Amor Amigo
4 Capítulo 4 - Plano Perfeito
Notas iniciais
Na manhã seguinte, como de costume, Emmett esperou por Rosalie no corredor para que juntos fossem ao refeitório tomar café da manhã.
Uma a uma todas as garotas foram se retirando do dormitório feminino, até que chegou a vez de Heidi.
- Ela não dormiu aqui... – disse debochadamente sem ao menos olhar para Emmett.
Confuso, sem acreditar no que Heidi acabara de dizer, Emmett, mesmo sem permissão para isso, abriu a porta do dormitório das garotas enfiando a cabeça para dentro em busca da presença de Rosalie, mas infelizmente ela não estava lá.
Emmett fechou a porta e correu para alcançar Heidi que estava bem adiante. Logo que alcançou a puxou pelo braço, fazendo-a virar para ele.
- Você está me machucando, seu selvagem... – queixou-se irritada.
Emmett ignorou a queixa, não importava para ele os pitís de Heidi, apenas o que ela poderia saber a respeito da ausência de Rosalie.
- Onde ela está? – sua pergunta soou como uma exigência.
- Não tenho a menor ideia...
- Se você fez com que a Rose fosse castigada outra vez. Juro que você se arrependerá.
- Ui que medinho. O que vai fazer? Me bater? – Heidi esnobou sacudindo as mãos debochadamente.
Emmett soltou o braço de Heidi dizendo.
- Eu não bato em garotas, mas darei um jeito de fazer você pagar por isso se estiver envolvida, pode apostar que vai sobrar para você.
- O que você vê nessa garota para viver tão preocupado com ela, desde que chegou aqui? – perguntou encarando-o. Talvez, Heidi vivesse cheia de rancor por querer ter a amizade de Emmett e nunca tê-la, uma vez que Rosalie ocupava todo o espaço.
- O que eu não vejo em você! – cuspiu as palavras sem pensar. Isso fora cruel, mas a ausência de Rosalie mexia com ele a um ponto que não sabia como agir.
Sem ter a menor ideia do que poderia ter acontecido, Emmett foi à procura de sua melhor amiga, Rosalie Hale.
Para cada lado que andava encontrava crianças reclamando, por não terem o café da manhã. Pois a senhora Ornella cumprira sua ameaça, pela falta cometida no refeitório na noite anterior.
A manhã fora longa para Emmett. Esteve durante todo o período procurando por Rosalie. Perguntou para vários colegas do instituto se tinham a visto, porém nenhum deles soube dizer.
Na hora do almoço, Emmett não comeu praticamente nada. Estava extremamente preocupado para sentir fome. Seu estomago embrulhava.
“O que poderia ter acontecido?!”, era a pergunta que não queria calar. Sua melhor amiga havia sido castigada inúmeras vezes, mas jamais a ponto de desaparecer dessa maneira.
Outra coisa que rondava a mente de Emmett era: O que levaria Rosalie a ser castigada, pois ele mesmo a ajudou limpar o refeitório, deixando-o impecável. A menos que a senhora Ornella houvesse descoberto.
Mesmo correndo o risco de ser castigado, Emmett foi à sala da senhora Ornella, tirar satisfações.
Em frente à porta no fim do corredor, ainda no andar térreo, bateu algumas vezes, até que ouviu um “entre”.
- Onde está a Rose? – exigiu tão logo entrou na sala.
- Como é que é? – surpreendeu-se a senhora Ornella com a audácia do garoto a sua frente.
- Isso mesmo que você ouviu – disse curto e grosso. – Onde está a Rose e o que você fez com ela?
A senhora Ornella deu um passo à frente.
- Rapazinho insolente! – disse ao puxá-lo pela orelha o empurrando para fora da sala. – Sua queridinha está de castigo em um lugar especial para crianças como ela...
Do lado de fora da sala Emmett perguntou.
- Do que está falando? Que tipo de castigo é esse? – sua orelha estava queimando por conta do puxão que acabara de levar, mas ignorou esse fato.
Todo esse mistério da parte da senhora Ornella estava deixando Emmett ainda mais preocupado com o que poderia estar acontecendo a Rosalie.
Enquanto isso, Rosalie permanecia no quarto escuro sem comida e sem água desde a noite de ontem.
Sentada no chão frio empoeirado, encolhida em um canto, a garota chorava baixinho. Não tinha mais forças para dar chiliques, havia esmurrado a porta durante toda a noite tentando se fazer ouvir.
Mesmo com a luz do dia o pequeno quarto continuava escuro. Apenas por uma brecha em uma das paredes velhas do porão um filete de luz lutava para iluminar minimamente o local que antecedia o quarto.
- Emmett vem me tirar daqui... – sussurrava em meio às lágrimas silenciosas.
[...]
Em frente à sala da senhora Ornella.
- Você, garoto, será castigado por ser tão insolente. Vai lavar todos os banheiros e dormirá sem jantar – ordenou a senhora Ornella.
Para Emmett não importava o quanto fosse castigado. A única coisa que o preocupava era encontrar Rosalie.
Cumpriu a tarefa que lhe foi destinada, na verdade castigo, por toda à tarde sem ao menos parar para tomar água.
À noite caiu e Emmett mal pregou o olho, esteve se revirando de um lado para o outro. Sua mente vagando por todo o instituto, imaginando onde Rosalie poderia estar. Além da preocupação que o atormentava existia também a saudade que já dava sinais.
Os primeiros raios de sol iluminaram o dormitório dos garotos, Emmett ainda não conseguira dormir. Decidiu iniciar sua busca antes mesmo que alguém acordasse. Saiu da cama, trocou de roupa, depois saiu do quarto sem fazer barulho.
Foi até a cozinha do refeitório para pegar alguma comida, caso encontrasse Rosalie e ela estivesse com fome. Em uma sacola de papal colocou duas fatias de pão com pasta de amendoim, uma pequena caixinha de leite, uma maçã e uma garrafinha de água mineral. Para ele, pegou apenas uma fatia de pão com pasta de amendoim e saiu comendo pelo caminho.
Existia apenas um lugar em todo o instituto, onde Emmett não havia procurado por Rosalie, ainda. E esse local era o porão úmido e frio. Então fora para lá que Emmett seguiu.
Do lado de fora do prédio do instituto, nos fundos, havia uma pequena entrada que dava acesso ao porão. Algo semelhante a um abrigo para escapar de furacões.
Ali Emmett abriu a velha porta com cuidado para não fazer muito barulho, porém não fora suficiente. A velha porta rangeu como em um filme de terror, deixando Emmett apreensivo.
Logo que a porta fora aberta, Rosalie viu o quarto onde estava presa se iluminar minimamente pela luz do sol. Ficou de pé imediatamente, imaginando quem poderia estar ali. Na porta havia uma pequena abertura semelhante às de uma masmorra, no entanto Rosalie não conseguira alcançar para ver quem chegara.
Emmett desceu a escada de madeira, uma vez dentro do porão, chamou por Rosalie.
- Rose. Rose...
O coração da garota de cabelos dourados disparou ao reconhecer o timbre daquela voz.
- Emmett – exclamou se exaltando de felicidade, seu instinto lhe dizia que agora ela ficaria bem. – Aqui Emmett – disse ao bater na porta do pequeno quarto para chamar sua atenção.
- Rose! – Emmett se exaltou correndo em direção à porta, já em busca de como abri-la.
- Está trancada com cadeado – ele avisou frustrado.
- Emmett eu estou com medo... E com fome.
- Calma, anjo, eu te trouxe comida. Vou passar para você, espera um pouco.
- Está bem! – respondeu com a voz trêmula.
Emmett olhou em volta em busca de algo que pudesse subir e ver, mesmo que minimamente, Rosalie, pela pequena abertura no alto da porta. Ali em um canto encontrou um caixote, pegou para usá-lo como escada.
Passou a mão para dentro do quarto pouco iluminado, na tentativa de fazer com que Rosalie se sentisse mais segura. Rosalie, no entanto segurou a mão de Emmett com força.
- Me tira daqui, Emm, por favor. Aqui tem ratos, eles estão por toda parte. Estou com medo...
- Eu vou te tirar daí, não fique com medo... Pega isso! – disse Emmett passando o saco de papel com a comida pela pequena abertura, que talvez, estivesse ali apenas para a passagem de ar. – Trouxe pouco, para a bruxa não perceber – disse olhando para Rosalie, que abriu o saco de papel, rapidamente, ansiosa para comer algo.
A garota de cabelos dourados tinha os olhos inchados de tanto chorar. Em suas bochechas uma leve mancha de poeira, por conta da sujeira do local onde estava. Suas roupas tinham algumas manchas de comida, deixadas ali pela guerra de comida de outrora. Sua fome era tamanha que comera as duas fatias de pão com pasta de amendoim em apenas três mordidas, chegando a fechar os olhos, tamanho o prazer em saciar sua fome. Tomou alguns goles da água que Emmett trouxera, como se o pão estivesse entalado em sua garganta.
- Vai com calma, Rose. Desse jeito você vai engasgar – sugeriu o garoto.
A garota sorriu. – É que estou com muita fome, não como nada ha muito tempo.
- Eu sei. É que fiquei preocupado de você engasgar – disse Emmett com um meio sorriso de covinhas encantadoras, através do pequeno espaço no alto da porta. – Mas me diz Rose, porque que a senhora Ornella te trancou aqui?
- Ela viu o meu medalhão ontem à noite, logo que você saiu. Ela acha que eu o roubei. Como pode pensar uma coisa dessas de mim?! O medalhão era de minha mãe, como ela ousa me chamar de ladra?! Na verdade, ela é uma vaca hipócrita, ela sabe que era da mamãe e ainda assim está me castigando.
- Aquela... – Emmett iria dizer algo nada agradável, mas barulhos vindos de cima do porão o fizeram calar.
- Vá Emmett, não quero que ela te castigue também – Rosalie pediu, mesmo com seu coração dizendo que ele ficasse.
- Escuta Rose?! – pediu com ansiedade. – Eu tenho um plano – disse olhando para a entrada do porão, para ter a certeza de que não vinha ninguém. – Hoje à noite, assim que todos forem dormir eu venho te tirar daqui e juntos fugiremos...
Rosalie lhe sorriu lindamente. As palavras de Emmett lhe serviram como um bálsamo, aliviando sua tristeza e o medo de ficar ali sozinha por muito mais tempo.
Ansiosa ela perguntou. – Para onde iremos?
- Eu não sei, mas prometo que não deixarei ninguém te fazer mal. Confia em mim a ponto de aceitar fugir comigo?
Sem hesitar a garota respondeu.
- Irei com você para onde for. Temos uma promessa, lembra? – perguntou com os olhos cheios de esperança.
- Então me espere essa noite, porque volto para te buscar – Emmett confirmou.
- Tenha cuidado, Emmett.
- Eu terei... – Emmett beijou a palma da mão e colocou dentro do quarto pela abertura do alto da porta. Rosalie repetiu o gesto, em seguida encostou sua mão a dele.
- Tchau... – ela disse assim que Emmett puxou a mão de volta.
Emmett retirou o caixote, que usara para subir, do pé da porta e colocou de volta onde estava para não levantar suspeitas, caso a senhora Orenella aparecesse para ver Rosalie.
Rosalie ficara novamente sozinha. Assim que a porta do porão fora fechada tudo ficara escuro novamente. Mesmo no escuro a garota comeu a maçã que seu amigo lhe trouxera.
[...]
Fora dali, Emmett passou o dia fingindo não saber de absolutamente nada. Continuou dando a entender que ainda procurava por sua grande amiga, Rosalie Lilian Hale.
Heidi com intuito de atormentá-lo insinuou diversas vezes que Rosalie havia fugido e o deixado para trás. Emmett praticamente gritou na cara dela que Rosalie jamais faria isso.
À noite após o jantar, Emmett foi para o dormitório antes mesmo dos outros. Ficara deitado na cama por horas pensando como executaria seu plano.
Enquanto todas as outras crianças do instituto dormiam, Emmett fingia dormir para não levantar suspeitas.
Durante a madrugada se certificou de que todos dormiam, retirou o pijama, depois colocou outra roupa, a única que tinha, além dos dois uniformes. Embora não fosse adequado fugir usando uniforme do instituto, eles serviriam até que obtivessem outras roupas. Algumas cuecas e o seu boné surrado.
Saiu do dormitório sorrateiramente indo para o dormitório das garotas em busca das coisas de sua amiga Rosalie. Não seria justo não fazer isso por ela.
Dentro do dormitório feminino, sem fazer barulho, Emmett pegou a mochila de Rosalie, colocou o pouco que ela tinha, assim como ele, apenas o que o instituto lhes oferecia. Também colocou a fotografia dos pais da garota, que ela escondia embaixo do colchão, apenas Emmett sabia disso.
Saiu do dormitório tão sorrateiramente quanto entrara. Andou pelos corredores usando apenas a luz de uma lanterna, para não chamar atenção para onde estava indo.
Passou na cozinha do refeitório e pegou alguma comida, coisas que não estragassem tão rápido. As colocou em um saco de papel e guardou na mochila, junto com duas garrafinhas de água mineral. Em uma das gavetas pegou algo que pudesse ser usado para abrir o cadeado do quarto onde Rosalie estava presa.
Saiu do refeitório usando a porta dos fundos, tendo como iluminação ainda a luz da lanterna.
O único barulho que se ouvia era o de sua respiração ruidosa.
Abriu a porta do porão devagar para não fazer barulho, ainda assim a velha porta rangeu um pouco. Assoviou avisando a Rosalie que era ele que chegara, para que a garota não sentisse medo.
Descendo a escada de madeira ele sussurrou.
- Rose... Está acordada?
- Sim, estou...
- Eu vou abrir o cadeado, espera um pouco.
- Está bem, mas tome cuidado.
Depois de algumas tentativas falhas, Emmett enfim conseguira abrir o cadeado. Abriu a porta com urgência, precisava vê-la, precisava tirá-la dali o quanto antes.
Rosalie o recebeu com um abraço apertado, começando a chorar.
- Obrigada Emm...
- Vai ficar tudo bem agora. Eu vou te tirar desse lugar – disse Emmett confortando-a.
- Acha que vamos conseguir? – perguntou em duvida.
- Vamos sim! – respondeu fazendo carinho no rosto de Rosalie. – Pega sua mochila. Suas coisas já estão aí dentro, até mesmo a foto dos seus pais.
- Obrigada Emm... – agradeceu pondo a mochila rapidamente nas costas.
De mãos dadas correram para a escada de madeira. Rosalie foi na frente.
- Não olha pra cima Emmett – pediu se referindo ao fato de estar de vestido.
Emmett sorriu. – Fica tranquila Rose, não estou olhando.
Rosalie continuou subindo sem se preocupar, confiava em Emmett como jamais confiara em alguém desde a morte de seus pais. Fora do porão, Emmett segurava a mão de Rosalie para que corressem juntos em direção ao muro dos fundos.
- Espera! – Rosalie estancou no lugar.
- O que foi? – perguntou surpreso.
- Aquela bruxa tem algo que mim pertence... Não vou deixá-lo pra trás. Preciso ir buscá-lo – disse olhando em direção ao prédio central.
- Vamos pela porta dos fundos – Emmett sugeriu.
Juntos correram até a mesma porta por onde Emmett saiu minutos antes. Entraram sem fazer barulho. Na pontinha dos pés foram para a sala da senhora Ornella, no fim do corredor.
- Eu fico aqui para te dar cobertura – disse Emmett, de pé ao lado da porta segurando a lanterna. – Leve isso! – passou a lanterna para as mãos de Rosalie, que o olhava com ansiedade.
- Obrigada... – sussurrou. Levou à mão direita a maçaneta da porta e girou devagar.
Dentro da sala da senhora Ornella, Rosalie revirou algumas gavetas sem receio; sem se importar com a bagunça, afinal ela iria fugir mesmo, não tinha porque esconder que esteve ali.
No entanto sua busca não parecia tão fácil assim, revirou varias gavetas e nada do medalhão.
Do lado de fora, Emmett ficara impaciente com a demora.
“Rápido Rose”, pensou mexendo as mãos com ansiedade.
Dentro da sala, Rosalie sem querer, deixou que algo caísse. Isso após ter encontrado o medalhão. Rapidamente correu para a porta.
- Encontrei, Emmett – disse já do lado de fora da sala.
- Vamos! – Emmett exclamou exasperado, puxando Rosalie pelo braço.
- O que foi?
- Alguém acordou, precisamos sair daqui rápido ou estaremos perdidos. E perdidos, você deve entender que é; separados para sempre.
A garota esbugalhou os olhos, começando a correr com Emmett segurando sua mão.
- E agora? – questionou Rosalie ofegante, assim que uma das luzes fora acesa.
- Continue correndo... – Emmett disse.
Entraram na cozinha correndo, desviando dos móveis. Emmett abriu a porta e rapidamente estavam novamente no jardim.
De repente, puderam ouvir o grito enfurecido da senhora Ornella ao ver sua sala em completa desordem.
Rosalie tropeçou, mas não chegara a cair, pois Emmett segurava sua mão e impediu que ela caísse.
Os longos cabelos dourados de Rosalie chicoteavam em seu rosto, por conta do vento. Correram em direção ao muro dos fundos. Do outro lado do muro havia um beco que dava acesso à rua principal.
Olhando para cima, Rosalie constatou o óbvio.
- É muito alto Emmett, eu não vou conseguir.
- Vai sim! – respondeu sem nem ao menos pensar. Retirou sua mochila das costas e atirou para o outro lado do muro, depois fez o mesmo com a mochila de Rosalie.
- Que droga! Ainda por cima estou de vestido, esse uniforme é uma merda – disse se referindo ao uniforme do instituto. – Ela vai nos pegar... – resmungou ao ver que uma luz fora acesa no jardim.
- Rápido Rose!– Emmett pediu no auge da tensão.
Enquanto isso, ele tentava ajudá-la a subir no muro, mas estava difícil. Rosalie tinha grandes dificuldades para se manter no alto do muro, suas forças não eram suficientes para erguê-la com facilidade.
- Vai você sozinho Emmett – sussurrou em meio ao desespero da fuga.
Porém o garoto fora rápido na resposta.
- Sem você não irei a lugar algum – continuou tentando ajudá-la.
- Consegui! – exclamou ao conseguir sentar no muro. Uma das mãos usando para se apoiar e a outra usando par ajudar Emmett a subir. Não demorou muito para que ele conseguisse.
Antes mesmo que Emmett chegasse a sentar no murro, ambos caíram do outro lado, no beco escuro em cima de um amontoado de sacos de lixo preto.
Rosalie gritara com o susto ao cair. Em posições nada confortáveis os dois se afundaram em meio aos sacos plásticos. Emmett resmungou um gemido de dor, pois um dos cotovelos de Rosalie acabara atingindo suas partes intimas.
Preocupada, Rosalie se desculpou. – Me desculpa Emm, foi sem querer.
O garoto fazia cara feia por conta da dor. – Tudo bem Rose, eu sei que você não teve intenção – respondeu com dificuldade. – Precisamos sair daqui, alguém pode vir nos procurar.
Ficaram de pé tentando se equilibrara em meio a tantos sacos de lixo. Rosalie colocou sua mochila nas costas, depois pegou a de Emmett e o entregou.
- Ainda dói? – perguntou envergonhada.
- Não se preocupe Rose, já me sinto melhor – respondeu pondo a mochila nas costas.
- Para onde iremos agora? Está muito tarde e eu estou com frio – disse Rosalie passando as mãos nos braços desnudo.
- Espera Rose, eu coloquei seu casaco na mochila – disse abrindo o zíper da mochila de Rosalie e retirando de lá o casaco. – Aqui! – passou o casaco para as mãos dela.
- Obrigada Emm, você pensou em tudo.
Emmett lhe sorriu. Rosalie usou o casaco cinza que fazia parte do uniforme do instituto, mas sem vesti-lo, apenas usou para cobrir os braços como se fosse uma manta.
Não seria adequado o uso dos uniformes fora do instituto. Em breve eles precisariam mudar de roupa ou até mesmo fazer algumas modificações para que pudessem usá-los sem chamar atenção.
Enquanto andavam, Emmett passou o braço direito em torno dos ombros de Rosalie. Juntos saíram dali sem olhar para trás.
A névoa da madrugada fria em Nova Orleans pairava no ar.
Os amigos que por obra do destino não tinham a mais ninguém no mundo, a não ser um ao outro, seguiam agora para a mais nova e desconhecida aventura de suas vidas.
Viver longe daquela instituição, onde foram diversas vezes castigados, seria uma aventura perigosa para dois adolescentes que levavam consigo apenas a coragem e a vontade de serem livres.
Sobreviver ao “mundo cão” sem ter um centavo no bolso, nem para onde ir, não era uma escolha sensata, no entanto eles buscavam a liberdade e a chance de serem felizes ao seu modo.
Notas finais
Vocês acham que eles conseguirão sobreviver lá fora, sozinhos? Ou Será que eles serão pegos de volta?
Espero por vocês nos reviews!
Beijo, beijo
Sill
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