Amor Amigo

19 Capítulo 19 - Um tanto bravo, talvez...


Notas iniciais
Boa leitura pessoal :)

Algum tampo depois Emmett foi levá-la ao trabalho – em um dos restaurantes da família Cullen. Como era sua noite de folga, não fez o trajeto até a Public House, refez o caminho de volta para casa.

A noite de trabalho ocorreu de certa forma bem para Rosalie, exceto pelo mal estar que teve em dado momento. Foi preciso se ausentar no salão por alguns instantes devido sua ânsia de vomito.

Por volta das vinte quatro horas todos os clientes já haviam se retirado, permanecendo apenas os funcionários para fechar a casa. Rosalie aguardava por Emmett no interior do restaurante, desde o terrível incidente com Royce King que ela vem evitando sair sozinha. Quando Emmett não podia buscá-la – o que era frequente –, Edward ou Carlisle reversavam. Quanto a ficar sozinha no novo apartamento, ela não corria perigo algum. A segurança não se igualava ao antigo apartamento – quitinete –, onde viviam.

[...]

Não deixando de mencionar certo cliente assíduo que havia permanecido no salão, tentando puxar conversa com Rosalie. Ele não deveria ter mais que vinte e dois anos de idade, alto, loiro, e com lindos olhos cor de avelã.

O rapaz se aproximou de Rosalie, que estava sentada em um dos bancos alto de frente ao bar do restaurante, onde dois colegas de trabalho organizavam algumas taças de champanhe antes de irem embora. Rosalie estava incomodada com a aproximação daquele belo rapaz. Emmett estava a caminho, e hoje, ainda mais cedo ele se mostrara um tanto enciumado e inseguro. O que fazia dessa situação algo totalmente desconfortável para Rosalie.

Sem cerimonias o rapaz estendeu a mão, surpreendendo Rosalie ao segurar a sua. Ela lhe sorriu forçadamente sem nenhum pouco de humor, tentou recolher a mão, mas o rapaz a impediu, mantendo a mão delicada entre suas mãos másculas, acariciando levemente.

Rosalie encarrou as mãos que seguravam a sua, com os olhos esbugalhados. Seu coração aumentou o ritmo consideravelmente, não que ela estivesse sentindo-se atraída por ele, mas sim, sentindo medo daquela aproximação inesperada.

- Você está diferente desde a última vez que te vi – disse ele, buscando o olhar de Rosalie que a todo instante desviava do seu.

Mesmo contra a vontade do rapaz Rosalie forçou, recolhendo sua mão. Não queria ser grosseira, mas a situação não facilitava.

- Como assim? – questionou, não entendendo aonde ele queria chegar.

Ele buscou as mãos de Rosalie com o olhar. Porém, disfarçadamente ela pegou a taça com água que pediu minutos antes de ser abordada, e tomou um gole. Então o rapaz prosseguiu.

- A última vez que a vi antes de minha viagem para Madri você estava, digamos, menina. Agora a sinto mais mulher...

“Que papo é esse?”, pensou Rosalie, tomando outro cole de sua água, mesmo não estando mais com sede.

- Eu notei que você precisou se ausentar por alguns instantes, e desde então notei que está pálida. Se sente mal? – questionou, segurando novamente a mão de Rosalie. – Quer que te leve para sua casa ou a um hospital? Tem certeza de que está realmente bem?

- Por favor, Lavel, gostaria muito que se possível não me tocasse enquanto fala – pediu Rosalie, pela primeira vez olhando diretamente para o rapaz. – Agradeço imensamente a oferta da carona, mas o meu marido já deve estar a caminho.

Lavel ficou totalmente surpreso com a revelação. Então, ele olhou novamente para as mãos de Rosalie, buscando a aliança. Mas ao invés disso havia apenas um anel de compromisso.

- Você está noiva? – perguntou, buscando uma brecha por menor que fosse.

- Não Lavel. Eu estou casada – Rosalie olhou para a mão que continha o anel. – Esse anel significa muito mais do que aparenta, não duvide disso.

- Isso explica eu ter achado você diferente – murmurou consigo mesmo. Olhou novamente a mão de Rosalie. – Eu não deveria ter viajado para Madri... – sussurrou decepcionado.

E fora através dessa frase sussurrada que Rosalie percebera que Lavel sempre esteve afim dela. Todas as suas idas ao restaurante eram única e exclusivamente por ela. Claro, por isso ele nunca esteve acompanhado e sempre se mostrou muito atencioso, como não havia percebido isso antes?!

Nesse mesmo instante Emmett acabara de entrar no restaurante em busca de Rosalie. Em seu rosto se destacava suas covinhas encantadoras, no entanto, ao notar que Lavel segurava a mão de sua esposa, sua expressão feliz deu lugar a uma carranca mal humorada.

Por sobre o ombro de Lavel, Rosalie o viu chegar, em um nanosegundo sentiu seu coração falhar uma batida.

- Emm... – sussurrou ela, preocupada.

Emmett se aproximou de forma extremamente possessiva, afastando as mãos de Lavel das de Rosalie em seguida a beijou com volúpia. Uma de suas mãos afundando na nuca dela, que estava com os longos cabelos dourados presos em um coque bem feito.

Sentindo-se desconfortável Lavel se afastou. Os dois rapazes que estavam no bar notaram o desconforto de Lavel, assim como também, o ciúmes de Emmett. O local estava praticamente vazio, o maitre já tinha ido embora assim como os garçons e o pessoal da cozinha.

Após o beijo sôfrego Rosalie estava sem ar. Envergonhada com o que acabara de acontecer, passou ambas as mãos no rosto. Rosalie ficou de pé ajeitou o seu terninho preto, enquanto Emmett já estava com a mão estendida em sua direção em um convite. Ela aceitou, estendendo sua mão ao encontro da dele.

Emmett segurou firme a mão delicada conduzindo-a para fora do restaurante, não sem antes olhar mal-humorado para Lavel.

Rosalie olhou para o rapaz com um olhar que dizia “me desculpa”, mas apenas murmurou.

- Até logo.

Totalmente desconfortável Lavel os seguiu até a saída, onde o manobrista já o aguardava com a chave de seu carro em mãos – um jaguar preto.

Rosalie não se atreveu olhar para trás em momento algum. Estava preocupada com a reação de Emmett, apenas olhava para ele. Ao se aproximarem da moto, Emmett pegou o capacete de Rosalie e entregou para ela.

- Ocorreu tudo bem durante trabalho? – perguntou com os pensamentos distantes.

- Tive enjoos, mas me sinto bem agora.

Emmett a beijou demoradamente na testa, seu olhar em Lavel, que acabara de entrar em seu veículo de luxo e seguir caminho sem pressa. Pegou de volta o capacete, e ele mesmo colocou em Rosalie. Logo depois colocou o seu, e subiu na moto. Estendeu a mão direita dando apoio para Rosalie subir na garupa. Assim que sentou, Rosalie raspou suas unhas da mão direita na nuca dele em seguida envolveu seus braços a cintura máscula. Emmett passou uma das mãos sobre os braços de Rosalie que circundavam sua cintura, levou as mãos de volta à direção acelerando, em instantes entrou na avenida movimentada cantando pneu. Isso revelava o quanto estava irritado com a cena que presenciou, e dessa vez, Rosalie não se atreveu a beliscar o abdômen dele em protesto pela velocidade exagerada.

[...]

Em pouco tempo chegaram ao prédio onde vivem. Emmett estacionou em sua vaga, e então seguiram para o elevador. Ele esteve o tempo inteiro em silencio enquanto o elevador subia ao andar especifico, mas em momento algum a destratou. Estava sempre segurando sua e deslizando seu polegar na pele macia.

Rosalie o olhava com amor e devoção, mas sabia que no fundo Emmett estava incomodado com algo. Assim que o elevador parou e as portas foram abertas ambos andaram alguns passos em direção à porta do apartamento. Emmett abriu a mesma, cedendo passagem para que Rosalie entrasse primeiro. Uma vez no hall de entrada, ela questionou.

- Emm o que você tem? Parece bravo... – sussurrou a última frase.

Emmett jogou as chaves dentro de um objeto decorativo, que se encontrava sobre a mesinha do hall, e então a olhou sem humor algum.

- Porque aquele cara estava segurando sua mão? Quer saber? – disse ele irritado. – Eu não gostei disso. Não gostei Rose. Foi por causa desse cara que você fez tanta questão de ir trabalhar hoje, mesmo a Esme dizendo que não era necessário que você fosse.

- O que? – respondeu Rosalie, rapidamente. – Não amor – seu tom de voz agora pareceu suplicante. – Ele é só um cliente que vai jantar lá sempre que está na cidade.

- É posso imaginar por que... – ironizou deixando a frase solta no ar.

- Emmett o cara é apenas um cliente. Só o conheço porque guardo sua reserva e o conduzo a mesa. E eu não fui amável com ele se você quer saber, mas também não fui totalmente grossa. Não posso fazer isso com um cliente, a menos que esse me falte com respeito. Coisa que nunca aconteceu lá.

- Eu não gostei de como ele segurava sua mão Rose. Não gostei! – esbravejou atravessando a sala de estar indo em direção à cozinha. – Aquele cara está interessado em você. Eu não sou cego...

Rosalie o seguia, estava preocupada com sua reação, não queria que ficassem bravos com o outro por um motivo tão bobo.

- Amor me escuta – pediu. – Eu falei para ele não segurar minha mão, e disse que era casada.

Ao ouvir a última frase dita por Rosalie, Emmett parou abruptamente virando-se para olhá-la.

- Eu fico louco só de pensar em te perder, Rose.

Rosalie deu alguns passos diminuindo a distancia entre os dois, envolveu seus braços a cintura máscula, afundando seu rosto no peito forte.

- Eu te amo – disse ela, ainda com o rosto afundado ao peito dele. – Quero ficar com você para todo o sempre. Mesmo enciumado e bravinho – brincou.

Emmett a apertou contra seu corpo, aspirando o perfume dos cabelos dourados.

- Eu sou seu marido é? – questionou, com um sorriso travesso após beijar o topo da cabeça de Rosalie.

- Bem... É o que parece não é – respondeu ela, lhe dando um tapa no peito ao se afastar minimamente. Emmett aproveitou o momento e segurou sua mão esquerda, brincando com o dedo anelar.

- Vamos pôr uma aliança nesse dedo amanhã mesmo – avisou com confiança.

- Você também vai ter que usar – avisou. – Não quero que as garotas que frequentam o Pub fiquem achando que você está disponível, porque não está. Você é meu ursinho e de ninguém mais.

Emmett gargalhou estrondosamente.

- Você quem manda – respondeu beijando a mão dela.

- Pode até ficar enciumado, mas nunca esqueça que te amo, meu grandão super protetor.

- Eu também te amo, Rose. E definitivamente não gosto de sentir ciúmes. Tenho vontade de socar alguém e isso não é bom... Ah, e antes que eu esqueça. Quero ir com você ao medico amanhã.

- Quer saber, adorei a ideia – disse Rosalie dando dois saltinhos de felicidade.

Com um sorriso bobo Emmett segurou o rosto dela entre suas mãos e disse:

- Agora vamos dormir porque já está muito tarde. Você não vai para o colégio amanhã, mas mesmo assim vai ter que acordar cedo.

- Eu vou tomar banho primeiro – avisou. – Você já jantou Emm?

- A pergunta é se você já jantou Rosalie Hale? Futuramente Rosalie McCarty – disse ele apontando o dedo indicador para ela acusatoriamente.

Com as mãos na cintura ela respondera.

- Eu irei adorar ser Rosalie McCarty. E sim, eu já jantei. Mas você ainda não me respondeu.

- Sim eu já jantei – respondeu se dando por vencido. – Que garota mais insistente essa por quem eu fui me apaixonar.

Rosalie gargalhou convencida.

- Ei não reclama não – brincou, dando um tapinha no braço dele.

- Não estou reclamando, loira – respondeu, com uma piscadela.

- Então está bem.

Ambos entraram na suíte, Rosalie seguiu direto para o banheiro. Emmett retirou a roupa que vestia, jogando sobre a poltrona, ficando apenas de cueca boxer branca. Deitou-se na cama totalmente largado. Alcançou o controle remoto, ligando a grande TV de plasma que ficava no suporte. Zapeou os canais, porém nada lhe chamou atenção, então acabou desligando logo em seguida.

[...]

Emmett estava cochilando quando Rosalie deitou ao seu lado, repousando a cabeça em seu peito nu. Ainda de olhos fechados ele a abraçou carinhosamente beijando-lhe o topo da cabeça.

- Hummm... – murmurou ele. –Você cheira tão bem, amor.

Rosalie se inclinou depositando um beijo no peito nu.

- Você não fica atrás...

- Como se sente agora? – disse Emmett, abrindo os olhos preguiçosamente.

- Bem, nesse momento não me sinto enjoada. Mas e você ainda está bravo comigo?

- Claro que não Rose. Mas nunca mais permita que aquele cara volte a segurar sua mão.

- Se isso te deixa mais tranquilo – respondeu, dedilhando sobre o peito nu de Emmett. Ele segurou a mão que dedilhava em seu peito, depositando um beijo nos dedos.

- Fico mais tranquilo sim. Dessa forma ele não vai achar que tem chance. E com a aliança que comprarei amanhã, vai ser melhor ainda. Não quero nenhum gavião de olho em minha mulher. Agora fecha esses olhinhos lindos e dorme, ou do contrario, acabarei querendo fazer outra coisa...

- Seu safadinho...

- Eu gosto de ser safadinho com você... – sussurrou ao pé do ouvido, com o timbre de voz levemente rouco. Rosalie ergueu a cabeça, apoiando o queixo ao peito dele enquanto o encarava. Emmett fez um carinho com o dorso de sua mão no rosto dela. – Mas agora eu quero que você descanse – concluiu.

Rosalie voltou apoiar a cabeça confortavelmente sobre o peito másculo, que respirava regularmente. Fechou os olhos devagar esperando que o sono chegasse. O que não demoraria acontecer, uma vez que Emmett estava lhe fazendo cafuné e murmurava a velha canção de ninar, a qual não recordava a letra, apenas a melodia.

Mesmo recebendo carinho, em dado momento, Rosalie convulsionou como se levasse um susto, rapidamente Emmett preocupou-se.

- Shiii... – disse ele. – Está tudo bem, estou aqui com você. Nada vai acontecer. Confie em mim...

Rosalie se mexeu inquieta, mas Emmett a manteve colada a seu corpo com proteção exagerada.

Ambos ficaram juntinhos até que foram tomados pelo sono. E naquela noite Rosalie sonhara com lindo bebê que lhe sorria com amor, revelando covinhas idênticas as de Emmett.

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Notas finais
Emmett não gostou nada de ver o Playboyzinho segurando a mão de sua Rose u_u em compensação ficou todo bobo quando ela mencionou como sendo seu marido.
Deixem seus reviews, é rapidinho...
Recomende se achar que a fic merece u_u
Beijo, beijo
Sill