Amor é bem complicado...
8 Débora?
Notas iniciais
– O que faz aqui Gil? – Pergunta Cat já que geralmente quando chegavam ele estava em seu escritório e só aparecia ali quando já tinha os casos para divisão. Ele apenas levantou a caneca de café mostrando a ela.
– E já está com os caso? – Perguntou Nick.
– Sim. Estão aqui. – Disse tirando três cartões do bolso, fez a divisão e se colocou em um caso com Cat, Nick com Sara e Greg com Warrick.
Catherin logo que estão no carro pergunta:
– Então Gil, como vai Rach?
– Não sei! Estamos separados.
– Como assim? Desde quando?
– Há uma semana.
– Por isso aquela cara quando chegamos? Ela terminou contigo?
– Não, eu terminei com ela, minha cara era por conta de outros problemas. – Grissom temia dar muita corda para Cat, sabia que ela iria perguntar até acabar sua curiosidade.
– Já vi que não quer falar nada! Tudo bem, só tome cuidado...
Depois disso ela não tocou mais no assunto e eles foram para o caso que precisava ser resolvido. Ao contrario do que imaginava seu caso foi bem mais complexo e ele precisou dobrar o turno, todos já tinham ido para suas casas ficando só ele e Cat quando ouviu do interfone do laboratório:
– Doutor Grissom por favor comparecer a recepção. Doutor Grissom por favor comparecer a recepção
Achou estranho mas pediu a Cat que segurasse as pontas enquanto iria ver o que acontecia. Chegando a recepção para sua surpresa deu de cara com Débora na recepção.
– Débora? Que surpresa! Sara Sabe que está aqui?
– Olá doutor Grissom! Não, queria fazer surpresa, o problema é que pensei que ela ainda estaria aqui e não sei onde ela mora.
– Isso não é problema. – Pediu a Judy um papel e caneta e anotou o endereço de Sara entregando a Débora. – Acredito que ela estará em casa, caso não esteja e precise de algum lugar para ficar me ligue que providencio um hotel pra você, meu numero está anotado aí.
Débora pegou o papel assustada com o fato de ele saber de cor o endereço de Sara e de se mostrar tão prestativo com ela, eles se conheciam através de Sara, mas não tinham nem uma intimidade.
– Obrigada! Até mais. – E foi se retirando meio sem jeito.
Grissom havia alimentado por Débora uma grande admiração depois de ouvir de Sara o quanto ela representa na vida dela, por isso sentia como se já fossem amigos.
No apartamento de Sara...
Ela tinha acabado de tomar café e tomar banho, estava arrumando algumas roupas no guarda roupas novo quando a campainha tocou. Ela foi abrir e quase mata a pobre Débora ao se jogar em seus braços, elas entraram e conversaram bastante até o horário do almoço, pediram uma refeição em um restaurante próximo e depois disso Sara mostrou a Débora o quarto “dela” que havia prometido e foi dormir, tinha que trabalhar logo mais.
A noite quando aprontava o jantar para as duas perguntou a Débora se não gostaria de visitar o laboratório e conhecer seu amigos, Débora aceitou meio relutante e depois de jantarem se encaminharam ao laboratório. Chegando lá deixou Débora na recepção e foi procurar Grissom para lhe pedir uma autorização de visitante para que Débora pudesse entrar. Chegou ao escritório dele e disse:
– Oi? Posso entrar?
– Claro! Já viu Débora?
– Já! Ela me contou que veio até aqui você deu meu endereço a ela. Queria saber se ela pode receber uma autorização de visitante, queria apresentá-la aos outros.
– Tudo bem, diga a Judy que autorizei.
– Obrigada! E mudando de assunto como está?
– Cansado, mas gostaria de tomar café com vocês depois do expediente.
– Débora vai visitar uma filial do projeto que ela faz parte amanhã bem cedo, então seremos só nos dois. Tudo bem?
– Melhor ainda! – Dito isso ela lhe respondeu com um sorriso e foi até a recepção para pegar Débora.
Minutos depois as duas entravam na sala de convivência onde já estavam todos menos Grissom.
– Boa noite gente!
– Boa noite! Responderam todos.
– Essa é Débora, minha grande amiga que mora em San Francisco. – Disse sentando junto com Débora.
– Olá! – Disse ela.
– Então Débora, você é a famosa amiga que tanto Sara fala? – Disse Cat.
– Bem, sou amiga dela, mas não sabia que ela falava tanto assim de mim.
– O que faz da vida Débora? – Perguntou Nick.
– Sou professora na faculdade de San Francisco, e participo de um projeto social.
– O que ensina? – Foi a vez de Warrick.
– Depende da grade ou do semestre, sou assistente social formada e especializada na área de abandono infantil, mas posso lecionar diferentes tipos de cadeiras. A ultima que terminei mês passado era sobre o tratamento adequado a crianças traumatizadas por violência doméstica.
Nesse momento Grissom entrava na sala com os casos a serem divididos e pegou o fim da conversa.
– Hum... Você poderia ser de grande ajuda em alguns casos sabia Débora?
– Mesmo?
– Tenho um caso que talvez você possa me ajudar, mas não hoje, quem sabe amanhã?
– Claro. Tem uma copia do caso para que eu possa dar uma olhada?
– Sim. Antes de irmos aos casos lhe entrego, está a minha mesa. Quanto a vocês... Sara, Nick e eu iremos a possível triplo homicídio, Cat, Warrick e Greg um corpo achado no deserto.
Todos assentiram e se levantaram para seguir com o trabalho. Sara parou ao lado de Débora e lhe entregou as chaves de seu carro.
– Vai no meu carro que amanhã vou de taxi. Lembra o percurso?
– Sim, não fica tão longe, mas posso muito bem pegar um taxi Sara. – Sara revirou os olhos e colocou a chave na mesa a sua frente saindo da sala e acompanhando Nick que já estava indo para o carro.
– Aguarde um instante Débora que já volto com o arquivo.
– Ok!
Enquanto Grissom foi buscar o arquivo Débora se levantou para ficar no ponto de sair assim que ele voltasse, então ouviu duas moças vestidas em jalecos fofocando na porta de frente a que estava.
– Ei Wendy, você viu outro dia quando a Sara tascou um beijo no rosto do Grissom aqui na sala de convivência?
– Vi! Fiquei pensando o que a mulher dele acharia se presenciasse aquilo...
– Nem me fale, agora nunca pensei que a Sara fosse se prestar a esse papel, parecia ser uma garota seria.
– Ai Mandy, melhor nem comentar, vai que alguém ouve.
Nesse momento Débora saiu do transe e ia saindo da sala para ir embora quando esbarrou em Grissom que vinha entrando na sala.
– Opá! Desculpe doutor.
– Sem problemas, aqui está o arquivo.
– Obrigada! – Diz e sai pegado a pasta de sua mão e sem olhar para ele.
Grissom achou estranho, mas não deu tanta importância, tinha que se apressar para a sena de crime que Sara e Nick já tinham iniciado sem ele. Durante o caso Grissom pediu que Sara ao ser liberada com os outros fosse a cafeteria onde tomariam café na sua frente para não levantar questionamento dos colegas. Ao fim do expediente ele liberou a todos e ela seguiu o que ele tinha lhe pedido.
Sara chegou na lanchonete de táxi e encontrou Débora com um grupo de crianças e mais dois adultos saindo do mesmo local com caixas de doces, provavelmente para o café da manhã do projeto.
– Oi Dé!
– Nossa, oi, estava pensando em você. – entregou as caixas que tinha na mão a um dos adultos que estava acompanhando e pediu que a esperasse logo mais na frente.
– Quer me dizer algo Débora?
– Sim. Quase não dormi preocupada com você.
– Por que? — Nesse momento Débora viu Grissom chegando.
– Olá meninas, se junta conosco para um café da manhã Débora?
– Não Grissom obrigada, pode ir entrando que já já libero Sara. — Respondeu um pouco ríspida. Sara acenou em sim e ele entrou na cafeteria confuso com a situação.
– O que aconteceu? – Débora relatou a conversa que ouviu no laboratório e ao fim notou que algumas lágrimas escorreram na face de Sara, não sabia ao certo o motivo delas, mas confirmou através disso que a historia era verdade.
Sara pigarreou tentando espantar o choro e disse: — Débora, não se preocupe, Quando você voltar do projeto conversaremos novamente a respeito disso pode ser?
– Sim. – Pensou em insistir no assunto, mas desistiu e foi ao encontro do grupo que lhe esperava do outro lado da rua.
Grissom de dentro da cafeteria assistia sem entender a sena da conversa. Sara entra e senta a sua frente com o rosto avermelhado por ter chorado, mas seus olhos já estavam secos.
– O que foi isso? – Sara contou o que tinha acontecido.
– Débora não tinha o direito de pensar tão mal de mim, nunca deixei a entender que brincaria com você, se soubesse que era esse o assunto...
– Gil! – Ela o interrompe. – Débora só quis cumprir o papel de uma amiga, ela se preocupa comigo e a agradeço por isso. Prometi a ela conversarmos melhor mais tarde, não se recinta com ela.
Grissom ficou calado e pouco depois a garçonete chegou com o pedido que ele tinha se adiantado e feito para eles.
– E como você está? Porque chorou?
– Não estou acostumada a ser julgada como alguém sem seriedade ou pudor.
– Não importa o que as pessoas falam, o que importa é o que você é. – Deu um beijo em sua mão. – Te trouxe aqui por um motivo bem especifico e não vou deixar que fofocas acabem com nosso momento.
– Nosso momento? – Disse ela estranhando a expressão.
– Quer namorar comigo?
– Como assim?
– Você sabe... Beijos, abraços, mãos dadas...
– Eu sei o que é namorar Gil, mas assim de repente?
– Não me venha com essa! Sabe que só estava esperando me resolver com Rachel para te pedir isso.
– E sua irmã? Sua filha? E as regras do laboratório que não permitem relacionamentos afetivos na mesma equipe?
– Minha irmã não me interessa, depois me acerto com ela, é chata, mas me ama e Cristy não será empecilho. Quanto ao laboratório inicialmente pensei em deixarmos em segredo até que eu possa descobrir uma forma de resolvermos.
Sara tomou um grande gole de seu café e ficou olhando para a xícara.
– E então?
– Sim!
– Sim? — Sara balança a cabeça em afirmação. – Você não sabe o quanto me fez feliz com essa resposta!
Sem esperar mais ele se aproxima e a surpreende com um beijo inicialmente tímido, mas depois de tornando mais urgente. Ao se separarem ela estava um pouco corada devido o gesto, mas possuía um sorriso de satisfação no rosto.
Terminaram o café e Grissom se ofereceu para deixá-la em casa. Sara ao chegar em casa não encontrou Débora, então resolve tomar banho e ir dormir um pouco.
Grissom depois de deixar Sara em casa pega o celular ainda em frente ao prédio de Sara e liga Mandy.
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