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7 Capitulo 07: Tomando o que é meu


Acordei mais uma vez me sentindo desorientada, olhei ao redor vendo os pratos em cima da mesa e a TV desligada, eu não lembrava de ter tirado os pratos de cima de mim, provavelmente estava com sono demais, tomei uma banho rápido e coloquei um macaquinho aberto azul e meu biquíni branco mais uma vez, olhei meu celular e vi que tinha mensagens da Rebecca dizendo que tinha que me contar uma novidade e de Thomas dizendo que estavam indo, antes que recebesse um novo ultimato mandei uma mensagem para minha mãe enquanto descia.

— Hey gilr. – Thomas tinha os braços ao redor de Rebecca e essa estava com o rosto corado.

O caminho foi divertido e Thomas parecia descontraído, quando chegamos ele foi ao restaurante da praia pedir alguma coisa pra comermos.

— Certo, me conta. – olhei para a mulher ao meu lado com seus lindo olhos azuis brilhando.

— Ele e incrível, ficamos um tempo na praia conversando e andando perto das ondas, quando ele me levou pra casa nós nos beijamos. – ela falou rápido como se estivesse segurando para não explodir e vi seu rosto ficar vermelho novamente.

— Isso e incrível, fico feliz por vocês. – sorri para ela que tinha um enorme sorriso bobo no rosto.

— Não é estranho, a dois dias nem nos conhecemos e agora estamos juntos. – vi sua dúvida no rosto.

— Claro que não, vocês combinam e afinal estão se conhecendo que mal ter uns beijinhos de recompensa. – ela riu comigo, mas eu não podia deixar de comparar sua situação a minha.

Mesmo tendo conhecido Sebastian em tão pouco tempo estava pronta para me entregar de uma forma que a muito tempo não me entregava, eu não era virgem e claro, mas meu último namorado tinha me usado e jogado fora de todas as formas, além de me trocar por uma amiga próxima saiu falando de mim e coisas intimas para todos, foi um dos motivos para minha depressão de meses atrás.

— Voltei, agua de coco para as meninas com uma porção de camarão e uma caipirinha para mim. – Thomas parecia que estava forçando um sorriso.

— Algum problema? – perguntei tomando um gole da agua de coco pelo canudo.

— Mais uma garota morta. – sua voz baixou como se tivesse medo de alguém ouvir.

— Oh meu Deus como assim? – Rebecca tinha um rosto preocupado.

— Encontraram ela próxima a umas rochas mais para a frente, ela estava com a mesma frase na barriga. – ele olhou para as mãos como se não soubesse como continuar.

— Mas alguma coisa? – eu sabia que tinha mais alguma coisa.

— Era estrangeira e loira ao que parece. – ele pegou um camarão como forma de termino e ficamos um tempo sem conversar.

Minha mente foi para as rochas e como eu tinha tido sorte, poderia ter sido eu, peguei meu celular e vi que tinha uma mensagem.

“Você me deixa louco”

Era uma mensagem simples, mas senti meu corpo acender de forma rápida.

“Não posso dizer que você não faz o mesmo”

Fiquei um tempo esperando sua resposta e quando estava indo digitar preocupada por ter dito alguma coisa errada meu celular vibra.

“Eu preciso de você para mim”

Eu sorri e olhei para meus amigos que agora estava falando da universidade e de como eram, distraídos demais para perceber que eu estava corada e possivelmente excitada.

“Eu sou sua”

Sua mensagem veio mais rápido do que eu podia julgar ser possível.

“Se eu tomar você pra mim não vou devolver nunca mais”

Sua mensagem teve um efeito imediato e meu coração errou uma batida.

“Eu não quero voltar, eu quero você”

Após essa mensagem não tive mais respostas, já faziam uma semana desde que ele tinha me respondido, eu mandei várias outras, mas nada, e a cada dia mais uma garota aparecia morta, sempre com a mesma frase na barriga e agora as ruas ao redor da praia e hotel não eram seguras, minhas férias estavam correndo o risco de ser encurtadas, suspirei mais uma vez olhando a noite cair pela minha varanda no hotel, entrei no quarto quando ouvi alguém bater na porta, eu não tinha pedido serviço de quarto, abri a porta do quarto e senti meu coração parar mais uma vez, ali estava Sebastian, com uma jaqueta de couro, calças jeans e tênis todos em preto, seu rosto meio ocultado pelo boné. Fiquei por um momento com raiva de todos essas dias ele ter sumido e do nada aparecer na frente da minha porta, quando tentei fechar a porta ele segurou, senti meu coração acelerar.

— O que você quer? – minha voz estava alta e eu sabia que tinha um pouco de medo.

— Eu vim te buscar. – sua voz era calma e ele tinha um olhar sério.

— O que quer dizer com isso? – a porta foi aberta devagar por ele que entrou e fechou.

— Eu disse que era minha, você disse sim, falei que se eu tomasse você não devolveria e você aceitou. – ele falava como se jogasse tudo na minha cara, eu sabia o que tinha falado, mas eu não sabia que tinha tido um significado diferente para ele.

— Eu sei o que falei. – minha voz era um pouco mais assustada conforme ele andava em minha direção e eu andava para trás até cair sentada na cama.

— Você está com medo? – ele parou pela primeira vez me olhando com atenção.

— Sim. – como sempre a verdade saindo de mim sem ao menos ter permissão.

— Eu nunca machucaria você. – ele foi até mim.

Seus olhos um lembrete claro do quanto ele se importava comigo, sua língua passou suavemente pelos meus lábios.

— Estou com raiva. – minha voz era baixa e rouca agora que ele estava perto demais de mim.

— Eu sei, sinto muito, prometo explicar tudo com calma depois, mas agora eu preciso de você. – sua voz era de desejo e seus olhos foram para o meu corpo e parecia que cada parte que ele olhava esquentava instantaneamente.

Sem mais nenhuma palavra eu puxei seu corpo para junto do meu e ele se deitou por cima de mim, com presa lutamos com a roupa um do outro, claro que a dele deu mais trabalho já que eu só usava um vestido sem nada por baixo, fato que fez ele gemer ao ver isso, quando estamos nus ele nos puxou para o meio da cama, suas mãos me tocavam com desejo e cuidado ao mesmo tempo, eu sentia sua respiração conforme ele beijava cada parte do meu corpo, eu senti arrepios e meu baixo ventre se contorcia, quando ele chegou a minha intimidade senti meu corpo convulsionar cada vez mais com seu toque, e assim me derramei, sem nenhuma palavra ele se posicionou na minha entrada e devagar demais entrou, parecia que ele apreciava cada minuto e quando estava por completo seus olhos negros gravaram no meu e começou um vai e vem lento, eu queria mais e logo estava gemendo por isso, com um rosnado ele começou a acelerar e ir com mais força, eu sentia que meu corpo se apertava de novo chegando ao prazer e senti ele segurando o seu próprio e então gemi o nome dele ao me derramar mais uma vez, e depois de três estocada ele também chegou ao ápice, ficamos ali com ele ainda dentro de mim tentando controlar nossas respirações e logo ele me puxou para o lado me colocando sobre seu corpo e assim dormi.