Amor Amigo
30 Capítulo 30 – Descontração
Notas iniciais
Algum tempo depois, Rosalie acordou com o choro de Noah. Ela já sabia o que seu pequeno queria, era hora de mais uma mamada. Ela se ajeitou melhor na cama para poder pegá-lo. Noah ainda estava de bruços sobre o peito de pai que, por causa de seu chorinho, também acabou acordando.
Parecendo confuso, Emmett afagou as costas do filho e com a mão livre procurou pela chupeta. Vendo a confusão do marido, ainda sonolento, para cuidar do filho, Rosalie chegou um pouco mais perto e retirou Noah de cima do peito do pai.
– Volte a dormir amor – sussurrou ela enquanto posicionava Noah de maneira que pudesse trazê-lo para seu colo. – Eu vou amamentá-lo e logo ele ficará quietinho novamente – explicou, trazendo o filho para perto de seu corpo.
Bastante sonolento Emmett a olhava com uma expressão confusa.
– Está tudo bem? – perguntou ele, sua voz soando um pouco débil.
– Está tudo bem amor – explicou ela, segurando Noah com apenas uma mão, coladinho ao seu corpo, usando a mão livre para afagar o peito do marido. – Ele só quer mamar. Volte a dormir.
Emmett bocejou, e logo depois se remexeu virando-se de bruços.
– Tem certeza? – pediu com a voz arrastada.
Um sorriso bobo surgiu nos lábios de Rosalie enquanto se acomodava, recostada aos travesseiros, para poder amentar o filho que ainda chorava.
– Dorme Emm... – murmurou ela.
Depois de se remexer um pouco mais ele, enfim, voltou a dormir.
Noah ainda chorava, agitando os bracinhos e pernas, exigindo seu alimento.
– Calma amor, a mamãe já vai – murmurava Rosalie tentando ajeitá-lo no peito. A primeira sugada foi com muita ansiedade, chegando até mesmo a estalar a língua. Uma de suas mãozinhas, muito agitada, bateu no seio da mãe à medida que se acalmava aos poucos.
A mãe de primeira viagem olhava seu bebê com olhos de admiração, e amor incomensurável. Seus dedos acariciavam delicadamente os fios de cabelos finos e dourados. Sorria suavemente sempre que lembrava que eram semelhantes aos seus. Vez ou outra lhe beijava a testa e aspirava seu cheirinho de bebê, apreciando a sensação maravilhosa de tê-lo em seus braços.
De vez em quando lançava um olhar na direção do marido e se deparava com suas costas largas, cheia de músculos. Ele dormia tranquilo tendo os dois amores de sua vida ao seu lado.
Ela jamais se cansaria de agradecer a Deus por tê-lo posto em sua vida. Emmett era tudo o que seu coração de menina um dia sonhou, idealizou. Ele era um bom marido, um amante insaciável. Era bom pai, bom filho, bom amigo. Ele era seu amor amigo.
Foram muitas às vezes em que se perguntou se realmente o merecia. Mas, quando olhava para a longa estrada que percorreram juntos, até chegar ali, tinha certeza de que jamais poderia ser de outra forma. Eles se pertenciam desde sempre.
Quando Noah se deu por satisfeito, afastou a boquinha corada do peito da mãe e ficou olhando-a com adoração escancarada.
Rosalie o beijou na pontinha do nariz e ele lhe sorriu. Um lindo sorriso, mesmo sem a presença de dentinhos.
– Você não quer mais, a mamãe vai guardar – brincou ela.
Como se soubesse ao que a mãe estava se referindo, Noah continuou sorrindo, porém, espalmando a mãozinha no seio dela.
– É mamãe vai guardar – ameaçou em forma de brincadeira. – O bebê não quer mais leitinho – murmurava à medida que ajeitava a própria roupa. Noah a olhava sem piscar os olhos. E resmungou quando ela escondeu o peito dentro da roupa. – Ué, você não queria mais – disse ela, roçando o nariz ao dele –, mamãe guardou o peitinho – Noah soltou um gritinho de empolgação, o que fez a mamãe coruja gargalhar. – Não pode bebê, o papai está dormindo – advertiu levando na brincadeira. Fazendo o impossível para não voltar a gargalhar, sussurrou. – Não pode bebê... – e ele a interrompeu com mais um gritinho. Foi inevitável, Rosalie acabou gargalhando novamente e, no minuto seguinte, o enchia de beijos por todo o corpinho.
Depois de muitos beijos e cheirinhos, Noah estava animado fazendo barulhos com a boca, cheia de baba.
Emmett se remexeu, virando de lado, para poder olhá-los. Noah estava agarrado aos cabelos da mãe enquanto ela fingia morder sua barriguinha.
– Adoro ouvi-los sorrindo desse jeito – murmurou Emmett, sua voz um pouco mais roca que de costume por causa do sono.
Surpresa e um pouco desconfiada, Rosalie ergueu a cabeça, afastando o rosto da barriguinha do filho, para poder olhar para o marido.
– Desculpe amor, não queria te acordar... – devagar e com muito cuidado, ela afastou as mãozinhas de Noah de seus cabelos e se inclinou para beijar os lábios de Emmett.
– Você fica ainda mais linda quando está com nosso filho nos braços. Fascina-me vê-la brincar com ele. É um dos momentos mais gratificantes de se ser pai.
– Te amo! – anunciou ela, comovida.
E, naquele mesmo instante, Noah voltou a gritar como se estivesse exigindo atenção.
– Viu só amor – comentou Rosalie, achando graça da peraltice do pequeno.
Emmett lhe sorriu, com uma piscadela. Segurou um dos pezinhos de Noah, que estavam de meias, e o beijou.
– Cadê o papai, bebê? – brincou Rosalie. – Cadê o papai?
Noah olhou para Emmett, agitando os bracinhos e pernas, enquanto fazia barulhinhos com a boca, juntando baba. Empolgação o definia naquele momento.
Mesmo deitado Emmett pegou o filho e o ergueu sobre o corpo, como se o fizesse voar.
– Não balança ele assim, amor. Ele acabou de mamar... – tarde demais foi seu aviso, Noah acabava de regurgitar o leite materno sobre o peito nu do pai. Ele tossiu um pouco, rapidamente Emmett o colou em uma posição mais confortável. – Eu avisei – ela comentou pegando Noah de volta. Recolheu a toalhinha dele e usou para limpar o peito do marido. – Você vai ficar com cheiro de leite estragado. É melhor ir tomar um banho – aconselhou.
– Daqui a pouco eu vou. – respondeu ele, não dando muita importância ao ocorrido.
– Então está bem – concordou, segurando a toalhinha suja –, mas depois não diga que não avisei. Fica com ele um pouco que preciso ir ao banheiro.
Ela rastejou de joelhos sobre a cama até chegar à beirada. Calçou os chinelos e, antes de ir ao banheiro, pegou um pacote de absorventes na gaveta da cômoda.
Noah ficou ansioso vendo-a se afastar. O lábio inferior, pouco a pouco, pendendo em um beicinho.
– Quer vê, ele vai chorar – comentou Emmett, sorrindo, vendo a expressão no rostinho de do filho.
Rosalie maneou a cabeça, também, sorrindo. E quando ela entrou no banheiro, Noah olhou para o pai e abriu o berreiro. Lágrimas rapidamente rolaram em sua bochechinha corada. Ao redor das sobrancelhas ficando vermelho.
– Não falei – disse Emmett.
No mesmo instante, Rosalie abriu a porta do banheiro e colocou a cabeça para fora.
– Noah, a mamãe está aqui amor. Aqui filho, olha a mamãe aqui.
Ele soluçou e olhou do pai para a porta do banheiro, onde estava a mãe. Piscou os olhinhos e o beicinho tremeu. Se divertido com a cena, Emmett acabou gargalhando.
Rosalie voltou para dentro do banheiro, deixando a porta aberta, embora não desse para vê-la. E, por esse motivo, Noah continuou chorando.
– Mamãe já vai filho. Ai meu Deus. Que angustia bebê. Mamãe já vai.
Noah olhava sempre na direção da porta do banheiro atento ao som da voz da mãe. Emmett continuava se divertindo com o desespero do filho por não estar vendo a mãe.
– Cadê a mamãe? – disse ele, beijando o rostinho molhado de lágrimas. – Bebezão do papai. Bebezão lindo. Mamãe já vem filho.
– Noah... – murmurou Rosalie, de dentro do banheiro.
E então veio o barulho da descarga. Noah ficou quieto prestando atenção ao novo som. A torneira da pia se abrindo e o barulho de água escorrendo.
– Ô cadê a mamãe?! – insistia Emmett.
E quando Rosalie surgiu novamente na porta do banheiro, Noah pulou sendo segurado pelo pai com as duas mãos. Inicialmente ele pareceu levar um susto, mas logo um sorriso banguela, de covinhas lindas e adoráveis, iluminou seu rostinho corado.
– Olha a mamãe aqui amor... – disse ela, com a voz suave.
O pequeno agitou os bracinhos, olhando para ela. As mãozinhas abrindo e fechando, ansiosas. Mais uma vez o pai gargalhou, achando graça.
– Cadê o papai? – pediu ela. Noah imediatamente olhou para Emmett. – Achou o papai bebê?! Achou. O bebê achou o papai – ela sorriu à medida que chegava mais perto da cama. Ficou de joelhos na beirada, segurou a mãozinha do filho e a beijou. Depois se inclinou para beijar o peito do marido. – Amor você está cheirando a golfada.
– Quem se importa, não é filhão? – disse ele, sorrindo.
Como se tivesse entendido, Noah também sorriu. Rosalie pegou uma fralda de pano e usou para secar as lágrimas no rostinho dele. Devagar sentou ao lado do marido e ficou vendo-o brincar com o filho. Grata pela família que Deus havia lhe dado.
– Diga-me como vou voltar a estudar com ele assim, chorando desse jeito toda vez que vou ao banheiro?
Emmett afastou uma das mãos e apertou a coxa dela. – Mas vai ser preciso, Rose. Você precisa voltar. Não pode ficar sem estudar pra sempre. Você precisa concluir seus estudos e entrar para uma boa universidade, ou me sentirei culpado eternamente.
Ela fez beicinho propositalmente. – Não quero que ele acostume a ficar sem mim.
Ele voltou a lhe apertar a coxa, dessa vez, um pouco mais firme. – Não é a ficar sem você amor. É a não chorar só porque você saiu de perto dele. Mais cedo ou mais tarde isso vai ter que acontecer.
Rosalie encarou a mão que apertava sua coxa. – Eu sei... Mas, mesmo assim, fico triste. Não quero me afastar do meu bebê... Não quero fazê-lo chorar minha falta. Vou ficar muitas horas longe dele – completou com uma expressão tristonha, propositalmente.
– E de mim, não? – emendou o marido ciumento.
– Claro que sim, vai. Não seja bobo! – ela se inclinou e o beijou no pescoço. Noah não gostou nada e acabou resmungando usando a linguagem de bebê.
– Acho bom você ser uma boa garota e focar nos estudos pra se formar o quanto antes. Não quero nenhum homem perto de você. Não quero nenhum marmanjo olhando para você. Sou obsessivo com isso, você sabe.
– Não começa Emmett, você sabe que só tenho olhos para você.
– Mas tem muito safado que não respeita o fato de você ter uma aliança no dedo. Sempre vai ter um que vai te olhar com malicia, e eu fico puto com isso. Você é minha esposa, mãe de meu filho. Arrebento a cara de quem te faltar com respeito.
– Ei, quer parar?! Nem voltei para a escola e você já está ficando paranoico? Já não estou querendo ir por causa do Noah. Não me dê outro motivo. Por favor...
– Está bem. – resmungou.
– Chato – zombou ela.
– Um chato que te ama e que te adora...
Ela sorriu, pegando um travesseiro tacando no rosto dele. Noah gritou parecendo não gostar do que a mãe fez.
– Está bem bebê, mamãe não bate no papai. Ai que bebê, igual o papai, chato – sorriu.
Emmett gargalhou, jogando o travesseiro do outro lado da cama, mas ele acabou caindo no chão.
– Mas é sério – começou ele novamente. – Trate de se formar logo, porque eu quero ter mais dois ou três filhos com você.
Rosalie rolou os olhos. – Mas você não tem jeito, Emmett McCarty.
– O que tem de errado nisso?
– Nada – disse ela. – Mas, fala pra mim. Menino ou menina? – pediu, mexendo no pezinho de Noah.
– Mais dois meninos e uma menina.
– Só uma menina? Mas porque isso?
– Se for tão linda quanto à mãe, uma já está de bom tamanho – esclareceu ele. – Vai me dar muito trabalho. Vou ficar de cabelos brancos antes do tempo.
Inevitavelmente, Rosalie acabou gargalhando.
– Bobo! Papai é muito bobo, filho – emendou, segurando a mãozinha de Noah.
Emmett fingiu ficar triste com o comentário.
– Mesmo sendo bobo e ciumento você bem que me ama. Eu sei. Não adianta negar.
Rosalie debochou. – Papai se acha, filho – Noah gritou, tentando pegar uma mecha dos cabelos dela.
De repente a conversa entre o casal foi interrompida por duas leve batidas na porta.
– É a baixinha – arriscou Emmett.
Rosalie maneou a cabeça e saiu da cama, indo atender a porta. Noah a seguiu com o olhar temendo que ela o deixasse novamente.
– Vocês monopolizaram o meu sobrinho – resmungou Alice, tão logo a porta foi aberta.
– Não falei que era ela – provocou ele.
Alice já foi logo invadindo o quarto do casal sem se dar ao trabalho de pedir licença. Batendo palminhas à medida que se aproximava da cama, ela sorria.
– Cadê o bebê lindo da titia? Cadê, cadê?
Noah sorriu, agitando os bracinhos e pernas, olhando para a tia que chegara. E quando Alice pulou nos pés da cama, ele gargalhou chegando a fechar os olhinhos.
– Lá vem à maluca – brincou Emmett.
Alice mostrou a língua para ele, não dando muita importância. Ela só queria saber do sobrinho, que só fazia rir olhando as caras e bocas que a tia fazia.
– Maluca ou não, Noah me adora. Não é bebê gostoso da titia?! – ela rastejou de joelhos sobre a cama e esticou os braços para pegá-lo. – Vocês são muito egoístas, só quer ele pra vocês. Credo! Que coisa mais feia. O resto da família também tem diretos sobre esse bebê.
Ainda perto da porta, Rosalie sorriu, rolando os olhos. Ela deixou a porta aberta e voltou para a cama.
– Que exagerada – comentou ao sentar na beirada.
– Exagerada nada – resmungou uma Alice, fazendo biquinho. – Me dê aqui o meu sobrinho, seus egoístas. Eu fiquei a tarde inteira sem vê-lo. Agora é minha vez de brincar com ele.
Depois de pegá-lo no colo, o encheu de beijos por todo o corpinho. Um exagero de mimos e atenção.
Emmett se virou, ficando de bruços, agarrando as pernas de Rosalie, beijando um de seus joelhos.
– Deixem para fazer suas sem-vergonhices quando nem eu, nem meu sobrinho estivermos por perto – provocou Alice.
O casal sorriu, sabendo que tudo já havia se tornado uma grande brincadeira. Emmett tornou a beijar os joelhos da esposa somente para encher o saco de Alice.
– Credo! – resmungou ela. – Vamos sair daqui bebê porque sua mamãe e seu papai querem trabalhar na produção de um irmãozinho, em nossa frente.
Tentando não cair na gargalhada, Rosalie comentou.
– Pare de ficar falando essas coisas para meu filho. Pirou do cabeção foi?
– Nem vou levar isso para o lado pessoal – acrescentou Alice. – Estou feliz demais para me deixar abalar com coisas pequenas – seu nariz ficou empinado, mais do que de costume, enquanto fingia superioridade.
– Ui – disse Rosalie.
– Até parece que viu um passarinho verde hoje. Foi antes ou depois da aula de ballet? – provocou Emmett.
Alice sorriu e tentou disfarçar beijando a barriguinha de Noah, que aproveitou a proximidade para agarrar os fios de cabelos dela entre as mãozinhas roliças.
Emmett aproveitou a deixa e cutucou a perna de Rosalie, surrando:
– Olha lá. Ela está escondendo o rosto porque é verdade. Pegamos ela com a boca na botija.
Uma Rosalie sorridente deslizou os dedos por entre os curtos fios de cabelo do marido, porém seu olhar estava em Alice.
– Diz ai Alice – pediu ela. – Qual foi o passarinho verde que você viu?
Uma Alice espoleta se agitou, pulando no colchão, com Noah nos braços.
– Vá derrube meu filho que te dou uma surra – ameaçou Emmett.
– Até parece – retrucou Alice, cheia de si. – Eu nunca que irei derrubar meu sobrinho. Como vocês são cheios de coisa.
– Acho bom – ele resmungou em resposta.
– Deixa ela contar Emm – ele fez cara de bravo, e recebeu um aperto nas bochechas por conta disso. – Eu quero saber qual foi o passarinho.
Ele se virou de barriga para cima, repousando a cabeça no colo de Rosalie. Ela ficou acariciando os curtos fios dos cabelos dele, ansiosa, aguardando a resposta da irmã.
– Conta Alice – insistiu ela.
– Nossa que agonia para saber da vida alheia.
– Pirou do cabeção mesmo – arriscou Emmett.
Alice rolhou os olhos, e então deu início ao seu relato.
– Depois da aula de ballet, eu vi Jasper na pracinha que fica em frente ao estúdio.
– E daí que o magricela estava lá – Emmett interrompeu, e por causa disso levou um beliscão no abdômen, da parte da esposa. – Caramba, Rose! – retrucou incomodado. Realmente havia doido e ele não gostou nada.
Alice bufou, e então prosseguiu. – E daí que eu estava contando pra Rose e não para você, seu chato – olhando para o bebê, completou. – Noah seu pai sabe ser chato. Misericórdia.
– Olha lá o que fala pro meu filho, sua baixinha abusada.
– Para Emm, deixe ela terminar de contar. Eu quero saber...
Emmett fez sinal com a mão indicando que havia parado. Então Alice continuou.
– Ele me chamou e disse que estava me esperando – ela saltitou de joelhos sobre a cama. Depois encostou a cabecinha de Noah ao ombro cobrindo o ouvidinho dele com a mão. – Ele me beijou – seus olhos se arregalaram com a confissão. – Tipo, um beijo de amor sabe. Igual nos romances. Daqueles que deixa a gente com cara de boba vendo corações flutuantes. E depois, a gente se beijou outra vez. E mais outra, e mais outra, e outra... – Noah se remexeu incomodado com a posição em que estava, e ameaçou um chorinho. Alice mudou a posição deixando ele de frente para os pais.
– Então vocês estão ficando? Tipo, pra valer? – comentou Rosalie. – Se deu bem maninha – completou cutucando-a.
– Que mané se deu bem que nada – discordou Emmett. – Vou contar para Carlisle e para Edward esse seu assanhamento. Seu pai vai te deixar de castigo até fazer trinta anos.
– Conta ué – disse ela, com desdém. – Eu conto para o papai que vi você e a Rose fazendo sem-vergonhice na mesa da cozinha.
– Mas não é verdade – ele retrucou.
– Ei, como assim? – interferiu Rosalie, passada. – Alice se você fizer isso, não vai só estar prejudicando o Emm, mas a mim também. E que papo é esse? Nós nunca fizemos nada na mesa da cozinha. Não na daqui, claro – sussurrou.
Emmett lhe deu uma piscadela parecendo se lembrar de alguns momentos entre os dois, no apartamento.
– Está bem, eu tiro você dessa. Era só o Emmett.
– E eu estava fazendo o que? – arriscou ele. – Agarrando a mesa da cozinha?
Diante dessa, Rosalie não conseguiu ficar séria, acabou gargalhando.
– Aff! – bufou Alice, carrancuda. – Não conto mais nada para vocês. – Parece que tiraram o dia para fazer gracinhas. Qual foi o remédio que vocês tomaram? Não, não fala – ela sinalou com a mão, imaginando que seria o que não precisava ouvir.
Tentando se controlar, Rosalie esclareceu. – Ok, eu parei. Foi mal.
– Pare de rir de mim então.
– Mas eu não estou rindo de você, é do Emm. É que fiquei imaginando ele agarrando a mesa, só isso. Desculpe...
– Para quê que eu iria agarrar a mesa da cozinha se eu tenho você, amor?!
– Fica quieto Emmett – Rosalie o advertiu.
– Eu vou brincar com meu sobrinho lá na sala, bem longe de vocês – avisou ao sair da cama, à caminho da porta, com Noah nos braços.
– Volte aqui com meu filho, sua baixinha abusada.
– Ele vai ficar com a titia, vocês já ficaram demais com ele. Agora é minha vez.
– Ele não é um brinquedo Alice – resmungou Rosalie.
– Relaxa Rose, eu trago ele daqui a pouco – ela sumiu porta a fora. Segundos depois, voltou pondo somente a cabeça para dentro do quarto. – E só para você saber Emmett. Jasper e eu demos uns bons amassos no banco da praça. E nem pense em contar para o papai, do contrario, conto pra ele que te vi andando pelado pela casa.
Alice saiu de nariz empinado, fazendo Noah gargalhar enquanto brincava com ele.
Rosalie olhou o marido com uma expressão séria. Ele ainda estava com a cabeça apoiada em seu colo.
– O que foi? – pediu ele. Ela arqueou uma sobrancelha, como se esperasse que ele mesmo respondesse a pergunta. – Para, Rose. Até parece que ela me viu pelado algum dia. Você me conhece. Eu nem saio do quarto só de cueca quanto mais pelado. Não aqui... Mas, bem, você entendeu.
A expressão no rosto dela suavizou e um sorriso travesso surgiu em seus lábios. Ela se inclinou, com os cabelos caindo sobre o rosto de Emmett, para poder beijar-lhe o pescoço.
– Eu sei amor – confessou ela. – Estava só brincando.
– Não brinque assim – pediu ele, com a expressão séria. – Você sabe que não faço esse tipo de coisa. Jamais faltaria com respeito a essa família.
– Está bem amor. Já entendi. Não fique bravo.
– Vem cá me dá mais um beijinho – pediu ele, voltando a ficar relaxado.
Rosalie rolou os olhos e girou o corpo, deitando-se sobre ele. Emmett apertou as laterais da cintura dela, passando a percorrer as grandes mãos pelas costas indo até o bumbum, onde apertou firme, de forma bastante obsessiva.
– Você me deixa louco, sabia?! – sussurrou, segundos antes de seus lábios se unirem aos dela em um beijo necessitado, forte.
Passaram-se alguns minutos entre beijos e caricias até Rosalie ouvir o chorinho de Noah, vindo de algum cômodo da casa, não muito longe do quarto onde estavam.
– Eu vou até lá buscar ele, amor – avisou já se afastando do marido, ansiosa para resgatar o filho dos exageros da tia.
– Eu vou tomar um banho – ele avisou. – Já está quase na hora de eu ir para o Pub. Caramba, vou me atrasar.
– Toma banho frio – acrescentou ela, com um ar sapeca.
Ele esbanjou um sorriso travesso enquanto abaixava a cabeça para olhar sua própria excitação, que chamava atenção na bermuda em que usava.
– Eu preferiria que você resolvesse isso – acrescentou.
– O Noah está chorando – ela esclareceu, não querendo chateá-lo. – Você quer que eu prepare alguma coisa para você? Sua roupa, a toalha? Qualquer coisa.
– Não, não precisa. Vai lá resgatar nosso filho porque a baixinha está judiando dele.
– Ela não judia dele, Emm.
– Vai saber. Ela hoje está pirada do cabeção.
– Acho que não é só ela – acrescentou, sorrindo. – Bem, eu vou lá...
Rosalie saiu do quarto no mesmo instante em que Emmett entrava no banheiro. E, como que para comprovar a tese dela, ele começou a cantar – música inventada por ele mesmo – o melô do cabeção.
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