Notas iniciais
Íamos parar na primeira temporada, mas exageramos nos acontecimentos e não caberiam em 10 capítulos.

Estevão estava sentado na poltrona do quarto observando Estela, a rainha choramingava cada vez que os dedos do curandeiro faziam pressão em suas costas, seu rosto deixava claro o quanto estava desconfortável, era como se facas estivessem descendo por sua coluna e ventre.

—É normal essas dores? Ainda com tão pouco tempo? – Ele perguntou sério enquanto Linor tentava amenizar as dores fazendo massagens com pomadas.

-Nunca vi nada assim, majestade. É algo novo, anotarei para os próximos herdeiros. – Ele concordou, Estela gemeu pensando que precisaria passar por aquilo de novo, por quantas vezes o rei julgasse necessário, olhou para o marido com olhos marejados e Estevão sorriu fraco. Estava irritado, ultimamente precisava escolher se daria atenção ao reino ou a esposa, ele era o rei, óbvio que precisava atender ao reino, por outro lado, o bebê no ventre dela era o príncipe tão esperado, a quem ele também precisava dar atenção. William estava tendo uma paternidade muito mais divertida, o via acariciar a barriga da Princesa e às vezes até colocar a cabeça se o bebê fizesse um pequeno movimento, William sentia seu filho. Coisa que Estevão não estava conseguindo ter, geralmente sentia apenas um, nunca os dois. Ele era o Rei, e aquilo era injusto.

—Acho que agora consigo – Estela tentou levantar, suas pernas tremiam pela dor — preciso do banho quente. – sorriu o melhor que pode, seu marido se aproximou, acariciou seu rosto delicadamente, ela fechou os olhos para aproveitar o carinho.

—Primeiro descanse, depois você toma banho, querida. – Estevão deu um beijo em sua testa e em seguida beijou seus cabelos, seus filhos teriam os cabelos brancos, não seriam como o outro Rei disse, estava tão aliviado que ele tivesse ido embora, a sombra da dúvida havia partido; Além de tudo isso, ainda estava extasiado em poder cuidar da Princesa, até porque o outro Rei pediu especialmente e exclusivamente para ele, a princesa que causava uma sensação de atração, era sexy mesmo grávida. Auterpe era voraz, Estevão sabia, ela mantinha relações com William mesmo assim, o que Linor dizia que não era recomendável, mas ambos faziam, até Estevão aproveitava as raras noites que Estela não estava insuportavelmente delicada para se satisfazer, o sexo havia perdido a brutalidade, era calmo e muito delicado, no máximo que ele conseguia.

Assim que chegou para o desjejum, percebeu que Auterpe conversava tranquilamente com William, haviam se resolvido, infelizmente.

—Bom dia, William. Bom dia, Princesa. – Ela se virou devagar. Estevão estava comendo Auterpe com os olhos, aliás ultimamente, ele fazia isso em todas as oportunidades.

—Bom dia, Rei Estevão. Como a Rainha está hoje? – Ele colocou a mão na testa como se tivesse esquecido de algo importante.

—Oh, ainda bem que me lembrou, Princesa. Ela está bem, mas precisa de água quente. William, você pode fazer isso por mim? Pedir para esquentarem água para sua cunhada? – O garoto franziu a testa e torceu o nariz, Estevão era detestável, só queria aproveitar uma refeição com a mãe de seu filho e seu filho. Ele tocou no ombro dele. – Se certifique que a água esteja bem quente pra mim, por favor? E me chame que eu a colocarei na água. — Ele olhou irritado para o irmão, não iria retrucar, não ganharia nada além de estresse, tinha certeza que Auterpe estava segura.

Auterpe era sedutora até quando se despedia, a lambida era tão singela e ao mesmo tempo carregava um fogo singular. William começou andando devagar e depois mais rapidamente, apenas verificando se ele não tentaria algo contra a Princesa. Assim que o outro sumiu no corredor, Estevão sentou ao lado da mulher.

—Gostaria de terminar a conversa que tivemos no outro dia. – Antes dela dizer algo, Estevão passou os dedos pelos lábios da Princesa, sentindo os quão macios eles eram. Ela sentiu o corpo formigar, percebendo algo diferente nela, ele sorriu.

—Acho um pouco... – Ela hesitou um pouco, seu corpo estava exigindo toque, como se precisasse daquele ser desprezível. – Um pouco ruim... – Auterpe não conseguia completar suas frases, o que parecia ótimo. – Desrespeitoso... Com... Sua... A rainha... E... – Estevão segurou em seu pulso devagar e levou sua mão para as coxas da Princesa que se levantou com tudo, ele a acompanhou, Auterpe analisou novamente o rei, seu ombros largos, seus músculos sob a camisa, seus olhos cor de mel, assim como seus cabelos, Estevão tinha algo que William não tinha.

—Não achei que você fosse tão assustada. – Ele sorriu tocando no rosto dela, havia tesão e desejo no toque, ela não tinha controle, os toques dele estavam deixando ela cada vez mais excitada.

—Não... – Ela disse tentado se manter sã. – É errado...

—Mas nós não terminamos nossa conversa. – Estevão segurou na nuca dela com força, apenas para ela se arrepiar. Auterpe gemeu. Ela não queria ceder. Mas ele tinha o mesmo desejo e voracidade dela, conseguia sentir. – Vamos – com um movimento delicado Estevão fechou os dedos no pulso de Auterpe e a guiou até uma sala vazia, a princesa suspirou ao entrar, não aguentava a energia que queria sair dela, precisava a liberar ou teria dores, ela com certeza não queria dores.

A porta fechou atrás dela e foi o suficiente para que os lábios de Estevão tomassem os seus, ela não recusou, tampouco fugiu, ficou ali e retribuiu, levando suas mãos para dentro da camiseta dele com agilidade de quem sabia o que fazia. Ele segurou os cabelos dela, fazendo-a levantar a cabeça, novamente lhe deu um beijo, esse era mais forte, mais voraz, mais sedento, suas línguas travaram uma disputa acirrada, os dedos dele se esgueiraram pelas coxas dela, abrindo caminho até sua intimidade, Auterpe arfou, estava molhada, jogou a cabeça para trás, se libertando da boca de Estevão e gemeu sabia que estava fazendo tudo errado, Estela era uma boa esposa, William era um bom amante e era o pai de seu filho. Ela deitou no chaise que tinha ali, Estevão desceu beijos molhados pelo pescoço da mulher. A princesa estava entregue.

O corpo do rei pesou levemente sobre ela, parecia com medo de machucar, Auterpe gemeu quando ele a privou da penetração e quando começou a entrar nela, olhava para cada pedacinho do rosto da mulher.

—O que houve? – Auterpe gemeu entrelaçando as pernas na cintura dele e o puxando para perto.

—Não quero te machucar – ele suspirou, Estela sempre gemia reclamando de dor.

—Não sou sua esposinha – a princesa riu – Me fode, Estevão – ela o segurou pelo pescoço, o fazendo a encarar.

Ele a obedeceu, os pés do móvel quase não se mantinham firmes. Auterpe estava certa, Estevão era como ela e o sexo por alguns momentos se tornou uma luta.

William entrou no quarto de Estela, ela estava agarrada na cômoda e respirava fundo, sua testa suava e seu rosto estava contorcido em dor.

—Está bem, cunhada? – ele se aproximou com cuidado.

—Estou – a expressão dela dizia o contrário – Pelo Grande Dragão, posso jurar que essas crianças possuem garras – ela segurou a barriga, conseguia sentir os dois mexendo de forma violenta, cada movimento parecia um corte – O que precisa? – ficou ereta na medida do possível.

—Estevão pediu para eu garantir que esquentassem água para você – ele se aproximou e encostou nela delicadamente, tocou a barriga dela com cuidado, coisa que ele não utilizava com Auterpe, sua esposa era um exemplo de vitalidade e resistência.

—Já estamos providenciando – Liandra saiu do quarto de banho – Está quase pronto. – ela arrastou William delicadamente para longe da rainha – Seria bom para ela conversar com outra pessoa que não o rei, Linor, eu e Kaila – sussurrou essa parte, William assentiu e voltou para o lado da cunhada.

—Não sei se irei sobreviver ao parto dessas crianças – ela fechou os olhos com força, sentia seu corpo ficar mais fraco a cada dia.

—Você sobrevive ao casamento com meu irmão, não consigo imaginar nada pior – eles trocaram um sorriso cúmplice, William a abraçou de forma delicada, acariciou as costas dela suavemente.

—Majestade, seu banho está pronto – Kaila avisou aparecendo na porta.

—Obrigada, Kaila – ela sorriu para a criada.

—Estevão pediu que eu o avisasse – William passou os dedos nos cabelos dela, pensando no quanto Auterpe lembrava ela.

—Deixe, ele está estressado com a minha necessidade de atenção – Estela acariciou a mão do cunhado.

—É pelo herdeiro que ele tanto quis – William parecia incomodado com essa irritação ridícula.

—É, mas Estevão queria uma gestação como de Auterpe, ela não reclama de dor nenhuma, está sempre disposta e bem viva, eu mal saio do quarto a maioria dos dias – Estela deixou o robe cair no chão, a camisola que ela usava era notoriamente mais curta, parecia fresca – Ele é homem, vocês não tem paciência para as reclamações de uma mulher.

—Eu ouviria Auterpe – William a cortou.

—Ouviria, mas não seria seu momento favorito do dia – o sorriso de Estela carregava mais que a verdade, carregava conhecimento.

—Tem razão – uma risada escapou – Eu não aguentaria lamentações todos os dias – ele afagou o rosto dela ainda sorrindo.

—Auterpe se incomodaria se você ficasse comigo um pouco? – Estela pegou a mão dele e a apertou, William concordou num aceno, ele ajudou ela entrar na banheira, encostando sem querer a mão na água.

—Isso dá para cozinhar legumes – enquanto ele achava demasiada quente a água, Estela parecia confortável – Sopa de rainha? – ela riu, Kaila e Liandra se olharam e trocaram um sorriso sincero, há dias Estela não ria.

—Em Deragona, as mulheres iam para as águas quentes a fim de aliviar as dores – ela acariciou seu ventre sobre a camisola molhada – Você também acha que são dragões?

—Para sua sorte, espero que sejam só bebês – Eles riram novamente, Estela estava melhor, as dores se dissolveram na água, suspirou aliviada, William colocou a mão na barriga dela e pode sentir os dois bebês se movimentarem suavemente, ela gemeu de dor – Isso dói?

—Dói quando eles se mexem – os bebês pararam – E eles se mexem bastante – ela sorriu – Eu estou péssima – encostou a cabeça no peito de William, que acariciou os cabelos dela.

Estevão caiu no lado de Auterpe, os dois respiravam rápido, ele acariciou os cabelos brancos e pensou no quanto havia sido incrível, ela era a personificação do desejo, do sexo selvagem, mesmo grávida, o que parecia estranhamente atrativo. Ele a beijou, a princesa estava satisfeita, William era bom de cama, mas Estevão era perfeito.

—Preciso ir – ela gemeu frustrada, passaria o dia naquilo. Estevão se vestiu, saindo da sala com um sorriso enorme, olhou para a mesa, William não havia retornado, por que não estava ali? O que estava fazendo? Ele subiu as escadas correndo, se ele estava comendo a mulher de seu irmão, o que impedia William de estar fazendo o mesmo com Estela?! Estevão abriu a porta num rompante, assustando Kaila e Liandra que arrumavam a roupa da rainha – Cadê minha esposa?!

—Estou aqui, querido – a voz de Estela soou da sala de banho, o que era um certo alívio, ele foi para lá, encontrando seu irmão sentado no lado da banheira, causando uma certa palpitação, espiou dentro da água, ela estava vestida – Eu não quis te incomodar.

—Não é incômodo, meu bem – ele se aproximou, acariciou os cabelos dela como havia feito com Auterpe mais cedo – Obrigado pela disponível, William.

—Eu volto depois – beijou a mão da cunhada suavemente antes de levantar e se retirar.

—Está melhor? – Estevão mergulhou a mão na água, que já esfriava, ele afagou o ventre da esposa, fazendo um dos bebês se mexer violentamente, Estela mordeu o lábio.

—Cada vez que eles se mexem sinto que me cortam – ela juntou sua mão a do marido – Não iria me surpreender se fossem realmente dragões – ela riu, ele não retribuiu.

—É muito ruim? – estreitou os olhos.

—Péssimo – Estela mantinha um sorriso no rosto.

—Será que as próximas serão assim? – ele acariciou seu rosto.

—Espero que não – eles encostaram a testa um no outro, Estela pensou como aquilo a lembrava de Perseu, só que lembrar disso a deixava triste.

Quando a rainha saiu da água, seu marido a ajudou se vestir, colocando calças invés do vestido, seria bom ela ir aos dragões, normalmente era. Estela saiu do castelo acompanhada de Kaila, não tinha mais a liberdade de ir ao covil sozinha, mesmo que quisesse, as vezes tudo que queria era ficar sozinha, pensar naquela noite na praia das lavandas e do brilhos dos olhos azuis de Perseu, pensava como ele estaria no outro lado e porque havia ido sem despedidas e deixando Auterpe para trás, será que se ele estivesse por perto as dores seriam menores? Será que ela seria disposta como Auterpe? Dificilmente.

A princesa estava sorrindo largamente quando William chegou, pensava nos beijos de Estevão e da habilidade de seus dedos, ela mordeu um biscoito com força, como se aquilo fosse esvair o resto de energia que tinha acumulada, olhou para o homem e o beijou, William retribuiu, Auterpe estava em êxtase, tanto que pulou no colo dele, o montando na cadeira da sala de jantar, sem se importar com criados e qualquer um que os visse.

—Onde está sua cabeça? – Mandrik perguntou a Estevão ao falar sobre alguns problemas no oeste, era coisa pouca e facilmente resolvido, mas o rei precisava participar, no entanto, ele olhava para o covil pela janela.

—Eu fiz algo errado, Mandrik – a voz saiu estranhamente culpada.

—Você já fez muitas coisas erradas – o conselheiro pressentiu que precisaria de vinho – O que foi dessa vez?

—Transei com Auterpe essa manhã – Mandrik abriu a boca surpreso.

—Você o que?! – ele estava certo, precisavam de mais vinho do que pensara.

—Auterpe e eu nos encaixamos tão bem, foi um dos melhores sexos da minha vida – Estevão bebeu de sua taça demoradamente.

—E qual o problema? – Mandrik parecia confuso com aquela confissão.

—Eu trai minha esposa, a mãe do meu herdeiro, quem eu mantive quase em cativeiro – a voz dele pesou, assim como seu corpo na cadeira.

—Não seja idiota, Estela tem dragões, não seria exatamente um cativeiro – Mandrik sabia como funcionava o relacionamento dos dois e sabia o que Estela achava de traições.

—Eu a fiz engravidar e agora estou detestando estar com ela – ele bagunçou os cabelos violentamente – Ainda a traí, me sinto um idiota.

—Deixe disso – o conselheiro falou firme – Apenas não deixe que chegue aos ouvidos dela, sabe qual era a punição para traição na terra da rata – o rei sabia, mesmo que acreditasse que Estela jamais executaria tamanha pena, no entanto, sabia que sua esposa jamais se deixaria com ele por vontade, o que tornaria as coisas bem ruins, pois o clima entre eles ficava pesado depois desse tipo de acontecimento.

No covil, Estela era acariciada pelos dragões, Jaspe e Sinler esfregavam os focinhos na barriga da rainha, o que era um bom sinal, eles reconheciam os bebês como semelhantes, dragões não se aproximam de crianças sem sangue deragoniano. Ela acariciou as cabeças dos animais e sorriu.

—Não é perigoso, majestade? – Kaila perguntou amedrontada.

—Eles são dragões e meus bebês irão montar eles – Estela sorriu – Serão o futuro de Deragona, fora dela, infelizmente – Kaila retribuiu o sorriso.

Os bebês em seu ventre eram o futuro de Calasir, de Deragona e de Saphiral e pela realeza desses países eles lutavam.

No outro lado do portal, Perseu melhorava sua estratégia, precisava deixar Saphiral segura para o retorno de Auterpe, infelizmente não conseguia imaginar o que a irmã fazia no reino onde foi deixada para ficar protegida. O rei dos olhos azuis organizava seu próprio conselho com seus melhores guardas, precisava de todas as cabeças pensando juntas, precisava proteger seu castelo e seu país, tinha ainda as vilas para reerguer e os feridos para cuidar, uns corpos para cremar.

O conselheiro, temporário, dada a situação, respirou fundo, pensando que Mandrik seria útil naquele momento, parecia um bom estrategista. Perseu estava nervoso, não gostava de lutas, mas sabia que a batalha era necessária, proteger seu povo era necessário, olhou para o mapa e as marcações por onde deviam atacar, por algum motivo lembrou de Estevão, ele deveria entender de batalhas, afinal conquistou um reino, rebelou-se contra o rei e virou o soberano de todo território.

Eles partiram em direção à Esmerel, o reino das esmeraldas, eles chegaram em silêncio, como os silenciosos que eram. Perseu decidiu um ponto bom para o acampamento e ali ficaram, ele admirou o palácio, as grandes janelas, as decorações de esmeraldas que ornavam as entradas, elas reluziam a luz verde, o rei pensou em uma rainha, em uma muito longe dali, uma que também era adornada de esmeraldas brilhantes como aquelas, pensou em Estela e no quanto ela merecia um lugar assim para chamar de seu, ela ficaria linda passeando pelos jardins, como ficaria linda olhando pelas janelas e voando com seus dragões sobre o monte onde ficava o palácio.

Pensar em Estela desencadeou outro pensamento: e se o bebê realmente fosse dele? E se fosse sua filha? A herdeira de Saphiral? A futura rainha das safiras? A neta de uma coisa cruel. Não, não poderia, Estela era esposa de Estevão e bem sabia que eles ficavam juntos, ouvi eles na cama, nos dias bons e ruins, ouvia quando ela pedia pelo corpo do marido e vice-versa, também ouvia quando ele a obrigava, o que não fazia sentido nenhum, se ela o queria em alguns dias, então ele poderia esperar os dias que ela não estava disposta.

Respirou fundo, e se o bebê no ventre de Estela fosse seu e se fosse uma menina? O que Estevão faria com o bebê? Precisava trazer eles para alguma segurança, se Estela tivesse os bebês nesse lado, mesmo que perigoso, se fosse sua filha e sua menina, se não tivesse os cabelos brancos da mãe, poderia a esconder, fazer um feitiço de esquecimento em Estevão, criar sua herdeira em seu país e a deixar nesse mundo, onde seria soberana independente do que tivesse no meio de suas pernas. Talvez conseguisse lançar em Estevão um feitiço forte suficiente para fazer ele esquecer Estela, poderia a apresentar para os deuses, a fazer rainha de seu país, poderiam governar lado a lado, iria mandar fazer uma coroa de safiras, ela ficaria linda de azul, melhor do que ficava de verde. Ele não conteve um sorriso sincero, no fundo adoraria que o bebê fosse seu, era um leque de possibilidades que iria se abrir em sua vida, era sim um risco, mas era o preço da felicidade.

Ele era Perseu, o rei das safiras, a cria de uma coisa cruel, e era, com certeza, amaldiçoado.