Amor Amigo
18 Capítulo 18 - Uma Pitada de Ciúmes
Notas iniciais
Esme foi à cozinha sendo seguida de perto por Emmett e Rosalie, agora ambos bem mais tranquilos do que quando Esme chegara. O medo de serem repreendidos havia relativamente diminuído, só não sumira por completo porque ficara faltando parte da família na conversa, e até mesmo alguns amigos em comum.
- Você não precisa ir trabalhar hoje, Rose – disse Esme, colocando água na chaleira para fazer o chá para Rosalie.
- Já me sinto bem – resmungou ela. – Posso ir trabalhar na boa...
- Esme tem razão, Rose. Você não deve ir trabalhar hoje – sugeriu Emmett ao sentar-se em um dos bancos altos de frente ao balcão. – E se você passar mal?
- Não começa Emm – resmungou. – Não gosto de ficar sozinha... – sussurrou em um fio de voz.
A verdade é que Rosalie Hale jamais voltou sentir-se confortável estando sozinha, desde o terrível incidente com Royce King. O fato de Royce está respondendo ao processo em liberdade não ajudou muito em relação a seu medo.
A chaleira apitou avisando que a água já estava aquecida, Rosalie piscou os olhos algumas vezes seguida, como se buscasse um foco. Esme se aproximou do balcão, colocando três xicaras sobre o mármore polido.
- Mas você não ficará sozinha, meu bem. Vai para casa comigo, em momento algum a deixarei sentir-se sozinha – dizia Esme quando foi interrompida por Emmett.
- Estou de folga hoje. Ela está inventando historinha só para não ficar parada. Ah e eu não gosto de chá – resmungou feito um garotinho cuja mãe lhe obrigava a tomar algo que não era de seu agrado.
- Não seja resmungão, todos vamos tomar um pouco do chá, não apenas a Rose – disse Esme, colocando água quente em ambas as xicaras que já reservavam um sachê de chá de erva doce. – Já que Emmett vai estar de folga hoje, você não deveria insistir em trabalhar filha. Deveria ficar descansando.
- Por favor, não me façam sentir inútil... – olhou para Emmett e não conseguiu se manter séria. Rosalie gargalhou ao notar a expressão que ele fizera ao encarar a xicara de chá.
- Está rindo do que? – resmungou ele, com cara de bravo.
Ainda sorrindo Rosalie respondera.
- Porque você vai tomar um pouco do chá, mesmo que não queira.
- Já pode beber – avisou Esme. Enquanto Emmett fazia cara de repulsa, Rosalie sorria entre um gole e outro de seu chá. – Bebe esse chá Emmett – insistiu Esme. – Você vai ver que não é tão ruim quanto pensa.
- Todas as mães dizem isso quando tentam persuadir seus filhos a tomar remédio – continuava resmungando feito um garotinho, isso fez o coração de Esme se encher de alegria, pois mesmo inconscientemente ele praticamente a chamara de mãe.
Dentro da bolsa o celular de Esme tocara atraindo sua atenção. Deixou Emmett com seus resmungos de lado e foi atender a ligação. Enquanto Esme esteve cavando em sua bolsa em busca do aparelho celular, Rosalie se aproximou de Emmett, que ainda encara a xicara de chá, como quem encara um inseto extremamente estranho.
Rosalie encarou o liquido quente de cor opaca que estava na xicara que Emmett segurava, em seguida olhou para ele.
- Está tendo uma visão através do chá, amor? – brincou provocando-o. – O que o futuro nos reserva? – mordeu os lábios, tentando não sorrir.
Emmett colocou a xicara de volta sobre o balcão, levando suas mãos, agra livre, ao ventre de Rosalie, que apoiou a cabeça preguiçosamente ao seu ombro.
- O nosso bebê... – sussurrou ao pé do ouvido, fazendo com que a nuca de Rosalie se arrepiasse.
Enquanto isso Esme falava ao celular.
- Oi filha.
- Mamãe – murmurou uma Alice chateada do outro lado da linha.
- O que houve meu amor?
- Onde você está mamãe? – perguntou Alice, um tanto chorosa.
- Com Rose e Emmett no apartamento deles. O que aconteceu, hein? Você ainda está no shopping com a Tanya e a Irina?
- Não, já estou em casa. Acabo de descobrir que Edward, vulgo irmão mais velho chato, comeu todas as minhas jujubas, e como se não bastasse ainda está zombando de mim – Embora Esme não pudesse vê-la podia perfeitamente imaginar o bico enorme que sua caçula estava nesse instante. – Fui toda saltitante pegar um dos saquinhos, e adivinha mamãe? Não tinha umazinha se quer. Só as embalagens vazias... – sussurrou tristonha.
- Não fique assim filha. Quando eu estiver voltando para casa passo no mercado e compra mais jujubas para você. Seu pai já chegou?
- Não, só o Edward ladrão de jujubas – fez beicinho. – Ele está enchendo saco falando que estavam saborosas – Esme sorriu ao ouvir Alice chamando o irmão de “feio” do outro lado da linha. E ela ainda queria convencer o pai de que tinha idade suficiente para ter um namorado.
- Passe o telefone para o seu irmão, filha – pediu.
Alice esboçou um sorriso perverso ao passar o telefone para o irmão mais velho, que estava distraído agora com o jogo de vídeo game.
- Explique-se para a mamãe – sussurrou maldosa.
Edward deu pausa no jogo antes de receber o telefone.
- Oi mamãe – disse ele ao encostar o telefone ao ouvido.
- Filho eu realmente não me importo que tenha comido as jujubas, mas não deveria ter comido todas e usar disso para debochar de sua irmã. Agindo dessa forma você está sendo tão infantil quanto ela.
- Mas eu não estou debochando mãe – Edward fez sua breve defesa. – Eu só rir um pouco porque ela fica fazendo caras e bocas.
- Edward... – disse Esme, enfaticamente.
- Está bem – estalou a língua, inconformado antes de confessar. – Eu falei que eram saborosas e que deveria comer mais vezes. Eu vou pedir desculpas a ela.
- Ótimo, faça isso. Quando eu chegar em casa quero vê-los unidos. Você sabe como sua irmã é temperamental, não a provoque filho. Vejo vocês daqui a pouco.
Ao finalizar a ligação, surpreendentemente Esme encontrou Emmett quase por acabar de tomar o seu chá.
- E afinal não é tão ruim assim – disse Esme.
- Ainda estou na duvida quanto a isso – disse ele. – Mas a Rose prometeu que me daria um beijo se eu tomasse todo o chá – Emmett se entregou, e em troca, Rosalie lhe deu um tapa na nuca. Ambos gargalharam.
- Alice estava brava? – perguntou Rosalie, tentando conter o riso.
- Ela e Edward implicando um com outro sempre. Isso nunca vai mudar mesmo quando crescidos. Edward se diverte fazendo a irmã caçula ficar brava.
- Alice e suas jujubas – disse Rosalie.
- Fico imaginando a cara da baixinha quando pegou Edward com o saco de jujubas, já vazio, nas mãos – esse foi Emmett sorrindo.
Esme não pode deixar de sorrir ao imaginar a expressão de horror de sua caçula ao ver o irmão mais velho devorando todas as suas adoradas jujubas coloridas.
- Bem, eu vou indo – avisou Esme ao pegar a bolsa e colocá-la ao ombro. – Tem certeza de que vai mesmo trabalhar, querida. Eu posso pedir que alguém te substitua hoje e todas as vezes que forem preciso.
- Está tudo bem, Esme. Eu quero ir trabalhar. Estou bem, de verdade – sua expressão era de “Por favor, acredite em mim”.
Esme tocou-lhe levemente o rosto com as pontas dos dedos delicados, e unhas bem feitas.
- Certo – suspirou tentando se convencer. – Qualquer coisa me liga ou pede para alguém me ligar – se aproximou de Emmett e lhe deu um beijo na bochecha. – Cuidem-se e alimentem-se direitinho. Se essa mocinha voltar a passar mal me avise imediatamente.
Ambos sorriram, sentindo-se crianças recebendo instruções da mãe antes de sair.
- Aviso sim Esme, mas nós vamos nos ver amanhã – disse Emmett ao ficar de pé.
- Força do habito – respondeu ela com um sorriso amável.
Ambos a acompanharam até a porta, e se despediram com um abraço, seguido de palavras de carinho.
- Amo vocês – disse Esme antes de entrar no elevador.
- E nós a você – ambos responderam em um sussurro.
Assim que o elevador teve as portas fechadas ambos retornaram ao interior do apartamento. Emmett foi logo mostrando sua inquietude.
- Rose eu não quero que você vá trabalhar hoje, e isso é sério – disse ele ao se jogar em um dos sofás da sala de TV, pegando o controle remoto, ligando no noticiário.
Incomodada Rosalie se aproximou, retirando o controle das mãos de Emmett.
- Pode parar com isso – avisou ao parar de frente a grande TV de plasma, atrapalhando assim a visão. – Na boa Emmett, não faz isso tá – pediu. – Eu quero ir trabalhar...
Emmett maneou a cabeça negativamente e a puxou para seu colo. Rosalie sentou-se de frente para ele mantendo uma perna em cada lado do corpo másculo. Segurou os ombros largos e lhe beijou levemente o queixo. Emmett mantinha suas mãos na lateral da cintura curvilínea, apertando consideravelmente.
- Só estou preocupado com seu bem estar, Rose... – resmungou, olhando diretamente no fundo dos olhos dela.
- Eu sei que sim amor – respondeu, deslizando suas unhas por entre os curtos fios de cabelos de Emmett. – Mas se eu estiver realmente grávida, o que eu quero muito que aconteça – ressaltou. – Vou te pedir desde já que não me trate como uma incapaz porque isso vai me deixar pé da vida com você. E eu estou falando sério.
Emmett deixou que suas mãos percorressem da cintura de Rosalie até as coxas, onde parou massageando levemente.
- Vou tentar, somente por você, mas saiba que vai ser extremamente difícil para mim...
- Eu sei – disse ela. – E eu te amo exatamente do jeitinho que você. Mesmo muito protetor você me deixa livre para tentar – sussurrou a centímetros dos lábios de Emmett, que levou uma de suas mãos a nuca de Rosalie, mantendo seus dedos por entre os fios dourados.
Inconscientemente Rosalie friccionou seu sexo ao de Emmett, ato esse que o fez deixar escapar um gemido preso na garganta.
- Eu sou fissurado em você Rosalie Hale – murmurou entre dentes, ainda com uma das mãos na nuca dela. Encostou seus lábios aos de Rosalie, lhe sugando o lábio inferior lentamente.
Assim que Emmett se afastou ela dissera.
- E eu por você Emm, mas agora tenho que ir trabalhar, e sei o que está tentando fazer...
- Eu quero fazer amor com você Rose – sussurrou com a voz levemente rouca, traçando um caminho de beijos na pele clara do pescoço de Rosalie.
Com os olhos fechados, ela respondera.
- Emm você não está facilitando... – abriu os olhos e disse. – Está quase na hora do restaurante abrir. Você está de folga hoje, mas eu não estou – resmungou, porém sem interromper as caricias que fazia no peito forte de Emmett por sobre a camisa que ele usava. – Não faz isso, está me deixando louca – sussurrou em um pedido.
- Isso o que? – Emmett se fez de desentendido enquanto levava suas mãos à barra da blusa que Rosalie usava, começando erguê-la, mas ela o barrou.
- Eu tenho que ir trabalhar amor...
Irritado com a insistência de Rosalie em ir trabalhar hoje, Emmett afastou ambas as mãos do corpo dela.
- Então vai! – esbravejou ao pegar de volta o controle da TV, começando a zapear os canais sem ao menos prestar atenção no que fazia.
Rosalie ficou estática diante a reação dele, não esperava que fosse reagir dessa maneira. Com receio ela saiu de fininho do colo de Emmett, sentando-se ao lado.
- Não fica bravo comigo Emm – pediu.
Olhando para a TV, ele recolheu uma almofada que estava atrás de suas costas, colocando sobre o colo, disfarçando sua excitação.
- Vai! – resmungou sem olhá-la.
- Eu quero muito fazer amor com você... – sussurrou, buscando o olhar dele, que evitava ao seu. – Mas eu tenho que ir trabalhar agora – completou receosa.
- Esme falou que você não precisa ir trabalhar hoje, e ainda assim você insiste em ir – esbravejou irritado. – Tem alguém lá que você queira muito ver? Um magnata, talvez?
Rosalie ficou de pé rapidamente.
- O que? Não. Para com isso Emmett. Eu te amo mais que tudo nessa vida – seus olhos ficaram marejados de lágrimas diante a acusação infundada. – Porque está falando assim comigo? – questionou um tanto confusa, sua cabeça levemente inclinada para o lado, buscando o olhar de Emmett, que a todo tempo evitada o seu.
- Talvez porque eu seja um pobretão e você mereça alguém melhor... – resmungou de cabeça baixa.
- Ei para com isso – pediu. – Para mim você vale muito mais que qualquer magnata idiota. Mas que droga, você não percebe que é todo o meu mundo Emmett McCarty – Rosalie se aproximou, estendendo a mão direita para lhe fazer um carinho nos cabelos. Ainda sentado ele a abraçou pela cintura quando a distancia foi relativamente diminuída. Sua cabeça encostada aos seios dela. – Não tem porque ficar com ciúmes amor – disse Rosalie, deslizando suas mãos nos cabelos dele.
- Desculpa Rose – pediu. – Acabei perdendo a cabeça, não sei o que deu em mim para agir assim – ficou de pé, e então, seguiu em direção à suíte. Ele parecia bastante envergonhado de sua atitude agora.
- Ei? – Rosalie o chamou. Emmett virou-se para olhá-la. – Ainda está bravo comigo? – ele maneou a cabeça negativamente e continuou andando.
Rosalie o seguiu até alcançá-lo, e então se atirou nas costas largas dele, circundando a cintura máscula com suas pernas torneadas.
Pego de surpresa Emmett gargalhou rendendo-se a ela, e então Rosalie lhe apertou ambas as bochechas. Continuou andando para a suíte com Rosalie em suas costas, suas mãos agora a seguravam pelas coxas.
- Meu meninão chateado – brincou, inclinando a cabeça para olhá-lo, seus cabelos dourados seguiram o movimento. Emmett lhe sorriu já não conseguindo mais sentir raiva. Rosalie aproveitou o momento e o beijou em uma das bochechas, bem em cima da covinha. – Eu te amo Emmett e quero fazer amor com você por todo o sempre.
- Eu também te amo Rose – respondeu com um sorriso travesso. – Humm... Para todo o sempre me parece algo muito interessante.
Emmett entrou na suíte com Rosalie em suas costas, e em rosto havia um sorriso bobo. Toda sua revolta havia sumido em um passe de mágica. Rosalie saltou de suas costas feliz indo para o banheiro.
- Ei cuidado – avisou Emmett.
Rosalie parou e olhou para trás.
- Com o que?
- Com o nosso bebê – se aproximou, tocando levemente a barriga esguia de Rosalie por sobre a blusa que ela usava.
- Ainda é muito cedo, seu bobo. Nem temos certeza ainda, pode ser que seja apenas um atraso.
- Fala sério Rose, você mais do que ninguém sabe que ele está aqui sim. Você tem se sentido mal, sua menstruação não vem há mais ou menos cinco semanas, e posso jurar que seus seios estão mudando.
- Quem te garante que é ele, e não ela? – disse Rosalie, com um olhar presunçoso.
Emmett se abaixou em frente à Rosalie, ergueu a blusa deixando à mostra a barriga esguia onde depositou um beijo.
- Garotinho ou garotinha; estarei contando os meses os dias e as horas para conhecê-lo – ficou de pé novamente e depositou um beijo demorado nos lábios rosados de Rosalie –Obrigado por tudo que significa em minha vida, Rose – sussurrou o se afastar.
- Emm eu quero tanto o nosso bebê, mas estou com medo que seja apenas uma suspeita.
- Não tem porque ter medo Rose, nós não fizemos nada para evitar durante todo esse tempo. E seu corpo já está dando sinais de que realmente está gravida. Pare de pensar nessas coisas – pediu.
- É verdade, eu sinto que nossa sementinha está crescendo aqui dentro – disse ela, passando ambas as mãos sobre a barriga. – Mas tenho medo que algo aconteça e minha menstruação chegue, destruindo nosso sonho. Porque eu sempre perco todas as pessoas que amo...
- Ei isso não vai acontecer. O nosso bebê vai crescer no calor e proteção de seu útero, e você vai trazê-lo ao mundo forte e saudável. Quanto a mim, eu jamais irei te deixar aconteça o que acontecer.
- Você estava bravo comigo agora a pouco. Acha que não tive medo que me deixasse?!
- Esquece isso Rose. Foi um momento de bobeira, não vai voltar a acontecer.
- Promete? – fez beicinho propositalmente.
- Eu prometo. Agora vai se arrumar vai.
Rosalie lhe sorriu com amor.
- Vem tomar banho comigo – pediu.
- Eu não vou resistir Rose, ainda estou bastante excitado.
- Vem – ela insistiu lhe estendendo a mão.
- Não amor. Eu vou te levar ao trabalho, era isso que você queria agora a pouco – disse ele, seguido de uma piscadela.
- Vai ficar chateado comigo?
- Claro que não Rose. Vai tomar seu banho vai. Depois eu tomo o meu.
Rosalie lhe sorriu, e lhe beijou levemente os lábios antes e correr para o banheiro. Emmett maneou a cabeça, inconformado ao vê-la correndo.
Algumas vezes ela demonstrava ser tão forte e decidida, mas ao mesmo tempo Emmett a via tão frágil...
Notas finais
Aqui vimos Emmett um pouco enciumado e inseguro.
Vem sentir ciúmes de mim Emmett u_u *assoviando e saindo de fininho*
Espero vê-las/vê-los nos reviews, não me importa que sejam curtinhos, só que apareçam :) um review leva muito menos tempo para ser escrito do que um capítulo, então acho que é valido...
Beijo, beijo
Sill
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