Notas iniciais
Estamos okay com a 2ª Temporada? Estamos em combustão ~Enjoy~♥

Estevão nunca poderia ajudar nos tipos de batalhas que eles faziam, ele podia ser ágil com a espada, mais tinha um ego enorme, era principalmente muito cheio de si. Na primeira palavra que saísse de sua boca, qualquer coisa mataria ele, qualquer um. E por um lado, Estela estaria completamente livre, sendo a primeira Rainha... Mas, estaria desamparada com um bebê ainda mais viúva; seria muita coisa que ele queria evitar.
Auterpe poderia participar da batalha, mas, Ruphira era um Reino de alianças com Reinos o que ela chamava de Reino-Zero, os Reinos que não provocavam brigas porque não tinham poderes fortes para combater exércitos grandes, mesmo que tivessem muitos Guerreiros, seriam massacrados. Então Ruphira não seria atacada, mas, pela questão da gestação, até que tudo estivesse neutralizado ele não mandaria sua irmã voltar. Ele observava o castelo com uma profunda tristeza, ele saiu muito rápido, não pode dizer um tchau adequado. Apenas focou no que deveria. E sinceramente, a distância fazia seu coração bater e doer no peito.

Enquanto se ajustava em Nêmesy Rigel ia os atualizando, mais, disse que só os procurou pois chegou ao ponto de não conseguirem pensar em um bom plano. Perseu pensou primeiro em Auterpe, e na sua gestação, o que aconteceria com ele longe dela? Pensou rapidamente, se sua irmã levasse o pai de seu herdeiro, ela teria coragem de mostrar um mortal para os deuses para que eles dessem a sua proteção para ele ficar daquele lado? Foi isso que o último visitante do outro lado não fez. Não quis a proteção dos deuses, segundo ele, era um Rei, e de tal não precisava de proteção, se foi rápido demais... William faria uma coisa dessas? Um sacrifico grande desses para viver do outro lado? Auterpe iria levar ele para Ruphira?

Nêmesy nadou até um certo ponto quando Perseu tocou em sua membrana direita, nisso ambos prenderam a respiração, e ela mergulhou, nadava mais rápido por baixo das ondas, e o caminho era mais rápido também, ela o fazia como uma corrente marítima muito rápida. Nisso, Perseu precisou abandonar todos os sentimentos que ele teve em Calasir e focar em Saphiral.

Foi quando eles sentiram um choque pelo corpo, como se fosse uma energia transpassando pelos seus corpos e então eles subiram com rapidez, o choque que eles sentiram, era ele entrando em Saphiral, saindo do mundo dos mortais; e quando Perseu viu que as algumas casas da Aldeia de Zeus e da Aldeia de Afrodite haviam sido queimadas, não estava uma destruição muito grande, mais mesmo assim havia destroços, Perseu desceu de Nêmesy na Aldeia de Apolo onde pode ver alguns moradores da Aldeia de Zeus, estava esperando as longas críticas, reclamações, e já estava pensando nas desculpas quando de repente Deneb o abraçou com tudo, o surpreendendo. Ele olhou para a garota, ela estava machucada nos braços, mas, não eram feridas profundas.

—Que bom que você está aqui... – Ele a abraçou de volta. – Achei que tinha morrido, ou pior, se perdido.

—Desde quando se perder é pior do que morrer? – Retrucou Palas se aproximando do Rei. – Como está Rei Perseu? Resolveu tudo com os invasores?

—Estou preocupado com os invasores desse lado. – Perseu olhou em volta. Não eram todas as casas que estavam destruídas, eles poderiam reconstrui-las, ou simplesmente se juntarem ás outras Aldeias, ele olhou em direção ao castelo, estava intacto. Na verdade, haviam alguns feridos, nada que não pudesse ser reparado. – O que exatamente aconteceu aqui?

—Eles entraram pela Aldeia de Zeus. – Heratho se aproximou. – Vieram em um dragão prateado de olhos de olhos violetas. – Não foi como da última vez; Mérope fez tudo o que pode. Nós lutamos o máximo que conseguimos.

—Quanto tempo se passou desde que eu saí, do ataque até agora? – Perseu foi tirando a roupa azul que tinha trazido de Calasir, suas roupas normais eram pretas ou um azul muito escuro. Heratho olhou para o céu fez uma contagem.

—Fez nove dez luas que você saiu; o ataque foi a 2 luas, e você voltou com o Rigel em menos de meia lua. – Dez meses, dois meses, três dias. O tempo passava diferente do outro lado, ele não sabia disso, não se atentou em entender.

—E invadiram Ruphira? – Deneb negou. – Ruphira é uma extensão. – Perseu acenou. – Ela não é um inimigo.

—Nós somos. – O Rei fechou os olhos. – E como está Mérope?

—Rigel não contou? – Heratho olhou para o Mensageiro que ficou pálido. – Você não contou? – Perseu fez um sinal para ele ficar calmo. Não iriam gritar com ninguém, a culpa era dele. Não se concentrou em fazer o que precisava fazer, voltar e fechar o Portal, reconstruir seu país e se preparar par as batalhas.

—Conte Rigel... – Perseu perguntou gentilmente. – Não ficarei bravo a culpa foi minha.

—Mérope foi levada e foi nesse momento que eu fui atrás de vocês. – Claro, ela era uma Bruxa fantástica e poderosa. E os Rubis Negros eram feiticeiros ruins e usavam isso para sua vantagem. Levar Mérope era com certeza em busca de conhecimento. O suficiente para ser impossível entrar dentro de Ruphinegré.

—Espere, vocês lutaram por dois meses? – Heratho confirmou.

—Eles não eram muitos, não vieram atrás de destruição. A Rainha não veio...

—E do que eles vieram atrás? – Eles não iriam até lá apenas para atacar, não tinha um motivo para eles simplesmente aparecerem. Perseu teve um estalo. – Eles querem um tipo de imortalidade que algumas bruxas podem conseguir. – Ele fechou os olhos. – Existem muitos feridos? Muitos corpos? Muitas perdas?

—Poucos corpos, E muitos feridos, mas, temos sobreviventes. – Deneb falou. Aquilo aliviou em parte as preocupações que ele tinha, não todas, porque ele falhou horrivelmente com seu Reino, se Atena o julgasse naquele momento estaria desapontada. – O quão machucado os Guardiões estão?

—Estamos a postos. – Heratho disse com uma voz firme. – Ninguém pega um dos nossos... – Perseu acenou positivamente. – Eu preciso me trocar... – Perseu olhou para Nottpos e Nakumma. – Vocês precisam descansar?

—Vossa majestade quer descansar? – Ele negou.

—Se os outros estiverem bem, eu pretendo ir agora, eu demorei tempo demais.

—Estava resolvendo as coisas. – Palas falou. – Resolveu as coisas não foi? – Perseu fez uma expressão preocupante. – Rei...

—Ocorreram contra tempos. Eu contarei tudo quando essa batalha terminar. – Dito isso, Giorgio, Aya, Vikell, Musphee e Heratho se juntaram à Nottpos e Nakumma. Perseu precisou pegar sua espada e seus Guardiões colocaram suas armaduras, que protegia suas partes vitais, não era como as de Calasir, era como uma roupa chique, e uma armadura leve que ajudava nos movimentos, era uma proteção, era essa parte da mágica que Estevão não iria conseguir entender, e se entendesse, nunca iria poder participar.

Ruphinegré era um país longe dos demais, eles não tinham deuses, eles eram seus próprios deuses, amaldiçoaram seus criadores e caíram em uma sobrevivência de quem vive, quem morre, e quem reina. Não era escolhido a dedo, desde o nascimento seu destino já estava traçado; por isso, Perseu tinha tanta repugnância com tudo o que tinha a ver com os Rubis Negros. Pessoas que matavam outras em rituais bem elaborados; as cicatrizes finas e brancas que iam acima da sobrancelha até abaixo da maçã do rosto adquiridas ao nascimento definiam o destino. Nascidos cicatrizes nos dois olhos, governavam e eles escolhiam quem morria e qual lado matava.
Não havia local para barcos ficarem, nem como nadar até a ilha mais próxima, as ondas eram tão assustadoras quanto o castelo em si. Musphee foi fazendo uma ponte rochosa do país mais próximo que era Esmerel, foi onde Nêmesy os deixou, onde eles voltariam para atacar antes que eles fizessem primeiro.

Perseu escalou as montanhas que rodeavam o reino e observou o local primeiro. Eles entraram no país despercebidos, eles espreitaram pelos muros da cidade e se aproximaram da entrada do Castelo, nenhum Guardião a vista, nenhum Guarda, e a lua estava crescente, não havia muita luz, não podiam acender um fogo e chamarem atenção, seus olhos corriam por todo o local, por cada rua, praça, casa antes de realmente entrarem no Castelo. Eles eram sete Guardiões com um Rei, os Rubis negros eram doze Guardiões e uma Rainha. Mas, essa era a diferença, a Rainha não duelava como o Rei. Perseu conseguiu localizar Mérope no campo atrás do castelo, era visivelmente um campo de sacrifícios. Mas, agora seria seu campo de batalha, entraram em seu Reino sem avisar, então eles fariam o mesmo. Enquanto procuravam o melhor lugar para entrarem, resgatarem a bruxa e se proteger de qualquer Guardião, Giorgio se virou para Nakumma.

—Como é do outro lado?

—Muito estranho. Eles têm um Rei sem poderes. – Ela respondeu áspera. – E uma Rainha que tem dragões e apanha do marido.

—Nakumma! – Nottpos apenas exclamou para repreendê-la, quando algo atingiu o local onde eles estavam fazendo a estrutura ruir fazendo todos caírem. Aya, Heratho e Perseu aterrissaram sobre as pedras sem desequilibrarem, cinco guardiões foram para cima deles e Vikell deu um salto saindo dos destroços e jogando dois para trás, deixando Aya e Heratho para se resolverem com os outros três que saíram soltando alguma energia para desestabiliza-los.

Esse pequeno alvoroço chamou mais atenção do que eles precisavam, mas, assim era bom, seria rápido, e querendo ou não, mais uma vez ele atuaria como um Rei Assassino na noite. Ele desviou de qualquer guarda que tentou impedir de chegar na bruxa acertando a lâmina da espada em dois pontos importantes, ou pescoço, ou mãos.

—Eu estou aqui. – Perseu disse tirando Mérope do sereno da noite, ela estava amarrada por correntes que a prendiam em um pilar, ela seria um sacrifício. Ele acariciou seu rosto devagar, ela olhou para o rei por alguns segundos antes de dar um sorriso.

—Você não se perdeu! Está bem!

—E você está viva! Vai ficar tudo bem. – Ele beijou sua testa e começou a forçar as correntes para desprenderem do corpo dela e a tirar dali. – Usaram algum feitiço?

—Não de mim. Nunca usariam um contra mim. Não disse nada. – Ele acenou positivamente. – Deu certo do outro lado?

—O Rei está aqui! – A voz saiu de trás dele, que apenas se preocupou em tirar as correntes da bruxa e a colocar afastada do campo de batalha. A sua vista podia ver o castelo e uma escadaria que provavelmente dava para um grande salão. – Sua mãe ganharia essa batalha facilmente... – Era a rainha dos Rubis Negros, ela tinha longos cabelos pretos com uns tons de roxo, mas, não eram duas cores, podia ser a luz das tochas que haviam perto da saída do castelo que dava direito à arena.

—Eu não sou como minha mãe! – Aya se virou quando a Rainha se anunciou. Ela usava um vestido violeta com um tom de preto; Era liso e tinha uma fenda na lateral que estava ali apenas para lutar com o Rei. – Eu não me importo como ela faria... Sei que ela não viria até aqui para matar uma Rainha. – Ele riu. Em seguida respirou fundo, a brisa noturna bagunçou seus cabelos, junto com os da Rainha.

Perseu observou o local onde aconteciam várias batalhas, seus Guardiões estavam indo bem lutando com dois ou três Guardiões ao mesmo tempo, Nottpos e Nakumma eram os mais animados e liberaram toda sua energia caótica nos Guardiões inimigos que vinham com todo tipo de poder para os atrasar, mais, quando Perseu bateu com a espada sete vezes no chão, eles sabiam que agora era a hora da dança da matança, sem brincar mais com eles, ou se renderiam pelas Safiras ou morreriam pelos Rubis Negros.

—Quem é você criatura de uma maldição? – A Rainha o provocava, os Rubis Negros nunca quiseram uma aliança, sempre estiveram ali para a destruição, e invadiram seu Reino. Ele tentou muitas vezes com eles, mas, a resposta sempre era porque estaríamos junto com uma “cria de uma maldição”? Bom, agora ele seria essa cria que eles desrespeitaram.

Perseu sorriu segurando sua espada com força, apertou o cabo de metal com raiva. Mérope não estava forte o suficiente para ajudar no momento; ele caminhou pela escadaria do castelo, lutaria e venceria aquela maldita batalha, avançaria rapidamente para os países que entrariam em outras brigas com ele e acabaria com as futuras ameaças

—Eu sou Perseu Archi. Rei das Safiras. – Ele avançou. – E vocês não deveriam ter invadido meu país, sequestrado minha bruxa e maculado meu Reino! – Ela sorriu. – Zuely, você não merece minha misericórdia.

—Eu não quero sua misericórdia.

—Eu espero que você tenha herdeiros... – Perseu avançou com a espada duas vezes e nas duas vezes Zuelly o bloqueou. Ele se movia rápido, mesmo com todas as provocações, todos ali estavam lutando, se eles não acabassem com ao menos três naquela mesma noite iriam novamente atrás dele; porque mortais entraram pelo portal, porque sua bruxa estava ferida e principalmente, porque o Rei tinha um grande controle para fechar cada Portal de Pardóx e abrir quando quisesse se derrotasse Reis o suficiente.

Ele apenas queria a paz. Ele tentava as alianças, como os outros eram tão vis em pensar que separados poderiam fazer mais coisas? Quem lutou separado sucumbiu em cinzas e destroços de Reinos que sua mãe destruiu. Deixar qualquer um entrar em Pardóx significava que eles poderiam mata-los, sequestrar suas crianças e vender elas como criaturas mágicas, nesse nível, eram cruéis, pois, os dois mundos não poderiam se separar, os deuses dividiram em Portais estratégicos apenas para Subimortais que nasciam do outro lado voltarem para seu verdadeiro lugar. Governar o outro mundo na base de medo e poderes causaria o cals e o fim de Pardóx. Um lugar que já foi um paraíso para se viver. E assim deveria ser. Era o que Perseu estava tentando fazer desde que nasceu.

Zuelly se preparou, levantou a espada e desceu-a com toda força sobre o ombro do Rei. Que engoliu o grito para não distrair os outros; a única chance que ele tinha era aquela, porque a espada não saiu de seu ombro quando ela tentou puxar pois, ele o deixou imóvel, usou a outra mão para abaixar a própria espada e coloca-la no pescoço da Rainha que olhou surpresa.

—Você não vai querer uma aliança não é?

—Você não pode salvar todo mundo. – Perseu sorriu.

—Na verdade, se eu quisesse, sim. Eu salvaria todo mundo que precisa. Eu salvaria Ruphinegré de vocês mesmos.

—Eu lhe odeio.

—O sentimento é reciproco Zuelly. Não mexa com os meus... Nunca.

Em poucos segundos a Rainha levou as duas mãos ao pescoço; o sofrimento em seu rosto era mais porque ela o atingiu duas vezes, uma vez no ombro, mas, antes em sua costela; ele não percebeu. O sangue da Rainha escorria pela sua garganta, ela caiu no chão de joelhos tentando mais uma vez acertar o Rei, porém ele se afastou rapidamente, estava de guarda. Intimamente e profundamente, ele detestava aquilo. Mais Éfellya e sua prole era podre. Tão podre quanto aquele Rei de Calasir. A não ser que aquele Rei obrigasse irmãos a se casar para manter o sangue familiar cada vez mais forte, ele poderia dizer que não era tão podre.
Quando Zuelly parou de agonizar e morreu de fato, ele pediu licença ao corpo, retirou a coroa de sua cabeça e a colocou no trono que estava no cômodo ao lado. Se tivesse um herdeiro naquele castelo, poderia se coroar.

Ele não coroaria mais ninguém.

Precisava ajudar seus Guardiões a enfrentarem os outros Rubis Negros, precisava ajudar Mérope e enterrar Zuelly. Mas, como fez com sua mãe; em um receptáculo incapaz de ser aberto. Pois, seres cruéis como ela jamais deveriam ser invocados. E assim eles partiriam para Esmerel e Nêmesy levaria a bruxa em segurança para Saphiral. Perseu tinha muitas coisas a serem resolvidas para o retorno em segurança da sua irmã.

—Está machucado Rei. –Mérope disse fraca. – Ele colocou a mão na parte lateral do corpo. – Precisa de ajuda!

—Eu vou ficar bem. Precisamos ficar bem! Não sou prioridade, você é.

*

Estevão estava sentado na poltrona do quarto observando Estela, mais um dia, em que ela na antessala, ela precisava de abraços e carinho nas costas para que as dores diminuíssem, mas, simplesmente não podia ficar o dia todo no quarto fazendo isso. Chamava Linor para ajudar, Liandra e Kaila para se revezarem e quando a dor diminuía, ela precisava ser colocada na água quente para aliviar as outras duas dores. O Rei de Calasir estava orgulhoso, porém, estava ficando irritado, ela estava insuportável. Claro, Auterpe tinha suas dores e incômodos, mas, essencialmente não parecia tão frágil.

—É normal essas dores? Com tão pouco tempo? – Ele perguntou sério enquanto Linor tentava amenizar as dores fazendo massagens em suas costas sobre o robe da Rainha.

-Nunca vi nada assim majestade. É algo novo, anotarei para os próximos herdeiros. – Ele concordou. Mas, não sabia se podia ficar apenas nisso por tantas luas. Esse fato irritava Estevão porque, ele sendo o Rei não tinha nenhum conforto com sua esposa. Via seu irmão acariciar a barriga da Princesa e ás vezes até colocar a cabeça, se o bebê fizesse um pequeno movimento, William sentia. Coisa que Estevão não estava conseguindo aproveitar, geralmente sentia apenas um, não os dois. Ele era o Rei, e aquilo era injusto.

—Acho que agora consigo preciso do banho quente. – Ela disse tentando se levantar, mas, estava exausta.

—Primeiro descanse, depois você toma banho querida. – Estevão deu um beijo em sua testa e em seguida beijou seus cabelos, seus filhos teriam os cabelos brancos, não seriam como o outro Rei disse, estava tão aliviado que ele tivesse ido embora; e estava extasiado em poder cuidar da Princesa porque o outro Rei pediu especialmente para ele, que causava uma sensação de atração, era sexy mesmo grávida. Incomum para qualquer mulher. Principalmente porque ela mantinha relações com William mesmo assim, o que Linor dizia que não era recomendável. Mas ambos faziam.

Assim que chegou para o desjejum, percebeu que Auterpe conversava tranquilamente com William e estava segurando sua cabeça com uma mão e a admirando. Pelo visto eles se resolveram, porém, quando viu seu irmão, o garoto fechou a cara.

—Bom dia William, bom dia Princesa. – Ela se virou devagar. Estevão estava comendo Auterpe com os olhos, em todas as refeições que faziam juntos, em todos os momentos que ele podia. Ele já tinha Estela e agora estava atrás da Princesa apenas pelo seu prazer que Estela não podia proporcionar. William não iria se retirar dessa vez, foi isso que causou o desentendimento de ambos; eles não eram casados, ele não precisava se preocupar tanto com a Princesa.

—Bom dia Rei Estevão, como a Rainha está hoje? – Ele colocou a mão na testa como se tivesse esquecido de algo importante.

—Oh, ainda bem que me lembrou Princesa. Ela está bem, mais, precisa de água quente. William, você pode fazer isso por mim? Pedir para esquentarem água para sua cunhada? – O garoto franziu a testa e torceu o nariz. – Ele tocou no ombro dele. – Por favor. Se certifique que a água esteja bem quente pra mim, por favor? E me chame que eu colocarei na água.

Ele olhou irritado para o Rei, mas, não iria retrucar, não ganharia muita coisa, queria ter certeza que Auterpe estava segura.

Estevão só pensava em si mesmo. Auterpe depositou um beijo no canto da boca de William e lambeu sua bochecha de uma forma sensual, foi involuntário, ela apenas quis fazer. Fazendo com que Estevão arrumasse o membro por cima das calças. William começou andando devagar e depois começou rapidamente, apenas verificando se ele não tentaria algo contra a Princesa. Assim que ele virou, ele se sentou próximo da princesa e sorriu.

—Gostaria de terminar a conversa que tivemos no outro dia. – Antes dela dizer algo, Estevão passou os dedos pelos lábios da Princesa, sentindo os quão macios eles eram. Ela sentiu o corpo formigar, ele percebeu que ela estava um pouco incomodada. Então deu um longo sorriso.

—Acho um pouco. – Ela hesitou um pouco, seu corpo estava exigindo toque. – Um pouco ruim. – Auterpe não conseguia completar suas frases. O que ele achou ótimo. – Desrespeitoso. Com. Sua. A rainha. E. – Estevão segurou em seu pulso devagar e levou sua mão para as coxas da Princesa que se levantou com tudo. Ele se levantou junto, porém, ela começou novamente a analisar e notar cada musculo do Rei, ele percebeu que ela o analisava e segurava as próprias pernas.

—Não achei que você fosse tão assustada. – Ele sorriu tocando no rosto dela, com tesão e desejo, era algo que ela não tinha controle, não era do jeito que ela gostava, mas, os toques dele estavam deixando ela cada vez mais excitada.

—Não. – Ela disse tentado se manter sã. – É errado.

—Mas, nós não terminamos nossa conversa. – Estevão segurou na nuca dela com força, apenas para ela se arrepiar. Auterpe gemeu. Ela não queria ceder. Mas, ele tinha o mesmo desejo e voracidade dela.

O que aconteceria com a aliança se ela se entregasse a Estevão?

Por um outro lado, talvez seu irmão pudesse criar o bebê de Saphiral. Porque óbvio, era dele.

Quando Estevão a conduziu até uma sala ampla ela começou a pensar se valeria a pena deixar William por um prazer que seria amargo...

Notas finais
{Você sabia que quando você comenta em um capítulo, motiva o autor? Algumas histórias são descontinuadas por falta de incentivo... O incentivo é a melhor forma de ajudar um escritor.} ~♥Beijos da Autora♥~