Amor Autista

22 Capítulo 22 Segunda Fase - Marionete.


Notas iniciais
Oláááááá gente bonita, sentiram a minha falta? Eu senti a de vocês :* Obrigada a todos que comentaram, li cada um, mas não respondi (é, eu sei, podem me xingar, mas vou responder agora) Bjs e BORA LER CAMBADA!!! ps: coloquem uma música bem boa para ler, quero ver vocês chorando de novo rsrsrs bjs, amo vcs :* :* :*

Depois de se despedir da família Cullen na porta do hospital, Isabella estava com a alma em frangalhos. Não queria discutir com sua mãe, apesar de estar surpresa com a sua chegada. Nunca imaginou que sua mãe poderia ter tal ato em relação a ela ou a família. Para sua mãe, só existe o nome pomposo que carrega e toda a alta sociedade de Londres e dos negócios do seu pai. E obviamente, seu pai.

Dentro do taxi e com a cabeça encostada no vidro da janela, ela reparou que estavam tomando um caminho diferente da casa de seus tios e ficou intrigada, então resolveu perguntar.

— Onde estamos indo? Esse não é o caminho para a casa dos meus tios.

— Eu sei. Dei instruções ao motorista antes de chegar ao hospital que era para seguir direto para o hotel em que reservei um suíte. Você ficará lá comigo.

Após a resposta de sua mãe, Isabella voltou a posição inicial e silenciou-se novamente. Estava grata por não precisar voltar para aquela casa agora. Não teria estruturas psicológicas no momento. Não queria pensar que algo estava estranho nessa ação de sua mãe, apenas queria imaginar que estava sendo cuidada por sua progenitora.

Assim que o jato havia pousado, Renée foi em busca de um taxi, queria resolver o quanto antes o que havia ido fazer em Seattle. Não queria levar mais do que 2 dias. Seu cronograma seria vir fazer o reconhecimento dos corpos, enterrá-los, pegar sua filha e voltar para a Inglaterra. Até o momento não viu nenhum empecilho no caminho, apenas um garoto que não tinha significância nenhuma para ela.

Quando receberam a notícia, através de um dos sócios de seu marido, Renée procurou por confirmações de que era o voo em que seus cunhados estariam com Isabella. Seu marido estava hospitalizado, já havia dias, mas por decisão do marido, não quiseram informar a situação para Isabella. O sócio que lhe avisou teve recomendações claras e específicas de não noticiar o desastre a Charlie e pediu para que todos no andar em que seu marido se encontrava não dissessem absolutamente nada. Não até ela ter informações concretas.

Renée precisou ligar para a casa de Julie e Peter e foi assim que ela soube que sua filha só estava viva por que esqueceu seu passaporte. Neste momento um sopro de alívio ela soltou. Renée estava segurando o ar que nem a própria sabia que estava fazendo. Sentimentos pela filha surgiram neste momento. Lágrimas de alívio e felicidade molharam seu rosto cremoso e bem hidratado.

Mas Renée não poderia se permitir fragilizar, precisava ser forte, pois tinha um caminho árduo pela frente e enfrentar sua filha era sempre desgastante.

Charlie estava se recuperando de uma cirurgia bastante demorada e complicada. O transplante havia sido realizado a dois dias. Uma coisa rara havia acontecido. Jacob era compatível com Charlie.

Charlie havia sido internado ás pressas com fortes dores abdominais e vomitando sangue e foi nos exames minuciosos que se descobriu que tanto o fígado quanto um dos rins estavam comprometidos. O problema do rim seria de resolução fácil, como o corpo humano possui dois, foi retirado o rim comprometido. Charlie teria uma vida tranquila sem um rim, mas quando se descobriu que Jacob era compatível, algumas coisas não deram certo.

Logo que se descobriu que Charlie precisava de um transplante urgente de fígado, Renée colocou todos os funcionários de todas as localidades, para fazer exames. Aos amigos ela foi solícita pedindo educadamente a quem pudesse fazer o exame, para que fizesse e foi aí que se descobriu a compatibilidade com Jacob.

Mas a conversa não foi fácil. Billy Black queria um acordo. Casar seu filho com a herdeira dos Swan.

Não seria nada fácil, Billy só deixaria que o filhe fosse a salvação de Charlie se ele assinasse um documento que este acordo nunca poderia ser quebrado, ou eles teriam que arcar com as consequências que viria junto.

Depois de uma conversa longa com sua esposa, que a qual não pensou duas vezes antes de aceitar a tal proposta, que Charlie finalmente concordou com sua esposa. De uma forma ou de outra, Isabella se casaria com Jacob Black.

Esse por sua vez estava feliz com o acordo. Ele finalmente teria Isabella para si e colocaria uma coleira nela, para mostrar que quem mandaria nela a partir do momento em que ela colocar a aliança dele em seu dedo, seria ele e mais ninguém.

Jacob imaginou inúmeras sandices que faria com a garota, apenas por ela tê-lo rejeitado tão veementemente antes. Ele não a perdoava por aquilo e saboreava no corpo de outra mulher o que faria com ela. Já estava tudo pronto entre as duas famílias.

Isabella, lógico, nem sonhava que a vinda de sua mãe havia algo grande por traz.

Ao chegarem no hotel, Isabella perguntou mais uma vez sobre o seu pai. Renée não deu ouvidos e disse que neste momento ela precisava organizar o enterro de seus tios e do menino. E assim ela fez.

Renée já estava com uma pessoa da funerária indicada pelo IML e com meia hora que estava no telefone resolveu tudo. Decidiu cremar os três e as urnas com as cinzas seriam levadas para a Inglaterra e jogadas no jazigo dos pais de Charlie. Esse era o desejo do seu marido.

Isabella esperou pacientemente até que no jantar, não aguentou e perguntou mais uma vez para sua mãe sobre o seu pai. E dessa vez, Isabella não deixaria ela dar nenhuma desculpa.

— Seu pai está bem na medida do possível. Seu estado é grave, muito grave, mas com os medicamentos os médicos estão confiantes de que se você decidir em não voltar comigo para fazer o exame de compatibilidade com o seu pai, eles possam encontrar um doar.

— E por que não me avisaram isso antes? Eu poderia ter feito o exame aqui mesmo e o médico daqui mandaria as informações para vocês em Londres.

— E você acha que queremos perder algum tempo com você sendo compatível com ele pegando um voo após sabermos que você é a doadora? Não. Nós a queremos lá fazendo isso. – Renée olha para a filha com uma interrogação no ar. – Ou será que você não quer fazer isso? Isabella, ele é seu pai e você deve isso a ele.

Isabella não queria perder mais ninguém de sua família e por isso decidiu não criar uma discussão com sua mãe.

— E pretender voltar quando para a Inglaterra?

— O quanto antes, acho que logo depois do velório dos seus tios e do menino. – Isabella já havia reparado que ela nunca falava o nome do Erick, era sempre “menino”.

— Erick, mãe. O nome dele era Erick.

Doia dizer o nome dele, mas a dor jamais irá embora, ela irá amenizar com o tempo, mas jamais a deixará. As lembranças de Isabella com o primo eram tão vívidas que as vezes ela pensava ouvir ele a chamando.

Seu olhar ficou perdido por um momento. Cada vez mais as lembranças vinham com um misto de dor e sofrimento e alegria. Eles tiveram muito momento bons. Isabella amava aquele menino, daria a própria vida para salvar a dele. Mas o destino quis assim. Tirá-lo dela tão cedo. Não era justo com nenhum deles. Agora ela deveria aprender a viver sua vida sem aquele pequeno ser que tinha uma mentalidade de um adulto.

Seus olhos encheram-se de lágrimas. Sua mãe ao ver, não conseguiu ficar calada e reclamou.

— Pelo amor de Deus, Isabella. Pare de chorar. Quanto mais cedo você aceitar a morte, mais tarde as rugas aparecerão. E menos dinheiro você gastará com tratamentos faciais. Agora enxugue essas lágrimas. Eles morreram e ponto final. Um dia a morte chega para todos. Aceite.

— O que você realmente veio fazer aqui? Sério mesmo. Você não tem nenhum pingo de sentimento nesse coração oco. Como você pode ser tão amarga dessa forma. Desde que chegou eu não a vi se lamentar nenhuma vez com essa tragédia. – o modo da mãe ser tão fria com o caso a desestabilizou e Isabella não conseguia ficar parada. – Você não demonstrou nenhum pouco de compaixão. Seus cunhados e seu sobrinho morreram num trágico acidente de avião e é assim que você se comporta? Você realmente é tão fria? – questionou saindo do quarto de hotel.

Já estava escurecendo e Isabella caminhava pelas calçadas com pouco movimento. Nos bares que passava haviam pessoas em grupos se divertindo e outras mais isoladas tomando suas bebidas tranquilamente. A cada rua que passava via sempre um ou outro casal andando, ora de mãos dadas, ora abraçados, ora apenas se olhando. Imaginava-se em todos eles ela e Edward juntos. Não seria pedir demais, seria?

Edward havia se declarado para ela e Isabella não o disse que o amava. Não se arrepende de não ter dito, mas o fato de ele ter se aberto para ela no seu pior momento, aquecia seu coração. Ela o amava e muito. Queria estar sempre perto dele e para sempre, mas com sua mãe em Seattle teria que não pensar nele.

Enquanto caminhava para cada vez mais longe do hotel que sua mãe estava hospedada, Isabella pegou seu celular e ligou para a casa dos Cullens. Esme atendeu e logo perguntou como ela estava. Mentiu dizendo que estava tudo bem e que sua mãe estava cuidando de tudo, inclusive dela. Não queria dar mais trabalho para aquela família que a apoiou tanto nessas últimas horas incansáveis. Isabella não saberia dizer o que teria sido dela se não tivesse o amparo da Esme e de Carlisle. Informou que já estava tudo certo para o velório no dia seguinte. Ao finalizar a ligação, pegou um táxi e foi para a casa de seus tios. Tudo o que ela queria neste momento era se despedir do seu primo do seu jeito, sem ninguém para dar-lhe algum maldito sermão sobre estética.

A casa estava escura, só havia alguns dos empregados ajeitando algumas coisas que ela não teve intensão de procurar saber o que era. Ela apenas os olhou quando passava, e eles retribuíam da mesma forma, menos a cozinheira que lhe perguntou com a voz triste se a menina gostaria de comer algo. Prontamente ela negou e seguiu seu caminho para o quarto do primo.

Ali sem ninguém para interromper, Isabella chorou por horas lamentando sua morte. Pedia-lhe desculpas por não ter estado com ele. Pedia perdão por não ter o salvado, mesmo sabendo que não havia como. Pedia perdão por não está com ele. E assim, aos soluços adormeceu quando o relógio tocava 3 da manhã.

Estava claro. Muito claro. Parecia que cada pessoa tinha uma luz sobre si. Isabella não sabia onde estava, só conseguia ver pessoas andando, mas não via seus rostos, a luz atrapalhava. E árvores. Havia crianças também. Parecia um parque. Isso, ela estava num parque para crianças e ela sabia bem que parque era aquele. Foi o último lugar em que ela esteve com Erick.

Sem entender nada do que estava acontecendo, Isabella foi andando e procurando por algo, só não sabia o quê. As pessoas continuavam andando e ela reparou que nenhuma delas a olhava.

Um frio acometeu o seu corpo e ao olhar para si, viu que estava com as vestimentas que tinha ido para a casa do primo. Um zumbido fraco vinha de todas as direções. O frio aumentava a cada passo dado. Seus dedos estavam muito gelados, as pontas de cada dedo começaram a ficar dormentes e Isabella não conseguia entender o que diabos estava acontecendo. Ela nunca sonhara assim ou algo parecido, seus sonhos eram sempre coisas bobas e toscas. Coisas com Edward e seu futuro. Sonhos dos quais ela nunca diria a ninguém.

Esse estava ficando assustador. Isabella tentava dizer algo, mas sua voz não saía. Ela tentou várias vezes abrir a boca, mas era como se seus lábios estivessem sido colados. O desespero foi aumentando junto com o frio degradante que sentia. Era como um dia de inverno com neve e a temperatura abaixo de zero grau. Seu queixo batia e ela quase não conseguia andar. Mas o dia ainda estava claro e as pessoas a sua volta não tinha rostos por causa da luz que ficava cada vez mais forte sempre que ela chegava perto de uma.

O zumbido de vozes foi ficando cada vez mais alto e alto, até o momento em que uma se isolou e ela soube exatamente de quem era.

— Ei bela!

Espantada e sem entender o que estava acontecendo, Isabella olhou em direção da voz. Era seu precioso menino parado bem ali a sua frente, todo molhado.

Seus olhos se abriram de emoção. Erick era o único ser dali que ela conseguia ver o rosto, seu primo não tinha uma luz em cima dele e isso a deixou intrigada, mas emocionada demais por vê-lo.

Seus joelhos enfraqueceram e ela caiu no chão. Seu desejo era de poder correr e abraçar Erick, mas sua força havia ido embora assim que o viu.

Erick estava cada vez mais molhado, mas ela não se importaria se ela pudesse abraça-lo mais uma vez.

— Você está se perguntando por que estou todo molhado, certo? – acenou feliz por ouvi-lo. Sorrindo ele continuou. – É você quem está me molhando. Sempre que você chora pela minha partida eu fico dessa forma.

Assustada com o que ele dizia, passou as mãos no rosto e sentiu as lágrimas que corriam sem nenhum problema e no mesmo momento as enxugou. Ou tentou enxugar. Erick caminhou até ficar próximo dela, a uma distância de um braço e tocou sua face.

Sem saber explicar como, Isabella sentiu uma enorme paz dentro de si e na mesma hora parou de chorar, mas Erick continuava molhado e tentou perguntar o porquê. Mas como aconteceu antes, seus lábios estavam colados e cada vez que tentava, mais eles se apertavam.

— Não é só você que chora com a minha partida. Você deve estar sempre perto dela. Você consegue fazer isso, prima? Conseguirá dar a paz para a Rose? – assentiu novamente entendendo o motivo de ele ainda permanecer molhado – Ela é cabeça dura, mas acho que a minha partida fará vocês duas se aproximarem, por isso lhe peço. Ela é uma pessoa importante para mim, assim

como você. E mais uma coisa, proteja o Edward – disse num tom sério. — Eu preciso ir agora.

Atordoada, balançou a cabeça desesperadamente para ele e tentou segurá-lo, mas suas mãos pareciam estar pesando uma tonelada cada uma.

— Bella, se acalme. Eu estou bem. Estou com o meu pai. Ele vai estar sempre comigo. Mas quero que você saiba disso. – aproximou-se do ouvido da prima e cochichou algo, depois deu-lhe um abraço forte de despedida dizendo estar feliz com o pai e que lembrando-a da promessa que lhe fizera.

Acordou sobressaltada com a claridade entrando pela janela do quarto do primo. Isabella adormecera ali em lágrimas. O travesseiro ainda se encontrava molhado, mas algo estranho aconteceu. Ela sonhara com ele, mas não se lembrava de tudo. Tentava lembrar, mas vinda tudo aos pedaços.

A porta do quarto havia sido aberta e sua mãe estava séria demais, mas não abriu a boca para reclamar. Disse apenas que estava na hora do velório.

O velório seria no cemitério de Seattle onde havia um crematório.

Isabella não chorava mais, apenas olhava o caixão do primo com muito carinho e curiosidade, pois ainda tentava lembrar-se de tudo o que sonhou. Sabia que tinha algo relacionado a Rosalie, essa era a única coisa que se lembrava com nitidez. Sua mãe fez a vez de anfitriã, recebendo todos os pêsames. As crianças que conviveram com Erick iam todas em direção de Isabella. Não tinha uma criança que não estava com lágrimas nos olhos. Isabella abraçava a todos e dizia para cada uma delas de que seu primo estava num lugar melhor e bem. Que ele não gostaria de vê-los chorando e repetiu inúmeras vezes as palavras que lhe fora dito no hospital pela Esme. A dor não vai passar, mas com o tempo vai amenizando e o que ficará será apenas as velhas e boas lembranças.

Do outro lado do salão, onde havia inúmeras coroas de flores, estava a família Cullen. Rosalie estava ao lado do irmão tentando se fazer de forte, mas Isabella via que a menina sofria, então foi até eles. Abraçou um por um, demorando um pouco mais ao abraçar Edward.

Como ele sempre fazia, ao abraça-la, cheirou seu cabelo profundamente. Edward adorava isso e Isabella se sentia tão tranquila... ainda abraçada a ele, olhou para o lado e viu a pequena Rosalie limpar o canto do olho.

Isabella foi para a frente da menina que estava sentada e agachou para poder olhar para ela. Rosalie virou o rosto, pois não queria mais chorar. Isabella então segurou suas mãos e as apertou.

— Você me acompanharia até ali fora por um instante? Aqui não é não é um lugar bom para você.

Rosalie não disse nada, apenas a seguiu segurando sua mão. Do lado de fora, elas caminharam alguns passos se distanciando e quando Isabella achou ser o suficiente respirou fundo.

— Sente esse ar daqui de fora, Rosalie. Sinta como ele é mais leve e fresco. Bem diferente do ar lá dentro.

— Eu não quero falar.

Isabella sentou-se no chão e pediu a menina para que fizesse o mesmo. Ambas ficaram em silencio por alguns minutos apenas olhando para as folhas das árvores que se balançavam com o vento.

— Como você consegue?

Isabella foi pega de surpresa com a pergunta confusa da menina.

— Consigo o quê?

— Antes você ficava igual a mim, chorando a todo momento sempre que lembrava dele. E hoje, desde que chegamos aqui, você não derramou nenhuma lágrima. – e foi neste momento que a menina olhou para Isabella com dor nos olhos brilhando pelas lágrimas.

— Não vou mentir para você. Até ontem só de lembrar... de falar o nome do Erick parecia que minha garganta iria explodir. Parecia que tinha algo preso que não me deixava respirar direito e eu acabava chorando e muito. Eu queria apenas chorar e nada mais. Mas sabe de uma coisa? – Isabella olhava com carinho para ela e sorria ao dizer – Chorar não irá trazê-lo de volta para nós, mas eu sei que ele está num lugar bonito e tranquilo. Sei que ele não está sofrendo e que está com seu pai. Os dois estão juntos e eu sinto que ele está feliz.

— Você tem certeza? Eu não consigo pensar assim.

— Que tal se a gente pensar nele apenas as coisas boas? Esqueça o que passou. Aquela discussão não vai nos levar a lugar algum. Vamos passar uma borracha por cima disso e lembrarmos apenas das coisas boas.

— Eu me arrependo muito daquele dia. – sua voz saía com tanta dor que cortava o coração de Isabella.

— Que tal você me contar algo que vocês aprontaram juntos? Eu prometo que não contarei nem para o seu irmão?

Rosalie quando percebeu o que estava acontecendo, já não chorava mais e todos os amigos do menino estavam ali, rindo e cada um contando algo engraçado que fizeram juntos.

Nenhuma criança chorava mais. Até Isabella perdeu-se do tempo em que estava ali fora com as histórias que não conhecia do seu primo.

Mas tudo que era bom, durava pouco. Uma pessoa que ela não sabia quem, veio dizer que estava na hora da cremação. Todos se levantaram e seguiram Isabella. Rosalie segurava a mão dela enquanto caminhavam em direção ao crematório do cemitério. Edward, quando as avistou foi em sua direção segurando a mão livre de sua amada. Ficaram assim até o fim e isso não passou despercebido de sua mãe.

Renée pensou que o garoto não seria problema, mas estava subestimando o rapaz. Não queria pensar em nada no momento, apenas em terminar o veio fazer e voltar para Londres. Até o momento estava indo tudo como planejara.

Antes de Renée seguir para a casa dos cunhados, fez um telefonema internacional. Primeiramente perguntou sobre o marido e depois disse que estava quase tudo certo. Charlie havia lhe informado que teria alta naquele mesmo dia, e que o tabelião já havia lido o testamento. Tudo o que eles tinham teria sido deixado nas mãos da criança com um tutor e que esse tutor seria Isabella, deixando uma ressalva de que numa eventual tragédia sem sobreviventes, tudo, até as ações na empresa da família seria passado para a garota.

Renée ficou só o veneno com isso. Ficou indignada com a notícia, mas não deixou se abalar. Respirou fundo e seguiu com os tramites do velório. A única coisa que Renée queria agora era sair daquele lugar que não tinha nada de bom a lhe oferecer.

Notas finais
Gostaram? Comentem, recomendem, fantasminhas venham para a luz (kkkk) certo gente, até a próxima!!!