a não questionar suas razões.
— Obrigado. — com a voz aveludada, agradeceu olhando para o chão prosseguindo mais uma vez — Eu não suportaria perde-la. Não depois da nossa noite. — um sorriso genuíno e apaixonado surgiu em seus lábios.
Aquele sorriso bobo não passou despercebido por Carlisle.
— Meu filho, não quero ser intrometido, mas aconteceu algo do qual eu deva saber?
— Aconteceu e eu não quero perder o que estou conquistando. Eu a amo e ela me ama também. Só preciso que vocês me ajudem quando eu não souber o que estiver fazendo. Ela é importante para mim. Ela foi a única… é a única que me deixa eufórico e confortável e confuso e intricado, quando normalmente estou incomodado com algo pequeno. Sei muito bem que será difícil, mas quero esse risco.
O coração do patriarca se inflou de emoção e alegria pelo filho, seus olhos se emocionaram com as palavras. Carlisle também teve este receio por muito anos, de que seu filho pudesse não encontrar sua felicidade. E hoje não só encontrou como se abriu ao desconhecido por este amor. Se dependesse dele seu filho jamais sofreria pelo sentimento mais puro do mundo. Não permitiria que o amor dos dois jamais fosse envenenado por nada e nem ninguém. Carlisle sorriu paro o filho o abraçando fazendo a promessa para si mesmo.
— Então quer dizer que vocês dois deram o próximo passo. Interessante. Espero que tenha tomado os cuidados necessários para que isso aconteça sem surpresas futuras. Usou camisinha certo? — os olhos do menino quase saltaram para fora de suas órbitas ao lembrar-se deste detalhe (ou a falta) tão importante. — OK, vamos lá. Vamos passar em alguma farmácia e comprar algumas para você. Entenda uma coisa, ambos têm que se proteger quando a vida sexual começa para um casal. Você cuidando de você também estará cuidando dela. A camisinha é fundamental para ambos. E outra… sou muito jovem ainda para ser avô. — sorriu e Edward relaxou um pouco. Precisava saber se sua amada se lembrara da falta de proteção.
Mais tarde naquele dia, Isabella assinou sem titubear e Edward não saiu mais do seu lado. Questionou sobre a falta da camisinha e Isabella sorriu dizendo que já havia tomado as providencias necessárias. Marcara uma consulta ginecológica com o incentivo de Esme para dali uns dias e voltaria a tomar seu anticoncepcional. Agora conscientes do que aconteceria caso não se protegerem, a vida sexual deles seria vivida com mais intensidade, carinho e amor.
Dias e dias se passaram e Isabella não teve mais nenhuma crise de pânico e seus pais não a procuraram mais. O silêncio a incomodava, mas não deixaria assustar-se com isso. Charlie e Renée estavam de mãos e pés atados. Via diante de seus olhos todo o património que ergueram com o tempo ir embora por entre os dedos. Ele com suas habilidades de prosperar e ela com a herança que recebera no dia em que se casou por conveniência. Renée tinha uma pose de autoritária, sua família a fizeram assim.
Quando jovem, apaixonou-se pela primeira vez. Um rapaz de poucas possibilidades de dar-lhe a vida que tinha com seus pais, mas isso não impediu seu coração de bater mais forte, de fazê-la dormir e acordar tendo o rosto do jovem como o último e primeiro pensamento. Estava amando.
Seus pais ao descobrirem o romance, trataram de desfazer essa paixão. O pai era um homem muito severo e dizia sempre que não havia tido uma filha para casar-se com um qualquer, neste dia revidou tais palavras. Um grave erro. Com uma bofetada que queimou sua face e sua alma, seus olhos lacrimejaram e para terminar queimando no fogo invisível seu pai deu a ordem de que se casaria com o homem que ele escolheu para a filha. Já estava tudo acertado. Marido e data.
Desde então tentou de todas as formas encontrar com seu amor sem deixar suspeitas, mas nunca o encontrara. Até o dia em que o viu andando numa viela de mãos dadas com uma jovem. Ali seu coração se quebrou em milhares de pedaços. Lágrimas molharam sua face e diante daquela visão decidiu nunca mais amar. Nunca mais chorar. Ser fria como seu pai sempre fora. E assim seu coração transformou-se em pedra, vazio, sem amor.
Na Inglaterra, Renée questionava o marido, pois não aceitava viver de migalhas.
— Charlie? Você acredita que há uma saída para toda essa coisa? Por que sinceramente eu não vejo.
— Temos que encontrar uma.
— Billy já tomou posse de tudo que nos pertencia. O documento que nos fez assinar em troca de sua vida não há brechas. Não sei o que faremos. E para piorar, Isabella é herdeira de seu irmão o que quer dizer que não podemos tocar em absolutamente nada que foi deles para resolver tudo isso e termos de volta a empresa. Termos nossa vida de volta.
— Cale-se Renée. Eu preciso pensar, mas com você a dias azucrinando na minha cabeça é impossível pensar racionalmente. — alterou-se cansado de tanta ladainha. — Sei perfeitamente que Isabella está acima de nós neste momento, mas não dá para chegar perto dela agora. Ou você acha que se formos amorosos com ela resolveria nossa situação? Sei perfeitamente que não somos exemplos de pais e não me admira que nos odeie. Mas ficar neste desespero não vai ajudar absolutamente nada. Principalmente depois de conhecer o pai daquele garoto, jamais deixariam nos aproximar.
Com todos os documentos prontamente assinados por Isabella e em mãos do grupo de advogados, partiram para a fase dois do requerimento da garota. A fortuna deixada para ela era imensa e não seria problema algum fazer um acordo fora do estipulado.
Charlie procurou por Billy, que não quis atende-lo. Billy Black já havia sido notificado sobre uma proposta pela empresa e marcara uma reunião para dali a dois dias. Charlie ao saber que suas ações estavam há venda entrou em desespero, não sabia o que fazer. Não poderia ficar assim. Precisava recuperar o que sua ambição lhe causou.
Mais três dias havia se passado desde que procurara o novo acionista majoritário de sua empresa quando seu mordomo avisou sobre um telefonema. Precisavam de sua presença e de sua esposa o quanto antes em sua antiga sala de reuniões. Meia hora depois encontravam-se na portaria do prédio e sem cumprimentar nenhuma alma viva que circulava por ali, entraram no elevador indo direto para a sala indicada.
Ao abrir a porta reconheceu rostos ali presentes, mas o que chamou sua atenção foram os advogados de seu irmão falecido. Desde que morrera, eles não tinham nada mais a ver com aquele local. Seus pensamentos foram quebrados ao ouvir a voz de Billy.
— Parabéns Charlie. A empresa e sua novamente — disse sem rodeios.
— Não estou entendo. Que tipo de brincadeira é essa? Quero explicações. Agora! — exigiu confuso — Porque a três dias quando vim lhe procurar você não quis me receber e agora a empresa é minha novamente. Conheço seus truques, caro amigo. O que você quer agora? Já não basta ter me tirado tudo?
— Calma Charlie, não há truques eu apenas fiquei mais rico ainda e agora preciso me retirar. Deixo os advogados de sua filha explicarem tudo a vocês. — e assim ele saiu da empresa e em breve do país.
Filha? Billy disse advogados de sua filha? Renée e Charlie pensaram não ter ouvido direito, então o advogado dr. Clóvis começou as explicações.
— Bem senhor Swan, como pensamos o senhor não havia informado a sua filha sobre a herança deixada para ela e então fomos nós mesmos atrás dela e agora estamos aqui representando-a. Vamos ser bem práticos e rápidos — começou a retira alguns papeis de uma pasta preta e suas copias posicionando em frente aos pais da garota. Cada documento tinha três cópias, um para os Swan, uma cópia para Isabella e outra que ficaria nos arquivos dos advogados. Charlie pegou-os observando o teor do assunto não acreditando no que lia. Renée que estava a seu lado apenas observava seu rosto mudar as feições constantemente de surpresos para aceitação.
A dra. Carter, aproximou-se revelando a verdadeira intensão.
— Isabella comprou de volta o que vocês, através de um acordo ilegal, fizeram com o senhor Black. Poderíamos ter denunciado vocês a polícia, mas nossa cliente tinha outra intenção. Desde que ambos os senhores aceitem e assinem as documentações, nada será feito. Ela está devolvendo a vocês tudo o que perderam, diga-se de passagem, por pura e mesquinha ambição, desde que aceitem os termos imposto. Vocês deverão assinar e jamais chegar perto dela ou entrar em contrato de forma alguma, até o resto de suas vidas. Não deverão incomoda-la com nada mais. Nem a família que está cuidando dela. Vocês continuarão vivendo a vida de vocês tranquilamente, desde que cumpram o acordo. Caso contrário perderão absolutamente tudo. E irão para a cadeia. — Renée estava processando palavra por palavra dita por aquela mulher. Ao entender exatamente o que ela queria, sorriu de lado sarcástica pensando na filha. A desgraçada conseguiu o que jamais fui capaz de fazer. Lutar pelo meu amor. Parabéns Isabella! Não pensou mais e pediu a caneta.
— Onde assino? — nunca foi capaz de dar algo a ela e agora era a garota a quem tinham apenas como troféu da fertilidade dando-lhe sua vida glamorosa de volta. Charlie assinou em seguida sem questionar. Seria fácil cumprir as exigências.
— Há mais uma coisa. As ações que agora passaram para o nome de Isabella Swan já estão no mercado de ações. A desejo dela, não quer nada mais que a lembre de Londres ou de vocês, palavras dela. Charlie assustou-se com esse último comentário, sabia bem que tais ações colocaria os minoritários em polvorosos e corria o risco de perder a "majoritariedade" da empresa.
E dessa forma Isabella conseguiu a tão sonhada e desejada liberdade.
Horas mais tarde o telefone da casa dos Cullen toca. Carlisle que estava próximo atendeu. Segundos depois colocava o fone em sua base o desligando e indo procurar Isabella. O restante da família estava no jardim dos fundos da casa quando ele apareceu chamando por Isabella, que levantou no mesmo instante.
O sorriso que trazia em seu rosto era imenso e ao se aproximar mais do restante da família, Carlisle não se conteve, abraçou-a girando no ar dizendo a palavra que mais tarde entalharia num pedaço de madeira.
— Livre! Você está livre! — a euforia contagiou a todos com a notícia e prosseguiu enquanto Isabella chorava e ria ao mesmo tempo — Você conseguiu. Eles assinaram. Agora não poderão mais atrapalhar sua vida e você poderá vivê-la tranquila e sem medo. Você conseguiu, minha menina! — Esme a abraçava com lágrimas nos olhos enquanto Rosalie ria sem parar — Vocês — apontou para Isabella e Edward — Vocês dois conseguiram e não poderia estar mais orgulhoso de vocês.
— Não conseguiríamos sem você, Carlisle. Muito obrigada. Não tenho palavras para agradecer-lhe. — abraçou-o novamente sussurrando mais uma vez um agradecimento, agora por tudo o que fizera para ela desde que se conheceram.
— Só faça meu filho feliz.
E depois desta notícia maravilhosa, todos celebraram até tarde da noite, finalizando com Edward e Isabella, um nos braços do outro.
Fale com o autor