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6 Capitulo 06: Paciência


Fomos em direção as rochas e ele me ajudava a passar pelos buracos, quando estava cansada e pronta para perguntar ele parou e me virou em direção a cidade, era uma bela visão, parecia que ela fazia parte de uma realidade diferente, a brisa morna do mar e os braços dele ao redor da minha cintura em um firme abraço por trás me deixava confortável.

— E muito bonito. – ele riu próximo minha orelha me fazendo arrepiar.

— Você melhorou sua paciência meu amor. – ele me virou mais uma vez e vi várias piscinas naturais e agua florescente.

— O que são? – dei um passo, mas ele me segurou, olhei e vi que estava com o pé pairando sobre uma enorme abertura com a mesma agua verde florescente.

— São pequenas bactérias que ficam incandescentes. – fui de encontro mais uma vez ao seu corpo e senti seu coração batendo forte em minhas costas.

— Droga, só um minuto. – peguei meu celular e mandei uma mensagem para Thomas avisando que tinha chegado no hotel.

— Pronto? – pela primeira vez senti sua voz com um tom frio.

— Sim. – me virei ficando de frente para ele e vi sua expressão séria.

— Você é minha. – sua voz tinha um tom de possessividade mais uma vez.

— E você é só meu. – falei puxando seu rosto de encontro com o meu e o beijando, eu não queria dizer a ninguém sobre ele, porque ele era apenas meu.

Ouvi um rosnado vindo dele que me puxou pra cima fazendo minhas pernas abraçarem sua cintura, e então senti uma rocha nas minhas costas e seu corpo me apertando, seus lábios desceram pelo meu pescoço, ele não se limitava com beijos e chupões leves, eu sentia sua língua provar minha pele e seus dentes agarrarem com suavidade me fazendo arrepiar, eu sabia que estávamos indo rápido demais, mas parecia devagar demais para o que eu queria, era como se eu já pertencesse a ele e só estava esperando ele vir me tomar, suas mãos estava em todo lugar, testando meus limites, apertando minhas coxas, quadril, bunda, cintura e seios e quando não encontrou resistência voltou o percurso um por um me fazendo gemer com seu toque. Meu vestido estava na cintura e ele explorava meu corpo com desejo.

— Eu preciso de você. – sua voz era rouca e o desejo dele bateu em meu corpo como brasas quentes.

— Eu quero você. – minha voz estava rouca também e por um momento senti ele respirando fundo.

— Tenho que te levar de volta. – ele me soltou e começou a descer.

— Fiz alguma coisa errada? – senti meus olhos se encherem de lagrimas e me recusei a derrama-las.

— Não, você é perfeita de uma forma que não entende e não posso fazer isso com você aqui, você merece o melhor, e se eu começar eu não vou conseguir parar, não com você, você me faz perder o controle, e eu não sei se isso e uma coisa boa ou não. – ele se aproximou novamente de mim e sua fala era pausada e voz rouca pelo desejo.

— Eu não quero esperar. – minha voz era de suplica e eu senti meu corpo ainda quente por ele.

— Paciência. – ele sorriu para mim pegando minha mão e logo fomos para o hotel andando.

O silencio entre nos tinha uma tensão gostosa e quando chegamos ao hall ele me deu um simples selinho e meu mandou subir ficando olhando atento para cada movimento meu. No quarto tomei banho e pedi serviço de quarto, comi vendo um programa qualquer e provavelmente acabei dormindo.