Notas iniciais
*Liberdade Mais um capítulo pra vocês! Desculpem pela parte quente, mas enfim. Boa Leitura.

Angeles Saramego.

Assim que pus meus pés fora da empresa do Sr. Castillo, me permiti finalmente respirar aliviada pela primeira vez no dia. Fechei os olhos sentindo a brisa fria de Londres me cercar e causar um arrepio sutil em meu corpo fazendo com que eu envolvesse os braços na própria cintura, a imagem clara de German inundou minha mente com um narcótico viciante demais. Sorri involuntariamente ao lembrar do modo como me observou, tinha algo a mais no seu olhar… Santo Inferno! Algo que me fazia querer olhá-lo para sempre, me permitindo sentir diferente.

Balancei a cabeça me repreendendo por esses pensamentos impróprios afinal eu vim aqui resolver algo pra Francesca e não pra ficar de namorido com o empresário extremamente gostoso, entrei no carro ligando logo a rádio, precisava de algo que distraísse minha mente daquele humano. Mas só de pensar nele, sentia uma queimação rodopiante abaixo do umbigo.

Concentra Angeles! — Briguei irritada comigo mesma.

O melhor a fazer é esquecê-lo afinal quais são as possibilidades mínimas que nos vejamos de novo? Isso mesmo, nula! Dei partida no carro e ao som de “Living On A Prayer” segui direto pro trabalho no centro da cidade enfrentando bravamente o maldito trânsito.

(…)

Eram por volta das sete quando estacionei meu fusquinha na garagem de casa, peguei os documentos saindo do carro. O olhei e mordi meu lábio inferior com um pouco de força ao ver que já precisava fazer uma manutenção novamente, ri sozinha e entrei em casa onde Fran me esperava na sala mexendo em seu notebook.

— Oi Angie! — Cumprimentou-me animada. – Houve algo?

Sorri fraco.

— Oi e não, só estou exausta do trabalho. — Dei ombros indo até a cozinha, deixei seus documentos na bancada americana e comecei a preparar um café.

— Imagino. — Disse séria.

— Eu sei que você quer perguntar…

Ela riu concordando com a cabeça num aceno animado, e eu ri a acompanhando.

— E ai, como foi lá?

Ruborizei forte e tratei de virar a cabeça para o outro lado mesmo sabendo que a penumbra de luz nos encontrávamos não deixaria que Fran percebesse, mordi o lábio inferior analisando a conversa de mais cedo. Ele realmente tinha me oferecido um emprego? Com toda aquela gente rica? Eu nunca me adaptaria, e de qualquer forma trabalhar com o Sr. Castillo estava fora dos meus planos.

— Angie? — Fran me observava confusa ainda esperando sua resposta.

Suspirei.

— Foi normal… Consegui sua assinatura!

Francesca arregalou os olhos, vindo até a cozinha para me abraçar.

— Você é incrível Angie! Oh meu Deus, nem acredito que German Castillo vai nos apoiar no projeto e menos ainda que vai está na nossa colação de grau!

Me virei engolindo em seco, como eu lidaria com ele na formatura?

— Legal!

Tentei agir normalmente para que ela não desconfiasse o quão tensa eu fiquei desde que voltei da empresa, entretanto foi uma tentativa falha.

— Angie, o que aconteceu? Ficou estranha do nada.

— Não sei, lá foi tão estranho. Ele me ofereceu um programa de estágio para depois da faculdade.

Coloquei um pouco do café quentinho na xícara, tentando me manter indiferente.

— Angie, isso é perfeito!! Também quero café.

Ri cansada pondo café na sua xícara, claramente seria uma oportunidade maravilhosa. Porém a ideia me deixava perturbada só de imaginar que nos veríamos todos os dias.

— É sim… — Encerrei o assunto, dando meu melhor sorriso para evitar mais especulações.

— E como ele é? É velho? Feio?

Beberiquei meu café tentando me concentrar ao me lembrar do seu olhar dominador, parecia que ia me perfurar em qualquer momento. Tinha algo de diferente e feio passava longe dele.

— É… Observador, limpinho…

Francesca me lançou um olhar confuso.

— Limpo? — Perguntou-me como uma águia que sabe o que passa com seus filhotes, mexendo em seu notebook. – Angie, ele é um baita gostoso!

Corei ainda mais, tentando não concordar com aquilo.

— Com certeza sim, se você tem uma queda por esse tipo de humano.

Fui para seu lado vendo que ela olhava as fotos de German Castillo, bufei contrariada ao ver aquelas fotos. Novamente meu ventre retorceu queimando absurdamente, como se alguém fizesse uma festa aqui dentro.

— O tipo de humano gostoso? Sim, acho que sim…

Nós rimos.

— Bom, eu vou indo dormir. A qualquer hora que quiser conversar sobre o German Gostoso Castillo, pode entrar e me acordar. — Revirei os olhos com a descrição da minha amiga.

Ela beijou minha bochecha e saiu rindo, observei seu notebook ainda nas fotos de German e me sentei o fitando. Era realmente lindo, um verdadeiro lorde! Continuei passando as fotos enquanto terminava de tomar o café, e fiquei atônita ao ver o quanto era influente no mundo.

German Castillo vira manchete pela segunda vez seguida na New York Times por manter abrigo de idosos.”

Castillo’s Enterprise ganha terceiro lugar, de empresa mais sustentável e inovadora pela Dow Jones.”

Castillo de 26 anos, abre uma ONG na França com o objetivo de lutar contra a fome e abrigar crianças.”

German Castillo aos 26 anos é considerado o milionário mais novo no ramo de empreendimento, pela revista People”

German Castillo…”

German Castillo…”

German Castillo…”

Fiquei impressionada com a quantidade de coisas que a internet dizia dele, e fiquei feliz ao ver que não era só mais um empresário com ambição e nada na cabeça. Balancei a cabeça exausta, caindo de sono na verdade e decidi que o melhor a fazer era dormir um pouco pra não ficar paranoica com tudo isso, talvez não tivesse sido nada e muito possivelmente ele não havia sentido o mesmo que eu.

Me levantei desligando o notebook com um misto de cansaço me arrastei até o quarto, precisava descansar já que amanhã seria um longo, longo dia.

German Castillo.

Estacionei a mercedes no espaçoso gramado em frente ao Athenas, desci do carro checando o relógio de pulso que marcava oito e meia me informando que eu tinha chegado a tempo para participar das primeiras sessões. Andei vagarosamente, cumprimentando algumas pessoas com acenos amigáveis, até a entrada onde dois seguranças recebiam os convites.

— Sr. Castillo.

Os dois cumprimentaram-me em uníssono, balancei a cabeça e entrei sem nenhuma burocracia já que era um dos sócios do Athenas. Ao entrar me deparei com uma música de fundo provavelmente da era medieval dando um clima de suspense para todo o amplo salão do clube que mais se parecia um castelo antigo permeado por grandes reis e rainhas, o ambiente a meia luz tinha poucas lâmpadas amareladas pois o que fazia a iluminação eram as grandes tochas presas em cada canto da parede e além disso as mesmas eram pintadas com vermelho escarlate revelando a sensualidade, andei mais um pouco até encontrar Matias bebendo tranquilamente sendo servido por um taberneiro usando uma calça escura e uma capa que escondia seu rosto, coloquei a mão em seu ombro chamando sua atenção para mim. Ele se assustou e se virou me fazendo sorrir debochado.

— Castillo! — Me cumprimentou com tapinhas no ombro e um sorriso amigável.

— E ai. — Acenei sentando-me ao seu lado. – Um Dry Martini, por favor.

— Sim senhor. — Disse indo preparar meu drink.

— Só isso por hoje? — Matias questionou irônico.

— É claro, hoje eu vim dirigindo… — Dei uma olhada em volta. – Me parece que veio bastante gente.

— Você não tem noção! O salão está lotado, a sociedade aumentou consideravelmente, temos novatos visitando e estamos lucrando como nunca!

— Isso é ótimo cara, mais sócios significa abrir mais filiais em outros países. — Dei ombros. – Obrigado.

Bebi um gole do drink, que diga-se de passagem estava delicioso. Mas antes que Matias pudesse falar algo, uma ruiva vestindo uma roupa preta de látex evidenciando todas suas curvas apareceu na nossa frente, ela se ajoelhou baixando a cabeça como forma de reverência.

— Pode levantar Loren.

Ordenei firme sem tirar os olhos dela. Ela se levantou vagarosamente, porém evitando o contato visual, era claramente uma submissa nata.

— Com licença Senhor, eu vim avisar que a primeira sessão ocorrerá nas masmorras.

— Obrigado.

Loren se retirou e eu me levantei terminando o drink e deixando a taça ali mesmo, Matias me acompanhou descendo as escadas de madeiras que pareciam intermináveis, mesmo tendo praticamente nascido nesse mundo eu sempre sentia um estranho nervoso antes de cada seção. A iluminação ia baixando ainda mais a medida que nos aproximávamos de nosso destino, todo o ambiente era composto por pedras antigas e vários ambientes diferentes sendo alguns deles o temido quarto de jogos onde aconteciam seções privadas, entramos junto com outras pessoas e mesmo com o ambiente lotado ou sob pouca luz não demorei a encontrar Jade que se encontrava apoiada na parede esperando como todo mundo a fantasia da primeira seção dessa noite.

— Jade. — A cumprimentei.

Ela virou-se com um sorriso, seus olhos castanhos mel atentos a cada movimento meu. E estava linda! Vestia uma capa de couro preta cheia de amarras delineando suas curvas.

— Olá meu querido, trouxe sua capa. Parece que a primeira seção será entre nós. — Disse com um sorriso malicioso, me excitei só de pensar em dobrá-la aos meus prazeres mais perversos.

— Perfeito, vamos? — Estendi meu braço pra ela que assentiu.

Nos esgueiramos pelo canto da masmorra e com um pouco de dificuldade chegamos até a portinha de madeira que dava acesso ao palco. Coloquei apenas uma calça jeans toda rasgada, pus também a capa preta dando um ar de mistério ouvindo a música forte soar.

— Senhoras e Senhores, Dons e Subs sei que estão ansiosos para ver o que ocorrerá aqui! A primeira seção começará agora, bom proveito a todos… — Jenna, uma dominatrix e sócia do clube, falou com uma voz extremamente sensual. – Palmas para Castillo e Stewart!

Palmas fortes ecoaram no salão, haviam todos os tipos de pessoas ali querendo ver atentamente tudo o que aconteceria a partir de agora. Entramos no palco e fiz um sinal com a mão para que parassem as palmas, ouviam-se ali apenas respirações ansiosas ou tensas, e a música densa que tornava tudo ainda mais excitante.

Jade ficou a minha frente calada esperando meu primeiro comando, mas ao invés disso me aproximei e desabotoei lentamente cada amarra de sua capa revelando todo seu corpo esguio nu só pra mim. Andei até uma gaveta que tinha no canto cheia de aparatos, peguei dois grampos parafusados pratas e voltei até Jade que arfou quando rodeei seu mamilo com a língua o chupando lentamente.

— Não gema. — Pedi duro.

— S-sim, senhor. — Gaguejou.

— O que disse?

Jade mordeu seu lábio inferior tentando se controlar ao máximo.

— Sim senhor. — Respondeu firme.

— Melhor.

Sem lhe dar tempo para protestar pus um dos grampos em seu mamilo o prendendo, ela jogou a cabeça para trás quando ajustei o grampo e o apertei ao máximo deixando seu mamilo pequeno vermelhinho. Fiz a mesma coisa com o outro e observei sério todas suas expressões.

— Obrigada Senhor.

Jade se ajoelhou aos meus pés os beijando devota, acariciei sua cabeça em retribuição.

— Vá para a cruz e me espere de costas. — Ordenei rouco.

— Sim, mestre. — Jade levantou-se e foi até a cruz de madeira ficando de costas do jeito que tinha mandado.

O sangue em meu corpo corria rápido deixando meu pau duro por debaixo da calça, fui até ela e prendi seus braços e pernas nas algemas de couro sintético que continham ali deixando-a em um perfeito X, toda exposta pra mim. Ao lado tinha alguns prendedores segurando chicotes de vários tamanhos e formas, peguei um preto de couro passando lentamente por toda a extensão das costas de Jade a arrepiando.

— Vou bater nessa bundinha e quero que você conte quantas palmadas vai receber sem vacilar, se não contar levará uma a mais por não me obedecer. Entendeu?

Ela assentiu quieta, excitada, me excitando a cada segundo mais. Mirei em sua bunda sem nenhuma mácula, e desferi a primeira palmada estalando e assustando algumas pessoas.

— Uma. Obrigada Senhor.

Obedeceu ofegante. Sempre me sentia mais vivo quando fazia isso, outra palmada.

— Duas. Obrigada Senhor.

Outra palmada entre suas pernas, as pontas do chicote pegaram em sua vulva depilada regada com seus lubrificantes, Jade arqueou as costas empinando mais.

— Três. Obrigada Senhor.

Outra palmada usando o máximo de força, expondo a pele que já ficava vermelha devido a maior concentração de sangue.

— Quatro. Obrigada Senhor.

Mais uma e a última, alternando o lado. Ela ondulou jogando a cabeça pra trás, meu pau babou estufando ainda mais dentro da calça, precisava fodê-la.

— Cinco. Obrigada Senhor.

Acariciei sua vulva molhada deixando que ela gemesse lânguida querendo mais, larguei o chicote e fui até a gaveta pegando uma mordaça de couro preta, com cuidado a amordacei impedindo que qualquer som sólido saísse de sua boca. Me afastei e desabotoei a calça deixando-a cair revelando meu pênis sob a nuance da baixa luz, me posicionei atrás de Jade que se mexeu frenética querendo que eu a comesse.

— Vou te foder agora. Quieta.

Dei uma palmada estalada em sua bunda fazendo uma carícia forte ali, mordi seu ombro deixando que ela se contraísse.

— Empina.

Jade me obedeceu empinando ao máximo que conseguia devido as algemas, sem aviso prévio a penetrei duro com rápidos movimentos de vai e vem sentindo-a apertar meu pau naquela bocetinha quente. A comia rapidamente enquanto nossos corpos se chocavam, ela tentava gemer porém tudo o que saia eram murmúrios perdidos entre o prazer que sentia, segurei em sua nuca metendo ao máximo que podia.

— Goza. Agora. — Ordenei apertando um pouco mais seu pescoço, mas tendo cautela pra não machucá-la de verdade.

Jade se jogou gozando e rebolando sua bunda em mim, a penetrei mais algumas vezes e retirei meu pênis jogando todo o sêmen em sua bunda. Olhei para Loren que me observava quieta no canto do palco esperando pela próxima sessão, a chamei ofegante cerrando o maxilar ainda com o prazer concentrado em cada poro do meu corpo, ela veio de cabeça baixa se ajoelhando aos meus pés.

Fiz carícia em seus cabelos ruivos, fechando os olhos ao senti-la beijar minhas coxas segurando firme minha bunda. Antes que chegasse em meu pênis puxei seus cabelos para cima a levantando vagarosamente, a admirei naquela roupa sentindo uma enorme vontade de fodê-la.

— Olhe para mim. — Ela fez deixando que suas orbes verdes encontrassem as minhas. – Lamba minha submissa.

— Sim, mestre. — Loren concordou ansiosa, pude ver excitação em cada expressão dela ao ir para trás dela e lamber deliciosamente todo meu sêmen. A analisei sério, me corroendo de prazer.

Fui até lá e com cuidado tirei todas as algemas de Jade a libertando, ela sorriu me abraçando e retribui envolvendo sua cintura aproveitando pra acarinhar sua bunda.

— Ajoelhe-se ao lado da Jade. — Ordenei a Loren que o fez rapidamente sem protestar.

Uma chuva de aplausos invadiu a masmorra nos fazendo sorrir orgulhosos, nunca tive dúvidas que aquele era o meu mundo. De dia, German Castillo o empresário e a noite um dominador realizando todos seus desejos obscuros num clube de BDSM, sim… Isso sou eu e nada do que acontecer poderá mudar essa parte de mim. Um verdadeiro rei dominando seu mundo, era a melhor parte do meu dia.

Notas finais
Até o próximo!