Amor Autista

1 Capítulo 1 - Preste Atenção!


Notas iniciais
Oi mundiçaiada, bom, eu já estou escrevendo essa fic a quase um mês e hoje resolvi postá-la para vocês. Não posso deixar de agradecer a Jaque Lokit que é quem me ajuda nesse assunto, tipo, eu escrevo e ela lê me dando sua opinião, o que é importantíssimo para mim. Vaca, obrigada.

#Não tem dias de postagem então nem adianta me perguntarem como será as postagens de AA

Boa leitura!

#Capitulo UM#

- Edward? Meu filho, onde estais?

Esme entrou no quarto de seu filho de 9 anos. Ela olhou em todos os cantos de seu quarto e não o encontrou, ela já tinha uma idéia de onde poderia encontrá-lo.

Se encaminhando em direção ao pequeno armário que fica no pequeno corredor, Esme da cinco batidas vagarosamente na porta. Era sempre assim, Edward sumia com bastante freqüência e era para sempre o mesmo lugar, o armário do corredor.

A porta foi aberta por um menino pequeno, magro de cabelos ruivos e olhos verdejantes. Seu sorriso era de quebrar qualquer coração forte. Ao abrir a porta, os olhos da criança, em nenhum momento, focalizou os da mãe, Edward nunca gostou desse ato, desse contato visual que muitas pessoas, adultos ou crianças, o exigiam.

- Meu Filho. – disse Esme se abaixando ficando na mesma altura que ele – Porque você adora se esconder dentro deste pequeno armário? – perguntou calmamente.

Edward ao vê-la abaixada, abaixou-se também e olhou para os lados antes de responder.

- Porque é meu lugar favorito, mamãe!

Acariciando o rosto de seu filho, Esme sabia que algo de errado acontecia com seu menino, ela já havia discutido isso com seu marido, Carlisle, mas o mesmo se negava a ver o que estava acontecendo.

- Meu querido, você já reparou que você fica ai dentro mais do que aqui fora, conosco?

- Já disse, o armário é meu lugar favorito.

Edward nunca dizia meias palavras, ele sempre tinha uma resposta na ponta da língua para qualquer tipo de pergunta feito há ele.

Esme complacente com o filho deixou-o no armário e foi atrás de seu marido. Essa situação não pode continuar assim – pensou ela.

Esme e Carlisle moram na pequena cidade chuvosa de Forks, foi ali que ela e seu marido se conheceram. Ele estava no último ano do colegial enquanto ela faltava mais um ano ainda para se formar e seguir seu caminho escolhido, mas o inesperado aconteceu.

Carlisle ao terminar seu ano sênior, saiu de Forks ruma ha faculdade em Seattle. Como seus estudos em Forks, era levado muito a sério por ele, suas notas foram excelentes ao ponto de que ele ganhasse uma bolsa de estudos em Seattle.

Seus pais eram de classe média baixa, e desde pequeno Carlisle sempre dizia que um dia seria alguém na vida e que daria uma boa vida na velhice para seus pais. Mas isso, não chegou acontecer, seus pais morreram antes que ele se formasse em administração. Aquele foi um dos piores dias de sua vida.

Nas férias de verão de seu primeiro ano na faculdade, algo aconteceu a Carlisle e Esme, para ambos no primeiro momento foi o fim, uma destruição completa na vida de ambos, nenhum dos dois tinham a intenção de prejudicar um ao outro. Esme acabou ficando grávida.

Aqueles dias foram momentos difíceis para eles. Carlisle continuou seus estudos enquanto Esme desistiu do seu sonho em cursar psicologia em uma grande faculdade em Washington. Mas em nenhum momento ela se arrependeu. Seu filho nasceu forte e saudável, Carlisle não se continha em si de tanta felicidade ao segurar seu pequeno Edward nos braços há primeira vez.

Eles se casaram apenas quando Carlisle terminou sua faculdade e abriu um pequeno negócio de Administração no centro de Forks, não era muita coisa, mas dava para sustentar sua pequena família.

Os pais de Esme morreram poucos meses depois do nascimento de Edward. A mãe dela havia morrido primeiro de problemas cardíacos, dois meses depois, foi a vez de seu pai se encontrar com sua mãe na Terra do Além. A morte de seu pai já era esperada, ele amava tanto sua mãe que no enterro o mesmo disse que não duraria muito mais tempo na Terra sem ela e que logo iria a seu encontro. Depois desse dia, ele foi só definhando a cada dia, até que uma noite ele dormiu e não acordou mais.

Esme era filha única então todo o dinheiro de seus pais ficou para ela.

Quando Edward estava perto de completar 6 anos, sua irmã nasceu. Rosalie veio ao mundo já mostrando para quê veio, mostrando como suas cordas vocais eram bastante afiadas.

Foi quando Rosalie estava com dois meses que Edward começou a se irritar por qualquer barulho, a cada choro de sua irmã, ele saia de onde estava e entrava no pequeno armário do corredor da casa. E isso foi se prolongando durante esses quase 3 anos e hoje, Esme já não poderia mais fechar seus olhos.

- Carlisle, precisamos conversar! – disse ao entrar na sala onde Carlisle averiguava alguns papeis administrativos de uma empresa contratada.

Esme ficou parada perto do sofá marrom de couro enquanto seu marido, nem sequer, havia tirado seus olhos dos papeis. Enfurecida pela falta de interesse no que ela tinha a dizer-te, arrancou os papeis dele amassando-os e jogando em cima dele.

- Ficou louca! Olha o que você fez Esme! – gritou Carlilse.

- Sim. Eu fiquei totalmente louca seu imbecil! – gritou ela de volta – E mais, eu estou cansada de ser deixada de lado por você. Você não quer saber de nada mais relacionado há sua família, você não sabe mais o que está se passando dentro dessa casa, você não sabe se Rose precisa de algo, você não sabe do que Edward necessita. Você. Não. Sabe. De. Nada.

Os gritos de Esme, fez Edward se encolher ainda mais dentro do armário e começou a chorar se balançando dentro do pequeno cubículo com os ouvidos tapados pela suas pequenas mãos.

- Você está em casa para isso mesmo. É você quem tem que cuidar deles e saber do que eles precisam e não eu. Eu trabalho para sustentar vocês, para dar do bom e do melhor para todos vocês, então não venha me criticar.

Rosalie que estava dormindo em seu quarto, acordou com as vozes alteradas de seu pais. Seu choro ficava cada vez mais alto, seus pais não estavam ouvindo, mas Edward, mesmo ali, no seu lugar preferido, ouvia. Sua respiração começou a ficar rápida e o pequeno começou a massagear seu peito onde fica seu coração.

- Reconheço que você se esforça para nos dar do bom e do melhor, mas a sua presença aqui nesta casa está cada vez mais escassa. E não venha por a culpa em cima de mim. Você não dá afeto, carinho, atenção para nenhum de seus filhos. Eu não me importo de ser deixada de lado Carlisle, mas não aceito sua indiferença para com as crianças. – o tom de voz de Esme foi abaixando gradativamente. – Você por um acaso sabe onde Edward está neste momento? Você sabia que Rose está, ou melhor, estava dormindo? Você sabe o que se passa com eles? Eu te repondo, não, você não sabe. Então faço o favor de levantar seus olhos desses malditos papeis e olhar ao seu redor.

Carlisle olhou com indignação para sua mulher. Ele não fazia idéia do quê ela estava falando. Para ele, as coisas de casa e o que aconteciam as crianças era puramente responsabilidade de sua mulher, pois o seu trabalho era apenas levar dinheiro para casa para seu conforto e por há mesa.

- Do que você está falando? – perguntou com um olhar desconfiado.

- A quanto tempo Edward fica enfiado dentro daquele armário no corredor? Quantas vezes por dia você acha que ele se enfia lá? Me diga! – Carlisle não teve resposta – Hein? Está vendo, você não sabe, você não tem resposta para tais perguntas, porque não se interessa por nada que diz respeito aos seus filhos.

Carlisle já não dizia nada, nem olhar para sua mulher ele olhava. Neste momento ele soube que a muito tempo já não participava do seio familiar como antigamente. Seu único movimento foi sentar-se novamente no sofá de couro marrom e escutar que sua mulher soltasse tudo o que estava guardando dentro de si.

- Carlisle. – disse ela ofegante, tentando controlar a respiração que estava preste a se tornar um choro silencioso – Eu mais do que ninguém sabe o quanto você trabalha e se dedica a sua profissão, mas uma hora cansa. Eu estou cansada de tudo isso. Não agüento mais ver meu filho ir de hora em hora para dentro daquele armário. Eu sinto... – respirou profundamente – Sinto que nosso menino não está bem.

Carlisle ouvia tudo em silêncio. Ele não sabia o que fazer, não sabia que seu filho fazia isso. Na verdade, Carlisle já havia percebido que o menino ficava mais tempo ali, do que em outros lugares pela casa, mas nunca passou por sua cabeça que seu filho poderia ter algum problema. Com a voz não passando de um sussurro, perguntou.

- Ele está no armário?

- Sim. Se não for pedir muito a você, tente tirá-lo de lá, por favor.

Esme virou as costas para seu marido saindo da sala indo em direção ao seu quarto, mas mudou seu destino no meio do caminho ao ouvir o choro de sua caçula. Tinha ficado esgotada dessa discussão, em seu interior, ela tinha que fazer isso para chamar seu marido de volta para o seio da família, pois Carlisle não via nada mais do que seu trabalho e ela precisava ajudar a seu filho.

Assim que Esme saiu, Carlisle ainda ficou sentado perdido em pensamentos ao que sua mulher havia lhe jogado na cara e viu que ela estava certa. Ele estava dando tudo de si ao seu trabalho, e nada para sua família. Esse era um erro que ele deveria consertar antes que ficasse tarde demais.

Levantou-se e seguiu para o pequeno armário que ficava no corredor. O armário era de mogno envelhecido com uns mosaicos entalhados nas laterais do móvel. Ao abrir a porta, Carlisle ficou branco rapidamente. Seu filho estava caído sobre os braços com a boca aberta sem nenhum sinal de sangue nos lábios. Edward estava pálido e mole.

- Filho? Filho acorde? – Carlisle chamava pelo filho que não respondia, dava-lhe "sacudelas" e nada acontecia.

Em desespero ao ver seu filho inconsciente, pegou-o nos braços e gritou por sua mulher, que apareceu no mesmo momento com Rosalie no colo.

- O que... – sua voz ficou suspensa no ar.

Carlisle saiu de casa com Edward nos braços em direção ao carro com Esme em seu encalço. Com as chaves do carro na mão, Esme abriu as portas e Edward foi posto no banco traseiro enquanto sua mãe se colocava no banco do carona e Carlisle ao volante.

O carro cantava pneu e Carlisle só pedia a Deus durante o caminho até o hospital precário da cidade, para que seu filho não fosse tirado dele tão novo e fazendo uma promessa silenciosa de que nunca mais se dedicaria tanto ao seu trabalho quanto estava fazendo.

Continua...

Notas finais
Bom pessoal, é isso ai, espero que tenham gostado e me digam sinceramente o que acharam, mas lógico, tudo dentro do respeito. Obrigada e até.