Amor Amigo

13 Capítulo 13 - Cedendo aos Desejos


Notas iniciais
Boa leitura :)

Passaram-se horas desde que o casal se entregara ao desejo ardente. Porém ainda estavam deitados ali no mesmo piso frio, sem se incomodar com isso. Seus corpos ainda estavam quentes pelo desejo que os arrebatara os levando a uma tarde de amor. Nada parecia inoportuno aos seus instintos afetivos.

Rendidos ao aconchego de seus corpos entrelaçados, acabaram cochilando, e quando se deram conta o sol já não brilhava mais lá fora. Fora através da janela do quarto em que se amaram pela primeira vez que o casal notara as estrelas decorando o céu de Nova Orleans.

Rosalie suspirou se aconchegando ao peito forte de Emmett, com ar de menina dengosa que o deixava totalmente rendido a ela.

- Acho que agora precisamos ir, não é? – ela sussurrou.

Emmett a olhou com os olhos semicerrados antes de lhe responder.

- Acho que sim, amor – sua mão traçava desenhos imaginários nas costas nuas de Rosalie. – Se bem que não me importo de ficar um pouco mais, coladinho em você – segurou as laterais da cintura de Rosalie a puxando para seu colo. Rosalie arfou no momento em que seu sexo roçou ao dele em uma proximidade relativamente perigosa. O que poderia render mais algumas horas trancados naquele quarto ainda vazio.

Sem pensar coerentemente, Rosalie se inclinou para beijá-lo. Emmett mantinha uma de suas mãos na cintura dela enquanto a outra continuava fazendo carinho nas costas nuas.

Dentro da bolsa de Rosalie que se encontrava largada em um lugar qualquer do quarto, seu celular se vez notar. Emmett demonstrou sua insatisfação, bufando feito uma criança irritada.

Entre um beijo e outro, Rosalie sussurrou.

- Eu preciso atender...

Emmett beliscou a cintura dela antes de deixá-la ir atender o bendito celular.

- Ok, mas não demore... – resmungou.

Rosalie ficou de pé, e antes de atender ao celular pegou no chão sua peça intima e a vestiu. Fato que deixou Emmett frustrado.

- Ah, Rose... – fez sinal com as mãos demonstrando o estado em que seu corpo clamava por ela mais uma vez.

Rosalie mordeu o lábio inferior antes de retirar o celular da bolsa, então respondeu.

- Porque precisamos ir arrumar nossas coisas para nos mudarmos o quanto antes. E precisamos de uma cama, amor – deixando Emmett com cara de cachorro sem dono, ela deu atenção a quem estava do outro lado da linha. – Alô!

Então a voz que Rosalie já conhecia tão bem, e até associava a imagem materna, respondeu do outro lado da linha.

- Oi querida, como você está? Conseguiram resolver tudo certinho? Como vocês não deram mais notícias durante o resto da tarde, estive preocupada.

- Ai me desculpa Esme. Eu perdi a noção de tempo e espaço. Conseguimos sim, então depois de tudo resolvido pegamos a chave e ainda estamos aqui, babando e ansiosos para nos mudarmos. Estou tão feliz que acho que estou vivendo um sonho – disse Rosalie com um sorriso radiante iluminando seu rosto.

Nesse meio tempo Emmett se vestiu e se aproximou de Rosalie por trás beijando seus ombros. Mais uma vez Rosalie sentiu ondas magnéticas percorrer todo seu corpo no momento em que Emmett tocou em um de seus seios massageando levemente enquanto beijava seus ombros.

- Então, vocês irão dormir aí hoje? – Esme perguntou.

- Não. Eu bem que gostaria, mas, na verdade não trouxemos nada ainda.

Do outro lado da linha Alice pedia para falar com Rosalie. Era impossível não ouvir seus murmúrios.

- Mamãe me deixa falar com a Rose. Por favor mamãe...

- Rose, meu bem, Alice está aqui me enlouquecendo. Vou deixá-la falar com você. Se cuida, querida.

- Tchau Esme, e obrigada pelo carinho.

Rosalie afastou o celular do ouvido quando Alice enfim conseguiu falar do outro lado da linha.

- ROSE!

Rosalie sorriu.

- Fala minha serelepe favorita.

- Ah poxa, eu queria tanto ter ido com vocês, mas a mamãe não deixou – fez beicinho do outro lado da linha. Mesmo sem ver Rosalie podia imaginar tal bico.

Enquanto isso, Emmett continuava com suas provocações, cobrindo Rosalie de carícias ousadas. Involuntariamente Rosalie deixou que escapasse um gemido abafado entre uma caricia e outra. A baixinha do outro lado da linha não deixou passar despercebido.

- Epa! – Alice gritou. Então pensou “Acho que a mamãe e eu interrompemos algo”. – O que vocês andam aprontando hein, mocinhos?

Envergonhada, Rosalie deu um tapa em uma das mãos de Emmett antes de responder.

- Nada... – ela respondeu, mas não soou muito convincente. No entanto, Alice tinha outros planos, desistindo assim de bisbilhotar a vida intima dos dois.

- Me deixa falar com Emmett?! – Alice pediu.

- Para que? – Rosalie se sobressaltou. – Olha lá o que você vai falar Alice.

- Ah relaxa, Rose. Não é nada do que você possa está pensando.

- Mas eu não estou pensando em nada – apressou-se em fazer uma breve defesa.

- Aham, sei... – Alice gargalhou do outro lado da linha. – Mas é sério, Rose, me deixa falar com ele – insistiu.

Receosa quanto ao assunto Rosalie cedeu ao pedido.

- Está bem, vou passar para ele – finalizou a frase passando o celular para as mãos de Emmett. – Ela quer falar com você – disse Rosalie assim que Emmett fez cara de confuso. Antes de falar com Alice ele deu um selinho em Rosalie.

- Pode falar baixinha. Quer minha ajuda para se safar de uma traquinagem?

Alice gargalhou.

- Não. É por outro motivo. Emmett a mamãe e eu precisamos de sua ajuda para executarmos um plano.

Enquanto isso Rosalie recolhia sua roupa no chão para se vestir.

- É diabólico? – Emmett questionou curioso.

Rosalie o olhou de soslaio pensando “Como assim diabólico?” Então ela se aproximou de Emmett para que ele fechasse o fecho de seu sutiã. Emmett aceitou o pedido mudo, e ao finalizar lhe deu um beijo nas costas. Rosalie virou e lhe sorriu agradecida.

Do outro lado da linha Alice continuava.

- Dã, claro que não. Você é louco Emmett?! Mamãe nunca aceitaria fazer parte de um plano diabólico. Na verdade é algo super do bem, e é para vocês.

- Então não é mesmo diabólico? – Emmett brincou.

- Não Emmett, não é – Alice respondeu rolando os olhos.

- Então me diz logo o que é baixinha – pediu.

- Bem, é o seguinte. Mamãe e eu escolhemos uma empresa de decoração muito competente para decorar todo o novo apartamento de vocês. E já temos até algumas cúmplices, mas sua cumplicidade é a mais importante de todas. Precisamos mesmo de sua ajuda.

- Como assim? – Emmett a cortou. – Alice...

- Para Emmett, não começa. Deixa de ser tão orgulhoso ao menos uma vez na vida. Você sabe que a mulher que ama iria adorar a surpresa.

Involuntariamente Emmett olhou para Rosalie, que lhe sorriu enquanto calçava suas sandálias de salto. A baixinha sabia onde mais o afetava. Usar a felicidade de Rosalie era jogar sujo. Era pegar pesado com ele. É claro que Rosalie iria amar a surpresa. Eles não tinham nenhum móvel digno de levar para seu novo lar. Com toda ansiedade pela compra do imóvel eles nem chegaram a pensar nos móveis de qualidade inferior que tinham na quitinete.

Emmett deu uma piscadela para Rosalie, e então continuou falando com Alice.

- O que eu tenho que fazer? – pediu ansioso e preocupado.

Do outro lado da linha uma Alice eufórica começara a gritar, falando para a mãe que tinha conseguido. Fora preciso Emmett afastar o celular do ouvido para não ficar surdo.

- É o seguinte – disse Alice, depois dos gritos. – Você deixa a cópia de sua chave na portaria e avisa para o porteiro que um parente seu vai aparecer e precisa que ele entregue a chave. E claro, a Rose não pode ver você falando com ele, ou do contrario, ela irá desconfiar, aí era uma vez surpresa.

- E então? – Emmett perguntou sugestivamente.

- Ah, isso fica por sua conta. Começa a se coçar. Eu tenho que resolver tudo sozinha...? – resmungou sorrindo. Ela havia conseguido executar parte do plano com êxito. Agora era partir para a parte pratica.

- Ok, sua pestinha.

- Tchau Emmett. Fala pra Rose que mandei um beijo. E antes que eu me esqueça. Ai, ai, ai, ui, ui... – e desligou.

Sorrindo da garota serelepe que acabara de finalizar a ligação, Emmett olhara para Rosalie.

- O que ela falava tanto com você? – Rosalie quis saber.

- Bobagens, você sabe como é aquela pestinha. Aliás, ela disso isso antes de desligar o telefone “ai, ai, ai, ui, ui”.

Rosalie gargalhou da forma como Emmett tentou imitá-la.

- Alice é uma figura – disse Rosalie. – Mas agora acho que precisamos ir, não é mesmo?! E vamos pedir uma pizza porque estou faminta.

- Vamos sim, amor – Emmett concordou.

Antes de saírem, Emmett fechou a janela do quarto que estava aberta, enquanto Rosalie pegava sua bolsa e ajeitava no ombro. Os olhos de Rosalie brilhavam ao passar por cada cômodo até chegar á porta de saída, a qual Emmett fechou ao saírem. Com o braço em volta da cintura de Rosalie ambos entraram no elevador.

[...]

No térreo, Emmett sugeriu que ela fosse à frente.

- Vai indo para a garagem, amor. Preciso falar com o porteiro. É rapidinho.

- Não demora hein – avisou. – Estou com fome – resmungou.

- Vai ligando para aquela pizzaria perto de casa e faz o pedido pra daqui mais ou menos uma hora, que é o tempo de chegarmos, caso nos atrasemos no trânsito – sugeriu Emmett.

- Está bem – respondeu, seguido de um beijinho antes de ir em direção à garagem.

Emmett ficara observando até que ela saiu do alcance de sua visão. Então foi pôr parte do plano de Alice em prática. Aquela baixinha era mesmo terrível e o pior era que dessa vez tinha total apoio da mãe.

- Boa noite, Carter – Emmett saudou educadamente.

- Boa noite – ele respondeu. – É o novo morador do oitavo andar, não é?! – disse educadamente.

- Isso mesmo – Emmett respondeu. – Preciso que me faça um favor. A tia de minha esposa e a sua filha vão vir aqui pegar a chave do apartamento para fazer uma surpresa para ela. Você poderia fazer esse favor para mim? Na verdade você já as conhece, elas estiveram aqui conosco algum tempo atrás.

- Sem problemas, entregarei a chave a elas assim que chegarem.

- Obrigado – Emmett agradeceu passando uma cópia da chave para as mãos do porteiro.

Certamente que Rosalie teria se enchido de orgulho se o visse se referindo a ela como sua esposa. Ah e como ficaria...

Emmett se encaminhou para a garagem subterrânea onde encontrou Rosalie sentada na moto a sua espera. Ao se aproximar ele lhe sorriu e deu um selinho rápido.

- Pediu a pizza, amor?

- Pedi sim – respondeu entregando o capacete de Emmett. Esse, por sua vez, colocou o mesmo, em seguida subiu na moto. Rosalie subiu logo em seguida envolvendo seus braços a cintura de Emmett.

Emmett manobrou a moto em direção à saída da garagem, que fora aberta automaticamente ao atingir a rampa.

Ao entrar na avenida movimentada, acelerou consideravelmente. Rosalie sentia a brisa fria incomoda em seus braços desnudo, deixando seus pelos levemente arrepiados.

Quando o sinal de trânsito fechou, Emmett aproveitou para fazer um carinho nos braços de Rosalie, em uma tentativa de aquecê-la ao notar que ela sentia frio. Logo o sinal abriu, então puderam continuar o trajeto já tão conhecido que os levariam até seu antigo lar.

Alguns minutos depois o casal chegara ao lar, o qual Rosalie gostaria de não precisar voltar novamente. Não que ela não tivesse boas lembranças dali, na verdade, ela tinha muitas. Muitas delas de risos e guerra de travesseiros com seus amigos fiéis. Entretanto a última e recente lembrança a sucumbia por dentro.

Rosalie desceu da moto e foi abrir a porta da garagem para Emmett guardar a mesma. Logo depois subiram. A fechadura da porta já havia sido trocada, Carlisle se encarregara disso para eles. E assim Emmett a fechou ao entrarem. Subiram as escadas devagar, talvez adiando a entrada na quitinete.

Rosalie ficou estática encarando a porta do minúsculo apartamento. Ao notar que ela estava apreensiva, Emmett lhe tocou o ombro levemente, em um sinal mudo de “Estou aqui”. Rosalie soltou o ar devagar ao sentir aquele toque que já conhecia tão bem, o toque das mãos do homem que ama, e que se entregara pela primeira vez durante a tarde que se tornara memorável.

- Não tenha medo, amor. Estarei bem aqui ao seu lado para o que precisar– Emmett sussurrou.

Rosalie virou para ficar de frente, enlaçando seus braços à cintura de Emmett.

- Eu preferia não ter que entrar aí nunca mais... – murmurou contra o peito forte de Emmett. Esse, por sua vez, abraçou protetoramente confortando-a.

- Eu sei que não, meu amor, mas precisamos entrar e guardar nossos objetos pessoas para levarmos para nosso novo apartamento. Eu não te traria novamente para cá senão fosse realmente preciso.

Rosalie suspirou pesado.

- Sempre que olho para aquele sofá, eu o vejo, Emm... – lágrimas silenciosas percorreram seu rosto sem que ela tivesse tempo de contê-las. – Eu o vejo rasgando minhas roupas, me machucando... Aqueles olhos diabólicos transbordando luxuria e tantas outras coisas ruins que não sei explicar. Foi horrível, me senti em um beco sem saída... Que toda minha vida iria ser destruída naquele momento. Até que você entrou por essa porta e me salvou – revelou olhando nos olhos de Emmett, ao piscar mais lágrimas vieram á tona. Emmett passou suas mãos no rosto de Rosalie limpando o recente caminho de lágrimas. – Você sempre está me salvando de algo – fungou. – Ás vezes eu acho que só te dou trabalho – confessou, com um sorriso tentando brotar em seus lábios.

- Shiii... – Emmett a silenciou encostando seu dedo indicador nos lábios dela. – Nunca mais repita isso, amor. Você só me dar alegrias, tudo o que eu faço é por você. É pensando em você. Eu não existo sem você, Rose. Desde o primeiro momento em que a vi atravessar aquele jardim no instituto, e você tentava proteger seus cabelos – tocou os cabelos dourados reforçando a palavra –, eu te imaginei uma anjinha tão perfeita, mas você estava assustada e triste. Naquele momento eu soube que estaria com você em qualquer lugar que fosse. Eu iria fazê-la sorrir a qualquer custo. Aí no dia seguinte você me perguntou se gostaria de ser seu amigo. Foi o melhor presente que eu poderia ter ganhado em toda minha vida. Eu fiquei tão feliz, porque fora ali que você decidiu que confiava em mim, e eu ficava um passo a frente na missão de fazê-la sorrir. De tirar a angustia de seu coração, mas ao que parece venho fracassando constantemente... – sua última palavra soara com amargura.

Rosalie ficou na pontinha dos pés, selando seus lábios aos dele levemente. Emmett fez com que aquele beijo singelo se tornasse um beijo sôfrego, sentindo o gostinho salgado das lágrimas de Rosalie em seu paladar. Rosalie mantinha suas mãos na nuca de Emmett, enquanto ele a segurava pela cintura mantendo seus corpos bem próximos.

Antes de se afastar Emmett lhe deu mais dois selinhos rápidos.

- Não quero ouvi-lo nunca mais mencionar que fracassou na tentativa de me fazer feliz – disse Rosalie, fazendo carinho no rosto de Emmett. – Você é a maior alegria de minha vida – afirmou. – O jeito como você cuida de mim. O jeito como você me olha. O jeito como você me toca. O jeito como você me beija. O jeito como você me tocou hoje quando fizemos amor pela primeira vez. Tudo isso é a felicidade que só você me faz sentir, que só você é capaz de me proporcionar. Definitivamente Emmett McCarty, eu, Rosalie Hale estou pronta para ser sua esposa para todo o sempre. Preciso sentir todos os dias tudo aquilo que você me sentir hoje. O cheiro, as carícias, seus lábios tocando cada centímetro do meu corpo. Eu quero você Emmett, somente você.

Sentindo-se como se seu coração inflasse de pura felicidade, Emmett a beijou novamente, segurando o rosto delicado de Rosalie entre suas mãos. Enquanto desfrutavam aquele momento de carinho e confiança a campainha tocou interrompendo o momento.

Ambos entraram no minúsculo apartamento. Emmett fora direto atender o interfone. Rosalie, no entanto, evitou ao máximo possível olhar para o local onde Royce King quase a violentou.

- Quem é? – Emmett perguntou enquanto observava Rosalie ir para o quarto.

- Entrega da pizza que Rosalie pediu – disse o rapaz que já os conhecia, pois pelo menos uma vez por semana ele fazia entrega para o casal.

- Já estou descendo, Max – avisou antes de pôr o interfone no gancho. Olhando em direção ao quarto, ele disse. – Amor eu estou descendo para receber a pizza – mas Rosalie não chegara a ouvir. Estava com os fones de ouvido enquanto escolhia uma roupa limpa para vestir após o banho.

[...]

Rosalie saiu do quarto segurando uma tolha de banho de cor marfim. Porém ao olhar de um lado para o outro não encontrou Emmett em lugar algum, apenas a porta aberta revelando o pequeno corredor vazio que dava acesso ás escadas. Seus batimentos cardíacos aumentaram consideravelmente em um desespero repentino.

Com olhar que lembrava uma criança assustada, ela o chamou.

- Emmett. Emmett... – seu lábio inferior começara a tremer fazendo-a se sentir uma criança indefesa diante de um bicho papão.

Não demorara Emmett aparecera no pequeno corredor vazio, segurando uma caixa de pizza em uma das mãos – o cheiro era tentador –, assim que entrou no apartamento ele lhe sorriu, mas ao notar que ela estava assustada Emmett a abraçou com apenas um dos braços.

- O que houve amor? – questionou após um beijo na testa.

- Me assustei quando não o encontrei aqui, e a porta estava aberta – sussurrou.

- Desculpa amor. Eu só fui receber a pizza. Você não me ouviu avisando que ia descer?

- Não, eu estava com os fones de ouvido – respondeu envergonhada. – Eu sinto muito...

- Está tudo bem. Pode ir tomar seu banho, estarei aqui te esperando – disse Emmett, sugestivamente.

- Não quer vir comigo? – perguntou desviando o olhar.

Emmett revelou um sorriso travesso. Segurou o queixo de Rosalie erguendo devagar para que ela o olhasse.

- Se você quiser – ele sussurrou, e Rosalie maneou a cabeça positivamente.

- Vai indo na frente. Vou fechar a porta e deixar a pizza sobre a mesa. Te encontro em um minuto – deu um beijinho no canto dos lábios de Rosalie antes que ela fosse para o banheiro.

[...]

A primeira coisa que Rosalie fez ao entrar no pequeno banheiro fora se olhar no espelho. Suspirou antes de começar se despir. Lentamente uma a uma todas as peças de roupas foram sendo retiradas e jogadas no cesto de roupas usadas.

Abriu o box e entrou. Girou o registro e aos poucos as primeiras gotas de água morna foram surgindo.

Nesse momento Emmett entrara no banheiro se permitindo por um momento ficar apenas observando-a através do vidro do box. Rosalie lavava o rosto retirando os resíduos da maquiagem que usara antes.

Emmett fora rápido em retirar suas próprias roupas deixando-as no mesmo cesto de roupas usadas que Rosalie deixara as dela. Com cuidado para não escorregar, ele entrou no box. Rosalie que terminava de enxaguar o rosto o olhou sorrindo. Emmett colocou suas mãos na cintura dela trazendo-a para mais perto de seu corpo.

Com a água morna caindo sobre suas cabeças ambos se beijaram. As mãos ágeis de Emmett percorriam as laterais do corpo de Rosalie, minuciosamente.

O beijo fora finalizado com um sorriso entre ambos.

Rosalie estendeu sua mão direita, pegando o sabonete liquido no suporte. Colocou uma quantidade razoável nas mãos e passou nas bochechas de Emmett, sem conseguir conter um sorriso travesso.

Emmett foi fazer o mesmo no rosto de Rosalie, mas ela se afastou e por pouco não caiu. Emmett a segurou com mãos firmes pela cintura curvilínea e molhada.

- Cuidado amor. Assim você vai acabar se machucando.

Rosalie segurava nos braços fortes de Emmett, se apoiando após o deslize.

- Enquanto você estiver me segurando isso não vai acontecer.

Emmett a puxou propositalmente, colando os seios molhados de Rosalie em seu peito másculo, igualmente molhado. Fora difícil não se render a mais um beijo intenso embaixo do chuveiro. Logo depois, Rosalie estava colocando mais sabonete liquido em suas mãos e passando no corpo de Emmett, iniciando pelos ombros largos. O uso da esponja de banho fora totalmente dispensado naquele momento. O toque era primordial.

Emmett a imitou passando sabonete líquido no corpo de Rosalie, apreciando o momento. A textura da pele macia sob a espuma do sabonete. Cada curva, cada sinal por menor que fosse não passava despercebido aos seus olhos atentos.

Depois da tarde de amor que tiveram – no novo apartamento –, Emmett agora tinha certeza de que conhecia cada detalhe do corpo da mulher que ama. Cada curva, cada sinal – sendo ele de nascença ou não –, como a palma de sua mão.

Notas finais
Ai essa Alice e seus planos extravagantes. Será que a Rose vai gostar do que eles estão tramando ou vai se sentir ofendida?
Emmett fez certo em fazer parte do plano?
Royce conseguiu destruir a sensação de conforto e segurança que Rose sentia estando naquela quitinete. Mesmo sendo um local simples Rose chegou realmente a amar aquele lugar. Porque depois de dormir nas ruas, no frio e no chão aquele foi o primeiro local que ela conseguiu o aconchego de uma cama. O local onde ela dormiu e acordou sem o medo de ser castigada por uma mulher má.
Eu acho que qualquer lugar que te faça se sentir bem é válido :)
Vejo vocês nos reviews
Beijo, beijo
Sill