Notas iniciais
Estamos no final da Temporada!! ~Enjoy♥

—Descobri por meio de Hermes que Hades está te incomodando... – A deusa Atena surgiu no quarto de Perseu de repente; claro, ela não precisava de aviso ou dizer que estava chegando, apenas surgiu, com seu elmo, lança e seus cabelos castanhos claros. – O que está acontecendo contigo? – Perseu estava atordoado. Bebeu muito na festividade de Ártemis e estava tentando manter seus pensamentos no lugar para não explodir o quarto. – Você quase perdeu uma batalha muito fácil para as Esmeraldas. – Ela começou dizendo em tom rígido. – Você sempre foi brilhante, meu orgulho, minha estratégia e meu Rei das Safiras. Eu fui muito certeira em lhe dar uma ótima visão e agilidade. Tirando eu, nenhum outro deus poderia falar com você. – Ela o encarou nervosa. – Porque Hades está te importunando?

—Ele não está. – Começou a dizer, porém, Atena se aproximou dele.

—Não! – Ela exclamou. – Você caiu nas graças do Cupido? Na doentia deusa do amor? – Perseu abaixou a cabeça, era como uma afirmação, Atena negou desaprovando totalmente o comportamento dele. – Você me prometeu que não se apaixonaria até os duelos e batalhas acabarem. – Ele não ousou retrucar, não queria contradizer a deusa. – Você se lembra do que acontece com quem mexe com seu coração? – Perseu esfregou os olhos, ele não morria, outros morriam. Duas morreram por entrarem cedo demais na sua vida. – Como você se atreveu?

—Não tive intenção...

—Você e seu bom coração, sempre salvando todo mundo, mas, eu vou te lembrar mais uma vez; Perseu Archi, só estou aqui porque sua mãe trouxe muita desgraça não apenas para Saphiral como para toda Pardóx! – Ela gritou. E depois se acalmou. – O que você vai fazer com a Herdeira de Saphiral? – Perseu congelou, ninguém podia saber, mas, quando nasce um herdeiro, um timbre é ouvido, em todo lugar, todos do Reino sabiam que um dos dois bebês era o herdeiro das Safiras, mas, qual seria? A Rainha era de outro lugar e era casada. Mas, nem todos os súditos eram burros, eles sabiam que era a menina, e como ela recebeu mais presentes, Perseu e os Guardiões tiveram que dividir para aparentar que ambos ganharam a mesma quantidade, o menino, mais ainda. Mas, não foi ele.

—Ela vai ficar com a mãe. – Atena o olhou incrédula. – Ela não poderia escolher um dos filhos. E bem, ela... – Atena fez um movimento com as mãos como se rejeitasse a ideia. – Ela não é casada comigo, então não precisa morrer. – Ele lembrou rapidamente.

—Quer que eu transforme o cara em uma morsa? Ou uma. – Atena não teria piedade de Estevão, o que seria bom, entretanto, não era certo, ele era o errado nessa história.

—Não! Por favor deusa Atena, por favor. – Ele se levantou meio tonto, completamente infeliz. – Não faça nada com eles, Hermes já se apresentou, eu posso esperar Auterpe ter outro filho, e ele ser o Herdeiro de Saphiral, como aconteceu conosco, por favor, não machuque ou torture eles. Eu prometo que eu vou ser mais concentrado. Apenas, deixe a garota em paz. – Ela fez uma cara de repulsa.

—Hãn, já que está tão amiga de Hades, não faz igual ele e sequestra ela? Funciona... – Perseu negou com a cabeça, então, ela se agachou na altura dele, olhou em seus olhos. Como se lesse sua mente. – Você fez tanta coisa errada, está desmanchando a minha honra; o que faço com você?

—Eu já estou sendo punido o suficiente. – Atena concordou. – Não preciso de muito mais. Ela não vai me perdoar, eu errei e. – Houve uma pausa. – Fui comparado a um bêbado como profissão. – Atena odiava esse tipo de homens, por isso Perseu estava de ressaca, não podia beber a ponto de se embriagar. O Rei arfou. – Tem mais alguma coisa que Hermes te contou?

—Que ela é linda, de cabelos brancos. – Perseu concordou. – Eu quero ver ela.

—Não... – Atena o encarou. – Hermes deu um susto na mãe, eu não acho que seja confortável para vossa divindade lidar com esse tipo de homens. – Ela ergueu uma sobrancelha. – Por favor, não vá, ela vai ficar furiosa, o Rei de Calasir iria castiga-la.

—E você não quer que eu transforme ele em um cervo para um enorme banquete?

—(...) – Perseu considerou a opção por segundos. – Ele tem um Reino, e súditos que precisam dele. E ele só está aqui por causa do rasgo na dimensão. – Atena inclinou a cabeça. – E se eles em revolta invadirem e destruir Pardóx por inteiro? – A deusa pareceu entender. – Só preciso que ele saia para eu fechar o portal.

—Você quem sabe. Mas, também está avisado.

—Sem demonstrar fraquezas, vencer as batalhas e honrar Atena. – Ela acenou convencida.

—Corretamente. Rei Perseu...

—Deusa Atena... – E em uma reverencia formal, ela sumiu como uma coruja pelo céu, Perseu respirou aliviado e se jogou na cama. Como Hermes era fofoqueiro...

Como todos estavam exaustos da longa noite e Estela não poderia amamentar seus filhos, mesmo que ela gerou, sentiu todas as dores e quase morreu por causa deles. Assim que as amas de leite chegaram no quarto, ela resolveu sair. Quando Estevão pediu para Navi arrumar amas de leite para os bebês, pois, aparentemente as mulheres da Aldeia de Deméter não estavam deixando Eilon mais forte que Eveline, e a mulher que Perseu deixou lá a noite sumiu de manhã. Quando Navi apresentou as tias dele, a mais nova tinha 21 anos e já teve 8 filhos, e a mais velha tendo seus 10 filhos, Estevão nem se preocupou se elas dormissem no quarto, porque significava que elas eram fortes e seus filhos ficariam fortes. Estela estava frustrada, Perseu tentou comprar seu perdão e desculpas com um grande jardim, dois na verdade, e chegou ao ponto dele pedir para ela escolher entre seus filhos e ficar com ele. Independentemente. O sacrifício dele foi valido, mas, foi um ponto de grande manipulação. Era uma sensação difícil de se livrar,

—Bom dia Estela! – Auterpe surgiu no corredor, ela parecia animada.

—Bom dia Auterpe. O que houve? Está animada, achei que voltou para Ruphira. Você viu Orion? – Auterpe desanimou um pouco e fechou os olhos devagar. – Desculpa.

—Não se preocupe comigo. – Ela respirou fundo. – Perseu pediu para eu dormir no castelo pois, os festejos acabam tarde e eu não vim com minha grandiosa comitiva. – Ela estav feliz em ver Auterpe, não sabia exatamente o porquê, mas, a considerava tanto.

—Então está melhor?

—É muita coisa para pensar, eu sei que fiz o certo. Mas, e você? Fez o certo com Perseu? Ele sabe da Herdeira de Saphiral?

—Você vai querer que eu fique também? Abandonar o meu filho? Você e seu irmão falam as coisas e dep. – Auterpe abaixou a mão.

—Eu não sei o que ele falou pra você, mas, ele me contou que vocês se desentenderam muito. Ele não sabe como agir, mas, ele está esgotado, eu sei. Eu sinto. – Estela estava segurando o choro; Auterpe a abraçou, com força. – Quero te contar uma história...

Estela e Auterpe caminhavam em rumo a um enorme salão, seria um ótimo salão de dança, porém haviam tapeçarias, cada uma contava uma história. Auterpe começou dizendo que uma Rainha de Espírito Maligno Cruel e sem Alma, teve dois filhos e enquanto estava em seu útero a Rainha invadiu e aniquilou vários reinos, matou diversos habitantes e deixou cerca de 89 reinos sem vida, apenas o caos, e milhares de vidas foram destruídas. Muitos reinos que tinham alianças com os reinos destruídos ficaram revoltados com Saphiral, e nisso Perseu ficou conhecido como uma criança cruel, maligna, perversa e tinha apenas três anos, com cinco anos tentaram matar ele diversas vezes junto com a princesa de cabelos brancos; significava que eles estavam sempre na mira de inúmeros Reis, o que o pequeno rei poderia fazer senão correr atrás de alianças, eles não podiam desfazer o mal que sua mãe fez; mas, queriam a paz.

—Perseu vive cuidando dos outros, ele é sempre o último a se agradar porque ele nunca era agradado. – Auterpe segurou na mão de Estela. – Desde pequeno eu mal via o Perseu sorrindo. E foi só ele olhar pra você e de repente, ele sabe sorrir.

—(...) Eu só queria que ele acreditasse em mim.

—E te sequestrasse pra cá? Porque, ele tem um deus que fez isso. – Houve uma pausa. –No fundo eu tenho certeza que ele estava pensando na sua segurança, até porque, nós somos gêmeos e Herdeiros Amaldiçoados. Odiamos a nossa mãe, e sinceramente, estar em Calasir e não se preocupar com o nosso passado era muito bom. – Auterpe tinha um tom sombrio na voz. – Sinceramente, eu acho que Perseu ficou com receio de ter um filho que pudesse ter o mesmo destino dele. Até porque Éfellya tentou nos matar. Sempre tentou e.

—Auterpe! – Quando elas se deram por fé estavam na sala de refeições, e Perseu estava descendo as escadas. – O que você está fazendo? – Ela se afastou de Estela. – Prometemos nunca falar sobre aquela criatura demoníaca? – Sua irmã iria dizer algo. – Você não tinha o direito, ela arruinou tudo para nós, e eu duvido que você disse isso pro William!

Estela os olhou atenta. Ele não estava sendo agressivo nas palavras, parecia que ela estava sendo reprendida por apenas contar a verdade.

—Não contei. – Ela se recompôs. – Não importa, eu não estraguei tudo. – Auterpe começou a aumentar a voz. – Foi aquela hidra de mil cabeças.

—Auterpe? – Era a voz de William, eles não tinham se visto, ela ficou escondida de seu campo de visão. – Quando, o que... – Ele sentiu falta dela, mas, também não esqueceu o que ocorreu quando a viu pela última vez. – (...)

—William. – A voz quase não saiu. – Ela olhou para Perseu.

—Ele merece saber... Gêmea amaldiçoada. – Os ombros dela caíram. – Desde o útero.

—O que? O que eu preciso saber? Aconteceu alguma coisa com Orion? Fizeram algo com ele? – Auterpe não queria chorar, nem queria lembrar dele.

—Tem um motivo plausível para Orion ter sido levado. Mas, você teria que me escutar...

Eles se afastaram de Perseu e Estela que mal se olharam, o que ambos diriam, e Perseu se sentia péssimo agora ela sabia do passado dele e também o menosprezava. Foi quando Estevão apareceu descendo as escadas, atrás dele estava Éritia de Cléota que segurava Eilon, não viu Evie, estevão se aproximando beijando Estela carinhosamente, Perseu virou o rosto disfarçando.

—Onde está Evie? – Ela perguntou preocupada.

—William acabou de pegar ela. – Ele olhou para Perseu. – Sua irmã não faria nada com.

—Não. Eles só estão conversando. Ela chegou ontem, provavelmente vai embora hoje, acho que eles só precisam conversar. – Estevão segurou Estela pela cintura.

—Faz bem conversar, é o caminho para um relacionamento saudável. – Perseu sabia que o relacionamento daqueles dois não era tão saudável assim. – Porque saiu do quarto sem me avisar?

—Auterpe queria conversar, me desculpa. – Perseu quis revirar os olhos, porém se manteve com postura. – Ela realmente precisava conversar. – estevão concordou com a explicação e depois de mimar muito o filho, sem deixar Estela o segurar, Perseu interveio.

—Porque ela mal segura o bebê Rei Estevão? – A pergunta era genuína, sem um pingo de malícia.

—Você sabe, Rainhas não amamentam... – Ele encarou Perseu. – Sua mãe amamentou você e sua irmã? – Perseu arrumou a postura desconfortável. Aquela criatura não se importava muito.

—Não. Ela; não tinha tempo pra isso.

—Viu meu amor? Isso não é tão incomum, até aqui eles fazem isso. – Estela sabia que não era pelo mesmo motivo que ela, aparentemente a mãe deles não os amava, Estela amava tanto Eilon quanto Evie. Era diferente.

Depois do dejejum, na qual Estevão apenas falava das grandes coisas que estavam sendo planejadas para seu Herdeiro, e de como algumas coisas em Saphiral eram fascinantes, que ao menos as estátuas das Aldeias foram feitas perfeitamente, e ele queria saber como foi feito e em quanto tempo, pois, ele queria uma do Herdeiro de Calasir, foi quando Perseu mencionou que ele podia ter uma ideia de quanto tempo uma obra era feita em Saphiral, que aquela tinha sido feita em dois dias. Sabia que surpreenderia Estevão que era todo exagerado, ele seria exagerado mostrando a parte de cima do jardim que ele mandou fazer para Estela; a expressão de surpresa e incredulidade para Perseu foi muito gratificante, dois dias, e uma construção daquelas?

Se ele tivesse aquela mão de obra ajudaria em muito toda Calasir, sempre reformando, mais e mais rápido. Eles só ficaram na parte de cima, a parte de baixo era apenas de Estela. Foi quando Mandrik, Navi e Estela se reuniram para conversarem sobre a aliança naquele jardim maravilhoso. Ainda estava conversando com William, que ouvia tudo atentamente, e mesmo com a sobrinha no colo prestava atenção quando a Rainha de Ruphira. Ambos sentiam falta de Orion. Enquanto isso, Estevão citava o que ele gostaria de levar para Calasir, e como seria benéfico para Perseu, porém, o Rei das Safiras nem ligava mais, ele estava imerso em sentimentos incontroláveis, ele prometeu para Atena. Foi quando Aya deu um grito. Quando todos se viraram para o lado que o grito vinha, Perseu sabia o que significava, ele avançou para que todos se abaixassem, porém, Estela não consegui, foi quando algo a arrancou do chão a elevando acima de suas cabeça, ela gritou, dessa vez ela conseguiu gritar e quando Mandrik foi revidar, Navi o segurou pois, um segundo Guardião golpeou Perseu nas costas. Foi tão rápido que quando Estevão olhou para cima não viu mais nada, nem ninguém. Heratho se aproximou deles, o rei de Calasir estava tremendo, os Guardiões estavam ofegantes.

—Cristais! Eram Cristais! – Heratho exclamou. – O que eles queriam? Quem eles pegaram? – Foi quando Auterpe saiu na janela que dava para o jardim. E Perseu olhou para ela. – Rei Perseu, eu não sei como eles entraram...

—Eles foram para Crislátia. – Aya falou olhando para o lado que eles foram, eram quatro, dois levaram Estela, um golpeou Perseu e um jogou algo que atordoou os soldados.

Estevão começou a surtar, alguém levou de novo sua esposa, sua rainha, a mãe de seus futuros filhos, simplesmente na frente deles, ele sabia que aquele Rei de cabelos brancos não era de nada.

—O que foi isso?! Onde fica esse reino?! O que eles queriam?

—Um sequestro?! Pois pra mim, pareceu que sequestraram a Rainha... – Giorgio respondeu com uma expressão óbvia, Navi quase deu um tapa na cabeça dele.

—Calma. – Perseu pediu. – Estevão, se acalma, podemos resolver isso... — É um país um pouco longe, mas... Resolvemos isso... – Perseu continua ser nervosismo

—Chegamos lá em quanto tempo? Precisamos trazer minha esposa de volta! – Ele começou a ficar aflito.

—Chegamos quem? – Nakumma perguntou erguendo uma sobrancelha. – O senhor não vai. Nós – Ela apontou para Perseu e os guardiões. – vamos.

—Ela é minha esposa, mãe dos meus filhos, é óbvio que vou! — Nakumma quis dizer algo sobre as agressões, mas resolveu que deveria ficar calada.

—Aan, você tem o que de especial para adicionar em uma batalha? – Nottpos o olhou vendo que Nakumma iria criticar Estevão. – Porque, eu não sei se você é bom em batalhas ou...

—Não importa se eu tenho ou não a magia de vocês, eu vou junto buscar minha esposa! — Estevão parecia um tanto indignado, aqueles insolentes achavam que ele tinha conquistado Calasir como? Com flores?

—Importa sim! – Heratho exclamou. – Cristais são traiçoeiros. Nossa “magia” nos mantem vivos. E não queremos que você morra. – Perseu queria, por um segundo.

—Rei Estevão, eles não farão mal a sua esposa. – Aya tentava acalma-lo. – Eu não sei se você sabe como funciona um sequestro... – Mandrik passou a mão no rosto, Estevão iria enlouquecer.

—Eu sei muito bem como funciona um sequestro! — Mandrik riu internamente, o início do casamento deles, entre Estela e Estevão, poderia ser considerado um sequestro — Eu quero minha esposa! — Perseu sempre achou que Estevão iria até o inferno atrás da mulher, agora, olhando nos olhos furiosos do rei de Calasir, ele tinha certeza, o homem tinha algo quase mais forte que magia, tinha força de vontade...E loucura.

Os Guardiões se entre olharam e em seguida olharam para Perseu.

—Rei Estevão, está ciente de que você pode morrer nesse duelo? – Perseu perguntou. – Se você morrer, quem vai cuidar, dos... – Ele se controlou. – Seus filhos? Sei que quer Estela, — Ele também queria. – mas, pode ser perigoso.

—Que espécie de Rei seria eu, se não for atrás da minha esposa? Como meu povo acreditaria que posso os proteger se eu não proteger minha esposa? – Estevão lembrou de seu pai, que sempre dizia que um homem primeiro escuta e protege a mulher que dorme ao seu lado para depois ouvir e proteger o povo que o segue – Eu estou ciente dos riscos e estou disposto a enfrentar quais sejam.

—Certo. – Perseu disse triste, ele queria ser o salvador de Estela, mostrar que ele se sacrificaria por ela, não estava contando com Estevão ser o “marido” amoroso. – É justo, tenho que perguntar, você tem alguma armadura?

Nakumma encarou Perseu, o Rei estava apaixonado. Seu estomago deu um nó. Ela perdeu o raciocínio por um tempo em seguida tocou no ombro dos Guardiões, eles precisariam pegar suas vestes de batalha.

—Sim, Mandrik e eu trouxemos nossas armaduras — Mandrik entendeu o que significava a citação de seu nome, queria dizer que Estevão o escalaria para ir junto, gemeu de irritação, essa porcaria de garota não poderia se salvar sozinha?!

—Como assim? Mandrik vai? – Nottpos deu um sorriso. – Não vai sentir falta dele Navi? Já que você nunca foi em uma batalha.

—Mandrik vai? – Perseu ignorou o comentário e se virou para Estevão.

—E em uma batalha contra catorze Guardiões, quantos ao mesmo tempo vocês acham que podem golpear? – Musphee perguntou sério.

—Sei lá, pagamos para ver — Mandrik deu de ombros um pouco incomodado com a arrogância de Musphee, eles eram bons, eles conquistaram a PORRA de um reino, conseguiam sobreviver a uns guardiões!

—Nós tivemos problemas com a Porcelana. – Nakumma lembrou. Observava o quanto o Rei e o Conselheiro do outro lado poderiam ser barulhentos. – Teremos problemas com a Resina Rei? – Nakumma perguntou antes de saírem para se armarem.

—Eu corro riscos. Espero que ninguém mais tenha.

Musphee abriu um portal como fez em Ruphira e deram de cara com um Reino muito assustador, antes de Estevão dar um passo para pisar do outro lado, Heratho o impediu. Estavam muito longe do castelo, e haviam muitas resinas, estátuas e mais estátuas, Estevão e Mandrik achavam aquilo besteira, era apenas estatuas, e que eles poderiam se camuflarem entre elas, mas, como era um resgate, seria perda de tempo. Então eles parar, atravessaram no pátio do Castelo, era enorme, com mais estátuas porém, aquelas eram assustadoras, todos se abaixaram em um dos arbustos para discutir como fariam.

—Precisamos verificar a área. – Mandrik falou, estava arrependido de estar lá, agora Navi estava a sós com Leodak e ele estava ali, no meio do mato, com sete crianças mal criadas e cheias da razão em um lugar assustador. – Vocês querem se dividir?

—Se nos dividimos, temos que estarmos prontos para atacar.

—O castelo é um labirinto? – Giorgio perguntou.

—Não, aqui é dos Cristais. Não Cristais Negros.

—Existe diferença? – Estevão estava reparando o local, Estela deveria estar assustada, o local parecia escuro por dentro e por fora, havia pouca luz, a maior luz que eles tinham era a da lua, algumas tochas dentro do castelo

—Porque se fosse Cristais negros a luta é resolvida no mundo dos sonhos. – Aya falou olhando para o lado.

Estevão olhou para Perseu; tanto ele enquanto Mandrik e ele usavam uma armadura de aço claro, com um dragão de esmeraldas cravejado no centro do peitoral, as ombreiras possuíam um detalhe que lembrava asas de dragões. Já Perseu e seus Guardiões usavam um tipo de material dobrável, que dava a eles mais movimentos, protegia alguns pontos, mais, não tudo.

—Tem certeza que estão seguros? –

Estevão perguntou antes de ouvirem alguém gritar “Ali” eles estavam em completo silencio, não tinha como ouvirem eles, então um pedaço grande de resina caiu sobre eles, apenas deu tempo deles saírem de trás do arbusto, porém, Giorgio foi atingido, na distração do grito do garoto, Aya foi atingida pelas costas, era um pedaço maior que foi jogado neles, aquilo a cortava de dentro pra fora, quando um Guardião vestido de uma armadura semelhante à dos Guardiões, porém azul claro, ele sorriu para Aya.

—Você não tem nada para contar?

—Não! – A garota berrou acertando o Guardião, que se movia mais livremente pois, não tinha algo o queimando. – Não tenho.

—Quem você ama secretamente? – O único golpe que a garota pode lançar foi um choque que deixou o Guardião imobilizado por um tempo.

Mandrik e Estevão lutavam cada um com um Guardião, mesmo com suas espadas, cuja as eram lâminas eram de aço tramado para torná-la mais resistente, o guarda mão é um dragão de asas abertas, o cabo possui cordões prateados em espiral e no pomo uma esmeralda, era basicamente difícil penetrar a pele de nenhum deles. Entretanto, quando Mandrik se afastou o suficiente conseguiu penetrar no abdômen do Guardião, entretanto corpo dele basicamente engoliu a espada e ela voltou para a mão do Guardião com a força de resina. Mandrik levou um susto. Vendo que Estevão iria fazer o mesmo, ele gritou para ele não fazer isso.

Foi quando Nakumma passou do lado deles enquanto tinha várias partes do corpo com pequenas resinas quebradas

—Pescoço! Ou perna! Sem combate frente a frente!

Estevão teve que optar por usar as mãos, para deslocar os pescoços, e não podia deixar a resina tocar nele, e aqueles Guardiões pareciam feitos de resina, ele não conseguia ver o Rei, não conseguia ver a entrada do castelo, mas, se todos derrotassem os Guardiões seria mais fácil entrar no castelo, havia gritos e quando ele se deu conta, até Mandrik estava gritando, ele tinha que se concentrar e ser tão rápido quando os Guardiões de Perseu que ainda estavam de pé, no momento eram quatro.

Perseu desceu várias escadas, pois o porão era o lugar mais óbvio que ela estaria. Foi quando ouviu vozes.

—Se você não é Auterpe, quem é você?

—Estela. Rainha de Calasir.

—E onde é Calasir?

—Do outro lado.

—E o que você está fazendo aqui?

—Eu a trouxe para esse lado. – Perseu entrou no porão, o Rei estava irritado, não era a Rainha que ele queria ele se aproximou do outro Rei. Que tinha um rosto limpo, era magnifico, por isso Estela não estava com medo dele. – Pelo visto seus Guardiões pegaram a Rainha errada.

Estela estava presa em uma enorme ampulheta do tamanho dela, ela não estava desconfortável. Ela estava surpresa em ver Perseu ali, claro, ele viria, mas, sempre esperava pelo pior primeiro. Perseu ergueu a espada e apontou para o Rei.

—Rei Hinken; eu não quero matar você, estou disp. – Antes dele terminar de falar uma fina peça de resina perfurou seu pulmão. Estela deu um grito, Perseu foi pego de surpresa.

—O seu coração está machucado. – Hinken se abaixou quando o outro caiu de joelhos. – Eu posso ter errado a Rainha e não ter pego o Herdeiro. – Estela colocou a mão na boca, iam mesmo matar Orion. Ele não podia saber da filha de Perseu. Em hipótese nenhuma, mas, ele nunca perguntou isso. Apenas porque ela se parecia com Auterpe. – Mas, eu peguei o filho da crueldade. Mirei no peixe e seguei o oceano. Por que seu coração dói tanto?

—Não... – Não podia demonstrar fraqueza.

—É por causa dela? – Ele tocou no vidro e Perseu se levantou.

—Não toque nela! Não se meta com ela.

—Porque não? – O Rei perfurou o estomago de Perseu, Estela estava presa e não podia fazer nada. – Ela não me parece importante, ela é uma mortal ela.

—Ela é o amor da minha vida. – Perseu levantou a espada para atacar Hinken, que se esquivava com agilidade, já que o Rei das Safiras estava sangrando.

—Não, ela é comum. Precisa se curar dela, Hades disse que mulheres são ingratas e Atena está decepcionada. – Ele dizia se divertindo, precisava que Perseu se mexesse mais para que a resina entrasse nele e atingisse um órgão importante.

—Ela não é comum, ela é maravilhosa ela não pode ser comparada, eu mergulhei no mais profundo do Tártaro para encontrá-la e você não tem permissão para tirar ela do meu Reino. – O Rei riu, porém, dessa vez Perseu o atingiu, seguido de outra vez, com fúria, em movimentos rápidos, ele estava ferido, mas, Perseu sangrava.

—Perseu, pare! – Estela berrou do vidro. – Chama ajuda, você está ferido!

—Estela. – Ele olhou pra ela fixamente, aqueles olhos azuis penetraram sua pele como da primeira vez que eles estiveram juntos. – Sei que você não vai me amar depois de ver meu pior, porque ele vai te assustar. Mais, saiba que meu coração seria sempre seu de um jeito ou outro. Me desculpa por duvidar de você e não poder te proteger, se eu pudesse voltar no tempo eu teria te conhecido em Deragona.

Estela recuou para trás.

—Em poucos dias, você me deu muitos anos de felicidade eterna! Obrigado!

Antes do outro Rei enfiar mais uma lamina no pescoço dele, Perseu foi consumido em chamas, ele gritou tão alto que foi como se ela estivesse vendo seus dragões cuspindo fogo, e quando ele berrou mais uma vez, o corpo do outro Rei foi chamuscado por raios enquanto ele gritava que ele era a criatura da Maldição, o Rei cruel que todos acusaram e chamaram, e no meio de berros, tudo ao redro foi consumido por chamas. Quando toda a fumaça se dissipou, retirou Estela da sua prisão de vidro. E olhou para ela, ela o viu arder em chamas, e apenas algumas partes de sua roupa estava apenas suja, ele lutou muito antes de derrotar o Rei, e nem a coroa do outro Rei sobrou, a sua estava chamuscada.

—Eu prefiro ir para o inferno do que ir para o céu se eu pudesse ficar com você. – Ele disse pegando-a no colo. – Eu amo os seus olhos, eu quero que você saiba que é uma das poucas pessoas que me fazem feliz, e você é a mais especial.

—Eu posso andar, você está machucado.

—Preciso te entregar para o Estevão. – A resina forçava a dizer a verdade, ou causava dor, no caso de Perseu, ele já sentia dor.

—Estevão está aqui?

—Ele disse que se ele não pode te defender, em quem o povo dele vai ficar? – Ele quis beija-la, ele encostou a testa na testa rapidamente e voltou a olhar para frente. – Eu não devia ter duvidado de você, eu queria estar com você o tempo todo, eu não durmo, eu me feri porque não parava de pensar em você. E eu queira dividir minha vida com você. Mas, cheguei tarde. Me perdoe. Me perdoe por eu não ter te salvo antes.

—Mas... Você me salvou.

—Não, antes, muito antes, antes de tudo. Mas, quero que você seja feliz com seus filhos em Calasir. Os dois.

—Perseu, olhe pra mim. Deixa eu descer! Você não está em condições de me segurar.

—Desculpe se demorei muito para dizer que eu te amo. Eu já sabia, mas, não estava em condições de te levar embora. – Ele começou a falar de uma forma automática.

—Você está me assustando. – Estela tentava tirar os cacos do peito dele, tentava virar a cabeça dele para olhar para ela. Mas, ele só caminhava em direção a Estevão.

—Eu poderia morrer agora. – Ele respirou fundo. – Tudo bem se você não chamar ela de Artemisa, ela é sua filha, apenas cuide dela e não deixa Estevão machuca-la. – Foi quando ele olhou para ela. – Prometa que sempre que se sentir triste ou com medo, você vai tentar olhar para si mesma, com meus olhos. E ver a quão corajosa você realmente é.

—Perseu... Rei Perseu. Me ouça! Para!

Estevão estava retirando os pedaços de resina do corpo de Mandrik, na verdade, ele também ficou segurando os Cristais que os Guardiões retiraram dos derrotados, eram grandes, do tamanho de sua mão, porém, ele não poderia ficar com eles, mesmo ansiando muito. E não entendia o porquê, eles estavam mortos.

Foi quando viu Perseu carregando Estela nos braços, ela estava cheia de sangue quando ele a deixou no colo de Estevão.

—O que houve? O que fizeram com você?

—O sangue não é meu. É do Rei Perseu.

—Pelos deuses! – Musphee gritou ao vendo Perseu vomitando sangue e caindo desmaiado. Heratho o segurava.

—Ele não foi tão forte... – Mandrik começou a dizer, quando Estela se virou para ele.

—Eu vi ele derreter um homem com uma raiva que eu só vi saindo de Jaspe e Sinler.

—Cadê a coroa? – Nakumma perguntou antes de verem o castelo ser tomado por chamas e fumaça.

—Derreteu.

—Temos que voltar, ele não está respirando!

Heratho falou enquanto Musphee abria outro portal e segurando Estela no colo eles voltaram para Saphiral

Notas finais
~♥Beijos da Autora♥~