Notas iniciais
Gostamos tantos dos nossos personagens e ele se dão tão bem entre si que continuaremos com eles enquanto pudermos. Onde estávamos com a cabeça de achar que apenas 10 capítulos estava okay? ~Enjoy~♥

Prazer amargo era o que ela se sujeitou a fazer. Mas, ela não conseguia controlar, como se explica um fogo que ela precisa apagar para evitar a dor?

Sinceramente, Auterpe não queria, ela estava com William, o que quer ele fosse, ele era ótimo. Otimista, estava animado pela gravidez dela, estava mais animada que ela. Um ótimo ouvinte, carinhoso e Perseu gostava dele, odiava Estevão. E ela ficou com Estevão. Quando ela parou de beijar William o olhou com uma pontada de dor. Ele era um jovem bom, o melhor amante que ela teve, não merecia a traição. Ela acariciou o seu rosto, ele sentiu o toque. De repente ele soltou uma risada, Auterpe ainda estava em seu colo.

—Do que ri?

—Estela precisa tomar banho em uma água que dá para cozinhar legumes. – Ele riu. – Sopa de Rainha. – Auterpe ergueu uma sobrancelha.

—Porque?

—De onde ela veio, as mulheres mergulham em água quente para aliviar as dores. – William acariciou o rosto dela. – Você sente dores muito fortes também? – Ela acenou positivamente. Depois inclinou a cabeça e negou. – Sim ou não?

—Eu faço sexo para não sentir dor. – William imaginava que tinha algo a ver, mas, ouvir da boca dela era outro sentimento, ele então parou um pouco.

—Mas... Isso significa que quando você tiver o bebê não vai mais querer ou ter vontade? – Ela sorriu.

—Por três luas. Mas, eu sou assim. – Ela deu um sorriso. – Terei alguns sintomas mais estranhos, mas... Eu acho que é porque estou aqui. Não no meu lado.

—Existe uma diferença? Ele ainda está na barriga. – Ela acariciou os cabelos dele.

—Oh William, fazem toda diferença. – Houve uma pausa. – É um ambiente estranho, o bebê não encontra nenhuma referência de magia que eu sou acostumada. É como se ele estivesse se sentir perdido dentro de uma gaiola mágica que não tem magia fora. – William acariciou sua barriga, e o bebê reagiu, e ele sorriu.

—Dói quando ele se mexe? – ela negou. – Os de Estela a machucam. – Ele disse em tom preocupado. – Será porque serão dois?

—Provavelmente. Mas, acho que são crianças dragões. – Nunca poderia mencionar que sabia que um bebê não era de Estevão, e sim uma criança de Saphiral. Devia ser ela que começava as brigas, provavelmente. Dionio disse uma vez para ela e para Perseu que quando ambos se mexiam, Éfellya sentia como se sua barriga fosse abrir, como a criatura maligna que ela era quase matou eles quando nasceram.

—Eu realmente espero que sejam apenas bebês. – Eles riram. Bebês normais eles não eram, mas, sendo humanos estava ótimo.

—Mas, posso pensar além, eles não são desse Reino, não é??

—Quem?

—Estela. Ela não é daqui, não é?

—Não.

—Se um bebê está em um Reino desconhecido. – Ela se referiria ao bebê de seu irmão, como ele pode ter conseguido? William iria interpretar como filho de Deragona. – Sem um vínculo com a magia materna, ele não vai se sentir confortável. – Eles voltaram a se beijar. – Eu acho que se tivesse alguma coisa do meu lado aqui comigo eu sentiria menos dor.

—A comitiva do seu irmão é do outro lado. – William falava enquanto enrolava os dedos dele nos cabelos dela. Eram lindos.

—Mas, não é a minha comitiva. Não é a mesma coisa. Pense em um amuleto, um animal...

—E para essa gestação se possível qual animal você queria ao seu lado?

—Meu lagarto azul. – Ele ergueu uma sobrancelha. Haviam muitos lagartos nas florestas, era possível eles acharem um da cor azulada. – É um tipo de dragão.

—Outro? – Já não bastava os de Estela, ela queria outro para aquele Reino?

—Oh, não. Ele não é grande, lógico, ele cresce, mas, ele é do tamanho de um gato. É um elo entre o mundo de lá e desse aquilo. Alivia dores e claro, mostra que você pode estar do lado errado. – Estava preocupada com Perseu, não sabia qual o rumo as coisas estavam tomando, a dimensão que a batalha seguia, sabia que os Rubis Negros eram uma escória completa e uma prole desprezível.

—Perseu está bem. – William olhou em seus olhos. – Você disse que ele é bom em batalhas, então ele é corajoso. Ele tem dragões, não é?

—Perseu não usa animais em batalha, isso é cruel, quem faria uma coisa dessas? Estressar os animais em combates e. – William olhou para o lado.

—Meu irmão fez Estela fazer isso com um grupo invasor. Claro, foi divertido. Embora, dragões são para as batalhas. – Auterpe não queria deixar o gosto do prazer amargo de Estevão em seu corpo. Ele era cruel, porque os dragões não comem ele de uma vez? Pelo comportamento corporal, nem as feras gostam dele. Seu corpo tremeu. E ela se deitou com ele. Oh, esse bebê iria ficar de castigo assim que nascesse.

Ela então segurou no rosto dele com as duas mãos.

—Eu quero um banho de mar. – Ela comentou, William atenderia esse pedido. – Mas, quero que você tome banho comigo. – Um sorriso cresceu em seus lábios. Porque por Ares da guerra ela fez aquilo? Porque a gravidez fez ela ter esses sentimentos repugnantes por aquele ser detestável? Porém, bem encorpado.

—O que a Princesa quiser... – Ele disse.

Ela queria voltar para Ruphira, não era pedir demais. Onde Perseu poderia estar? Quando ele autorizaria ela a voltar? O que ele ainda precisava fazer?

*

Esmerel era linda, um Reino repleto de beleza, o palácio era fabuloso, tantas esmeraldas fazia o Rei Perseu se lembrar de Estela, e quando mais pensava nela, em mais coisas parava de falar e prestar atenção. Ele olhava para as grandes janelas que reluziam em qualquer luz que tocasse nelas.

—Rei Perseu! – Aya chamou sua atenção novamente. – Como vamos prosseguir com o ataque? – Ele se virou para a guardiã de cabelos castanhos escuros que parecia esperar uma resposta, na verdade, ela estava esperando uma resposta. Ele fechou os olhos.

—Onde estávamos?

—Viemos ver se eles aceitam a nossa aliança. – Heratho respondeu, os olhos cinzas dele estava trazendo lembranças de olhos verdes que beiravam ao cinza. Perseu passou a mão no rosto e fechou os olhos. Era desconfortável estar nessa posição, naquele Reino, principalmente naquele reino. Por muitos motivos. Um deles, eram as porcelanas que estavam em quase todo reino. Havia um motivo para elas estarem ali em pontos estratégicos; e ele não estava se concentrando o suficiente.

—O que nós fazemos agora? – Vikell perguntou. Perseu pensou um pouco. Olhou novamente para o castelo que ficava em cima de uma montanha, com um enorme jardim, não queria um confronto sangrento como foi em Ruphinegré.

Perseu se levantou, precisava esvaziar a cabeça, pensar em Estela e no que ocorreu com eles, cada momento estavam tirando seu espírito de batalha e atrapalhando sua estratégia. Quando ele se levantou para caminhar, uma pedra grande atingiu Musphee na nuca. O som chamou a atenção dele, que quando olhou em volta se deparou com oito Guardiões com vestes verdes, cada um com uma esmeralda em uma parte do corpo, eles os cercaram. E claro, os outros sete não estavam à vista. Ele estralou os dedos, e imediatamente os Guardiões avançaram entre os outros. Em várias trocas de ataques, Perseu e Heratho diziam que apenas queriam conversar, não vieram para atacar, mas, para conversar, queriam uma aliança, mas, nunca foram respondidos. Eis, que quando tentaram usar veneno neles porque, se morressem, eles teriam controles sobre os portais para outros lugares, as Safiras precisavam revidar e depois de muita luta eles seguiram para o Castelo, não era esse o plano, mas, as coisas escalaram rápida demais. Antes de chegarem ao castelo, os Guardiões ficaram para atacar os outros sete Guardiões, e Perseu teve que seguir sozinho para conversar com a Rainha das Esmeraldas.

Uma vez no jardim, ele percebeu que haviam flores demais, será que Estela recebia flores diariamente? Haviam muitos narcisos, poucas rosas, tinham também esculturas e estátuas das rainhas de Esmerel, haviam mais de vinte estatuas, mas, ele sabia que Esmerel desde que surgiu haviam apenas nove reis ou rainhas. E ele não queria descobrir porque colocariam estatuas de mulheres ou homens aleatórios.

—Você demorou, mas, não tardou. – Uma mulher de longos cabelos vermelhos vivos e olhos violetas, com um belo vestido verde cheio de pequenas pedras coloridas e adornos dourados, sorria para Perseu que parou na última estatua para observa-la, quando ele se virou notou uma rainha muito diferente da estátua, mesmo que ela fosse feita de porcelana, o rosto era diferente, não era parecido, e por ser o último deveria representar a Rainha daquele lugar. – É uma honra está de frente á você. – Outro sorriso dela, ele pegou a espada, mas, não a segurou em forma de defesa, ou ataque.- Perseu das Safiras, seu rosto é lindo.

—Estou procurando Devana das esmeraldas. A Rainha de Esmerel. – A mulher deu dois passos para frente. Ele segurou a respiração.

—Eu sou a Devana. – Perseu olhou sem entender. Aquela não era Devana, ela tinha os cabelos pretos. Ou seriam castanhos? O ponto era, não era ela. – A Rainha das Esmeraldas. E não me olhe com essa cara, sou eu. – Ela passou a mão no rosto. – É do seu agrado? Não acha que seria uma ótima ideia se nós nos unirmos assim como nossos Reinos?

—Não assim. – Ele respondeu devagar. – Eu não quero me casar com você... Não estou procurando um casamento. – Devana arfou.

—E quando você vai querer casar? Já pensou no quão lindos nossos filhos seriam? – O peito dele apertou, talvez se fosse verdade, ele já era pai, e não estava casado para ter um filho.

—Podemos fazer uma aliança diplomática. – Ela franziu a testa. – O fato de Éfellya ter danificado dimensões, nos coloca todos em perigo. Você não iria querer que outros mortais entrassem no seu Reino e destruíssem o seu jardim. – Houve uma pausa. – É um belo jardim. É um lindo reino.

—Isso significa que você e as Safiras sempre iriam proteger Esmerel? – Ele acenou. Mas, não era o bastante para ela. Ela queria ele, porque ela era obcecada na beleza do Rei de cabelos brancos e profundos olhos azuis.

—Eu não quero uma aliança. Isso não beneficia em nada...

—Seus súditos e seu Reino gostariam de uma proteção longa, para futuras gerações e.

—Eu não quero me juntar ás Safiras, eu tenho repulso por elas, e você sabe. Eu quero você. E se eu não tiver você, eu não quero nada. – Ela puxou uma espada que estava na entrada do palácio. Perseu respirou fundo.

—Devana, eu não sinto necessidade de atacar você, porque, simplesmente não quero te machucar. – Ele mantinha a espada em mãos, que estava baixa, ele não pretendia ataca-la. Tanto que a esperou no jardim, não se aproximou da escadaria que dava para a entrada do local. – Eu quero uma aliança, um acordo, nós precisamos disso agora e.

—Tire isso da sua cabeça! – Ela berrou. – Todos estavam ansiosos para colocar sua cabeça numa bandeira de prata e ter todo seu poder e fazer o que quiser. Eis, que eu estou aqui por você, não pelo seu país, seu reino ou pedra. Por você!

Ele deu um passo para trás, e seus dedos apertavam o cabo da espada. Mesmo que Devana se aproximasse, ele não queria atacar, porque não parecia com a Rainha, mesmo que ela dissesse isso com uma voz firme, e com veracidade, mas, não pela aparência.

—Por favor Devana, podemos resolver isso sem lutar, eu não quero te matar. – Ela tirou um prato de porcelana na estátua mais próxima dela e o olhou feio pra o Rei. – Você percebe como isso não levará a lugar nenhum, e na próxima Geração seu herdeiro governará esse Reino?

—Eu não quero nada do futuro. Vivemos o presente. – Antes que Perseu pudesse responder algo ela jogou o prato de Porcelana que bateu na lateral da sua cabeça quebrando, o deixando com um longo corte cabeça. Ele não caiu pra trás, apenas ficou em choque por ela ter jogado algo nele. Um dos cacos voou até a mão dela e então ela passou no rosto, como e fosse um pano. Perseu enxugou o sangue que escorria pelo seu rosto. – Oh, talvez desse jeito você mude de ideia..

Não foi um golpe para machucar, foi um golpe pra distrai-lo? Foi quando ela começou a passar a mão nos cabelos e no seu rosto por todo o corpo bem na frente dele, eram movimentos rápidos, porém, quando ela terminou de “se arrumar”, Perseu engoliu em seco. E ficou imóvel. Até alguns instantes atrás, o Dom de Porcelana para ele não passava de uma lenda para ele, e agora estava ali, materializada na frente dele.

—Oh... – Perseu sentiu seu corpo tremer, e sabia que iria perder.

—Ah! – Devana exclamou sorridente. – É desse jeito que você aprecia. Não me surpreende que alguém como você também não aprecie uma garota tão bela quanto você merece... – Ela esticou os braços para poder abraçar. – Não me abandone Perseu fique comigo.

A espada de Perseu caiu no chão. Na sua frente estava Estela; os cabelos brancos, os olhos verdes claros, quase cinzas, a voz angelical, olhos brilhantes e grandes que demonstravam toda a pureza que a Rainha de Calasir possuía. Ele poderia ficar ali em Esmerel, toda a essência de Estela mantida em sua memória estava na sua frente. Esse era o Dom de Porcelana. Não era mais uma mulher de cabelos vermelhos vivos e olhos violetas enlouquecida, era uma doce menina frágil, querendo seu abraço porque estava com medo.

—Não. Não Devana, ela não. – Perseu se afastou abruptamente e pegou a sua espada no chão, Estela estava do outro lado do Portal, com Estevão, sendo uma boa esposa, independente porém, ele não deveria ter tirado os olhos dela. Pois Devana chutou o ombro que Zuelly tinha ferido na batalha anterior, o fazendo soltar novamente a espada pela dor aplicada no ombro onde ela avançou sobre ele com uma agilidade que se não fosse pela aparência dela, isso não teria acontecido. Ele tinha bons reflexos, conseguia impedir que ela o acetasse mais, porém, ele não conseguia revidar e estava tendo levantar.

—Como você pode me abandonar e me deixar sozinha? – Perseu ficava forte, evitava de deixar as lágrimas correrem. – Você não me deu tchau. – Nisso o Rei rolou e saiu de perto dela se erguendo rapidamente.

—Você não é Estela! Você é a Devana. – Mas, com o vestido verde, a aparência, o semblante, era difícil diferenciar uma da outra, era basicamente a Estela que nunca seria sua... Seu coração começou a bater descompassado. Ele colocou a mão na cabeça, a pratada doía, e ele não queria vê-la como Estela, porque não era.

—Eu sou Devana? – Ela colocou a mão no peito com uma voz inocente, enquanto se aproximava dele pelo jardim. Sua espada sumiu, ele precisava pega-la sem ser atacado. – Sou Estela, a Rainha que você quer coroar e morar no castelo das Esmeraldas. – Ela passou a mão no vestido, Perseu precisava de foco. – A mesma que você deixou grávida e sozinha. – Perseu deslizou-se pelo chão para pegar sua espada e apontar para ela, Devana se virou para trás, sorrindo para ele, não um sorriso ambicioso, o sorriso doce que Estela sempre emanava.

—Estela não está sozinha! – Ele exclamou empunhando a espada para atacar. – Ela está com o marido dela! – Nisso ele deu um golpe com a espada, mas, foi mais para assusta-la do que para realmente ataca-la. Porém, ele não estava conseguindo. Involuntariamente seu corpo estava tremendo.

Cada golpe da espada dele, era respondido com um bloqueio igualmente poderoso da parte de Devana, e vice e versa; Perseu tentava controlar sua respiração, mas, ela o pegou onde mais machucava.

—Meu marido? – Ela avançou novamente fazendo ele recuar para não deixar a espada cair, quando colocou sua atenção nela, ele se sentiu péssimo. Devana na aparência de Estela, mostrava uma barriga saliente de gestante. E quando ela passou a mão na barriga Perseu recuou, ele não avançou. – Você quem queria me trazer para cá, e me transformar na sua Rainha, como pode deixar seu filho do outro lado? – Perseu recuperou a postura e avançou.

—Não é um menino! – Ele berrou e ela sorriu.

—É uma menina? Teremos uma menina? – Ela perguntou em um tom divertido e então ele parou. E quando o fez, ela deferiu um golpe que rasgou sua bochecha, antes dela colocar a lâmina em seu pescoço ele jogou bloqueou a espada dela e deu uma volta, estava pronto para ataca-la. – Você também vai me machucar?

—Não... – As lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. – Eu nunca iria te machucar. – Ele a encarou e ela sorriu docemente.

—Eu sei. – Devana deferiu um golpe rápido abaixo da costela dela do lado esquerdo do seu corpo.

A sensação de quem foi pego de surpresa o despreparou, ele sabia que não ela Estela, mas, não estava conseguindo desassociar uma da outra, porque, era tudo o que ele queria e estava ali na frente dele. Antes dela afundar mais a espada, Perseu a empurrou com o pé fazendo ela cair no chão. Perseu precisou ser forte para tirar a espada de seu corpo e joga-la longe de Devana. Ele a olhava profundamente, como se conseguisse ler a sua alma, ele analisava meticulosamente cada centímetro dela. Como ela conseguia fazer isso, roubar a aparência de Estela, aquilo não era um Dom de Porcelana, era uma maldição.

—(...) – Perseu respirava fundo, não conseguia falar, não conseguia ataca-la. – Devana, estou te oferecendo pela última vez a chance de uma aliança passiva e.

—Me chame de Estela. – Ele segurou onde ela havia o ferido. – Porque não podemos ficar juntos afinal? Cabelos brancos, em nossos filhos daria um charme fenomenal a nossa família.

—Você não é a Estela. Não existe essa de nossos filhos. – Devana se sentou suavemente, sabia que ele não iria ataca-la. – Podemos conversar. Ser aliados e.- Assim que Devana se levantou Perseu tentou levantar a mão, porém, aqueles olhos grandes que pediam ajuda desesperados, então ele podia ouvir o quão monstruoso era, o quão era errado, e só pelo fato dela ter dito que estava grávida dele, mesmo que fosse, ela estava com Estevão, e aquele cara deplorável.

—O que aquela pobre criatura frágil fez com o magnifico Rei de Saphiral? O assassino de Reis, o articuloso, estrategista e formidável. Agora, está todo ferido. Que estado deprimente. — Quando ela disse a última frase, houve um brilho malicioso em seu olhar, foi ali que Perseu empunhou a espada e colocou no peito dela.

—Cala a boca! Ela não é uma pobre criatura. – Nada te dá o direito de falar assim dela. – Devana percebeu que havia o atingido quando o tom da voz dele mudou. Ele estava sangrando, ferido, e emocionalmente machucado. Ela afastou com os dedos a lâmina da espada de Perseu dela.

—Tem razão. – Ela falou arrumando a coroa em sua cabeça, era uma visão destemida de Estela, que ele não conheceu. – Não me dá o direito de falar assim dela. – Foi quando ela se levantou e tentou acariciar o rosto dele, ele ainda mantinha a espada firme, mas, ela ainda tinha a aparência da amada. – Então me conte, como você se deixou cair por uma mortal? Logo você, Rei Perseu. – O sentimento dentro dele foi sufocado. E vendo a fraqueza dele exposta, Devana sabia que podia vencê-lo. Pois, ele estava tão exposto quanto um livro. Quando ela tocou em seu rosto, Perseu sentiu um arrepio e fechou os olhos. Não era o mesmo toque de Estela, mesmo que se parecia com ela, era quente como fogo, porém, o sentimento depositado nele era frio com gelo. Perseu segurou o cabo da espada com mais força, ele estava sonhando com Estela e estava perdendo. Sua confusão mental o deixou deliberadamente fraco, ele tinha que se concentrar o suficiente

Foi nesse momento que ele revidou, afastou seu toque e começou a avançar, ela estava sem sua espada física, mas tinha sua espada materializada de energia, na qual era tão forte quanto de Perseu, era uma energia caótica, então possivelmente a espada de Perseu seria quebrada se ele não desse um golpe final, de alguma forma, ele precisava, apenas não conseguia. Mas, devia passou muito tempo naquele duelo. Inicialmente ele estava tentando encurralá-la em algum pedestal, árvore, parede, qualquer local para ela parar de defender e atacar e ele fazer o mesmo, ele estava sangrando, e ela estava ótima.

Como Estela. Mesmo com dores, triste e confinada, ela estava ótima de espirito. Foi quando ela tropeçou caiu de costas no chão, fazendo Perseu tropeçar junto com ela. E quando perceberam o Rei estava deitado sobre a Rainha, tal como houve naquela noite magnifica de lua, porém, agora ele estava prendendo Devana, não Estela no chão numa posição extremamente vantajosa para Perseu. Foi quando ela olhou no fundo de seus olhos, Perseu viu uma fina faixa de coloração branca, antes que a Rainha pudesse beija-lo, era o que ela desejava, em uma fração de segundos ele quebrou o pescoço dela. O som o assustou e assim que viu o brilho deixar os olhos dela, ele se afastou. Uma expressão de horror tomou conta dele, porque, a aparência da Rainha não mudou, continuou como Estela, era isso que Esmeraldas faziam, tomavam a beleza dos outros para si mesmos, por isso haviam tantas estátuas diferentes. Em um ato de pânico e arrependimento, nunca faria aquilo com Estela, como Estevão podia ser tão cruel com ela?

O Rei empurrou o corpo dela para longe dela e tirou a coroa de sua cabeça, como sempre, devia colocar ela no trono, depois do Jadanêo não queria coroar mais ninguém, era sempre dor de cabeça. O palácio por dentro era lindo, realmente, seria um lugar lindo para Estela morar, teria estátuas dela ali, ela teria um jardim apenas dela, e ainda por cima, um salão para dançar quantas vezes quiser. Assim que saiu do palácio encarou Devana mais um pouco, quando seus Guardiões apareceram, parece que eles ficaram ali por um tempo. Geralmente Giorgio, Aya e Vikell colocavam o corpo em um lugar para que os Mestres achassem, mas, nunca o herdeiro. Existia uma construção harmoniosa perto dali, seria um bom lugar para deixar a Rainha, era como um mausoléu de madeira com flores.

Nottpos se aproximou da Rainha caída e levou um susto genuíno.

—Mas, não se parece com. – Era Muito semelhante à Rainha de Calasir, não era semelhança, eram idênticas, podia se dizer que era a mesma pessoa, Nakumma olhou a Rainha, não havia sangue vindo ela, apenas o pescoço quebrado, já o Rei estava acabado.

—O que houve Rei Perseu? – Musphee se aproximou de Perseu que estava segurando suas feridas,

—Eu odeio Esmeraldas. Eu odeio as Esmeraldas em si. – Nakumma observou o Rei, quase foi ferido por uma Rainha que não estava ali, nunca conseguiria fazer nada sozinha e bem, ele estava ali, quase derrotado. Ela se aproximou dele.

—Todos nós odiamos, mas, agora, você precisa se curar disso. – Ela disse firme.

—Acha que já podemos trazer a Princesa de volta? – Nottpos perguntou. Perseu acenou positivamente.

—Assim que chegarmos em Saphiral, mandem Melerofonte levar uma carta, escrito que Pardóx está seguro para o retorno da Princesa de Saphiral e Ranha de Ruphira. – Perseu respirou fundo. O que importava agora era trazer Auterpe para sua casa.

E claro, era a vez dele ser o anfitrião, claro, depois que se curasse por completo.

Notas finais
{Você sabia que quando você comenta em um capítulo, motiva o autor? Algumas histórias são descontinuadas por falta de incentivo... O incentivo é a melhor forma de ajudar um escritor.} ~♥Beijos da Autora♥~