Amor Amigo
10 Capítulo 10 - Violência
Notas iniciais
Gostosuras ou travessuras?! hahahah Happy Halloween :)
Boa leitura!
Por volta das vinte e três horas e quarenta minutos, Emmett saíra do Pub para buscar Rosalie em seu local de trabalho.
Felix ficara sozinho, torcendo para que o chefe não descobrisse, e que não acontecesse nada que precisasse da ajuda de Emmett para acalmar os ânimos. Mal sabia Felix que Royce era o culpado por Emmett precisar deixá-lo trabalhando sozinho, em uma noite de casa cheia.
No estacionamento – agora lotado –, Emmett subiu em sua moto e saiu cantando pneu pelas ruas de Nova Orleans.
Nova Orleans é uma cidade conhecida pelo seu legado multicultural, especialmente influências culturais francesas, espanholas e afro-americanas, pela sua música e pela sua culinária. Nova Orleans é um destino turístico internacional mundialmente famoso graças aos seus vários festivais.
Em determinado cruzamento o sinal fechara, deixando Emmett extremamente irritado.
[...]
Enquanto isso do outro lado da cidade, Rosalie se despedia dos colegas de trabalho em frente ao restaurante, aguardando a chegada do taxi que a levaria para casa.
Todas as noites, Rosalie voltava para casa no mesmo taxi – uma exigência de Emmett –, uma vez que nem sempre ele podia ir buscá-la.
Mesmo com essa precaução extra, ele não confiava o bastante em deixá-la ir sozinha esta noite. Se realmente o cara estivesse seguindo Rosalie como Alice sugeriu. Com certeza ele a seguiria até em casa. Não convinha arriscar.
Rosalie entrou no taxi, abriu a bolsa, pegou o celular para conferir as mensagens, pois sabia que Emmett sempre lhe deixava algo quando não podia atendê-lo.
- Droga, sem bateria – resmungou, mexendo a mão que segurava o celular.
Enquanto o taxi percorria as ruas de Nova Orleans, Rosalie observava através do vidro da janela a movimentação noturna. Havia muitos bares com música ao vivo.
Alguns minutos depois, o taxi parou em frente ao sobrado onde Rosalie vive com Emmett, ainda na mesma quitinete desde que conheceram a família Cullen.
- Obrigada, Richard! – agradeceu ao taxista que a conhecia desde que começara a trabalhar na filial do restaurante no centro da cidade. Entregou o dinheiro da corrida, logo depois se retirou do veículo.
Mexeu na bolsa procurando pela chave. Abriu a porta que dava acesso às escadas. Antes de subir retirou os sapatos. Seus pés doíam, Rosalie passava maior parte da noite de pé recebendo os clientes e conduzindo-os a suas respectivas mesas.
Desde que chegaram para morar ali, nunca tiveram vizinhos. A família Cullen não tinha interesse em alugar as três quitinetes vagas. Emmett e Rosalie agradeciam, por terem maior privacidade.
[...]
Enquanto isso, Emmett chegara ao restaurante em busca de sua namorada Rosalie Hale. Parou a moto, próximo à calçada, e retirou o capacete.
- Rose está lá dentro? – perguntou ao segurança que se encontrava na porta. Antes que o segurança lhe respondesse, Emmett olhou em volta procurando pelo carro suspeito, mencionado por Alice, mas não o viu. Isso o deixara apreensivo.
- Não! – respondeu o segurança. – Rosalie saiu faz alguns minutos. No mesmo taxi de sempre – concluiu.
- Droga! – Emmett resmungou, colocando o capacete de volta. – Obrigado! – agradeceu antes de olhar o trânsito e retornar para avenida.
[...]
Na quitinete, Rosalie ligou o som inserindo seu iphone, deixando tocar em som ambiente enquanto tomava um copo de leite, sentada no pequeno sofá de dois lugares.
De repente fora surpreendida por batidas na porta.
Sorriu consigo mesma, acreditando ser Emmett, afinal, quem mais bateria na porta sem antes chamar na porta do andar de baixo, se eles não tinham vizinhos.
Ainda usando seu uniforme de recepcionista, descalça, abriu a porta com sorriso aberto. No entanto esse sorriso se desfez tão logo vira que não se tratava de Emmett e sim do mesmo homem que a seguira mais cedo.
Sem mencionar uma só palavra, Rosalie empurrou a porta para fechá-la novamente, porém, Royce King fora mais rápido, barrando com o pé.
Nesse momento Rosalie Hale sentira seus batimentos cardíacos pulsarem em seus próprios ouvidos, tamanho o medo que sentira. O medo foi avassalador, chegando a lhe causar uma sensação nauseante.
A jovem assustada fez força na porta com seu próprio corpo, na esperança de conseguir fechá-la.
- Vamos, não seja tão difícil. Quero apenas conversar com você. Te conhecer melhor – Royce insistia.
Ainda segurando a porta, Rosalie respondeu.
- Quem quer conversar não vem para a casa dos outros uma hora dessas...
- É você está certa – confirmou Royce, cinicamente.
Rosalie Hale sentiu um frio estranho percorrer todo seu corpo, destruindo suas defesas.
- Vá embora! – sua voz soou um pouco trêmula denunciando seu medo, e isso não fora nada legal. – Não tenho nada para falar com você – insistiu. – Eu tenho namorado, por favor, se retire.
- Eu sei... Você já me disse isso hoje mais cedo. Assim como também sei que ele não está aqui. Ele trabalha pra mim.
Cansado de brincar de gato e rato, Royce empurrou a porta com tamanha força que Rosalie chegou a cair de encontro ao chão.
Na mesma posição que caiu, Rosalie rastejou se afastando. Seu coração parecia querer saltar pela boca a qualquer momento tamanho o medo que sentia.
Royce King dera um passo à frente, fechando a porta atrás de si. Com os olhos em choque, Rosalie conseguira ficar de pé, mas, antes que conseguisse correr para o quarto e se trancar lá dentro enquanto ligava para a polícia, Royce a agarrou pelos cabelos.
Rosalie gritou de dor e desespero. Respiração ofegante, denunciando o quanto estava amedrontada.
- Me solta. Vá embora, você vai se arrepender de estar fazendo isso. Me deixa em paz! – tentava soar autoritária, porém, seu timbre de voz estava fraco, sufocado pelo medo.
Royce King riu sadicamente.
- Não sabe há quanto tempo venho esperando por essa chance. Há quanto tempo te desejo em silêncio, mas hoje ao vê-la beijando aquele idiota do McCarty, você despertou minha ambição. Então você decidiu bancar a difícil comigo. Isso me deixou louco para possui-la – revelou passando a língua nos lábios de Rosalie, sua voz rouca de puro prazer. Seus olhos pareciam demoníacos.
Estava claro que Royce King era um homem sádico.
Por instinto, Rosalie cravou as unhas no rosto de Royce tentando se defender, chegando retirar um pouco de sangue em suas unhas.
Royce grunhiu de dor antes de esbofeteá-la com violência.
- Safada, selvagem. Vai ser um prazer te domar – arrastou Rosalie pelos cabelos atirando-a no sofá. A jovem com respiração ofegante, corpo trêmulo, mãos suando frio, tentou escapar, mas seu agressor a manteve presa forçando sua cintura fina.
No auge do desespero, Rosalie pediu por socorro.
- Socorro! Socorro! Por favor, alguém me ajude. Ai meu Deus, não permita que isso aconteça comigo... Não... Não...
Royce King parecia obstinado no que queria.
A garota que se guardara durante toda vida, para um único homem, estava agora tendo sua virtude ameaçada por um maníaco.
Desesperada, gritando por socorro, se debatendo nas mãos fortes de seu agressor, Rosalie Hale sentia as lágrimas percorrerem seu rosto chegando a sua boca deixando o gosto salgado confundido com o medo.
Sem prévio aviso, Royce arrancou o terninho que ela usava. Rasgou usando-o para fazer uma mordaça. Os olhos de Rosalie estavam em choque, era como se ela visse o próprio diabo a sua frente.
Com um brilho aterrorizante no olhar, Royce rasgou a camisa branca de botões na frente que Rosalie usava por baixo do terninho, revelando assim seu sutiã de renda, igualmente branco.
Usou a camisa branca de Rosalie para prender suas mãos no braço do sofá. Com a respiração ruidosa e ofegante Rosalie se debatia o máximo que seu corpo permitia. Levou alguns bofetões durante todo o processo em que era amarrada.
Royce deslizava suas mãos asquerosas por todo o corpo de Rosalie deixando marcas avermelhadas que possivelmente se tornariam roxas em breve.
Com a mordaça em sua boca, Rosalie resmungava coisas difíceis de entender. No entanto as lágrimas percorriam sua face como a nascente de um rio.
Com brutalidade rasgou o sutiã de Rosalie jogando-o no chão da pequena sala. Royce sentiu seus olhos arderem de prazer diante os seios fartos e firmes de sua vitima em potencial.
Rosalie Hale, no entanto, teve a impressão de que os olhos de Royce King brilharam feito duas bolas de fogo lhe dando a impressão de que ele era o diabo em pessoa. Jamais em toda sua vida Rosalie sentira tamanho medo de alguém.
Royce apalpou os seios de Rosalie com ambição e desejo obsessivo, prendendo os quadris da jovem entre suas pernas.
- Você é extremamente excitante – murmurou com o timbre de voz afetado.
Rosalie já podia notar o volume desproporcional dentro das calças de Royce King, o que lhe causou desespero ainda maior.
Royce deslizou as mãos sobre a barriga esguia de Rosalie, até alcançar o zíper de sua calça de linho preta.
Rosalie tentara deixar as pernas cruzadas o máximo possível, dificultando a retirada da calça e consequentemente de sua peça intima, que Royce arrancara de uma só vez.
Rosalie tossiu chegando a engasgar com a própria saliva. A mordaça e o choro lhe davam a sensação de estar sufocando. Um calor infernal tomava conta de seu corpo, mas não era nada relacionado com desejo, era o calor do desespero.
Royce interrompeu suas carícias ousadas e abusivas por alguns segundos, apenas para observar o corpo totalmente nu de Rosalie Hale a sua frente.
[...]
Enquanto isso Emmett estacionava a moto, de qualquer jeito, em frente ao sobrado onde dividia a quitinete com Rosalie.
Notando que a fechadura da porta que antecedia as escadas, estava quebrada, Emmett subiu a mesma pulando de dois em dois degraus. Já lá em cima se deparou com a porta fechada, mas sem tranca. Abriu de supetão.
Quando adentrou o local se deparou com Royce King de costas e sem camisa. Ao que parecia ele estava abrindo o zíper de sua própria calça.
McCarty acabara de descobrir o quão intensa poderia ser a sensação de puro ódio ao ver quem se ama sendo ameaçada daquela forma hostil e desrespeitosa.
O ódio que sentira ao ver a mulher que ama; a quem protegeu por toda a vida, sendo ameaçada daquela maneira sórdida, parecia exalar por seus poros de forma fulminante. Em instantes a respiração de Emmett se tornara ruidosa.
Presa por baixo do corpo de Royce, Rosalie o viu chegar.
Emmett viu o desespero explicito e o pedido mudo de socorro nos lindos olhos castanho, agora, avermelhados pelo choro.
Em passos largos Emmett alcançou as costas de Royce arrancando-o de cima de Rosalie no momento em que ele estava prestes a consumar o ato violento.
Emmett o atirou no chão, como quem dispensa um saco de lixo.
Pego de surpresa, Royce esbravejou algo que nem mesmo Emmett entendera.
Tomado pelo ódio descomunal, Emmett passou a agredir Royce fisicamente. A cada soco desferido na face de Royce King, era um filete a mais de sangue que escorria. O supercílio de Royce inchara quase que instantaneamente.
Os golpes eram ágeis e rápidos. Royce King nem ao menos teve a chance de reagir.
Rosalie em desespero resmungou algo indecifrável com a mordaça na boca. Seus braços ainda presos ao braço do sofá, que era de um modelo antigo. A jovem mantinha as pernas cruzadas com seu corpo curvilíneo completamente nu.
Se dando conta de que precisava tirá-la dali, Emmett deixou Royce ensanguentado e desacordado no chão da sala para socorrer seu único e grande amor, Rosalie Hale.
Retirou seu paletó preto que fazia parte de seu uniforme de trabalho como segurança do Pub e usou para cobrir o corpo nu de Rosalie, enquanto desamarrava suas mãos e consequentemente a mordaça de sua boca.
Com apenas o paletó de Emmett cobrindo parte de seu corpo, Rosalie ficou sentada assim que ele a desamarrou, agarrando-se ao pescoço dele, soluçando compulsivamente.
Emmett beijou os longos cabelos dourados de Rosalie, que estavam suados, devido todo seu esforço em se livrar do agressor. Fez um carinho nas costas nuas dela, em movimentos circulares, acalmando-a minimamente.
- Está tudo bem meu amor. Estou aqui agora... – sussurrou a seu ouvido protetoramente. Em seguida beijou ambos os pulsos de Rosalie que tinham marcas avermelhadas, consequência de sua luta para se soltar.
Royce continuava desacordado no meio da sala.
- Me tira daqui, Emm... – sussurrou com a cabeça apoiada ao ombro de Emmett, com lágrimas caindo na camisa branca que ele usava.
Emmett segurou o paletó ajudando Rosalie a vesti-lo, como quem ajuda a uma criança. Novamente Rosalie se agarrou ao pescoço de Emmett. Ele a pegou no colo e a levou para o quarto sem fazer esforço algum.
No pequeno quarto colocou Rosalie deitada sobre a cama. Sentou ao seu lado enquanto ligava para a polícia local.
Não demorou muito a viatura chegara. Levara Royce King como um bandido qualquer.
Delirando por conta da surra que levou, falava um monte de asneiras. Inclusive dizia ser inocente. Os policias não lhe deram ouvidos, apenas o empurrou no fundo da viatura.
Emmett fora convidado a comparecer na delegacia de polícia na manhã seguinte, na companhia de Rosalie para formalizar a denuncia e fazer o boletim de ocorrência.
Após a saída de todos que ali estiveram. Emmett guardou sua moto na garagem, depois fechou a porta de baixo de forma improvisada, uma vez que a fechadura estava quebrada. Porém a porta da quitinete fora fechada com chaves normalmente.
Retornara ao quarto, onde encontrou Rosalie deitada em posição fetal. Sentou-se ao lado dela fazendo carinho em seus longos cabelos dourados.
- Amor... Olha pra mim?! – pediu cautelosamente.
Rosalie, no entanto, nada respondera.
- Amor me permita cuidar de você?! Sei que está assustada, mas agora estou aqui e nada vai lhe acontecer, eu prometo.
Rosalie desfez a posição que se encontrava, só então olhou para Emmett.
- Obrigado... – murmurou com o timbre de voz rouco devido aos gritos por socorro.
- Não precisa agradecer amor. Só me deixe cuidar de você.
Exausta, Rosalie maneou a cabeça positivamente.
Emmett a pegou no colo novamente e a levou para o banheiro que ficava entre a cozinha e a sala.
Colocou Rosalie de pé embaixo do chuveiro que permanecia desligado. Passou as mãos no rosto dela secando as lágrimas que não paravam de cair. Lhe deu um beijo demorado na testa, demonstrando respeito antes de retirar o paletó que lhe cobria o corpo nu.
- Tudo bem? – sussurrou em forma de pergunta para ter certeza de que Rosalie não estava se sentindo invadida.
Sem mencionar uma palavra, ela o agarrou pela cintura em um pedido mudo de conforto, revelando sua confiança.
Emmett sentiu seus olhos arderem demonstrando sua emoção por vê-la tão frágil e desprotegida quase tanto quanto uma criança. A única vez que ele a vira tão devastada fora no dia em que ela chegara ao instituto e lhe cortaram os cabelos a força.
Ao ter certeza de que Rosalie se sentia totalmente à vontade com sua presença. Emmett abriu o chuveiro com o corpo nu de Rosalie colado ao seu, sem se importar em molhar sua roupa.
Logo que as primeiras gotas caíram em seus cabelos, Rosalie se afastou do corpo de Emmett, passando as mãos nos olhos. Seu rosto inteiro doía por conta dos bofetões que levara.
Emmett pegou a esponja de banho – em formato de rosa –, encheu de sabonete liquido passando por todo o corpo de Rosalie cujo as marcas avermelhadas se mostravam roxas, agora.
Devolveu a esponja ao local em que estava antes. Depois colocou uma quantia razoável de shampoo nas mãos massageando sobre os cabelos dourados de Rosalie. Depois do enxague repetiu o processo com o condicionador.
Depois de ter o corpo inteiro enxaguado, Emmett ajudou a por seu roupão de banho floral. Secou os cabelos de Rosalie com uma toalha branca felpuda.
Rosalie permanecia em silêncio com o olhar distante. Preocupado, Emmett a pegou no colo novamente e a levou de volta para o quarto.
Rosalie sentou no centro da cama. Emmett sentou atrás para poder lhe pentear os cabelos cuidadosamente. Com cuidado ele desembaraçou os fios dourados deixando-os totalmente lisos.
Emmett saiu da cama, foi até o guarda-roupa e de lá retirou uma camisa azul, sua. Em uma das gavetas pegou uma peça intima de Rosalie e a entregou junto com a camisa.
Sem se importar, pois não havia mais motivos para esconder seu corpo dos olhos de Emmett, ela retirou o roupão de banho e vestiu a calcinha, em seguida a camisa dele.
Antes que Rosalie deitasse, Emmett afofou seu travesseiro.
Aproveitou o momento em que Rosalie deitou, e ligou para Felix explicando por alto o que havia acontecido. Para que assim seu colega de trabalho resolvesse sozinho o que tinha que ser resolvido por lá. Pois ele não voltaria mais...
Ligação finalizada, Emmett retirou a roupa molhada e colocou o short de um pijama.
Retornou para a cama deitando ao lado de Rosalie, abraçando-a por trás. Rosalie virou para Emmett apoiando sua cabeça sobre o peito nu do homem que lhe transmitia tamanha segurança, como ninguém jamais conseguiria transmitir.
Permaneceram abraçados, Rosalie recebendo carinho nas costas até que caíra no sono. Emmett pouco tempo depois.
Notas finais
Gente que cara asqueroso, não? Por pouco Emmett não chega a tempo O.o Coitadinha embora não tenha consumado o ato, ele a machucou...
Alguém acha que ele fica muito tempo preso?
Embora seja um capítulo tenso, é um dos meus favoritos, não pela violência, mas sim pela forma como Emmett é cuidadoso com ela ♥
Vejo vocês nos reviews.
Recomendações são sempre bem vindas :)
Beijo, beijo
Sill
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