Amor

6 Decisão


Outro dia de escola. Atravessando os portões, com o prédio de vários andares de vidro e metal a sua frente, Nagisa havia tomado providências.

Dessa vez seu sutiã tinha cores pouco chamativas e sem bolinhas.

Ela olhava para os estudantes que estavam entrando junto com ela, procurando por qualquer garota da sua classe. Na reação de uma delas poderia haver um aviso de alguma brincadeira que elas estivessem preparando quando chegasse.

É por causa do Hidaka-kun.

O que Ayako havia dito era perturbador. Se ela seguisse o conselho muitos problemas seriam evitados, mas o que seria de Aki? Quantas possíveis amizades ele perdeu por causa disso?

Será que é por isso que ele valoriza a ‘amizade’ com Kuroki-kun? Ninguém deve mexer com ele.

Perdida em suas idéias, Nagisa mal se deu conta que estava quase na sala de aula. Era melhor se preparar para o pior.

“Ei você.”

Nagisa olhou para o lado e viu um garoto recostado contra o painel de vidro, com as mãos no bolso. Ele tinha olhos azuis e cabelo escuro, com um pequeno rabo de cavalo. Acima de seus lábios e em seu queixo já havia os primeiros sinais de barba.

Era Sanjuro. “Me segue.”

Com o garoto pegando a mala dele e andando, ela ficou confusa, mas decidiu por segui-lo. Eles chegaram em um corredor onde havia mais alunos dentro das salas do que o contrário.

O garoto se virou e fez estalos com os dedos. “Chega mais perto. Depressa.”

“O que você quer?” perguntou Nagisa, temerosa.

“Pensei que você soubesse...” Sanjuro olhou em volta e abriu a sua mala, retirando um sutiã laranja com bolinhas roxas.

Nagisa ficou boquiaberta, alternando seu olhar para o sutiã e para os olhos do garoto.

“Não olha assim pra mim,” disse Sanjuro, oferecendo o sutiã, “minha namorada pediu pra eu te entregar. Parece que vocês se tornaram amigas de um dia pro outro...”

“Mais ou menos...” Envergonhada, Nagisa recebeu a roupa íntima. “Obrigada, Sanjuro-kun.”

O garoto esfregou sua mão na calça. “Vê se lava isso bem.”

“Por quê?” Nagisa cheirou o sutiã, ele estava com um odor desagradável que lembrava o interior de uma lixeira.

“Não pergunte.” Sanjuro partiu.

Vendo ele se dirigir para a sala de aula, Nagisa colocou o sutiã o mais rápido possível em sua mala e fez o mesmo. Ao se aproximar, constatou que a maioria dos alunos já estava lá dentro, incluindo Aki. Ela respirou fundo e se esforçou em manter uma expressão confiante antes de entrar.

Chegando a sua carteira, ela notou Sanjuro conversando com Ayako, que olhava em sua direção. Ela acenou com a cabeça e se sentou. Nem procurou pela garota que havia pedido seu sutiã no vestiário, talvez fosse melhor assim.

Takuma entrou na sala com pressa, já anunciando. “Aki! Você tá devendo!”

A sala toda olhou para o garoto loiro e franzino, que respondeu, “Devendo? Mas eu paguei.”

“Não tudo.” Takuma ficou de pé ao lado da carteira de Aki. “Faltou o fliperama de ontem à noite.”

Aki abaixou a cabeça, nervoso. “Mas eu nem participei disso, já estava muito tarde. Eu precisava voltar para casa.”

“Você é um de nós.” Takuma deu um tapa na carteira. “Seja homem e honre suas dívidas.”

Relutante, Aki se levantou e abriu a sua mala, retirando todo o dinheiro que pode encontrar. “Aqui.”

Takuma pegou e colocou no bolso. “Tem mais?”

Aki arregalou os olhos. “Quantos vocês gastaram lá?”

“Se tivesse ido teria uma idéia melhor. Isso aqui não dá nem pro cheiro.” Takuma sorriu. “Ou você tá escondendo, né? Seu espertalhão.”

Alguns alunos da sala começaram a rir.

Ayako suspirou e cobriu a face.

Nagisa já estava tensa.

“Não! Eu não tenho mais dinheiro,” disse Aki.

Porém Takuma fez que não ouviu, invadindo os bolsos do uniforme. “Talvez esteja aqui.”

Aki segurou o braço dele. “Não! Para!”

“Quem sabe na calça...” Takuma começou a revistar.

“Não!” Aki tentou se afastar.

Aki podia ter crescido, mas diante de Takuma, era como uma criança lutando contra um adulto. Nagisa se sentia compelida em sair de sua carteira e intervir, mas então ela notou os outros alunos se aglomerando aonde os dois estavam.

Nenhum deles, no entanto, estava ali para ajudar.

“Ahh!” Aki caiu no chão enquanto Takuma tentava puxar a sua calça. Ele se debateu e deu pontapés a esmo.

Para a diversão de Takuma. “Ahahaha! O que você tá tentando esconder aí?” Usando mais força, ele deu um último puxão.

Mas foi bem mais que a calça.

As garotas arregalaram os olhos e ficaram boquiabertas, algumas se viraram, mas uma delas não pôde deixar de comentar quanto ao que via. “É tão pequininho...”

Takuma continuava a rir. “Haha... Mas que porra é essa?”

Os garotos começaram a anunciar, “O Hidaka perdeu a cueca! Vem! Vem!”

Nagisa não acreditava no que ouvia. Não era assim antes. O que havia acontecido com a sala? Era como se cada um tivesse um pouco de Takuma também.

“Nãoooo...” Aki chorava, enquanto tentava cobrir sua genitália com as mãos.

“Agora sabemos o porquê de você ser marica.” Takuma cutucou com a ponta de seu calçado. “Até o meu gato tem bolas maiores que a sua.”

Aki fechou as pernas o máximo que pôde e rolou pelo chão.

“Tu tá parecendo uma minhoca. AhahahaHAHAHA!”

Nagisa segurou com firmeza o tecido de sua saia. O que ela poderia fazer? Não poderia terminar na mesma situação?

Ayako não agüentava mais. “Kuroki! Dá pra parar com essa baixaria?”

“HAHAHAhahaha... Eu... Eu não consigo... hahahaha...”

Sentando em sua carteira, Sanjuro disse, “O professor vai chegar.”

Isso bastou para que Takuma parasse de sorrir. Os dois se entreolharam por um longo período, fazendo com que a sala ficasse em silêncio.

“É sério,” Sanjuro voltou a falar, “você sabe que ele é pontual.”

“É, eu sei...” Takuma assentiu.

Os alunos também, tantos que eles começaram a voltar aos seus lugares.

Aki já estava puxando sua calça de volta quando foi puxado pelo braço.

“Levanta!” Takuma começou a remover a poeira do uniforme do outro garoto. “Você sabe que fiz isso como amigo, né? Como um aviso.”

Aki ficou de cabeça baixa, esfregando o rosto.

Takuma chegou mais perto e cochichou no ouvido dele, “Se fossem eles que tivessem te cobrando agora, você poderia perder bem mais que a sua dignidade.”

Como Sanjuro havia avisado, o professor entrou na sala. “Bom dia.” Então notou Takuma com Aki. “O que está havendo?”

Takuma se virou para ele, sorrindo, “Nada, só estou ajudando ele com a calça. Ela fica caindo.”

O professor olhou Aki. “E você chorou por causa disso?”

Algumas risadinhas puderam ser ouvidas na sala de aula.

O professor então encarou a turma para que silenciassem.

Aki esfregou ainda mais o rosto. “Não... eu... desculpe...”

“Não precisa se desculpar, é normal na sua idade, seu corpo está mudando,” disse o professor, “Você só precisa conversar com a sua família para rever tamanho das suas calças.”

“É claro que ele vai fazer isso.” Takuma deu tapinha nas costas de Aki e foi se sentar em sua carteira.

“Sim...” O garoto loiro também se sentou.

“Isso pode acontecer com qualquer um,” anunciou o professor para a sala, “por favor, tenham consideração por ele.”

Naquele momento Nagisa queria berrar, dizer que era mentira, mas ela sabia que seria uma voz contra dezenas.

/人 ‿‿ 人\

No intervalo, Nagisa estava no refeitório dentro da escola, sentada à mesa com um casal, com um assunto em mente. “Estou preocupada com o que está acontecendo.”

“Eu sei,” respondeu Ayako, “eu fico com vergonha com tanta infantilidade em nossa sala, mas nada se pode fazer. Tente se acostumar.”

“Eu não vou me acostumar com o sofrimento de Hidaka-kun,” Nagisa disse com firmeza.

Sanjuro terminava de comer seu macarrão, “Hmmm... Garota, vou deixar isso bem claro. O problema não é o Takuma, é com aquele viadinho sem atitude.”

Ayako olhou para ele, “Olha a boca.”

“Mas a sala inteira está contra ele.” Nagisa olhou para o seu pote de comida. “Ele até está comendo a comida dele, que era para o intervalo, antes de chegar à escola.”

“Ele está fazendo isso?” Sanjuro ficou surpreso, sorrindo. “Será que eles cobraram a comida dele como tributo?”

“Tributo...” Nagisa ficou confusa.

Ayako comentou para o seu namorado, “Ela não sabe.”

Nagisa sentiu um aperto no coração.

Foi Ayako mesma que revelou, “Hidaka-kun está em uma gangue junto com o Kuroki.”

“O-O quê?!”

Sanjuro continuou, “Eles se encontram com os caras depois da aula, quase todo o dia.”

Nagisa precisava saber mais. “Você faz parte dessa gangue também? Você é amigo do Kuroki-kun.”

“Amigo...” Sanjuro balançou a cabeça e sorriu, mas depois ele semicerrou o olhar. “Como sabe disso?”

Nagisa abaixou o olhar. “Eu deduzi. Ele parece dar ouvidos para você...”

“Nós não somos tão amigos agora,” disse Sanjuro, “mas sim, eu fiz parte da gangue. É até bom que aquele marica esteja com eles, talvez ele aprenda alguma coisa.”

Ayako revirou os olhos. “Aham! Com um bando de delinqüentes...”

“Eu já te disse que eles são mais que isso!” Sanjuro abriu os braços, apontando para as paredes de vidro. “O que é essa escola é pra vocês, hein? Isso aqui é uma bolha.”

“Vai começar...” Ayako suspirou.

Apesar da reação da outra garota, Nagisa continuou a ouvir atentamente.

“Existe um mundo lá fora, nas ruas, cheias de pessoas tentando ganhar a vida.” Sanjuro mostrou sua mala. “Só que isso você não vai encontrar em um livro. Eles botam nossas vidas nos trilhos, esperando que a gente se torne peões obedientes.”

“Em outras palavras: ter um emprego é ruim,” disse Ayako, sorrindo.

Ignorando o sarcasmo, Sanjuro cutucou sua própria cabeça, “Eu quero pensar, eu quero querer! A vida de um homem é uma das poucas coisas que não podem ser roubadas, não vou deixar que essa sociedade a estrague.”

Ayako cruzou os braços e virou cara. “Às vezes eu me pergunto por que eu sou sua namorada...”

“Por que eu estou certo,” Sanjuro respondeu sem hesitar.

Ayako elevou a voz, “Ser livre? Ser independente? Legal... mas não para ficar vandalizando e roubando.”

O garoto colocou as mãos atrás da cabeça e alongou o pescoço, falando com plena calma, “São testes de coragem. Leis não são criadas apenas com boas intenções, nós temos que estar preparados para quebrá-las. A força está na nossa vontade.”

“Nossa... Vocês criaram uma seita mesmo,” Ayako comentou com desgosto.

Nagisa ficou estarrecida, “Hidaka-kun... está roubando...”

Sanjuro quase riu, “Relaxa, se ele tivesse passado em algum teste, ele não estaria pagando tributo. A gangue tem uma hierarquia de respeito e ele deve estar lá embaixo.”

Nagisa então questionou, “Você saiu da gangue?”

“Sim.” Sanjuro ficou sério, “Eu não tenho nada contra eles, foi por causa do que Takuma fez com o nosso amigo.”

“Ogai...” disse Ayako com melancolia.

Nagisa parou de respirar. De fato, Takuma tinha dois parceiros, porém ela não tinha visto aquele garoto baixinho e gordinho na escola.

“Ele era fraco que nem aquele marica, mas ele tinha coisas legais e bom gosto... Eu gostava dele.” Sanjuro rangeu os dentes e pressionou os lábios. “Takuma nos convidou pra gangue. Quando eu soube sobre o negócio do tributo, eu falei pro Takuma não dizer pra eles que Ogai vinha de uma família rica. Sabia que ia dá merda.” Com ambas as mãos, ele puxou o seu cabelo para trás e balançou a cabeça. “Ele me prometeu, mas não cumpriu. Ele queria ganhar respeito na gangue, sabe.”

Nagisa continuou tensa, “O-O que fizeram com ele.”

“Eles começaram a extorquir ele, claro. O que mais seria?”

“Tá vendo?” Ayako ergueu suas sobrancelhas para Nagisa, sorrindo. “E ele acha esses caras legais.”

Sanjuro retorquiu, “É porque Ogai não tinha passado em nenhum teste ainda! Ele é um covarde, mas Takuma devia ter dado mais tempo. Se os caras respeitassem ele, Ogai não teria passado por isso.”

“E ele não saiu da gangue depois disso?” Nagisa perguntou.

“Não é fácil sair,” disse o garoto, com um semblante de desapontamento, “os caras ameaçaram que iam invadir a casa dele se ele parasse de trazer dinheiro. Isso continuou até que a família descobriu. Então eles sumiram, saíram da cidade.”

“Eles devem ter ficando com muita vergonha do filho,” Nagisa ponderou, “deve ter sido horrível para ele.”

“E Takuma nem se desculpou.” Sanjuro estava rancoroso. “Por isso que me afastei dele. Foi nessa época que Ayako começou a falar mais comigo.”

“Quando Ogai parou de vir para a escola e Sanjuro não estava andando mais com o Kuroki, eu fiquei curiosa.” A garota sorriu para Nagisa. “Tinha que ver como ele estava, parecia um cachorrinho carente.”

“E você me adotou,” o garoto comentou.

“É...” Ayako franziu a testa. “Mas estou pensando se não devo abandoná-lo na sarjeta.”

“Só se não quiser mais ver o seu coração, pois eu já o roubei.”

Ayako deu uma cotovelada. “Seu besta!”

Ele sorriu, mas então notou a tristeza na outra garota. “Bem... Eu e Ayako começamos a namorar e usei nossos encontros e compromissos como desculpa pra não se encontrar com eles. Foi assim que eu saí.”

Ayako o abraçou. “Pode se dizer que eu resgatei ele.”

Nagisa voltou a perguntar, “Depois disso ele convidou Hidaka-kun?”

“Isso mesmo,” Sanjuro afirmou, “eu era um ‘seguidor’ de Takuma na gangue e ele deve ter perdido respeito com a minha saída. Ele deve ter ficado desesperado para ter convidado o marica.”

“Ele prometeu para o Hidaka-kun que iria parar com as brincadeiras e se tornar amigo dele,” Ayako complementou, “claro que isso não durou muito tempo, não é primeira vez que Kuroki quebra promessas.”

Nagisa levou ambas as mãos ao peito, baixando a cabeça. “E o que será que eles estão fazendo com ele?”

“Takuma deve estar protegendo ele por hora.” Sanjuro se levantou de seu assento. “Mas cedo ou tarde o marica vai ter que provar que faz parte da gangue.”

Ayako também se levantou, pegando a sua mala. “É triste, mas realmente não tem o que fazer. Isso está além dos portões da escola.”

“É melhor você desistir,” Sanjuro continuou, “ele cavou o buraco em que se meteu. Você só pode rezar que ele vire homem com isso, mas eu duvido muito.”

O casal se despediu de Nagisa, deixando ela sozinha enquanto guardava suas coisas na mala. Ao terminar, no entanto, ela continuou sentada.

Desistir.

Suas unhas arranharam a mesa, enquanto as gargalhadas e conversas das pessoas em volta se silenciavam. O cheiro da comida, tão prevalecente, dava lugar ao antisséptico.

Passos, passos apressados no frio e duro piso ecoavam pelo corredor. Misturado ao apito das máquinas e o compressor do respirador, formavam uma sinfonia do pesar.

Em tal ambiente, mesmo o olhar singular de Nagisa perdia as suas cores.

/人 ‿‿ 人\

Tocou o sinal.

Era a última aula e era hora de ir embora, mas Aki se manteve em seu lugar.

Takuma chegou até ele. “Me espera no portão? Eu vou trocar umas idéias com uns caras na outra sala.”

“Vai recrutar eles?” Aki olhou com raiva.

“Ei! Com esse pouco dinheiro que tu me deu, eu vou ter que convencer eles pra não fazer nada contigo.” Takuma bateu em seu próprio peito e apontou para o garoto loiro. “Eu tô encrencado por causa de ti, você é minha responsabilidade.”

Aki balançou a cabeça, suspirando e sorrindo.

“O caminho para se tornar um homem não é fácil, eu te avisei.” Takuma foi enfático. “Esses caras podem ser a sua última chance, não dê mancada. A força está na nossa vontade.”

Aki virou a cara e permaneceu quieto, até sentir seu cabelo sendo espalhado.

“Me ouviu?”

“Sim...”

“Me espera no portão.”

Aki olhou para o Takuma saindo da sala. Ele não sabia quanto tempo ele ficaria com os caras da outra sala, então era preciso se apressar. Contudo, seu corpo estava pesado, sua mala estava pesada...

Com muito esforço, Aki alcançou o pátio da escola, com o portão a vista. O céu estava limpo, um dia perfeito para andar pela cidade, mas naquele momento ele preferia voltar a ser como era antes, chorando em silêncio em seu quarto. Era melhor ter medo do amanhã do que do presente.

“Hidaka-kun!”

A garota com olhos estranhos apareceu em sua frente. Aki já tinha idéia do que se tratava. “Olha, Momoe-san, eu não quero conversar sobre o que aconteceu. Eu... preciso voltar pra casa.”

Nagisa gesticulou. “Não é nada disso! Eu entendo que é algo entre você e o Kuroki-kun. Não quero me intrometer. O que eu... quero dizer é outra coisa.”

“Outra coisa?” A garota estava bem sorridente, deixando Aki mais curioso. O que poderia ser?

“Sim, o que eu quero falar... é... é... hmmmm... é...”

Aki observou garota flexionar os joelhos repetidas vezes e ficar mexendo no cabelo. “Momoe-san?”

“Ai! Essas coisas a gente tem que dizer de uma vez só. Hahaha...”

“Ok.” Aki olhou para trás. “Me conta isso amanhã, eu realmente preciso ir.”

“Não! Tem que ser agora!” Nagisa cerrou os punhos e deu um longo e profundo respiro.

Aki olhou para ela de volta. A garota abriu um grande sorriso, mas face estava tão tensa que mais parecia uma careta. Ele não pode deixar de murmurar para si mesmo, “É... Você está me assustando agora...”

“Posso ser a sua namorada?”

Notas finais
Próximo capítulo: Estrada para o inferno