Amor Amigo

11 Capítulo 11 - Família de Coração


Notas iniciais
Capítulo especialmente para jujupattinson e Relsanli que recomendaram a fic e fizeram minha felicidade. Ameii cada palavra escrita meninas. Muito obrigada :)
Espero que curtam o capitulo :)

Na manhã seguinte Emmett fora despertado pelos primeiros raios de sol que cintilavam através do vidro da janela do pequeno quarto daquela quitinete. Na noite anterior sua mente estava tão atormentada com os últimos acontecimentos que se quer cogitou a hipótese de fechar as cortinas.

Aconchegada em seus braços fortes, Rosalie dormia serenamente, embora em sua face ainda houvesse um caminho de lágrimas secas. Com cuidado, Emmett afastara alguns fios dos cabelos dourados de Rosalie que estavam grudados na bochecha.

“Me perdoa por não ter conseguido chegar mais cedo até você, e ter evitado que aquele traste entrasse em nosso lar.” , pensou sentindo seu coração se comprimir dentro do peito.

Emmett suspirou antes de dar um beijo na testa de Rosalie e se retirar da cama. Saiu do quarto direto para o banheiro que ficava entre o quarto e a sala. Fez sua higiene matinal, depois parou diante do espelho se xingando mentalmente por quase ter chego tarde demais.

A imagem do asqueroso Royce King a centímetros de violar o corpo da mulher que ele ama – mais do que já havia feito –, invadiu sua mente lhe causando fúria em potencial.

“Maldito”, pensou antes de esmurrar a porta do banheiro, agindo por instinto esqueceu-se completamente que sua atitude poderia acordar aquela a quem ele tanto tentava preservar.

No quarto, Rosalie acordou assustada devido o barulho que Emmett causara.

- Emmett... – o chamou angustiada.

Sem pensar duas vezes, Emmett correu ao seu auxilio, pronto para defendê-la do que fosse preciso.

- Emmett... – ela ainda o chamava no momento em que ele entrara no quarto.

Emmett a encontrou de joelhos no centro da cama de casal, usando a camisa que ele lhe deu para vestir na noite anterior. A expressão de seu rosto era de puro pânico, algo como quando uma criança acorda assustada no meio da noite, saindo de um pesadelo tenebroso.

Emmett se aproximou da cama indo de joelhos até ela, e a abraçou. Isso fez com que a camisa que Rosalie usava levantasse um pouco atrás expondo sua peça intima.

- Não me deixe sozinha... – Rosalie sussurrou com a voz trêmula, só então Emmett se dera conta de que ela estava chorando novamente.

Afagando os cabelos dourados da mulher que ama, ele tentou reconfortá-la.

- Amor, por favor, não chore mais – afastou-se minimamente segurando o rosto de Rosalie entre suas grandes mãos másculas. – Eu estou aqui com você, meu anjo. Eu te amo e jamais irei te deixar, nem mesmo sob tortura.

Com os olhos marejados de lágrimas, Rosalie encarava o vazio.

- Olha pra mim, Rose – ele pediu cautelosamente para não soar autoritário. – Eu te amo mais que tudo nessa vida...

Rosalie o olhou, e então, lágrimas fizeram seu caminho já tão conhecido na face daquele anjo. Um tanto trêmula, ela uniu seus lábios lentamente aos dele. Emmett a manteve protetoramente entre seus braços sob o calor de seu peito forte, apreciando aquele selinho tão singelo, no entanto, tão repleto de amor.

E de repente o celular de Emmett tocou ali na mesinha de cabeceira, se tornando inconveniente mais uma vez.

- Atende. Eu vou ao banheiro... – disse Rosalie assim que separou seus lábios dos dele. Emmett lhe sorriu encorajando-a. Rosalie fez careta ao sair da cama, sentindo dor por todo o seu corpo, não havia um só músculo que não se sentisse esmagado.

- É a Esme – Emmett a informou assim que pegou o celular.

Rosalie esboçou um leve sorriso, satisfeita com o telefonema, mas, assim que abriu a porta do quarto e se deparou com o sofá – aquele móvel onde por pouco ela não foi violada sobre ele –, e suas roupas rasgadas sobre o carpete marrom. Seu coração acelerou forte contra o peito lhe deixando paralisada onde estava.

Com tanta coisa acontecendo, Emmett apenas quis cuidar dela, fazê-la se sentir segura, e em um deslize esqueceu-se de recolher as roupas rasgadas sobre o carpete da minúscula sala de estar.

- Oi Esme... – Emmett falava ao telefone, ficando em silêncio ao ver a reação de Rosalie. – Esme me dê um minuto, por favor – pediu deixando o celular sobre a cama desfeita. Saiu da cama ficando de pé atrás de Rosalie e lhe tocou os ombros. Rosalie tremeu diante o toque inesperado. – Está tudo bem amor, sou eu – Emmett seguiu o olhar assustado de Rosalie e parou diante o sofá de dois lugares. Os olhos da jovem estavam marejados de lágrimas. – Desculpa... – pediu se sentindo culpado. – Pode ir ao banheiro que eu cuido disso... – fez carinho nos cabelos dourados de Rosalie, que por sinal estavam bem bagunçados – dormir com eles molhados tão tinha sido uma boa ideia.

- Estou com medo... – Rosalie revelou apertando forte a mão de Emmett.

- Está tudo bem, Rose. Eu vou estar na sala e você pode deixar a porta entreaberta se assim quiser.

Segurando a mão de Rosalie, Emmett se aproximou da cama pegando o celular novamente.

- Pronto Esme, pode falar.

- Emmett querido, eu fiquei sabendo o que aconteceu... Deu no noticiário que Royce King foi preso, e Alice acabou ligando uma coisa à outra... Estamos todos preocupados. Carlisle quer muito ajudar vocês.

Emmett olhou para Rosalie ao seu lado, temendo mencionar Royce e ela se sentir ainda mais amedrontada.

Dando continuidade ao telefonema, Esme perguntou.

- Como ela está?

- Assustada... – respondeu cautelosamente.

Emmett a acompanhou até a porta do banheiro, onde Rosalie entrou e ele permaneceu do lado de fora falando com Esme ao telefone.

- Ela está machucada, todo seu corpo tem marcas roxas. Se eu puser minhas mãos novamente naquele desgraçado, eu juro que o mato sem dó nem piedade.

- Calma Emmett, por favor, não faça nada estando com a cabeça quente. Pense nela primeiro, em o quanto ela precisa de você. Não se arisque a deixá-la sozinha.

- Eu sei... E é só por isso que não o matei quando tive a chance – disse ele, trincando a mandíbula.

- Traz a Rose para passar o dia aqui conosco. Vai ser bom para ela sair um pouco do ambiente onde sofreu um grande trauma.

- Eu tenho que ir a delegacia com ela, mas depois passamos ai sim.

- Carlisle vai mandar o advogado da família, não vão estar sozinhos. E, por favor, querido, não diga que não precisa...

- Emm... – Rosalie o chamou.

- Esme, eu preciso ir, ela está me chamando. Dessa vez não vou negar sua ajuda. Obrigada por tudo, logo mais estaremos aí.

- Tudo bem querido, vai lá ver o que ela precisa. Até mais tarde. Diz para ela que mandei um beijo.

- Digo sim – Emmett finalizou a ligação, em seguida deu uma leve batida na porta do banheiro, mesmo estando entreaberta ele respeitou a privacidade dela.

- Oi amor – respondeu sem entrar.

- Traz uma toalha de banho para mim, por favor – pediu do box do banheiro onde estava.

- Eu já volto – disse Emmett retornando ao quarto em busca de uma toalha de banho limpa. Ao retornar ao banheiro, perguntou. – Posso entrar?

- Pode sim Emm...

Com a permissão concedida, ele entrou no pequeno banheiro, envolveu o corpo nu de Rosalie na tolha macia e perfumada, em seguida a abraçou carinhosamente.

- Você vai se molhar – disse ela com um leve sorriso.

- Não tem problema – respondeu, seguido de um beijo na testa de Rosalie. – Depois de irmos onde devemos ir, eu vou te levar para a casa de Esme, ela e Alice estão te esperando. Aliás, Esme lhe mandou um beijo.

Rosalie esboçou mais um sorriso. – Elas são pessoas bondosas, não é mesmo Emm?!

- São sim, meu amor – respondeu passando as mãos nos cabelos molhados de Rosalie. Devido à bagunça que estavam ela decidiu lavá-los novamente.

- Você vai ficar lá, não vai Emm?! – seus olhos a entregaram; em uma súplica muda, “Por favor, fica”.

- Claro que sim. Estarei o dia inteiro ao seu lado em qualquer lugar...

Ambos se retiraram do banheiro. Emmett permaneceu na sala enquanto Rosalie se vestia no quarto. Aproveitou o momento para recolher as roupas rasgadas que ainda estavam no chão sobre o carpete. Colocou alguns objetos que estavam no chão em seu devido lugar – consequência da briga de outrora com Royce King –, depois foi à cozinha passar um café.

Rosalie apareceu já pronta para irem à delegacia. Antes que ela se perdesse novamente nas memorias ruins, olhando para o sofá de dois lugares, Emmett chamou sua atenção.

- Vem cá!

Rosalie deu a volta em torno do balcão que dividia a sala e a cozinha – fazendo um ambiente conjugado –, ficando ao lado dele. Esse, por sua vez, a abraçou pela cintura.

- Amanhã nos fecharemos negocio com a imobiliária, aquele apartamento será nosso – disse próximo ao ouvido de Rosalie.

- Mas Emm, aquele apartamento é muito caro, não vai sobrar dinheiro algum para você financiar o carro – respondeu, deslizando suas mãos nos braços fortes de Emmett.

- Não importa. Sua segurança e seu conforto vem sempre em primeiro lugar.

Rosalie o abraçou apertado, seguido de um suspiro.

- Desde que te vi pela primeira vez naquele instituto, eu soube Emm que você era especial – Rosalie sussurrou contra o peito forte de Emmett.

- E eu sempre soube que te amaria, não importasse a circunstância – respondeu beijando o topo da cabeça de Rosalie.

O aroma do café fresco se espalhou pelo minúsculo apartamento, gerando o aspecto familiar.

- Eu vou tomar um banho rapidinho e já volto para tomar café com você – disse Emmett.

- Eu vou te esperar no quarto... Não quero ficar aqui sozinha – disse Rosalie se referindo ao cômodo onde seus olhos alcançavam as lembranças ruins.

- Está bem amor... – Emmett segurou a mão de Rosalie até ficarem em frente à porta do quarto, onde ela entrou e foi arrumar alguns documentos em sua bolsa.

Emmett entrou no banheiro deixando a porta entreaberta para o caso de Rosalie chamá-lo e não ouvir. Do quarto ela podia sentir o aroma do shampoo que Emmett usava. O mesmo aroma que lhe causava a sensação de conforto sempre que ele a abraçava.

[...]

Alguns minutos depois, Emmett entrou no quarto usando apenas uma toalha em volta da cintura, gotas de água ainda percorriam seus músculos definidos, causando a sensação de câmera lenta. Rosalie passou os dedos finos na extensão de seus longos cabelos dourados, disfarçando sua ansiedade em vê-lo se vestir.

- Hei – disse Emmett, notando que Rosalie ficara um tanto sem jeito. – Não fique assim... – Rosalie o olhou ainda sem coragem suficiente. Emmett lhe sorriu revelando covinhas encantadoras, enquanto se vestia totalmente à vontade.

Faltava pôr apenas a camisa, quando ele foi até Rosalie e lhe beijou levemente nos lábios.

- Eu te amo – disse entre o beijo. – Agora precisamos ir, ou do contrário, iremos nos atrasar.

- Eu amo mais – ela incitou. Emmett lhe fez um carinho no rosto, Rosalie fechou os olhos diante o toque. – Eu não sei o que seria de minha vida sem você... – Rosalie sussurrou assim que abriu os olhos visualizando a imagem de Emmett a sua frente.

- Em meio a tantas coisas ruins que nos aconteceu ainda na infância, ainda assim agradeço a Deus por ter me permitido conhecer você, Rose – disse ele.

- Você foi a única coisa boa que me aconteceu – disse Rosalie, enfiando as mãos nos bolsos de trás da calça que Emmett usava, enquanto iam até a cozinha.

- Não diz isso, Rose. Muitas coisas boas estão por vir. A começar por nosso apartamento novo. Um novo lar, uma nova vida...

- Emm, eu acho que talvez fosse melhor não gastarmos esse dinheiro agora... Sabe... Depois do que aconteceu, acho que você não será mais aceito no Pub.

- Dane-se o Pub, Rose. Mesmo se Royce não me demitisse, eu jamais colocaria meus pés naquele local novamente. E a questão aqui é a sua segurança. Não deixarei você sozinha nem um segundo aqui dentro. Eu te garanto que nunca mais você vai passar o que passou aqui nesse local. Emprego eu arrumo outro, sou saudável e tenho disposição para isso, mas amor de minha vida só existe você. Não posso correr o risco de vê-la sofrer novamente...

Rosalie enlaçou seus braços no pescoço de Emmett, ficando na pontinha dos pés. Roçou seu nariz ao dele em um beijinho de esquimó antes de juntar seus lábios em um beijo intenso.

Emmett a ergueu pela cintura colocando-a sentada sobre o balcão da cozinha. O gesto fez com que Rosalie exclamasse um gemido de dor, pois seu corpo estava totalmente dolorido – tanto da luta, quanto dos apertos de Royce King durante a tentativa violenta de abuso sexual.

- Desculpa – pediu Emmett, entre o beijo, massageando as laterais da cintura de Rosalie.

- Está tudo bem, Emm – Rosalie assegurou.

Emmett se afastou e serviu duas xícaras de café. Pegou algumas fatias de pão sem casca, margarina e queijo branco, sempre levando a mesa.

Rosalie observava ainda sentada no balcão.

- Emm, eu só quero o queijo – Emmett a olhou como se dissesse “Você precisa se alimentar”. – É sério Emm, não estou com apetite algum.

Emmett maneou a cabeça e se aproximou dela novamente, levando apenas o queijo e a xicara de café.

- Obrigado Emm – agradeceu com um sorriso, levando uma fatia de queijo a boca.

Emmett passou margarina em uma fatia de pão e comeu, sentado em um dos bancos ao lado de Rosalie.

Logo que terminaram o café da manhã, Emmett ajudou Rosalie a descer do balcão. Ela lavou a louça suja e ele secou e guardou em seu devido lugar. Só então desceram para a garagem onde Emmett guardava sua moto.

Já na garagem, Rosalie segurava os dois capacetes enquanto Emmett retirava a moto. Assim que Emmett deixou a moto na calçada, Rosalie fechou a garagem e guardou as chaves em sua bolsa. Com um sorriso afetuoso, ela colocou o capacete e subiu na moto, ao fazer isso sentiu seus músculos reclamarem mais uma vez de dor. Envolveu seus braços em torno da cintura de Emmett. Esse, por sua vez, fez um carinho nas mãos que tocavam seu abdômen definido, antes de dar partida na moto e sair pelas ruas de Nova Orleans.

[...]

Ambos passaram a manhã de um lado para o outro, resolvendo questões legais ao lado do advogado da família Cullen. Rosalie fez exame de corpo e delito antes de ir fazer seu depoimento sobre a tentativa de estrupo cujo advogado de Royce King alegava ser infundada.

Rosalie estava farta de estar naquela delegacia relatando com detalhes a fatídica noite. Agradeceu a Deus quando enfim pode se retirar daquele local. Emmett em momento algum deixou que ela se sentisse desamparada. Ele era seu alicerce, sua força.

Passava das quinze horas quando conseguiram ir para a casa dos Cullen.

[...]

Emmett estacionou a moto em frente à mansão. Antes mesmo que chegassem a tocar a campainha, Alice veio correndo encontrá-los. Abriu o grande portão de ferro ornamentado e abraçou Rosalie carinhosamente. Rosalie segurava seu capacete em uma das mãos, retribuiu o abraço, seguido de um suspiro de alivio, por estar ao lado das pessoas que ela tem extremo carinho.

Ambas entraram na mansão, abraçadas. Emmett foi logo atrás, após ter colocado a moto para dentro do grande jardim.

Assim que Alice abriu a porta Rosalie sentiu aquele perfume que lhe fazia lembrar seu antigo lar – a casa de seus pais na infância –, um sorriso iluminou seu rosto brevemente com a memória. Esme veio de braços abertos assim que as viu entrar na sala de estar. Abraçou Rosalie afetuosamente, como quem abraçava um de seus filhos.

Emmett chegou logo depois, e ficou parado ali apenas observando o seu anjo ser bem recebido, e constatar que eles tinham pessoas boas ao seu lado. Rosalie usava em seu pescoço o medalhão que pertencera a sua mãe. Esse sem dúvida havia sido um dia o qual ela precisava senti-lo próximo a seu peito lhe dando força.

- Vai ficar tudo bem, querida – Esme lhe assegurou depois do abraço. Então ela olhou para Emmett que estava ali quietinho e o abraçou com o mesmo carinho que abraçara Rosalie anteriormente.

Isabella, namorada de Edward, irmão mais velho de Alice, também estava lá e veio recebê-los.

- Hei não fique triste – disse Isabella ao abraçar Rosalie, que tinha uma expressão distante no rosto. – Você tem o melhor namorado do mundo. Quer dizer o segundo, porque o primeiro é o meu – Rosalie esboçou um leve sorriso. – E também tem as amigas mais loucas. E essas loucas estarão sempre aqui para o que você precisar. Porque amigos não são apenas para te fazer sorrir, mas sim para estar ao seu lado mesmo quando tudo estiver desabando. Mesmo quando o sorriso estiver coberto por uma nuvem de tristeza. Estaremos sempre com você e por você, não importa aonde. Jamais esqueça isso.

Rosalie piscou e algumas lágrimas vieram à tona.

- Oh meu bem, por favor, não chore – Esme pediu, passando as mãos nas bochechas de Rosalie secando as lágrimas recentes.

Emmett sentia-se bem em saber que se algum dia ele não pudesse cuidar de seu anjo, alguém faria isso por ele.

- Estávamos esperando por vocês, para almoçarmos todos juntos – disse Esme.

Alice saltitou ao lado de Rosalie. – Vamos passar à tarde, tipo, uma noite de festa de pijama. Vamos fazer as unhas, cuidar dos cabelos e falar dos garotos...

Rosalie olhou para Emmett, que maneou a cabeça positivamente.

- Depois vocês estão livres para fazer o que quiserem, mas agora estão todos intimados a almoçar – disse Esme com autoridade de mãe.

Ambos seguiram para a sala de jantar onde o almoço seria servido. Esme foi à frente conversando com Emmett. As garotas foram logo atrás falando bobagens, tentando distrair Rosalie.

- Emmett querido, eu me sinto lisonjeada por fazer parte da vida vocês. Você sempre foi um garoto incrível e hoje um homem com todas as honras merecidas. Deus não se enganou quando fez com que vocês se encontrassem naquele instituto. A Rose precisa de você, mesmo que ela tenha a todos nós, você é o que ela realmente precisa – disse Esme, notando que Rosalie sempre buscava Emmett com o olhar.

- Obrigado – ele agradeceu um tanto sem jeito.

As garotas se juntaram a eles e sentaram à mesa.

Enquanto se serviam, Esme disse. – Eu gostaria que vocês dormissem aqui hoje. Vai ser bom para a Rose...

- Obrigado Esme – Emmett agradeceu mais uma vez. Rosalie o olhava com olhos brilhando. Emmett segurou sua mão sobre a mesa, afetuosamente, e ela lhe sorriu.

[...]

Depois do almoço Alice e Isabella arrastaram Rosalie para o quarto no andar de cima. Emmett ficou conversando com Esme a respeito dos planos futuros ao lado de Rosalie no novo apartamento.

No fim da tarde Carlisle chegou na companhia de Edward. Carlisle estava fechando negócios envolvendo a rede de restaurantes da família, e Edward o acompanhou. Pai e filho se uniram a conversa, oferecendo ajuda financeira para o que fosse preciso. Mas o orgulho de Emmett sempre o impedia de aceitar além do básico que lhes fora oferecido no passado.

Emmett sempre fora o tipo de garoto esforçado que só aceita o que for consequência de seu trabalho, defeito ou não, era isso que ele acreditava ser certo. A única exceção fora a quitinete onde ele vive até hoje na companhia de Rosalie.

[...]

Na hora do jantar todos se juntaram à mesa novamente. Durante o jantar Carlisle ofereceu emprego a Emmett em um dos restaurantes da família. Emmett aceitou, afinal era um emprego e ele realmente precisava, já que trabalhar no Pub agora fazia parte de seu passado. Possivelmente ele arrumaria em breve emprego em outro Pub.

Rosalie sempre recebendo carinho e atenção de todos daquela casa. Depois do que aconteceu todos acreditavam que ela precisava de maior atenção.

Isabella acabou ficando para dormir na casa dos Cullen, pois Alice insistiu em fazer uma festa do pijama. A pequena serelepe encheu a sala de vídeo com travesseiros e cobertores, onde todos, exceto Carlisle e Esme, passaram a noite.

Rosalie dormiu com a cabeça apoiada ao ombro de Emmett em meio a um monte de almofadas e travesseiros. Isabella abraçada a Edward, e Alice, por sua vez, abraçada a seu coelho de pelúcia.

No meio da noite Alice murmurou. “Eu aceito ser sua namorada Jazz, mas você tem que aceitar o Thaby”.

Thaby é o coelho de pelúcia que Alice tem desde criancinha. Uma parte importante de sua infância recente.

- Cale a boca, Alice – Edward resmungou, batendo em Alice com o travesseiro.

- Mamãe... – Alice resmungou de olhos fechados. – Não me bate só porque eu quero ser a namorada do Jazz.

- Louca – Edward murmurou, contendo o riso para não acordar os outros.

- O que foi? – Isabella perguntou.

- É Alice falando dormindo – ele respondeu em um sussurro.

Isabella ergueu a cabeça e olhou em direção onde Alice dormia.

- Thaby, mamãe está brava... – Alice murmurava. Isabella tapou a boca com uma das mãos voltando a deitar ao lado de Edward.

- Ela está sonhando – Isabella sussurrou antes de fechar os olhos novamente, tentando dormir.

Do outro lado da sala de vídeo, Rosalie acordou se debatendo nos braços de Emmett. Certamente pesadelos a atormentava.

- Shiii... Está tudo bem, amor. Estou aqui com você – Emmett sussurrou ao pé do ouvido dela acalmando-a.

Aos poucos Rosalie fora se acalmando e ficando confortável novamente, rendendo-se aos sonhos por vezes turbulentos.

Notas finais
A Esme apareceu ♥ tão amorosa, tão calorosa, não acham?
O que acharam do capítulo? Deixem suas impressões mesmo que curtinha. Não seja fantasma. Fantasmas só são legais em desenhos animados, no demais, não.
Beijo, beijo
Sill